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terça-feira, 14 de abril de 2015

Porto de Mariel,em Cuba,quer ser principal conexão do Canal do Panamá

Internacional

As projeções do moderno terminal de contêineres cubano, que começou a operar em janeiro de 2014, foram analisadas em um painel durante a XII Panamá Maritime sobre o futuro do setor portuário assim que as obras do Canal do Panamá sejam concluídas.O terminal de contêineres de Mariel tem a capacidade de receber navios Post-Panamax , com capacidade dobrada em relação aos usados atualmente....

G1
foto - ilustração
O terminal de contêineres do porto de Mariel, em Cuba, quer se transformar na melhor opção logística da região após a ampliação do Canal do Panamá, disse nesta segunda-feira (13) um dos diretores do porto em uma reunião internacional que analisa o impacto da expansão da via interoceânica panamenha.
As projeções do moderno terminal de contêineres cubano, que começou a operar em janeiro de 2014, foram analisadas em um painel durante a XII Panamá Maritime sobre o futuro do setor portuário assim que as obras do Canal do Panamá sejam concluídas.
O diretor comercial do terminal de Mariel, Marcelo Lluveras, destacou a importância da expansão panamenha e as oportunidades que serão abertas para os portos que tenham condições de atender a nova demanda na região.
O projeto de ampliação do Canal do Panamá, iniciado em 2007 e com término previsto inicialmente em outubro de 2014, só ficará pronto em abril de 2016. O consórcio terceirizado que executa as obras e a administração do local trocam acusações sobre os motivos do atraso.
A partir do anúncio da expansão, Cuba definiu uma política integral de desenvolvimento no país e criou a zona especial de Mariel, indicou Lluveras. O objetivo é aumentar o comércio exterior da ilha, aproveitando da proximidade com o canal panamenho.
Temos possibilidade de conexões com o mundo todo a partir da ampliação do Canal do Panamá. Nossa posição geográfica facilita a expansão em direção ao Caribe e à costa leste dos Estados Unidos. Podemos ser a melhor opção de porto de baldeio internacional na região. Nós realmente estamos no centro de todas as rotas, seja da Ásia, da Eruopa ou da costa leste e oeste da América Latina, apontou Lluveras.
O vice-presidente de marketing e vendas do Porto de Cartagena, na Colômbia, Giovanni Benedetti, disse à Agência Efe que Mariel tem uma oportunidade muito boa, e que a primeira etapa vai ser positiva, acompanhando a abertura proposta por Cuba recentemente.
Apesar disso, Benedetti afirmou que a posição geográfica de Mariel não é tão favorável assim. Cartagena, Panamá e Jamaica ainda seriam mais próximos do canal. O porto cubano só teria a seu favor a grande zona franca que tem, em teoria, mais de 2 mil hectares .
Uma forma de romper o bloqueio não é deixando que os bens fluam em direção a Cuba, mas que as companhias se instalem no país e os produtos saiam de Cuba para o exterior , afirmou.
A primeira etapa do novo terminal, que contou com financiamento brasileiro, é o coração da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel, criada com objetivo de se transformar em um dos motores econômicos de Cuba e um foco de atração de capital estrangeiro.
Ferrovias, armazéns, canais e pontes são algumas das infraestruturas construídas no porto de Mariel, situado a cerca de 45 quilômetros ao oeste de Havana. As obras, feitas pela Odebrecht, custaram US$ 957 milhões, sendo US$ 682 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para a segunda etapa do projeto está previsto que o Brasil contribua com mais um segundo financiamento, da ordem de US$ 290 milhões, de acordo com fontes oficiais.
O terminal de contêineres de Mariel tem a capacidade de receber navios Post-Panamax , com capacidade dobrada em relação aos usados atualmente e que, a partir da ampliação, poderão circular pela via marítima interoceânica. EFE
Fonte - Revista Ferroviária  14/04/2015

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Por que o porto de Mariel é “um golaço” na Cuba sem embargo comercial?

Economia

Mariel é uma zona econômica especial em Cuba, onde se permite até 100% de capital estrangeiro nas empresas. Com a normalização das relações comerciais, será uma “plataforma de exportação” de manufaturados e de semi-manufaturados para os EUA.

Autor -  Fernando Brito

A jornalista Patrícia Campos Melo, especialista em assuntos internacionais, escreve na Folha um artigo sobre o “golaço” marcado pelo Brasil ao financiar a construção do Porto de Mariel em Cuba, sobretudo agora que os Estados Unidos reataram relações diplomáticas com a ilha e, ao que tudo indica, o embargo comercial de 52 anos está por cair.
Foi o que bastou para uma legião de comentaristas “coxinhas” começarem a xingar e ofender a colunista.
De fato, parecem ser tão pouco inteligentes que não conseguem enxergar o óbvio.
Então, com a paciência que devemos ter com este pessoal, vamos explicar.

A primeira vantagem – além de termos gerado encomendas ao Brasil maiores que o valor financiado – é que, com o provável fim do embargo, fica mais sólida a estrutura de financiamento, organizada na base do “project finance”, onde a receita do empreendimento é que paga o dinheiro nele investido. Isso dá mais liquidez aos recebimentos e torna, na prática, o financiador um “sócio” das receitas operacionais.

Mas este é o “de menos”.
Mariel é uma zona econômica especial em Cuba, onde se permite até 100% de capital estrangeiro nas empresas. Com a normalização das relações comerciais, será uma “plataforma de exportação” de manufaturados e de semi-manufaturados para os EUA.

Mariel fica a menos de 200 km da costa da Flórida.
É preciso falar das vantagens que terá sobre outras zonas de processamento de exportação hoje usadas pelos EUA, como a de Colón, no Panamá, que fica a 1.800 quilômetros de Miami? Outra plataforma logística, a Península de Yucatán, no México, fica a 900 quilômetros…E Barranquilla, zona especial da Colômbia, com as curvas necessárias para contornar a própria Cuba, a uns 2.500 km.
Dá para entender também que o Brasil tem seu porto mais próximo da costa oeste em Itaqui? Bagatela de 5 mil quilômetros…
É possível entender que Mariel tem tudo para funcionar tanto como um hub para conexões com portos do Golfo do México e da costa oeste americana, tanto para grãos e minérios quanto para peças e partes para montagem local?
Não é, claro, a vantagem de carregar/descarregar/carregar ou montar por lá. É reduzir custo e aumentar vendas, por ganhos de competitividade.
Será que agora eles vão entender que o diretor internacional da Fiesp, Thomaz Zanotto, no video que posto abaixo, não defende o financiamento brasileiro ao porto por ser comunista ou “bolivariano”.
Mas talvez seja demais para os “lobetes”.
Fonte - Tijolaço  17/12/2014



quarta-feira, 26 de março de 2014

Empresários brasileiros vão a Cuba conhecer Porto de Mariel

Economia

Na segunda-feira (24), o presidente e o diretor de negócios da Apex, Maurício Borges, e Ricardo Santana, respectivamente, reuniram-se em Havana com o ministro de Comércio Exterior e Desenvolvimento de Cuba, Rodrigo Malmierca. De acordo com Santana, o país da América Central pretende ampliar as importações originárias do Brasil e mostra interesse por setores específicos.

Mariana Branco 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A partir de hoje (26), 32 empresas brasileiras participam da primeira prospecção de negócios em território cubano desde a inauguração da primeira fase de modernização do Porto de Mariel. Na missão, organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), os empresários conhecerão o porto e participarão de rodadas de negócios com importadores cubanos. O objetivo é explorar o potencial de Mariel, inclusive como plataforma de exportação para outros países, e ampliar o comércio com Cuba.
Na segunda-feira (24), o presidente e o diretor de negócios da Apex, Maurício Borges, e Ricardo Santana, respectivamente, reuniram-se em Havana com o ministro de Comércio Exterior e Desenvolvimento de Cuba, Rodrigo Malmierca. De acordo com Santana, o país da América Central pretende ampliar as importações originárias do Brasil e mostra interesse por setores específicos. “Os setores de alimentos, casa e construção e embalagens têm bastante apelo do lado de lá. [Há interesse] em materiais elétricos, móveis e embalagens, inclusive para o processamento de alimentos”, disse.
No ano passado, a corrente de comércio entre o Brasil e Cuba somou US$ 624,8 milhões, dos quais US$ 528,2 milhões corresponderam à aquisição de produtos brasileiros pelo país. Os principais itens importados do Brasil foram óleo de soja, arroz, milho, carne de frango in natura, farelo de soja, café, papel, calçados, máquinas agrícolas e móveis. Mas, segundo Ricardo Santana, houve alta de 9,2% no comércio desde a implantação de um escritório da Apex em Havana, em 2008.
De acordo com dados da agência de fomento, em 2013 o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas de um país) de Cuba foi US$ 76,5 bilhões, o maior da América Central e do Caribe, com exceção do território norte-americano de Porto Rico. Atualmente, Cuba é o segundo maior destino das exportações brasileiras na região, com exceção do Panamá. No total, a ilha importou US$ 15,6 bilhões em produtos em 2013, o que indica espaço para o Brasil ampliar o seu mercado.
Para o diretor de negócios da Apex, o crescimento do consumo no país, em grande parte devido ao turismo, e a operação do Porto de Mariel ajudarão a impulsionar o comércio entre os dois países. “O início da operação deve ser muito vantajoso. [Deve] reduzir o custo de operações logísticas. Cuba pode ser um hub (termo usado principalmente na aviação comercial, para designar um ponto de conexão) para vários países em termos de exportações. Principalmente na América Central, com mercados que estão crescendo como o Panamá, Honduras, El Salvador, a Costa Rica, a Guatemala. Não é só o Brasil que está de olho, outros países também estão organizando missões”.
Entre as empresas que enviaram representantes a Cuba para a missão que segue até sexta-feira (28) estão a Bauducco, Asa Alimentos, Globoaves e Vilheto e Cosil, do ramo de alimentação; a TendTudo, do setor de construção; Oberthur, fabricante de equipamentos de informática e fornecedora, a Odebrecht e Eletroflex, da área de reposição de peças para caminhões e tratores. A Apex organiza missões comerciais do Brasil para o país da América Central desde 2003.
As obras no Porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht, exigiram investimento de US$ 957 milhões, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do montante, US$ 682 milhões foram aportados pelo Brasil. Como contrapartida, houve exigência de que pelo menos US$ 802 milhões do total fossem gastos na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros. Apesar dessa obrigatoriedade e de o governo entender que o porto tem importância estratégica para o Brasil, a destinação de recursos para o país estrangeiro foi alvo de críticas.
Fonte - Agência Brasil  26/03/2014

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O BRASIL DE DAVOS E DE MARIEL

Politica

Mauro Santayana

(JB) - A presidente Dilma foi a Davos, na Suiça, para reunir-se, entre outras personalidades, com o presidente do país, Didier Burkhalter, o do grupo SAAB - sócio brasileiro no projeto dos caças Gripen NG - Hakan Buskhe, o da FIFA, Joseph Blatter, e CEOs de grandes multinacionais, como a UNILEVER e a NOVARTIS.
E de lá, para Havana, Cuba, para se encontrar com líderes do continente, na reunião da CELAC - Comunidade de Estados da América Latina e do Caribe, e participar, junto ao Presidente Raul Castro, de uma cerimônia emblemática: a inauguração da primeira etapa do terminal de containers e da Zona Especial de Desenvolvimento de Mariel, junto ao porto do mesmo nome, financiado com dinheiro brasileiro e construído por empresas nacionais de engenharia - que geraram, com o projeto, 198.000 empregos no Brasil - em associação com firmas locais, no valor aproximado de um bilhão de dólares.
O objetivo do Brasil, no Fórum Econômico de Davos, foi esclarecer aos investidores que, com relação à economia, por aqui o diabo não está tão feito quanto aparenta ou querem fazer que pareça. Nas conversas com investidores, os representantes brasileiros devem ter apresentado dados como a queda da inadimplência, o aumento da arrecadação, e a manutenção, no ano que passou, do Investimento Estrangeiro Direto em um patamar acima de 60 bilhões de dólares por ano, quase o mesmo, portanto, que o de 2012.
Já, em Cuba, o papel do Brasil foi o de dar novo exemplo de seu “soft power” regional, exercido também por meio de grandes projetos de infra-estrutura, voltados para melhorar as condições de vida de nossos vizinhos e parceiros, e integrar, pelo desenvolvimento, a América Latina.
O que paraguaios, bolivianos, peruanos, equatorianos, e mexicanos viram, paralelamente à reunião da CELAC, quando tomaram conhecimento da dimensão do projeto de Mariel - onde devem se instalar empresas brasileiras a partir do ano que vem, para montar produtos destinados às Américas e ao Pacífico, aproveitando a vizinhança do Canal do Panamá - não é muito diferente do que o Brasil já faz em seus respectivos países.
Basta lembrar o recém inaugurado linhão elétrico de 500 kV entre Itaipu e Assunção, que permitirá, finalmente, a industrialização do Paraguai; o gasoduto Bolivia-Brasil, que gera, com a exportação de gás, boa parte do PIB boliviano; os corredores ferroviários e rodoviários bioceânicos, em fase de implantação, que nos levarão ao Peru, Bolívia e Chile, e por meio deles, ao oceano Pacífico; as obras do metrô de Quito, no Equador, que também tem participação brasileira; ou o maior projeto petroquímico em construção no México, que está sendo tocado, em associação com empresas locais, pela Braskem.
Para muita gente, o Brasil de Mariel, que tem consciência de sua dimensão geopolítica na América Latina, é incompatível com o Brasil de Davos, que, muita gente também acredita, deveria se sujeitar aos Estados Unidos e à Europa, em troca de capitais, acordos e investimentos.
Essa visão limitada, tacanha, defendida tanto por alguns setores da oposição, quanto por gente do próprio governo e da base aliada - já foi ultrapassada pelos fatos e deveria ser abandonada em benefício de um projeto de nação à altura de nosso destino e possibilidades.
Quanto mais poder tem um país, mais razões ele tem para ser pragmático, múltiplo, universal, no trato com as outras nações. Não podemos fechar as portas para ninguém, nem deixar de ter contato ou de fazer negócios com quem quer que seja, desde que essa relação se faça em igualdade de condições.
O que não deve impedir, nem limitar, nosso direito de eleger, estrategicamente, prioridades e alianças, específicas, no âmbito internacional, que nos permitam alcançar mais rapidamente nossas metas de fortalecimento do Brasil e de melhora das condições de vida da população brasileira.
Fonte - Mauro Santayana  30;01/2014

domingo, 26 de janeiro de 2014

Dilma Rousseff chega em Havana

Internacional

ISLAmia
Dilma Rousseff arribó a La Habana
Às 14:54 horas (hora local de Havana) pousou no solo cubano o avião da presidente Dilma Rousseff do Brasil, que ira participar da reunião da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC)  Dilma foi recebida na escada do avião presidencial pelo ministro cubano do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca, segundo informações do Cubadebate.

A presidenta do Brasil terá uma reunião de trabalho na segunda-feira com o líder cubano Raul Castro e permanecerá em Havana até terça-feira para participar da II Cúpula da (CELAC) .


A ampliação do porto cubano de Mariel, localizado a 45 quilômetros a oeste de  Havana, é uma obra considerada como um marco de colaboração entre os dois países. O trabalho é executado pela construtora brasileira N.Odebrecht e tem financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o banco de fomento do governo brasileiro.
O porto de Cuba  irá proporcionar uma porta de saída marítima moderna e permitira que  indústrias brasileiras se instalem na ilha aproveitando a mão de obra local bem como incentivos, para a produção e exportação de produtos produzidos em Cuba, conforme negociações entre os dois países. No encontro com Raul, Dilma "examinará os principais temas da agenda bilateral e regional", disse o comunicado do Ministério das Relações Exteriores. Entre essas questões destaca o acordo que permitiu a chegada ao Brasil de 5.400 médicos cubanos para trabalhar em áreas de comunidades isoladas e pobres no programa de saúde do governo brasileiro "mais médicos".O objetivo do programa é recrutar um total de 12.996 médicos, até março do próximo ano, principalmente cubanos que serão enviados para os municípios,ainda sem atendimentos na área de saúde. Dilma Rousseff e Raul Castro também irão discutir o comércio bilateral, que de acordo com dados oficiais brasileiros saltou de 91,99 milhões de dólares em 2003 para 624,79 milhões em 2013 dólares. Os principais produtos embarcados no Brasil com destino a Cuba são óleo de soja, arroz e milho. Segundo porta-vozes da Presidência brasileira, a visita de Dilma Rousseff a Cuba inclui também reuniões privadas. Na terça-feira, a presidenta brasileira ira  participar da reunião de cúpula dos Chefes de Estado e de Governo dos países da CELAC.
Tradução e adaptação de texto - A.Luis
Fonte - ISLAmia  26/01/2014