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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Energia de Belo Monte já está chegando aos consumidores

Energia

Usina atingirá capacidade máxima em 2019, com 11.233 MW de potência instalada.A primeira turbina a entrar em operação, na Casa de Força Principal (sítio Belo Monte) iniciou a sincronização com SIN no domingo, com capacidade de gerar até 611,1 MW. Uma outra turbina menor, de 38,9 MW, foi sincronizada na Casa de Força Complementar (Sítio Pimental) na segunda-feira (4/4).

Ministério de Minas e Energia
foto - ilustração
A energia elétrica da Usina Hidrelétrica Belo Monte já está chegando às linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN) desde o último domingo (3/4), informou nesta terça-feira (5/4) a empresa Norte Energia, concessionária do empreendimento. A primeira turbina a entrar em operação, na Casa de Força Principal (sítio Belo Monte) iniciou a sincronização com SIN no domingo, com capacidade de gerar até 611,1 MW. Uma outra turbina menor, de 38,9 MW, foi sincronizada na Casa de Força Complementar (Sítio Pimental) na segunda-feira (4/4).
As duas unidades geradoras estão na fase pré-operação comercial, e a próxima etapa é receber a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para começar a operação comercial, o que deve ocorrer nos próximos dias. No leilão de venda da energia produzida pela usina, em 2010, foram firmados contratos com 27 empresas distribuidoras que atendem consumidores de 17 Estados.
Belo Monte, que terá capacidade instalada total de 11.233 MW, é formada por duas casas de força, sendo a Principal dotada de 18 turbinas tipo Francis, com capacidade de 611,1 MW cada uma, totalizando 11 mil MW. Quando concluída, essa casa de força responderá por 97% da energia do empreendimento.
A Casa de Força Complementar terá seis turbinas do tipo bulbo, com 38,9 MW, e capacidade total de 233 MW. Ou seja, toda a energia que será gerada na casa de força Complementar corresponderá a apenas 38% da capacidade de uma única turbina das 18 que serão implantadas na casa de força principal. O início de suprimento da energia gerada pelo empreendimento, previsto nos contratos, é proporcional à motorização da usina, que se encerrará no final de 2018. Em janeiro de 2019, com sua potência máxima instalada, Belo Monte iniciará a operação comercial de sua última turbina.
Com informações do Ministério de Minas e Energia  06/04/2016

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Belo Monte - Atividades em canteiro devem ser retomadas após fim de ocupação

Atividades em canteiro de Belo Monte devem ser retomadas, após fim de ocupação

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Após suspender a reintegração de posse da área ocupada por manifestantes em um dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, a área foi desocupada na noite de ontem (9). Segundo o Consórcio Construtor Belo Monte, responsável pela construção da usina no Rio Xingu, no Pará, a expectativa é que as atividades sejam retomadas ao longo desta sexta-feira (10), depois de oito dias suspensas por questões de segurança. O prejuízo causado pela interrupção das atividades ainda não foi calculado pelo consórcio.
O Canteiro Belo Monte, a cerca de 75 quilômetros de Altamira, foi ocupado na quinta-feira (2) por um grupo de aproximadamente 150 manifestantes, entre os quais índios da etnia Munduruku, ribeirinhos e ambientalistas. O grupo montou acampamento no local e exigia a regulamentação do processo de consulta aos povos tradicionais. Os manifestantes também pediam a paralisação de todos os projetos hidrelétricos em curso, até que a regulamentação fosse concluída e as comunidades fossem ouvidas. As consultas prévias estão previstas na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A suspensão da reintegração ocorreu um dia após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) ter permitido o uso da força policial, na desocupação do canteiro. A decisão de suspender a reintegração atendeu a um pedido feito pelo Ministério Público Federal do Pará, na tarde de ontem, à desembargadora Selene Almeida, do TRF1, para que o mandado de reintegração fosse revisto. Na avaliação do MPF, a ocupação ocorria de forma pacífica e uma solução poderia ser alcançada sem necessidade de uso da força. O documento, enviado pelo MPF à desembargadora, também registra que lideranças indígenas e um representante da Secretaria-Geral da Presidência da República se reuniram por quase um dia inteiro para discutir uma solução para o impasse.
Em nota, o MPF destaca que relatos da Fundação Nacional do Índio (Funai), que acompanhou todos os dias de ocupação por ordem da Justiça federal em Altamira, demonstram que “os indígenas pretendiam dialogar e não tinham qualquer ingerência sobre a entrada e saída do canteiro. Além disso, não havia qualquer conflito entre indígenas e trabalhadores do Consórcio Construtor de Belo Monte”.
Há cerca de um mês, uma comitiva do governo federal se reuniu, em Jacareacanga (PA), com supostas lideranças do povo Munduruku, além de representantes da prefeitura e da Câmara de Vereadores, para dialogar a respeito do processo de consulta aos povos indígenas que vivem na Bacia do Rio Tapajós e sobre os projetos de empreendimentos hidrelétricos.
Segundo nota divulgada à época pela Secretaria-Geral da Presidência da República, outras lideranças indígenas convidadas para o debate não compareceram, exigindo, de última hora, que o encontro fosse alterado para outro lugar, algo considerado inviável pelos responsáveis.
Entre os participantes do encontro estava o secretário nacional de Articulação Social, Paulo Maldos, que lembrou que a Convenção 169 já está em vigor no país e que um grupo interministerial está encarregado de regulamentar, com a participação de representantes indígenas e de populações tradicionais, o processo de consulta. “O processo de consulta na região do Tapajós será a primeira experiência prática, de participação planejada e conjunta, uma espécie de laboratório para a regulamentação da Convenção 169 no país”, acrescentou o secretário à época.
Fonte - Agência Brasil  10/05/2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Um novo visual que se traduz numa nova perspectiva para a produção de energia em Sergipe


Foto: Vieira Neto/Sedetec
Foto: Vieira Neto/Sedetec
Por Hugo Sídney, repórter da ASN

Quem trafega pela rodovia SE-100 (Barra dos Coqueiros – Pirambu) já se depara com um novo visual que, para os olhos mais sensíveis, pode representar um novo cartão postal para o litoral sergipano. É a Usina de Energia Eólica (UEE) Barra dos Coqueiros, com previsão de ser inaugurada oficialmente em janeiro, que já formata um novo panorama tanto para o litoral Norte do estado, quanto para o futuro de Sergipe, pelo que representa na geração de uma energia limpa, segura e ecologicamente correta.
A partir de um empreendimento do grupo Engevix, que contou com incentivos do Governo do Estado através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), a usina eólica terá capacidade de produzir 34,5 megawatts, que representa energia suficiente para abastecer uma cidade com 120 mil habitantes. Esta energia é produzida através dos aerogeradores instalados nas 23 torres a 100 metros de altura.
Os estudos para implantação do Parque Eólico foram iniciados em 2008. As obras no Parque iniciaram-se em outubro de 2011 e a instalação das turbinas iniciou-se em abril deste ano. A UEE Barra dos Coqueiros comercializou sua energia no primeiro leilão exclusivo de energia eólica do Brasil. A energia será contratada pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) como energia de reserva por um prazo de 20 anos. VEJA MAIS -  AG.Sergipe de Noticias
Fonte - ASN - 27/01/2013