UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O Titanic II fará primeira viagem em 2016

Viagens/Turismo

O responsável pelo projeto é o , que está prometendo entregar aos passageiros um navio praticamente idêntico ao seu antecessor, mas com todos os itens de segurança dos transatlânticos modernos, a fim de evitar o que aconteceu com primeira versão, que naufragou em 1912

Por Anchieta Dantas Jr.- DN
Exterior do Titanic II Foto: Blue Star Line/Divulgação
Você é fã de cinema e adora cruzeiros marítimos? Pois então, não pode perder uma viagem que está prevista para ocorrer no ano que vem e que deve dar o que falar! Estou falando do Titanic, ou melhor, do Titanic II, uma réplica da célebre embarcação, e que deverá repetir o mesmo roteiro da original, saindo de Southampton, na Inglaterra, com destino ao porto de Nova York, nos Estados Unidos.
O responsável pelo projeto é o bilionário australiano Clive Plamer, que está prometendo entregar aos passageiros um navio praticamente idêntico ao seu antecessor, mas com todos os itens de segurança dos transatlânticos modernos, a fim de evitar o que aconteceu com primeira versão, que naufragou em 1912 deixando mais de 1.500 mortos.
O Titanic II será administrado pela empresa de cruzeiros marítimos Blue Star Line. Quase tudo na embarcação será como no original. Os passageiros serão divididos em Primeira, Segunda e Terceira classes. O glamour será mantido nas réplicas de cabines – as da primeira classe terão decoração será baseada no Império de Luis XVI e no Renascimento italiano -, no refeitório da tripulação e na famosa escadaria, uma das principais marcas do Titanic. Até a sala para fumantes e a academia serão reproduzidas.

Cabine de primeira classe do Titanic 2.
 Foto: Blue Star Line/Divulgação






A imponente escadaria Foto:
Blue Star Lines/Divulgação






O salão para fumantes Foto: Blue Star Lines/Divulgação






A piscina será nos moldes da original
Foto: Blue Star Lines/Divulgação












Haverá também uma piscina nos mesmos moldes da primeira versão, o que então ainda era uma grande novidade, assim como um banho turco, uma espécie de sauna.
E quem quiser se sentir totalmente integrado ao clima nostálgico poderá vestir roupas de época que poderão ser alugadas pelos passageiros.
Tecnologia: o que deve sofrer alteração
Alguns detalhes, no entanto, sofrerão mudanças, tanto pelos avanços da tecnologia, quanto pela segurança. Apesar de ter o mesmo comprimento do original, 300 metros, o novo navio será um pouco mais largo, para melhorar sua estabilidade. A sala de comando será modernizada e as peças de época servirão só de ilustração.

Sala de comando do Titanic 2. Foto: Blue Star Line/Divulgação
O ponto que mais fez diferença no naufrágio foi mudado, até porque depois do acidente de 1912 as próprias regras náuticas foram alteradas.
Enquanto no original os botes salva-vidas não comportavam todos os passageiros, no Titanic II estarão disponíveis 18 botes modernos com capacidade de levar mais do que os 2.435 passageiros e os 900 tripulantes que caberão a bordo.

Repercussão
A badalação em torno do projeto já começou. O Titanic II será o cenário de um documentário e de um longa-metragem. O responsável pelo projeto confirmou que, devido ao interesse na embarcação, registrará a marca Palmer Pictures para filmar a viagem inaugural. De acordo com ele, a ideia é fazer uma grande produção cinematográfica, assim como um documentário da primeira travessia com passageiros.

Valores
Quanto tudo isso vai custar? Bem, Palmer faz segredo sobre o quanto gastará no design e na construção da embarcação, que estão sob responsabilidade da finlandesa Deltamarin e da chinesa CSC Jinling Shipyard, respectivamente.
Fonte - Diário do Nordeste  09/01/2015

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Orquestra da periferia de Salvador se prepara para turnê nos Estados Unidos





Os 22 músicos se apresentarão em 12 concertos em 11 cidades. Além de mostrar o que é que a música brasileira tem, a orquestra, vai provar que um projeto social de música clássica, na Bahia, pode mudar a vida de muita gente.



sábado, 25 de janeiro de 2014

Moscou adverte Estados Unidos a não interferir na situação da Ucrânia

Internacional

Voltaram a acontecer manifestações em Kiev na madrugada deste sábado, 25


Em entrevista à televisão russa, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, advertiu os Estados Unidos a não interferir nos acontecimentos da Ucrânia. Lavrov disse que discutiu a crise ucraniana com o secretário de Estado americano, John Kerry, durante a conferência Genebra-2, para a paz na Síria, e que, então, chamou a atenção de seu colega dos EUA para o fato de que “agora é muito importante não interferir nos acontecimentos e evitar quaisquer declarações que apenas agravarão a situação”. E Lavrov concluiu: “Espero que ele tenha me ouvido.”Um oposicionista fotografa a linha de defesa da polícia, em Kiev, durante a trégua de sexta-feira, 24
Na sexta-feira, 24, o Secretário de Estado John Kerry tinha reafirmado o apoio dos Estados Unidos aos manifestantes ucranianos, dizendo que Washington está trabalhando com os seus aliados e altos funcionários do Governo da Ucrânia para pôr fim à violência entre as forças de segurança e os oposicionistas. “Nós estamos com o povo da Ucrânia”, proclamou Kerry no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
Neste sábado, 25, o líder do partido Svoboda (Liberdade), Oleg Tyahnibok, apoiado por dois outros oposicionistas, Vitali Klitschko e Arseni Yatsenyuk, convocou os ucranianos a criar unidades de defesa contra o Governo, e a tomar o poder em suas próprias mãos.
Na noite de sexta-feira para sábado foram reiniciados no centro de Kiev os confrontos entre manifestantes e a polícia. Milhares de pessoas ainda continuam na Praça de Independência. Durante toda a madrugada os manifestantes queimaram pneus e reforçaram suas barricadas, sendo ouvidos aguns tiros.
Ainda durante o dia da sexta-feira, 24, durante a breve trégua nas manifestações, as autoridades e a oposição acordaram em conceder anistia aos manifestantes detidos durante os protestos em Kiev. A informação foi do presidente do país, Viktor Ianukovich. Segundo ele, na reunião da quinta-feira, 23, foi acordado que aceitariam a decisão do Parlamento de introduzir uma lei da anistia para todos os que foram detidos durante o processo das manifestações, inclusive os radicais, mas que não tenham cometido crimes graves.
No dia 19 de janeiro os protestos da oposição em Kiev tiveram os confrontos intensificados entre os oposicionistas e as forças policiais. Os grupos mais radicais tentaram romper o cordão de isolamento em volta da quadra do Governo, jogando coquetéis molotov nos policiais. Durante os confrontos, três manifestantes morreram.
Fonte - Diário da Russia  25/01/2014

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Governo russo concede asilo temporário ao ex-agente da CIA Edward Snownden

Norte-americano ficou na área de trânsito de aeroporto em Moscou por 40 dias

Quarenta dias depois de chegar ao Aeroporto Internacional de Sheremetyevo em Moscou, o ex-técnico da CIA e da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Edward Snowden, recebeu hoje a concessão de asilo temporário na Rússia. O advogado Anatoly Kucherena, o mesmo que apresentou o pedido em nome do norte-americano ao Serviço Federal de Migração, no dia 16 de julho, recebeu o documento e o entregou ao ex-agente.
Com o asilo temporário, Edward Snowden está livre em Moscou
Segundo Kucherena, Snowden deixou a área de trânsito do Aeroporto e seguiu para local não informado. O ex-agente da CIA estava na ala de trânsito de Sheremetyevo desde 23 de junho quando chegou a Moscou procedente de Hong Kong, de onde passou para o repórter Glenn Greenwald, do jornal inglês The Guardian, informações sobre os programas de computador utilizados pelos Estados Unidos para controlar as comunicações telefônicas e eletrônicas dos cidadãos do país e de outras nações.
Fonte - Diário da Russia  01/08/2013

sábado, 20 de julho de 2013

Vice-presidente dos EUA telefona a Dilma e dá explicações sobre espionagem


O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ligou para a presidenta Dilma Rousseff para dar explicações gerais sobre as denúncias de violação da privacidade de brasileiros e instituições do país. Segundo a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, a ligação durou 25 minutos e Joe Biden lamentou o caso


Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ligou na noite de hoje (19) para a presidenta Dilma Rousseff para dar explicações gerais sobre as denúncias de violação da privacidade de brasileiros e instituições do país. Segundo a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, a ligação durou 25 minutos e Biden lamentou a repercussão negativa que a notícia teve no país e reiterou a proposta, feita anteriormente pelo embaixador norte-americano no Brasil, Thomas Shannon, para que uma delegação do governo brasileiro vá a Washington para receber explicações mais detalhadas - técnicas e políticas.
Segundo a ministra, a presidenta Dilma disse a Biden que, além das explicações, espera que o governo norte-americano mude suas práticas e políticas de segurança para que não haja, no futuro, risco de violação da privacidade de brasileiros e de instituições brasileiras. “A presidenta disse que, em nome da segurança, não se pode infringir a privacidade dos cidadãos brasileiros e até a soberania do país”.
A comitiva – com representantes dos ministérios das Relações Exteriores, da Defesa e da Justiça, que apuram as denúncias de espionagem no Brasil – irá aos Estados Unidos dentro dos próximos 20 dias. A presidenta Dilma também confirmou sua visita de Estado ao país no dia 23 de outubro e disse a Biden esperar que, até lá, o episódio já tenha sido superado. A viagem, a primeira de Estado da presidenta aos EUA, é considerada um marco por se diferenciar das demais, principalmente porque é reservada aos parceiros estratégicos dos norte-americanos.
Fonte -Agência brasil  19/07/2013

Edward Snowden fez novas revelações sobre espionagem dos Estados Unidos

Jornalista do The Guardian prometeu divulgar as informações em breve



O jornalista britânico Glenn Greenwald, do The Guardian, prometeu, em uma entrevista ao canal alemão ARD, que fará em breve novas revelações passadas a ele pelo ex-agente da CIA Edward Snowden. O repórter mantém contato com o norte-americano e adiantou que as informações a serem divulgadas são ainda mais bombásticas que as já publicadas.

Edward Snowden, que se encontra no aeroporto Sheremetyevo, em Moscou, revelou um esquema de espionagem norte-americana a cidadãos de todo o mundo, incluindo autoridades. Por conta disso, o ex-agente está sendo procurado pelos Estados Unidos. Porém, como ainda não entrou oficialmente na Rússia, não pôde ser preso.Edward Snowden continua em trânsito no aeroporto Sheremetyevo
As autoridades russas ainda não se pronunciaram sobre um pedido de asilo político feito por Snowden. Inicialmente, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, condicionou o aceite a interrupção aos ataques aos Estados Unidos. O ex-agente da CIA fez a mesma solicitação a dezenas de países e foi atendido por Nicarágua e Venezuela. Porém, teme ter seu avião interceptado antes da chegada ao destino.
Fonte - Diário da Russia 19/07/2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Vice-presidente dos EUA diz que Brasil é exemplo de democracia

Ag. Br
Danilo Macedo e Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse hoje (31), logo após a reunião que teve com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, que os dois países estão prontos para aprofundar relações. Depois de uma hora e meia de conversa, Biden destacou que o Brasil é um exemplo de democracia.
“A mágica do que está acontecendo aqui, a parte mais incrível da história do Brasil nos últimos 15 anos, é que vocês demonstraram para o mundo, e boa parte do mundo está lutando contra esse problema, que não é necessária a falsa escolha entre desenvolvimento e democracia”, disse.
Ele ressaltou que esse “dilema” entre democracia e desenvolvimento ocorre em várias partes do mundo e o Brasil pode ser uma influência para mostrar como é possível compatibilizar os dois temas. “É possível ter democracia e desenvolvimento, dos quais todos se beneficiam. E essa é a magia do que vocês fizeram aqui, o que a presidenta de vocês está fazendo agora e a razão pela qual ela pode ter tão incrível influência bem além deste país.”
Bem-humorado, Biden disse que Dilma, depois da conversa de hoje, provavelmente deve passar a gostar mais dele, apesar do bom relacionamento com o presidente Barack Obama. O vice-presidente norte-americano destacou que o propósito de sua viagem foi fazer formalmente o convite para que a presidenta Dilma faça uma visita oficial aos Estados Unidos e deixar clara a disposição para estreitar as relações entre dois países em todas as áreas, desde a militar, educação, o comércio, os investimentos diretos estrangeiros. “Não acredito que exista qualquer obstáculo que não possamos superar.”
Também acompanharam a reunião os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, de Minas e Energia, Edison Lobão, e a presidente da Petrobras, Graça Foster.
Biden vem ao Brasil a menos de cinco meses da primeira visita de Estado de Dilma aos Estados Unidos, em outubro. Para diplomatas, a visita de Biden deve ser interpretada como uma demonstração da relevância do Brasil no cenário internacional. Ao lado do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, Biden é responsável por várias negociações internacionais.
Fonte - Agência Brasil 31/05/2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Vice-presidente dos Estados Unidos manifesta interesse em parcerias com o Brasil


Joe Biden destacou os avanços alcançados pelo Brasil em programas sociais, como o Bolsa Família, que, de acordo com ele, está sendo copiado ao redor do mundo(Governo EUA/Wikimedia Commons)


Cristina Indio
Agência Brasil
Rio de Janeiro – O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, repetiu hoje (29), várias vezes, em discurso que deu início a seus compromissos oficiais no Brasil, a frase "nós podemos fazer juntos". Com isso, Biden procurou confirmar a intenção do governo norte-americano de fazer parcerias com o Brasil.
Em cerimônia no Armazém 3 da zona portuária do Rio de Janeiro, Biden lembrou que, na atual administraçação, vários integrantes do governo americano estiveram no Brasil. Segundo ele, os Estados Unidos querem e precisam da parceria com Brasil. Além disso, destacou, os investimentos no mundo estão mudando e as portas estão abertas para o Brasil, país que "está em um incrível dinamismo".
O vice-presidente destacou os avanços alcançados pelo Brasil em programas sociais, como o Bolsa Família, que, de acordo com ele, está sendo copiado ao redor do mundo. Na avaliação de Biden, o Brasil mostrou que pode haver desenvolvimento e democracia, combateu a inflação e ainda incluiu milhões de pessoas na classe média.
Para o vice-presidente americano, os dois países têm condições de trocar experiências no setor de energia: "Nós podemos aprender juntos". Ele comentou ainda a possibilidade de negócios entre empresas no campo da aviação, como a americana Boeing e a Empresa Brasileira de Aviação (Embraer).
Nesta tarde, o vice-presidente Joe Biden visita o Centro de Pesquisas da Petrobras e o Parque Tecnológico da Universidade Federal Fluminense (UFRJ).
Fonte  - ( EBC ) Agência Brasil 29/05/2013

Economia brasileira tem mesmo crescimento do PIB norte-americano

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – No primeiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior, o crescimento de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro (soma de todos os bens e serviços produzidos no país), foi o mesmo registrado pela economia norte-americana. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no entanto, a economia do Brasil cresceu menos que a japonesa e a coreana (ambas com alta de 0,9%).
O Brasil cresceu mais que países como México (0,5%), Reino Unido (0,3%) e Alemanha (0,1%). Outros países tiveram queda no primeiro trimestre de 2013 em relação ao trimestre anterior: Portugal (-0,3%), Itália (-0,5%) e Espanha (-0,5%). A economia da União Europeia caiu 0,1%.
Na comparação com o Brics, o crescimento de 1,9% do Brasil no primeiro trimestre de 2013 em relação ao mesmo período do ano passado foi o mesmo observado pela África do Sul e superior ao registrado pela Rússia (1,6%). A China teve crescimento econômico de 7,7%. A Índia ainda não divulgou seu PIB.
Fonte - Agência Brasil  29/05/2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

Ferrovia suspensa no Texas pega fogo e desaba

Ferrovia suspensa de 300 metros no Texas pega fogo e desaba



Uma ferrovia suspensa de 300 metros no estado do Texas, nos Estados Unidos pegou fogo e desabou. Depois de muitas horas os bombeiros concluíram que continuar o trabalho era muito perigoso e decidiram acompanhar o desabamento. A reconstrução da ponte é estimada em 10 milhões de dólares e os motivos do incêndio são desconhecidos.

domingo, 26 de maio de 2013

Dois milhões em Marcha Global contra gigante dos transgênicos




 Os organizadores da Marcha Global contra a multinacional Monsanto, sediada nos Estados Unidos, descrevem um sucesso, dizendo que dois milhões de pessoas protestaram no sábado em centenas de cidades norte-americanas e noutros cinquenta países contra o recurso aos transgênicos.
No Kansas, uma manifestante diz que "as pessoas têm o direito de saber o que comem. Esses direitos nunca serão defendidos enquanto corporações puderem gastar quantidades ilimitadas de dinheiro para influenciar o resultado de eleições".
Outra diz que "não têm o direito de transformar a comida numa experiência de laboratório".
Os ambientalistas afirmam que existe um vazio de informação da parte da Monsanto a respeito dos efeitos dos organismos geneticamente modificados na saúde humana e no meio-ambiente, sobretudo em termos de eventuais contaminações de cultivos adjacentes, e exigem que seja explicitado o uso de OGM nas etiquetas dos produtos para consumo humano.
Publicado em 26/05/2013
http://pt.euronews.com/



sábado, 30 de março de 2013

Mais eficiente e veloz, trem de carga vive um boom nos EUA

Valor Econômico

Em um recente dia frio numa estação de trem aqui nessa planície americana, um trem-tanque gigantesco se alongava como uma serpente até onde a vista alcançava. Depois de carregado, ele partiria em breve levando petróleo leve para uma refinaria de Puget Sound. Outro trem viria logo atrás, e depois mais outro.
Cenas como esta estão se repetindo cada vez mais em todos os Estados Unidos. Trens de carga a serviço de clientes de alta prioridade, como a empresa de entregas expressas United Parcel Service Inc., cruzam o país transportando desde microondas até tênis e pacotes da Amazon.com. A FedEx Corp., conhecida por sua enorme frota de aviões, também está utilizando mais trens.
Foto - ilustração
Bem-vindo ao renascimento da Era das Ferrovias. Grandes empresas ferroviárias estão vivendo um boom de demanda só visto no auge industrial da Era Dourada dos EUA, no século XIX - só este ano, elas estão investindo US$ 14 bilhões em pátios ferroviários, estações de reabastecimento e novos trilhos. Hoje, mais veloz e eficiente, o transporte ferroviário está rapidamente se tornando dominante no sistema americano de transporte comercial e uma peça vital da recuperação econômica do país.
Desta vez, porém, a expansão não é tanto geográfica. É, na verdade, uma corrida para tornar as linhas ferroviárias existentes mais eficientes e capazes de transportar uma quantidade maior e mais variada de carga. Algumas das empresas ferroviárias estão construindo enormes terminais que se assemelham a verdadeiros portos em terra. Elas adicionam trilhos para aproveitar o máximo possível a demanda americana por frete, projetada para crescer em 50%, para US$ 27,5 bilhões, até 2040, segundo o Departamento de Transportes do país.
Em alguns casos, as ferrovias estão aumentando a altura de túneis e elevando pontes para acomodar dois andares de contêineres. No total, 2013 se encaminha para ser o terceiro ano consecutivo de recordes em investimentos no setor, mais que o dobro da média de gastos anuais de US$ 5,9 bilhões de dez anos atrás.
E, numa virada que poucos poderiam prever há algumas décadas, o transporte ferroviário está roubando mercado de outros tipos de transporte comercial, mais notavelmente o rodoviário, que tem sido prejudicado por preços elevados de combustíveis, estradas sobrecarregadas, escassez de motoristas e novos regulamentos que elevam os custos.
O transporte ferroviário também é relativamente barato. Embora esteja em alta, o valor do frete ferroviário americano é hoje quase 50% menor que há trinta anos, segundo a Associação das Ferrovias do país. E esses preços baixos estão ajudando a tornar a atividade manufatureira norte-americana novamente rentável.
"Não teríamos tantas empresas pensando em voltar a produzir nos EUA ou num país vizinho", como o México, se não fosse pelo transporte ferroviário, diz Yossi Sheffi, professor de sistemas de engenharia do MIT, o Instituto Tecnológico de Massachusetts, e diretor do seu Centro para Transporte e Logística. "Boa parte disso é a energia mais barata. Mas não poderíamos estar transportando petróleo sem os trilhos."
Uma confluência de outros fatores está dando força à tendência. O boom de energia, por exemplo, está revivendo setores como o siderúrgico e de produtos químicos. E os custos mais altos da mão de obra e de transporte em partes da Ásia estão provocando um aumento na terceirização mais próxima de casa.
"Tudo isso tem colocado as ferrovias em um ótimo ponto estratégico para o futuro da economia", diz Matthew K. Rose, diretor-presidente da BNSF Railway. "Ninguém quer ficar de fora."
A BNSF, que foi comprada em 2010 pela Berkshire Hathaway Inc., do investidor Warren Buffet, está investindo US$ 4,1 bilhões em uma lista de coisas que inclui locomotivas, vagões de carga, um terminal gigante em Kansas City e novos trilhos e equipamentos para a unidade que transporta o petróleo da formação de xisto de Bakken, nos Estados de Dakota do Norte e Montana.
A Union Pacific Corp. está investindo US$ 3,6 bilhões em um terminal enorme no Estado de Minnesota e projetando uma ponte de até US$ 500 milhões sobre o rio Mississippi, no Estado de Iowa, para substituir uma ponte levadiça antiga que costuma atrasar os trens por horas. A empresa também vai duplicar trilhos na Louisiana e no Texas e expandir pátios ferroviários para dar mais capacidade para clientes do setor químico, como a Dow Chemical Co. e a Exxon Mobil Corp.
Outras empresas ferroviárias, como a CSX Corp. e a Kansas City Southern Railway Co. também planejam investir pesado na ampliação de suas operações.
Nas longas distâncias, os trens têm sido mais baratos do que os caminhões por décadas. Eles podem transportar uma tonelada por mais de 200 quilômetros com um litro de combustível, o que os torna três a quatro vezes mais eficientes no consumo. No entanto, eles eram notoriamente pouco confiáveis. Na área de logística, caminhões e aviões normalmente chegam no prazo determinado. Mas os trens eram conhecidos como "o buraco negro do transporte", diz Sheffi.
Curtis Whalen, diretor executivo da Associação de Transporte de Caminhões dos EUA, diz que os caminhões ainda têm algumas vantagens. "Nossos [dados] mostram que os números do transporte rodoviário não serão reduzidos pelos trens em nenhum período de tempo."
Nos últimos dez anos, porém, sob pressão de clientes como a UPS, os trens se tornaram mais confiáveis. A UPS "nos ensinou o que significa ter um desempenho condizente com seus altos padrões", diz Rose, da BNSF.
Ken Buenker, diretor do Corporate Transportation Group, uma unidade da UPS, diz que a meta da empresa é uma taxa de cumprimento de prazo de 99,5%. "Então, imagine o tamanho do risco que corremos com um trem." Um trem quebrado poderia atrasar muitas entregas.
As empresas ferroviárias estão utilizando tecnologia e estratégia para enfrentar esse tipo de problema. Elas usam sensores para detectar falhas mecânicas antes que causem atrasos. E desenvolveram centrais que organizam embarques por entregas que vão ao mesmo destino. A medida eliminou o desperdício de tempo e o trabalho de desconectar vagões e redefinir suas rotas. Isso também possibilitou itinerários mais longos e mais rápidos. As empresas ferroviárias agora "pensam sempre em eficiência e rapidez", diz Buenker. "A velocidade da rede é realmente importante para eles."

Fonte -  ABIFER  30/03/2013