UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 8 de março de 2017

CIA pesquisou maneiras de hackear carros inteligentes

Internacional  🚗

Nos explosivos segredos da CIA "Vault 7", publicados pela WikiLeaks na terça-feira, a organização advertiu que a CIA, entre uma miríade de outras façanhas intrusivas, tem investigado maneiras de cortar e manipular os sistemas de controle de carros e caminhões para uso em operações secretas.

Sputnik
foto - ilustração
"Em outubro de 2014, a CIA também estava pesquisando métodos para infectar os sistemas de controle de veículos usados por carros e caminhões modernos", disse o WikiLeaks em um comunicado. "A finalidade de tal controle não é especificada, mas permitiria que a CIA se envolvesse em assassinatos quase indetectáveis".
Muitos veículos atuais são agora controlados principalmente por sistemas de computador — incluindo controle de freio, airbags, aceleração, direção, fechaduras e outros sistemas vitais.
Em 2014, os hackers Charlie Miller e Chris Valasek, usando seus laptops enquanto estavam no carro, assumiram um Jeep Grand Cherokee conduzido por um repórter da Wired enquanto eles estavam viajando. A demonstração foi chocante e levou ao recall de 1,4 milhões de veículos. No ano anterior, os hackers comprometeram um Ford Escape e um Toyota Prius, enquanto estavam sentados no banco de trás.
Os relatórios de hackers de veículos estavam contidos no primeiro lote de vazamentos da CIA, intitulado "Year Zero". O Wikileaks publicou 8.761 documentos e arquivos que eles alegam serem do Centro de Ciber Inteligência da CIA em Langley, Virgínia.
O denunciante da NSA Edward Snowden também falou sobre o assunto, tweetando, "Ainda trabalhando com a publicação, mas o que o Wikileaks tem aqui é realmente um grande negócio. Parece autêntico".
Fonte - Spuninik   08/03/2017

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Estados Unidos revelam métodos de tortura da CIA

Internacional

O trabalho é fruto de uma investigação que durou mais de três anos, entre 2009 e 2012, com o objetivo de revelar detalhes sobre o programa criado em segredo pela CIA para interrogar os detidos suspeitos de ligações com a Al Qaeda e que incluía simulações de afogamento e privação de sono.

Da Agência Lusa
foto-ilustração/Wikipédia 
O Senado norte-americano divulgou hoje (9) relatório sobre os métodos de tortura utilizados pela CIA (a agência de inteligência dos Estados Unidos) depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, motivando críticas entre os republicanos que receiam reações violentas em todo o mundo.
As medidas de segurança foram reforçadas nas instalações diplomáticas e bases militares norte-americanas antes da publicação do relatório que, no entanto, omite o conteúdo mais sensível.
O trabalho é fruto de uma investigação que durou mais de três anos, entre 2009 e 2012, com o objetivo de revelar detalhes sobre o programa criado em segredo pela CIA para interrogar os detidos suspeitos de ligações com a Al Qaeda e que incluía simulações de afogamento e privação de sono.
"O presidente acredita que é importante que seja publicado, para que as pessoas dos Estados Unidos e de todo o mundo compreendam exatamente o que se passa", explicou Josh Earnest, porta-voz de Barack Obama, que acabou com o programa quando chegou à Casa Branca em janeiro de 2009.
Reconhecendo que não há "um bom momento" para publicar um documento desse tipo, Josh Earnest disse ser indispensável a sua divulgação para assegurar que os fatos não voltem a ocorrer.
O relatório foi aprovado, em dezembro de 2012, por uma comissão do Senado que, em abril deste ano, votou a favor da divulgação de um resumo de 500 páginas.
Fonte - Agência Brasil  09/12/2014

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Livro que relata envolvimento de FHC com a CIA esgota edição

Política

Correio do Brasil
Da Redação 

Rio de Janeiro
FHC é citado por três jornalistas quanto
 ao seu envolvimento com a espionagem dos EUA
Está esgotado nas duas maiores livrarias do Rio o livro da escritora Frances Stonor Saunders Quem pagou a conta? A CIA na Guerra Fria da cultura, no qual o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é acusado, frontalmente, de receber dinheiro da agência norte-americana de espionagem, para ajudar os EUA a “venderem melhor sua cultura aos povos nativos da América do Sul”. O exemplar, cujo preço varia de R$ 72 a R$ 75,00, leva entre 35 e 60 dias para chegar ao leitor, mesmo assim, de acordo com a disponibilidade no estoque. O interesse sobre a obra da escritora e ex-editora de Artes da revista britânica The New Statesman, no Brasil, pode ser avaliado ao longo dos cinco anos de seu lançamento.
Quem pagou a conta?, segundo os editores, recebeu “uma ampla cobertura pela mídia quando foi lançado no exterior”, em 1999. Na obra, Frances Stonor Saunders narra em detalhes como e por que a CIA, durante a Guerra Fria, financiou artistas, publicações e intelectuais de centro e centro-esquerda, num esforço para mantê-los distantes da ideologia comunista. Cheia de personagens instigantes e memoráveis, entre eles o ex-presidente brasileiro, “esta é uma das maiores histórias de corrupção intelectual e artística pelo poder”.
“Não é segredo para ninguém que, com o término da Segunda Guerra Mundial, a CIA passou a financiar artistas e intelectuais de direita; o que poucos sabem é que ela também cortejou personalidades de centro e de esquerda, num esforço para afastar a intelligentsia do comunismo e aproximá-la do American way of life. No livro, Saunders detalha como e por que a CIA promoveu congressos culturais, exposições e concertos, bem como as razões que a levaram a publicar e traduzir nos Estados Unidos autores alinhados com o governo norte-americano e a patrocinar a arte abstrata, como tentativa de reduzir o espaço para qualquer arte com conteúdo social. Além disso, por todo o mundo, subsidiou jornais críticos do marxismo, do comunismo e de políticas revolucionárias. Com esta política, foi capaz de angariar o apoio de alguns dos maiores expoentes do mundo ocidental, a ponto de muitos passarem a fazer parte de sua folha de pagamentos”.
Quem pagou a conta?
está esgotado nas livrarias do Rio
As publicações Partisan Review, Kenyon Review, New Leader e Encounter foram algumas das publicações que receberam apoio direto ou indireto dos cofres da CIA. Entre os intelectuais patrocinados ou promovidos pela CIA, além de FHC, estavam Irving Kristol, Melvin Lasky, Isaiah Berlin, Stephen Spender, Sidney Hook, Daniel Bell, Dwight MacDonald, Robert Lowell e Mary McCarthy, entre outros. Na Europa, havia um interesse especial na Esquerda Democrática e em ex-esquerdistas, como Ignacio Silone, Arthur Koestler, Raymond Aron, Michael Josselson e George Orwell.
O jornalista Sebastião Nery, em 1999, quando o diário conservador carioca Tribuna da Imprensa ainda circulava em sua versão impressa, comentou em sua coluna que não seria possível resumir a obra em tão pouco espaço: “São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas”, afirmou.

Dinheiro para FHC
“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de US$ 145 mil. Nasce o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento)”. Esta história, que reforça as afirmações de Saunders, está contada na página 154 do livro Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969″ era fevereiro daquele ano.
Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura militar havia lançado o AI-5 e elevado ao máximo o estado de terror após o golpe de 64, “desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos”, como afirma a autora. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. O ex-presidente Juscelino Kubitcheck e o ex-governador Carlos Lacerda tinham sido presos. Enquanto isso, Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela para fundar o Cebrap. O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, por onde passou FHC, era voz corrente que o compromisso final dos norte-americanos girava em torno de US$ 800 mil a US$ 1 milhão.
Segundo reportagem publicada no diário russo Pravda, um ano após o lançamento do livro no Brasil, os norte-americanos “não estavam jogando dinheiro pela janela”.
“Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando (os dólares)”. Na época, FHC lançara com o economista chileno Faletto o livro Dependência e desenvolvimento na América Latina, em que ambos defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos”. A cantilena foi repetida por FHC, em entrevista concedida ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, na edição da última terça-feira, a última de 2013.
Com a cobertura e o dinheiro dos norte-americanos, FHC tornou-se, segundo o Pravda, “uma ‘personalidade internacional’ e passou a dar ‘aulas’ e fazer ‘conferências’ em universidades norte-americanas e européias. Era ‘um homem da Fundação Ford’. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA”.

Principais trechos da pesquisa de Saunders:
1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).
2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág. 443).
3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147).
4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).
5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).
6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45).

Espionagem e dólares
Não há registros imediatos de que o ex-presidente tenha negado ou admitido as denúncias constantes nos livros de Sauders e Leoni. Em julho do ano passado, no entanto, o jornalista Bob Fernandes, apresentador da TV Gazeta, de São Paulo, publicou artigo no qual repassa o envolvimento do ex-presidente com os serviços de espionagem dos EUA, sem que tivesse precisado, posteriormente, negar uma só palavra do que disse. Segundo Fernandes, “o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que ‘nunca soube de espionagem da CIA’ no Brasil. O governo atual cobra explicações dos Estados Unidos”.
“Vamos aos fatos. Entre março de 1999 e abril de 2004, publiquei 15 longas e detalhadas reportagens na revista CartaCapital. Documentos, nomes, endereços, histórias provavam como os Estados Unidos espionavam o Brasil.Documentos bancários mostravam como, no governo FHC, a DEA, agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas, pagava operações da Polícia Federal. Chegava inclusive a depositar na conta de delegados. Porque aquele era um tempo em que a PF não tinha orçamento para bancar todas operações e a DEA bancava as de maiores dimensão e urgência”, garante Fernandes.
Ainda segundo o jornalista, o mínimo de “16 serviços secretos dos EUA operavam no Brasil. Às segundas-feiras, essas agências realizavam a ‘Reunião da Nação’, na embaixada, em Brasília”.
Bob Fernandes, que foi redator-chefe de CartaCapital, trabalhou nas revistas IstoÉ (BSB e EUA) eVeja, foi repórter da Folha de S.Paulo e do Jornal do Brasil, afirma ainda que “tudo isso foi revelado com riqueza de detalhes: datas, nomes, endereços, documentos, fatos. Em abril de 2004, com a reportagem de capa, publicamos os nomes daqueles que, disfarçados de diplomatas, como é habitual, chefiavam CIA, DEA, NSA e demais agências no Brasil. Vicente Chellotti, diretor da PF, caiu depois da reportagem de capa Os Porões do Brasil, de 3 de março de 1999. Isso no governo de FHC, que agora, na sua página no Facerbook, disse desconhecer ações da CIA no país”.
Fonte - Correio do Brasil  07/01/2014

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Dilma Rousseff critica na ONU espionagem dos Estados Unidos

INTERNACIONAL

Presidenta falou na abertura da 68.ª Assembleia-Geral

Diário da Russia
Dilma Rousseff: "Sem respeito à soberania,
 não há base para o relacionamento entre as nações"
A Presidenta Dilma Rousseff aproveitou o discurso de abertura da 68.ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas para fazer duras críticas às denúncias de espionagem dos Estados Unidos.
O pronunciamento da líder brasileira aconteceu na manhã de hoje no plenário da ONU. Dilma afirmou que as ações de espionagem sobre outros países configuram violação da soberania e dos direitos humanos. A presidenta acrescentou que "jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania".
Para Dilma Rousseff, a conduta do governo americano ao espionar o Brasil – a Presidência da República, os Ministros de Estado, assessores e empresas –, os Estados Unidos cometeram ato de intrusão. Em tom de indignação, a Presidenta observou que “sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações".
A Presidenta Dilma lembrou ainda que, após a veiculação da notícia de que o governo, suas empresas e o povo brasileiro vêm sendo espionados, exigiu explicações dos Estados Unidos, pedidos de desculpas e garantias de que estas práticas nunca mais acontecerão.
Fonte - Diário da Russia  24/09/2013

domingo, 22 de setembro de 2013

Serguei Lavrov diz que EUA "estão chantageando” Rússia na questão Síria

Internacional

Ministro dos Negócios Estrangeiros russo fala à TV sobre tensão internacional

Serguei Lavrov: “Os Estados Unidos
 estão tentando chantagear a Rússia e o resto do mundo”
Os Estados Unidos estão tentando chantagear a Rússia e o resto do mundo, impondo à comunidade internacional o seu controvertido cenário de paz na Síria, segundo afirmou neste domingo, 22, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, em entrevista à principal rede de TV do país, o Canal 1.
O chefe da diplomacia russa acusou Washington de politicar excessivamente a crise síria. Lavrov disse que os Estados Unidos estão usando a guerra civil naquele país do Oriente Médio para "afirmar a sua supremacia" e fazer a região "dançar a sua música". E ele garantiu que a abordagem americana nada tem a ver com a paz continuada e o plano de retirada das armas químicas pregados pela Rússia.
O Ministro Lavrov apelou para que os Estados Unidos cheguem à conclusão de que o mundo se tornou "policêntrico", e que não é bom impor as opiniões dos Estados Unidos sobre a comunidade internacional.
Esta foi a primeira vez em que o normalmente imperturbável ministro ddos Negócios Estrangeiros russo atacou os parceiros ocidentais de Moscou. O tom do comentário de Lavrov na entrevista ao Canal 1 mostra quão profunda parece estar a tensão entre o bloco Rússia -China, de um lado, e a coalizão EUA-Reino Unido-França, do outro.
A entrevista de Lavrov ocorreu poucos dias antes de sua viagem a Nova York, para participar da Assembleia-Geral da ONU. Então, o chefe das Relações Exteriores da Rússia deverá reunir-se com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e com outros diplomatas. A expectativa é de que as negociações trilaterais entre Sergei Lavrov, John Kerry e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, vai alavancar a nova conferência de paz sobre a Síria, apelidada de Genebra 2.
Ainda na entrevista ao Canal 1, Lavrov disse que a recente publicação do relatório dos inspetores das Nações Unidas sobre as armas químicas da Síria deu lugar a um grande número de insinuações, provando que o Ocidente realmente não precisou de uma prova para fazer acusações. “Os Estados Unidos e a França realmente nunca pretenderam usar muito desse relatório”, comentou. “Eles alegaram saber tudo de antemão, dizendo que seu serviço de inteligência foi impecável, embora nunca tenham sido apresentados dados completos, enquanto os dados que escolheram para nos mostrar não provam que havia armas químicas no conflito.”
O ministro russo observou ainda que uma carta aberta de veteranos da CIA e do Pentágono dirigida ao Presidente Barack Obama e publicada antes da investigação da ONU, em 8 de setembro, dizia que o suposto ataque químico de 21 de agosto perto de Damasco foi uma provocação.
A carta acusa o diretor da CIA John Brennan de tentar repetir o cenário criado em relação ao Iraque, para mais uma vez enganar os americanos e o Congresso dos EUA. Os veteranos da CIA citaram a inteligência da Grã-Bretanha, dizendo que o governo sírio não estava implicado no ataque químico a civis. Mas a notícia não foi divulgada.
Lavrov afirmou também que os Estados Unidos intencionalmente usam o relatório da ONU para forçar a Rússia e a comunidade internacional a aceitar a sua abordagem. Ele disse:
"Nossos parceiros ocidentais estão começando a nos chantagear: se nós não aprovarmos a resolução do Capítulo 7 do Conselho de Segurança da ONU, iremos efetivamente anular o trabalho da Organização para a Proteção Contra as Armas Químicas, em Haia. Isso vai contra tudo que nós acordamos com John Kerry – que é aguardar a decisão da OPAQ e depois sustentá-la com uma resolução do Conselho de Segurança, embora não sob o Capítulo 7."
Sergei Lavrov sugeriu que o Ocidente viu o acordo Rússia-Estados Unidos sobre as armas químicas na Síria não como uma oportunidade para livrar o mundo do arsenal tóxico existente, mas como "uma chance para avançar sobre o bloco russo-chinês uma resolução de força que tem como objetivo derrubar o regime e encobrir as ações de oposição, para atribuir a culpa a Bashar al-Assad e dar espaço a cenários militares”.
"Eles [o Ocidente] não podem admitir seu erro. Eles cometeram um erro na Líbia quando bombardearam o país e o empurraram à beira do precipício; cometeram um erro no Iraque, onde fizeram as mesmas coisas, além de lançar uma operação terrestre e causar a destruição no país, que vê dezenas de inocentes morrerem a cada dia que passa na mão de terroristas. Não é uma preocupação a mais. Agora todo o mundo está dizendo que Bashar al-Assad deve sair. É claro que eles não querem falar sobre a catástrofe que essa série de operações militares tem causado na região. "
O diplomata russo destacou que dois em cada três militantes da oposição síria são jihadistas empenhados em transformar o país num califado islâmico, e que isso pode desencadear um desastre em todo o Oriente Médio.
"Eu gostaria de ressaltar que não podemos garantir que a Síria vai desistir de suas armas químicas”, disse Serguei Lavrov. “Vimos que a Síria aderiu à Convenção Contra as Armas químicas, sem quaisquer reservas. Agora, a Síria é uma parte responsável deste documento, o que significa que a comunidade internacional – ou a OPAQ, para este caso – deve garantir que a Síria vai agir em conformidade com isso."
Sergei Lavrov também apontou para o fato de que a comunidade internacional não precisa enviar suas tropas para a Síria a fim de monitorar o processo de eliminação de armas químicas. Ele disse que a polícia foi suficiente para garantir os inspetores da OPAQ, mas ofereceu as forças de segurança russas para assumir esta tarefa.
Fonte - Diário da Russia  22/09/2013

sábado, 17 de agosto de 2013

Relatório da CIA confirma a existência da ÁREA 51

Internacional

Folhapress
foto - ilustração
Objeto de discussões sobre conspirações, viagens no tempo e autópsias alienígenas, a Área 51,base secreta americana no deserto de Nevada, teve sua existência reconhecida em documentos da CIA (Agência Central de Inteligência), de acordo com a reportagem da emissora ABC.
Ainda que o relatório (com cerca de 400 páginas) não mencione as fantásticas histórias que permeiam a cultura pop, ele revela que a Área 51 foi criada inicialmente para testar um avião de espionagem americano, chamado U-2. Entretanto, os papéis não fazem referência à situação do local após 1974.
As aeronaves U-2 foram utilizadas pelos EUA durante a Guerra-Fria para missões de reconhecimento ao redor do mundo.
Oficiais e ex-funcionários já haviam falado sobre as instalações e os testes com as aeronaves, sublinha a reportagem, mas é a primeira vez que o governo dos EUA fala abertamente do local e especifica as operações. O relatório inclui até um mapa, diz a ABC.
Segundo os documentos, os aviões U-2 voavam bem mais alto do que qualquer outra aeronave na época, provocando estranheza nas pessoas que moravam perto, que pensavam avistar alienígenas.
"Os voos de U-2 e, mais tarde, dos Oxcart, foram responsáveis por mais da metade de todos os avistamentos de OVNIs (objeto voador não identificado) durante a década de 1950 e pela maioria na década de 1960", afirma o texto.
O relatório diz que a segurança e o sigilo do local foram constantes desde sua abertura, em 1955.
Com o aumento dos testes de U-2, porém, o transporte de funcionários para o local sem chamar a atenção tornou-se um desafio. Por conta disso, os empregados eram transportados para a base de avião na manhã de segunda-feira e levados para a cidade de Burbank na noite de sexta-feira.
Os documentos mencionam também três acidentes com os aviões em 1956.
Os papéis dizem ainda que para tornar as instalações "no meio do nada" mais atraentes para os empregados, elas eram chamadas de "Rancho Paraíso".
Fonte - Diário do Nordeste  16/08/2013

sábado, 20 de julho de 2013

Edward Snowden fez novas revelações sobre espionagem dos Estados Unidos

Jornalista do The Guardian prometeu divulgar as informações em breve



O jornalista britânico Glenn Greenwald, do The Guardian, prometeu, em uma entrevista ao canal alemão ARD, que fará em breve novas revelações passadas a ele pelo ex-agente da CIA Edward Snowden. O repórter mantém contato com o norte-americano e adiantou que as informações a serem divulgadas são ainda mais bombásticas que as já publicadas.

Edward Snowden, que se encontra no aeroporto Sheremetyevo, em Moscou, revelou um esquema de espionagem norte-americana a cidadãos de todo o mundo, incluindo autoridades. Por conta disso, o ex-agente está sendo procurado pelos Estados Unidos. Porém, como ainda não entrou oficialmente na Rússia, não pôde ser preso.Edward Snowden continua em trânsito no aeroporto Sheremetyevo
As autoridades russas ainda não se pronunciaram sobre um pedido de asilo político feito por Snowden. Inicialmente, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, condicionou o aceite a interrupção aos ataques aos Estados Unidos. O ex-agente da CIA fez a mesma solicitação a dezenas de países e foi atendido por Nicarágua e Venezuela. Porém, teme ter seu avião interceptado antes da chegada ao destino.
Fonte - Diário da Russia 19/07/2013

sábado, 13 de julho de 2013

Espionagem da CIA, FBI, DEA, NSA...e o silêncio no Brasil - Bob Fernandes



O ex-presidente Fernando Henrique diz: "Nunca soube de espionagem da CIA" no Brasil. O governo atual cobra explicações dos Estados Unidos, e a presidente Dilma trata do assunto com a cúpula do Mercosul no Uruguai. O Congresso envia protesto formal ao governo de Obama.
Vamos aos fatos. Entre Março de 99 e abril de 2004, publiquei 15 longas e detalhadas reportagens na revista Carta Capital. Documentos, nomes, endereços, histórias provavam como os Estados Unidos espionavam o Brasil.
Documentos bancários mostravam como, no governo FHC, a DEA, que combate o tráfico de drogas, pagava operações da Polícia Federal. Depositava na conta de delegados. Tempo em que a PF não tinha orçamento para bancar todas operações.
A CIA, via Departamento de Estado, pagou uma base eletrônica da PF em Brasília, até os tijolos.Para trabalhar nessa base, até o inicio da gestão do delegado Paulo Lacerda, agentes e delegados da PF eram submetidos ao detector de mentiras nos EUA. Em hotéis em Washington.
Isso até que viessem a gestão do ministro Marcio Thomas Bastos e do delegado Paulo Lacerda e orçamento adequado. Essa base na PF chamava-se CDO. Publicadas as reportagens, tornou-se SOIP, depois COE. Hoje é a DAT, Divisão Antiterrorismo.
chefiou o FBI no Brasil por 4 anos. Em entrevista de 17 páginas, revelou: serviços de inteligência dos EUA haviam grampeado o Itamaraty. Empresas eram espionadas. Nem o Palácio da Alvorada escapou.
Pelo menos 16 serviços secretos dos EUA operavam no Brasil. Às segundas-feiras, essas agências realizavam a "Reunião da Nação", na embaixada, em Brasília.
Tudo isso foi revelado com riqueza de detalhes: datas, nomes, endereços, documentos, fatos. Em Abril de 2004,publicamos os nomes daqueles que, disfarçados de diplomatas, como é habitual, chefiavam CIA, DEA, NSA e demais agências no Brasil.
Chellotti, diretor da PF, caiu depois de reportagem, em março de 99. Isso no governo de FHC, que diz desconhecer ações da CIA. Renan Calheiros, seu ministro da Justiça, foi convocado pelo congresso. Em público, se esquivou. A mim, disse: "Isso é assim mesmo, é do jogo".
Carlos Costa, que chefiara o FBI no Brasil, foi ouvido em sessão secreta do Congresso, já em 2004. E confirmou tudo o que dissera na entrevista. Sobre a presença do seu FBI, da CIA, DEA, NSA, e sobre a espionagem em geral.
Tudo isso sob quase absoluto e estrondoso silêncio. Um silêncio assustador à época. Tão assustador quanto a suposta perplexidade ao "descobrir", só agora, que os Estados Unidos, e não apenas eles, espionam o Brasil e o mundo.
Jornal da Gazeta Publicado em 10/07/2013

Edward Snowden vai pedir asilo político à Rússia

Ex-agente americano fala em Moscou à mídia e a entidades de direitos humanos


A mídia internacional presente à coletiva de Edward Snowden em Sheremetyevo
O ex-agente da CIA Edward Snowden declarou nesta sexta-feira, 12, durante seu encontro com representantes de direitos humanos no aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, que voltará a pedir asilo político na Rússia. A notícia foi revelada em sua mensagem pessoal publicada pelo site WikiLeaks horas após a reunião.

Há poucos dias, Snowden chegou a anunciar que gostaria de ficar na Rússia, mas voltou atrás quando o Presidente Vladimir Putin impôs a condição de que para isso o ex-agente teria que parar de prejudicar os Estados Unidos com novas ações e informações.
Na reunião desta sexta-feira, no entanto, Snowden disse ter repensado a proposta de Putin e anunciou que irá, sim, acatar as condições impostas a ele para receber asilo político na Rússia.
Citando informações passadas pela defensora dos direitos humanos russa Marina Lokshina, presente na reunião desta sexta-feira, a jornalista Ellen Barry, do jornal New York Times, revelou que o ex-agente só aceitou as condições impostas pela Rússia devido à impossibilidade de deixar o país. Segundo a publicação, Snowden disse desejar apenas o bem aos Estados Unidos e prometeu não realizar ou planejar quaisquer novas ações que causem prejuízo ao país.
Ao ser indagado se a decisão de permanecer na Rússia seria uma escolha séria, Snowden respondeu que por ora ele não dispõe de outras opções, já que a Rússia é hoje o seu atual e real paradeiro. Durante a reunião com defensores dos direitos humanos, ele disse que deixar a Rússia para viajar à América Latina lhe parece uma tarefa difícil e arriscada, e a prova disso é o recente incidente ocorrido com o avião do presidente da Bolívia, Evo Morales.
Durante a entrevista à imprensa e a conversa com os representantes dos direitos humanos, filmagens de todo tipo estavam proibidas. No entanto, o jornal britânico The Guardian publicou uma foto de Snowden ao lado da representante do WikiLeaks, Sarah Harrison, e da defensora dos diretos russa, Marina Lokshina.
Para convocar a reunião desta sexta-feira o site WikiLeaks publicou a seguinte mensagem aberta de Snowden à comunidade internacional de direitos humanos:
“Tive a grande sorte de contar com o apoio de países valorosos que concordaram em me prestar seu asilo político. Agradeço a esses países e espero visitá-los no futuro para agradecer pessoalmente o seu povo e a seus líderes. Eles ganharam o respeito do mundo ao defender os seus princípios e não temer a intimidação. Convido as organizações de direitos humanos e outras pessoas respeitáveis a se juntar a mim no dia 12 de julho, às 17 horas, no aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, para uma rápida declaração e discussão dos meus futuros passos nesta situação em que me encontro. Agradeço pela cooperação e apoio. Atenciosamente, Edward Snowden.”
Fonte  -  Diário da Russia 12/07/2013


sábado, 13 de abril de 2013

Venezuela prende mercenários

Foto: Governo da Venezuela captura paramilitares colombianos com uniformes do Exército da Venezuela. Eles cruzaram a fronteira dos dois países para promoverem assassinatos e desestabilizarem as eleições do próximo domingo
Foto ilustração - PCB
Por Leonardo Severo, do ComunicaSul, no blog Escrevinhador:
O Comando Regional (Core) 4 da Guarda Nacional da Venezuela, localizado na região ocidental do Estado de Lara, capturou na última quinta-feira (11 de abril), paramilitares colombianos com armas e explosivos. A captura ocorre às vésperas das eleições presidenciais que ocorrerão no próximo domingo (14).
Além dos terroristas colombianos, foram presos mercenários salvadorenhos, ambos com estreitos e reconhecidos vínculos com a política de desestabilização promovida pela CIA contra a revolução bolivariana. Também foram detidas cerca de 30 pessoas acusadas de sabotar as redes de transmissão de energia.
Setores do governo temem que a oposição - se for derrotada mais uma vez - abandone o caminho institucional, partindo para a desestabilização armada – com apoio de fora do país. Seria algo parecido com o que já ocorreu na Líbia e acontece agora na Síria. Só que bem na fronteira com o Brasil.
“Temos capturado vários militares colombianos com uniformes da Venezuela. Estamos desmontando um plano de violência da direita”, denunciou o presidente em exercício e candidato chavista, Nicolás Maduro. Conforme o presidente, após uma investigação exaustiva, foram vasculhadas várias casas e encontrados explosivos e armas.
Parte dos armamentos foi encontrada após inspeção no galpão da empresa Cargas da Venezuela, responsável por trazer ao país mercadoria procedente dos Estados Unidos. Somente neste galpão foram apreendidos 48 carregadores para pistolas Glock com capacidade para 32 cartuchos calibre 9 milímetros, um carregador tipo circular, chamado Caracol (calibre 9 mm) – com capacidade para 100 cartuchos, assim como um carregador circular para fuzis.
Material de guerra
“Este material de guerra e carregadores de Glock são utilizados por bandos que se dedicam ao terrorismo. Há evidências de uma relação direta com pessoas desestabilizadoras treinadas em El Salvador”, declarou o chefe da Gore 4, Octavio Chacon.
O ministro do Interior, Néstor Reverol, informou que o governo também “detectou” o ingresso de dois grupos de mercenários “vindos de El Salvador” e que a Venezuela fechará o cerco aos criminosos.
Após denúncia do governo venezuelano, o presidente de El Salvador, Maurício Funes, acionou uma ampla “investigação policial”, já que os mercenários salvadorenhos foram financiados pela CIA para tentar matar no ano 2000 o presidente cubano Fidel Castro, assim como tiveram envolvimento em atentados com bombas em hotéis da Ilha Caribenha.
As ações afetaram seriamente a economia cubana ao comprometer essa importante fonte de renda do país. Vale lembrar que o terrorista salvadorenho Francisco Abarca – procurado pela Interpol após ter colocado uma bomba na discoteca de um hotel de Havana – foi preso em julho de 2010 na Venezuela.
Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, que está acompanhando o processo eleitoral venezuelano, a tentativa frustrada de apelar à violência demonstra até onde chega o ódio da reação aos avanços da revolução bolivariana: “Isso é revelador de como, na América Latina, a banda pobre da direita não mede consequências e usa todos os métodos possíveis para manter seus privilégios de classe. Basta lembrar o que fizeram em Honduras e, mais recentemente, no Paraguai, onde produziram um conflito que não houve, mas assassinatos planejados”, denunciou Stédile.
Mídia privada esconde
O fato ganhou conotação de denúncia nos jornais públicos venezuelanos, “Correio del Orinoco” e “Ciudad Caracas”, enquanto os grandes conglomerados de comunicação da direita tentaram dar uma conotação de crime comum, abrindo destaque para críticas às “provocações” da Coreia do Norte.
Como já alertava o presidente Hugo Chávez em relação à política belicista do império estadunidense, é importante continuar reforçando a capacidade de reação dos nossos países e povos. “O império não respeita os débeis. Os povos decididos a ser livres precisam estar bem armados”, sublinhou Chávez, frisando que os norte-coreanos precisam ter capacidade de reação, até para persuadirem os que já fizeram uso do seu poder atômico contra civis e para não virarem um novo Iraque ou uma nova Líbia.
* O ComunicaSul é um coletivo de jornalistas brasileiros, especializado em coberturas especiais na América Latina; gera conteúdo exclusivo para a blogosfera, furando a hegemonia da velha mídia (no Brasil, por exemplo,jornais deram pouco ou nenhum destaque à prisão dos paramilitares estrangeiros na Venezuela).
Fonte - Blog do Miro  13/04/2013