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quarta-feira, 10 de abril de 2024

Petrobras anuncia nova descoberta de petróleo na Margem Equatorial

Energia/combustíveis fosseis  ⛽

Região é considerada de grande potencial pelo setor de gás e óleo.A descoberta foi confirmada no poço exploratório Anhangá, situado próximo à divisa entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte, na Margem Equatorial brasileira. A acumulação foi localizada em uma profundidade de 2.196 metros e em um ponto localizado a cerca de 190 km de Fortaleza e 250 km de Natal.

Por Léo Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
foto - Cezar Fernandes/Ag. Brasil
A Petrobras anunciou nesta terça-feira (9) que encontrou uma acumulação de petróleo em águas ultraprofundas da Bacia Potiguar. A descoberta foi confirmada no poço exploratório Anhangá, situado próximo à divisa entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte, na Margem Equatorial brasileira. A acumulação foi localizada em uma profundidade de 2.196 metros e em um ponto localizado a cerca de 190 km de Fortaleza e 250 km de Natal. Não é a primeira vez que a Petrobras faz uma descoberta na Bacia Potiguar neste ano. A companhia já havia confirmado a presença de petróleo no Poço Pitu Oeste, a cerca de 24 km de Anhangá. "Tais descobertas ainda merecem avaliações complementares. A Petrobras é a operadora de ambas as concessões e detém 100% de participação", registra nota divulgada pela companhia. A exploração de petróleo na Margem Equatorial desperta preocupações de grupos ambientalistas, que veem risco de impactos à biodiversidade. Os poços Anhangá e Pitu Oeste, no entanto, estão distante da foz do Rio Amazonas, considerada a localidade mais sensível. A Margem Equatorial se estende pelo litoral brasileiro do Rio Grande do Norte ao Amapá, englobando as bacias hidrográficas da foz do Rio Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. É uma região geográfica considerada de grande potencial pelo setor de óleo e gás. No seu Plano Estratégico 2024-2028, a Petrobras previu o investimento de US$ 3,1 bilhões para pesquisas na Margem Equatorial. A expectativa é perfurar 16 poços ao longo desses quatro anos. Em maio do ano passado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) negou o pedido da Petrobras para realizar atividade de perfuração marítima do bloco FZA-M-59. Ele está situado na bacia da Foz do Amazonas. A Petrobras apresentou um novo pedido, ainda sem resposta. O avanço dos trabalhos na Bacia Potiguar, por sua vez, conta com o aval do Ibama, que concedeu a licença de operação para as perfurações dos poços de Pitu Oeste e de Anhangá. Na nota divulgada, a Petrobras destacou que a perfuração em Anhangá ocorreu sem qualquer incidente, reforçando o compromisso da companhia com o respeito às pessoas e ao meio ambiente. Afirmou também que o histórico de 3 mil poços perfurados em ambiente de águas profundas e ultraprofundas confirma sua capacidade técnica para operar com segurança. "As atividades exploratórias na Margem Equatorial representam mais um passo no compromisso da Petrobras em buscar a reposição de reservas e o desenvolvimento de novas fronteiras exploratórias que assegurem o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética", acrescenta o texto.
Fonte - Agência Brasil 09/04/2024

sábado, 7 de janeiro de 2017

Dinossauros de 145 milhões de anos atrás são encontrados na China

Ciência&Tecnologia  🐾

Segundo os cientistas, os restos mortais podem pertencer a quatros tipos de saurópodes (grupo de dinossauros saurísquios, quadrúpedes e com patas longas). 

Sputnik
foto - ilustração
Restos de dinossauros que, supostamente viveram há mais de 145 milhões de anos, foram descobertos na província de Guizhou, no sudoeste da China, informou a Televisão Central da China CCTV.
Os montes, perto da região chinesa de Bijie, foram palco da descoberta. Segundo os cientistas, os restos mortais podem pertencer a quatros tipos de saurópodes (grupo de dinossauros saurísquios, quadrúpedes e com patas longas). Tais criaturas habitaram a região nos tempos jurássicos, período da era Mesozoica que compreende uma faixa de tempo entre os 56 e 145 milhões de anos atrás. Segundo os arqueólogos, anteriormente, no local da descoberta havia um bebedouro de dinossauros.
De acordo com os pesquisadores, as pegadas dos dinossauros do Jurássico, descobertos pela primeira vez na província de Guizhou, possuem um comprimento máximo de 30 centímetros. Já a altura das pegadas dos dinossauros poderia alcançar os 6 metros.
Fonte - Sputnik  07/01/2017

domingo, 30 de outubro de 2016

Cientistas encontram uma nova espécie humana

Ciência & Tecnologia

As pessoas de Melanésia, uma região no sul do Pacífico que abrange a Papua Nova Guiné e as ilhas vizinhas, podem ser a evidência genética de uma espécie previamente desconhecida de hominídeo extinto, relatou Ryan Bohlender, geneticista da Universidade do Texas, EUA, durante reunião anual da Sociedade Americana de Genética Humana (ASHG, por sua sigla em Inglês)

Sputnik
Sputnik
O ADN dos melanésios, habitantes do nordeste da Austrália, contém evidências de uma espécie humana extinta ainda desconhecida, de acordo com os resultados de uma nova modelação genética publicada na revista Science News.
As pessoas de Melanésia, uma região no sul do Pacífico que abrange a Papua Nova Guiné e as ilhas vizinhas, podem ser a evidência genética de uma espécie previamente desconhecida de hominídeo extinto, relatou Ryan Bohlender, geneticista da Universidade do Texas, EUA, durante reunião anual da Sociedade Americana de Genética Humana (ASHG, por sua sigla em Inglês).
Esta misteriosa espécie apareceu, provavelmente, a partir de um terceiro ramo da árvore genealógical dos hominídeos que produziu os Neanderthais e os hominídeos Denisova, um primo distante extinto dos Neanderthais.
"Estamos perdendo uma população ou algo sobre as relações está mal entendido", disse ele. Enquanto muitos fósseis dos Neanderthais foram encontrados na Europa e Ásia, os Denisovas são conhecidos apenas a partir do DNA de um osso do dedo e um par de dentes encontrados em uma caverna siberiana. De acordo com o estudo, os genes que os descendentes dos europeus herdaram dos Neanderthais são associados a vários problemas de saúde, tais como ataques cardíacos ou vírus do papiloma humano (HPV). Ao mesmo tempo, os europeus e asiáticos têm uma quantidade similar — 2,8% — de ADN neanderthal. Mas no que se refere ao ADN Denisova, os melanésios modernos transportam 3% desse ADN, em comparação com a ausência do ADN melanésio entre os europeus e apenas 0,1% entre os asiáticos modernos. "Bohlender e seus colegas concluíram que um terceiro grupo de hominídeos pode ter coexistido com os ancestrais dos melanésios," comentaram os geneticistas à Science News. "A história humana é muito mais complicada do que nós pensávamos", disse Bohlender.
De acordo com outro grupo de pesquisadores do Museu de História Natural da Dinamarca que analisaram o ADN de 83 aborígenes australianos e 25 nativos de Papua Nova Guiné e publicaram o estudo na revista Nature, o ADN deles era muito semelhante ao dos Denisovas, mas poderia pertencer a outro hominídeo, o Homo Erectus ou assim chamado Hobbit.
"Nós ainda não sabemos quem é", disse o pesquisador Eske Willerslev. Entretanto, poderia ser outro ramo dos Denisovas, que ainda não são bastante investigados, diz Mattias Jakobsson, geneticista da Universidade de Uppsala (Suécia). "Os humanos modernos e arcaicos se encontraram em numerosas ocasiões e tiveram muitos filhos", disse ele.
Fonte - Sputnik  30/10/2016

sábado, 27 de agosto de 2016

Descoberta relacionada ao Mal de Alzheimer dá prêmio à pesquisadora brasileira

Ciência

A Sociedade Brasileira de Bioquímica (SBBq) concedeu a Maíra Assunção Bicca, pesquisadora brasileira de 28 anos, o 20º Prêmio Jovem Talento para Ciências da Vida, pela sua pesquisa que identificou uma proteína encontrada no cérebro que pode ajudar a identificar o Mal de Alzheimer.

Sputnik
Sputnik
O trabalho da pesquisadora foi apresentado em junho último em Natal, como parte do doutorado de Maíra, que atualmente cursa pós-doutorado em Farmacologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A proposta da tese é que essa proteína possa ser usada como uma espécie de marcador utilizado nas ressonâncias magnéticas para identificar a doença. Antes da premiação da SBBq, Maíra já havia recebido, em 2012, um prêmio da Sociedade Brasileira de Farmácia Comunitária (SBFC) de Jovem Investigador. A pesquisadora, que mora em Laguna, no sul catarinense, estuda a doença há dez anos. Em entrevista à Sputnik Brasil, Maíra conta que a descoberta foi em foi em relação a uma proteína, conhecida no meio científico como TRPA-1. "Eu não descobri a proteína. A novidade é que descobri que ela está no cérebro. Já se sabia que ela é encontrada em outros tecidos do corpo e a participação dela em outras doenças de fundo espasmatório. Além disso, vi que estava associada à iniciação e progressão da doença de Alzheimer."
A pesquisadora lembra que, como a proteína já tinha sido descrita anteriormente participando de outras doenças inflamatórias na periferia do corpo, o grande mérito do estudo foi estabelecer essa ligação. Como o Alzheimer também tem um fundo inflamatório e como essa proteína participa muito nesses quadros, talvez ela também estivesse no cérebro, contribuindo para a doença. Esse foi o ponto de partida e o grande trunfo da pesquisa. Segundo Maíra, a descoberta pode resultar ou não na produção de remédios contra o Alzheimer. "O que a gente faz é pesquisa em animais e em tecidos humanos. Outros estudos serão necessários após a realização dessa primeira fase. Nosso trabalho foi o inicial, para que outras pesquisas venham resultar num possível tratamento ou diagnóstico." O principal sintoma do Mal de Alzheimer é a perda da memória, o que se manifesta primeiro, mas a doença apresenta uma série de outras sinalizações, assim como as enfermidades de fundo neurodegenerativo. Conforme a doença vai progredindo vão se manifestando outros sintomas como mudança de personalidade, perda da fala, locomoção, resultando na perda de qualidade de vida do paciente.
Fonte - Sputnik  26/08/2016

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Pré-sal: perfuração confirma potencial de petróleo de boa qualidade em Carcará

Economia

O poço 3-SPS-104DA (nomenclatura Petrobras), informalmente conhecido como Carcará Noroeste, está situado na área do Plano de Avaliação da Descoberta do poço descobridor 4-SPS-86B (Carcará) e se localiza a 5,5 km a noroeste do poço descobridor, em profundidade de água de 2.024 metros, a cerca de 226 km do litoral do estado de São Paulo.

Fatos e Dados

A perfuração do terceiro poço na área de Carcará (Bloco BM-S-8), localizado em águas ultraprofundas da Bacia de Santos, confirmou a descoberta de petróleo leve e de boa qualidade (31º API) nos reservatórios do pré-sal. O poço 3-SPS-104DA (nomenclatura Petrobras), informalmente conhecido como Carcará Noroeste, está situado na área do Plano de Avaliação da Descoberta do poço descobridor 4-SPS-86B (Carcará) e se localiza a 5,5 km a noroeste do poço descobridor, em profundidade de água de 2.024 metros, a cerca de 226 km do litoral do estado de São Paulo.
Dados de pressão comprovam tratar-se da mesma acumulação dos outros dois poços anteriormente perfurados na área, confirmando a extensão para oeste da descoberta do poço 4-SPS-86B. O poço está situado em reservatórios carbonáticos com excelentes características, situados logo abaixo da camada de sal, a partir de 5.870 metros de profundidade, e constatou uma expressiva coluna de 318 metros de óleo, não tendo atingido o contato óleo/água dessa acumulação.
Nos próximos dias serão iniciadas operações previstas no Plano de Avaliação de Descoberta (PAD) para a avaliação da produtividade dos reservatórios do pré-sal por meio de testes de formação no poço 3-SPS-105, cuja perfuração foi recentemente concluída. O Plano de Avaliação da descoberta de Carcará aprovado pela Agencia Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tem término previsto para março de 2018.
Operamos (66%) o consórcio em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10%).
Fonte - Fatos e Dados  28/09/2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

PETROBRAS anuncia descoberta de petróleo na Bacia de Sergipe

Economia

A descoberta se deu a partir de um dos poços pioneiros que a estatal vem perfurando na região. Sergipe/Alagos)Segundo a empresa, o óleo é de boa qualidade (petróleo leve), entre 37 e 40 graus API – medida que determina a qualidade.

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A Petrobras anunciou, na noite dessa quinta-feira (8), a descoberta de óleo leve e gás natural na área de Farfan, em águas ultraprofundas do bloco marítimo Sergipe/Alagoas 11, localizado na Bacia de Sergipe.
A descoberta se deu a partir de um dos poços pioneiros que a estatal vem perfurando na região. Segundo a empresa, o óleo é de boa qualidade (petróleo leve), entre 37 e 40 graus API – medida que determina a qualidade.
Os resultados ratificam a descoberta de óleo leve e gás na área de Farfan, conforme comunicado feito ao mercado no dia 9 de agosto de 2013. Essa perfuração também constatou a presença de nova acumulação de óleo leve em reservatório mais profundo, com espessura de 28 metros.
Localizado a 107 quilômetros (km) da cidade de Aracaju, a 5,7 km do poço descobridor e em profundidade de água de 2.492 metros, o poço alcançou a profundidade final de 5.900 metros e, no momento, encontra-se em avaliação.
A empresa informou ainda que essa acumulação integra o projeto exploratório da Bacia Sergipe-Alagoas em águas profundas, conforme previsto no Plano de Negócios e Gestão da Petrobras para o período 2014-2018.
A Petrobras informou que dará continuidade ao Plano de Avaliação da Descoberta, conforme aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. A estatal brasileira é a operadora do consórcio (60%) em parceria com a IBV-BRASIL (40%).
Fonte - Agência Brasil  09/01/2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Astrônomos anunciam descoberta de planeta habitável semelhante à Terra

Ciência

Cientistas anunciam a descoberta do planeta Kepler-186f, de tamanho semelhante ao da Terra e considerado habitável

Da Agência Lusa
Divulgação/Nasa
Astrônomos anunciaram a descoberta do primeiro planeta fora do Sistema Solar com um tamanho comparável ao da Terra e no qual a água poderá existir em estado líquido, informou hoje (17) a revista norte-americana Science.
"É o primeiro exoplaneta [planeta fora do Sistema Solar] do tamanho da Terra, encontrado na zona habitável de uma outra estrela", ressaltou a astrônoma Elisa Quintana, do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre, da agência espacial norte-americana (Nasa). Ela integra a equipe internacional que conduziu a investigação.
O planeta, batizado Kepler-186f, orbita a estrela anã Kepler-186 e se localiza na "zona temperada, onde a água pode ser líquida", de acordo com a astrônoma. Essa zona é considerada habitável, uma vez que, segundo os cientistas, a vida – que depende da presença de água – tem mais probabilidade de se desenvolver ali.
O Kepler-186f encontra-se num sistema estelar situado a 490 anos-luz do Sol, com cinco planetas de tamanho próximo ao da Terra. Contudo, só o Kepler-186f está na "zona habitável", os outros estão muito perto da estrela.
Entre os cerca de 1,7 mil exoplanetas já detectados, em 20 anos, duas dezenas estão ao redor da sua estrela na "zona habitável". Todavia, muitos desses planetas são maiores do que a Terra, o que torna difícil verificar se são gasosos ou rochosos. Localizado na Constelação do Cisne, o Kepler-186f está na categoria de planetas rochosos como a Terra, Marte ou Vênus.
Em fevereiro, a Nasa anunciou que o telescópio Kepler tinha detectado 715 novos exoplanetas, quatro deles potencialmente habitáveis, mas 2,5 vezes o tamanho da Terra. A maioria desses novos planetas extrassolares foi identificada nos últimos cinco anos.
O Kepler foi lançado em 2009 para detectar mais de 150 mil estrelas semelhantes ao Sol, localizadas nas constelações do Cisne e da Lira, e encontrar planetas-irmãos da Terra
Fonte - Agência  Brasil  17/04/2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

Nova espécie de boto é descoberta na Amazônia

Ecologia

Achado é de pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas. Animal vive na Bacia do Araguaia


Da Redação
Portal Amazônia
MANAUS - Batizado como boto do araguaia, a nova espécie de boto descoberta por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) é a primeira em quase 100 anos. O animal é conhecido da população local que mora às margens dos rios que compõem a Bacia do rio Araguaia, nos estados do Pará, Goiás, Tocantins e Mato Grosso, mas ainda carecia de estudo científico que comprovassem ser uma espécie diferente das conhecidas.
Nova espécie descoberta: boto do araguaia
 Foto: Nicole Dutra/Reprodução/Ufam

O boto-vermelho nasce cinza
depois fica rosa e passa a vermelho quando adulto
 Foto: Rafael Pinto/ICMBio
O animal pode alcançar até dois metros de comprimento e pode apresentar diferença na composição genética e formação craniana. Estas duas últimas características ainda estão em análise, segundo o co-autor da pesquisa e professor do departamento de biologia do Instituto de Ciências Biológicas da Ufam, Tomas Hrbek. O estudioso disse que apesar da Bacia Hidrográfica do Araguaia ter proximidade com o Oceano Atlântico, a nova espécie não apresenta relação com seu 'primo' marinho, o golfinho.
De acordo com o pesquisador, a morfologia é a principal diferença da espécie quando compara-se com a outra existente na Amazônia Ocidental: o boto-vermelho. Forma craniana, largura do bico e menor quantidade de dentes são características que servem para diferenciar as duas espécies, a partir de dados coletados de ossadas de animais encontrados mortos, como relatou Hrbek.
Enquanto na Bacia do rio Amazonas o que ameaça o boto-vermelho é a caça predatória para sua carne servir de isca na pesca de piracatinga, na Bacia do rio Araguaia há outro motivo. Lá, o moradores capturam o boto do araguaia para ele deixar de interferir na pesca de comunidades ribeirinhas, conforme explicou o co-autor do estudo que começou em 2009.

Boto-vermelho
A nova espécie é parecida com o famoso boto-cor-de-rosa. Também chamado de boto-cinza, o verdadeiro nome do animal é boto-vermelho (Inia geoffrensis), segundo a bióloga e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Vera Maria Ferreira da Silva. “Até agora só existe um boto: o vermelho”, garantiu Vera em entrevista ao Portal Amazônia, em 2012. Ela é coordenadora do projeto Boto, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, e uma das maiores estudiosas do animal na região.
De acordo com Vera, que é bióloga especialista em mamíferos aquáticos da Amazônia, o animal muda de cor conforme cresce. “O boto nasce cinza e depois de crescido fica vermelho. Alguns dizem que é rosa, mas é predominantemente vermelho. Portanto, o que existe é o boto-vermelho”.
O boto-vermelho é facilmente confundido com outro animal: o tucuxi (Sotalia fluviatilis), uma espécie de mamífero da família do golfinho. “O boto-vermelho é um golfinho com características fluviais, totalmente ‘projetado’ para viver em floresta alagada. Já o tucuxi é um golfinho com características marinhas, mas que vive em água doce. Fisicamente são praticamente iguais”, explicou a cientista que foi uma das fundadoras da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), no Inpa.
Fonte - Portal Amazônia  25/01/2014

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Cientistas da Rússia descobrem em víbora a “fórmula da juventude”

Ciência

Toxina de serpente birmanesa diminui muito a formação de rugas

Cientistas do Instituto de Química Bioorgânica da Academia de Ciências da Rússia fizeram uma descoberta que dará o que falar, especialmente nas clínicas estéticas. Eles encontraram uma toxina capaz de relaxar músculos e diminuir muito a formação de rugas. A substância existe em uma glândula de uma cobra birmanesa.


O chefe do laboratório do Instituto, Yuri Utkin, revelou como os cientistas encontraram a “fórmula da juventude”. “Investigando o veneno da víbora-da-Birmânia (Azemiops feae), uma espécie de serpente bastante rara, oferecida por colegas vietnamitas, conseguimos segregar uma toxina que bloqueia seletivamente a transmissão do impulso de nervos, do nervo a músculos”.O sonho feminino de um rosto eternamente sem rugas ficou mais próximo
Os primeiros testes do novo produto dermatológico que reduz consideravelmente as rugas foram realizados com sucesso em ratos. As análises em voluntários já começaram. Caso seja aprovada, a substância poderá ser usada dermatologicamente e como anestésico.
Fonte  - Diário da Russia  08/01/2014

sábado, 26 de outubro de 2013

Monumento anterior aos Vikings é descoberto em obra de trem na Suécia‏

Internacional


UOL
Vista aérea da região do velho Upsal, na Suécia, mostra buracos e restos de pilares que foram encontrados durante uma obra de trem - a maior das fileiras chega a um quilômetro de extensão. De acordo com o Conselho Nacional Sueco do Patrimônio, trata-se de um monumento da Idade do Ferro, anterior à era dos Vikings, que marcava o acesso ao histórico centro comercial e religioso do país.
Arqueólogos suecos anunciaram nesta sexta-feira (18) a descoberta do maior monumento da Idade do Ferro do país, na região do Velho Upsal, anterior à era viking.
Os pesquisadores se preparavam para escavar o solo para a construção de uma nova linha de trem, 70 km ao Norte de Estocolmo, quando se depararam com duas fileiras de pilares de madeira.
Lena Borenius-Joerpeland, arqueóloga do Conselho Nacional Sueco do Patrimônio, indicou que o monumento, perto de uma necrópole da Idade do Ferro escandinava, parece remontar ao século 5.
A maior das duas fileiras tem um quilômetro de extensão e conta com 144 pilares. A outra tem a metade disso. "Os pilares eram altos, talvez medindo entre oito e dez metros", explicou Lena.
"Eram vistos a uma grande distância e, provavelmente, marcavam o acesso ao Velho Upsal", prosseguiu. "Poderia se tratar de uma demarcação territorial ou religiosa", acrescentou.
Hoje só se encontram conservados alguns restos de pilares, e os buracos nos quais eles estavam colocados. Na Idade do Ferro na Escandinávia, o Velho Upsal era um importante centro de comércio, religião, artesanato e administração judicial.
Os arqueólogos encontraram também ossos de cavalos, vacas e porcos nos buracos dos pilares: provas, segundo eles, de que ali eram sacrificados animais.
No entanto, quem ergueu o monumento e com que propósito permanece um mistério. "Poderia ser um marco territorial ou uma demarcação religiosa", disse.
Fonte - CFVV Sul de Minas  25/102013

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Cientistas russos confirmam a descoberta de nova ilha no Ártico

Ciência

Terra de Francisco José tem área de 16 mil quilômetros quadrados

Uma expedição da Frota do Norte, da Marinha russa, confirmou na segunda-feira, 23, a existência de uma nova ilha na Terra de Francisco José, arquipélago polar russo situado entre o Mar de Barents e o Oceano Glacial Ártico. Segundo o capitão Vadim Serga, durante pesquisas hidrográficas na região, os exploradores descobriram um estreito no lugar do istmo que ligava as duas partes da ilha de Northbrook, dividindo-a, assim, em duas.
Terra de Francisco José abrange 191 ilhas
A bordo do navio Horizont e do rebocador MB-56, eles também constataram a presença de um trecho de rochas desconhecido perto da Terra de Alexandra e registraram alterações recentes no litoral da ilha de Hall. A hipótese da formação de uma nova ilha no local foi levantada pela primeira vez por cientistas russos no ano de 2006. Mas, devido ao mal tempo e às dificuldades de acesso, só recentemente uma expedição conseguiu comprovar as suspeitas.
Informações detalhadas sobre a nova descoberta foram enviadas para o departamento de navegação e oceanografia de São Petersburgo e, em breve, uma comissão especial do governo federal se encarregará de escolher um nome para a ilha. Atualmente, a Terra de Francisco José é formada por 191 ilhas cobertas de gelo, com uma área total de aproximadamente 16 mil quilômetros quadrados.
Fonte - Diário da Russia  24/09/2013

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Petrobras anuncia mais uma descoberta no pré-sal da Bacia de Santos

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Foto - ilustração
Rio de Janeiro – A Petrobras anunciou mais uma descoberta de óleo de boa qualidade em águas ultraprofundas na camada pré-sal da Bacia de Santos. A área encontra-se a 194 quilômetros do litoral de São Paulo e a oeste das principais descobertas do pré-sal da bacia. O anúncio foi feito na noite de ontem (25), por meio de nota.
A constatação do reservatório de petróleo de 31 graus API (medida de densidade) foi feita logo na perfuração do primeiro poço do Bloco BM-S-50, localizado em uma área de fronteira exploratória.
O reservatório está a 6.150 metros de profundidade, logo abaixo da camada de sal do subsolo. A profundidade de água do local onde o poço foi perfurado é 1.871 metros. A Petrobras é a operadora do consórcio que explora o bloco, com 60% de participação. São parceiras da estatal brasileira a BG E&P Brasil (20%) e Repsol Sinopec Brasil (20%).
Fonte - Agência Brasil  26/02/2013