Mostrando postagens com marcador gás natural. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gás natural. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Petrobras confirma descoberta de gás em águas profundas na Colômbia

Energia/Petróleo - ⛽

Petrobras no mundo - A Colômbia é um dos cinco países – além do Brasil - em que a Petrobras desenvolve exploração e produção de petróleo ou gás natural. As demais operações são na América do Sul, América do Norte e na África.O poço fica a 31 quilômetros da costa, no Mar do Caribe, em uma profundidade de 804 metros. 

Bruno de Freitas Moura
Agência Brasil
Mapa Petrobras- Divulgação
A Petrobras confirmou a presença de gás em um reservatório na costa da Colômbia. A descoberta foi anunciada pela estatal nesta segunda-feira (5). O poço fica a 31 quilômetros da costa, no Mar do Caribe, em uma profundidade de 804 metros. A descoberta no poço Uchuva-2 é uma extensão da presença de gás natural no Uchuva-1, em uma lâmina d’água de aproximadamente 830 metros, conhecido desde 2022. De acordo com a companhia, a localização do poço “agrega informações relevantes para o desenvolvimento de uma nova fronteira de exploração e produção na Colômbia, reforçando o potencial volumétrico para gás na região”. A operação de Uchuva-2, que fica na Bacia de Guajira, se iniciou no último dia 19 de junho. O reservatório se encontra a 76 quilômetros da cidade de Santa Marta. A Petrobras explicou que o poço “está sendo executado em cinco fases, e o intervalo portador de gás foi constatado na fase 4 da perfuração, por meio de perfis elétricos, que serão posteriormente caracterizadas por meio de análises de laboratório”. A exploração do combustível na região é feita por um consórcio formado pela Petrobras como operadora (participação de 44,44%), em parceria com a Empresa Colombiana de Petróleos (Ecopetrol), que detém 55,56% de participação. O consórcio dará continuidade às operações para concluir o projeto de perfuração do poço até a profundidade prevista e caracterizar as condições dos reservatórios encontrados, com a previsão de realização de um teste de formação até o final do ano. A estatal afirmou no comunicado de descoberta que a atuação no Bloco Tayrona “está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria, assegurando o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética”.

Petrobras no mundo
A Colômbia é um dos cinco países – além do Brasil - em que a Petrobras desenvolve exploração e produção de petróleo ou gás natural. As demais operações são na América do Sul, América do Norte e na África. Na Argentina, por meio da subsidiária Petrobras Operaciones S.A., a companhia detém uma participação de 33,6% no ativo de produção Rio Neuquén. Na Bolívia, produz gás principalmente nos campos de San Alberto e San Antonio, com 35% de participação em cada um desses contratos de operação de serviços, que são operados principalmente para fornecer gás ao Brasil e à Bolívia. Nos Estados Unidos, a atuação se dá em campos em águas profundas no Golfo do México, com participação de 20% da Petrobras America Inc., formando com a Murphy Exploration & Production Company a joint venture MPGoM. Em 8 de fevereiro de 2024, a Petrobras concluiu a aquisição de participações em três blocos exploratórios em São Tomé e Príncipe, país da costa ocidental da África. A operação marcou a retomada das operações exploratórias no continente africano, com o objetivo de diversificar o portfólio, e está alinhada à estratégia de longo prazo da estatal.
Fonte - Agência Brasil 05/08/2024

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Primeiro ônibus do país movido a GNV e biometano vem a Salvador

Transportes  🚌

O ônibus, climatizado, com plataforma elevatória e capacidade para até 110 passageiros, fará a linha Salvador - Praia do Forte, pela empresa Atlântico Transportes e Turismo, até segunda-feira (26), com os mesmos preços de passagens já praticados no trajeto

Da Redação
foto - divulgação/Seinfra BA
A partir da próxima quarta-feira (21), as ruas da capital baiana contarão, pela primeira vez, com a circulação de um ônibus movido a gás natural veicular (GNV) e biometano. Trata-se de uma ação da Companhia de Gás da Bahia - Bahiagás, em parceria com a Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra) e a montadora Scania, com o objetivo de demonstrar os benefícios econômicos e ambientais do uso do combustível no transporte público, bem como estimular a futura adoção deste tipo de equipamento. O ônibus, climatizado, com plataforma elevatória e capacidade para até 110 passageiros, fará a linha Salvador - Praia do Forte, pela empresa Atlântico Transportes e Turismo, até segunda-feira (26), com os mesmos preços de passagens já praticados no trajeto. Durante esse período, o veículo vai operar seguindo as orientações de higiene e segurança como parte do combate à Covid-19. "Esta fase de demonstração do novo equipamento da Scania é muito importante para que as autoridades, os empresários do setor e a própria população percebam as vantagens de usar o GNV também nas frotas do transporte coletivo, diminuindo a emissão de poluentes e trazendo mais economicidade. Isso abre uma perspectiva para que, futuramente, este tipo de veículo possa fazer parte do nosso cotidiano", destaca o diretor-presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza. Ter ações como essa permite atuar no presente visando o futuro. A Bahia é líder na produção de energia eólica, energia solar, tem alto potencial de biomassa e está crescendo com o gás natural. "Essa demonstração vai mostrar que é possível utilizar veículos a gás e que, além da economia, também será importante para o meio ambiente. O estado segue dando sua contribuição para que o Acordo de Paris, aceito pelo Brasil em 2016, seja cumprido com o objetivo de minimizar a ameaça da mudança climática no mundo", ressalta o secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti. Benefícios ambientais Na comparação com o diesel, um dos principais benefícios proporcionados por este ônibus é a preservação do meio ambiente. "A dependência 100% ao diesel fica mais difícil do ponto de vista da sustentabilidade para melhorar o planeta e o bem estar da sociedade. Neste momento, o ideal para o Brasil é o ônibus movido a gás natural veicular (GNV) e biometano, que se enquadra nos três pilares sustentáveis: econômico, social e ambiental", afirma o gerente de Vendas de Soluções de Mobilidade da Scania no Brasil, Fábio D'Angelo. "Nossa solução para a mobilidade urbana sustentável e eficiente contribui para a redução das emissões dos gases de efeito estufa (CO2), de material particulado e óxido de nitrogênio (NOx), extremamente nocivos para o ser humano", acrescenta. Outro ponto relevante é a diminuição do custo operacional ao proprietário. A depender das condições de operação e levando em conta os atuais preços praticados dos dois combustíveis, a redução do custo por quilômetro rodado pode ser de até 20%. Além disso, o motor chega a ser 20% mais silencioso do que outros similares a diesel. Fonte: Ascom / Bahiagás
Com informações da Seinfra BA 20/10/2020


CURIOSIDADE

A cidade de Salvador na década de 80,teve um pequena frota de ônibus do tipo MB O364-355/5 turbo,da empresa pública municipal,Transur, que operou durante algum tempo movida a gás natural, GNV.  
foto - Web


terça-feira, 30 de julho de 2019

Gás natural terá mercado livre na Bahia

Infraestrutura/Gás Natural  ⛽

A partir dessa regulamentação, a Bahiagás poderá utilizar a estrutura que possui para realizar o transporte do gás adquirido pelos consumidores. Ou seja, não haverá mais a necessidade que a Petrobras faça parte do processo.

Da Redação
Foto - Ascom/Bahiagás
A política do Governo do Estado da Bahia de ofertar gás mais barato para consumidores e indústrias dá mais um passo com a regulamentação do serviço de movimentação de gás canalizado no estado. O objetivo é dinamizar o mercado, reduzir custos para grandes e pequenos consumidores e estimular investidores da área. 
"Essa medida aumenta a competitividade das empresas e permite ao consumidor, principalmente o pequeno, ter acesso a qualquer fornecedor e comprar gás mais barato", explica Marcus Cavalcanti, secretário de Infraestrutura da Bahia (Seinfra). A partir dessa regulamentação, a Bahiagás poderá utilizar a estrutura que possui para realizar o transporte do gás adquirido pelos consumidores. Ou seja, não haverá mais a necessidade que a Petrobras faça parte do processo.
A mudança, além de estabelecer normas que visam a ampliação do uso do gás como produto energético e matéria prima, incentiva o desenvolvimento do estado e garante a sustentabilidade da concessão existente para a exploração do serviço de distribuição de gás.
A resolução que vai regulamentar a distribuição de gás no estado da Bahia vai receber contribuições durante a consulta pública, realizada pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (AGERBA), em Salvador, até 19 de agosto. Já a audiência pública está prevista para acontecer dia 30 de agosto.
Com informações da Seinfra BA  30/07/2019

terça-feira, 21 de março de 2017

Bahia terá maior duto de distribuição de gás natural do Nordeste

Infraestrutura  ⛽

O Gás Sudoeste é o principal projeto do Plano Plurianual de Investimentos 2017-2021 da Bahiagás. Com extensão total de 306 quilômetros e investimentos da ordem de R$ 505 milhões, o duto de distribuição passará por 13 municípios e será o maior do Nordeste e o segundo maior do Brasil. Objetiva o provimento de gás natural aos setores industrial, comercial e automotivo, com destaque para as grandes mineradoras instaladas na região

Da Redação
foto - divulgação/Secom
A Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás), em prosseguimento ao seu Plano de Investimentos e ao Plano de Interiorização do Fornecimento de Gás Natural, publicou na edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial do Estado o Edital de Concorrência 0002/2017 destinado à contratação de empresa ou consórcio especializado para a execução dos serviços de construção e montagem do 1º trecho do Gás Sudoeste - Duto de Distribuição de Gás Natural do Sudoeste.
Essa primeira etapa da obra, com aproximadamente 73 quilômetros de extensão, em dutos com diâmetro de 10 polegadas e montagem de três estações de Distribuição de Gás Natural, tem prazo estimado de conclusão de 18 meses e custo total orçado em 67,7 milhões. A intervenção parte da divisa entre as cidades de Ipiaú e Itagibá, passando pelos municípios de Aiquara e Itagi, chegando até Jequié. Nestas localidades, o energético atenderá aos segmentos industrial e comercial, com foco no ramo de alimentos e bebidas.
O Gás Sudoeste é o principal projeto do Plano Plurianual de Investimentos 2017-2021 da Bahiagás. Com extensão total de 306 quilômetros e investimentos da ordem de R$ 505 milhões, o duto de distribuição passará por 13 municípios e será o maior do Nordeste e o segundo maior do Brasil. Objetiva o provimento de gás natural aos setores industrial, comercial e automotivo, com destaque para as grandes mineradoras instaladas na região.
O diretor-presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, defende a importância dos investimentos para o alcance dos objetivos da Companhia. “O plano é ir cada vez mais longe. Levar os benefícios e vantagens competitivas do gás natural para um número cada vez maior de clientes e continuar atendendo com qualidade aos diversos segmentos de mercado, com segurança, rentabilidade e responsabilidade socioambiental”, afirma Gavazza. Para ele, estes propósitos contribuem com a ampliação das zonas de desenvolvimento do estado.

Desenvolvimento
A Bahiagás está expandindo a sua área de atuação, inovando e se modernizando cada vez mais, em cumprimento ao seu maior compromisso, que é o de levar o desenvolvimento para todo o conjunto de regiões do estado. A Companhia fornece um energético versátil, que pode ser usado para cocção, aquecimento de água e climatização, além de ser seguro, prático e mais vantajoso do ponto de vista econômico e ambiental.
De acordo com o secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, a ideia é ampliar cada vez mais a interiorização da matriz energética de gás na Bahia. “O novo gasoduto vai suprir o fornecimento da região sudoeste, na primeira etapa, chegando até Jequié e no futuro será estendido até Brumado, no oeste baiano”.
A Bahiagás, concessionária estadual dos serviços de distribuição de gás natural canalizado, é uma empresa de economia mista, controlada pelo Governo do Estado e vinculada à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). Tem como acionistas o Estado da Bahia, a Gaspetro, subsidiária da Petrobras, e Mitsui Gás e Energia do Brasil.
Com  informações  da Secom  21/03/2017

sábado, 10 de dezembro de 2016

Urucu completa 30 anos de exploração de petróleo em plena Amazônia

Economia/Petróleo

Descoberta em 1986 no coração da Amazônia, em Coari, a cerca de 650 quilômetros de Manaus, Urucu chama a atenção pelo desafio de produzir petróleo com respeito ao meio ambiente e redução dos impactos da atividade sobre a região.Foi necessário que o geólogo responsável pelo projeto amazônico fosse à sede da estatal,no Rio de Janeiro, para convencer a diretoria a manter as tentativas.E a descoberta de Urucu significou que ele estava certo e selou o destino da atividade da empresa na região.

Nielmar de Oliveira
Enviado especial*-Agência Brasil
Agência Petrobras/Geraldo Falcão
Já se passaram 30 anos desde que o petróleo jorrou pela primeira vez do poço pioneiro Rio Urucu número 1 (RUC-1), que deu origem à Província Petrolífera de Urucu, no Amazonas, maior reserva provada terrestre de óleo equivalente (petróleo e gás natural) do país.
Descoberta em 1986 no coração da Amazônia, em Coari, a cerca de 650 quilômetros de Manaus, Urucu chama a atenção pelo desafio de produzir petróleo com respeito ao meio ambiente e redução dos impactos da atividade sobre a região.
O óleo de Urucu, um dos mais leves produzidos no país (quanto mais leve, melhor a qualidade), facilita o seu processamento nas refinarias e permite o aproveitamento na produção de gasolina, nafta petroquímica, óleo diesel e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).
Em outubro deste ano, o complexo registrou a produção de 35.387 barris de petróleo por dia e 13,9 milhões de metros cúbicos de gás natural, além de 1,2 tonelada de GLP, o equivalente a 112 mil botijões de gás de cozinha.
Se comparada aos 100 mil barris/dia de uma única unidade do pré-sal, a produção de Urucu é pequena, mas fundamental para o abastecimento da Região Norte e parte do Nordeste, além de ter papel importante na atividade econômica do Amazonas, com participação de cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.

A chegada à Amazônia nos anos 1980

O engenheiro de produção Ivaldo Santos da Silva, 34 anos de Petrobras, 30 dos quais dedicados à Urucu, lembra das dificuldades de instalação do complexo em meio à mata fechada, numa obra grandiosa. “Isto aqui era mata cerrada e lamaçal. Não era incomum encontrarmos onças, cobras e todo tipo de animal. Era aventura pura, estilo Indiana Jones mesmo. Todo transporte de material e de pessoas era feito pelo Rio Urucu. Os equipamentos, máquinas, tratores e sondas eram desmontadas e carregados pelo meio da mata fechada e enlameada nas costas mesmo. Desmontava-se tudo, colocava-se tábuas para reduzir os atoleiros e, em meio as clareiras que eram abertas, se montava tudo de novo”, conta, emocionado.
O gerente da Província de Urucu, João Roberto Rodrigues, há 29 anos no projeto, recorda outro desafio da criação da base de exploração na Amazônia: a concorrência com a Bacia de Santos, que era prioridade da Petrobras na época por causa dos 100% de chances de acerto na perfuração dos poços e do retorno rápido e garantido do investimento, ao contrário de Urucu, onde a exploração ainda era incerta. Foi necessário que o geólogo responsável pelo projeto amazônico fosse à sede da estatal, no Rio de Janeiro, para convencer a diretoria a manter as tentativas.
“E a descoberta de Urucu significou que ele estava certo e selou o destino da atividade da empresa na região. Era a última bala, a última chance e ele provou que estava certo com a descoberta do poço pioneiro RUC-1. E aí houve a decisão pelos investimentos na região, o retorno do pessoal que já havia deixado o local, além do deslocamento de mais funcionários para a região”, relembra Rodrigues.
Se em 1986 apenas 62 pessoas presenciaram o momento em que o petróleo jorrou pela primeira vez na Amazônia, hoje Urucu tem cerca de 1,2 mil trabalhadores.
“Estarmos aqui, com todo esta estrutura, é resultado de muito sonho nosso. A companhia sempre foi muito importante para o país. E o legado que a gente deixa é este aqui, é o fato de que Urucu é importante para o desenvolvimento da região e para a geração de empregos para muita gente que não teria uma oportunidade como esta não fosse o sonho de alguns exploradores há 30 anos”, acrescenta o gerente.

Cuidados ambientais
Segundo a Petrobras, o custo de extração de petróleo e gás natural de Urucu está entre os menores no país, apesar dos desafios de logística e operação em plena selva. A localização exigiu da estatal cuidados adicionais na implantação do projeto, que incluíram o reflorestamento das áreas abertas e o maior reaproveitamento possível do que é retirado da natureza.
Os troncos das árvores derrubadas nas áreas em que estão os poços, por exemplo, são transformados em bancos e os restos de comida, em adubo. A energia para o funcionamento do complexo é produzida em uma termelétrica movida a gás natural, com capacidade de geração de 20 Megawatts.
O trabalho de recomposição da cobertura vegetal e de catalogação das espécies retiradas das áreas de extração de óleo, entre outras medidas ambientais, tornaram Urucu referência internacional no setor. Desde o início do projeto, as áreas afetadas são recompostas de modo que apenas algumas clareiras denunciam a presença dos equipamentos na floresta.
Um viveiro natural abriga dezenas de milhares de mudas de 80 espécies nativas da Amazônia para viabilizar o programa de replantio intensivo implementado à medida que as clareiras são abertas para a perfuração dos poços. Entre as espécies catalogadas e reintroduzidas na natureza estão bromélias e orquídeas.
“Toda vez que vamos trabalhar em alguma área nova aqui na região, a gente faz a identificação nominal da árvore, o estudo e o inventário dela e entramos com o licenciamento. A partir deste inventário é feita a coleta de sementes, para desenvolvermos as mudas no viveiro, de modo que na fase pós exploratória, quando iniciamos a recuperação da área, a gente possa devolver as características originais o mais próximo possível do que era antes de desmatarmos para construir o poço”, explica engenheiro florestal Jander Muniz Rabelo.
Rodrigues, gerente da Província de Urucu, diz que os cuidados são essenciais para a continuidade da exploração petrolífera em uma área sensível como o ecossistema amazônico. “Nossa missão é produzir petróleo e gás e vamos fazer isto dentro de uma lógica de responsabilidade e respeito ao meio ambiente, caso contrário não sobreviveremos. Aprendemos que aqui temos que ficar no nosso canto, quietos, respeitando os proprietários do local, que são as árvores e os animais. A velocidade é controlada, o carro tem que parar, não atropelar os animais”, conta.
Os resíduos orgânicos produzidos no complexo viram adubo para reflorestamento e jardinagem, os recicláveis são separados e destinados a empresas licenciadas e o esgoto doméstico é tratado segundo parâmetros exigidos pela legislação. De acordo com a Petrobras, “a sucata ferrosa e os resíduos perigosos são tratados, neutralizados e destinados de acordo com as exigências legais”.

Logística
Estar dentro da mata fechada também impõe outro desafio à Província Petrolífera de Urucu: a logística. Para levar a produção da reserva aos centros urbanos, o principal caminho é o Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, construído em 2009. Com 663 km quilômetros de extensão, o duto tem capacidade para escoar até 5,5 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural de Urucu à capital do Amazonas.
Antes do gasoduto, o produto era levado a Coari em balsas pelo Rio Urucu e depois pelo Rio Solimões até Manaus, em viagens que levavam mais de uma semana.
*O repórter viajou a convite da Petrobras
Fonte - Agência Brasil  10/12/2016

segunda-feira, 29 de junho de 2015

A Bahia inaugura no final de julho o segundo maior gasoduto do País

Bahia

Bahia inaugura no fim de julho o segundo maior gasoduto do País.- O traçado previsto passa por Jequié e Maracás e ligará os municípios de Ipiaú e Brumado.

Albenísio Fonseca - TB

Sob a diretriz estratégica de interiorização do gás natural, a Bahiagás começa o segundo semestre de 2015 com a inauguração, no final de julho, do gasoduto Itabuna/Ilhéus, numa extensão de 36 km e capacidade de oferecer 300 mil metros cúbicos (m³) de gás natural por dia. A entrada em operação, contudo, além dos processos finais de vistoria da obra, depende ainda da obtenção da licença ambiental junto ao Inema.
Empresa mista composta pelo Estado da Bahia, Braspetro (subsidiária da Petrobras) e pela Mitsui Gás e Energia do Brasil - a Bahiagás inicia também, no próximo mês, a elaboração do projeto executivo para construção do Gasoduto Sudoeste, maior do Nordeste e segundo maior do país, com cerca de 380 km de extensão e capacidade de fornecer 400 mil m³/dia.
O traçado previsto passa por Jequié e Maracás e ligará os municípios de Ipiaú e Brumado. “Através de outros modais, em formato comprimido, o gás natural deverá chegar também a Vitória da Conquista, Itapetinga e Caetité”, diz Luiz Gavazza, presidente da companhia.
Nestes municípios, atenderá a indústrias, postos de GNV, estabelecimentos comerciais, hotéis e residências, além das grandes mineradoras instaladas na região.
Ganhadora do processo licitatório, em 2014, a Concremat Engenharia e Tecnologia deve firmar o contrato nos próximos dias e realizará o projeto executivo do Gasoduto Sudoeste a um custo de R$ 6,63 milhões. O trabalho está previsto para começar também em julho e tem prazo de 15 meses para ser concluído.
O edital de licitação dos serviços de construção e montagem do empreendimento somente deverá ocorrer no final de 2016. De acordo com Gavazza, “o custo total do empreendimento é de R$ 430 milhões e, se não houver imprevistos, entrará em operação no início de 2019”.
O que ele designa por “imprevistos” envolve impactos ambientais e necessidades de correções no traçado do gasoduto, “tendo em vista trechos com dificuldades geológicas, nascentes de rios e bacias hidrográficas”.
O planejamento estratégico de interiorização do gás natural foi iniciado em 2010, na região Sul do estado, beneficiando o Distrito Industrial de Itabuna e estendido ao Extremo-Sul, em 2011, fornecendo gás para o município de Eunápolis e, no ano seguinte, para Mucuri, atendendo às duas maiores empresas da Bahia no segmento da celulose, respectivamente a Suzano e a Veracel.
Em 2014, a Bahiagás obteve um faturamento de R$1,8 bilhão sob um volume total de venda de 4 milhões de m³ do combustível.
A empresa obtém o produto junto à Petrobras, através do Gasene (Gasoduto Sudeste-Nordeste), cuja extração provém de poços no Rio de Janeiro e no Espírito Santo; junto ao Consórcio Morro do Barro, em Itaparica; Manati, na Bacia de Camamu, além dos poços do Recôncavo e do Regás-Terminal de Regasseificação da Petrobras, na Baía de Todos os Santos. Nesse último caso, envolve o gás importado e que abastece, também, as termoelétricas da Chesf.
A Petrobras tem uma capacidade de fornecimento de 500 mil m³ em cadacitygate, ou posto de entrega. A Bahia detém 63% das reservas de gás natural do Nordeste e 17% das reservas do país.

Uso na hotelaria
Hotel Atlantico, Hotel Bahiamar, Hotel Tulip Inn, Hotel Intercity Premium Salvador, Hotel Mercure - Lot Aquarios, Hotel Piramide, Hotel Pituba Plaza, Hotel São Salvador (antigo Matiz), Hotel Sotero e Hotel Tarik Fontes Plaza, em Itabuna.
No âmbito hospitalar, o HGE-Hospital Geral do Estado foi a primeira unidade de saúde pública estadual a fazer uso do gás natural. O fornecimento teve início em 2010, para a substituição do óleo combustível utilizado na lavanderia e na cozinha.
Em 2011, o Hospital Geral de Camaçari (HGC) também passou a utilizar o gás natural canalizado em sua lavanderia, no refeitório e no lactário. O Hospital da Bahia (Salvador) foi o primeiro particular a consumir gás natural, com a operação tendo início em 2006.
Em 2013, a Bahiagás passou a fornecer GN para o Hospital Roberto Santos (HGRS) e ao Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira abastecendo a cozinha e o refeitório. A companhia atende, ainda, aos principais shopping centers da capital, como Salvador Shopping, Salvador Norte Shopping, Shopping da Bahia (Iguatemi), Itaigara, Paseo, Paralela e Bela Vista.
Nos últimos sete anos, o número de clientes residenciais interligados aumentou significativamente. Em 2007 eram 1.934 clientes consumindo gás natural e, em 2014, fechou o ano com cerca de 30 mil clientes consumindo e mais de 53 mil clientes contratados. Em Salvador, a Companhia atende a 23 bairros/sub-regiões.
A expansão da rede envolve os bairros da Pituba, Caminho das Árvores, Itaigara, Imbuí, Patamares, Piatã, Cidade Jardim, Candeal, Horto Florestal, Brotas, Costa Azul, Stiep e Jardim de Alah, devendo alcançar, brevemente, as regiões da Barra, Ondina, Graça e Itapuã. Também em 2014, a Bahiagás conquistou os primeiros clientes em condomínios de casas. A popularização do serviço está entre as metas traçadas pela empresa até 2017.
No segmento Termelétrico, a Bahiagás tem como cliente a UTE CHESF Camaçari, instalada no Polo Industrial de Camaçari, com capacidade de geração de 360 MW de energia elétrica e consumo potencial de gás natural de 2.750.000 m³/dia, nas suas cinco máquinas.

Principais consumidores de gás
Industrial - O principal mercado da Bahiagás é o segmento Industrial, com média de vendas de 3,4 milhões de m³/dia. O consumo se localiza principalmente no Polo Petroquímico de Camaçari, com cerca de 66% das vendas totais da Bahiagás, como também no Centro Industrial de Aratu, Feira de Santana, Alagoinhas, Eunápolis, Mucuri e Itabuna.
Automotivo - O segmento veicular foi responsável por cerca de 4% das vendas da Bahiagás em 2014, uma média de 204 mil m³/dia, distribuído por 61 postos. Além do gasoduto urbano, na capital, o produto é levado por caminhões capacitados para a descompressão do produto para a estocagem em postos distantes. As unidades abastecidas com Gás Natural Veicular (GNV) localizam-se em Salvador e em mais 14 municípios: Alagoinhas, Camaçari, Candeias, Catu, Conceição de Jacuípe, Cruz das Almas, Dias D’Ávilla, Feira de Santana, taberaba, Itabuna, Pojuca, Santo Antônio de Jesus, Simões Filho e Valença.
Comercial - O segmento comercial fechou 2014 com cerca de 320 clientes consumindo gás natural. O abastecimento no setor teve inicio em 2002 com um estabelecimento de pequeno porte no segmento hoteleiro.
Fonte - Tribuna da Bahia  29/06/2015

terça-feira, 3 de março de 2015

Produção de gás natural bate recorde em janeiro, mostra ANP

Economia

A produção de gás natural do país em janeiro deste ano foi a maior registrada atingido 96,6 milhões de metros cúbicos por dia (m/dia), mostra ANP

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
Divulgação/Petrobras
A produção de gás natural no país atingiu novo recorde em janeiro deste ano, ao alcançar a marca de 96,6 milhões de metros cúbicos por dia (m/dia). O recorde anterior foi registrado em dezembro do ano passado, com produção de 95,1 milhões (m/dia).
Os dados foram divulgados hoje (3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A produção total de petróleo e gás natural nos campos nacionais fechou o mês de janeiro em aproximadamente 3,077 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural).
Deste total, 2,469 milhões de barris diários foram de petróleo, e 96,6 milhões de metros cúbicos viabilizaram a produção recorde de gás natural.
Segundo a ANP, a produção de gás natural mostrou em janeiro de 2015 crescimento de 20,2% em relação a janeiro de 2014, com um aumento de 1,5% em comparação a dezembro do ano passado. A produção de petróleo cresceu 20,3% em relação ao mesmo mês de 2014, com queda de 1,1% referente ao mês anterior.
A produção do pré-sal, procedente de 43 poços, foi 670,1 mil barris por dia de petróleo e 24,5 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, totalizando 824,2 mil barris de óleo equivalente diários, com aumento de 1% em relação ao mês anterior.
Do total do gás natural produzido, 95,8% foram aproveitados com a queima do produto atingindo apenas 4 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de aproximadamente 16,6% em relação ao mês anterior e de 15,6% registrado em janeiro de 2014.
A ANP informou que cerca de 92,2% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras. Aproximadamente 93,4% da produção de petróleo e 75,6% de produção de gás natural foram extraídos de campos marítimos.
O Campo de Roncador, na Bacia de Campos, registrou novamente a maior produção de petróleo, com uma média diária de 346,6 mil barris. O Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de gás natural, com média de 12,1 milhões de metros cúbicos por dia.
A plataforma P-52, localizada no Campo de Roncador, produziu por meio de 17 poços, cerca de 171,1 mil barris de óleo por dia, considerada a plataforma com maior produção.
A produção procedente das bacias maduras terrestres do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas foi 167,2 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 136,5 mil barris de petróleo e 4,9 milhões de metros cúbicos de gás natural.
Em janeiro de 2015, foram responsáveis pela produção nacional 308 concessões, operadas por 22 empresas. Desse total, 83 são concessões marítimas e 225, terrestres. A produção de petróleo e gás natural no Brasil foi oriunda de 9.121 poços, sendo 835 marítimos e 8.286 terrestres. O campo que atingiu a maior produção foi o de Canto do Amaro, na Bacia Potiguar, com 1.107 poços. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores, responsável por 61 no total.
Fonte - Agência Brasil  03/03/2015

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Governo quer substituir diesel utilizado em termelétricas por gás natural

Economia

“Queremos fazer um estudo para substituir por um combustível mais barato e mais adequado do ponto de vista ambiental. Entre eles, o GNL, que hoje está sobrando no mercado internacional e tem preço altamente competitivo”, disse Braga.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil* 
Eduardo Braga defende uso de combustivel mais barato
 por termelétricas - Wilson Dias/Agência Brasil
O Ministério de Minas e Energia produzirá um estudo para viabilizar a substituição do óleo diesel atualmente usado em usinas termelétricas por gás natural liquefeito (GNL). De acordo com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, atualmente há cerca de 2,5 mil megawatts (MW) gerados a custos muito altos.
“Queremos fazer um estudo para substituir por um combustível mais barato e mais adequado do ponto de vista ambiental. Entre eles, o GNL, que hoje está sobrando no mercado internacional e tem preço altamente competitivo”, disse Braga. Conforme o ministro, o custo de geração de energia térmica com diesel é R$ 600 por MW, enquanto o com GNL é R$ 210.
Outra medida a ser adotada pelo governo é o aumento para 48 meses do prazo para que as distribuidoras de energia paguem pelos empréstimos tomados para cobrir gastos extras com uso de termelétricas. Para o ministro, a medida diluirá o reajuste para os consumidores. Segundo ele, o governo também está preparando uma campanha para informar os consumidores sobre o sistema de bandeiras tarifárias, que repassa para a conta de luz o custo mais alto do uso de energia térmica.
Amanhã (30), Braga participa de uma reunião do conselho do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que apresentará relatório sobre a falta de energia registrada em vários estados na semana passada.
O ministro informou que, naquele dia, um banco de capacitores da linha de transmissão estava sem funcionar corretamente. “Aquela linha tinha de estar funcionando com contingenciamento. Tínhamos de reduzir a quantidade de energia que passa pela linha por causa da inexistência do banco de capacitores”, disse Braga. Segundo ele, os capacitores foram restabelecidos esta semana.
Eduardo Braga lembrou que a situação atual do setor elétrico é diferente da registrada no sistema de abastecimento de água, já que a transmissão de energia é possível de uma região para a outra.
Ele ressaltou que os reservatórios do Sul e do Norte estão mais cheios e que essas regiões podem transmitir energia para outras. “Temos vários mecanismos para remanejar energia e equilibrar os estoques hídricos nos reservatórios do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Por enquanto, isto ainda não pode ser feito no setor de abastecimento de água”, concluiu.
*Colaborou Pedro Peduzzi
Fonte - Agência Brasil  29/01/2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

PETROBRAS anuncia descoberta de petróleo na Bacia de Sergipe

Economia

A descoberta se deu a partir de um dos poços pioneiros que a estatal vem perfurando na região. Sergipe/Alagos)Segundo a empresa, o óleo é de boa qualidade (petróleo leve), entre 37 e 40 graus API – medida que determina a qualidade.

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A Petrobras anunciou, na noite dessa quinta-feira (8), a descoberta de óleo leve e gás natural na área de Farfan, em águas ultraprofundas do bloco marítimo Sergipe/Alagoas 11, localizado na Bacia de Sergipe.
A descoberta se deu a partir de um dos poços pioneiros que a estatal vem perfurando na região. Segundo a empresa, o óleo é de boa qualidade (petróleo leve), entre 37 e 40 graus API – medida que determina a qualidade.
Os resultados ratificam a descoberta de óleo leve e gás na área de Farfan, conforme comunicado feito ao mercado no dia 9 de agosto de 2013. Essa perfuração também constatou a presença de nova acumulação de óleo leve em reservatório mais profundo, com espessura de 28 metros.
Localizado a 107 quilômetros (km) da cidade de Aracaju, a 5,7 km do poço descobridor e em profundidade de água de 2.492 metros, o poço alcançou a profundidade final de 5.900 metros e, no momento, encontra-se em avaliação.
A empresa informou ainda que essa acumulação integra o projeto exploratório da Bacia Sergipe-Alagoas em águas profundas, conforme previsto no Plano de Negócios e Gestão da Petrobras para o período 2014-2018.
A Petrobras informou que dará continuidade ao Plano de Avaliação da Descoberta, conforme aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. A estatal brasileira é a operadora do consórcio (60%) em parceria com a IBV-BRASIL (40%).
Fonte - Agência Brasil  09/01/2014

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Produção de petróleo chegou a 2,35 milhões de barris em novembro

Economia

Os dados foram divulgados na noite de ontem (6) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis (ANP) e indicam que a produção de petróleo cresceu 13,3% em relação a novembro de 2013....

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de novembro do ano passado alcançou 2,9 milhões de barris por dia. Deste total, a produção de petróleo atingiu 2,35 milhões de barris e a de gás natural, 91,7 milhões de metros cúbicos.
Os dados foram divulgados na noite de ontem (6) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis (ANP) e indicam que a produção de petróleo cresceu 13,3% em relação a novembro de 2013, mas teve queda de 1,5% na comparação com com o mês imediatamente anterior.
Já a produção de gás natural cresceu 16% quando comparada a novembro de 2013, também fechando em queda quando comparada a outubro: 1,1%. Segundo a ANP, a queda de outubro para novembro decorreu, em grande parte, de paradas programadas para manutenção realizadas em algumas plataformas em novembro.
Os dados indicam, ainda, que a produção de petróleo proveniente dos 42 poços da região do pré-sal chegou em novembro a 602,3 mil barris diários de petróleo e a 20,9 milhões de metros cúbicos (m³) de gás natural. Em sua totalidade, a produção de óleo equivalente (petróleo e gás) chegou a 733,6 mil barris de óleo por dia, redução de 0,8% em relação ao mês anterior.
Segundo a ANP, o aproveitamento do gás natural no mês chegou a 95,2%, com a queima do produto atingindo em outubro 4,4 milhões de m3 por dia, aumento de aproximadamente 13,7% em relação ao mês anterior e de 16,2% em relação a novembro de 2013.
As informações levam ainda a constatação de que 91,5% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras, o equivalente a 93% da produção de petróleo do país.
Fonte - Agência Brasil  07/01/2015

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Petrobras faz nova descoberta de gás na Bacia do Espírito Santo

Economia

Esse poço, localizado a 81 km da cidade de Vitória (ES), na área da concessão de produção de Golfinho, comprovou a presença de gás e condensado, de acordo com dados de perfilagem e teste a cabo

Douglas Corrêa 
Repórter da Agência Brasil
Divulgação/Petrobras
A Petrobras informou, hoje (24), a descoberta de acumulação de hidrocarbonetos em águas profundas, no pós-sal da Bacia do Espírito Santo, por meio da perfuração do poço, conhecido como Lontra, em água profunda de 1.319 metros.
Esse poço, localizado a 81 km da cidade de Vitória (ES), na área da concessão de produção de Golfinho, comprovou a presença de gás e condensado, de acordo com dados de perfilagem e teste a cabo. De acordo com a companhia, os reservatórios foram identificados a 3.055 metros de profundidade e a perfuração do poço foi finalizada em 3.238 metros.
A Petrobras opera e detém 100% da concessão de produção do Campo de Golfinho.
Fonte - Agência Brasil 24/10/2014

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Produção de petróleo e gás bate recorde em agosto

Economia

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o volume é o maior já registrado, superando o do mês anterior, quando a produção de petróleo e gás natural totalizou 2,82 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

Douglas Corrêa 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de agosto atingiu 2,89 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia, sendo 2,326 milhões de barris diários de petróleo e 90,9 milhões de metros cúbicos de gás natural. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o volume é o maior já registrado, superando o do mês anterior, quando a produção de petróleo e gás natural totalizou 2,82 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
Segundo a ANP, a produção de petróleo também superou a marca de 2,267 milhões de barris por dia, alcançada no mês anterior. Houve aumento de 2,6% na produção de petróleo em relação a julho de 2014 e de 15,7% na comparação com agosto de 2013. A produção de gás natural superou em 3,4% a do mês anterior, de 87,9 milhões de metros cúbicos por dia e em 18,1% a de agosto de 2013.
A produção no pré-sal aumentou 11% em relação ao mês anterior, totalizando 647 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 533 mil barris diários de petróleo e 18,1 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A produção teve origem em 35 poços, localizados nos campos de Baleia Azul, Baleia Franca, Jubarte, Barracuda, Caratinga, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá, Trilha e nas áreas de Iara e Entorno de Iara.
O aproveitamento do gás natural no mês foi 95%. A queima de gás natural em agosto foi 4,549 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de aproximadamente 1% em relação ao mês anterior e de 38,5% em relação a agosto de 2013. Os principais motivos para o aumento da queima de gás natural foram os comissionamentos das plataformas P-55 e P-62, ambas localizadas no campo de Roncador.
Fonte - Agência Brasil  03/10/2014

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Produção de petróleo e gás natural no Brasil é recorde em julho

Economia

Os dados constam do Boletim da Produção da ANP. A produção de petróleo aumentou 1% em julho, em comparação com o mês anterior, e 14,8% ante julho do ano passado. Já a produção de gás natural subiu 1,5% em relação a junho deste ano e 12% contra julho de 2013.

Alana Gandra 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A produção brasileira total de petróleo e gás natural atingiu o recorde de 2,82 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) por dia em julho, informou hoje (2) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Desse total, foram 2,267 milhões de barris diários de petróleo e 87,9 milhões de metros cúbicos de gás natural.
Os dados constam do Boletim da Produção da ANP. A produção de petróleo aumentou 1% em julho, em comparação com o mês anterior, e 14,8% ante julho do ano passado. Já a produção de gás natural subiu 1,5% em relação a junho deste ano e 12% contra julho de 2013.
O boletim mostra diminuição de 0,1% na produção em 34 poços do pré-sal em julho, na comparação com junho, somando 582,8 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 480,8 mil barris diários de petróleo e 16,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Os poços estão localizados nos campos de Baleia Azul, Baleia Franca, Jubarte, Barracuda, Caratinga, Búzios, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá e Trilha e nas áreas de Iara e entorno de Iara, informou a ANP. Na comparação com julho do ano passado, houve aumento. Naquele mês em 2013, a produção média no pré-sal atingiu 358,8 mil barris de óleo equivalente/dia – 296,4 mil barris diários de petróleo e 9,9 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
Segundo a ANP, 90,7% da produção de petróleo e gás natural foram oriundos de campos operados pela Petrobras. Do total, 92,5% do petróleo e 73,5% do gás natural produzidos foram extraídos de campos marítimos. O campo que mais produziu petróleo em julho foi Roncador, na Bacia de Campos, com média de 273,1 mil barris por dia.Na produção de gás, o líder foi o campo de Mexilhão, situado na Bacia de Santos, com média de 6,8 milhões de metros cúbicos/dia.
O boletim informa ainda que o aproveitamento do gás natural em julho alcançou 94,9%. A queima de gás natural foi em torno de 4,5 milhões de metros cúbicos por dia no mês, registrando expansão de 5,6% na comparação com junho. Em relação a julho de 2013, o aumento ficou em 54,4%. De acordo com a ANP, o incremento da queima de gás natural resultou, principalmente, do comissionamento da plataforma P-58, que iniciou operação nos campos de Baleia Azul, Baleia Franca e Jubarte.
Fonte - Agência Brasil  02/09/2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Produção de petróleo bate recorde em junho

Petrobras

No total, a produção de petróleo e gás natural no Brasil em junho atingiu 2,79 milhões de barris de óleo equivalente por dia, volume superior ao de maio, quando totalizou 2,721 milhões de barris.-De acordo com a ANP, o aproveitamento do gás natural no mês chegou a 95,1%. 

Flavia Villela 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A produção de petróleo no Brasil atingiu recorde de 2,246 milhões de barris por dia em junho e superou o recorde anterior de 2,231 milhões de barris registrado em janeiro de 2012. informou hoje (7) a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Houve aumento de 2,6% na produção de petróleo em relação a maio de 2014 e de 6,9% na comparação com junho de 2013.
A produção de gás natural chegou a 86,6 milhões de metros cúbicos e superou em 2,4% a do mês anterior, de 84,5 milhões de metros cúbicos por dia, e em 8,2% a de junho de 2013.
No total, a produção de petróleo e gás natural no Brasil em junho atingiu 2,79 milhões de barris de óleo equivalente por dia, volume superior ao de maio, quando totalizou 2,721 milhões de barris.
A produção no pré-sal aumentou 6,2% em relação ao mês anterior e chegou a 583,2 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 478 mil barris de petróleo e 16,7 milhões de metros cúbicos de gás natural.
De acordo com a ANP, o aproveitamento do gás natural no mês chegou a 95,1%. A queima de gás natural em junho foi cerca de 4,3 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de aproximadamente 9,9% em relação ao mês anterior e aumento de 14,7% em relação a junho de 2013.
Em torno de 90% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras.
Aproximadamente 92,4% da produção de petróleo e 73,5% da produção de gás natural do Brasil foram extraídos de campos marítimos. O Campo de Roncador, na Bacia de Campos, foi o que registrou maior produção de petróleo, com média de 256,2 mil barris por dia. O maior produtor de gás natural foi o Campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, com média diária de 6,6 milhões de metros cúbicos.
A ANP informou também que, em junho, 303 concessões, operadas por 24 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 82 são concessões marítimas e 221, terrestres.
Fonte - Agência Brasil  07/08/2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Pré-sal impulsiona recordes na entrega de gás

Economia

Recentemente, a companhia também atingiu a marca na produção mensal em dois meses consecutivos: 65,4 milhões de m³/dia em maio e 66,4 milhões 

AP
Foto -  Agência Petrobras
A Petrobras bateu recorde na entrega diária de gás natural nacional ao mercado, atingindo a marca de 48,1 milhões de metros cúbicos (m³), no último dia 14 de julho. O volume equivale a 8,6 milhões de metros cúbicos a mais que a média fornecida no primeiro trimestre deste ano (39,5 milhões de m³/dia). Recentemente, a companhia também atingiu a marca na produção mensal em dois meses consecutivos: 65,4 milhões de m³/dia em maio e 66,4 milhões m³/dia em junho. O destaque do mês foi o início do escoamento do gás produzido nas plataformas P-58, na área Norte do Parque das Baleias, no pré-sal da Bacia de Campos; e FPSO Cidade de Paraty, na área de Lula Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos.
O escoamento do gás para as Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs) de Cacimbas (P-58) e Caraguatatuba (Cidade de Paraty) permitiu a elevação não apenas da produção de gás, mas também dos líquidos, como Gás Liquefeito de Petróleo e C5+ (produto que dá origem à nafta, gasolina , entre outros) produzidos nessas UPGNs. O início do escoamento de gás dessas plataformas teve influência direta no novo recorde diário de entrega de gás natural nacional ao mercado.
O nível de aproveitamento do insumo foi dos mais altos já registrados pela empresa. No mês de junho, o índice chegou a 94,5% para fornecimento ao mercado, geração de energia nas plataformas ou ainda para reinjeção nos reservatórios com o objetivo de elevar a produção de petróleo. Se for considerado apenas o aproveitamento de gás do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, o índice chega a 97,7%.
Fonte - Agência Petrobras  28/07/2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

China e Rússia celebram acordo de gás de 292 bilhões de euros

Internacional

O acordo entre a russa Gazprom e a Companhia Nacional de Petróleo da China (CNPC) foi celebrado pelos presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping, no segundo dia de uma visita de Estado do líder russo à China.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
A Rússia e a China assinaram hoje (21) um acordo para fornecimento de gás natural russo nos próximos 30 anos, um negócio que vale o equivalente a 292 bilhões de euros (cerca de R$ 886 bilhões).
O acordo entre a russa Gazprom e a Companhia Nacional de Petróleo da China (CNPC) foi celebrado pelos presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping, no segundo dia de uma visita de Estado do líder russo à China. Dessa forma, a Rússia diversifica seus mercados de gás natural depois da crise na Ucrânia, que fez o Ocidente ameaçar o país com sanções econômicas.
Com o acordo, em negociação há dez anos, espera-se que a China receba 38 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano, no que é o maior contrato que a Gazprom já fez. O gás será transportado pelo gasoduto Poder da Sibéria, que chega à China por meio da fronteira leste com a Rússia e abastece as províncias chinesas do Norte.
Fonte - Agência Brasil  21/05/2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Petrobras divulga previsão de que produção vai crescer 7,5% em 2014

Economia

A previsão foi feita durante detalhamento dos resultados financeiros e operacionais do primeiro trimestre deste ano, quando a companhia fechou com lucro operacional de R$ 7,6 bilhões, resultado 8% superior ao do último trimestre de 2013.....

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, em conferência com investidores e analistas do mercado, estimou hoje (12) que a estatal deve registrar aumento da produção de petróleo ao longo deste ano de cerca de 7,5%.
A previsão foi feita durante detalhamento dos resultados financeiros e operacionais do primeiro trimestre deste ano, quando a companhia fechou com lucro operacional de R$ 7,6 bilhões, resultado 8% superior ao do último trimestre de 2013, mas com um lucro líquido de R$ 5,4 bilhões, nesse caso representando uma queda de 14% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Ao comentar o resultado da produção do primeiro trimestre, que fechou com uma extração média diária de 2,01 milhões de barris de petróleo e gás natural, Graça Foster lembrou que novos sistemas de produção já entraram ou entrarão em produção nos próximos meses deste ano, com reflexos diretos na elevação da produção de petróleo e gás natural.
Graça destacou que este aumento da produção já vem se verificando desde fevereiro, com intensificação agora em maio, com a interligação de poços de alta produtividade às novas plataformas que estão entrando em operação e que adicionarão cerca de 120 mil barris de petróleo por dia. “Nós já interligamos até agora 20 novos poços, e a nossa expectativa é a de que fecharemos o ano com essa interligação atingindo 65 poços, o que refletirá no aumento da produção”, avaliou.
Graça admitiu que está havendo um atraso médio de cinco meses na entrega de novas plataformas por parte dos estaleiros, mas que ainda assim acredita no cumprimento da meta de aumento da produção de cerca de 7,5% agora em 2014, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. "Claro que cinco meses é ruim para qualquer planejamento e que quanto mais cedo [entrar em operação] melhor para a empresa”, admitiu.
As declarações da presidenta da Petrobras foram dadas em companhia dos diretores Almir Barbassa (Finanças e de Relações com Investidores), José Alcides Santoro (Gás e Energia), José Carlos Cosenza (Abastecimento) e José Formigli (Exploração e Produção), durante durante videoconferência com investidores e analistas pela internet, quando foi feito o detalhamento dos resultados financeiros e operacionais do primeiro trimestre de 2014.
Fonte - Agência Brasil  12/05/2014

VEJA TAMBÉM  - Dez perguntas e respostas para entender a compra de Pasadena

domingo, 11 de maio de 2014

Gigantes globais de petróleo voltam a ter queda no lucro

Economia

Segundo analistas, os números só não foram mais fracos em algumas companhias porque o preço do gás natural subiu no período e ajudou a melhorar parte dos indicadores - O setor de energia, que nos EUA inclui as petroleiras, gás natural, carvão e outros segmentos, como refino e distribuição, foi o com pior desempenho de resultados financeiros no primeiro trimestre....

Agência Estado
foto - ilustração
As gigantes de petróleo dos Estados Unidos voltaram a apresentar redução no lucro e nas receitas no primeiro trimestre deste ano. A produção de petróleo segue em queda e, além disso, as margens fracas no refino do óleo, aumento de custos e o inverno rigoroso no Hemisfério Norte contribuíram para o segmento ficar com o pior desempenho de resultados entre todos os setores das bolsas em Wall Street. Os números só não foram mais fracos em algumas companhias, destacam os analistas, porque o preço do gás natural subiu no período e ajudou a melhorar parte dos indicadores.
O setor de energia, que nos EUA inclui as petroleiras, gás natural, carvão e outros segmentos, como refino e distribuição, foi o com pior desempenho de resultados financeiros no primeiro trimestre, com queda de 4,1% nos ganhos, segundo a FactSet, empresa especializada em calcular consensos de analistas. Quando se olha apenas os resultados do subsegmento de petróleo e gás, a queda nos ganhos foi ainda maior, de foi 27%.
O setor de energia foi o único a apresentar faturamento estagnado no período, enquanto que, no geral, as receitas cresceram 2,8%, de acordo com a FactSet. Quando se considera apenas o subsegmento de petróleo e gás, a queda foi de 10% no faturamento. Uma das únicas exceções foi a ConocoPhillips, com alta de 9,5% no faturamento, mas que também teve lucro menor que no primeiro período de 2013.
A piora dos resultados do setor de energia foi puxada pelas duas gigantes de petróleo. A Chevron, segunda maior empresa do setor nos EUA, registrou queda de 27% no lucro no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado e de 6,3% nas receitas, números abaixo do esperado pelos analistas. A ExxonMobil, maior petroleira do país e do mundo, teve queda de 4% nos ganhos e de 1,5% no faturamento. Foi o quarto trimestre consecutivo que a Exxon mostrou redução de resultados. Apesar disso, a empresa conseguiu bater a expectativa dos analistas, principalmente por conta da alta dos preços do gás natural.
Os balanços fracos do setor de petróleo não se limitam às empresas norte-americanas. As gigantes europeias também amargaram piora ainda mais expressiva de resultados. Na BP, o lucro teve queda de 79% no trimestre; na holandesa Royal Dutch Shell, o ganho recuou 45% e na francesa Total, 10%.
Um traço comum em alguns balanços é a queda da produção de petróleo. Os analistas destacam que as empresas estão tendo que extrair o óleo em locais cada vez mais difíceis, como águas profundas no oceano ou em regiões mais distantes, como no Ártico e na Tanzânia, para compensar o menor nível de produção em campos tradicionais, que vem se reduzindo com o esgotamento natural das reservas.
Essas novas operações exigem mais investimentos, afetando o lucro. "O crescimento da produção permanece um desafio", destaca o analista de petróleo da corretora Edward Jones, Brian Youngberg, ressaltando que a Exxon, por exemplo, segue com dificuldade de crescer a extração na medida em que os novos projetos têm dificuldade em ofuscar o declínio da produção nos campos tradicionais. Na Exxon, a produção de petróleo e gás teve queda de 5,6% no primeiro trimestre comparado ao mesmo período de 2013.
Na Chevron, os menores volumes de produção, especialmente no Golfo do México, reduziram os ganhos em US$ 50 milhões, segundo o gerente geral de Relações com Investidores, Jeff Gustavson, destacou na teleconferência com analistas para comentar o balanço. Para complicar, o inverno rigoroso afetou a produção da petroleira em locais como os Estados Unidos, Canadá e Casaquistão, disse ele. Além disso, a queda dos preços internacionais do petróleo afetou o resultado da empresa. O volume de produção da Chevron caiu 3% e Youngberg, o analista da Edward Jones, reduziu as projeções de lucro ajustado por ação para a petroleira em 2014, citando ainda aumento de custos operacionais no primeiro trimestre e queda de 13% no resultado do segmento que inclui as refinarias.
Além do desafio de produzir mais, a economia mundial não tem sido muito favorável para o setor de petróleo. O vice-presidente de Relações com Investidores da Exxon, David Rosenthal, destacou na teleconferência de resultados que o crescimento mundial continua em ritmo moderado e com tendências divergentes entre os países, além do fator de os Estados Unidos terem vivido um inverno rigoroso e a expansão da China passar por uma moderação. Tudo isso afeta a demanda pela commodity.
Fonte - Diário do Nordeste  11/05/2014

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Petrobras amplia reservas de petróleo no Brasil em 1,5%

Economia

Ao descontar as vendas nas participações de blocos (45 milhões de barris) e a produção nacional de petróleo em 2013 (800 milhões), a empresa conseguiu agregar às suas reservas 244 milhões de barris. O volume é equivalente a 110 dias de produção

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Petrobras ampliou em 1,5% suas reservas de petróleo e gás natural no Brasil em 2013. Em nota divulgada na noite de ontem (14), a estatal informou que se apropriou de reservas equivalentes a 1,09 bilhão de barris.
Ao descontar as vendas nas participações de blocos (45 milhões de barris) e a produção nacional de petróleo no ano (800 milhões), a empresa conseguiu agregar às suas reservas 244 milhões de barris. O volume é equivalente a 110 dias de produção, considerando a média de 2,2 milhões de barris diários de 2013.
Com o aumento, a empresa agora tem uma reserva provada de 15,97 bilhões de barris no Brasil. A apropriação de novas reservas foi conseguida devido, principalmente, à declaração de comercialidade de duas áreas da cessão onerosa do pré-sal da Bacia de Santos: os campos de Búzios (antes conhecido como área de Franco) e Sul de Lula (antiga área Sul de Tupi).
No exterior, a Petrobras se apropriou de reservas equivalentes a 52 milhões de barris, volume insuficiente para repor suas vendas de ativos e produção, de 172 milhões de barris. Com isso, as reservas internacionais de petróleo da estatal caíram de 711 milhões de barris em 2012 para 592 milhões em 2013.
Fonte - Agência Brasil  15/01/2014

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Bacias de Sergipe-Alagoas e Recôncavo rendem maiores bônus de assinatura em leilão da ANP

Economia

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro – As maiores somas de bônus de assinatura pagas no leilão de gás em terra da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foram registradas nas bacias do Recôncavo, na Bahia, e de Sergipe-Alagoas. Em ambas, a Petrobras arrematou a maior parte dos blocos leiloados.
A Bacia de Sergipe-Alagoas, considerada madura pela ANP, teve blocos leiloados em quatro setores: SSEAL-T2, SSEAL-T3, SSEAL-T4 e SSEAL-T5. No T2, apesar de 14 blocos não terem recebido ofertas, o bônus de assinatura total passou de R$ 16 milhões. Quatro blocos foram arrematados pela Petrobras e quatro pela empresa panamenha Trayectoria. O investimento mínimo previsto para esses locais é de R$ 28 milhões.
No setor T3, a Petrobras garantiu sete blocos, e a Geopark Brasil ficou com um. Ao todo, 20 não receberam ofertas. Mais R$ 22 milhões em bônus de assinatura foram somados neste setor, e o investimento mínimo previsto é estimado em R$ 34 milhões.
Os blocos arrematados do setor T4 também foram para a Petrobras, quatro com 100% para a estatal e três em um consórcio em que 50% ficaram com a Nova Petróleo. No T4, 14 blocos não tiveram oferta, e o bônus de assinatura total ficou em cerca de R$ 13 milhões. A previsão de investimento está em torno de R$ 33 milhões ao menos. No setor T5, apenas a Petrobras fez oferta por um dos blocos, o que rendeu bônus de R$ 1,3 milhão e deve gerar investimento calculado em mais de R$ 4 milhões.
Na Bacia do Recôncavo, os dois setores receberam a oferta de seis consórcios diferentes, sendo quatro deles com presença da Petrobras. No setor SREC-T2, a estatal arrematou dez blocos sozinha, e seis ficaram com a Trayectoria. No setor SREC-T4, a Petrobras integrou três consórcios que arremataram mais dez. A colombiana Alvopetro obteve quatro blocos.
No setor T2, o bônus de assinatura total chegou a R$ 56 milhões, enquanto no T4, ficou em torno de R$ 22 milhões. Os investimentos mínimos previstos são R$ 98 milhões e R$ 54 milhões, respectivamente. Não receberam oferta 20 blocos dos dois setores.
Fonte - Agência Brasil  28/11/2013