UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Petrobras contra o Brasil?

Economia  👷

A Petrobras não quer mais contratar empresas e trabalhadores brasileiros, mesmo contrariando regras e contratos vigentes e legítimos. A petroleira chega ao cúmulo do absurdo ao afirmar que a obrigação de cumprimento do conteúdo local não é dela, mas, sim, das empresas que ela contrata.

Portogente
foto - ilustração
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, recorreu, na última semana, contra decisão que autorizou o prosseguimento do processo licitatório para o Campo de Libra e indeferiu o pedido de tutela de urgência para a suspensão do certame licitatório para o Campo de Sépia. A entidade entende que os magistrados foram induzidos a erro ao não garantir a suspensão de licitações ilegais, enquanto os pedidos de waiver apresentados pela Petrobras estão sendo analisados pela agência reguladora (ANP).
A decisão referente ao Campo de Libra permite a realização da licitação, mas impede a assinatura de qualquer contrato pela petroleira – o que demonstra a necessidade de resguardar o evidente interesse público envolvido. Tal decisão se baseou fundamentalmente no inédito pedido da ANP de acesso ao resultado de uma nova licitação realizada pela Petrobras. A licitação sem a cotação de fornecedores brasileiros e sem o conteúdo local, como pretende a Petrobras e suas sócias, é ilegal e inadequada, critica Rocha.

“A Petrobras não quer mais contratar empresas e trabalhadores brasileiros, mesmo contrariando regras e contratos vigentes e legítimos. A petroleira chega ao cúmulo do absurdo ao afirmar que a obrigação de cumprimento do conteúdo local não é dela, mas, sim, das empresas que ela contrata. Ora, os contratos assinados pela petroleira com a União são claros: cabe a ela, enquanto operadora do Campo, garantir a inclusão de fornecedores brasileiros entre as empresas convidadas a apresentar proposta e incluir os índices de conteúdo local contratados nos seus editais de contratação de bens e serviços”, lamenta o presidente do Sinaval.
Fonte - Portogente  13/04/2017

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Petróleo de boa qualidade é encontrado em novo poço no pré-sal

Pré-Sal 

A descoberta de petróleo de boa qualidade (27º API) em reservatórios com excelente produtividade,além disso,foi encontrada a coluna de óleo (net pay) com 410 metros de espessura, a maior já descoberta em Libra. Anteriormente, a maior era a de 301 metros, anunciada em março deste ano.

Cristina Índio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
O Consórcio de Libra concluiu a perfuração e a avaliação do sétimo poço do bloco no pré-sal da Bacia de Santos, na parte noroeste do bloco, a 180 km da costa do Rio de Janeiro, e confirmou a descoberta de petróleo de boa qualidade (27º API) em reservatórios com excelente produtividade.
Além disso, foi encontrada a coluna de óleo (net pay) com 410 metros de espessura, a maior já descoberta em Libra. Anteriormente, a maior era a de 301 metros, anunciada em março deste ano. O consórcio é formado por Petrobras (40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%), tendo como gestora do contrato de partilha da produção a Pré-Sal Petróleo SA (PPSA).
A companhia informou ainda que a perfuração faz parte do compromisso firmado no Plano de Avaliação da Descoberta (PAD) do poço 2-ANP-2A-RJS, aprovado pela ANP em 26 de fevereiro de 2016. “Até o momento, foram concluídas as perfurações de sete poços em Libra (seis pelo Consórcio e um pela Petrobras) e o oitavo (3-RJS-743A), também na área noroeste do bloco, está em perfuração. A área de Libra foi a primeira concessão sob o regime de partilha da produção”, revelou a Petrobras.
Fonte - Agência Brasil 15/06/2016

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Concluída a perfuração do primeiro poço de extensão do Consórcio de Libra

Pré Sal

Com essa perfuração, foi confirmada a existência de uma coluna de hidrocarbonetos de aproximadamente 290 metros e um reservatório que apresenta boa porosidade e permeabilidade. As amostras coletadas do poço confirmaram tratar-se do mesmo petróleo encontrado no poço descobridor 2-ANP-2A-RJS, com 27 graus API.

Fatos e Dados

Concluímos no dia 6 de novembro a perfuração do primeiro poço de extensão na área do Consórcio de Libra, o 3-BRSA-1255 (3-RJS-731), informalmente conhecido como NW1. Localizado na porção Noroeste do bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, o poço está a aproximadamente 4 km a Sudeste do poço descobridor, o 2-ANP-2A-RJS.
O poço atingiu a profundidade final de 5.734 metros e está localizado a 185 km da costa do Rio de Janeiro, a uma profundidade de água de 1.963 metros. Com essa perfuração, foi confirmada a existência de uma coluna de hidrocarbonetos de aproximadamente 290 metros e um reservatório que apresenta boa porosidade e permeabilidade. As amostras coletadas do poço confirmaram tratar-se do mesmo petróleo encontrado no poço descobridor 2-ANP-2A-RJS, com 27 graus API. Está previsto, ainda, um teste de formação na zona portadora de petróleo para verificar a produtividade dos reservatórios.
O Consórcio de Libra – que é composto por Petrobras (operadora, com 40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%), CNOOC Limited (10%) e a companhia estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) – continuará as atividades previstas no Plano de Exploração aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Neste momento, o segundo poço em perfuração - 3-RJS-735 - informalmente conhecido como L2C1, já atingiu a base da camada de sal e tem previsão de iniciar a fase de perfuração dentro do reservatório nos próximos dias.
Fonte - Petrobras  24/11/2014

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Consórcio vai gastar R$ 1 bilhão na exploração de Libra neste ano

Economia

Se comprovadas, as reservas da Petrobras serão ampliadas em 75% Divulgação Petrobrás

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil

O consórcio formado pela Petrobras (40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%) deverá gastar entre US$ 400 e US$ 500 milhões (ou seja, de R$ 960 milhões a R$ 1,2 bilhão) na exploração do campo de Libra neste ano. A fase de exploração, que envolve a realização de testes sísmicos, perfurações de poços e testes de longa duração, pode durar até quatro anos.
O orçamento foi aprovado no último dia 21, em reunião do Comitê Operacional do campo, do qual participa também a estatal Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), representante do governo federal no consórcio. Na reunião, também foi aprovado um programa de trabalho para os próximos anos.
De acordo com nota divulgada na noite de ontem (23) pela Petrobras, estão previstos o reprocessamento sísmico de toda a área do bloco, a perfuração de dois poços com início no segundo semestre deste ano e término previsto para o primeiro semestre de 2015 e um teste de longa duração (a última fase antes do início da produção) previsto para o final de 2016.
O campo de Libra é o primeiro do pré-sal a ser explorado sob o contrato de partilha, em que a União é sócia do empreendimento. As reservas são estimadas entre 8 e 12 bilhões de barris. Caso sejam comprovadas, as reservas da Petrobras no país serão ampliadas em 75%.
Fonte - Agência Brasil  24/01/2014

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Campo de Franco pode superar o de Libra, diz diretora da ANP

Economia

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, estimou hoje (13), que a reserva de petróleo de Franco, situada na área do pré-sal da Bacia de Santos, pode ser igual ou mesmo superar a do Campo de Libra, cujo leilão, o primeiro do pré-sal pelo regime de partilha, foi realizado no último dia 21 de outubro.
“O [Campo de] Lula, o Franco, o Libra são coisas muito grandes”, disse Magda. Segundo a diretora, as reservas do Campo de Franco podem chegar a volumes de petróleo estimados entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris. Ela acredita que, nos próximos anos, há possibilidade de o país ter disponibilizados mais de 120 milhões de metros cúbicos de gás diários para o sistema interligado, incluindo os campos de Lula, Franco e Libra. Atualmente, estão disponíveis 65 milhões de metros cúbicos/dia.
O Campo de Franco integra o contrato de cessão onerosa de áreas do pré-sal, assinado em setembro de 2010 pelo governo federal com a Petrobras. Pelo direito de explorar e produzir petróleo e gás natural nessas sete áreas, sendo seis definitivas (Florim, Franco, Sul de Guará, Entorno de Iara, Sul de Tupi, Nordeste de Tupi) e uma contingente (Peroba), a Petrobras pagou à União R$ 74,8 bilhões.
Magda participou de seminário sobre a indústria petroquímica, promovido pelo governo fluminense, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedeis), na sede da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ).
Fonte - Agencia Brasil  13/11/2013

sábado, 26 de outubro de 2013

AS LIÇÕES DE LIBRA

Política

Mauro Santayana - JB

A mobilização de várias organizações, e a greve dos petroleiros, com a apresentação de dezenas de ações na justiça, não conseguiu impedir que o Leilão de Libra fosse realizado, com a vitória de duas estatais chinesas, duas multinacionais européias, e participação, em 40%, da Petrobras.
Obviamente, do ponto de vista do interesse nacional, o ideal seria que o negócio tivesse ficado totalmente com a Petrobras, ou melhor, com outra empresa, 100% estatal e brasileira (a PPSA não tem estrutura de produção própria) que fosse encarregada de operar exclusivamente essas reservas.
Não podemos esquecer que a Petrobras – por obra e arte sabe-se muito bem de quem - não é mais uma empresa totalmente nacional. Os manifestantes que enfrentaram a polícia, nas ruas do Rio de Janeiro, ontem, estavam – infelizmente - e muitos nem sabem disso, defendendo não a Petrobras do “petróleo é nosso”, mas uma empresa que pertence, em mais de 40%, a capitais privados nacionais e estrangeiros, que irão lucrar, e muito, com o petróleo de Libra nos próximos anos.
De qualquer forma, a lei de partilha, da forma como foi aprovada, praticamente impedia que a Petrobras ficasse com 100% do negócio. Além disso, institucionalmente, a empresa tem sido sistematicamente sabotada, nos últimos anos, pelo lobby internacional do petróleo. E cometeram-se, no Brasil, diversos equívocos que a enfraqueceram empresarialmente, o mais grave deles, o incentivo dado à venda de automóveis, sem que se tivesse assegurado, primeiro, fontes alternativas – e, sobretudo nacionais – de combustível.
A questão geopolítica é, também, bastante delicada. O Brasil lançou-se, com determinação e talento, à pesquisa de petróleo na zona de projeção de nosso território no Atlântico Sul, antes de estar militarmente preparado para defendê-la.
O embate entre certos segmentos da reserva das Forças Armadas - principalmente aqueles que fazem lobby ou estão ligados a empresas de países ocidentais – e militares nacionalistas que propugnam que se busque tecnologia onde ela esteja disponível, como os BRICS, tem atrasado o efetivo rearme do país, que, embora necessário, deve ser conduzido com cautela, para não provocar nem atrair demasiadamente a atenção de nossos adversários.
O mundo está mudando, e o Brasil com ele. Seria ideal se pudéssemos simplesmente virar as costas para os países ocidentais - que sempre exploraram nossas riquezas e tudo fizeram para tolher nosso desenvolvimento - e nos integrarmos, de uma vez por todas, ao projeto BRICS, e a países como a China e a Índia, que estarão entre os maiores mercados do mundo nas próximas décadas.
Esse movimento de aproximação com os maiores países emergentes – lógico e inevitável, do ponto de vista histórico – terá que ser feito, no entanto, de forma paulatina e ponderada. Parte da sociedade ainda acredita – por ingenuidade, interesse próprio ou falta de brio, mesmo – que para sermos prósperos e felizes basta integrarmo-nos e sujeitarmo-nos plenamente à Europa e aos Estados Unidos. E que temos que abandonar toda veleidade de assumir um papel de importância no contexto geopolítico global, mesmo sendo a sexta maior economia e o quinto maior país do mundo em território e população.
É essa contradição e esse embate, que vivemos hoje, em vários aspectos da vida nacional, incluindo a defesa e a exploração de petróleo. É preciso explorar o petróleo do pré-sal e nos armar, para, se preciso for, defendê-lo. Mas, nos dois casos, não podemos esperar para fazê-lo nas condições ideais.
O resultado do Leilão de Libra reflete, estrategicamente, essa contradição geopolítica. Mesmo que esse quadro não tenha sido ponderado para efeito da negociação, ele sugere que se buscou uma solução feita, na medida, para agradar a gregos e troianos. Sem deixar de mandar um recado aos norte-americanos.
Independente da questão de capital e de tecnologia – a da Petrobras é superior à dos outros participantes do consórcio – poderíamos dizer que:
a) Os chineses entraram porque, como membros do BRICS, e parceiros antigos em outros projetos estratégicos, como o CBERS, não poderiam ficar de fora.
b)Os franceses foram contemplados porque são também parceiros estratégicos, no caso, na área bélica, por meio do PROSUB, na construção de nossos submarinos convencionais e atômico.
c) Os anglo-holandeses da Shell – mais os ingleses que os holandeses – entraram não só para reforçar a postura de que o Brasil não estava fechando as portas ao “ocidente”, mas também para tapar a boca de quem, no país e no exterior, dizia que o leilão estaria fadado ao fracasso devido à ausência de capital privado.
O lobby internacional do petróleo, no entanto, não descansa. Antes e depois do resultado do leilão, já podia ser lido em dezenas de jornais, do Brasil e do exterior, que o modelo de partilha, do jeito que está, é insustentável e terá que ser mudado.
Apesar da declaração do Ministro de Minas e Energia de que o governo não pretende alterar nada – e da defesa dos resultados do leilão feita pela Presidente da República na televisão – já se fala na pele do urso e as favas se dão por contadas.
Os argumentos são de que não houve concorrência – interessante, será que o “mercado” pretendia que o governo ficasse com mais petróleo do que ficou? – que a Petrobras não tem escala para assumir os poços que serão licitados no futuro – uma “consultoria” estrangeira disse que a Petrobras já está com “as mãos cheias” com Libra, e as exigências de conteúdo local.
Isso tudo quer dizer o seguinte: a guerra pelo petróleo brasileiro não acaba com o leilão de Libra. Ela está apenas começando, e vai ficar cada vez pior. Já que não podemos ter o ideal, fiquemos com o possível. Os desafios para a Petrobras, daqui pra frente, serão tremendos, tanto do ponto de vista institucional, quanto do operacional, na formação e contratação de mão de obra, no gerenciamento de projetos, no endividamento, no conteúdo nacional.
É hora de cerrar fileiras em torno daquela que é – com todos os seus problemas - a nossa maior empresa de petróleo.
A sorte está lançada. A partir de agora, os adversários do Brasil, e da Petrobras, vão fazer de tudo para que ela se dê mal no pré-sal.
Fonte -  Mauro Santayana  25/10/2013

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Economistas que privatizaram Vale deveriam se envergonhar de criticar Libra

Política

Jornal do Brasil
O Campo de Libra foi vendido por R$ 15 bilhões e demandará um investimento inicial de R$ 770 milhões por ano apenas para dar início à montagem de sua estrutura para exploração de petróleo no pré-sal. Esses investimentos durarão alguns anos até que a extração esteja a todo o vapor.
Este pesado investimento inicial se multiplicará no Brasil, resultando em criação de empregos e literalmente injetando combustível no desenvolvimento industrial, naval e de infraestrutura.


Quando a Vale do Rio Doce foi privatizada, em 1997, era uma empresa saudável, que não precisava de investimento e gerava lucro. Na ocasião, ela custou cerca de R$ 3,3 bilhões, o que equivaleria hoje a R$ 12,2 bilhões. Quem a adquiriu obteve retornos magníficos, com o valor do minério saltando de US$ 15 para US$ 120 a tonelada. Seu valor de mercado atualmente é de R$ 183 bilhões.Leilão do Campo de Libra é concretizado. Injeção de R$ 15 bilhões

Contudo, a Vale privatizada não seguiu os mesmos trilhos da projeção de seus números, pelo menos no que diz respeito à geração de empregos. Não foram poucas as demissões - 1.300 em 2008 -, que levaram inclusive o então presidente Lula a reagir energicamente.
Os homens da época deveriam se envergonhar de, hoje, falar em privatização quando se referem ao leilão de Libra. O país deveria cobrar o fim da vida pública desses homens pelas depredações que fizeram no patrimônio nacional.
Citamos a Vale porque não queremos fazer aproximações com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), vendida em 1993 a R$ 1,2 bilhão, valor que hoje equivale a aproximadamente R$ 5 bilhões, e cujo atual valor de mercado é de R$ 17 bilhões.
Ou mesmo com a Light, vendida em 1996 por cerca de R$ 2,2 bilhões, que corrigidos dariam R$ 4 bilhões, e cujo valor de mercado atual é de R$ 8.8 bilhões. Hoje, os dividendos dos lucros distribuídos aos acionistas somados ao atual valor de mercado da empresa ultrapassam estes R$ 8,8 bilhões. Vale lembrar também que, recentemente, uma participação pequena da empresa foi negociada a R$ 2 bilhões.
Ou ainda da Telebrás, privatizada em 1998, quando foi vendida por cerca de R$ 22 bilhões, valor que hoje equivale a R$ 76 bilhões. Somente a Telefônica, que integrava o grupo da Telebrás, vale hoje no mercado R$ 54 bilhões.
Lamentavelmente, as últimas manifestações públicas do FMI - a quem o Brasil já foi devedor e hoje é credor, graças a empréstimos feitos no governo Lula - nos permite imaginar que há um início de tentativa de forçar agências de risco a preparar, por razões políticas, um rebaixamento da nota do Brasil.
Fonte - Jornal do Brasil 24/10/2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Petrobras pode pagar Campo de Libra sem reajustar combustível

Economia


A presidenta da estatal, Graça Foster, disse que a Petrobras tem dinheiro em caixa para pagar os R$ 6 bi à União sem depender de reajuste no preço dos combustíveis nem de ajuda do Tesouro Nacional. A quantia corresponde à parte da empresa no bônus de assinatura do leilão do Campo de Libra

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Petrobras tem dinheiro em caixa para pagar os R$ 6 bilhões à União sem depender de reajuste no preço dos combustíveis nem de ajuda do Tesouro Nacional, disse hoje (23) a presidenta da estatal, Graça Foster. A quantia corresponde à parte da empresa nos R$ 15 bilhões do bônus de assinatura do leilão do Campo de Libra, cujo leilão ocorreu segunda-feira (21).
Graça Foster deu as declarações após reunião do Conselho de Administração da Petrobras, que é presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ela, o encontro teve como objetivo discutir apenas o modelo de investimento para a extração do petróleo na camada pré-sal. “O reajuste dos combustíveis não foi tratado na reunião. Nem existe data para mudança de preços [da gasolina e do diesel nas refinarias]”, assegurou a executiva.
“O único assunto foi discutido foi Libra. Tratamos sobre as curvas de investimento. Temos alguns planos de desenvolvimento. Temos uma série de atividades que queremos antecipar para produzir o mais rápido possível no menor espaço de tempo, ao menor custo”, declarou Graça Foster. “Ainda terei de conversar muitas horas com o ministro [Guido Mantega] sobre Libra.”
Dizendo não poder antecipar números da Petrobras, que divulgará o resultado do terceiro trimestre na sexta-feira (25), Graça Foster limitou-se a dizer que a estatal tem dinheiro suficiente para assumir os compromissos com o leilão de Libra. “O caixa da Petrobras está muito bem e vai chegar ao final do ano conforme o planejado. Temos como pagar os R$ 6 bilhões. Só que não posso falar do resultado do trimestre hoje”, destacou.
foto - ilustração
De acordo com Graça Foster, a Petrobras começará a produzir mais petróleo no quarto trimestre, com o fim da manutenção programada de plataformas. Segundo ela, isso ajudará a reforçar o caixa da estatal antes do fim do ano. “Quem produz mais petróleo, produz mais geração operacional e precisa buscar menos recursos no mercado”, justificou.
Graça Foster negou a necessidade de que o Tesouro Nacional precise injetar recursos na Petrobras. “[A empresa] não precisa hoje de um aporte do Tesouro”, ressaltou. Ela disse ainda que não existe previsão de reajuste no preço dos combustíveis. “Não tem data para aumento dos combustíveis”, reiterou.
Em relação aos planos da estatal para os próximos anos, a presidenta da Petrobras também não forneceu detalhes, mas disse que a extração de petróleo da camada pré-sal na área de Libra não exigirá investimentos consideráveis nos primeiros anos de operação. “Não posso falar sobre o ano que vem porque o plano de investimentos não foi lançado ainda. Só posso dizer que, nos primeiros dois, três anos, os investimentos de Libra não serão expressivos”, declarou.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Dilma: quem quer mudar a regra do petróleo, que mostre a cara.

Pré-Sal


A conversa fiada de que são precisos “ajustes” no modelo de partilha do pré-sal, que o pessoal saudoso das concessões de Fernando Henrique anda soprando por aí levou, hoje, o devido “chega pra lá” da presidenta Dilma Rousseff.

Fernando Brito
- Eu não vejo onde este modelo precisa de ajustes. Sabe por que? Porque aqueles que são contra o conteúdo local querem transferir a receita do petróleo de uma outra forma.(…) Todas as empresas do mundo que quiserem vir para cá podem participar. (…) Não tem porque modificar conteúdo nacional, não tem porque modificar o papel da PPSA, que controla o custo do óleo, não tem porque tirar os 30% da Petrobras.
Dilma desafiou os que querem mudar isso a “mostrar suas faces e defenderem isso”.Ela ironizou as “fontes do Palácio do Planalto” a que se atribuem essas intenções. “Eu fico intrigada. Eu acordo de manhã, me olho no espelho e pergunto a mim mesma quem será essa fonte do Planalto? É uma coisa que me intriga… Eu pergunto para meus botões, mas meus botões são muito ignorantes, não conseguem me responder”, brincou a Presidente.
“O governo está satisfeito com o resultado do leilão, acha o consórcio sólido, está satisfeito com o que lhe cabe da receita e está satisfeito com a destinação dessa riqueza (…) vamos transformar o petróleo em educação, saúde e em desenvolvimento da indústria”, disse.
Tem “fonte do Planalto” suando frio hoje.

Veja a entrevista, abaixo.
PS. Na entrevista, Dilma esclarece os 85% dos quais falou e mostra que não há contradição com o que postamos aqui: 75% para a União, como se disse aqui, e 10% para a Petrobras.
Fonte - Tijolaço  22/10/2013

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Protesto politizado quer que Brasil continue em posição de dependência

Brasil


Volume de bandeiras mostra claramente que há infiltração de governos capitalistas querendo impedir que o leilão saia

JB
Rio de Janeiro – Dezenas de manifestantes se reúnem na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, para protestar contra a primeira rodada de licitação do pré-sal, marcada para a tarde de hoje (21) no Hotel Windsor Barra. A praça fica a dois quarteirões do hotel, que está cercado pela Força Nacional de Segurança e pelo Exército. Os manifestantes carregam bandeiras de partidos políticos, sindicatos e movimentos sociais.
As centrais sindicais deveriam encarar essa manifestação pelo lado nacionalista patriótico. Ela tem razão de existir. Mas pelo lado de um país grande, independente, é fundamental para o Brasil que este leilão saia. O volume de bandeiras no protesto, que indicam grupos setorizados, mostra claramente que há infiltração de governos capitalistas querendo impedir que o leilão saia, deixando o Brasil ainda numa posição de dependência e em crise na sua política, fundamentalmente para continuar a defender o direito do povo, como esses dois últimos governos vem fazendo.
Se o governo chinês ganhar o leilão, junto com o governo brasileiro, vai irritar profundamente as empresas do mundo capitalista.
Com Agência Brasil 
Fonte - Jornal do Brasil  21/10/2013

Consórcio formado por cinco empresas vence primeiro leilão do pré-sal

Pré-Sal

Vinicius Lisboa e Vitor Abdala*
Repórteres da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro – Um consórcio formado por cinco empresas – a anglo-holandesa Shell, a francesa Total, as chinesas CNPC e CNOOC e a Petrobras – foi o vencedor da 1ª Rodada de Licitação do Pré-Sal e terá o direito de explorar e produzir o petróleo da área de Libra, na Bacia de Santos. Dos 70% arrematados pelo consórcio, 20% são da Shell e 20% da Total. A CNPC e a CNOOC têm, cada uma, 10%, assim como a Petrobras, que já tinha garantidos 30%.
A oferta do leilão, realizado há pouco, no Rio de Janeiro, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), garante à União 41,65%% do lucro do óleo retirado do campo. O consórcio pagará ao governo brasileiro bônus de R$ 15 bilhões, além de garantir investimento mínimo de R$ 610 milhões. O consórcio era o único na disputa.
O mínimo de excedente em óleo foi 41,65%, conforme o estabelecido pelo edital.
Libra tem reservas estimadas entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo, que ainda não foram confirmadas. Caso o potencial se confirme, Libra será o maior campo de petróleo do país. A ANP estima que, em seu pico de produção, sejam extraídos diariamente 1,4 milhão de barris de óleo, cerca de dois terços do total da produção atual de todos os campos do país (2 milhões de barris por dia).
Fonte  - Agência Brasil  21/10/2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Campo de Libra: adiar para quando? Até a direita ter chance de entregar tudo?

Brasil


Libra: adiar para quando? Até a direita ter chance de entregar tudo?

Fernando brito
Algumas poucas pessoas estranham a posição que assumi, defendendo a manutenção do leilão do campo de Libra, o maior do pré-sal brasileiro – até agora, é claro, porque as descobertas do pré-sal não acabaram e vão surpreender muita gente.
Existem pessoas contrárias, algumas por razões respeitáveis, outras por ingenuidade e ainda algumas por nítido interesse em “deixar as coisas esfriarem”, para evitar que uma oportunidade tão grande de lucros fique comprometida por um “momento político ruim” para as petroleiras estrangeiras.
A primeira pergunta que se faz é: adiar o leilão para fazê-lo quando?
Daqui a alguns meses, em pleno processo eleitoral? Daqui a um ano e meio, quando existe a possibilidade – felizmente, cada vez menor – de termos um governo menos cioso de nossas reservas petrolíferas, que afrouxe as regras criadas por Lula e Dilma para a exploração do óleo com soberania e benefícios sociais e entregue nossa maior riqueza?
Em três meses, ou seis, ou doze, ou 20, as jazidas de petróleo de Libra, que os dados roubados podem ter tornado do conhecimento dos EUA e de suas empresas terão mudado de lugar? As condições geológicas, composição das camadas de rocha, sua espessura, a presença de fraturas no solo, irão se alterar?
Obvio que não.
Tudo que havia para saber e foi sabido pelos espiões vai permanecer exatamente igual.
Tudo, menos um fato político evidente: as multinacionais americanas estão em posição absolutamente defensiva. Não têm a menor condição política de serem agressivas para vencer, têm muito poucas explicações para correr do leilão, como que atestando que iriam a ele como criminosas detentoras de informações furtadas e, flagradas, desistiram do “crime”.
A esta altura é provável que os mesmos emissários do governo americano que lhe passaram dados da Petrobras já tenham ordenado que “não se arrisquem a vencer” e complicar a crise diplomática já suficientemente grave.
Se a Petrobras, a despeito das dificuldades que lhe criou a ANP – aí sim, há um foco de oposição à hegemonia da Petrobras sobre o pré-sal – já estava pronta para disputar e vencer este leilão, para o qual se prepara há dois anos, obsessivamente, mais ainda está agora, quando o Governo brasileiro está politicamente calçado para tomar, como afirmou Dilma Rousseff em nota oficial, “todas as medidas para proteger o país, o governo e suas empresas”.
Haveria um outro tipo de adiamento possível: transferir o leilão para….nunca! E outorgar, por decreto, a exploração exclusivamente à Petrobras. Há esta faculdade legal, embora qualquer um saiba que isso vai ser questionado judicialmente até as calendas gregas.
Seria, inclusive para mim, que defendo o monopólio integral do petróleo, uma maravilha. Mas representaria outro risco que, honestamente, não creio que o Brasil possa correr.
Nem vou falar, outra vez, das necessidades de capital imensas que isso traria à Petrobras que, sem Libra, já sustenta um plano de investimentos de mais de US$ 280 bilhões nos próximos quatro anos.
Ter esta opção significaria deixar o petróleo de Libra disponível para, amanhã, dar-lhe um outro destino. E abrir caminho para revogar toda as regras de proteção ao Brasil estipuladas na lei que Lula e Dilma fizeram aprovar, a duras penas e com a obstrução do PSDB, DEM e outros “situacionistas-oposicionistas”.
Temos o jogo ganho, neste momento, para uma afirmação político-empresarial da Petrobras em escala impensável há apenas uma semana.
Adiar significa conceder uma “prorrogação” aos inimigos da Petrobras e do Brasil, para saírem da situação de descrédito e desmoralização em que se encontram.
Não apenas para Libra que, com a vitória da Petrobras, consolidará a aplicação da nova lei em todas as outorgas de áreas petrolíferas já descobertas, mas para a imensa área que a prudência técnica ainda não permitiu ser anunciada também como parte do pré-sal brasileiro.
Com a espionagem, a pirataria do petróleo está exposta nua e concretamente ante os olhos do povo brasileiro. A hora é de aproveitar essa evidência e avançar.
Fonte - Do blog Tijolaço  10/09/2013