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domingo, 21 de julho de 2019

KC-390 - A maior aeronave militar feita no Brasil entra em fase final de testes

Defesa 

Desenvolvido pela Embraer Defesa e Segurança, o KC-390 poderá atuar em diversos cenários e em pistas não preparadas. Após o término da fase de testes, ele poderá cumprir missões de transporte de cargas e tropa, lançamento de paraquedistas, reabastecimento em voo, apoio a missões humanitárias, combate a incêndios florestais, busca e salvamento e evacuação aeromédica. Sua velocidade máxima é de 870 km/h.

Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
A Força Aérea Brasileira (FAB) está em fase final de testes do KC-390, a maior aeronave militar já desenvolvida e produzida no Brasil. Robusta, a aeronave lembra o clássico C-130 Hércules, avião militar de transporte de tropas e cargas. Mas o KC-390 foi desenvolvido para atender demandas acima das já cumpridas pelo Hércules.
Desenvolvido pela Embraer Defesa e Segurança, o KC-390 poderá atuar em diversos cenários e em pistas não preparadas. Após o término da fase de testes, ele poderá cumprir missões de transporte de cargas e tropa, lançamento de paraquedistas, reabastecimento em voo, apoio a missões humanitárias, combate a incêndios florestais, busca e salvamento e evacuação aeromédica. Sua velocidade máxima é de 870 km/h.
Sua capacidade de transporte é um capítulo à parte. São 18,5 metros de comprimento, 3,45 metros de largura e 2,95 metros de altura reservados ao transporte de até 23 toneladas de cargas. O KC-390 pode receber blindados, peças de artilharia, equipamentos de grandes dimensões, armamentos e até outras aeronaves.
O KC-390 tem autonomia de voo de 2.730 quilômetros de distância com a carga máxima. A elevada autonomia de voo será um trunfo em missões de busca. Sem carga, o avião pode percorrer 5.958 km de distância.
De acordo com a FAB, 28 unidades estão encomendadas para compor a frota. As duas primeiras serão entregues ainda este ano e ficarão em uma base em Anápolis. Antes, porém, as unidades passam por uma inspeção, para garantir que seus equipamentos estão aptos ao pleno funcionamento. No espírito da multifuncionalidade da aeronave, foram escolhidos pilotos de diferentes especialidades, como transporte, caça e patrulha.
“A proposta é que possamos agregar os conhecimentos das aviações e consolidá-los à doutrina da aeronave para que ela esteja preparada para executar as ações que a Força Aérea Brasileira precisar”, disse o Major Aviador Carlos Vagner Veiga, um dos selecionados para atuar na operação do KC-390, em entrevista à FAB.
Fonte - Agência Brasil  20/07/2019

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Aeronáutica diz que militares não devem colocar convicções acima de instituições

Política  👀

Nestes dias críticos para o país, nosso povo está polarizado, influenciado por diversos fatores. Por isso é muito importante que todos nós, militares da ativa ou da reserva, integrantes das Forças Armadas, sigamos fielmente a Constituição, sem nos empolgarmos a ponto de colocar nossas convicções pessoais acima daquelas das instituições”, disse Rossato.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/fab.mil
Um dia após o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, ter usado a rede social Twitter para “assegurar” que o Exército “julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade”, o Comando da Aeronáutica divulgou uma nota – assinada pelo comandante da Força, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato – na qual afirma que integrantes das Forças Armadas devem acreditar nos poderes instituídos, não se deixando empolgar “a ponto de colocar convicções pessoais acima daquelas das instituições”.
“Nestes dias críticos para o país, nosso povo está polarizado, influenciado por diversos fatores. Por isso é muito importante que todos nós, militares da ativa ou da reserva, integrantes das Forças Armadas, sigamos fielmente a Constituição, sem nos empolgarmos a ponto de colocar nossas convicções pessoais acima daquelas das instituições”, disse Rossato.
“Os poderes constituídos sabem de suas responsabilidades perante a nação e devemos acreditar neles. Tentar impor nossa vontade ou de outrem é o que menos precisamos neste momento. Seremos sempre um extremo recurso, não apenas para a guarda da nossa soberania, como também para mantermos a paz entre irmãos que somos. Acima de tudo, o momento mostra que devemos nos manter unidos, atentos e focados em nossa missão”, continua a nota.
No Twitter publicado na noite de ontem (3), Villas Bôas “assegurou” que “o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais. Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, escreveu o comandante do Exército nas postagens.
A mensagem do comandante do Exército desencadeou uma série de pronunciamentos de agentes políticos, bem como nas redes sociais.

Leia abaixo a íntegra da nota do comandante da Aeronáutica:

Tenente-Brigadeiro Rossato emitiu esclarecimento nesta quarta-feira (04).
O Comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, emitiu, nesta quarta-feira (04/04), um esclarecimento do Comando da Aeronáutica diante das repercussões midiáticas sobre o contexto atual do país.
"O Brasil amanhece hoje prestes a viver um dos momentos mais importantes da sua história.
Hoje serão testados valores que nos são muito caros, como a democracia e a integridade de nossas instituições. Instituições essas que têm seus papéis muito bem definidos no arcabouço legal da Nação.
Num momento como este, os ânimos já acirrados intensificam-se ainda mais com a velocidade das mídias sociais, onde cada cidadão encontra espaço para repercutir a sua opinião, em prol do que julga ser o país merecedor.
Entretanto, as necessidades da Nação vão bem mais além. O Brasil merece que seus cidadãos se respeitem e sejam respeitados, que os poderes constituídos atuem em consonância com preceitos éticos e morais dos quais possamos nos orgulhar, que os cidadãos possam ir e vir em segurança, além de tantos outros direitos básicos que hoje o Brasil ainda não oferece para uma boa parte do seu povo.
Nestes dias críticos para o país, nosso povo está polarizado, influenciado por diversos fatores. Por isso é muito importante que todos nós, militares da ativa ou da reserva, integrantes das Forças Armadas, sigamos fielmente à Constituição, sem nos empolgarmos a ponto de colocar nossas convicções pessoais acima daquelas das instituições.
Os poderes constituídos sabem de suas responsabilidades perante a nação e devemos acreditar neles. Tentar impor nossa vontade ou de outrem é o que menos precisamos neste momento. Seremos sempre um extremo recurso não apenas para a guarda da nossa soberania, como também para mantermos a paz entre irmãos que somos. Acima de tudo, o momento mostra que devemos nos manter unidos, atentos e focados em nossa missão."
Fonte - Agência Brasil  04/04/2018

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O Escândalo A-DARTER

Ponto de Vista  🔍

Ou de como a tentativa de assassinato da Odebrecht pode ferir de morte a construção do mais avançado míssil da Força Aérea Brasileira.- Coloca-se sob risco direto,a produção dos mísseis A-Darter,destinados aos caças Gripen NG BR, que se encontram em desenvolvimento pela MECTRON, empresa controlada pela Odebrecht, em cooperação com a DENEL sul-africana,além da construção do futuro submarino nuclear nacional (e de outros, convencionais)

Mauro Santayana
Mauro Santayana
Está dando certo o implacável, mesquinho, totalmente desvinculado da estratégia e dos interesses nacionais, cerco, montado pela Procuradoria Geral da República, para arrebentar com a Odebrecht, não apenas dentro do Brasil, mas, em conluio com os EUA, também na América do Norte e, com base em "forças tarefas" conjuntas, nos mais diferentes países da América Latina.
Pressionada pela perseguição além fronteiras da Jurisprudência da Destruição da Lava-Jato e pela estúpida, desproporcional, multa, de 7 bilhões de reais estabelecida a título de punição, pelo Ministério Público brasileiro, em parceria com o Departamento de Justiça norte-americano, a Odebrecht não está conseguindo vender boa parte dos ativos estratégicos que tenta colocar no mercado, para evitar sua bancarrota e total desaparecimento, com a paralisação de dezenas de bilhões em projetos, muitos deles estratégicos, dentro e fora do país, e a demissão de milhares de colaboradores que trabalham no grupo, que já foi obrigado a se desfazer de mais de 150.000 pessoas nos últimos dois anos.
Com o cerco à empresa, que bem poderíamos classificar de mera tentativa de assassinato, considerando-se o ódio com que vem sendo tratada a Odebrecht pelos nossos jovens juízes e procuradores - já que poderiam ter sido presos eventuais culpados sem praticamente destruir a maior multinacional brasileira de engenharia - coloca-se sob risco direto, não apenas a construção do futuro submarino nuclear nacional (e de outros, convencionais), mas também a produção dos mísseis A-Darter, destinados aos caças Gripen NG BR, que se encontram em desenvolvimento pela MECTRON, empresa controlada pela Odebrecht, em cooperação com a DENEL sul-africana.
Não tendo conseguido negociar a MECTRON, incluída em sua lista oferecida ao mercado, a Odebrecht pretende, agora, esquartejar a companhia e vender seus projetos um a um - entre eles o desse avançado mísil ar-ar - para quem estiver interessado em ficar, entre outras coisas, com parte do know-how desenvolvido pelo Brasil nessa área, desde a época do míssil "Piranha".

Enquanto isso, a Presidência e o Congresso fazem cara de paisagem.
Quando, diante desse absurdo, o mínimo que a Comissão de Defesa Nacional - por meio de CPI para investigar o caso - o Ministério da Defesa e o Ministério da Aeronaútica deveriam fazer seria pressionar e negociar no governo o financiamento da compra da MECTRON por uma empresa da área, como a AVIBRAS, por exemplo, com recursos do BNDES, ou injetar dinheiro do Banco - agora emagrecido em 100 bilhões de reais "pagos" antecipadamente ao Tesouro - para que comprasse provisoriamente a MECTRON, assegurando que seu controle ficasse com o Estado, ao menos até o fim do programa A-Darter, ou que se estabelecesse uma estratégia voltada para impedir sua desnacionalização.
O problema é que o BNDES, como faz questão de afirmar a nova diretoria, pretende mudar de foco para dar atenção - o que quer que isso signifique - a projetos que beneficiem "a toda a sociedade".
Será que seria possível que a finalização do desenvolvimento de um míssil avançado para os novos caças de nossa Força Aérea, destinado a derrubar aviões inimigos em situação de combate, em que já foram investidos milhões de dólares, viesse a ser enquadrado nessa categoria e na nova doutrina de funcionamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - que já bloqueou 1.5 bilhões que a Odebrecht teria a receber por obras no exterior - ou estaríamos pedindo demais e exagerando na importância do caso?
Fonte - Do Blog Mauro Santayana  19/02/2017

quarta-feira, 6 de abril de 2016

KC-390 é um marco na indústria brasileira, diz comandante da Embraer

Defesa

O comandante Jordão garante que a aeronave vai causar grande impacto nas operações da FAB.Vai aumentar muito a eficiência e a pronta resposta da Força Aérea. Ela é fácil de pilotar por usar sistema fly by wire. Seus equipamentos modernos vão reduzir o custo de manutenção”, explicou.

Blog do Planauto
 foto - Blog do Planalto
Está tudo pronto para a visita de daqui a pouco da presidenta Dilma Rousseff, na Base Aérea de Brasília, ao cargueiro militar KC-390, a maior e mais moderna aeronave projetada e fabricada no Brasil. O comandante Jordão, piloto de ensaios da Embraer, disse que o KC-390 é um marco para a indústria brasileira.
“É uma aeronave estratégica e polivalente. Vai aumentar muito a eficiência e a pronta resposta da Força Aérea. Ela é fácil de pilotar por usar sistema fly by wire. Seus equipamentos modernos vão reduzir o custo de manutenção”, explicou.
Segundo o comandante, o KC-390 vai causar grande impacto nas operações da Força Aérea Brasileira (FAB) e já existem muitos países interessados, inclusive parceiros, visualizando a substituição de outras aeronaves por esta.
“Um país que não tem uma aeronave dessa categoria não tem capacidade de reação. No aspecto de defesa e segurança ela é uma arma vital. Não adianta só ter caças se não tiver uma aviação de transporte que dê o suporte para se manter em voo”.
A aeronave é resultado de um projeto conjunto da Embraer com a FAB para desenvolver e produzir um avião de transporte militar tático e reabastecimento em voo que representa um avanço significativo em termos de tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira.
Fonte - Blog do Planauto  05/04/2016

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Brasil firma acordo de financiamento e finaliza compra de 36 caças suecos

Defesa

De acordo com o Ministério da Defesa, a primeira aeronave deverá ser entregue em 2019 e a última, em 2024. Segundo a Defesa, os caças atenderão às necessidades operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB) nos próximos 30 anos. O contrato prevê ainda a fabricação de 15 das 36 unidades no Brasil, incluindo oito unidades de dois lugares, modelo criado para a FAB.

Ivan Richard 
Repórter da Agência Brasil
Stefan Kalm /Saab Group/Divulgação
Os governos brasileiro e sueco assinaram hoje (25), em Londres, na Embaixada do Brasil no Reino Unido, contrato de financiamento no valor de US$ 5,4 bilhões para a compra de 36 caças Gripen NG, da empresa sueca Saab. Essa era a última etapa para o início da fabricação dos aviões-caça. Desse valor, US$ 245,3 milhões serão para compra de armamentos.
De acordo com o Ministério da Defesa, a primeira aeronave deverá ser entregue em 2019 e a última, em 2024. Segundo a Defesa, os caças atenderão às necessidades operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB) nos próximos 30 anos. O contrato prevê ainda a fabricação de 15 das 36 unidades no Brasil, incluindo oito unidades de dois lugares, modelo criado para a FAB.
Anunciado em dezembro de 2013, o contrato comercial com a Saab inclui a compra das aeronaves de combate, suporte logístico e aquisição de armamentos necessários à operação dos aparelhos. O contrato assinado prevê a transferência de tecnologia entre os dois países, o que possibilitará ao Brasil, segundo o Ministério da Defesa, deixar de ser comprador para se tornar fornecedor de aeronaves de combate de última geração.
No final de julho, após três dias de negociações, o governo brasileiro conseguiu a reduzir da taxa de juros do financiamento para 2,19%, o que ocasionou uma economia de até R$ 600 milhões ao governo do Brasil. O contrato financeiro foi formalizado no Reino Unido, uma vez que o contrato de financiamento será regido pela lei britânica, para imparcialidade do acordo.
“A assinatura do contrato financeiro do Gripen NG é de fundamental importância, já que encerra a fase negocial e inicia a fase de execução do contrato comercial, com aquisição e desenvolvimentos dos caças, concretizando, assim, uma aliança estratégica entre Brasil e Suécia”, disse, em nota, o ministro da Defesa, Jaques Wagner.
De acordo com a nota divulgada pela assessoria do Ministério da Defesa, o pagamento efetivo do financiamento só ocorrerá após o recebimento da última aeronave, previsto para 2024. Segundo a pasta, a participação brasileira no desenvolvimento do projeto dará à indústria aeronáutica nacional acesso a todos os níveis de tecnologia, incluindo os códigos-fonte do Gripen. “O programa de transferência de tecnologia incluirá itens como a integração dehardware, aviônicos, software e sistemas da aeronave, além do intercâmbio de conhecimento, com mais de 350 brasileiros indo a Suécia para treinamento”, informou o Ministério da Defesa.
Fonte - Agência Brasil  25/08/2015

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Brasil recebe o último lote de helicópteros de combate russo Mi-35

Defesa Aérea

Contrato para a aquisição pela FAB de 12 aeronaves foi finalizado com a entrega do último lote de 3(três) helicópteros Mi-35 comprados a Rússia

DR
O Mi-35 leva armas de altíssima precisão
 e pode fazer operações noturnas
 Foto: Alexander Krasnov
A Força Aérea Brasileira recebeu os últimos três helicópteros Mi-35 comprado à Rússia. Com a entrega, a empresa estatal russa de venda de equipamentos militares ao exterior (Rosoboronexport) concluiu o contrato que forneceu 12 aeronaves deste modelo. Os aparelhos chegaram ao Brasil a bordo de um avião cargueiro An-124.
O helicóptero de combate Mi-35 é equipado com armas de alta precisão e pode operar à noite. A aeronave tem sido utilizada por muitos países da Europa, da Ásia, da África, da América e da Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
Fonte - Diário da Russia  08/12/2014

sábado, 22 de novembro de 2014

Cerimônia marca entrega da frota completa das aeronaves de patrulha da FAB

Brasil/Defesa

As aeronaves P-3AM Orion foram recebidas a partir de 2011.A cerimônia realizada na Base Aérea de Salvador,marca para a Força Aérea Brasileira (FAB) o fim do ciclo de recebimento dos novos equipamentos de patrulha. 

BASV

A Base Aérea de Salvador (BASV) realizou na quarta-feira (19/11) a formatura militar de entrega da frota completa das aeronaves P-3AM Orion. A cerimônia marca para a Força Aérea Brasileira (FAB) o fim do ciclo de recebimento dos novos equipamentos de patrullha. O evento foi presidido pelo Comandante da Aeronáutica Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito e contou com a presença de autoridades civis e militares, além de representantes da Airbus Defence and Space e da ATECH, empresas responsáveis pela modernização das aeronaves P-3AM. Em julho deste ano foi entregue a última aeronave, o FAB 7206, completando a frota de nove aviões.
O processo de reaparelhamento foi iniciado em março de 2000. Adquiridas dos EUA, as aeronaves passaram por um processo de modernização na fábrica da Airbus Military, em Sevilha, na Espanha. Os sistemas foram atualizados e integrados em um sistema tático de missão, operado por uma tripulação de até 12 militares.

O Esquadrão Orungan (1º/7º GAV), sediado na BASV, já participou de missões de busca e salvamento, reconhecimento eletrônico, patrulha marítima, em especial nas áreas de plataformas de petróleo, e de antissubimarino, com destaques à participação na Operação Joint Warrior, no Reino Unido em 2013, e na Operação Fraterno, na Argentina em 2014. Desde 2011 até hoje, o Esquadrão também formou novos tripulantes entre militares vindos de várias unidades da FAB.
Pontuando o sucesso alcançado pela Unidade Aérea em missões no território nacional, em águas jurisdicionais ou no exterior, o Brigadeiro do Ar Carlos José Rodrigues de Alencastro, Comandante da Segunda Força Aérea (II FAE), afirma que o P-3AM é uma das melhores aeronaves de patrulha marítima do mundo. “Seus tripulantes encabeçam a fila de militares de alto valor, que se orgulham da máquina que voam. Eles sabem da imensa responsabilidade da missão de ser o guardião do Pré-Sal e que agora passam a vislumbrar novas capacidades e recursos”, finalizou.
Fonte - FAB 21/11/2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Pilotos brasileiros fazem primeiro voo teste no caça Gripen, na Suécia

Brasil

O Brasil fez um acordo com a empresa sueca Saab para a compra e transferência de tecnologia de 36 aeronaves do tipo Gripen NG, por R$ 5,4 bilhões

Agência Brasil
Foto: Agência Força Aérea
Os pilotos da Aeronáutica Gustavo de Oliveira Pascotto, 33 anos, e Ramon Santos Fórneas, 32, fizeram na manhã de ontem o primeiro voo no caça Gripen D, na Suécia. O Brasil fez um acordo com a empresa sueca Saab para a compra e transferência de tecnologia de 36 aeronaves do tipo, por R$ 5,4 bilhões.
Os pilotos estão no país europeu para um treinamento. Antes de voarem, eles tiveram de fazer um teste em uma centrífuga para verificar se eles poderiam enfrentar condições de até 9 vezes a força da gravidade sem passar mal. A Força Aérea Brasileira (Fab) estuda a compra de mais 108 Gripens, além dos 35 já acertados.
Fonte - Diário de Pernambuco  20/11/2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Brasil assina contrato para aquisição de caças suecos

Defesa

A Força Aérea Brasileira (FAB) assinou com a empresa sueca Saab o contrato para aquisição de 36 aviões de caça Gripen NG.O contrato envolve o treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia

Por Redação, com Vermelho

Primeira aeronave deverá ser entregue em 2019. Contrato prevê treinamento de pilotos e mecânicos, apoio logístico e transferência de tecnologia.
A Força Aérea Brasileira (FAB) assinou com a empresa sueca Saab o contrato para aquisição de 36 aviões de caça Gripen NG. A primeira aeronave deverá ser entregue em 2019, e a última, em 2024. A assinatura aconteceu na sexta-feira, nas instalações da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), em Brasília.
O contrato envolve o treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia, apoio logístico e a transferência de tecnologia para indústrias brasileiras. O investimento total será de aproximadamente R$ 13 bilhões.
- Nós iremos transferir tecnologia e a capacidade de projetar e construir caças – afirmou Hakan Buskhe, presidente da Saab.
A Embraer irá assumir um papel de liderança na fabricação local dos aviões, mas haverá também a participação de outras empresas brasileiras, como a AEL, Akaer, Atech e SBTA.
- Vai ser um salto, não apenas para a Embraer, mas para a nossa indústria em geral – completou o brigadeiro Alvani Adão da Silva, diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
O Brasil também participará do desenvolvimento do Gripen NG e será responsável pelo desenvolvimento da versão para dois pilotos. A encomenda brasileira envolve 28 unidades monoplaces (para um piloto) e 8 biplaces (para dois tripulantes).
O desenvolvimento e produção do Gripen NG possibilitará ainda a geração de milhares de empregos diretos e indiretos no País.
De acordo com o brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), a assinatura ocorreu após dez meses de intensas negociações contratuais. “Nós atualizamos a proposta. Trouxemos os requisitos para um cenário mais moderno”, explicou.
As negociações foram iniciadas depois do anúncio do Gripen NG como vencedor da concorrência chamada de Projeto F-X2, realizado no dia 18 de dezembro de 2013. “Naquele primeiro momento a gente já estabeleceu um cronograma para a assinatura do contrato”, conta o brigadeiro Crepaldi.
A previsão era assinar antes do fim do ano. A assinatura na semana do Dia do Aviador (comemorado em 23 de outubro) também foi motivo de comemoração. “É muito simbólico para nós.”
O Gripen NG foi selecionado após análises de aspectos operacionais, técnicos, logísticos, de custos e de transferência de tecnologia.
O relatório elaborado pela Copac teve 33 mil páginas e incluiu análises das indústrias, dos projetos e de uma equipe formada por pilotos, engenheiros, oficiais de logística e de outras especialidades.

Marco tecnológico
A Suécia opera versões mais antigas do caça Gripen desde 1997 e já fez exportações para República Tcheca, Hungria, África do Sul, Tailândia e para a escola de piloto de testes do Reino Unido. Mas o Gripen NG, por enquanto, será recebido somente pela Suécia e pelo Brasil.
A aeronave incorpora tecnologias como o radar Raven ES-05, capaz de identificar alvos aéreos ou de superfície a um ângulo de 100 graus da sua antena, um sensor de busca infravermelho e datalink, que possibilita a troca de informações entre caças sem o uso de rádio.
Quando entrar em serviço na FAB, o Gripen NG também será o único caça do Hemisfério Sul capaz de voar a velocidades supersônicas por longas distâncias, o chamado supercruzeiro.
- Há mais de 18 anos nós esperamos por esse momento. E com certeza vai inaugurar uma nova era operacional para a aviação de caça no Brasil – disse o brigadeiro Alvani.
As 36 aeronaves multi-missão serão utilizadas pela Força Aérea Brasileira em atividades de defesa aérea, policiamento do espaço aéreo, ataque e reconhecimento.
A primeira unidade aérea a receber o novo modelo deverá ser o 1° Grupo de Defesa Aérea, com sede em Anápolis (GO).
O Esquadrão está sem aeronaves desde dezembro de 2013, quando foram aposentados os caças Mirage 2000. Atualmente, a defesa aeroespacial brasileira é realizada por jatos F-5EM.
Após a assinatura da aquisição dos novos Gripen NG, prosseguem as negociações da FAB com a Força Aérea da Suécia para a cessão temporária de caças Gripen nas versões C/D.
As aeronaves, usadas, são menos avançadas que o Gripen NG, mas já superam os F-5EM atualmente em uso. O plano seria utilizar os Gripen C/D até o recebimento das aeronaves novas.
Fonte - Correio do Brasil  27/10/2014

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Embraer e FAB lançam protótipo de avião para transporte militar

Defesa

O novo KC-390 será utilizado para transporte militar - O protótipo é um projeto conjunto entre a Embraer e a Força Aérea Brasileira (FAB) e foi apresentado hoje à imprensa, durante evento que contou com as presenças do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do comandante da FAB, tenente-brigadeiro do ar Juniti Saito. 

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) lançou hoje (21) o primeiro protótipo do avião de transporte militar KC-390, que é produzido na unidade de Gavião Peixoto (SP) . Conforme o Ministério da Defesa, esta é a maior e mais moderna aeronave já fabricada no país. O protótipo é um projeto conjunto entre a Embraer e a Força Aérea Brasileira (FAB) e foi apresentado hoje à imprensa, durante evento que contou com as presenças do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do comandante da FAB, tenente-brigadeiro do ar Juniti Saito. "Momentos como este nos enchem de orgulho. Esta aeronave é um prodígio de avanço tecnológico", disse o ministro.
Segundo a companhia, a aeronave ainda deve passar por testes em solo antes de fazer seu primeiro voo, previsto para ocorrer até o fim do ano. “O KC-390 será a espinha dorsal da aviação de transporte da FAB. Ele poderá operar tanto na Amazônia quanto na Antártida. As turbinas a jato conferem bastante agilidade ao avião, que cumprirá todas as missões com mais agilidade”, salientou o comandante da Aeronáutica.
De acordo com o Ministério da Defesa, o KC-390 é capaz de levar tropas a qualquer região do país com rapidez. Além disso, pode transportar equipamentos militares desmontados, tais como o novo blindado Guarani, produzido para o Exército Brasileiro. Ele substituirá o Hercules C-130, que é utilizado em operações como missões de busca e reabastecimento de outras aeronaves em voo.
Representantes da Embraer revelaram que este é o primeiro de dois protótipos que serão usados “nas campanhas de desenvolvimento, testes de solo e de voo e certificação”. Segundo a empresa, trata-se de um avião de transporte militar tático e de reabastecimento em voo, que “representa um avanço significativo em termos de tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira”. O KC-390 foi projetado para ter menor custo operacional e para transportar e lançar cargas e tropas, além de buscar, resgatar e combater incêndios florestais, entre outras missões.
Em maio deste ano, a Embraer e a FAB assinaram contrato de produção em série da aeronave, com previsão de entrega de 28 modelos para dez anos. O Ministério da Defesa informou que a primeira remessa está programada para 2016. A Embraer já recebeu intenções de compra do KC-390 de países como o Chile, a Argentina, Colômbia, República Checa e Portugal.
Fonte - Agência Brasil  21/10/2014

terça-feira, 22 de abril de 2014

Piloto Ten Cel da FAB testa avião de caça sueco Gripen HG que será comprado pelo Brasil

Defesa 

Teremos uma capacidade maior de defesa aérea e mais empregos, diz piloto que testou o caça Gripen - Para o teste, o Coronel Afonso conta que se envolveu em mais de um mês de preparação, além de quase seis horas de tempo de voo em simulador na Suécia até chegar ao momento de avaliar na prática a aeronave.

BP
foto - ilustração
Após testar o caça sueco Gripen NG, a nova aeronave de combate da Força Aérea Brasileira (FAB), o
tenente-coronel Carlos Afonso de Araújo afirmou que o país terá uma capacidade maior de defesa, além de gerar mais empregos a partir do momento em que os aviões forem desenvolvidos no Brasil.
No Dia da Aviação de Caça (22 de abril), o Blog do Planalto divulga entrevista em que Afonso fala sobre as vantagens do Gripen, tais como a facilidade de pilotagem e o fornecimento de informações de voo ao piloto para o cumprimento da missão com eficiência e eficácia.



“Entendo que, em tempo de paz, teremos prontidão por parte da Força Aérea e disponibilidade para a qualquer momento termos o cumprimento da missão com eficácia e eficiência. E para a sociedade brasileira, transmissão de conhecimento, de tecnologia e a possibilidade de geração de empregos de grande qualificação”, analisou Afonso.
Em dezembro de 2013, o governo federal concluiu a licitação do Programa FX-2 para a aquisição de 36 caças Gripen NG para a FAB. No valor de US$ 4,5 bilhões, a serem pagos até 2023, o contrato prevê transferência de tecnologia e cooperação industrial. O Gripen NG venceu a disputa contra o Rafale, da francesa Dassault; e o Super Hornet F-18, da norte-americana Boeing.
» Força Aérea Brasileira receberá 36 novos caças suecos Gripen NG
O Gripen NG permitirá ao Brasil enfrentar ameaças em qualquer ponto do território nacional com carga plena de armas, além de contribuir para que a indústria nacional se capacite para a produção de caças de última geração em médio e longo prazo.
Para o teste, o Coronel Afonso conta que se envolveu em mais de um mês de preparação, além de quase seis horas de tempo de voo em simulador na Suécia até chegar ao momento de avaliar na prática a aeronave. Foram 10 horas no ar com o Gripen NG, com teste simulado de armamentos e missão de reabastecimento em voo. Com a experiência destes exercícios, ele avalia que o Brasil fez a melhor escolha ao optar pelos caças suecos.
“Estou bastante satisfeito por ter a oportunidade de voar numa aeronave desse porte, que a FAB vai em breve adotar como padrão, e de poder avaliar e participar do processo de avaliação para culminar com a avaliação exatamente do Gripen. Realmente foi bastante gratificante”, comentou.
Fonte - Blog do Planauto  22/04/2014

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Brasil e Suécia voltam a discutir empréstimo de caças à FAB

Política

O empréstimo dos dez caças vem sendo tratado como a solução para garantir a segurança do espaço aéreo brasileiro enquanto os primeiros dos 36 Gripen NG não chegam. No final do ano passado, a FAB aposentou os últimos dos 12 Mirage 2000 (ou F-2000) que utilizava para patrulhar e proteger o espaço aéreo nacional. 

Alex Rodrigues 
Repórter Agência Brasil 
foto - ilustração
Autoridades brasileiras e suecas voltaram a discutir, ontem (3), em Estocolmo, a possibilidade de a Suécia emprestar ao menos dez aviões do tipo caça para uso da Força Aérea Brasileira (FAB). Se for efetivada, a cessão valerá até que as primeiras das 36 aeronaves militares escolhidas pelo governo para reequipar a frota brasileira sejam entregues pela empresa fabricante, a sueca Saab. Segundo o ministério da Defesa, a negociação de empréstimo está em estágio avançado e pode ser finalizada até maio deste ano. Discutido paralelamente à compra dos 36 novos caças modelo Gripen NG, o acordo de cessão das dez aeronaves Gripen modelo C/D também envolve o treinamento de pilotos e de equipes de solo, além de apoio logístico por parte da Suécia.
O empréstimo dos dez caças vem sendo tratado como a solução para garantir a segurança do espaço aéreo brasileiro enquanto os primeiros dos 36 Gripen NG não chegam. No final do ano passado, a FAB aposentou os últimos dos 12 Mirage 2000 (ou F-2000) que utilizava para patrulhar e proteger o espaço aéreo nacional. Franceses, os Mirage foram fabricados na primeira metade da década de 1980 e comprados pelo Brasil, já usados, em 2005, por 60 milhões de euros (cerca de R$ 171 milhões pelos valores anunciados à época).
A previsão inicial era a de que os Mirage deixariam de ser utilizados no final de 2011, mas, devido ao atraso na compra de novas aeronaves, alguns deles tiveram que ser aparelhados para voar por ao menos mais dois anos. Desde que os Mirage 2000 foram aposentados, a FAB só tem a sua disposição os caças modelo A-1 e F-5. Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado no fim de fevereiro deste ano, o comandante da Aeronaútica, Juniti Saito, garantiu que os A-1 e os F-5 foram “modernizados” pela Embraer e estão aptos a continuar em atividade até pelo menos o ano de 2025.
Embora o governo brasileiro tenha anunciado ter escolhido comprar o modelo Gripen NG – preterindo os concorrentes norte-americanos (Boeing) e franceses (Dassault) – em dezembro de 2013, o contrato de aquisição de tecnologia e de produção conjunta dos aviões ainda não foi assinado. Representantes da FAB, da Saab e autoridades suecas estão discutindo aspectos como valores, prazos, obrigações das partes e todos os outros detalhes técnicos do negócio. Por isso, a provável data em que os primeiros Gripen NG deverão ser entregues não passa de estimativas. A expectativa mais positiva é que, caso o contrato seja assinado até o fim deste ano, os primeiros dos 36 novos caças estejam prontos no final de 2018, conforme confirmou o comandante da FAB na mesma audiência do Senado.
Fonte - Agência Brasil  04/04/2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Caça Mirage faz último voo no Brasil

Defesa

foto - FAB
Os Mirage, batizados na FAB de F-2000, atuavam na defesa aérea do país desde 2006

TB
O Mirage 2000 fez nesta terça-feira (31/12) o seu último voo, após quase uma década servindo ao sistema de defesa aeroespacial brasileiro. O destino da aeronave foi o Rio de Janeiro. A partir de agora, o exemplar poderá ser visto no Museu Aeroespacial da Força Aérea Brasileira (FAB), em Campos dos Afonsos, na capital fluminense.
A solenidade de despedida ocorreu na Base Aérea de Anápolis (BAAN). No comando da aeronave, o capitão Antonio Augusto da Silva Ramalho, do 1º Grupo de Defesa Aérea, iniciou o trajeto que marcou em definitivo a aposentadoria do caça. Porém, a série de homenagem teve início na semana passada, em Anápolis (GO), com a participação de oficiais-generais da Aeronáutica.
As aeronaves continuaram em operação até o final de dezembro fazendo a proteção da capital federal e, a partir de janeiro pelos caças F-5EM. Na ocasião, também ocorreu a passagem de comando do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) - Esquadrão Jaguar.
Os Mirage, batizados na FAB de F-2000, atuavam na defesa aérea do País desde 2006 e já completaram mais de 10 mil horas de voo. Para o tenente-coronel Eric Breviglieri, piloto da FAB com 1038 horas de voo no caça, a aeronave atendeu todos os requisitos necessários enquanto esteve em operação. “O Mirage é a máquina, é excelente e foi de grande valia para ajudar neste salto que vamos dar a partir de agora com o Gripen. Os conceitos e o emprego do Mirage vão auxiliar a assimilar mais fácil o novo caça”, revela Breviglieri.
Os 12 Mirage foram adquiridos da França já usados como uma solução temporária para a aviação de caça de alta performance no Brasil. Pelo plano inicial os jatos iriam parar no final de 2011, mas com ajustes seis aeronaves foram poupadas e permaneceram em voo. O Governo já anunciou a aquisição dos substitutos do Mirage: o Gripen NG da empresa sueca Saab.
Até que os novos caças cheguem, as missões de defesa aérea, antes desempenhadas pelo Mirage, ficarão a cargo dos caças F-5EM. Os três esquadrões com F-5, do Rio de Janeiro, Manaus e Canoas vão assumir o alerta de defesa aérea a partir da BAAN com suas próprias aeronaves. “A partir de primeiro de janeiro as aeronaves F-5 assumirão a defesa aérea, e tanto Anápolis quanto o Planalto Central estarão protegidos”, afirma o brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, comandante da Terceira Força Aérea (III FAE).
Com a aposentadoria do Mirage, o Esquadrão Jaguar ficará sem aeronaves. Um grupo de seis pilotos permanece em Anápolis (GO) para manter a administração da unidade, cumprir horas de voo no F-5 e participar de treinamentos. No futuro, os militares vão compor o primeiro grupo que irá receber o novo caça Gripen NG. Parte do efetivo já foi transferida para outras unidades, mas os que ficam aguardam com boas expectativas a chegada do novo avião. “É uma aeronave que traz conceitos doutrinários novos, diferentes daqueles que nós utilizamos, e vai colocar a Força Aérea, com certeza, em um novo patamar operacional”, ressalta o novo comandante do 1º GDA, major Cláucio Oliveira Marques.
Fonte - Tribuna da Bahia  31/12/2013

domingo, 22 de dezembro de 2013

Para ficar quites - O Brasil e os caças suecos

Política

Jânio de Freitas
Folha de SP
foto - ilustração
O melhor da compra dos caças suecos não está nas condições do negócio nem nas conveniências do avião, já muito conhecidas. Está no momento em que foi comunicada. Foi só o presidente francês François Hollande dar as costas, encerrada a vinda a Brasília com ofertas e um chefão da fábrica do caça Rafale, e Dilma Rousseff noticiou a vitória dos suecos. Ficamos quites com as desfeitas da França de Hollande e de seu antecessor Sarkozy ao Brasil.Não foi a única retribuição dada ao medíocre Hollande. Mas a outra, por acaso concomitante com aquela, aplica-se também a todos os que aqui ridicularizaram a iniciativa de Dilma e do então ministro Antonio Patriota, das Relações Exteriores, de apresentar à ONU uma proposta de resolução motivada pela espionagem dos Estados Unidos: estender às comunicações digitais, em todo o mundo, os direitos de proteção já reconhecidos a governos, cidadãos, empresas e entidades.
O "socialista" Hollande não permitiu a adesão da França à proposta. Só a conservadora Angela Merkel, entre os governantes citados na espionagem denunciada, teve a dignidade de juntar-se a Dilma. A resolução foi aprovada por consenso da Assembleia Geral, na quarta-feira, sem sequer precisar de votação. A França de Hollande teve de se curvar. Aqui, para conhecimento (ligeiro) desse êxito, só esmiuçando o noticiário.
Apesar de nem lembrado, foi uma grande vitória também do denunciador Edward Snowden, extensiva ao jornalista Glenn Greenwald, que o ajudou na revelação de injustificáveis espionagens americanas. A nova consequência das denúncias dá-se, aliás, em momento de certa confusão a propósito de asilo de Snowden no Brasil. Minha leitura da sua carta aos brasileiros não vê ali uma proposta de asilo no Brasil em troca de revelações. Seu impedimento de atender a pedidos de senadores brasileiros, "até que um país conceda asilo permanente", aplica-se a qualquer país. E, a meu ver, reflete muito menos um possível pedido do que uma realidade conhecida: mesmo na Rússia, seu asilo provisório está sob a condição de que não revele documentos da espionagem americana.
Daí que não tenha havido recusa do governo brasileiro a asilo de Snowden. Nem decisão negativa de Dilma Rousseff a respeito, só a ela cabendo decidir. A campanha para concessão do asilo está crescendo, mas o fator decisivo, não só no Brasil, será outro. Como ninguém sabe o que Snowden tem ainda a revelar, prevalece o temor de que grandes novidades provoquem reações extremadas dos Estados Unidos. Não é de pedido e concessão que Snowden depende, mas de encontrar, com seus coadjuvantes, solução para os medos que provoca.
A propósito, a eliminação do caça americano, na compra brasileira, está identificada por muitos como represália à espionagem de e-mails de Dilma. Do ponto de vista moral não faz muita diferença, mas outra razão fixou-se desde longe: os americanos não são confiáveis. Por mais que a Boeing ofereça garantias de transferência de tecnologia, acima dela estará sempre o governo americano, para impor limitações e proibições quando queira, por motivos políticos e não necessariamente reais. Com a democracia sueca não há risco.

SEM ESQUECER
João Goulart recebeu de volta, simbolicamente, o seu mandato de presidente, por proposta dos senadores Randolfe Rodrigues e Pedro Simon. Em 2 de abril de 1964 o Congresso declarou vaga a Presidência, por abandono alegado pelo senador paulista Auro de Moura Andrade. Mas era mentira, Jango não saíra do país. Houve, portanto, dois golpes de Estado em 64: o militar e o parlamentar. Este, ainda mais desprezado pela historiografia do que o outro, e isentados os seus articuladores de toda consequência, ainda que apenas como nódoa biográfica. Lá está Moura Andrade, por exemplo, em retrato presidencial no Senado.
Jango ressurge por efeito da passagem do Brasil de "país sem memória" a "país que não esquece". Melhor: que não deixam esquecer. Não é o caso só dos desaparecimentos e torturas. Estão aí, outra vez, as mortes de Jango e de Juscelino. O que torna mais plausíveis as suspeitas de suas causas é sempre o mesmo: a ideia de investigá-las, para chegar-se a uma palavra final em qualquer sentido, levanta a inquietação de pessoas que se ligaram à ditadura, e procuram depreciar qualquer esforço de esclarecimento. Por certo, têm os seus motivos. E outros têm memória.
Fonte - Jânio de Freitas (Flh.de SP)   22/12/2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Brasil e Suécia negociam empréstimo de caças

Brasil

Com os empréstimos que devem ser realizados, o valor do acordo, de R$ 4,5 bilhões, pode aumentar 


DN

São Paulo - Paralelamente à negociação que se dará ao longo de 2014 sobre os termos do contrato a ser fechado entre a FAB e a sueca SAAB para a compra do Gripen, o governo brasileiro deve receber “emprestado” de 6 a 12 aviões Gripen até que a nova geração possa chegar ao País, o que está previsto para ocorrer a partir do final de 2018. Os governos brasileiro e sueco já estão discutindo os termos do acordo, que envolve o empréstimo de aeronaves da força aérea sueca.
O Governo brasileiro vai pedir “emprestado” à Suécia de 6 a 12 aviões Gripen até que a nova geração de caças possa chegar ao país foto: divulgação
A oferta já havia sido feita pelo governo sueco e exigirá que a FAB negocie este novo pagamento que ainda não está incluído no orçamento. Na última quarta-feira, após o anúncio da escolha pelos caças suecos, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, havia afirmado que pretende “pechinchar ao máximo” a fim de reduzir os custos para os cofres públicos. O contrato entre os dois países prevê a compra de 36 aeronaves por US$ 4,5 bilhões, com entrega até 2023. A Força Aérea diz que tentará antecipar o prazo de entrega. O primeiro desembolso do Brasil será após o recebimento da última a aeronave. Com os empréstimos que devem ser realizados, contudo, esse valor pode ser ainda maior.

Projetos
Segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, a escolha do Gripen foi feita depois de análises detalhadas dos três projetos pela Força Aérea Brasileira (FAB), levando em conta a performance do sueco, a transferência de tecnologia e o custo.
Amorim disse que “não há temor” de que os EUA possam brecar o quesito transferência de tecnologia pelo fato de o Gripen ter componentes importantes norte-americanos como o motor. “A turbina não é tão sensível como outras partes”, disse Amorim, ao explicar que o Brasil mantém também boas relações com os EUA e que aviões da Embraer possuem também peças daquele país. Amorim, mesmo reconhecendo que “a tecnologia do Gripen não é só sueca”, destacou ainda que uma das partes mais sensíveis da aeronave, que é “a abertura do código-fonte do sistema de armas, será feita integralmente no Brasil”.
Anunciada nesta quarta-feira, a escolha pelos caças do país europeu para modernizar a Força Aérea Brasileira causou grande repercussão, principalmente das empresas Boeing, americana, e Dassault, francesa, que estavam concorrendo pela escolha. Ao saber do anúncio, a empresa americana soltou nota considerando “decepcionante” a decisão do Brasil, já a Dassault, que era a favorita pelo governo durante o governo Lula, criticou a escolha e afirmou que o modelo escolhido “tem muitos itens americanos”.
O jornal The New York Times deu destaque ontem para a decisão do Brasil de comprar aeronaves da sueca Saab e não da fabricante dos Estados Unidos. “Brasil esnoba Boeing em negócio de aviões de caça” foi o título da reportagem do diário norte-americano. O Times cita que a decisão do governo brasileiro foi tomada num momento em que as relações do País com os Estados Unidos azedaram.
Fonte - Diário do Nordeste  20/12/2013

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Transferência de tecnologia pesou na escolha de caças suecos

Aviação Militar

Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A transferência de tecnologia foi um dos fatores que levaram o governo a optar pela compra de 36 caças da empresa sueca Saab, modelo Gripen NG. A produção e montagem dos aviões serão feitas em parceria com a brasileira Embraer.

O modelo NG (New Generation) é novo, derivado de versões anteriores do Gripen, e fez testes de voo apenas como protótipo. Para o governo, isso é positivo, uma vez que a tecnologia transferida será “inédita para o setor aeroespacial”.
“Quando terminar o desenvolvimento nós teremos propriedade intelectual desse avião, teremos acesso a tudo”, explicou o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, que participou do anúncio da escolha pelos caças suecos.
O Gripen NG será utilizado em missões de defesa aérea, reconhecimento aéreo e ataques no solo e no mar. Um dos requisitos apontados pela Força Aérea Brasileira (FAB) para a escolha do modelo foi a tecnologia de ponta, com sensores avançados e fusão de dados. O contrato contempla ainda treinamento de pilotos e mecânicos, aquisição de simuladores de voo e logística inicial.
Ao anunciar a compra, o ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que a escolha foi "objeto de estudos e ponderações muito cuidadosas", levando em conta a performance, transferência efetiva de tecnologia e custo de aquisição e manutenção. De acordo com ele, a escolha pelos aviões suecos foi "o melhor equilíbrio desses três fatores".
“Em breve, teremos aviões à altura da necessidade de defesa do nosso país”, completou o ministro.

A próxima etapa é a negociação do contrato, que poderá durar cerca de um ano. Os pagamentos à empresa sueca não serão feitos antes disso. Dessa forma, a compra não deve trazer implicações no Orçamento da União de 2014, que já não contava com nenhuma previsão específica para o Projeto FX-2, que trata dos caças para a FAB. Saito foi além e disse que “o primeiro desembolso será só depois do último avião entregue”.
Se a negociação ocorrer dentro do prazo previsto, o contrato deve ser assinado em dezembro de 2014 e a FAB irá receber o primeiro caça sueco no final de 2018. O Gripen NG tem 14,1 metros de comprimento, 8,6 metros de envergadura e velocidade máxima de M (Mach) 2.0, ou seja, duas vezes a velocidade do som.
O Projeto FX-2 teve início em 2001. Aeronaves de três países disputaram o contrato com o governo brasileiro. Além dos suecos da Saab, estavam na disputa a norte-americana Boeing (F-18E/FSuper Hornet) e a francesa Dassault, com o modelo Rafale F3. Os caças suecos substituirão os Mirage 2000, que serão aposentados este mês.
Com a desativação dos Mirage 2000, a FAB irá usar, principalmente, os caças F5M até a chegada dos aviões Gripen. Existe ainda a possibilidade de os suecos disponibilizarem ao Brasil versões anteriores do Gripen até a entrega dos modelos NG.
Fonte - Agência Brasil  18/12/2013

domingo, 8 de setembro de 2013

Aviões militares - OS AMX, OS SUKHOI, E OS EUA

Defesa

O Brasil não foi apenas mais um país entre os muitos espionados pelos EUA, mas o país estrangeiro mais espionado pelos EUA.Os norte-americanos nos consideram não apenas um adversário potencial, mas - como criador dos BRICS e terceiro credor dos EUA – o seu pior inimigo, a nação mais perigosa do mundo, no contexto geopolítico.

Mauro Santyana

(HD) - Os pilotos da FAB, que majoritariamente prefeririam a compra de jatos russos Sukhoi-35, no lugar de caças norte-americanos F/A, devem estar com suas esperanças renovadas, em razão da espionagem direta da NSA (agência nacional de segurança) norte-americana sobre a Presidente Dilma Roussef e outros membros do governo brasileiro. As denúncias praticamente sepultam as chances da Boeing vencer a licitação do Programa F-X2.
O Brasil não foi apenas mais um país entre os muitos espionados pelos EUA, mas o país estrangeiro mais espionado pelos EUA.
Os norte-americanos nos consideram não apenas um adversário potencial, mas - como criador dos BRICS e terceiro credor dos EUA – o seu pior inimigo, a nação mais perigosa do mundo, no contexto geopolítico.
Se os Estados Unidos são capazes, do ponto de vista moral, de espionar até o email dos outros, como o mais vulgar fofoqueiro de escritório ou hacker ladrão de senha de banco e de cartão de crédito, imagine-se o que não fariam com os códigos-fonte dos novos caças brasileiros, e o que não fazem, por meio das empresas (próprias e originárias de outros países da OTAN), que trabalham na indústria de “brasileira” de defesa.
A nova motorização e aviônica dos caças AMX - os primeiros exemplares modernizados foram entregues pela Embraer à FAB essa semana - mostram que, se quisermos, poderemos fabricar aqui mesmo, a partir desse vetor subsônico, aviões intermediários para cuidar da defesa de nossas fronteiras.
Quanto à compra de caças-bombardeios de primeira linha, a aproximação com os russos, com a aquisição dos Sukhoi-35 como fator de dissuasão, nos permitiria entrar de pleno como sócios em bases iguais - com garantia de desenvolvimento e transferência de tecnologia - no Projeto do PAK FA T50, o caça multipropósito de quinta geração que está sendo construído em conjunto por russos e indianos no âmbito dos BRICS.
O PAK-FA está sendo desenvolvido justamente para substituir o Sukhoi SU-35 (sua tecnologia os russos já asseguraram ao Brasil em caso de compra), como o principal caça russo para a primeira metade do século XXI. É um caça-bombardeio polivalente de incrível manobrabilidade (ver vídeo), com um alcance de 5.000 quilômetros, e carga de 10 toneladas de armas.
Enquanto os EUA fazem o que querem com as nossas telecomunicações - criminosamente desnacionalizadas no Governo Fernando Henrique, a ponto de entregar até os BrasilSATs para os mexicanos - a Embraer se aproxima perigosamente da Boeing, em projetos como o do novo transporte militar KC-390, originalmente projetado no Brasil, e concebido inicialmente como um avião regional, sem participação norte-americana.
Considerações de mercado não podem sobrepor-se a interesses estratégicos nacionais, principalmente quando se trata de “sócios” com a credibilidade e caráter de nossos vizinhos do norte.
Fonte - Do Blog Mauro Santayana  08/09/2013

sábado, 6 de julho de 2013

Procuradoria no DF vai investigar uso de avião da FAB por Henrique Alves


A Procuradoria da República no Distrito Federal vai investigar se houve irregularidade no uso de um avião da FAB pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A denúncia foi encaminhada por um cidadão comum


Karine Melo
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Possíveis irregularidades no uso de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) vão ser investigadas pela Procuradoria da República no Distrito Federal. Segundo a assessoria do órgão, a denúncia, feita por um cidadão comum, vai ser apurada pelo procurador Frederico Paiva, do 1º Ofício do Patrimônio Público.
Paiva terá 90 dias, prorrogáveis por igual período, para decidir se arquiva ou abre um inquérito civil público para apurar eventuais responsabilidades no caso. Segundo matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo, no último domingo (30) o presidente da Câmara usou a aeronave para levar familiares e amigos à final da Copa das Confederações, no Maracanã. Depois da publicação da reportagem, Henrique Eduardo Alves reconheceu o erro e se comprometeu a devolver aos cofres públicos os valores correspondentes às passagens aéreas.
Na semana que vem, a Procuradoria da República no Distrito Federal deve abrir uma investigação semelhante contra o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). No dia 15 de junho, ele usou um avião da FAB para ir ao casamento da filha do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) em Trancoso (BA). Ontem (5) Renan disse que também vai devolver o valor equivalente às passagens.
Nos dois casos, se comprovadas eventuais irregularidades, a apuração poderá resultar em ações civis públicas por improbidade administrativa e de ressarcimento ao erário.
Fonte - Agência Brasil  06/07/2013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Avião da FAB também é usado pelo Ministro Garibaldi Alves Filho (PMDB) para ver jogo

Avião da FAB também é usado por Ministro da Previdência para ver jogo

Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
Garibaldi Alves Filho, também usou o avião no fim de semana passado para assistir à final da Copa das Confederações no Maracanã.


Depois da utilização do jato da Força Aérea Brasileira (FAB) pelos presidentes do Senado e da Câmara Federal, Renan Calheiros (PMDB) e Henrique Eduardo Alves (PMDB) respectivamente, foi a vez de vir à tona que o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho (PMDB), também usou o avião no fim de semana passado para assistir à final da Copa das Confederações no Maracanã, no Rio de Janeiro. Vale lembrar que o decreto 4244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente". Garibaldi é primo do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.
Segundo as informações do jornal Folha de São Paulo, o ministro teria saído de Brasília na sexta-feira às 6h com destino a Fortaleza (CE) para cumprir agenda oficial na cidade de Nova Morada (CE) e teria apenas durado no turno da manhã. Posteriormente, o ministro deveria retornar para Brasília mas pediu para que o piloto o levasse ao Rio, onde havia programado passar o fim de semana para ver a final do torneio da Fifa entre Brasil e Espanha. Segundo Garibaldi, ele se sentiu no direito de que o avião o deixasse onde quisesse ficar. "Já fiz isso outras vezes, porque na volta fico sempre no destino que eu me programei. Pedi com antecedência, senão ministro entra na fila". Ainda de acordo com o ministro Garibaldi, ele gostou do jogo. "Se fosse voltar para Brasília, teria optado por passar o fim de semana em Natal (terra do ministro). Mas havia programado ir ao Rio. Fui passar o fim de semana e ver o jogo".
De acordo com o decreto, o ministro não poderia ir ao Rio porque não tinha agenda e nem mora na cidade. O ministro disse que retornou para Brasília em voo comercial.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também usou jato da FAB para ir ao casamento do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) em Trancoso, na Bahia. Henrique Eduardo Alves teria usado o avião da FAB e dado carona a sete parentes para assistir a partida da seleção. Alves já anunciou que devolveu R$ 9.700 referentes, segundo ele, ao valor da carona. Já Renan disse que não pretende restituir os cofres públicos por ter usado uma aeronave."O avião da FAB usado para o presidente do Senado é um avião de representação. E eu usei o avião, como tenho usado sempre na representação, como presidente do Senado”, afirmou.
Fonte - Diário de Pernambuco 05/07/2013