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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Brasil firma acordo de financiamento e finaliza compra de 36 caças suecos

Defesa

De acordo com o Ministério da Defesa, a primeira aeronave deverá ser entregue em 2019 e a última, em 2024. Segundo a Defesa, os caças atenderão às necessidades operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB) nos próximos 30 anos. O contrato prevê ainda a fabricação de 15 das 36 unidades no Brasil, incluindo oito unidades de dois lugares, modelo criado para a FAB.

Ivan Richard 
Repórter da Agência Brasil
Stefan Kalm /Saab Group/Divulgação
Os governos brasileiro e sueco assinaram hoje (25), em Londres, na Embaixada do Brasil no Reino Unido, contrato de financiamento no valor de US$ 5,4 bilhões para a compra de 36 caças Gripen NG, da empresa sueca Saab. Essa era a última etapa para o início da fabricação dos aviões-caça. Desse valor, US$ 245,3 milhões serão para compra de armamentos.
De acordo com o Ministério da Defesa, a primeira aeronave deverá ser entregue em 2019 e a última, em 2024. Segundo a Defesa, os caças atenderão às necessidades operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB) nos próximos 30 anos. O contrato prevê ainda a fabricação de 15 das 36 unidades no Brasil, incluindo oito unidades de dois lugares, modelo criado para a FAB.
Anunciado em dezembro de 2013, o contrato comercial com a Saab inclui a compra das aeronaves de combate, suporte logístico e aquisição de armamentos necessários à operação dos aparelhos. O contrato assinado prevê a transferência de tecnologia entre os dois países, o que possibilitará ao Brasil, segundo o Ministério da Defesa, deixar de ser comprador para se tornar fornecedor de aeronaves de combate de última geração.
No final de julho, após três dias de negociações, o governo brasileiro conseguiu a reduzir da taxa de juros do financiamento para 2,19%, o que ocasionou uma economia de até R$ 600 milhões ao governo do Brasil. O contrato financeiro foi formalizado no Reino Unido, uma vez que o contrato de financiamento será regido pela lei britânica, para imparcialidade do acordo.
“A assinatura do contrato financeiro do Gripen NG é de fundamental importância, já que encerra a fase negocial e inicia a fase de execução do contrato comercial, com aquisição e desenvolvimentos dos caças, concretizando, assim, uma aliança estratégica entre Brasil e Suécia”, disse, em nota, o ministro da Defesa, Jaques Wagner.
De acordo com a nota divulgada pela assessoria do Ministério da Defesa, o pagamento efetivo do financiamento só ocorrerá após o recebimento da última aeronave, previsto para 2024. Segundo a pasta, a participação brasileira no desenvolvimento do projeto dará à indústria aeronáutica nacional acesso a todos os níveis de tecnologia, incluindo os códigos-fonte do Gripen. “O programa de transferência de tecnologia incluirá itens como a integração dehardware, aviônicos, software e sistemas da aeronave, além do intercâmbio de conhecimento, com mais de 350 brasileiros indo a Suécia para treinamento”, informou o Ministério da Defesa.
Fonte - Agência Brasil  25/08/2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Brasil consegue redução da taxa de juros e compra 36 caças da Suécia

Defesa/Aérea

A taxa ficou em 2,19%, percentual que, segundo o ministro da Defesa, Jaques Wagner, foi bom para ambos os países. Em entrevista concedida durante viagem à cidade de Ladário, em Mato Grosso do Sul, o ministro usou como argumento do pedido brasileiro a queda da taxa de juros na Europa

Paulo Victor Chagas
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasil e Suécia vão finalizar nos próximos dias o contrato para a compra de 36 aviões de caça Gripen NG, da empresa sueca Saab. O fechamento do acordo foi anunciado hoje (29), após três dias de negociações, durante as quais o governo brasileiro insistiu na redução da taxa de juros do contrato.
A taxa ficou em 2,19%, percentual que, segundo o ministro da Defesa, Jaques Wagner, foi bom para ambos os países. Em entrevista concedida durante viagem à cidade de Ladário, em Mato Grosso do Sul, o ministro usou como argumento do pedido brasileiro a queda da taxa de juros na Europa: “O governo não poderia assinar em 2015 um contrato com a taxa de 2014”, disse Jaques Wagner, referindo-se à queda das taxas de juros na Europa.
De acordo com o ministro, em um prazo de 10 a 12 dias, o contrato será confirmado e cerca de 200 brasileiros irão à Suécia para treinamento, já que o projeto envolve a transferência de tecnologia para indústrias do Brasil.
Segundo o Ministério da Defesa, com o fim das negociações, o contrato seguirá os trâmites legais para aprovação final no Senado Federal. O primeiro avião deve ser entregue pela Saab em 2019 e o último em 2024.
O governo brasileiro optou pela compra de 36 caças suecos Saab Gripen NG no final de 2013.
Fonte - Agência Brasil  29/07/2015

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Pilotos brasileiros fazem primeiro voo teste no caça Gripen, na Suécia

Brasil

O Brasil fez um acordo com a empresa sueca Saab para a compra e transferência de tecnologia de 36 aeronaves do tipo Gripen NG, por R$ 5,4 bilhões

Agência Brasil
Foto: Agência Força Aérea
Os pilotos da Aeronáutica Gustavo de Oliveira Pascotto, 33 anos, e Ramon Santos Fórneas, 32, fizeram na manhã de ontem o primeiro voo no caça Gripen D, na Suécia. O Brasil fez um acordo com a empresa sueca Saab para a compra e transferência de tecnologia de 36 aeronaves do tipo, por R$ 5,4 bilhões.
Os pilotos estão no país europeu para um treinamento. Antes de voarem, eles tiveram de fazer um teste em uma centrífuga para verificar se eles poderiam enfrentar condições de até 9 vezes a força da gravidade sem passar mal. A Força Aérea Brasileira (Fab) estuda a compra de mais 108 Gripens, além dos 35 já acertados.
Fonte - Diário de Pernambuco  20/11/2014

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Brasil assina contrato para aquisição de caças suecos

Defesa

A Força Aérea Brasileira (FAB) assinou com a empresa sueca Saab o contrato para aquisição de 36 aviões de caça Gripen NG.O contrato envolve o treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia

Por Redação, com Vermelho

Primeira aeronave deverá ser entregue em 2019. Contrato prevê treinamento de pilotos e mecânicos, apoio logístico e transferência de tecnologia.
A Força Aérea Brasileira (FAB) assinou com a empresa sueca Saab o contrato para aquisição de 36 aviões de caça Gripen NG. A primeira aeronave deverá ser entregue em 2019, e a última, em 2024. A assinatura aconteceu na sexta-feira, nas instalações da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), em Brasília.
O contrato envolve o treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia, apoio logístico e a transferência de tecnologia para indústrias brasileiras. O investimento total será de aproximadamente R$ 13 bilhões.
- Nós iremos transferir tecnologia e a capacidade de projetar e construir caças – afirmou Hakan Buskhe, presidente da Saab.
A Embraer irá assumir um papel de liderança na fabricação local dos aviões, mas haverá também a participação de outras empresas brasileiras, como a AEL, Akaer, Atech e SBTA.
- Vai ser um salto, não apenas para a Embraer, mas para a nossa indústria em geral – completou o brigadeiro Alvani Adão da Silva, diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
O Brasil também participará do desenvolvimento do Gripen NG e será responsável pelo desenvolvimento da versão para dois pilotos. A encomenda brasileira envolve 28 unidades monoplaces (para um piloto) e 8 biplaces (para dois tripulantes).
O desenvolvimento e produção do Gripen NG possibilitará ainda a geração de milhares de empregos diretos e indiretos no País.
De acordo com o brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), a assinatura ocorreu após dez meses de intensas negociações contratuais. “Nós atualizamos a proposta. Trouxemos os requisitos para um cenário mais moderno”, explicou.
As negociações foram iniciadas depois do anúncio do Gripen NG como vencedor da concorrência chamada de Projeto F-X2, realizado no dia 18 de dezembro de 2013. “Naquele primeiro momento a gente já estabeleceu um cronograma para a assinatura do contrato”, conta o brigadeiro Crepaldi.
A previsão era assinar antes do fim do ano. A assinatura na semana do Dia do Aviador (comemorado em 23 de outubro) também foi motivo de comemoração. “É muito simbólico para nós.”
O Gripen NG foi selecionado após análises de aspectos operacionais, técnicos, logísticos, de custos e de transferência de tecnologia.
O relatório elaborado pela Copac teve 33 mil páginas e incluiu análises das indústrias, dos projetos e de uma equipe formada por pilotos, engenheiros, oficiais de logística e de outras especialidades.

Marco tecnológico
A Suécia opera versões mais antigas do caça Gripen desde 1997 e já fez exportações para República Tcheca, Hungria, África do Sul, Tailândia e para a escola de piloto de testes do Reino Unido. Mas o Gripen NG, por enquanto, será recebido somente pela Suécia e pelo Brasil.
A aeronave incorpora tecnologias como o radar Raven ES-05, capaz de identificar alvos aéreos ou de superfície a um ângulo de 100 graus da sua antena, um sensor de busca infravermelho e datalink, que possibilita a troca de informações entre caças sem o uso de rádio.
Quando entrar em serviço na FAB, o Gripen NG também será o único caça do Hemisfério Sul capaz de voar a velocidades supersônicas por longas distâncias, o chamado supercruzeiro.
- Há mais de 18 anos nós esperamos por esse momento. E com certeza vai inaugurar uma nova era operacional para a aviação de caça no Brasil – disse o brigadeiro Alvani.
As 36 aeronaves multi-missão serão utilizadas pela Força Aérea Brasileira em atividades de defesa aérea, policiamento do espaço aéreo, ataque e reconhecimento.
A primeira unidade aérea a receber o novo modelo deverá ser o 1° Grupo de Defesa Aérea, com sede em Anápolis (GO).
O Esquadrão está sem aeronaves desde dezembro de 2013, quando foram aposentados os caças Mirage 2000. Atualmente, a defesa aeroespacial brasileira é realizada por jatos F-5EM.
Após a assinatura da aquisição dos novos Gripen NG, prosseguem as negociações da FAB com a Força Aérea da Suécia para a cessão temporária de caças Gripen nas versões C/D.
As aeronaves, usadas, são menos avançadas que o Gripen NG, mas já superam os F-5EM atualmente em uso. O plano seria utilizar os Gripen C/D até o recebimento das aeronaves novas.
Fonte - Correio do Brasil  27/10/2014

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Brasil e Suécia voltam a discutir empréstimo de caças à FAB

Política

O empréstimo dos dez caças vem sendo tratado como a solução para garantir a segurança do espaço aéreo brasileiro enquanto os primeiros dos 36 Gripen NG não chegam. No final do ano passado, a FAB aposentou os últimos dos 12 Mirage 2000 (ou F-2000) que utilizava para patrulhar e proteger o espaço aéreo nacional. 

Alex Rodrigues 
Repórter Agência Brasil 
foto - ilustração
Autoridades brasileiras e suecas voltaram a discutir, ontem (3), em Estocolmo, a possibilidade de a Suécia emprestar ao menos dez aviões do tipo caça para uso da Força Aérea Brasileira (FAB). Se for efetivada, a cessão valerá até que as primeiras das 36 aeronaves militares escolhidas pelo governo para reequipar a frota brasileira sejam entregues pela empresa fabricante, a sueca Saab. Segundo o ministério da Defesa, a negociação de empréstimo está em estágio avançado e pode ser finalizada até maio deste ano. Discutido paralelamente à compra dos 36 novos caças modelo Gripen NG, o acordo de cessão das dez aeronaves Gripen modelo C/D também envolve o treinamento de pilotos e de equipes de solo, além de apoio logístico por parte da Suécia.
O empréstimo dos dez caças vem sendo tratado como a solução para garantir a segurança do espaço aéreo brasileiro enquanto os primeiros dos 36 Gripen NG não chegam. No final do ano passado, a FAB aposentou os últimos dos 12 Mirage 2000 (ou F-2000) que utilizava para patrulhar e proteger o espaço aéreo nacional. Franceses, os Mirage foram fabricados na primeira metade da década de 1980 e comprados pelo Brasil, já usados, em 2005, por 60 milhões de euros (cerca de R$ 171 milhões pelos valores anunciados à época).
A previsão inicial era a de que os Mirage deixariam de ser utilizados no final de 2011, mas, devido ao atraso na compra de novas aeronaves, alguns deles tiveram que ser aparelhados para voar por ao menos mais dois anos. Desde que os Mirage 2000 foram aposentados, a FAB só tem a sua disposição os caças modelo A-1 e F-5. Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado no fim de fevereiro deste ano, o comandante da Aeronaútica, Juniti Saito, garantiu que os A-1 e os F-5 foram “modernizados” pela Embraer e estão aptos a continuar em atividade até pelo menos o ano de 2025.
Embora o governo brasileiro tenha anunciado ter escolhido comprar o modelo Gripen NG – preterindo os concorrentes norte-americanos (Boeing) e franceses (Dassault) – em dezembro de 2013, o contrato de aquisição de tecnologia e de produção conjunta dos aviões ainda não foi assinado. Representantes da FAB, da Saab e autoridades suecas estão discutindo aspectos como valores, prazos, obrigações das partes e todos os outros detalhes técnicos do negócio. Por isso, a provável data em que os primeiros Gripen NG deverão ser entregues não passa de estimativas. A expectativa mais positiva é que, caso o contrato seja assinado até o fim deste ano, os primeiros dos 36 novos caças estejam prontos no final de 2018, conforme confirmou o comandante da FAB na mesma audiência do Senado.
Fonte - Agência Brasil  04/04/2014

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O BRASIL DE DAVOS E DE MARIEL

Politica

Mauro Santayana

(JB) - A presidente Dilma foi a Davos, na Suiça, para reunir-se, entre outras personalidades, com o presidente do país, Didier Burkhalter, o do grupo SAAB - sócio brasileiro no projeto dos caças Gripen NG - Hakan Buskhe, o da FIFA, Joseph Blatter, e CEOs de grandes multinacionais, como a UNILEVER e a NOVARTIS.
E de lá, para Havana, Cuba, para se encontrar com líderes do continente, na reunião da CELAC - Comunidade de Estados da América Latina e do Caribe, e participar, junto ao Presidente Raul Castro, de uma cerimônia emblemática: a inauguração da primeira etapa do terminal de containers e da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel, junto ao porto do mesmo nome, financiado com dinheiro brasileiro e construído por empresas nacionais de engenharia - que geraram, com o projeto, 198.000 empregos no Brasil - em associação com firmas locais, no valor aproximado de um bilhão de dólares.
O objetivo do Brasil, no Fórum Econômico de Davos, foi esclarecer aos investidores que, com relação à economia, por aqui o diabo não está tão feito quanto aparenta ou querem fazer que pareça. Nas conversas com investidores, os representantes brasileiros devem ter apresentado dados como a queda da inadimplência, o aumento da arrecadação, e a manutenção, no ano que passou, do Investimento Estrangeiro Direto em um patamar acima de 60 bilhões de dólares por ano, quase o mesmo, portanto, que o de 2012.
Já, em Cuba, o papel do Brasil foi o de dar novo exemplo de seu “soft power” regional, exercido também por meio de grandes projetos de infra-estrutura, voltados para melhorar as condições de vida de nossos vizinhos e parceiros, e integrar, pelo desenvolvimento, a América Latina.
O que paraguaios, bolivianos, peruanos, equatorianos, e mexicanos viram, paralelamente à reunião da CELAC, quando tomaram conhecimento da dimensão do projeto de Mariel - onde devem se instalar empresas brasileiras a partir do ano que vem, para montar produtos destinados às Américas e ao Pacífico, aproveitando a vizinhança do Canal do Panamá - não é muito diferente do que o Brasil já faz em seus respectivos países.
Basta lembrar o recém inaugurado linhão elétrico de 500 kV entre Itaipu e Assunção, que permitirá, finalmente, a industrialização do Paraguai; o gasoduto Bolivia-Brasil, que gera, com a exportação de gás, boa parte do PIB boliviano; os corredores ferroviários e rodoviários bioceânicos, em fase de implantação, que nos levarão ao Peru, Bolívia e Chile, e por meio deles, ao oceano Pacífico; as obras do metrô de Quito, no Equador, que também tem participação brasileira; ou o maior projeto petroquímico em construção no México, que está sendo tocado, em associação com empresas locais, pela Braskem.
Para muita gente, o Brasil de Mariel, que tem consciência de sua dimensão geopolítica na América Latina, é incompatível com o Brasil de Davos, que, muita gente também acredita, deveria se sujeitar aos Estados Unidos e à Europa, em troca de capitais, acordos e investimentos.
Essa visão limitada, tacanha, defendida tanto por alguns setores da oposição, quanto por gente do próprio governo e da base aliada - já foi ultrapassada pelos fatos e deveria ser abandonada em benefício de um projeto de nação à altura de nosso destino e possibilidades.
Quanto mais poder tem um país, mais razões ele tem para ser pragmático, múltiplo, universal, no trato com as outras nações. Não podemos fechar as portas para ninguém, nem deixar de ter contato ou de fazer negócios com quem quer que seja, desde que essa relação se faça em igualdade de condições.
O que não deve impedir, nem limitar, nosso direito de eleger, estrategicamente, prioridades e alianças, específicas, no âmbito internacional, que nos permitam alcançar mais rapidamente nossas metas de fortalecimento do Brasil e de melhora das condições de vida da população brasileira.
Fonte - Mauro Santayana  30;01/2014