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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Pilotos brasileiros fazem primeiro voo teste no caça Gripen, na Suécia

Brasil

O Brasil fez um acordo com a empresa sueca Saab para a compra e transferência de tecnologia de 36 aeronaves do tipo Gripen NG, por R$ 5,4 bilhões

Agência Brasil
Foto: Agência Força Aérea
Os pilotos da Aeronáutica Gustavo de Oliveira Pascotto, 33 anos, e Ramon Santos Fórneas, 32, fizeram na manhã de ontem o primeiro voo no caça Gripen D, na Suécia. O Brasil fez um acordo com a empresa sueca Saab para a compra e transferência de tecnologia de 36 aeronaves do tipo, por R$ 5,4 bilhões.
Os pilotos estão no país europeu para um treinamento. Antes de voarem, eles tiveram de fazer um teste em uma centrífuga para verificar se eles poderiam enfrentar condições de até 9 vezes a força da gravidade sem passar mal. A Força Aérea Brasileira (Fab) estuda a compra de mais 108 Gripens, além dos 35 já acertados.
Fonte - Diário de Pernambuco  20/11/2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Caça Mirage faz último voo no Brasil

Defesa

foto - FAB
Os Mirage, batizados na FAB de F-2000, atuavam na defesa aérea do país desde 2006

TB
O Mirage 2000 fez nesta terça-feira (31/12) o seu último voo, após quase uma década servindo ao sistema de defesa aeroespacial brasileiro. O destino da aeronave foi o Rio de Janeiro. A partir de agora, o exemplar poderá ser visto no Museu Aeroespacial da Força Aérea Brasileira (FAB), em Campos dos Afonsos, na capital fluminense.
A solenidade de despedida ocorreu na Base Aérea de Anápolis (BAAN). No comando da aeronave, o capitão Antonio Augusto da Silva Ramalho, do 1º Grupo de Defesa Aérea, iniciou o trajeto que marcou em definitivo a aposentadoria do caça. Porém, a série de homenagem teve início na semana passada, em Anápolis (GO), com a participação de oficiais-generais da Aeronáutica.
As aeronaves continuaram em operação até o final de dezembro fazendo a proteção da capital federal e, a partir de janeiro pelos caças F-5EM. Na ocasião, também ocorreu a passagem de comando do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) - Esquadrão Jaguar.
Os Mirage, batizados na FAB de F-2000, atuavam na defesa aérea do País desde 2006 e já completaram mais de 10 mil horas de voo. Para o tenente-coronel Eric Breviglieri, piloto da FAB com 1038 horas de voo no caça, a aeronave atendeu todos os requisitos necessários enquanto esteve em operação. “O Mirage é a máquina, é excelente e foi de grande valia para ajudar neste salto que vamos dar a partir de agora com o Gripen. Os conceitos e o emprego do Mirage vão auxiliar a assimilar mais fácil o novo caça”, revela Breviglieri.
Os 12 Mirage foram adquiridos da França já usados como uma solução temporária para a aviação de caça de alta performance no Brasil. Pelo plano inicial os jatos iriam parar no final de 2011, mas com ajustes seis aeronaves foram poupadas e permaneceram em voo. O Governo já anunciou a aquisição dos substitutos do Mirage: o Gripen NG da empresa sueca Saab.
Até que os novos caças cheguem, as missões de defesa aérea, antes desempenhadas pelo Mirage, ficarão a cargo dos caças F-5EM. Os três esquadrões com F-5, do Rio de Janeiro, Manaus e Canoas vão assumir o alerta de defesa aérea a partir da BAAN com suas próprias aeronaves. “A partir de primeiro de janeiro as aeronaves F-5 assumirão a defesa aérea, e tanto Anápolis quanto o Planalto Central estarão protegidos”, afirma o brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, comandante da Terceira Força Aérea (III FAE).
Com a aposentadoria do Mirage, o Esquadrão Jaguar ficará sem aeronaves. Um grupo de seis pilotos permanece em Anápolis (GO) para manter a administração da unidade, cumprir horas de voo no F-5 e participar de treinamentos. No futuro, os militares vão compor o primeiro grupo que irá receber o novo caça Gripen NG. Parte do efetivo já foi transferida para outras unidades, mas os que ficam aguardam com boas expectativas a chegada do novo avião. “É uma aeronave que traz conceitos doutrinários novos, diferentes daqueles que nós utilizamos, e vai colocar a Força Aérea, com certeza, em um novo patamar operacional”, ressalta o novo comandante do 1º GDA, major Cláucio Oliveira Marques.
Fonte - Tribuna da Bahia  31/12/2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Brasil e Suécia negociam empréstimo de caças

Brasil

Com os empréstimos que devem ser realizados, o valor do acordo, de R$ 4,5 bilhões, pode aumentar 


DN

São Paulo - Paralelamente à negociação que se dará ao longo de 2014 sobre os termos do contrato a ser fechado entre a FAB e a sueca SAAB para a compra do Gripen, o governo brasileiro deve receber “emprestado” de 6 a 12 aviões Gripen até que a nova geração possa chegar ao País, o que está previsto para ocorrer a partir do final de 2018. Os governos brasileiro e sueco já estão discutindo os termos do acordo, que envolve o empréstimo de aeronaves da força aérea sueca.
O Governo brasileiro vai pedir “emprestado” à Suécia de 6 a 12 aviões Gripen até que a nova geração de caças possa chegar ao país foto: divulgação
A oferta já havia sido feita pelo governo sueco e exigirá que a FAB negocie este novo pagamento que ainda não está incluído no orçamento. Na última quarta-feira, após o anúncio da escolha pelos caças suecos, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, havia afirmado que pretende “pechinchar ao máximo” a fim de reduzir os custos para os cofres públicos. O contrato entre os dois países prevê a compra de 36 aeronaves por US$ 4,5 bilhões, com entrega até 2023. A Força Aérea diz que tentará antecipar o prazo de entrega. O primeiro desembolso do Brasil será após o recebimento da última a aeronave. Com os empréstimos que devem ser realizados, contudo, esse valor pode ser ainda maior.

Projetos
Segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, a escolha do Gripen foi feita depois de análises detalhadas dos três projetos pela Força Aérea Brasileira (FAB), levando em conta a performance do sueco, a transferência de tecnologia e o custo.
Amorim disse que “não há temor” de que os EUA possam brecar o quesito transferência de tecnologia pelo fato de o Gripen ter componentes importantes norte-americanos como o motor. “A turbina não é tão sensível como outras partes”, disse Amorim, ao explicar que o Brasil mantém também boas relações com os EUA e que aviões da Embraer possuem também peças daquele país. Amorim, mesmo reconhecendo que “a tecnologia do Gripen não é só sueca”, destacou ainda que uma das partes mais sensíveis da aeronave, que é “a abertura do código-fonte do sistema de armas, será feita integralmente no Brasil”.
Anunciada nesta quarta-feira, a escolha pelos caças do país europeu para modernizar a Força Aérea Brasileira causou grande repercussão, principalmente das empresas Boeing, americana, e Dassault, francesa, que estavam concorrendo pela escolha. Ao saber do anúncio, a empresa americana soltou nota considerando “decepcionante” a decisão do Brasil, já a Dassault, que era a favorita pelo governo durante o governo Lula, criticou a escolha e afirmou que o modelo escolhido “tem muitos itens americanos”.
O jornal The New York Times deu destaque ontem para a decisão do Brasil de comprar aeronaves da sueca Saab e não da fabricante dos Estados Unidos. “Brasil esnoba Boeing em negócio de aviões de caça” foi o título da reportagem do diário norte-americano. O Times cita que a decisão do governo brasileiro foi tomada num momento em que as relações do País com os Estados Unidos azedaram.
Fonte - Diário do Nordeste  20/12/2013