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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Inaugurada na Suécia a primeira estrada elétrica do mundo

Tecnologia

Mas um dos desafios é reduzir a contaminação produzida por caminhões de carga que, no país nórdico, representam 15% das emissões de dióxido de carbono.O projeto, conhecido como e Highway - rodovia eletrificada ou eRodovia - acaba de ser inaugurado em um trajeto experimental de dois quilômetros da autoestrada E16, ao norte de Estocolmo.

Da BBC
Ao rodar no sistema eletrificado, a eficiência energética
 dos caminhões chega a 80%. - Imagem/Scania CV AB
A Suécia se colocou um desafio: conseguir fazer que, até 2030, o setor de transporte do país não utilize mais combustíveis fósseis.
No mercado já existem soluções para diminuir as emissões dos automóveis, como os carros elétricos e híbridos. Mas um dos desafios é reduzir a contaminação produzida por caminhões de carga que, no país nórdico, representam 15% das emissões de dióxido de carbono.
Por isso, o país está testando uma solução inovadora: autoestradas elétricas - as primeiras do mundo.
Nelas, os veículos pesados híbridos podem ser alimentados por uma rede elétrica graças a um sistema de distribuição de energia parecido com o utilizado nas linhas de trem ou nos trólebus.
O projeto, conhecido como eHighway - rodovia eletrificada ou eRodovia - acaba de ser inaugurado em um trajeto experimental de dois quilômetros da autoestrada E16, ao norte de Estocolmo.
Os caminhões híbridos contam com um mecanismo instalado no topo da boleia, chamado pantógrafo inteligente, que é acionado automaticamente quando o veículo entra trecho eletrificado da rodovia, conectando-se às linhas de eletricidade instaladas sobre a pista.
Diferentemente dos ônibus elétricos tipo trólebus, os caminhões podem se desconectar da rede se precisarem trocar de pista - para ultrapassar outro veículo, por exemplo. Nesse caso, o caminhão volta a usar diesel.
A velocidade máxima que o veículo faz quando conectado à rede elétrica é de 90 km/h. Quando os caminhões saem da rede, ativam o motor diesel para seguir o trajeto.
A empresa alemã Siemens, responsável pelo projeto, fará ainda neste ano um piloto parecido na Califórnia, nos Estados Unidos, em um trecho de três quilômetros da estrada que conecta o porto de Los Angeles a Long Beach.
Fonte - Inovação e Tecnologia  30/06/2016

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ONU apela ao Reino Unido e à Suécia para libertar Assange

Internacional

A detenção de Assange foi realizada em detrimento do direito internacional.
Além disso, o Grupo de Trabalho afirmou que "a privação de liberdade de Assange deve ser cessada, a sua inviolabilidade pessoal e o direito à liberdade de deslocamento devem ser respeitas e que deve ter o direito à compensação". 


Da Agência Sputinik Brasil
foto - ilustração
Especialistas da ONU apelaram hoje (5) às autoridades do Reino Unido e da Suécia para libertar Julian Assange, fundador do WikiLeaks, e respeitar o seu direito à liberdade de deslocamento.
O Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária da ONU declarou que a privação de liberdade ilegal de longo prazo foi aplicada a Assange por causa de uma investigação "pouco ativa" da procuradoria da Suécia. A detenção de Assange foi realizada em detrimento do direito internacional.
Além disso, o Grupo de Trabalho afirmou que "a privação de liberdade de Assange deve ser cessada, a sua inviolabilidade pessoal e o direito à liberdade de deslocamento devem ser respeitas e que deve ter o direito à compensação". Entretanto, recomendações do Grupo não são obrigatórias.
Em 2006, o jornalista Assange fundou o site WikiLeaks, que publica materiais secretos expondo corrupção e outros crimes de vários países. Inicialmente, o alvo do site era descobrir e tornar públicos os casos de corrupção na Ásia Central, na China e na Rússia, mas o WikiLeaks também publicava matérias sobre crimes do governo e empresas ocidentais. Assange foi o líder do grupo de nove coordenadores do site, mas não se considerava “fundador” e sim um “editor-chefe”.
Em 2010, as autoridades suecas formalizaram acusações contra Assange por coerção sexual e estupro. Desde 2012, o fundador do WikiLeaks reside na embaixada do Equador em Londres para evitar extradição por autoridades suecas aos Estados Unidos, onde pode encarar processos criminais por espionagem e publicação de milhares de documentos confidenciais.
Fonte - Agência  Brasil  05/02/2016

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Pilotos brasileiros fazem primeiro voo teste no caça Gripen, na Suécia

Brasil

O Brasil fez um acordo com a empresa sueca Saab para a compra e transferência de tecnologia de 36 aeronaves do tipo Gripen NG, por R$ 5,4 bilhões

Agência Brasil
Foto: Agência Força Aérea
Os pilotos da Aeronáutica Gustavo de Oliveira Pascotto, 33 anos, e Ramon Santos Fórneas, 32, fizeram na manhã de ontem o primeiro voo no caça Gripen D, na Suécia. O Brasil fez um acordo com a empresa sueca Saab para a compra e transferência de tecnologia de 36 aeronaves do tipo, por R$ 5,4 bilhões.
Os pilotos estão no país europeu para um treinamento. Antes de voarem, eles tiveram de fazer um teste em uma centrífuga para verificar se eles poderiam enfrentar condições de até 9 vezes a força da gravidade sem passar mal. A Força Aérea Brasileira (Fab) estuda a compra de mais 108 Gripens, além dos 35 já acertados.
Fonte - Diário de Pernambuco  20/11/2014

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Brasil e Suécia voltam a discutir empréstimo de caças à FAB

Política

O empréstimo dos dez caças vem sendo tratado como a solução para garantir a segurança do espaço aéreo brasileiro enquanto os primeiros dos 36 Gripen NG não chegam. No final do ano passado, a FAB aposentou os últimos dos 12 Mirage 2000 (ou F-2000) que utilizava para patrulhar e proteger o espaço aéreo nacional. 

Alex Rodrigues 
Repórter Agência Brasil 
foto - ilustração
Autoridades brasileiras e suecas voltaram a discutir, ontem (3), em Estocolmo, a possibilidade de a Suécia emprestar ao menos dez aviões do tipo caça para uso da Força Aérea Brasileira (FAB). Se for efetivada, a cessão valerá até que as primeiras das 36 aeronaves militares escolhidas pelo governo para reequipar a frota brasileira sejam entregues pela empresa fabricante, a sueca Saab. Segundo o ministério da Defesa, a negociação de empréstimo está em estágio avançado e pode ser finalizada até maio deste ano. Discutido paralelamente à compra dos 36 novos caças modelo Gripen NG, o acordo de cessão das dez aeronaves Gripen modelo C/D também envolve o treinamento de pilotos e de equipes de solo, além de apoio logístico por parte da Suécia.
O empréstimo dos dez caças vem sendo tratado como a solução para garantir a segurança do espaço aéreo brasileiro enquanto os primeiros dos 36 Gripen NG não chegam. No final do ano passado, a FAB aposentou os últimos dos 12 Mirage 2000 (ou F-2000) que utilizava para patrulhar e proteger o espaço aéreo nacional. Franceses, os Mirage foram fabricados na primeira metade da década de 1980 e comprados pelo Brasil, já usados, em 2005, por 60 milhões de euros (cerca de R$ 171 milhões pelos valores anunciados à época).
A previsão inicial era a de que os Mirage deixariam de ser utilizados no final de 2011, mas, devido ao atraso na compra de novas aeronaves, alguns deles tiveram que ser aparelhados para voar por ao menos mais dois anos. Desde que os Mirage 2000 foram aposentados, a FAB só tem a sua disposição os caças modelo A-1 e F-5. Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado no fim de fevereiro deste ano, o comandante da Aeronaútica, Juniti Saito, garantiu que os A-1 e os F-5 foram “modernizados” pela Embraer e estão aptos a continuar em atividade até pelo menos o ano de 2025.
Embora o governo brasileiro tenha anunciado ter escolhido comprar o modelo Gripen NG – preterindo os concorrentes norte-americanos (Boeing) e franceses (Dassault) – em dezembro de 2013, o contrato de aquisição de tecnologia e de produção conjunta dos aviões ainda não foi assinado. Representantes da FAB, da Saab e autoridades suecas estão discutindo aspectos como valores, prazos, obrigações das partes e todos os outros detalhes técnicos do negócio. Por isso, a provável data em que os primeiros Gripen NG deverão ser entregues não passa de estimativas. A expectativa mais positiva é que, caso o contrato seja assinado até o fim deste ano, os primeiros dos 36 novos caças estejam prontos no final de 2018, conforme confirmou o comandante da FAB na mesma audiência do Senado.
Fonte - Agência Brasil  04/04/2014

domingo, 22 de dezembro de 2013

Para ficar quites - O Brasil e os caças suecos

Política

Jânio de Freitas
Folha de SP
foto - ilustração
O melhor da compra dos caças suecos não está nas condições do negócio nem nas conveniências do avião, já muito conhecidas. Está no momento em que foi comunicada. Foi só o presidente francês François Hollande dar as costas, encerrada a vinda a Brasília com ofertas e um chefão da fábrica do caça Rafale, e Dilma Rousseff noticiou a vitória dos suecos. Ficamos quites com as desfeitas da França de Hollande e de seu antecessor Sarkozy ao Brasil.Não foi a única retribuição dada ao medíocre Hollande. Mas a outra, por acaso concomitante com aquela, aplica-se também a todos os que aqui ridicularizaram a iniciativa de Dilma e do então ministro Antonio Patriota, das Relações Exteriores, de apresentar à ONU uma proposta de resolução motivada pela espionagem dos Estados Unidos: estender às comunicações digitais, em todo o mundo, os direitos de proteção já reconhecidos a governos, cidadãos, empresas e entidades.
O "socialista" Hollande não permitiu a adesão da França à proposta. Só a conservadora Angela Merkel, entre os governantes citados na espionagem denunciada, teve a dignidade de juntar-se a Dilma. A resolução foi aprovada por consenso da Assembleia Geral, na quarta-feira, sem sequer precisar de votação. A França de Hollande teve de se curvar. Aqui, para conhecimento (ligeiro) desse êxito, só esmiuçando o noticiário.
Apesar de nem lembrado, foi uma grande vitória também do denunciador Edward Snowden, extensiva ao jornalista Glenn Greenwald, que o ajudou na revelação de injustificáveis espionagens americanas. A nova consequência das denúncias dá-se, aliás, em momento de certa confusão a propósito de asilo de Snowden no Brasil. Minha leitura da sua carta aos brasileiros não vê ali uma proposta de asilo no Brasil em troca de revelações. Seu impedimento de atender a pedidos de senadores brasileiros, "até que um país conceda asilo permanente", aplica-se a qualquer país. E, a meu ver, reflete muito menos um possível pedido do que uma realidade conhecida: mesmo na Rússia, seu asilo provisório está sob a condição de que não revele documentos da espionagem americana.
Daí que não tenha havido recusa do governo brasileiro a asilo de Snowden. Nem decisão negativa de Dilma Rousseff a respeito, só a ela cabendo decidir. A campanha para concessão do asilo está crescendo, mas o fator decisivo, não só no Brasil, será outro. Como ninguém sabe o que Snowden tem ainda a revelar, prevalece o temor de que grandes novidades provoquem reações extremadas dos Estados Unidos. Não é de pedido e concessão que Snowden depende, mas de encontrar, com seus coadjuvantes, solução para os medos que provoca.
A propósito, a eliminação do caça americano, na compra brasileira, está identificada por muitos como represália à espionagem de e-mails de Dilma. Do ponto de vista moral não faz muita diferença, mas outra razão fixou-se desde longe: os americanos não são confiáveis. Por mais que a Boeing ofereça garantias de transferência de tecnologia, acima dela estará sempre o governo americano, para impor limitações e proibições quando queira, por motivos políticos e não necessariamente reais. Com a democracia sueca não há risco.

SEM ESQUECER
João Goulart recebeu de volta, simbolicamente, o seu mandato de presidente, por proposta dos senadores Randolfe Rodrigues e Pedro Simon. Em 2 de abril de 1964 o Congresso declarou vaga a Presidência, por abandono alegado pelo senador paulista Auro de Moura Andrade. Mas era mentira, Jango não saíra do país. Houve, portanto, dois golpes de Estado em 64: o militar e o parlamentar. Este, ainda mais desprezado pela historiografia do que o outro, e isentados os seus articuladores de toda consequência, ainda que apenas como nódoa biográfica. Lá está Moura Andrade, por exemplo, em retrato presidencial no Senado.
Jango ressurge por efeito da passagem do Brasil de "país sem memória" a "país que não esquece". Melhor: que não deixam esquecer. Não é o caso só dos desaparecimentos e torturas. Estão aí, outra vez, as mortes de Jango e de Juscelino. O que torna mais plausíveis as suspeitas de suas causas é sempre o mesmo: a ideia de investigá-las, para chegar-se a uma palavra final em qualquer sentido, levanta a inquietação de pessoas que se ligaram à ditadura, e procuram depreciar qualquer esforço de esclarecimento. Por certo, têm os seus motivos. E outros têm memória.
Fonte - Jânio de Freitas (Flh.de SP)   22/12/2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Brasil e Suécia negociam empréstimo de caças

Brasil

Com os empréstimos que devem ser realizados, o valor do acordo, de R$ 4,5 bilhões, pode aumentar 


DN

São Paulo - Paralelamente à negociação que se dará ao longo de 2014 sobre os termos do contrato a ser fechado entre a FAB e a sueca SAAB para a compra do Gripen, o governo brasileiro deve receber “emprestado” de 6 a 12 aviões Gripen até que a nova geração possa chegar ao País, o que está previsto para ocorrer a partir do final de 2018. Os governos brasileiro e sueco já estão discutindo os termos do acordo, que envolve o empréstimo de aeronaves da força aérea sueca.
O Governo brasileiro vai pedir “emprestado” à Suécia de 6 a 12 aviões Gripen até que a nova geração de caças possa chegar ao país foto: divulgação
A oferta já havia sido feita pelo governo sueco e exigirá que a FAB negocie este novo pagamento que ainda não está incluído no orçamento. Na última quarta-feira, após o anúncio da escolha pelos caças suecos, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, havia afirmado que pretende “pechinchar ao máximo” a fim de reduzir os custos para os cofres públicos. O contrato entre os dois países prevê a compra de 36 aeronaves por US$ 4,5 bilhões, com entrega até 2023. A Força Aérea diz que tentará antecipar o prazo de entrega. O primeiro desembolso do Brasil será após o recebimento da última a aeronave. Com os empréstimos que devem ser realizados, contudo, esse valor pode ser ainda maior.

Projetos
Segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, a escolha do Gripen foi feita depois de análises detalhadas dos três projetos pela Força Aérea Brasileira (FAB), levando em conta a performance do sueco, a transferência de tecnologia e o custo.
Amorim disse que “não há temor” de que os EUA possam brecar o quesito transferência de tecnologia pelo fato de o Gripen ter componentes importantes norte-americanos como o motor. “A turbina não é tão sensível como outras partes”, disse Amorim, ao explicar que o Brasil mantém também boas relações com os EUA e que aviões da Embraer possuem também peças daquele país. Amorim, mesmo reconhecendo que “a tecnologia do Gripen não é só sueca”, destacou ainda que uma das partes mais sensíveis da aeronave, que é “a abertura do código-fonte do sistema de armas, será feita integralmente no Brasil”.
Anunciada nesta quarta-feira, a escolha pelos caças do país europeu para modernizar a Força Aérea Brasileira causou grande repercussão, principalmente das empresas Boeing, americana, e Dassault, francesa, que estavam concorrendo pela escolha. Ao saber do anúncio, a empresa americana soltou nota considerando “decepcionante” a decisão do Brasil, já a Dassault, que era a favorita pelo governo durante o governo Lula, criticou a escolha e afirmou que o modelo escolhido “tem muitos itens americanos”.
O jornal The New York Times deu destaque ontem para a decisão do Brasil de comprar aeronaves da sueca Saab e não da fabricante dos Estados Unidos. “Brasil esnoba Boeing em negócio de aviões de caça” foi o título da reportagem do diário norte-americano. O Times cita que a decisão do governo brasileiro foi tomada num momento em que as relações do País com os Estados Unidos azedaram.
Fonte - Diário do Nordeste  20/12/2013

sábado, 26 de outubro de 2013

Monumento anterior aos Vikings é descoberto em obra de trem na Suécia‏

Internacional


UOL
Vista aérea da região do velho Upsal, na Suécia, mostra buracos e restos de pilares que foram encontrados durante uma obra de trem - a maior das fileiras chega a um quilômetro de extensão. De acordo com o Conselho Nacional Sueco do Patrimônio, trata-se de um monumento da Idade do Ferro, anterior à era dos Vikings, que marcava o acesso ao histórico centro comercial e religioso do país.
Arqueólogos suecos anunciaram nesta sexta-feira (18) a descoberta do maior monumento da Idade do Ferro do país, na região do Velho Upsal, anterior à era viking.
Os pesquisadores se preparavam para escavar o solo para a construção de uma nova linha de trem, 70 km ao Norte de Estocolmo, quando se depararam com duas fileiras de pilares de madeira.
Lena Borenius-Joerpeland, arqueóloga do Conselho Nacional Sueco do Patrimônio, indicou que o monumento, perto de uma necrópole da Idade do Ferro escandinava, parece remontar ao século 5.
A maior das duas fileiras tem um quilômetro de extensão e conta com 144 pilares. A outra tem a metade disso. "Os pilares eram altos, talvez medindo entre oito e dez metros", explicou Lena.
"Eram vistos a uma grande distância e, provavelmente, marcavam o acesso ao Velho Upsal", prosseguiu. "Poderia se tratar de uma demarcação territorial ou religiosa", acrescentou.
Hoje só se encontram conservados alguns restos de pilares, e os buracos nos quais eles estavam colocados. Na Idade do Ferro na Escandinávia, o Velho Upsal era um importante centro de comércio, religião, artesanato e administração judicial.
Os arqueólogos encontraram também ossos de cavalos, vacas e porcos nos buracos dos pilares: provas, segundo eles, de que ali eram sacrificados animais.
No entanto, quem ergueu o monumento e com que propósito permanece um mistério. "Poderia ser um marco territorial ou uma demarcação religiosa", disse.
Fonte - CFVV Sul de Minas  25/102013

sábado, 28 de setembro de 2013

Perspectiva de elevação do mar chega a 82 cm

Meio Ambiente 

A comunidade científica internacional divulgou ontem novo relatório sobre as mudanças climáticas


Maristela Crispim
Nacional
Na Praia do Pacheco ( litoral Oeste),
 a ocupação desordenada resultou em processos
 erosivos e de degradação ambiental
 FOTO: EDUARDO ALMEIDA
Reunidos até ontem em Estocolmo, na Suécia, os pesquisadores integrantes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgaram a primeira parte de seu quinto relatório de avaliação (AR5), uma nova atualização dos prognósticos sobre os rumos das mudanças climáticas globais. Nele, os cientistas constatam uma elevação do nível do mar esperada para o próximo século, que seria causada pelo aumento do degelo na região da Antártica e do Ártico.
No cenário mais otimista, com corte de emissões e políticas climáticas, o aumento da temperatura terrestre poderia variar entre 0,3 °C e 1,7 °C de 2010 até 2100 e o nível do mar poderia subir entre 26 e 55 centímetros ao longo deste século.
Já no pior cenário, com altas emissões de gases-estufa e não cumprimento de regras para a redução, o aquecimento da Terra poderia fazer com que o nível dos oceanos aumente entre 45 e 82 centímetros. O documento mostra também que o nível dos oceanos aumentou 19 centímetros entre 1901 e 2010.
Uma mudança da escala de dezenas de centímetros na projeção não é pequena. A margem de erro para o cenário mais pessimista chega a quase um metro de altura, o que afetaria não apenas nações insulares, mas as metrópoles costeiras do Planeta.
Considerando as possíveis consequências, eles tentam adotar respostas cada vez mais precisas. "Reduzimos a margem de incerteza de forma considerável", declarou Anny Cazenave, especialista em observação dos oceanos no Laboratório Francês de Estudos em Geofísica e Oceanografia Espacial (Legos).
A coordenadora do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Lidriana Pinheiro, reconhece que uma elevação da ordem de 80 centímetros no nível do mar potencializaria o processo erosivo que já acomete parte da nossa costa, a exemplo do que ocorre em praias cearenses como Iparana, Pacheco e Caponga.
Segundo a pesquisadora, o processo existente depende tanto de fatores naturais, como a flutuação no nível do mar e a própria morfologia da costa; quanto da influência humana, com o barramento de rios que impede o transporte natural dos sedimentos e o avanço urbano em direção à área de praias.
"É claro que o foco de erosão não se dá de uma forma só ao longo do litoral. Onde tem falésia, por exemplo, é diferente de onde não tem", explica. A professora alerta que diante dos prognósticos, é necessário que planos de ordenamento e gerenciamento urbanos de cidades litorâneas incluam a convivência com a erosão costeira para evitar a destruição do patrimônio material e histórico local.
"As obras nessas áreas precisam atentar para os cenários futuros, ainda que ainda haja controvérsia em relações a essas previsões na comunidade científica", afirma a professora.
Vulnerabilidade
No Brasil, que tem mais de oito mil quilômetros de praia, a previsão levanta a discussão sobre o futuro de milhares de cidades litorâneas. O mais completo estudo já feito no País sobre os impactos da elevação do nível do mar revela que cerca de 40% das nossas praias são vulneráveis.
Temperatura pode subir 7ºC
Genebra. Os modelos climáticos que avaliam a temperatura para todo o globo apontam para uma elevação muito provável (probabilidade de mais de 90%) da temperatura em toda a América do Sul, com os valores mais altos para o sul da Amazônia.
De acordo com o IPCC,num
pior cenário, o calor
na Região
 Nordeste pode
ter um aumento
 de 3º até
 o fim deste século
FOTO: RODRIGO CARVALHO
Segundo os dados do IPCC, a projeção para o Brasil é de um aumento da temperatura média de 0,5°C (centro-sul) a 1,5°C (Norte, Nordeste e Centro-Oeste) no País até o fim do século no cenário otimista de emissões de gases de efeito estufa; e de 3°C (sul e litoral do Nordeste) a 7°C (Amazônia) no pior cenário.
Também é provável (probabilidade de mais de 66%) que ondas de calor se tornem mais frequentes na Amazônia e no Nordeste. O IPCC afirma ainda que é muito provável que o nível de precipitação suba na bacia do Prata e caia no Nordeste e na porção oriental da Amazônia.
A tendência é a mesma apontada há pouco mais de duas semanas no 1º relatório nacional de avaliação dos impactos das mudanças climáticas no Brasil. O trabalho focado na nossa realidade foi compilado pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, a versão nacional do IPCC.
"Os dois estudos vão na mesma linha. Talvez não nos mesmos números porque os modelos climáticos usados diferem um pouco, mas a tendência é a mesma", comenta o pesquisador José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), membro tanto do IPCC quanto do PBMC.
Ele lembra que há dois anos o Nordeste tem vivenciado uma de suas piores secas, evento que, se levado em conta dentro de uma sequência de outros semelhantes, pode ser interpretado como um sinal de mudanças climáticas. "Ainda não é uma catástrofe, mas se nada for feito, as coisas podem piorar", diz.
Fonte - Diário do Nordeste 28/09/2013