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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Linha Sul do Metrô de Fortaleza registra crescimento de fluxo de passageiros

Transportes sobre trilhos  🚇

Em fase de melhorias operacionais, Linha Sul registra crescimento de fluxo de passageiros.Com o crescimento dos investimentos em equipamentos e sistemas, há uma sensível melhora operacional do metrô, consolidando-o como uma opção de transporte rápida, acessível, segura, confortável e competitiva no preço. Com a redução dos intervalos entre os trens e a consequente facilidade de integração com os ônibus, serão ampliadas as opções de mobilidade na Região Metropolitana de Fortaleza.

Seinfra CE.
foto -  Tiago Stille/Governo do Ceará
Repetindo a tendência de anos anteriores, a Linha Sul do Metrô de Fortaleza registrou crescimento no número de passageiros nos dois primeiros quadrimestres deste ano. Considerando de janeiro a agosto de 2017, o crescimento foi de 9%, saindo de 3.060.032 passageiros em 2016, para 3.915.658 pessoas transportadas no mesmo período deste ano. No ano passado, a Linha Sul teve fluxo de passageiros 17% maior em relação ao período de janeiro a dezembro de 2015.
“Com o crescimento dos investimentos em equipamentos e sistemas, há uma sensível melhora operacional do metrô, consolidando-o como uma opção de transporte rápida, acessível, segura, confortável e competitiva no preço. Com a redução dos intervalos entre os trens e a consequente facilidade de integração com os ônibus, nós teremos ampliadas as opções de mobilidade na Região Metropolitana de Fortaleza”, avalia o diretor-presidente do Metrofor, Eduardo Hotz.
Desde 2015, a Cia Cearense de Transportes Metropolitanos realiza projetos que já resultaram em benefícios para os usuários. Somente neste ano, o horário de atendimento passou por duas ampliações e hoje a Linha Sul atende de 5h30 até 21h – e a meta é alcançar operação até 23h30. O intervalo entre os trens, em todas as estações, foi reduzido de 20 para 17 minutos, e a oferta de trens à população aumentou, com a inserção de mais dois trens elétricos na frota operacional, totalizando, agora, cinco composições, o que resulta em maior conforto nas viagens.
Além disso, o sistema de bilhetagem eletrônica é uma realidade, e os pagantes de passagem inteira e meia passagem já desfrutam dos benefícios do Cartão do Metrofor. Também foram contratados 148 novos profissionais para reforçar o funcionamento da Sul e possibilitar a operação do Ramal Parangaba-Mucuripe, que começou neste ano o atendimento com passageiros. Desde 25 de julho até hoje, mais de 30 mil pessoas já utilizaram o Ramal, que opera em horários e trechos restritos, de segunda a sábado, de 6h às 12h, entre as estações Borges de Melo e Parangaba, compreendendo 5km de operação assistida, com embarque gratuito. Desde 2/10, a operação assistida passou a contar com dois Veículo Leve sobre Trilhos (VLTs), e passou a utilizar as duas vias da linha, ampliando a capacidade de transporte do modal.
A tendência é que, com o avanço das obras e a ampliação da Operação, os dois sistemas - Linha Sul e Parangaba-Mucuripe - registrem crescimento de passageiros, devido à integração física entre eles, na Parangaba. Devido á esta integração, as possibilidades de deslocamentos dos passageiros aumentam, tanto para quem embarca na Linha Sul, como para quem acessa o Ramal Parangaba-Mucuripe. Com isso, as duas linhas passam a ampliar suas áreas de atendimento.

Automatização
Para os próximos meses, a Cia Cearense de Transportes Metropolitanos planeja novas reduções no tempo de espera pelo metrô. Isso será possível com a implantação do Sistema de Sinalização e Controle, que está em fase avançada de implantação.
Este módulo é constituído por um conjunto de equipamentos e softwares que controlarão automaticamente diversos parâmetros operacionais, como velocidade, distância entre os trens e a programação de paradas e partidas nas estações. Seu funcionamento vai automatizar a operação da Linha Sul. A previsão é de que esse sistema comece a operar ainda no primeiro semestre de 2018, possibilitando redução do intervalo entre os trens.
Com informações da Seinfra CE.  06/10/2017

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Investimentos são destaque da demanda interna em 2013

Economia

O consumo das famílias também teve impacto importante sobre a economia brasileira. Houve crescimento de 2,3%

Vitor Abdala 
Marcello Casal / Agência Brasil
O crescimento de 6,3% nos investimentos foi o principal destaque da demanda interna do país em 2013. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o principal motivo do aumento foi a alta da demanda por máquinas e equipamentos, que cresceu 10,2% no ano passado.
“Os investimentos foram a grande diferença, já que, em 2012, eles tinham caído 4%. O governo fez várias linhas de financiamento [como as do BNDES]. Programas imobiliários, como o Minha Casa, Minha Vida também contribuíram”, disse a pesquisadora de Contas Nacionais do IBGE Rebeca Palis.
O consumo das famílias também teve impacto importante sobre a economia brasileira. Houve crescimento de 2,3%, o décimo consecutivo, puxado pelo aumento de 2% da massa salarial real e de 8,5% nas operações de crédito para pessoa física.
Apesar disso, o ritmo de aumento de consumo continua caindo. Em 2012, por exemplo, a alta havia sido 3,2%. Entre os motivos que levaram à redução do ritmo estão o aumento da inflação e da taxa de juros que impactam, respectivamente, o poder de compra e as operações de crédito.
O setor externo contribuiu de forma negativa para a demanda do Produto Interno Bruto (PIB), pois as importações cresceram 8,4%, enquanto as exportações aumentaram apenas 2,5%. Entre os fatores que levaram ao déficit da balança comercial estão o aumento das importações de petróleo e de máquinas e equipamentos, além de um gasto maior de turistas brasileiros no exterior.
Segundo as Contas Nacionais, divulgadas hoje pelo IBGE, houve leve aumento da taxa de investimento PIB, de 18,2%, em 2012, para 18,4%, em 2013. Já a taxa de poupança caiu de 14,6% do PIB em 2012 para 13,9% em 2013.
Fonte - Agência Brasil  27/02/2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Horário de verão propiciou ao país economia de R$ 405 milhões

Economia

Os dados sobre o comportamento do Sistema Interligado Nacional (SIN), no período de vigência do horário de verão, foram divulgados na tarde de hoje (14) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e apontam para uma redução da demanda por energia elétrica no horário de ponta da ordem de 2.565 megawatts (MW), sendo 1.915 MW no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 650 MW no Subsistema Sul.

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil

Com o final do horário de verão à meia-noite deste sábado (15), quando os relógios terão que ser atrasados em uma hora nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o país terá economizado R$ 405 milhões nos 120 dias da vigência da medida, instituída pela primeira vez no verão de 1931/1932.
Os relógios terão que ser atrasados em uma hora com o final do horário de verão Renato Araujo/Agência Brasil
A medida começou a valer no dia 20 de outubro do ano passado e propiciou uma redução de aproximadamente 4,1% da demanda por energia de ponta dos dois sistemas. Desse percentual, 4,3% foi economizado no Subsistema Sul, e 4,1% no Sudeste/Centro-Oeste.
Os dados sobre o comportamento do Sistema Interligado Nacional (SIN), no período de vigência do horário de verão, foram divulgados na tarde de hoje (14) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e apontam para uma redução da demanda por energia elétrica no horário de ponta da ordem de 2.565 megawatts (MW), sendo 1.915 MW no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 650 MW no Subsistema Sul.
O Operador Nacional do Sistema informou que, no caso do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a redução equivale a, aproximadamente, 50% da carga no horário de ponta da cidade do Rio de Janeiro (6,4 milhões de habitantes), ou a duas vezes a carga no horário de ponta de Brasília (2,6 milhões de habitantes). No Sul, representa 75% da carga no horário de ponta de Curitiba (1,8 milhão de habitantes).
Para o ONS, no entanto, o principal benefício do horário de verão “foi o aumento da segurança operacional, resultante da diminuição dos carregamentos na rede de transmissão, que proporcionou maior flexibilidade operativa para realização de manutenção em equipamentos”.
Do total de R$ 405 milhões economizados, os ganhos referentes ao custo evitado com geração térmica para se preservar os padrões de segurança do sistema resultaram em benefícios econômicos de R$ 125 milhões, somente com a redução de geração térmica, no período outubro/2013 a fevereiro/2014.
Mais R$ 280 milhões economizados foram referentes ao custo evitado pela redução do valor da carga esperada para a ponta do Sistema Interligado Nacional, de 2.565 MW, que teria que ter sido atendido por geração térmica.
Os números indicam, ainda, que a redução de energia de 295 MW médio representa 0,5% da carga dos subsistemas envolvidos, dos quais 220 MW correspondem ao Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 75 MW ao Subsistema Sul, equivalendo a 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro e 14% do consumo mensal de Curitiba, respectivamente.
Fonte - Agência Brasil  14/02/2014

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ipea: círculo vicioso dificulta melhoria no transporte público

Transporte público  🚌 🚇

O valor das passagens de ônibus subiu 65% acima da inflação entre 2000 e 2012, superior ao custo de carros particulares e da gasolina. “Quanto mais aumenta o preço [do transporte público], menos [esse tipo de transporte] é usado, gerando, então, nova necessidade de se aumentar o preço”, destaca o pesquisador do Ipea Carlos Henrique Ribeiro

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O valor das passagens de ônibus subiu em nível 65% superior ao da inflação entre 2000 e 2012, acima do custo de automóveis particulares e da gasolina. Com isso, a demanda por transporte público registrou queda de 25%, em comparação com os anos 90, gerando um círculo vicioso que favorece, novamente, o aumento das tarifas.
Esta foi uma das conclusões que se encontram em nota técnica divulgada hoje (4) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “O congestionamento urbano também acaba aumentando em 20% [e 25% no caso de São Paulo] os custos do transporte público e, consequentemente, o preço da tarifa. E quanto mais aumenta o preço [do transporte público] menos [esse tipo de transporte] é usado, gerando, então, nova necessidade de se aumentar o preço. Para piorar, o aumento do custo não vem acompanhado de uma melhora da qualidade, o que também desestimula seu uso”, disse o pesquisador do Ipea Carlos Henrique Ribeiro.
Segundo ele, o aumento da renda das famílias também pode ser considerado negativo para o transporte público, uma vez que ele veio associado a mais investimentos em transportes privados e, consequentemente, em maiores congestionamentos urbanos. “É um círculo vicioso”, conclui o pesquisador, que aponta o oligopólio do setor como outro fator que influencia o aumento das tarifas acima do índice de inflação.
Ele explica que, em regra geral, o custo do transporte é 100% coberto pelas tarifas cobradas dos usuários, diferentemente do que ocorre em outros países. Com isso, a conta acaba sendo paga exclusivamente pelas camadas mais pobres da população, principais usuários do sistema de transporte público.
“Isso resulta também em imobilidade, já que, entre os 10% mais pobres da população, 30% das famílias não gastam absolutamente nada com transporte público”, argumentou Ribeiro.
Para contribuir com horizontes que estimulem o uso e a qualidade do transporte público, a pesquisa sugere a cobrança de tributos sobre usuários e proprietários de automóveis, sobre o setor produtivo (por serem beneficiados a partir do deslocamento de seus funcionários ao trabalho) e pelos proprietários de imóveis e comércios valorizados pela proximidade com estruturas de transporte público.
“No caso dos usuários de automóveis, sugerimos uma maior taxação de combustíveis, de vias sujeitas a congestionamentos e de estacionamentos. Aos proprietários, [sugerimos] tributos incidentes sobre a comercialização e propriedade desses veículos. Nesse caso, há que se ter certo cuidado porque a indústria do automóvel responde por 20% do PIB nacional. Não seria interessante, portanto, sobrecarregar na aquisição, e, sim, focar nas alternativas relacionadas ao uso intensivo do automóvel”, disse o pesquisador do Ipea.
Fonte - Agência Brasil 04/07/2013