UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A Suíça entrega PSDB. Lula luta para não ser preso. FHC ouve clássicos. De camarote

Ponto de Vista  🔍

Foi a Suíça que comunicou às autoridades brasileiras a existência de R$ 113 milhões movimentados por Paulo Vieira de Souza......Vulgo "Paulo Preto", diretor da DERSA por 5 anos. Nomeado por Alckmin em 2005. A Folha informa: a Suíça mandou, não o Brasil foi buscar. E informações sobre 113 milhões submergiram num processo secundário em São Paulo.Deveriam estar em inquérito no Supremo que investiga Serra e Aloysio Nunes. Ligados a Paulo Preto, que serviu ao governo Serra e ameaçou na campanha 2010: -Não se abandona companheiro ferido à beira da estrada… Recado claríssimo, jamais investigado pra valer. Em 2012, CPI Cachoeira/ Delta, Paulo Preto escancarou, na revista Piauí: -Por que a CPI proibiu a abertura das contas do eixo Rio-São Paulo? Porque se abrir essas contas o Brasil cai.

Bob Fernandes



imagem - YouTube/Arquivo

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Começa na Suíça a operação do túnel ferroviário mais longo do mundo

Transportes sobre trilhos  🚅

Suíça inicia operação do mais longo túnel ferroviário do mundo.O túnel de via dupla aproximará o norte e o sul da Suíça e diminuirá o tempo de viagem entre os países vizinhos.Ele também permitirá que os passageiros de perto e de longe passem mais tempo nos seus destinos,descobrindo as maravilhas da Suíça ao norte e ao sul dos Alpes.

Por PR Newswire

Ele é mais longo – e mais profundo – do que qualquer outro túnel ferroviário do mundo. No domingo 11 de dezembro terá início a operação do Túnel Base de São Gotardo. Esse projeto pioneiro permitirá que os passageiros atravessem velozmente por baixo dos Alpes em cerca de 17 minutos. O túnel de via dupla aproximará o norte e o sul da Suíça e diminuirá o tempo de viagem entre os países vizinhos. O túnel permitirá que os passageiros de perto e de longe passem mais tempo nos seus destinos, descobrindo as maravilhas da Suíça ao norte e ao sul dos Alpes.
A Suíça já possui a rede de transportes públicos mais densa do planeta e, ao longo dos anos, aumentou sua impressionante liderança em relação aos outros países. Em junho de 2016 aconteceu a festiva inauguração do Túnel Base de São Gotardo – um projeto pioneiro de 17 anos, o qual se estende por 57 quilômetros, a uma profundidade máxima de 2.300 metros, por baixo do Maciço de São Gotardo. A SBB, companhia Ferroviária Federal da Suíça, terminou agora de fazer no túnel exaustivos testes técnicos e de segurança. No domingo, 11 de dezembro – o dia no qual a rede pública de transportes da Suíça muda seu calendário anual em todo o país – o Túnel Base de São Gotardo iniciará seu serviço regular.

Mais fácil, mais rápido e mais confortável.
Esse túnel com superlativos espetaculares é mais do que uma obra-prima da engenharia ferroviária – ele é também um compromisso com o transporte ferroviário eficiente, seguro e sustentável através dos Alpes. O Túnel Base de São Gotardo permitirá que os passageiros viagem por baixo do maciço de São Gotardo em cerca de 17 minutos. O túnel reduzirá 30 a 40 minutos no tempo de viagem da Suíça de língua alemã para a Suíça de língua italiana. A nova via de tráfego significará conexões mais rápidas e frequentes, utilizando materiais rodantes modernizados e novos. O Túnel Base de São Gotardo é uma convincente razão para explorar o norte e o sul da Suíça através do transporte público.
Fonte - Portogente  09/12/2016

VEJA AQUI - Gotardo na Suíça,o túnel mais longo do mundo

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Voo internacional mais curto do mundo durará apenas 8 minutos

Internacional

O voo terá 21 quilômetros e durará apenas 8 minutos,mas vai atravessar o Lago Bodensee na região. Os passageiros vão voar do aeroporto de Friedrichshafen, na Alemanha para o aeroporto St. Gallen, na Suíça.

Revista Amazônia
RA
O voo internacional mais curto do mundo está marcado para começar suas operações em novembro e o voo vai levar apenas 8 minutos. O voo terá 21 quilômetros, mas vai atravessar o Lago Bodensee na região. Os passageiros vão voar do aeroporto de Friedrichshafen, na Alemanha para o aeroporto St. Gallen, na Suíça.
Os voos regulares terão início no dia 02 de novembro deste ano. As aeronaves usadas serão a Embraer 145 e levará 50 passageiros duas vezes por semana. Ao contrário de muitos voos regulares, a intenção é que a rota seja usada por turistas que viajam para a região.
O custo do voo será de US$ 45.
Fonte - Revista Amazônia  27/09/2016

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Teori libera para julgamento no STF denúncia sobre contas de Cunha na Suíça

Política 

No andamento processual da ação, que corre em segredo de justiça, está registrado, com a data de ontem (9), que o processo foi liberado para pauta pelo relator.O pedido de investigação feito pelo PGR foi baseado em informações sobre contas na Suíça atribuídas a Cunha.

Michèlle Canes
Repórter da Agência Brasil
imagem/Ag.Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, liberou para pauta do Plenário da Corte o julgamento da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em um inquérito contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O pedido de investigação feito pelo PGR foi baseado em informações sobre contas na Suíça atribuídas a Cunha.
No andamento processual da ação, que corre em segredo de justiça, está registrado, com a data de ontem (9), que o processo foi liberado para pauta pelo relator. Agora cabe ao presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, determinar a data do julgamento. Caso a denúncia seja aceita, Eduardo Cunha passa a ser réu em mais um processo.
A assessoria do deputado afastado ainda não se manifestou sobre o assunto.
Fonte - Agência Brasil  10/06/2016

domingo, 5 de junho de 2016

O luxo da utopia - Suíça vota renda mínima universal

Internacional

A Suíça realiza hoje um referendo nacional que poderá implementar uma renda mínima universal para todos os cidadãos, independentemente da riqueza de cada um.

Sputnik
Uma alternativa às falhas do capitalismo
© flickr.com/ Martin Abegglen
A proposta foi lançada ainda em 2010 por oito professores universitários e se resume ao seguinte:
“O Estado deve adotar uma lei que assegure, sem quaisquer condições, uma renda permanente a qualquer cidadão suíço, que lhe permita viver com esse dinheiro”.
Os especialistas justificaram a ideia pelo fato de o trabalho e a renda virem no futuro a estar inevitavelmente desassociados, pois cada vez mais a tecnologia está substituindo a atividade humana nos países desenvolvidos. Eles propõem ultrapassar desta forma as falhas do capitalismo e libertar as capacidades humanas das obrigações econômicas.
A medida, que suscita admiração e inveja na Europa de Leste, também fará os cidadãos mais felizes: eles poderão ter a profissão que quiserem sem se preocupar com o salário.

Experimentos deram certo
Projetos semelhantes à escala regional foram testados em diversos países — mas a possibilidade de tal ser implementado em larga escala é inédita.
O pioneiro foi o Canadá. Em 1974, na cidade de Dauphin, província de Manitoba, foi lançado um experimento com a renda mínima obrigatória, finalizado em 1979 pelo governo conservador. Os cientistas provaram o seu impacto positivo na sociedade: a situação das mulheres solteiras melhorou (elas puderam deixar o trabalho), os hospitais passaram a ter menos doentes.
Os experimentos realizados mais tarde mostraram que a renda mínima universal ajudará o Estado a cortar os gastos na esfera social. Os lares e centros de abrigo poderão cobrar o pagamento pelos serviços e, consequentemente, concorrer. E não há melhor método de cortar os custos do que a concorrência.

O Governo está contra
O governo da Suíça pronunciou-se abertamente contra a proposta. Segundo eles, os subsídios existentes não podem ser substituídos por uma renda fixa, isso não irá suprir todas as necessidades sociais.
Além disso, o governo destaca que parte da população com renda inferior a 2500 francos não teria mais incentivos para trabalhar e, para além disso, vai atrair imigrantes indesejados.

Opinião dos eleitores
Com uma renda per capita estimada em US$ 59 mil ao ano (R$ 211 mil) e taxa de desemprego inferior a 4%, o país não carece de políticas públicas de combate à pobreza.
Segundo as últimas sondagens, cerca de 72% da população e uma grande maioria dos cantões deverão rejeitar a proposta no referendo (as iniciativas devem ser aprovadas não só pela maioria dos eleitores, mas também por mais de metade dos cantões).
Enquanto a esquerda considera a ideia uma “limitação dos direitos dos pobres”, os partidos de direita opinam que representará uma ameaça ao crescimento econômico. No final, parece que só os românticos e radicais vão votar a favor da renda mínima universal.
Fonte - Sputnik  05/06/2016

domingo, 29 de maio de 2016

Gotardo na Suíça,o túnel mais longo do mundo

Transportes sobre trilhos  🚅

A prioridade é para o transporte dos caminhões ou contentores, mas haverá também trens de passageiros que atravessarão o túnel em 20 minutos a 200 km por hora.O novo túnel levará o tráfego dos países do norte da Europa (Holanda, Bélgica, Alemanha, Polônia) ao sul, desembocando perto da Itália para seguir para a região do Mediterrâneo.

Por Rui Martins
Correio do Brasil
Correio do Brasil
Quarta-feira, primeiro de junho, a Suíça inaugurará o mais longo túnel do mundo de 57 quilômetros, o Túnel Ferroviário de Base de São Gotardo, 17 anos depois de terem começado os primeiros trabalhos de perfuração. A prioridade é para o transporte dos caminhões ou contentores, mas haverá também trens de passageiros que atravessarão o túnel em 20 minutos a 200 km por hora. O destino principal é o porto de Gênova, em plena expansão, dependendo de um prolongamento das linhas férreas do lado italiano, em construção.O maciço de São Gotardo faz parte dos Alpes suíços e pode ser considerado como a espinha dorsal europeia.
O novo túnel levará o tráfego dos países do norte da Europa (Holanda, Bélgica, Alemanha, Polônia) ao sul, desembocando perto da Itália para seguir para a região do Mediterrâneo.
Em termos de inovações e tecnologia, a Suíça, única financiadora do túnel, utilizou a engenharia mais moderna, permitindo aos trens de passageiros rodarem a 200 km por hora e os de carga entre 100 e 120 km por hora.
Em termos ambientalistas, o túnel foi a opção dos suíços contra a passagem por suas estradas de rodagem das jamantas europeias de 28 a 40 toneladas, que, em princípio deverão atravessar a Suíça embarcadas por trens até o Ticino, perto da fronteira com a Itália. Esse desafogamento das estradas, livres dos caminhões holandeses, belgas, alemães, poloneses e ucranianos terá uma enorme importância ecológica e revolucionará os transportes europeus. O risco será a pressão do lobbyeuropeu dos transportes rodoviários, mas a Suíça poderá aumentar o pedágio e facilitar o frete ferroviário.
Para se ter uma ideia da importância da obra, o túnel rodoviário do Gotardo, inaugurado em 1980, com apenas 17 km de comprimento, tem um movimento anual de mais de oito milhões de veículos. Com a transposição dos caminhões para os trens do novo túnel ferroviário, esse túnel rodoviário deverá deixar de ter os habituais engarrafamentos.
A comissária dos Transportes da União Europeia, a eslovena Violeta Bulc, elogiou a Suíça pela construção do túnel dentro do prazo previsto e com poucos reajustes no custo final de 20,5 bilhões de euros, tornando o tráfego norte-sul europeu mais fluido e menos poluente.
Ao contrário do Brasil, onde as ligações ferroviárias continuam sendo precárias e onde teria sido sabotado o projeto do trem-bala Rio-São Paulo, o transporte ferroviário é incentivado e ampliado na Europa. Certas linhas de trens-bala chegam a concorrer com os aviões, dada sua velocidade e o fato de levarem os passageiros diretamente ao centro da cidade.
Fonte - Correio do Brasil  29/05/2016

VEJA AQUI - Começa na Suíça a operação do túnel ferroviário mais longo do mundo

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Quarta revolução industrial é tema do Fórum Econômico Mundial em Davos

Internacional

Fórum Econômico Mundial vai discutir consequências da quarta revolução industrial EPPA. Depois da primeira revolução (com o aparecimento da máquina a vapor, da segunda (eletricidade, cadeia de montagem) e da terceira (eletrônica, robótica), surge a quarta revolução industrial que combinará numerosos fatores como a internet dos objetos ou a "big data” para transformar a economia.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
A quarta revolução industrial, que implicará a perda de 5 milhões de empregos nos próximos cinco anos nas principais economias mundiais, vai ser o tema principal do Fórum Econômico Mundial, que começa hoje (20) em Davos, Suíça.
Além da perda de 5 milhões de empregos nos próximos cinco anos em todo o mundo, a quarta revolução industrial provocará "grandes perturbações não só no modelo dos negócios, mas também no mercado de trabalho nos próximos cinco anos", indica um estudo da entidade que organiza o Fórum de Davos.
Depois da primeira revolução (com o aparecimento da máquina a vapor, da segunda (eletricidade, cadeia de montagem) e da terceira (eletrônica, robótica), surge a quarta revolução industrial que combinará numerosos fatores como a internet dos objetos ou a "big data” para transformar a economia.
"Sem uma atuação urgente e focada a partir de agora para gerir esta transição a médio prazo e criar uma mão de obra com competências para o futuro, os governos vão enfrentar desemprego crescente constante e desigualdades", alerta o presidente e fundador do Fórum de Davos, Klaus Schwab, citado num comunicado.
Esta 46ª edição do Fórum de Davos, que termina em 23 de janeiro, ocorre num momento em que o medo da ameaça terrorista e a falta de respostas coerentes para a crise de refugiados na Europa se juntam às dificuldades que a economia mundial encontra para voltar a crescer e à forte desaceleração das economias emergentes.
Apesar de ter passado quase meio século desde que começou, a atração do Fórum de Davos não diminui, pelo contrário parece reforçar-se, sobretudo tendo em conta a lista de participantes, entre os quais estão mais de 40 chefes de Estado e de Governo de todas as regiões do mundo.
Várias edições do Fórum Econômico proporcionaram encontros e diálogos inesperados, que, em determinadas ocasiões, contribuíram para baixar tensões entre países ou encaminhá-los para aproximações posteriores.
Assim, este ano, especula-se sobre eventuais encontros para ajudar a frear crises como as atuais, entre a Turquia e a Rússia ou a do Irã com a maioria dos países do golfo Pérsico, depois da execução na Arábia Saudita de um líder religioso xiita.
A localidade suíça de Davos, apreciada pelos esquiadores pelas ótimas infraestruturas, recebe anualmente delegações oficiais de alto nível de 80 países, além de entre 2 mil e 3 mil empresários executivos e líderes da sociedade civil, de confissões religiosas, da juventude e da arte.
A concentração de personalidades obriga os organizadores e o governo suíço a tomar medidas de segurança excepcionais, mas este ano estima-se que assumam dimensões nunca vistas até agora porque um encontro desse tipo é visto como um objetivo para os terroristas. Um porta-voz da organização garantiu que não há motivo para preocupação, porque a segurança será "muito boa".
Fundado em 1971, o Fórum de Davos apresenta-se como um “laboratório de ideias” para debater grandes temas relevantes para o mundo a curto e médio prazo.
Fonte - Agência Brasil  20/01/2016

sexta-feira, 20 de março de 2015

SwissLeaks: lista do HSBC inclui doleiros

SwissLeaks

Na base de dados do HSBC suíço vazada em 2008 por um ex-funcionário do banco aparecem os nomes de Henrique José Chueke e sua filha, Lisabelle Chueke, Favel Bergman Vianna, Oscar Frederico Jager, Benjamin Katz, Dario Messer, Raul Henrique Srour e Henoch Zalcberg.Todos os citados nas planilhas do HSBC suíço encontrados pela reportagem de O Globo afirmaram que não são doleiros.

Da Agência Brasil 
foto - ilustração
Na lista dos 8.667 brasileiros com contas numeradas no HSBC da Suíça em 2006 e 2007 aparecem sete doleiros envolvidos em casos anteriores de corrupção no Brasil e a filha de um deles. Segundo publicação do jornal O Globo, em todos os episódios eles foram investigados pela suspeita de terem operado dinheiro de origem duvidosa e acobertado operações financeiras ilegais. Os citados negam irregularidades.
Na base de dados do HSBC suíço vazada em 2008 por um ex-funcionário do banco aparecem os nomes de Henrique José Chueke e sua filha, Lisabelle Chueke, Favel Bergman Vianna, Oscar Frederico Jager, Benjamin Katz, Dario Messer, Raul Henrique Srour e Henoch Zalcberg.
Todos os citados nas planilhas do HSBC suíço encontrados pela reportagem de O Globo afirmaram que não são doleiros. Eles também negaram ter cometido qualquer irregularidade na realização de operações financeiras ou não quiseram fazer comentários sobre as contas ao jornal.
A investigação jornalística sobre o caso, conhecida como SwissLeaks, é comandada pelo ICIJ, sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. As investigações dão conta, até o momento, de que houve sonegação e evasão fiscal por parte do banco e de alguns correntistas.
Ter uma conta numerada no exterior não pressupõe crime. Isso só ocorre quando o contribuinte não declara à Receita Federal e ao Banco Central que mantém valores fora do país. Nesse caso, o cidadão pode ser processado por evasão de divisas e sonegação fiscal.
Na Receita, está em andamento uma investigação sobre a origem dos recursos de brasileiros com contas numeradas no HSBC suíço.
Fonte - Agência Brasil  20/03/2015

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

SBB suiça recebera trens gratuitos por atrasos na entrega de trens de dois andares

Transportes sobre trilhos

As entregas foram programados para 2012-19, mas um atraso de dois anos para o projeto foi anunciado em abril de 2012, em parte devido a problemas com o desenho do corpo. De acordo com o novo cronograma de entregas,os trens deverão entrar em serviço a partir de 2017,e todos os trens deverão ser entregues até 2020.

Railway Gazette
Railway Gazette
SUÍÇA: As Ferrovias federais suíças anunciaram em 19 de novembro um novo cronograma,acordado com a Bombardier Transportation, para a entrega de vários trens-elétricos de dois andares de longa distância,expresso Twindexx,encomendados em 2010. Em contrapartida pelo atraso de um ano ocorrido ao longo do prazo de entrega dos trens,a Bombardier vai fornecer a SBB mais três UME adicionais além de peças de reposição gratuitamente,aumentando o pedido para o total de 62 unidades.
O contrato de (SFr1)86 bilhões para 436 veículos concedidos em junho de 2010 foi o maior já feito pela SBB para aquisição de material rodante.As entregas foram programados para 2012-19, mas um atraso de dois anos para o projeto foi anunciado em abril de 2012, em parte devido a problemas com o desenho do corpo. De acordo com o novo cronograma de entregas,os trens deverão entrar em serviço a partir de 2017,e todos os trens deverão ser entregues até 2020.
A primeira composição terá a sua montagem programada em Hennigsdorf na Alemanha no mês de dezembro, e a segunda devera ser concluída em Villeneuve na Suíça em fevereiro. SBB irá analisar a qualidade destes primeiros UME,antes de aprovar a produção em série, e disse que não arriscarar colocar veículos inadequados em serviço.
Fonte - Railway Gazette  20/11/2014

Original Text - http://www.railwaygazette.com/news/passenger/single-view/view/sbb-gets-free-trains-following-double-deck-delays.html

terça-feira, 1 de julho de 2014

Argentina vai às quartas de final com gol a três minutos do fim da prorrogação

Copa no Brasil

Gol a três minutos do fim da prorrogação leva Argentina às quartas de final. - Argentina conseguiu se classificar para as quartas de final da Copa do Mundo, eliminando a Suíça. 

Elaine Patricia Cruz 
Repórter da Agência Brasil 
Ag. Brasil
Foi sofrido, mas, com um gol marcado por Di María aos 12 minutos da segunda etapa da prorrogação, a Argentina conseguiu se classificar para as quartas de final da Copa do Mundo, eliminando a Suíça. Agora, a Argentina espera o vencedor do jogo entre a Bélgica e os Estados Unidos, que jogam ainda hoje (1º), às 17h, em Salvador, para conhecer seu adversário na próxima etapa do Mundial.
Argentinos e brasileiros constituíam a maior parte dos torcedores no Itaquerão, palco da partida, mas havia também um bom número de suíços no estádio.
A festa no primeiro tempo foi dominada pelos argentinos, que cantavam, gritavam e pulavam nas arquibancadas. Para provocar os argentinos e acirrar a rivalidade futebolística, em duas oportunidades, os brasileiros arriscaram um coro de “pentacampeão” no estádio: no primeiro e no segundo tempos. Também houve provocações de brasileiros enaltecendo Pelé e criticando Maradona, maior ídolo do futebol argentino. Na segunda etapa, a torcida argentina calou-se, voltando a se manifestar apeas na prorrogação.
O jogo começou com muita disputa no meio de campo. Só aos 7 minutos é que surgiu uma bela jogada, com o suíço Mehmedi arrancando os primeiros gritos e aplausos da torcida no estádio. A defesa argentina afastou o perigo. A Argentina, por sua vez, só conseguiu dar o primeiro chute a gol aos 12 minutos, com Messi, para defesa fácil do goleiro Benaglio.
Aos 24 minutos, em cobrança de falta na área suíça, Messi levantou a bola para Higuaín, de cabeça, mandar por cima do gol. Aos 26 minutos, a Suíça respondeu, mas o goleiro Romero afastou o perigo, tirando a bola com o pé.
A Argentina teve o maior tempo de bola no primeiro tempo, mas as principais jogadas – e mais perigosas – foram da Suíça. A principal delas ocorreu aos 38 minutos, colocando o estádio em êxtase: Shaqiri fez uma bela jogada e tocou a bola para Drmic que, completamente sozinho, tentou encobrir o goleiro, mas acabou tocando fraco, permitindo a defesa de Romero. Dois minutos depois, quando os argentinos tocavam a bola no campo de ataque, começaram as primeiras vaias no estádio.
Na segunda etapa, a Argentina voltou pressionando, mas a melhor jogada foi da Suíça, aos 5 minutos, novamente com Shaqiri tocando para Drmic, que chutou mal e perdeu nova oportunidade de gol.
Depois disso, a equipe de Messi dominou o jogo, embora tenha criando poucas chances de gol. Aos 13 minutos, após triangulação na grande área, o goleiro suíço fez boa defesa em chute de Rojo. Aos 16 minutos, o goleiro fez outra grande defesa em cabeçada de Higuaín, após cruzamento de Rojo. Seis minutos depois, Messi chutou de fora da área, exigindo nova defesa de Benaglio.
Aos 32 minutos, Messi chutou rasteiro e o goleiro espalmou. Na tentativa de recuperar a bola, Benaglio chocou-se com o argentino Palacio. O juiz não marcou falta e a defesa suíça conseguiu colocar a bola para escanteio.
Na primeira etapa da prorrogação, as duas equipes pouco criaram ou arriscaram em busca do gol.
A torcida brasileira, em maior número no estádio, passou então a aproveitar o momento de tensão e silêncio dos argentinos para gritar olé a todo momento em que a seleção suíça tocava na bola. Na segunda etapa, a Argentina voltou a pressionar a Suíça. Logo aos três minutos, Di María deu um belo chute da entrada da área, que exigiu boa defesa de Benaglio. O gol, porém, só veio aos 12 minutos da segunda etapa da prorrogação: Di María, o mais ativo jogador argentino, recebeu a bola de Messi e mandou para o fundo da rede, fazendo o único gol do jogo.
No minuto seguinte, a Suíça teve a chance do empate, mas a cabeçada de Dzemaili tocou no travessão. Já nos acréscimos da prorrogação, o juiz marcou uma falta perigosa, quase na entrada da grande área para a Suíça, mas Shaqiri cobrou em cima da barreira.
Fonte - Agência Brasil   01/07/2014

sábado, 28 de junho de 2014

Trem Pendolino ETR610 chega na Suíça

Internacional

1º Trem Pendolino Alstom de uma série de 8 comprados pela Swiss Federal Railways, chega a Suiça para  uso nos serviços da rota Gotthard  para Milano 

Railway Gazette
Alstom New Pendolino ETR610 tilting trainset for SBB.
Railway Gazette - ETR610 (New Pendolino)
SUÍÇA: O primeiro de um lote de oito ETR610 (New Pendolino), trens pendolino encomendados pela Swiss Federal Railways em julho de 2012, foi entregue pela fábrica de Savigliano da Alstom na Itália.
Homologação para a Suíça foi concluída antes da entrega, e os testes dinâmicos já estão sendo realizados em dois dos trens que serão entregues a SBB até o final do ano.
Cada composição terá sete carros com 430 lugares e podera atingir a velocidade máxima de 250 km / h ,será um  TSI compatível para uso nos serviços da rota Gotthard para Milano.
Fonte - Railway Gazette  28/06/2014
Tradução e adaptação de texto Pregopontocom


The Original text
Railway Gazette
SWITZERLAND: The first of a batch of eight ETR610 New Pendolino tilting trainsets ordered by Swiss Federal Railways in July 2012 has been delivered from Alstom’s Savigliano plant in Italy.
Type approval for Switzerland was completed before delivery, and dynamic trials are now underway with the aim of two trainsets being handed over to SBB by the end of the year.
The seven-car trainsets with 430 seats and a top speed of 250 km/h will be TSI-compliant for use on Gotthard route services to Milano.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

ESTRADAS ROLANTES - Trens e caminhões

Ferrovias

Nas chamadas "estradas rolantes", motoristas de várias partes da Europa passam a noite no mesmo vagão-leito.Não é possível invejar os manobreiros nos seus macacões laranja: em pleno calor de verão as gotas de suor escorrem por cima dos seus rostos sujos abaixo dos capacetes de proteção

swissinfo.ch/por/economia

Apesar de eles conseguirem viajar da Basileia até Chiasso pela autoestrada, aproximadamente 100 mil caminhões atravessam a Suíça em cima de trilhos de trem.
Nas chamadas "estradas rolantes", motoristas de várias partes da Europa passam a noite no mesmo vagão-leito.
Não é possível invejar os manobreiros nos seus macacões laranja: em pleno calor de verão as gotas de suor escorrem por cima dos seus rostos sujos abaixo dos capacetes de proteção. O espaço aberto da estação de carga e descarga às margens da cidade de Friburgo em Breisgau (Alemanha) oferece no horário do almoço pouca sombra. E para a montagem das rampas móveis no último vagão é necessário muito trabalho muscular.

No estacionamento asfaltado ao lado dos trilhos esperam aproximadamente vinte caminhões alinhados em quatro filas. A maioria dos motoristas abandonou suas cabinas. Eles precisam percorrer à pé até a estação, onde irão resolver as formalidades burocráticas.
Muitos dos veículos têm placas originadas dos países do leste europeu. Não é possível saber a origem dos motoristas ou da mercadoria carregada na carroceria. Christian, condutor do primeiro caminhão na fila, vem da Romênia. Hoje ele transporta ferro para uma empresa austríaca da Alemanha à Itália. A estrada rolante aceita no máximo 44 toneladas por veículos, quatro toneladas a mais do que é aceito nas rodovias suíças.
Fonte - CFVV Sul de Minas  08/02/2014 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Moscou adverte Estados Unidos a não interferir na situação da Ucrânia

Internacional

Voltaram a acontecer manifestações em Kiev na madrugada deste sábado, 25


Em entrevista à televisão russa, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, advertiu os Estados Unidos a não interferir nos acontecimentos da Ucrânia. Lavrov disse que discutiu a crise ucraniana com o secretário de Estado americano, John Kerry, durante a conferência Genebra-2, para a paz na Síria, e que, então, chamou a atenção de seu colega dos EUA para o fato de que “agora é muito importante não interferir nos acontecimentos e evitar quaisquer declarações que apenas agravarão a situação”. E Lavrov concluiu: “Espero que ele tenha me ouvido.”Um oposicionista fotografa a linha de defesa da polícia, em Kiev, durante a trégua de sexta-feira, 24
Na sexta-feira, 24, o Secretário de Estado John Kerry tinha reafirmado o apoio dos Estados Unidos aos manifestantes ucranianos, dizendo que Washington está trabalhando com os seus aliados e altos funcionários do Governo da Ucrânia para pôr fim à violência entre as forças de segurança e os oposicionistas. “Nós estamos com o povo da Ucrânia”, proclamou Kerry no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
Neste sábado, 25, o líder do partido Svoboda (Liberdade), Oleg Tyahnibok, apoiado por dois outros oposicionistas, Vitali Klitschko e Arseni Yatsenyuk, convocou os ucranianos a criar unidades de defesa contra o Governo, e a tomar o poder em suas próprias mãos.
Na noite de sexta-feira para sábado foram reiniciados no centro de Kiev os confrontos entre manifestantes e a polícia. Milhares de pessoas ainda continuam na Praça de Independência. Durante toda a madrugada os manifestantes queimaram pneus e reforçaram suas barricadas, sendo ouvidos aguns tiros.
Ainda durante o dia da sexta-feira, 24, durante a breve trégua nas manifestações, as autoridades e a oposição acordaram em conceder anistia aos manifestantes detidos durante os protestos em Kiev. A informação foi do presidente do país, Viktor Ianukovich. Segundo ele, na reunião da quinta-feira, 23, foi acordado que aceitariam a decisão do Parlamento de introduzir uma lei da anistia para todos os que foram detidos durante o processo das manifestações, inclusive os radicais, mas que não tenham cometido crimes graves.
No dia 19 de janeiro os protestos da oposição em Kiev tiveram os confrontos intensificados entre os oposicionistas e as forças policiais. Os grupos mais radicais tentaram romper o cordão de isolamento em volta da quadra do Governo, jogando coquetéis molotov nos policiais. Durante os confrontos, três manifestantes morreram.
Fonte - Diário da Russia  25/01/2014

domingo, 24 de novembro de 2013

A FABULA DA CLASSE DOMINANTE

Política

CARDOSO, DONATO E A FABULA DA CLASSE DOMINANTE

Numa operação conhecida, está em curso uma articulação para inverter papeis no propinoduto tucano e na máfia dos fiscais

Paulo Moreira Leite
foto - ilustração
Determinados episódios tem o poder de revelar toda estrutura da sociedade em que vivemos, mostrando quem tem o poder de verdade – e quem tem acesso, somente, a brechas e migalhas.
Estou falando da denúncia sobre o propinoduto do PSDB. O caso ficou adormecido quinze anos nas gavetas do Ministério Público e da Justiça de São Paulo. Pedidos das autoridades do paraíso fiscal suíço foram arquivados. Inquéritos eram abertos e fechados logo em seguida. Ninguém era incomodado pelas autoridades brasileiras, nem mesmo Robson Marinho, homem de confiança do ex-governador tucano Mário Covas, titular de uma fortuna em contas secretas. Mesmo a iniciativa internacional de uma das maiores empresas do mundo, a Siemens, parecia não dar em nada. Até que, uma década e meia depois da primeira denúncia, as investigações começam a andar. Surgem nomes de governadores de Estado, parlamentares, tesoureiros, operadores financeiros e dezenas de envolvidos.
Aparece, então, o vilão da história: José Eduardo Cardozo, o ministro da Justiça que entregou à Polícia Federal papeis que circulavam nos bastidores de políticos e empresários do país. Se tivesse engavetado o documento, Cardozo poderia ser acusado de prevaricação. Hoje, é acusado por participar de uma “trama sórdida” ao lado de um deputado estadual do PT e do presidente do Conselho Administrativo de Direito Econômico.
Na verdade, Cardozo deve ser elogiado. Mandou investigar uma denúncia de crime. Se há uma crítica a ser feita é outra: por que demorou tanto?
O episódio parece estranho mas não é. Faz parte de uma desigualdade política típica de uma sociedade dividida em 99% e 1%, na qual o acesso ao topo sempre foi muito estreito e difícil do que sugere a lenda de que vivemos numa terra de oportunidades. Para resumir, nosso subdesenvolvimento não foi improvisado. É obra de séculos, ensinava Nelson Rodrigues. Classe dominante numa sociedade subdesenvolvida é assim: domina mesmo quando não governa. As condições mudam, as facilidades se tornam menos óbvias. Mas através de mentes e fios invisíveis, mantém a capacidade de refazer os fatos, mudar a narrativa, inverter os papéis e alterar o fim da história enquanto ela está acontecendo.
O atraso econômico, a desigualdade social e a concentração de poder político se superpõem, conversam e se alimentam, atravessam gerações, se acasalam e se reproduzem. Dominam todas as instâncias políticas que não dependem do voto popular, a única forma de poder na qual, vez por outra, é possível expressar uma vontade resistência – frequentemente derrotada pelas baionetas, pela porrada e pelas regras eleitorais que autorizam o aluguel do Estado pelo poder econômico privado, que faz o possível para seduzir todos que queiram render-se a seus interesses.
Esse universo inclui as instituições que não dependem da vontade do povo, como as grandes universidades, a Justiça, o setor privado no sentido econômico, sejam sócios e parceiros internacionais, e também no sentido político, a começar pelos grandes grupos de comunicação. A verdade é que o 1% nem precisa conspirar para fazer valer seus interesses e vontades. Funciona no piloto automático, por um sistema de senhas, eufemismos e códigos ideológicos. Aquilo que se diz aqui se repete mais adiante, através de vozes que falam na mesma melodia e compasso. É onipresente a ponto de confundir-se com a natureza, num encantamento que só é possível quando se possui o monopólio da palavra – exercido como orquestra pelos meios de comunicação.
Neste ambiente, o escândalo do propinoduto é uma sombra inesperada no esforço de criminalização do condomínio Lula-Dilma em 2014. Manda calar a boca. Mostra que, além de dedicar-se a práticas lamentáveis, numa escala contínua e gigantesca sem paralelo conhecido na história brasileira, o PSDB paulista construiu uma blindagem sólida, que torna ainda mais difícil apurar e investigar qualquer denuncia – o que só agrava qualquer ilegalidade que já foi cometida. São varias raposas para tomar conta do galinheiro das verbas do metrô e dos trens urbanos.
E é por isso que até imagino que Cardozo pode ser chamado a explicar-se, no Congresso, ou lá onde for, antes mesmo que qualquer tucano emplumado, com o futuro político a beira do precipício, seja obrigado a dar explicações verdadeiramente necessárias e urgentes.
O esforço é elevar o clima de indignação, falar em aparelhismo sem constrangimento mesmo depois que se soube que o ministério público de São Paulo engavetou oito pedidos de informações internacionais do ministério publico da Suíça – elevando para um padrão internacional um comportamento patenteado pelo inesquecível Geraldo Brindeiro, aquele que engavetou até confissões de venda de votos na emenda que permitiu a FHC
disputar a reeleição.
É ridículo mas veja bem o que ocorreu na máfia dos fiscais da prefeitura.
Nenhum alto responsável por oito anos de descalabro e cobrança de propina, em São Paulo, foi localizado, investigado nem punido. O cerco se fechou em torno de Antônio Donato, o secretário da prefeitura de Fernando Haddad. Donato era um adversário notório e combativo das gestões anteriores, inimigo de qualquer aproximação com o então prefeito Gilberto Kassab. Só aceitou uma trégua por disciplina partidária, após uma luta interna renhida e pública. Só assumiu funções executivas depois que a turma já havia sido desalojada de seus postos, como resultado de uma campanha eleitoral na qual teve um papel fundamental. São credenciais que dão o direito de duvidar de qualquer uma das insinuações feitas contra ele por cidadãos em busca desesperada de uma boia de salvação, a quem a lei confere até o direito de mentir em legítima defesa. Já vimos este filme em 2005.
Depois que um protegido seu foi gravado em vídeo quando recebia propinas no Correio, Roberto Jefferson foi aos jornais, a Câmara e a TV falar do “mensalão.” A turma de 1% abençoou aquele delator benvindo e mudou a história. Quando Jefferson se desdisse, dizendo que era "criação mental," a história já fora modificada e reescrita. Sabe o que aconteceu com a turma dos Correios? Nada. O caso está parado até hoje.
O espetáculo do poder nessa escala é conhecido. Só não é preciso bater palmas. Basta abrir os olhos.
Fonte - Paulo Moreira Leite (no FB)  24/11/2013

domingo, 6 de outubro de 2013

Suíça ameaça devolver dinheiro a brasileiros condenados

Internacional

Estadão
A lentidão da Justiça brasileira pode fazer com que cerca US$ 28 milhões que estão bloqueados na Suíça acabem retornando aos bolsos de condenados por corrupção, lavagem de dinheiro e quadrilha no caso que ficou conhecido como "propinoduto", que envolvia fiscais das receitas federal e estadual do Rio de Janeiro, entre eles Rodrigo Silveirinha - ligado aos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho.
As autoridades suíças enviaram um ofício ao governo brasileiro, datado de 17 de maio deste ano, cobrando uma definição do caso, que já dura uma década. Alertaram que, pela lei suíça, esse é o prazo-limite para reter o dinheiro no país e que sem uma decisão final da Justiça terão de liberar os recursos para saque dos donos originais das contas bancárias.
O Ministério da Justiça repassou o alerta ao Ministério Público Federal que, na semana passada, ingressou com um pedido de "prioridade de julgamento" do recurso. Há quatro anos, o processo vai de um gabinete a outro no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sem que seja apreciado. Já passou pela mão de cinco diferentes relatores, sendo que o último, a ministra Assusete Magalhães, está com o caso há apenas dois meses. Mesmo que seja julgado imediatamente pela turma da qual faz parte a ministra relatora, os quase 70 volumes terão ainda de passar pela análise dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Em Berna, fontes no governo suíço admitem que não entendem a demora da Justiça brasileira. Em Brasília, os procuradores se sentem frustrados, mas não falam oficialmente do caso. O Ministério da Justiça não deu qualquer posicionamento à reportagem. Já o STJ, questionado institucionalmente sobre a demora dos processos que chegam à casa, não fez qualquer comentário.
Essa não é a primeira vez que a demora da Justiça brasileira ameaça derrubar todo um processo de investigação e bloqueio de recursos. A família do deputado Paulo Maluf também teve contas bloqueadas, em 2001. Dez anos depois, por falta de julgamento, a Suíça ameaçou liberar os recursos. O Brasil conseguiu manter o dinheiro congelado, demonstrando que as investigações ainda estavam em curso.
Fonte - Diário do Nordeste  06/10/2013

sábado, 24 de agosto de 2013

A conta secreta do propinoduto

Política

Documentos vindos da Suíça revelam que conta conhecida como "Marília", aberta no Multi Commercial Bank, em Genebra, movimentou somas milionárias para subornar homens públicos e conseguir vantagens para as empresas Siemens e Alstom nos governos do PS

Claudio Dantas Sequeira e Pedro Marcondes de Moura
Na edição da semana passada, ISTOÉ revelou quem eram as autoridades e os servidores públicos que participaram do esquema de cartel do Metrô em São Paulo, distribuíram a propina e desviaram recursos para campanhas tucanas, como operavam e quais eram suas relações com os políticos do PSDB paulista.

A CONTA DA PROPINA
Dinheiro para tucanos saiu da “conta Marília” no Leumi Private Bank, em Genebra, na Suíça
Agora, com base numa pilha de documentos que o Ministério da Justiça recebeu das autoridades suíças com informações financeiras e quebras de sigilo bancário, já é possível saber detalhes do que os investigadores avaliam ser uma das principais contas usadas para abastecer o propinoduto tucano. De acordo com a documentação obtida com exclusividade por ISTOÉ, a até agora desconhecida “conta Marília”, aberta no Multi Commercial Bank, hoje Leumi Private Bank AG, sob o número 18.626, movimentou apenas entre 1998 e 2002 mais de 20 milhões de euros, o equivalente a R$ 64 milhões. O dinheiro é originário de um complexo circuito financeiro que envolve offshores, gestores de investimento e lobistas.

Uma análise preliminar da movimentação da “conta Marília” indica que Alstom e Siemens partilharam do mesmo esquema de suborno para conseguir contratos bilionários com sucessivos governos tucanos em São Paulo. Segundo fontes do Ministério Público, entre os beneficiários do dinheiro da conta secreta está Robson Marinho, o conselheiro do Tribunal de Contas que foi homem da estrita confiança e coordenador de campanha do ex-governador tucano Mário Covas. Da “Marília” também saíram recursos para contas das empresas de Arthur Teixeira e José Geraldo Villas Boas, lobistas que serviam de intermediários para a propina paga aos tucanos pelas multinacionais francesa e alemã.

ELO ENTRE OS ESQUEMAS
Ligado aos tucanos, o lobista Arthur Teixeira, dono de offshores no Uruguai, recebeu recursos da “conta Marília”
O lobista Arthur Teixeira personifica o elo entre os esquemas Alstom e Siemens. Como ISTOÉ já revelou numa série de reportagens recentes, com base nas investigações em curso, Teixeira e seu irmão Sérgio (já falecido) foram responsáveis por abrir as empresas Procint e Constech, além das offshores Leraway Consulting e Gantown Consulting, no Uruguai, com o único objetivo de servir de ponte ao pagamento de comissões a servidores públicos e a políticos do PSDB. Teixeira tinha acesso privilegiado ao secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e ao diretor de Operação e Manutenção da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), José Luiz Lavorente, o encarregado da distribuição em mãos da propina.
Até 2003 conhecido como Multi Commercial Bank, depois Safdié e, a partir de 2012, Leumi Private Bank AG, a instituição bancária tem um histórico de parcerias com governos tucanos. Em investigações anteriores, o MP já havia descoberto uma outra conta bancária nesse banco em nome de Villas Boas e de Jorge Fagali Neto, ex-secretário de Transportes Metropolitanos de SP (1994, gestão de Luiz Antônio Fleury Filho) e ex-diretor dos Correios (1997) e de projetos de ensino superior do Ministério da Educação (2000 a 2003) na gestão Fernando Henrique Cardoso. Apesar de estar fora da administração paulista numa das épocas do pagamento de propina, Fagali manteria, segundo a Polícia Federal, ascendência e contatos no governo paulista. Por isso, foi indiciado pela PF sob acusação de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Fagali Neto também é irmão de José Jorge Fagali, que presidiu o Metrô na gestão de José Serra. José Jorge é acusado pelo MP e pelo Tribunal de Contas Estadual de fraudar licitações e assinar contratos superfaturados à frente do Metrô.

Para os investigadores, a “conta Marília” era usada para gerenciar recursos de outras contas destinadas a abastecer empresas e fundações de fachada
Para os investigadores, a “conta Marília” funcionaria como uma espécie de “conta master”, usada para gerenciar recursos de outras que, por sua vez, abasteceram empresas e fundações de fachada, como Hexagon Technical Company, Woler Consultants, Andros Management, Janus, Taltos, Splendore Associados, além da já conhecida MCA Uruguay e das fundações Lenobrig, Nilton e Andros. O MP chegou a pedir, sem sucesso, às autoridades suíças e francesas o arresto de bens e o bloqueio das contas das pessoas físicas e jurídicas citadas. Os pedidos de bloqueio foram reiterados pelo DRCI, mas não foram atendidos. Os investigados recorreram ao STJ para evitar ações similares no Brasil.
O MP já havia revelado a existência das contas Orange (Laranja) Internacional, operada pelo MTB Bank de Nova York, e Kisser (Beijoqueiro) Investment, no banco Audi de Luxemburgo. Ou seja, “Marília” é mais um nome próprio no dicionário da corrupção tucana. Sabe-se ainda que o cartel operado pelas empresas Siemens e Alstom, em companhia de empreiteiras e consultorias, usava e-mails cifrados (leia quadro).

RELAÇÃO COM FHC
Um dos beneficiários da propina oriunda da Suíça, Geraldo Villas Boas mantinha uma conta conjunta com Jorge Fagali Neto, ex-diretor de projetos do Ministério da Educação (2000 a 2003) na gestão de Fernando Henrique Cardoso
Os novos dados obtidos pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça dão combustível para o aprofundamento das investigações no Brasil. Além do processo administrativo aberto pelo Cade sobre denúncia de formação de cartel nas licitações de São Paulo e do Distrito Federal, outras duas ações sigilosas, uma na 6ª Vara Federal Criminal e outra na 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, apuram crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e improbidade administrativa. Além de altos funcionários do Metrô, como os já citados Lavorente e Fagali, as investigações apuram a participação do ex-secretário de Energia e vereador Andrea Matarazzo, em razão de contratos celebrados entre a Companhia de Energia de São Paulo (CESPE) e a Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica S.A. (EPTE).
Na documentação encaminhada pelo DRCI ao MP de São Paulo, a pedido do promotor Silvio Marques, também constam novos dados bancários de vários executivos franceses, alemães e brasileiros que tiveram algum tipo de participação no esquema de propinas. São eles os franceses Michel Louis Mignot, Yves Barbier de La Serre, André Raymond Louis Botto, Patrick Ernest Morancy, Jean Pierre Antoine Courtadon e Jean Marcel Jackie Lannelongue e os brasileiros José Amaro Pinto Ramos, Sabino Indelicato e Luci Lopes Indelicato, além do alemão Oskar Holenwger, que operou em toda a América Latina. Na Venezuela, Holenwger é citado junto a Mignot, La Serre, Morancy e Botto em investigação sobre lavagem de dinheiro, apropriação indébita qualificada, falsificação de documentos e suposta corrupção de funcionários públicos do setor de energia.

DA COZINHA DE COVAS
De acordo com o MP, o conselheiro do TCE, Robson Marinho (foto), homem de confiança do ex-governador Mário Covas, recebeu dinheiro através da conta Marília
O apoio das autoridades de França e Suíça às investigações brasileiras não tem sido tão fácil, e a cooperação é mais recente do que se pensava. O Ministério da Justiça chegou a pedir o compartilhamento de informações ainda em 2008 – auge da investigação da Siemens e da Alstom. Mas não foi atendido. Os franceses lembraram que, nos termos do acordo bilateral, a cooperação só pode se desenrolar por via judicial. Dessa forma, foi necessário notificar o Ministério Público Federal para que oficiasse junto à 6ª Vara Criminal Federal e à 13ª Vara da Fazenda Pública. O compartilhamento só foi efetivado em dezembro de 2010.
A Suíça, ainda em março de 2010, solicitou a cooperação brasileira na apuração das denúncias lá, uma vez que parte do dinheiro envolvido nas transações criminosas teria sido depositada em bancos suíços. Os primeiros dados, relativos à empresa MCA e ao Banco Audi de Luxemburgo, chegaram ao Brasil em julho de 2011. Foram solicitadas ainda oitivas com determinadas testemunhas, o que foi encaminhado ao MPF em São Paulo e à Procuradoria Geral da República (PGR). Paralelamente, a Polícia Federal abriu o inquérito nº 0006881-06.2010.403.6181, mas só no último dia 25 de julho o procurador suíço enviou às autoridades os dados bancários solicitados, por meio de uma decisão denominada “conclusive decrees”, proferida em 14 e 24 de junho. Foi com base nisso que a Suíça já bloqueou cerca de 7,5 milhões de euros que estavam na conta conjunta de Fagali e Villas Boas, no Safdié. Tratou-se de uma decisão unilateral suíça e a cifra não é oficial – foi fornecida ao Ministério da Justiça por fonte informal. A Suíça só permite o uso dos dados enviados em procedimentos criminais.

Fonte - ISTOÉ  23/08/2013