UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Ainda o pré-sal

Ponto de Vista

O pré-sal constitui uma nova fronteira exploratória, com características inéditas.Empresas multinacionais estão explorando áreas semelhantes,na Costa Ocidental da África.Algumas aproveitando o aprendizado obtido nas parcerias com a Petrobras.Registro que o pré-sal é uma das maiores, senão a maior,descoberta de petróleo,no mundo, nos últimos 20 anos.

Por Ricardo Maranhão - Portogente
foto - ilustração
É preciso preservar essa riqueza, que pode chegar a 273 bilhões de barris, assim como a Petrobras e o modelo de partilha que garante os interesses nacionais.
Pré-sal é um conjunto de rochas carbonáticas, situadas no litoral brasileiro, com grandes acumulações de óleo e gás. Sobre estas rochas foi depositada, há milhões de anos, uma extensa camada de sal que pode ter até 2 mil metros de espessura. A profundidade total dessas rochas é de até 8 mil metros, em relação à superfície do mar, onde a lâmina d’água é superior a 2 mil metros.
O pré-sal constitui uma nova fronteira exploratória, com características inéditas. Empresas multinacionais estão explorando áreas semelhantes, na Costa Ocidental da África. Algumas aproveitando o aprendizado obtido nas parcerias com a Petrobras.
Registro que o pré-sal é uma das maiores, senão a maior, descoberta de petróleo, no mundo, nos últimos 20 anos.
Estudos bem fundamentados, do Instituto Nacional de Óleo e Gás (INOG), vinculado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), elaborados por Cleveland Jones e Hernane Chaves, sinalizam, com 90% de probabilidade, para reservas da ordem de 176 bilhões de barris. Essas reservas, com possibilidade de 10%, podem chegar a 273 bilhões de barris, suficientes para atender ao consumo de todo o mundo, por seis anos.
Destaco que os números acima não incluem os 30 a 40 bilhões de barris que já foram descobertos.
Os reservatórios podem estar a até 340 quilômetros do continente, onde a lâmina d’água atinge 2.400 metros e os poços profundidades de 7 mil a 8 mil metros.
O pré-sal foi descoberto por brasileiros. Pelo corpo técnico da Petrobras, competente, motivado e impulsionado pelo sentimento de patriotismo, cônscio de sua missão criadora de condições necessárias à soberania energética de nosso País. Mas, não somente pelos combatentes da Petrobras. Eles contaram e contam com apoio de dezenas de universidades e centros de pesquisas, fornecedores de materiais e equipamentos e empresas de engenharia brasileiras, que atuam em articulação com a nossa maior companhia.
O polígono do pré-sal se estende pelo litoral dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com área aproximada de 149 mil quilômetros quadrados, abrangendo as bacias de Santos e Campos. Esta área corresponde a 3,4 vezes o tamanho do Estado do Rio de Janeiro. Os limites da área foram fixados a partir de avaliações e interpretações geológicas. Não está descartada a possibilidade dos reservatórios do pré-sal estarem interligados.

Desafios e sucesso na exploração
Os desafios foram e são enormes. As grandes distâncias do continente, dificultando a logística. As elevadas pressões e temperaturas exigem o desenvolvimento de materiais inéditos. A presença de gases, como o dióxido de carbono e gás sulfídrico. Os agentes que provocam forte corrosão e as características da crosta terrestre, que ensejam a possibilidade de desmoronamento dos poços. Tudo isto, e muito mais, foi superado, com obstinação, pelos brasileiros.
O esforço hercúleo, que persiste, foi recompensado. As jazidas são monumentais. O óleo é leve, de excelente qualidade, com cotação elevada no mercado. Os poços têm produtividade extraordinária. Alguns produzem até 35000 barris/dia de óleo ou 41000 barris/dia de óleo equivalente (1000 m3 de gás natural = 1 m3 de óleo = 6,29 barris).
É preciso destacar este número: 41 mil barris por dia de óleo equivalente. Para entendermos o que significa isto, vejamos. A Petrobras produz petróleo no Brasil, em terra (onshore) e offshore (na plataforma continental). Os estados produtores são Amazonas (terra), Maranhão (terra), Ceará (terra e mar), Rio Grande do Norte (terra e mar), Sergipe (terra e mar), Alagoas (terra), Bahia (terra e mar), Espírito Santo (terra e mar), Rio de Janeiro (mar), São Paulo (Mar), Paraná (terra, óleo de xisto, em São Mateus do Sul). Consideremos a Fazenda de Belém, no Estado do Ceará: um campo gigante, descoberto em março de 1980, com reservas da ordem de 700 milhões de barris. Nele foram perfurados nada menos de mil poços, dos quais 395 permanecem em produção extraindo apenas, 1.800 barris/dia ou pouco menos de 5 barris/dia por poço! No pré-sal, de um único poço são extraídos nada menos de 41 mil barris de óleo equivalente por dia!

Produção garantida
Outra característica importantíssima do pré-sal é o baixo risco geológico que foi comprovado pela Petrobrás, após pesados investimentos em vários poços pioneiros exploratórios, com grande risco, o que certamente nenhuma empresa estrangeira faria. Exemplo desta inapetência das petrolíferas estrangeiras em investir no Brasil é o da a Shell, que detinha a concessão do bloco onde depois a Petrobras enfrentou o risco exploratório com extrema competência, investiu pesadamente na perfuração de um poço pioneiro profundo e descobriu a mega acumulação de Libra.
As empresas estrangeiras não investem quando há risco, aguardam a Petrobras investir e quando essa descobre, como no caso do pré-sal, atuam como verdadeiros corsários, em nome de seus países de origem, para abocanhar riquezas que foram descobertas com a competência de brasileiros, com recursos financeiros brasileiros, no Brasil. O índice de sucesso (relação entre poços com óleo/poços perfurados) chega a 100%, ou seja, risco zero.
Ao superar desafios extraordinários no pré-sal, a Petrobras consolida sua inquestionável liderança na exploração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas. Esta liderança, que já havia sido reconhecida pela Offshore Technology Conference (OTC), em 1992 e 2001, foi reafirmada, pela 3ª vez, em 2015, com a concessão do Distinguishe Achievement Award for Companies.
Descoberto em 2006, em apenas dois anos, o pré-sal já estava produzindo. Foram necessários somente oito anos para que a produção atingisse 400 mil barris/dia. Províncias semelhantes demoraram mais tempo para superar este patamar de produção, como o Mar do Norte (nove anos), Bacia de Campos (16 anos) e a porção americana do Golfo do México (19 anos). Em apenas dez anos, agora, em 2016, a produção do pré-sal já ultrapassa um milhão de barris/dia, atingida no dia 8 de maio último.
À medida que avança na exploração, a Petrobras vai colhendo resultados cada vez mais expressivos e encorajadores. O primeiro poço perfurado, custou US$ 240 milhões. Dificilmente uma empresa privada correria este risco.
Em 2013 o índice de sucesso da Petrobras no pré-sal foi de 100%. O custo de extração vem caindo, sistematicamente, e, no final de 2015, foi de US$ 8,00/barril. Contribuem para a redução dos custos de exploração/produção, diferentes fatores dos quais podemos destacar:
- as inovações tecnológicas introduzidas pela Petrobras;
- a produtividade dos poços, com redução nas atividades de perfuração;
- novas técnicas de perfuração, com diminuição na completação dos poços. O custo de locação das sondas, parcela de enorme expressão no custo total, também se reduziu muito (podia chegar a US$ 500 mil/dia).

A descoberta do pré-sal nos colocou diante de duas realidades, até então não verificadas na indústria brasileira do petróleo:
- a dimensão extraordinária das jazidas, em áreas de baixíssimo risco, ou mesmo de risco inexistente;
- a elevada produtividade dos poços;
- a possibilidade, praticamente já concretizada, da auto suficiência brasileira;
- o posicionamento do Brasil como um dos líderes na produção mundial de petróleo;
- a geração de excedentes de óleo, para exportação.

Modelo de partilha
Essas circunstâncias tornaram imperiosa a mudança no marco regulatório, disciplinado pela Lei 9.478, de 6 de agosto de 1997, que estabeleceu o regime de concessão. Regime em desuso, anacrônico, com diversos inconvenientes. Dentre eles o principal – a propriedade do óleo é do concessionário. O Estado Nacional tem dificuldades em controlar a produção. O ritmo de extração é fixado pelo concessionário que pode, no objetivo do lucro máximo, levar à exploração predatória das jazidas.
Decidiu então o Congresso Nacional aprovar a Lei nº 12.351, de 22.12.2010, conhecida como Lei da Partilha, que trouxe importantes medidas para a defesa do interesse nacional. Na partilha o óleo é de propriedade do Estado brasileiro. Pela Lei 12.351 todos os consórcios que venham a ser formados para exploração do pré-sal devem ter, obrigatoriamente, a presença da Petrobras, que é operadora única, com a participação mínima de 30%. Também foi estabelecida uma política de conteúdo local para assegurar uma participação mínima da indústria e da engenharia nacional nos projetos do pré-sal. Os consórcios são contratados mediante licitações, conduzidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Havendo necessidade de resguardar o interesse nacional, a Petrobras pode ser contratada diretamente, sem licitação. Sem dúvida, um avanço em relação às concessões.
A lei permite a participação de empresas estrangeiras, em até 70% nos consórcios a serem formados. Não é, portanto, restritiva! Seus dispositivos, visam apenas à defesa do interesse nacional. Objetivam dar ao Estado Brasileiro um mínimo de controle sobre a extração de produto mineral, não renovável, estratégico, para a segurança econômica, energética e militar de nosso País.
Não obstante a lei ser o mínimo do que se deve exigir para salvaguardar o interesse nacional, há fortes pressões para tirar da Petrobras o direito de sua presença obrigatória em todos os consórcios e, conseqüentemente, a condição de operadora única, nos consórcios em que esteja ausente.
Argumentam, falaciosamente, que “a Petrobras terá a preferência e assumirá a participação no consórcio, se desejar e se lhe for conveniente”. Ora, basta um governo descuidado, incapaz de entender a importância estratégica do petróleo, para que a empresa decline da participação.
Ainda, o argumento de que "a Petrobras está falida" é usado para justificar duas soluções equivocadas: a venda de ativos, privatização sub-reptícia, disfarçada. A privatização pode tirar da Petrobras a condição de companhia integrada, uma das condições para o sucesso de qualquer petroleira. A venda de ativos, diminuindo o porte da companhia, também a inviabiliza. Porte e integração são condições de sucesso para qualquer petroleira, segundo o Instituto Francês de Petróleo.
Não negamos a dimensão do endividamento da Petrobras. Todos os números da companhia são grandes: produção, vendas, contribuições fiscais, faturamento etc. Mas há propostas consistentes para diminuir o endividamento, limitando a venda dos ativos ao mínimo necessário, seletivamente (baixa rentabilidade, ociosos etc), sem desintegrar a empresa, paralisar investimentos essenciais ou descontinuar obras que estão em fase de conclusão e que são importantes para o País.
*Ricardo Maranhão é engenheiro, ex-deputado federal, e Conselheiro do Clube de Engenharia
Fonte - Portogente  13/10/2016

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Novo navio-plataforma destinado ao pré-sal da Bacia de Santos já está no Brasil

Pré-Sal

A nova unidade, navio-plataforma FPSO Cidade de Saquarema, responsável pela produção, o armazenamento e a transferência de petróleo e gás, será mais uma a operar no Campo de Lula, a uma profundidade de 2.200 metros e está programado para começar as atividades no primeiro semestre de 2016.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
foto - Fatos e Dados
A Petrobras informou nesse domingo (20) que chegou ao Brasil mais uma das unidade de produção que serão instaladas no polo pré-sal da Bacia de Santos. Desde ontem, o navio-plataforma FPSO Cidade de Saquarema está atracado no estaleiro Brasa, em Niterói.
A nova unidade, responsável pela produção, o armazenamento e a transferência de petróleo e gás, será mais uma a operar no Campo de Lula, a uma profundidade de 2.200 metros e está programado para começar as atividades no primeiro semestre de 2016.
A FPSO foi convertida a partir de um navio petroleiro o VLCC (Very Large Crude Carrier) no estaleiro CXG (China). Ela terá capacidade para processar até 150 mil barris por dia de petróleo, comprimir diariamente 6 milhões de metros cúbicos de gás e armazenar até 1,6 milhão de barris de petróleo.
As informações da Petrobras indicam que, no estaleiro Brasa, responsável pela fabricação de seis dos módulos do FPSO, será feita a conclusão das operações de içamento e integração de módulos da planta de processamento.
Operado pela Petrobras (65% de participação), o consórcio que detém a concessão do Campo de Lula, no bloco BM-S-11 (Bacia Marítima de Santos), é uma parceria com a BG E&P Brasil (25%) e a Petrogal Brasil (10%).
Os navios do tipo FPSO utilizados nos campos de petróleo e gás podem ser realocados quando não são mais necessários em um campo petrolífero. Em comparação com as instalações fixas, os FPSO têm relação custo-benefício maior, já que as instalações fixas são mais caras e podem ser utilizadas em apenas um ponto.
Uma das maiores áreas produtoras de petróleo e gás do país, a camada do pré-sal teve a sua produção aumentada em 1,8% em novembro último, comparativamente a outubro. Dados divulgados pela Petrobras indicam que a média diária chegou a 1,023 milhão de barris de óleo equivalente por dia (petróleo e gás equivalente), contra a média diária de 1,005 milhão de petróleo equivalente extraída em outubro. Somente a produção total de petróleo atingiu em novembro a média diária de 820 mil barris por dia, com crescimento de 1,3% em relação ao mês anterior, quando a produção havia sido de 809 mil barris.
Fonte - Agência  Brasil  21/12/2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Petrobrás tem resultado superior ao da BP, Chevron e Exxon

Economia

Resultado da Petrobrás é superior ao da BP,Chevron e Exxon.Apesar do lucro líquido da Petrobrás neste semestre ter sido 43% inferior ao do mesmo período de 2014, se comparado com outras grandes empresas petrolíferas, ainda assim, a estatal brasileira ficou à frente da britânica BP, cujo lucro despencou em 144%, e das norte-americanas Chevron e Exxon Mobil, que apresentaram redução de 69% e 49%, respectivamente.Mesmo em um cenário de instabilidade,a estatal brasileira conseguiu elevar sua produção de petróleo e gás natural em 9%.

FUP.org.br
Créditos da foto - Ichiro Guerra / PR
A Petrobrás divulgou na noite desta quinta-feira, 06, os resultados operacionais e financeiros do segundo trimestre, registrando um lucro líquido de R$ 531 milhões e R$ 9,5 bilhões de lucro operacional. Levando em conta todo o primeiro semestre de 2015, a estatal alcançou um lucro líquido de R$ 5,8 bilhões e um lucro operacional de R$ 22,8 bilhões.
Apesar do lucro líquido da Petrobrás neste semestre ter sido 43% inferior ao do mesmo período de 2014, se comparado com outras grandes empresas petrolíferas, ainda assim, a estatal brasileira ficou à frente da britânica BP, cujo lucro despencou em 144%, e das norte-americanas Chevron e Exxon Mobil, que apresentaram redução de 69% e 49%, respectivamente.
A queda acentuada dos preços do barril de petróleo tem sido um dos principais fatores da grave crise que afeta a indústria mundial de petróleo. No caso da Petrobrás, soma-se a isso a variação cambial. No entanto, mesmo neste cenário de instabilidade, a estatal brasileira conseguiu elevar sua produção de petróleo e gás natural em 9%, chegando à marca de 2,784 milhões de barris por dia. Somente no pré-sal, a produção atingiu em junho o recorde de 747 mil barris por dia.

Integração é o grande trunfo da Petrobrás
Os resultados operacionais, que há décadas vêm impactando positivamente os números da Petrobrás, reforçam a importância de se preservar a companhia como uma empresa integrada de energia. Além de ter elevado a produção de petróleo e gás, a estatal manteve sua produção de derivados em cerca de 2 milhões de barris por dia, aumentou a geração de energia elétrica em 15% e continua sendo a líder do mercado nacional de distribuição de derivados, através da BR.
O fato da Petrobrás atuar em diferentes segmentos do setor energético foi fundamental para reduzir os efeitos perversos da crise que atinge a indústria de petróleo em todo o mundo e também para continuar cumprindo o seu papel de uma empresa comprometida com a soberania energética do país. A integração, portanto, é um grande trunfo não só para a empresa, mas, principalmente, para o povo brasileiro, cujas conquistas sociais estão diretamente relacionadas aos investimentos e empregos impulsionados pela estatal nos últimos anos.
Preservar a Petrobrás como uma empresa integrada de energia deve ser compromisso de todos os trabalhadores. A FUP e seus sindicatos continuarão na luta para barrar a venda de ativos e manter a estatal como operadora única do pré-sal.
Fonte - Carta Maior   07/08/2015

sábado, 30 de maio de 2015

Petrobras confirma novo poço na área de Carcará,no pré-sal da Bacia de Santos

Economia

Novo poço confirma potencial de petróleo leve na área de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos.O poço 3-SPS-105 (nomenclatura Petrobras), informalmente conhecido como Carcará Norte, está localizado a 4,6 km ao norte do poço descobridor (4-SPS-86B), em profundidade de água de 2.072 metros.

Fatos e Dados

A perfuração do segundo poço na área de Carcará (Bloco BM-S-8), localizado em águas ultraprofundas do pré-sal da Bacia de Santos, confirmou o potencial de petróleo leve na região.
O poço 3-SPS-105 (nomenclatura Petrobras), informalmente conhecido como Carcará Norte, está localizado a 4,6 km ao norte do poço descobridor (4-SPS-86B), em profundidade de água de 2.072 metros.
Este poço comprovou a descoberta de petróleo de boa qualidade (31º API), em reservatórios também de excelente qualidade, situados logo abaixo da camada de sal, a partir da profundidade de 5.820 metros.
O poço encontra-se em perfuração e atingiu até o momento a profundidade de 6.178 metros. A perfuração constatou uma expressiva coluna de petróleo de 352 metros em reservatórios contínuos e conectados. Dados de pressão comprovam se tratar da mesma acumulação do poço descobridor.
Ao término da perfuração, está previsto um teste de formação para avaliar a produtividade dos reservatórios. Neste ano, também esta programada a continuidade da perfuração do poço 3-SPS-104DA (3-BRSA-1216DA-SPS – Carcará Noroeste), prosseguindo com as atividades previstas no Plano de Avaliação de Descoberta (PAD).
O PAD de Carcará, aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tem término previsto para março de 2018.
A Petrobras é operadora do consórcio (66%), em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10%).
Fonte - Fatos e Dados  29/05/2015

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Pré-sal impulsiona recordes na entrega de gás

Economia

Recentemente, a companhia também atingiu a marca na produção mensal em dois meses consecutivos: 65,4 milhões de m³/dia em maio e 66,4 milhões 

AP
Foto -  Agência Petrobras
A Petrobras bateu recorde na entrega diária de gás natural nacional ao mercado, atingindo a marca de 48,1 milhões de metros cúbicos (m³), no último dia 14 de julho. O volume equivale a 8,6 milhões de metros cúbicos a mais que a média fornecida no primeiro trimestre deste ano (39,5 milhões de m³/dia). Recentemente, a companhia também atingiu a marca na produção mensal em dois meses consecutivos: 65,4 milhões de m³/dia em maio e 66,4 milhões m³/dia em junho. O destaque do mês foi o início do escoamento do gás produzido nas plataformas P-58, na área Norte do Parque das Baleias, no pré-sal da Bacia de Campos; e FPSO Cidade de Paraty, na área de Lula Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos.
O escoamento do gás para as Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs) de Cacimbas (P-58) e Caraguatatuba (Cidade de Paraty) permitiu a elevação não apenas da produção de gás, mas também dos líquidos, como Gás Liquefeito de Petróleo e C5+ (produto que dá origem à nafta, gasolina , entre outros) produzidos nessas UPGNs. O início do escoamento de gás dessas plataformas teve influência direta no novo recorde diário de entrega de gás natural nacional ao mercado.
O nível de aproveitamento do insumo foi dos mais altos já registrados pela empresa. No mês de junho, o índice chegou a 94,5% para fornecimento ao mercado, geração de energia nas plataformas ou ainda para reinjeção nos reservatórios com o objetivo de elevar a produção de petróleo. Se for considerado apenas o aproveitamento de gás do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, o índice chega a 97,7%.
Fonte - Agência Petrobras  28/07/2014

sábado, 26 de outubro de 2013

AS LIÇÕES DE LIBRA

Política

Mauro Santayana - JB

A mobilização de várias organizações, e a greve dos petroleiros, com a apresentação de dezenas de ações na justiça, não conseguiu impedir que o Leilão de Libra fosse realizado, com a vitória de duas estatais chinesas, duas multinacionais européias, e participação, em 40%, da Petrobras.
Obviamente, do ponto de vista do interesse nacional, o ideal seria que o negócio tivesse ficado totalmente com a Petrobras, ou melhor, com outra empresa, 100% estatal e brasileira (a PPSA não tem estrutura de produção própria) que fosse encarregada de operar exclusivamente essas reservas.
Não podemos esquecer que a Petrobras – por obra e arte sabe-se muito bem de quem - não é mais uma empresa totalmente nacional. Os manifestantes que enfrentaram a polícia, nas ruas do Rio de Janeiro, ontem, estavam – infelizmente - e muitos nem sabem disso, defendendo não a Petrobras do “petróleo é nosso”, mas uma empresa que pertence, em mais de 40%, a capitais privados nacionais e estrangeiros, que irão lucrar, e muito, com o petróleo de Libra nos próximos anos.
De qualquer forma, a lei de partilha, da forma como foi aprovada, praticamente impedia que a Petrobras ficasse com 100% do negócio. Além disso, institucionalmente, a empresa tem sido sistematicamente sabotada, nos últimos anos, pelo lobby internacional do petróleo. E cometeram-se, no Brasil, diversos equívocos que a enfraqueceram empresarialmente, o mais grave deles, o incentivo dado à venda de automóveis, sem que se tivesse assegurado, primeiro, fontes alternativas – e, sobretudo nacionais – de combustível.
A questão geopolítica é, também, bastante delicada. O Brasil lançou-se, com determinação e talento, à pesquisa de petróleo na zona de projeção de nosso território no Atlântico Sul, antes de estar militarmente preparado para defendê-la.
O embate entre certos segmentos da reserva das Forças Armadas - principalmente aqueles que fazem lobby ou estão ligados a empresas de países ocidentais – e militares nacionalistas que propugnam que se busque tecnologia onde ela esteja disponível, como os BRICS, tem atrasado o efetivo rearme do país, que, embora necessário, deve ser conduzido com cautela, para não provocar nem atrair demasiadamente a atenção de nossos adversários.
O mundo está mudando, e o Brasil com ele. Seria ideal se pudéssemos simplesmente virar as costas para os países ocidentais - que sempre exploraram nossas riquezas e tudo fizeram para tolher nosso desenvolvimento - e nos integrarmos, de uma vez por todas, ao projeto BRICS, e a países como a China e a Índia, que estarão entre os maiores mercados do mundo nas próximas décadas.
Esse movimento de aproximação com os maiores países emergentes – lógico e inevitável, do ponto de vista histórico – terá que ser feito, no entanto, de forma paulatina e ponderada. Parte da sociedade ainda acredita – por ingenuidade, interesse próprio ou falta de brio, mesmo – que para sermos prósperos e felizes basta integrarmo-nos e sujeitarmo-nos plenamente à Europa e aos Estados Unidos. E que temos que abandonar toda veleidade de assumir um papel de importância no contexto geopolítico global, mesmo sendo a sexta maior economia e o quinto maior país do mundo em território e população.
É essa contradição e esse embate, que vivemos hoje, em vários aspectos da vida nacional, incluindo a defesa e a exploração de petróleo. É preciso explorar o petróleo do pré-sal e nos armar, para, se preciso for, defendê-lo. Mas, nos dois casos, não podemos esperar para fazê-lo nas condições ideais.
O resultado do Leilão de Libra reflete, estrategicamente, essa contradição geopolítica. Mesmo que esse quadro não tenha sido ponderado para efeito da negociação, ele sugere que se buscou uma solução feita, na medida, para agradar a gregos e troianos. Sem deixar de mandar um recado aos norte-americanos.
Independente da questão de capital e de tecnologia – a da Petrobras é superior à dos outros participantes do consórcio – poderíamos dizer que:
a) Os chineses entraram porque, como membros do BRICS, e parceiros antigos em outros projetos estratégicos, como o CBERS, não poderiam ficar de fora.
b)Os franceses foram contemplados porque são também parceiros estratégicos, no caso, na área bélica, por meio do PROSUB, na construção de nossos submarinos convencionais e atômico.
c) Os anglo-holandeses da Shell – mais os ingleses que os holandeses – entraram não só para reforçar a postura de que o Brasil não estava fechando as portas ao “ocidente”, mas também para tapar a boca de quem, no país e no exterior, dizia que o leilão estaria fadado ao fracasso devido à ausência de capital privado.
O lobby internacional do petróleo, no entanto, não descansa. Antes e depois do resultado do leilão, já podia ser lido em dezenas de jornais, do Brasil e do exterior, que o modelo de partilha, do jeito que está, é insustentável e terá que ser mudado.
Apesar da declaração do Ministro de Minas e Energia de que o governo não pretende alterar nada – e da defesa dos resultados do leilão feita pela Presidente da República na televisão – já se fala na pele do urso e as favas se dão por contadas.
Os argumentos são de que não houve concorrência – interessante, será que o “mercado” pretendia que o governo ficasse com mais petróleo do que ficou? – que a Petrobras não tem escala para assumir os poços que serão licitados no futuro – uma “consultoria” estrangeira disse que a Petrobras já está com “as mãos cheias” com Libra, e as exigências de conteúdo local.
Isso tudo quer dizer o seguinte: a guerra pelo petróleo brasileiro não acaba com o leilão de Libra. Ela está apenas começando, e vai ficar cada vez pior. Já que não podemos ter o ideal, fiquemos com o possível. Os desafios para a Petrobras, daqui pra frente, serão tremendos, tanto do ponto de vista institucional, quanto do operacional, na formação e contratação de mão de obra, no gerenciamento de projetos, no endividamento, no conteúdo nacional.
É hora de cerrar fileiras em torno daquela que é – com todos os seus problemas - a nossa maior empresa de petróleo.
A sorte está lançada. A partir de agora, os adversários do Brasil, e da Petrobras, vão fazer de tudo para que ela se dê mal no pré-sal.
Fonte -  Mauro Santayana  25/10/2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Campo de Libra: adiar para quando? Até a direita ter chance de entregar tudo?

Brasil


Libra: adiar para quando? Até a direita ter chance de entregar tudo?

Fernando brito
Algumas poucas pessoas estranham a posição que assumi, defendendo a manutenção do leilão do campo de Libra, o maior do pré-sal brasileiro – até agora, é claro, porque as descobertas do pré-sal não acabaram e vão surpreender muita gente.
Existem pessoas contrárias, algumas por razões respeitáveis, outras por ingenuidade e ainda algumas por nítido interesse em “deixar as coisas esfriarem”, para evitar que uma oportunidade tão grande de lucros fique comprometida por um “momento político ruim” para as petroleiras estrangeiras.
A primeira pergunta que se faz é: adiar o leilão para fazê-lo quando?
Daqui a alguns meses, em pleno processo eleitoral? Daqui a um ano e meio, quando existe a possibilidade – felizmente, cada vez menor – de termos um governo menos cioso de nossas reservas petrolíferas, que afrouxe as regras criadas por Lula e Dilma para a exploração do óleo com soberania e benefícios sociais e entregue nossa maior riqueza?
Em três meses, ou seis, ou doze, ou 20, as jazidas de petróleo de Libra, que os dados roubados podem ter tornado do conhecimento dos EUA e de suas empresas terão mudado de lugar? As condições geológicas, composição das camadas de rocha, sua espessura, a presença de fraturas no solo, irão se alterar?
Obvio que não.
Tudo que havia para saber e foi sabido pelos espiões vai permanecer exatamente igual.
Tudo, menos um fato político evidente: as multinacionais americanas estão em posição absolutamente defensiva. Não têm a menor condição política de serem agressivas para vencer, têm muito poucas explicações para correr do leilão, como que atestando que iriam a ele como criminosas detentoras de informações furtadas e, flagradas, desistiram do “crime”.
A esta altura é provável que os mesmos emissários do governo americano que lhe passaram dados da Petrobras já tenham ordenado que “não se arrisquem a vencer” e complicar a crise diplomática já suficientemente grave.
Se a Petrobras, a despeito das dificuldades que lhe criou a ANP – aí sim, há um foco de oposição à hegemonia da Petrobras sobre o pré-sal – já estava pronta para disputar e vencer este leilão, para o qual se prepara há dois anos, obsessivamente, mais ainda está agora, quando o Governo brasileiro está politicamente calçado para tomar, como afirmou Dilma Rousseff em nota oficial, “todas as medidas para proteger o país, o governo e suas empresas”.
Haveria um outro tipo de adiamento possível: transferir o leilão para….nunca! E outorgar, por decreto, a exploração exclusivamente à Petrobras. Há esta faculdade legal, embora qualquer um saiba que isso vai ser questionado judicialmente até as calendas gregas.
Seria, inclusive para mim, que defendo o monopólio integral do petróleo, uma maravilha. Mas representaria outro risco que, honestamente, não creio que o Brasil possa correr.
Nem vou falar, outra vez, das necessidades de capital imensas que isso traria à Petrobras que, sem Libra, já sustenta um plano de investimentos de mais de US$ 280 bilhões nos próximos quatro anos.
Ter esta opção significaria deixar o petróleo de Libra disponível para, amanhã, dar-lhe um outro destino. E abrir caminho para revogar toda as regras de proteção ao Brasil estipuladas na lei que Lula e Dilma fizeram aprovar, a duras penas e com a obstrução do PSDB, DEM e outros “situacionistas-oposicionistas”.
Temos o jogo ganho, neste momento, para uma afirmação político-empresarial da Petrobras em escala impensável há apenas uma semana.
Adiar significa conceder uma “prorrogação” aos inimigos da Petrobras e do Brasil, para saírem da situação de descrédito e desmoralização em que se encontram.
Não apenas para Libra que, com a vitória da Petrobras, consolidará a aplicação da nova lei em todas as outorgas de áreas petrolíferas já descobertas, mas para a imensa área que a prudência técnica ainda não permitiu ser anunciada também como parte do pré-sal brasileiro.
Com a espionagem, a pirataria do petróleo está exposta nua e concretamente ante os olhos do povo brasileiro. A hora é de aproveitar essa evidência e avançar.
Fonte - Do blog Tijolaço  10/09/2013