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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Assinado em Paris acordo para construção de túnel ferroviário que ligara Lyon a Turim

Internacional

Ministério dos Transportes da França e a AFITF  assinam acordo de financiamento do projeto das empresas Lyon Turim Ferroviaire e RFF para a construção de um túnel ferroviário na base Alpina,por onde passará a nova linha que ligará a cidade de Lyon a Turim na Itália.

Railway Gazette

FRANÇA: A construção de um túnel de 9 km na base Alpina,que fara parte da nova linha entre Lyon na França e Turim na Itália,deverá começar em janeiro de 2015 logo após a assinatura de um acordo de financiamento no valor de € 105∙78m.
O acordo para o projeto das empresas Lyon Turim Ferroviaire e RFF,foi assinado em Paris, em 01 de outubro pelo Ministério dos Transportes e a AFITF agência de financiamento de Infraestrutura e transportes.
LTF presidente Hubert du Mesnil, disse que o acordo de financiamento permitiria receber propostas para o tunelamento em Saint-Martin-La-Porte e o objetivo de dar inicio aos trabalhos no início do próximo ano. "Estamos seguindo rigorosamente o programa do projeto e calendário decidido pela França e pela Itália durante a reunião intergovernamental realizada em novembro de 2013", acrescentou.
O furo de teste deve ser cavado para a Itália no mesmo alinhamento como um dos furos individuais planejados do túnel de base de 57 km, e será construído com o mesmo diâmetro. Poços de acesso, totalizando nove quilômetros de extensão já foram concluídos na França
Fonte - Railway Gazette  22/10/2014

sábado, 12 de julho de 2014

FRANÇA - Senado aprova reformas ferroviárias no país

Internacional

A legislação de reforma do sistema ferroviário deverá criar um "grupo integrado público privado", para recuperar o equilíbrio econômico do setor ferroviário e colocar as finanças do mesmo em uma posição mais sustentável,bem como a preparação da abertura para concorrência.

RG

FRANÇA - O projeto de lei do governo para reestruturar o setor ferroviário teve a sua leitura aprovada no Senado por 188 votos a 150 no dia 10 de julho desse ano. O texto revisto já havia sido aprovado por 355 votos a 168, durante uma leitura na Assemblée Nationale em 24 de junho.
Com o processo acelerado, a legislação deve ter uma única leitura em cada casa, e ser assinado pelo Presidente oito dias após a votação final.
A legislação de reforma do sistema ferroviário deverá criar um "grupo integrado público privado", para recuperar o equilíbrio econômico do setor ferroviário e colocar as finanças do mesmo em uma posição mais sustentável,bem como a preparação da abertura para concorrência.
A 1ª parte da legislação altera o Código de Transporte e prever a criação de um grupo público ferroviário, composto por três entidades: SNCF como o organismo público "mãe" responsável pelo controle estratégico, e duas instituições subsidiárias,a SNCF Réseau gerente de infra-estrutura  e o operador de trem SNCF Mobilités. A gerência de infra-estrutura unificada será formada através da fusão da RFF, negócio de manutenção de Infra SNCF e o controle de tráfego e direção DCF, mas a gestão das estações permanecerá com o operador de trem.
Novas disposições relativas ao controle da dívida e finanças ferroviárias vão formar a base de contratos de desempenho  para o operador e para a gerência de infra-estrutura, e o governo ficará obrigado a elaborar um Plano Diretor Nacional dos Transportes a cada cinco anos. O Regulador Rail Araf ganha poderes adicionais e aumento da independência, incluindo um requisito para fiscalizar os gastos de infra-estrutura e garantir que ele esteja alinhado com o contrato de desempenho.
A 2ª parte do projeto de lei inclui várias disposições específicas ou de transição. As três novas entidades serão legalmente estabelecida, com efeitos a partir de 1 de Dezembro de 2014, pronto para o Código de Transporte revisto para entrar em vigor a partir de 1 Janeiro de 2015. Outras artigos garantem a continuidade do emprego para os atuais ferroviários, incluindo medidas para a criação de um quadro comum para todos os trabalhadores do setor de transporte ferroviário e legitimar os direitos dos sindicatos ferroviários para negociar acordos colectivos sobre os termos e condições de emprego.
Fonte - Railway Gazette 11/07/2014
Tradução e adaptação de texto - Pregopontocom

The original text
Railway Gazette
FRANCE: The government’s draft legislation to restructure the rail sector passed its reading in the Sénat by 188 votes to 150 on July 10. The revised text had been adopted by 355 votes to 168 during a reading in the Assemblée Nationale on June 24.
Under an accelerated process, the legislation is due to have a single reading in each house, and to be signed off by the President eight days after the final vote.
The railway reform legislation is intended to create an ‘integrated industrial public group’, to ‘restore the economic equilibrium’ of the rail sector and put railway finances on a more sustainable footing, as well as ‘preparing for the introduction of competition’.
Part I of the legislation amends the Transport Code to provide for the establishment of a public railway group, composed of three entities: SNCF as the ‘mother’ public body responsible for strategic control, and two ‘daughter’ institutions: infrastructure manager SNCF Réseau and train operator SNCF Mobilités. The unified infrastructure manager will be formed through the merger of RFF, maintenance business SNCF Infra and the traffic control directorate DCF, but the management of stations will remain with the train operator.
New provisions on debt control and railway finances will form the basis of performance contracts for both the operator and infrastructure manager, and the government is required to draw up a National Transport Master Plan every five years. Rail regulator ARAF gains additional powers and increased independence, including a requirement to scrutinise infrastructure spending and ensure that it is in line with the performance contract.
Part II of the bill includes various specific or transitional provisions. The three new entities will be legally established with effect from December 1 2014, ready for the revised Transport Code to enter into force from January 1 2015. Further articles provide continuity of employment for existing railway staff, including ‘measures to create a common framework for all workers in the rail industry’ and enshrine the rights of rail unions to negotiate collective agreements on terms and conditions of employment.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Greve interrompe tráfego de trens pelo 2º dia na França

Internacional

A greve pode prolongar-se na sexta-feira, após sindicatos terem dito que uma reunião de emergência com representantes do governo do presidente François Hollande terminou sem um acordo.

Reuters
foto - ilustração
Metade das viagens de trem pela França foram canceladas nesta quinta-feira, no segundo dia de uma greve contra os planos de uma reforma ferroviária, o que provocou uma das piores interrupções nesses serviços no país nos últimos anos.
A greve pode prolongar-se na sexta-feira, após sindicatos terem dito que uma reunião de emergência com representantes do governo do presidente François Hollande terminou sem um acordo.
Os sindicados querem que o governo abandone os planos de uma reforma que colocaria a operadora de serviços SNCF e a rede de ferrovias RFF em uma única holding, mas, no entanto, as preservaria como entidades separadas.
Os grevistas querem que as duas sejam fundidas em uma única operação, como foi o caso até 1997, e também exigem que o governo assuma os cerca de 40 bilhões de euros da dívida das duas empresas.
"Estamos muito nervosos com a displicência mostrada pelo governo”, disse a sindicalista Nathalie Bonnet, do sindicato SUD-Rail, a uma TV francesa após sair da reunião com o representante do Ministério dos Transportes, Frédéric Cuvillier. “Não obtivemos nenhum progresso.”
Os trabalhadores da SNCF temem que suas condições de trabalho seja prejudicadas e argumentam que as má situação das ferrovias foi a causa de um acidente de 2013 no qual sete pessoas morreram em um descarrilamento ao sul de Paris.
A reforma ferroviária será debatida pelo Parlamento francês na próxima semana. Os sindicatos vão definir no fim do dia se prolongarão a greve.
Fonte - Revista Ferroviária  12/06/2014