UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sábado, 17 de junho de 2017

Governo de Cuba critica "pressão dos EUA" para mudanças de sistema na ilha

Internacional  🌏

"Assumiremos qualquer risco e continuaremos firmes e seguros na construção de uma nação soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável", afirma o governo.-A declaração foi difundida simultaneamente em todos os veículos de comunicação estatais. No comunicado, o regime comandado por Raúl Castro responde ao discurso feito pelo presidente americano, Donald Trump, que anunciou mudança na política para Cuba.

Da EFE - Ag.Brasil
foto - ilustração
O governo de Cuba divulgou comunicado nessa sexta-feira (16) garantindo que qualquer estratégia para mudar o sistema na ilha está "condenada ao fracasso", e que os Estados Unidos não estão em condições de dar lições sobre direitos humanos, destacando que pretendem seguir dialogando com o país. As informações são da agência de notícias EFE.
A declaração foi difundida simultaneamente em todos os veículos de comunicação estatais. No comunicado, o regime comandado por Raúl Castro responde ao discurso feito pelo presidente americano, Donald Trump, que anunciou mudança na política para Cuba.
"Qualquer estratégia voltada para mudar o sistema político, econômico e social em Cuba, que pretenda alcançar por meio de pressões e imposições, ou empregando métodos mais sutis, estará condenada ao fracasso", diz o texto veiculado como primeira reação ao posicionamento de Washington.
O texto sustenta que as mudanças necessárias para Cuba, como as que estão sendo realizadas agora, como parte do processo de atualização do modelo econômico e socialista na ilha, "seguirão sendo decididos soberanamente" pelo povo cubano.
"Assumiremos qualquer risco e continuaremos firmes e seguros na construção de uma nação soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável", afirma o governo.
A declaração aponta que Donald Trump esteve, mais uma vez, "mal assessorado", ao tomar decisões que favorecem os interesses políticos de uma "minoria extremista" de origem cubana, residente no estado da Flórida, que, por "motivações mesquinhas" não desiste da pretensão de castigar Cuba e a sua população.
Na questão dos direitos humanos, o governo de Cuba, rejeita a "manipulação com fins políticos", garantindo que os cidadãos do país "desfrutam de direitos e liberdades fundamentais" e destacando o acesso à saúde, educação, previdência social, salários iguais, direitos das crianças, à alimentação, a paz e ao desenvolvimento.
"Os Estados Unidos não estão em condições de nos dar lições", diz o texto, que ainda destaca negativamente o grande número de casos de assassinatos, abusos policiais e discriminação racial nos Estados Unidos.
O governo de Cuba ainda garante que está disposto a continuar um diálogo "respeitoso", além da cooperação em temas de interesse mútuo, assim como a negociação de assuntos bilaterais "pendentes" com o governo americano, mas garante que não realizará concessões que possam ferir sua soberania e independência.
Fonte - Agência Brasil  17/06/2017

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Obama vai a Cuba em março

Internacional

Estados Unidos anunciam viagem de Obama a Cuba em março. Em Havana, ele vai discutir a ampliação das relações com o governo local.

José Romildo
Correspondente da Agência Brasil

foto -ilustração/Havana
O presidente Barack Obama e a primeira-dama Michelle estarão em Cuba em 21 e 22 de março, informou hoje (18) a Casa Branca. Em Havana, ele vai discutir a ampliação das relações com o governo local.
Haverá “avanço nos laços comerciais, que podem melhorar o bem-estar do povo cubano”, acrescentou a Casa Branca.
“Vamos também expressar o nosso apoio aos direitos humanos”, acrescentou a Secretaria de Imprensa do governo norte-americano.
Além de manter uma reunião bilateral com o presidente de Cuba, Raúl Castro, Obama vai se encontrar com membros da sociedade civil, empresários e pessoas de diferentes esferas da sociedade cubana.
Fonte - Agência Brasil  18/02/2016 

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Com a participação de Cuba, Cúpula das Américas reúne líderes no Panamá

Internacional

A última vez em que isso ocorreu foi em uma reunião regional em 1956 – também na Cidade do Panamá. Três anos depois, a Revolução Cubana, liderada por Fidel Castro, derrubou a ditadura de Fulgencio Batista. Em 1962, os EUA romperam relações com o novo governo comunista de Cuba e expulsaram a ilha caribenha da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Monica Yanakiew
Correspondente da Agência Brasil/EBC
Os presidentes de Cuba, Raúl Castro, e dos Estados Unidos
 Barack Obama, participam da Cúpula das Américas
Arquivo Agência Brasil
Cidade do Panamá - Os chefes de Estado e de Governo de 35 países vão participar nesta sexta-feira (10) da 7ª Cúpula das Américas – a primeira conferência hemisférica em que os líderes dos Estados Unidos e de Cuba sentarão à mesma mesa, desde a ruptura das relações diplomáticas há mais de 50 anos.
A última vez em que isso ocorreu foi em uma reunião regional em 1956 – também na Cidade do Panamá. Três anos depois, a Revolução Cubana, liderada por Fidel Castro, derrubou a ditadura de Fulgencio Batista. Em 1962, os EUA romperam relações com o novo governo comunista de Cuba e expulsaram a ilha caribenha da Organização dos Estados Americanos (OEA).
A 7ª Cúpula das Américas deverá marcar o fim do último resquício da Guerra Fria na região, e o governo panamenho declarou feriado para esvaziar as ruas e garantir a segurança dos participantes. O evento terá a presença do líder cubano, Raúl Castro, e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama – que em dezembro deu um passo histórico ao reconhecer o fracasso de meio século de políticas norte-americanas para tentar isolar Cuba. No momento em que os EUA estão dialogando com os cubanos para acabar com décadas de confronto (uma iniciativa aplaudida pelos governos regionais), há um novo foco de discussão: a Venezuela.
Os chanceleres que se reuniram nessa quinta-feira (9) para negociar a declaração conjunta dos presidentes não conseguiram chegar a um consenso: a ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodriguez, queria incluir no documento condenação às sanções norte-americanas a sete altos funcionários venezuelanos.
Em março, Obama anunciou que ia bloquear as contas e os bens desse grupo de venezuelanos nos EUA, por considerar que estavam envolvidos em atos de corrupção ou de violações de direitos humanos. Para justificar essa punição, Obama declarou a Venezuela uma “ameaça à segurança” norte-americana.
A declaração de Obama foi duramente criticada na região e citada pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para obter do Congresso poderes especiais: ele poderá governar por decreto, até o fim do ano, para conter a “ameaça” norte-americana.
Nos últimos dias, altos funcionários norte-americanos moderaram o tom das críticas e asseguraram que a Venezuela de fato “não representa uma ameaça”. Maduro também disse que quer ter uma boa relação com os EUA, mas a chanceler venezuelana cobrou uma retificação, ou seja, a suspensão das sanções.
Ao mesmo tempo, um grupo de 25 ex-presidentes da América Latina e da Espanha (entre eles o costarriquenho Oscar Arias, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, o mexicano Felipe Calderón e o espanhol José Maria Aznar) apresentaram nessa quinta-feira a Declaração do Panamá, criticando a violação de direitos humanos na Venezuela. O documento pede a imediata libertação de presos políticos, como o líder oposicionista Leopoldo López e o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma. Ambos foram acusados por Maduro de conspirar para derrubá-lo.
Na véspera da cúpula, houve polêmica entre governistas e oposicionistas, tanto venezuelanos quanto cubanos. A normalização das relações entre os EUA e Cuba depende de uma série de medidas – algumas das quais precisam passar pelo crivo da oposição republicana para aprovação no Congresso.
Uma das principais reivindicações de Castro é a exclusão de Cuba da lista norte-americana de países que patrocinam o terrorismo. Os cubanos também querem a suspensão do bloqueio econômico e financeiro e uma indenização pelos danos sofridos no passado.
Além da Cúpula das Américas, estão sendo realizados no Panamá fóruns paralelos de empresários, reitores de universidades e representantes da sociedade.
Fonte - Agência Brasil  10/04/2015

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Cuba busca caminhos para o desenvolvimento com novo ministro da Economia

Internacional

Raúl Castro assegura que a revolução cubana siga adiante, em um período de prosperidade econômica - Um comunicado oficial divulgado no noticiário informou que Murillo, de 53 anos, substituirá Adel Yzquierdo, que irá manter o seu lugar entre os 14 membros do núcleo político do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.

Por Redação - CB
Agências internacionais - De Havana

Presidente de Cuba, o líder revolucionário Raúl Castro nomeou para o cargo de ministro da Economia e Planejamento o atual vice-presidente do governo, Marino Murillo, considerado o arquiteto das reformas para modernizar a economia socialista da ilha, segundo informações oficiais divulgadas nesta sexta-feira. Um comunicado oficial divulgado no noticiário informou que Murillo, de 53 anos, substituirá Adel Yzquierdo, que irá manter o seu lugar entre os 14 membros do núcleo político do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba.
“O Conselho de Estado, seguindo proposta do seu presidente, concordou em liberar do cargo de Ministro da Economia e Planejamento o companheiro Adel Yzquierdo e nomear para seu lugar Marino Murillo, que continuará a desempenhar suas responsabilidades como vice-presidente do governo”, disse o texto.
O comunicado acrescenta, sem dar detalhes, que “para levar adiante essa tarefa é necessário harmonizar e integrar um nível mais alto o processo de atualização do modelo econômico como o princípio motriz da economia nacional”. Murillo, chefe da comissão para implementar reformas locais, assume o ministério numa aparente tentativa de dar impulso ao processo de reforma empreendido por Raúl Castro desde que assumiu a Presidência no lugar de seu irmão, Fidel Castro, que ficou doente em 2008.
Sob a liderança de Yzquierdo, a economia da ilha cresceu meros 0,6% no primeiro semestre deste ano e o governo cubano cortou sua previsão de crescimento para 2014, de 2,2% anunciados anteriormente para 1,4%.

Encontro
Na noite passada, o ex-presidente cubano Fidel Castro – que acompanha de perto as mudanças econômicas em curso na ilha comunista – felicitou o Chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, pelo seu “corajoso e brilhante” discurso pronunciado na véspera perante a Assembleia geral da ONU. Fidel Castro considerou mesmo que o presidente venezuelano esteve à altura do seu antecessor, Hugo Chávez.
“Foi um discurso corajoso e brilhante, à altura do heroico Presidente Hugo Chávez, que nessa mesma tribuna foi capaz de denunciar a diabólica política do império que ameaça a vida da nossa espécie”, escreveu o ex-presidente cubano.
Fidel também recebeu informes sobre a reunião entre os chanceleres dos Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na sede da ONU. O chanceler chinês, Wang Yi, no encontro disse que a cúpula dos líderes dos BRICS em Fortaleza deu nova força e vigor ao grupo.
– Todos os países devem aproveitar a oportunidade para traçar um programa estratégico de futura cooperação econômica e iniciar o processo da criação do banco dos BRICS e o estabelecimento de reservas emergentes – disse.
Segundo Yi, “as questões de segurança e política internacional devem se normalizar e os coordenadores apresentarão soluções políticas para questões internacionais de foco, de modo que seja elevada a influência dos BRICS”.
Os chanceleres participantes concordaram em consolidar a parceria econômica, reforçar coordenações no combate internacional antiterrorista, na epidemia Ebola e nas questões da Palestina e Ucrânia, a fim de salvaguardar a paz e a segurança mundial.
Eles chegaram à unanimidade em apoiar as atividades em homenagem à fundação da ONU e ao 70º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial, esforçando-se para defender a ordem internacional igualitária e justa, estipulada na Carta da ONU.
Fonte - Correio do Brasil  26/09/2014

domingo, 26 de janeiro de 2014

Dilma Rousseff chega em Havana

Internacional

ISLAmia
Dilma Rousseff arribó a La Habana
Às 14:54 horas (hora local de Havana) pousou no solo cubano o avião da presidente Dilma Rousseff do Brasil, que ira participar da reunião da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC)  Dilma foi recebida na escada do avião presidencial pelo ministro cubano do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca, segundo informações do Cubadebate.

A presidenta do Brasil terá uma reunião de trabalho na segunda-feira com o líder cubano Raul Castro e permanecerá em Havana até terça-feira para participar da II Cúpula da (CELAC) .


A ampliação do porto cubano de Mariel, localizado a 45 quilômetros a oeste de  Havana, é uma obra considerada como um marco de colaboração entre os dois países. O trabalho é executado pela construtora brasileira N.Odebrecht e tem financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o banco de fomento do governo brasileiro.
O porto de Cuba  irá proporcionar uma porta de saída marítima moderna e permitira que  indústrias brasileiras se instalem na ilha aproveitando a mão de obra local bem como incentivos, para a produção e exportação de produtos produzidos em Cuba, conforme negociações entre os dois países. No encontro com Raul, Dilma "examinará os principais temas da agenda bilateral e regional", disse o comunicado do Ministério das Relações Exteriores. Entre essas questões destaca o acordo que permitiu a chegada ao Brasil de 5.400 médicos cubanos para trabalhar em áreas de comunidades isoladas e pobres no programa de saúde do governo brasileiro "mais médicos".O objetivo do programa é recrutar um total de 12.996 médicos, até março do próximo ano, principalmente cubanos que serão enviados para os municípios,ainda sem atendimentos na área de saúde. Dilma Rousseff e Raul Castro também irão discutir o comércio bilateral, que de acordo com dados oficiais brasileiros saltou de 91,99 milhões de dólares em 2003 para 624,79 milhões em 2013 dólares. Os principais produtos embarcados no Brasil com destino a Cuba são óleo de soja, arroz e milho. Segundo porta-vozes da Presidência brasileira, a visita de Dilma Rousseff a Cuba inclui também reuniões privadas. Na terça-feira, a presidenta brasileira ira  participar da reunião de cúpula dos Chefes de Estado e de Governo dos países da CELAC.
Tradução e adaptação de texto - A.Luis
Fonte - ISLAmia  26/01/2014

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Cuba libera comercialização de veículos, após quase 50 anos de controle

Internacional

Da Agência Brasil*
foto - ilustração
Brasília – Em uma das reformas mais aguardadas de sua gestão, o presidente Raúl Castro autorizou a importação e a comercialização de automóveis, depois de cerca de cinquenta anos de controle. O governo de Cuba liberou o setor automotivo a comercializar veículos a preços de mercado e aboliu o sistema que só permitia aos cubanos comprar automóveis novos por meio do Estado.
Até ontem (19), cidadãos cubanos podiam vender e comprar veículos somente a preços fixados pelo Estado, de acordo com um decreto de 2010. A população não tinha acesso, no entanto, aos automóveis novos, que eram vendidos pelo Estado a pessoas selecionadas.
O Conselho de Ministros de Cuba decidiu na quinta-feira (19) liberar a venda no varejo de motocicletas, carros e caminhonetes novos e seminovos. A norma determina que a compra pode ser feita por pessoas físicas cubanas e estrangeiras, pessoas jurídicas estrangeiras e corpo diplomático. A nova política elimina as cartas de autorização emitidas pelo Ministério do Transporte, assim como outros mecanismos de aprovação pelo Estado.
Desde o começo do mandato de Raúl Castro, Cuba passa por um processo de reformas com elementos de economia de mercado, após décadas de monopólio estatal. Em 2013, as reformas liberalizaram viagens ao exterior, propuseram o fim da dualidade monetária, geraram cooperativas agrícolas e propuseram a desregulação de empresas estatais para disporem de parte de seus lucros.
Fonte - Agência Brasil  20/12/2013