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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Itaipu atinge marca histórica de produção de energia

Energia

Marca recorde de 2,3 milhões de megawatts-hora mantém a usina na posição de maior geradora de energia elétrica limpa e renovável do mundo.A nova marca é resultado de toda a energia produzida durante 31 anos e sete meses, a contar de maio de 1984, quando a binacional começou a operar.

Da Agência Brasil
Itaipu Binacional/Arquivo
A Itaipu Binacional atingiu nesta quinta-feira (12), às 8h, a marca recorde de 2,3 milhões de megawatts-hora (MWh), o que a mantém na posição de maior geradora de energia elétrica limpa e renovável do mundo. A nova marca é resultado de toda a energia produzida durante 31 anos e sete meses, a contar de maio de 1984, quando a binacional começou a operar.
Se fosse possível o armazenamento, o volume dessa energia seria suficiente para atender ao consumo de eletricidade do mundo inteiro por 38 dias e dez horas. Essa mesma quantidade também atenderia ao consumo de energia elétrica no Brasil por quatro anos e dez meses e, ainda, à demanda elétrica de uma cidade de grande porte, como São Paulo, por 78 anos.
A Usina de Itaipu responde, atualmente, por 17% de toda a energia elétrica consumida no país. A produção demandada pela binacional é fundamental para a infraestrutura energética, a integração e o desenvolvimento de todo o território brasileiro, destacou o superintendente de Operação da Itaipu, Celso Torino.
“É uma celebração enorme para a gente. Os dados são importantíssimos para o Brasil, uma vez que nenhuma outra usina ultrapassou a marca dos 2 bilhões de MWh. O número histórico reforça o marco de energia produzida pela Itaipu, que continua como a maior geradora de energia limpa e renovável do mundo, o que contribui não só economicamente com o país, mas também ambientalmente”.
A marca recorde da Itaipu ocorre em meio à crise hídrica que atinge alguns estados. O país vive, pelo segundo ano consecutivo, as consequências de fortes estiagens, devido à influência do El Niño. O fenômeno traz chuvas em excesso no Sul e seca intensa no Nordeste brasileiro.
Celso Torino destaca que a produtividade alcançada pela binacional é um avanço em relação à situação hidrológica do país, já que a Itaipu conseguiu aproveitar, somente em 2014, 99,3% dos seus recursos hídricos.
“Produção e produtividade são coisas diferentes. A produtividade se refere à relação entre a quantidade de MWh produzidos e os metros cúbicos de água que foram aproveitados. No ano de 2014, o índice operacional de produtividade foi 99,3%, ou seja, quase 100% de aproveitamento dos recursos hídricos, o que é bom para a situação de escassez que vive o Brasil. A boa notícia é que, neste ano, a produtividade se desenvolve de maneira similar”, acrescentou.
Fonte - Agência Brasil  12/11/2015

domingo, 12 de abril de 2015

Programa de gestão da água de Itaipu é apresentado como solução para São Paulo

Meio ambiente

A iniciativa, desenvolvida pela empresa Itaipu Binacional, recuperou municípios da região da usina hidrelétrica, na bacia hidrográfica Paraná 3, no oeste do estado.Para o diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional, Nelton Friedrich, essa é uma estratégia local para o enfrentamento das mudanças climáticas e para a gestão de bacias hidrográficas....

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil
Arquivo - Agência Brasil
O programa Cultivando Água Boa, implementado no Paraná e considerado pelas Nações Unidas (ONU) a melhor prática de gestão da água no mundo neste ano, está sendo apresentado na cidade São Paulo como alternativa para contornar a crise hídrica no estado.
A iniciativa, desenvolvida pela empresa Itaipu Binacional, recuperou municípios da região da usina hidrelétrica, na bacia hidrográfica Paraná 3, no oeste do estado. Em 29 cidades, onde vivem mais de 1 milhão de pessoas, o projeto contou com cerca de 2,4 mil colaboradores e resultou na produção anual de 430 bilhões de litros de água, duas vezes mais que a necessidade da população local.
Para o diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional, Nelton Friedrich, essa é uma estratégia local para o enfrentamento das mudanças climáticas e para a gestão de bacias hidrográficas, o que pode ajudar, neste momento de crise, a rever a forma de uso dos recursos hídricos.
“Nós elegemos a unidade 'bacia hidrográfica' como território de atuação do programa, porque é assim que a natureza está planejada. A recuperação tem um resultado extraordinário para as pessoas, para os municípios e para o país, porque recupera o solo, a água e a convivência comunitária”, explica.
No início do programa, quando foi implementado nas cinco primeiras microbacias, houve a recuperação de 55 espécies da flora e fauna. “O mais importante é que isso despertou nas próprias comunidades um interesse novo, porque voltaram também [a aparecer] pastos que já não se encontravam mais [na região da usina] e algumas flores”, disse o diretor.
O tratamento da água abrange muitos setores e ações, entre elas, a recomposição de mata ciliar, a educação ambiental, a agricultura familiar e a coleta de recicláveis. A educação envolveu merendeiras, professores, pescadores, jardineiros e estudantes. Já o desenvolvimento de uma agricultura orgânica, sem agrotóxicos e sustentável, resultou no percentual de 70% da merenda escolar sendo fornecida pela produção local de alimentos.
A inclusão social e produtiva alcançou ainda comunidades indígenas e quilombolas, incentivando não só o cultivo de alimento, mas também a instalação de centros de artesanato e apoio para infraestrutura. “Há uma forte ação educacional e construção de uma cultura da água, da cultura de sustentabilidade, com ênfase nos nexos da água com a produção de energia, a produção de alimentos e a sustentação da comunidade de vida”, apresentou a Itaipu.
O secretário do Verde e Meio Ambiente, Wanderley Meira, disse que a educação ambiental é importante sobretudo na primeira infância. Ele destacou ainda que a cidade de São Paulo exige que tudo seja em grande escala, o que seria um desafio para implementação de programas como este.
“Também é importante frisar que, na cidade de São Paulo, quem cuida da água, tanto do seu manejo, do tratamento, do abastecimento e do acondicionamento é a Sabesp”, acrescentou. Apesar disso, ele observou que há ações que podem ser executadas pelo governo municipal. “Tem, sim, um papel da prefeitura, mas muito mais de educação ambiental e de preparar a população para o uso mais adequado do consumo do que necessariamente na operação da água.”
A comunidade poderá conhecer mais sobre o programa Cultivando Água Boa em uma exposição gratuita que está aberta no Museu Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP).
Fonte - Agência Brasil  12/04/2015

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Foz do Iguaçu terá primeiro VLT elétrico do Brasil

Transportes sobre trilhos  🚄

O projeto está sendo feito em Foz do Iguaçu (PR), com um modelo da Bom Sinal que terá o motor adaptado.Segundo Celso Novais, coordenador do Projeto Veículo Elétrico (VE), a primeira fase do projeto será gerar o estudo para a acomodação do sistema elétrico no veículo diesel.

Da Redação
Foto ilustração - Bom Sinal
A Itaipu Binacional iniciou nesta semana os estudos para desenvolver o primeiro VLT com tração elétrica do Brasil. O projeto está sendo feito em Foz do Iguaçu (PR), com um modelo da Bom Sinal que terá o motor adaptado.
Segundo Celso Novais, coordenador do Projeto Veículo Elétrico (VE), a primeira fase do projeto será gerar o estudo para a acomodação do sistema elétrico no veículo diesel. Será verificado o espaço disponível para a instalação da tração elétrica, incluindo motor, sistema de acoplamento, caixa de redução, sistemas de fixação, além da parte de eletrônica de potência, responsável pelo acionamento do motor. O estudo deve durar um ano e meio.
Na segunda fase do estudo, será desenvolvida uma versão elétrica sem as catenárias. Serão analisadas as possibilidades de uso de bateria de sódio com carga rápida, um sistema sem fio de recarga ou um sistema de recarga nas paradas. A estimativa é que sem o uso de catenárias o gasto com o projeto poderá ser reduzido em um terço. Essa etapa do processo também deve levar um ano e meio
De acordo com Novais, será necessário instalar um pequeno trecho de trilhos dentro de Itaipu, para os testes iniciais. A versão elétrica do VLT poderá alcançar velocidade de até 170 km/h, ante os 120 km/h atuais da versão a diesel.
Fonte - Revista Ferroviária  01/11/2012