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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Concluída a perfuração do primeiro poço de extensão do Consórcio de Libra

Pré Sal

Com essa perfuração, foi confirmada a existência de uma coluna de hidrocarbonetos de aproximadamente 290 metros e um reservatório que apresenta boa porosidade e permeabilidade. As amostras coletadas do poço confirmaram tratar-se do mesmo petróleo encontrado no poço descobridor 2-ANP-2A-RJS, com 27 graus API.

Fatos e Dados

Concluímos no dia 6 de novembro a perfuração do primeiro poço de extensão na área do Consórcio de Libra, o 3-BRSA-1255 (3-RJS-731), informalmente conhecido como NW1. Localizado na porção Noroeste do bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, o poço está a aproximadamente 4 km a Sudeste do poço descobridor, o 2-ANP-2A-RJS.
O poço atingiu a profundidade final de 5.734 metros e está localizado a 185 km da costa do Rio de Janeiro, a uma profundidade de água de 1.963 metros. Com essa perfuração, foi confirmada a existência de uma coluna de hidrocarbonetos de aproximadamente 290 metros e um reservatório que apresenta boa porosidade e permeabilidade. As amostras coletadas do poço confirmaram tratar-se do mesmo petróleo encontrado no poço descobridor 2-ANP-2A-RJS, com 27 graus API. Está previsto, ainda, um teste de formação na zona portadora de petróleo para verificar a produtividade dos reservatórios.
O Consórcio de Libra – que é composto por Petrobras (operadora, com 40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%), CNOOC Limited (10%) e a companhia estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) – continuará as atividades previstas no Plano de Exploração aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Neste momento, o segundo poço em perfuração - 3-RJS-735 - informalmente conhecido como L2C1, já atingiu a base da camada de sal e tem previsão de iniciar a fase de perfuração dentro do reservatório nos próximos dias.
Fonte - Petrobras  24/11/2014

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Petrobras faz descoberta de reserva em águas ultraprofundas

Economia

De acordo com a Petrobras, foi comprovada presença de óleo de boa qualidade, em profundidade de 3.550 metros. O Poço Pudim continuará sendo perfurado até 4.500 metros de profundidade.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
foto - Ilustração
A Petrobras informou hoje (7), em nota, nova descoberta em águas ultraprofundas, na camada pós-sal da Bacia do Espírito Santo. O poço, chamado Pudim, foi perfurado em profundidade de 1.886 metros, na área de Brigadeiro.

De acordo com a Petrobras, foi comprovada presença de óleo de boa qualidade, em profundidade de 3.550 metros. O Poço Pudim continuará sendo perfurado até 4.500 metros de profundidade.

A área de Brigadeiro, que fica a 121 quilômetros de distância da costa de Vitória (ES), é operada pela Petrobras, que tem 65% da área, em parceria com a Shell Brasil Petróleo (20%) e Inpex Petróleo Santos (15%).
Fonte - Agência Brasil  07/10/2014

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Petrobras: infraestrutura para explorar pré-sal ainda é desafio

Energia


Desenvolver uma infraestru- tura de grande porte para a exploração de petróleo na camada pré-sal é um dos desafios postos à Petrobras, que completa hoje (3) 60 anos de existência. A avaliação é de Segen Farid Estefen, diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Desenvolver uma infraestrutura de grande porte para a exploração de petróleo na camada pré-sal é um dos desafios postos à Petrobras, que completa hoje (3) 60 anos de existência. A avaliação é de Segen Farid Estefen, diretor de Tecnologia e Inovação do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
“Ela está em uma caminhada que envolve não só a melhoria de alguns processos, como perfuração, escoamento do óleo e, principalmente, do gás do pré-sal para a terra, como também, a estrutura das plataformas”, ressaltou o diretor da Coppe.
Segen Farid destacou que vários estaleiros estão desenvolvendo atividades de construção naval e de plataformas offshore (para exploração em alto-mar) para atender aos requisitos do pré-sal. Paralelamente, as sondas de perfuração completam o processo de exploração do pré-sal.
“Nós estamos vivendo uma fase de muito desenvolvimento em termos de infraestrutura”. Os resultados só vão aparecer quando a produção de petróleo no pré-sal for iniciada”, o que ele estima que ocorrerá daqui a três ou quatro anos. Farid ressaltou que só a partir de 2019 ou 2020 o país terá um substancial aumento na produção de petróleo. “Então, eu diria que a Petrobras tem, no seu DNA, o desafio da tecnologia”.
Entre todas as inovações tecnológicas que poderão levar a Petrobras a dominar a tecnologia do pré-sal, como já domina a de águas profundas, O diretor destacou o tratamento do gás carbônico, projeto coordenado pela Coppe em parceria com a estatal, que qualificou de “emblemático e primordial”.
No pré-sal, muitos reservatórios têm dióxido de carbono juntamente com óleo e gás. Esse é um gás danoso ao meio ambiente na medida em que contribui para o aumento da temperatura na Terra. Farid disse que a separação desse gás e sua eventual reinjeção no reservatório evitaria o efeito prejudicial do gás carbônico, incluindo problemas corrosivos para as tubulações que o transportam. Sendo reinjetado, ele pode aumentar a pressão do reservatório e melhorar o desempenho na produção de petróleo.

Os testes para separar o gás carbônico do gás natural que vierem a ser produzidos no pré-sal estão sendo iniciados em uma planta piloto no Centro de Excelência em Gás Natural, inaugurado em agosto passado. Para isso, ele explicou que estão sendo usadas membranas poliméricas, fruto do trabalho do Laboratório de Membranas do Programa de Engenharia Química da Coppe. “Se ficar comprovado nessa escala piloto os resultados obtidos em laboratório, eu acredito que esse vai ser um grande divisor de águas”.
O pré-sal é uma nova fronteira, assegurou Farid, porque envolve grandes profundidades, isto é, abaixo de 2 mil metros, grande afastamento da costa, da ordem de 300 quilômetros, além de o caminho para se atingir o reservatório apresentar uma camada de sal significativa que pode chegar a 2 quilômetros de extensão. Todo esse conjunto faz com que a exploração de petróleo e gás no pré-sal seja algo emblemático.
Fonte - Agência Brasil   03/10/2013

sábado, 7 de setembro de 2013

Começam a ser feitos os furos de sondagem para ponte de Itaparica

Cidade

Foram iniciados os estudos de sondagem na Baía de Todos-os-Santos (BTS) e potenciais locais das fundações da ponte Salvador-Ilha de Itaparica, para identificar rochas sedimentares, trechos de lama e outras especificidades do solo e subsolo. 

TB

Com o Alerta aos Navegantes divulgado pela Marinha, a Geofort Fundações iniciou nessa sexta-feira (6/9) os estudos de sondagem na Baía de Todos-os-Santos (BTS) e potenciais locais das fundações da ponte Salvador-Ilha de Itaparica, para identificar rochas sedimentares, trechos de lama e outras especificidades do solo e subsolo. Dentre os 16 furos previstos, 12 serão no mar, ao longo do traçado previsto do empreendimento, que terá cerca de 12 km de extensão.
O secretário do Planejamento, José Sergio Gabrielli, destacou os procedimentos seguidos para garantir segurança e modificar o mínimo possível as atividades nas regiões do estudo. “Buscamos a permissão tanto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) quanto da Marinha do Brasil, que, através da Capitania dos Portos da Bahia, recebeu um plano de sondagem com data e local das atividades, a fim de orientar outras embarcações”, detalhou o secretário.
O responsável técnico e engenheiro de segurança do trabalho, Edirailton Filho, explicou que a sondagem consiste em furos de apenas 75mm de diâmetro, que podem chegar até 120 m de profundidade a partir do piso de apoio da sonda. “A sondagem não causa qualquer transtorno à população e à navegação. É apenas uma perfuração, sem o uso de produtos químicos, que preserva o ecossistema local”, afirma o engenheiro.
A balsa com as equipes e equipamentos ficará em cada ponto de estudo por cerca de cinco dias. As embarcações foram subcontratadas pela Geofort junto à Belov Engenharia, empresa baiana com vasta experiência em atividades na BTS. O último furo de sondagem está previsto para novembro deste ano e o resultado completo dos estudos deve ser entregue no mês seguinte.

Projeto
A ponte Salvador-Ilha de Itaparica é parte de um plano de desenvolvimento socioeconômico do Estado da Bahia, cujo objetivo é dinamizar o eixo litorâneo sul, permitindo o surgimento de um novo polo industrial e logístico na Região Metropolitana de Salvador (RMS), ancorado por investimentos já em curso (estaleiros em São Roque do Paraguaçu) ou projetados (nova retroárea do porto de Salvador).
O cronograma de ações de 2013 inclui ainda a contratação de estudos de engenharia e impactos ambientais (EIA-RIMA) e urbanísticos em processo final de licitação. Além disso, nas próximas semanas deve ser firmado um convênio para estudos hidráulicos marítimos e a licitação para estudos culturais e imateriais. O lançamento do edital para construção e concessão da ponte, por sua vez, está previsto para o primeiro trimestre de 2014. A conclusão está estimada entre 48 e 60 meses.
Fonte - Tribuna da Bahia  07/07/2013