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terça-feira, 1 de março de 2016

Com superávit de US$ 3 bi, balança comercial tem melhor fevereiro desde 89

Economia

Superávit veio de US$ 13,348 bi em exportações e US$ 10,305 bi em importações.É o melhor resultado para meses de fevereiro desde o início da série histórica da balança, em 1989. Além disso, não era registrado superávit para o mês desde fevereiro de 2012, quando a balança comercial ficou positiva em US$ 1,7 bilhão.

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Arquivo/Agência Brasil
A balança comercial teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 3,043 bilhões em fevereiro. É o melhor resultado para meses de fevereiro desde o início da série histórica da balança, em 1989. Além disso, não era registrado superávit para o mês desde fevereiro de 2012, quando a balança comercial ficou positiva em US$ 1,7 bilhão.
Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em janeiro, o superávit de US$ 923 milhões da balança comercial também quebrou um jejum de saldos positivos para o mês, que já durava cinco anos.
O saldo positivo do mês passado resultou de US$ 13,348 bilhões em exportações e US$ 10,305 bilhões em importações. As vendas externas cresceram 4,6% sobre fevereiro de 2015 e 24,9% em relação a janeiro de 2016. O cálculo é segundo o critério da média diária, que mede o valor negociado em dólares por dia útil.
A comparação com 2015 representou o primeiro crescimento das exportações ante o mesmo mês do ano anterior em 17 meses. A última vez que as vendas externas haviam subido foi na comparação anual entre agosto de 2014 e agosto de 2013.
Nos últimos meses, as exportações estavam em queda, e a balança só vinha ficando positiva em função de recuos ainda mais acentuados das importações. Do lado das compras do Brasil no exterior, houve queda de 34,5% no volume diário negociado em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2015, e crescimento de 5,1% ante janeiro de 2016.
Fonte - Agência Brasil  01/03/2016

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

País tem primeiro superávit comercial para o mês de janeiro em cinco anos

Economia

O saldo do primeiro mês do ano resulta de US$ 11,246 bilhões em exportações e US$ 10,323 bilhões em importações. Apesar superaram as importações em janeiro, as vendas externas continuaram caindo, a exemplo do que vinha ocorrendo no ano passado.

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 923 milhões em janeiro. É o primeiro superávit para o mês em cinco anos. O último saldo positivo no período havia sido registrado em janeiro de 2011 (R$ 397,1 milhões). Trata-se, ainda, do melhor resultado para janeiro desde 2007, quando houve superávit de US$ 2,5 bilhões no mês. Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O saldo do primeiro mês do ano resulta de US$ 11,246 bilhões em exportações e US$ 10,323 bilhões em importações. Apesar superaram as importações em janeiro, as vendas externas continuaram caindo, a exemplo do que vinha ocorrendo no ano passado.
A média diária exportada, que corresponde ao volume financeiro por dia útil, ficou em US$ 562,3 milhões em janeiro deste ano. Houve queda de 26,3% em relação a dezembro e de 13,8% na comparação com janeiro de 2015. Já a média diária importada foi US$ 516 milhões, o que significa aumento de 7,7% frente à dezembro e queda de 35,8% sobre janeiro do ano passado.

Nova metodologia
Os dados da balança comercial deste mês têm como base uma nova metodologia. A partir de agora, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, responsável pelos dados, vai usar a Classificação por Grandes Categorias Econômicas para os produtos, em vez da Classificação Segundo o Uso e Destino Econômico.
Segundo o ministério, as mudanças não alteram os valores de exportação, importação e, consequentemente, do saldo comercial. O objetivo da alteração é igualar a classificação usada para balança à utilizada por organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e também pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fonte - Agência Brasil  01/02/2016

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Com alta do dólar e queda da economia, contas externas têm menor déficit

Economia

Com isso, o déficit das contas externas do Brasil, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo, fechou o ano passado em US$ 58,942 bilhões, o que correspondeu a 3,32% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB).

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel
Elza Fiúza /Agencia Brasil
Com a alta do dólar e a queda da atividade econômica, a demanda por produtos e serviços do exterior caiu em 2015. Com isso, o déficit das contas externas do Brasil, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo, fechou o ano passado em US$ 58,942 bilhões, o que correspondeu a 3,32% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB).
O resultado ficou abaixo da projeção do Banco Central para o ano, que era US$ 62 bilhões ou 3,48% do PIB, e é o menor valor da série histórica iniciada em 2010. Em 2014, o déficit em transações correntes (contas externas) chegou a US$ 104,181 bilhões ou 4,31% do PIB.
“O menor dinamismo da atividade econômica em 2015 afeta a demanda por bens e serviços do exterior. É um resultado positivo [redução do déficit das contas externas], favorável, em quadro de instabilidades e incertezas no cenário global e mesmo interno”, disse o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel.
Segundo ele, o dólar, cerca de 42% mais caro em 2015 em relação ao ano anterior, também causou impacto sobre as contas externas. “Isso torna o custo de bens e serviços no exterior mais elevado”, disse. Por outro lado, o dólar mais caro estimula as exportações e leva a um resultado melhor da balança comercial (exportações e importações).
Além desses aspectos – a atividade econômica e o câmbio –, classificados por Maciel como conjunturais, ele citou características “estruturais” do país que contribuíram para a redução do déficit. Destacou o regime de câmbio flutuante, com cotação da moeda oscilando conforme a oferta e demanda no mercado. “O regime de câmbio flutuante se portou como primeira linha de defesa das contas externas”, afirmou.
Maciel destacou ainda que diferentemente do que ocorreu nos anos 80 e 90, o passivo do país está concentrado em investimentos. Nessas décadas, diz o diretor, a situação era diferente: o passivo estava relacionado a empréstimos. “No passado, você tinha na conta de juros o seu principal gargalo. Hoje, pelo fato de a maior parte do passivo ser de investimentos, a contraparte desse passivo é formada pelos lucros e dividendos, o que é uma despesa pró-cíclica. Em momentos de bonança, o fluxo cresce, em momento adversos, ele se retrai”, enfatizou.
Maciel também citou como aspecto estrutural o fato de o país ter um mercado consumidor robusto. “São quase 200 milhões de consumidores, com oportunidades de investimentos em diversos setores. E um volume de reservas [internacionais] elevadas, isso também é fundamental destacar”, disse.
Fonte - Agência Brasil  26/01/2016

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Superávit comercial é de US$ 2 bi na quarta semana de dezembro

Economia

As exportações foram de US$ 3,623 bilhões, e as importações chegaram a US$ 1,599 bilhão no período.No acumulado do ano (246 dias úteis), as vendas a outros países totalizaram US$ 188,866 bilhões, e as compras externas foram de US$ 170,182 bilhões, resultando num superávit de US$ 18,684 bilhões.

Portal Brasil

A balança comercial brasileira teve saldo positivo de US$ 2,024 bilhões na quarta semana de dezembro, período com quatro dias úteis (dias 21 a 27). As exportações foram de US$ 3,623 bilhões, e as importações chegaram a US$ 1,599 bilhão no período. Os números foram divulgados, na tarde desta segunda-feira (28), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
No acumulado do ano (246 dias úteis), as vendas a outros países totalizaram US$ 188,866 bilhões, e as compras externas foram de US$ 170,182 bilhões, resultando num superávit de US$ 18,684 bilhões. O valor supera, portanto, as recentes estimativas do MDIC, de que o Brasil encerraria 2015 com saldo comercial positivo acima de US$ 15 bilhões. Faltam agora os resultados de apenas quatro dias (28, 29, 30 e 31) para o fechamento do ano. Os resultados da balança comercial consolidada de 2016 devem ser divulgados na próxima semana.
Na quarta semana de dezembro, a média das exportações foi de US$ 905,8 milhões, 16,4% acima da média de US$ 778,0 milhões registrada até a terceira semana do mês. O salto foi impulsionado, principalmente, pela exportação de uma plataforma para extração de petróleo, em operação de US$ 818 milhões. Assim, as vendas de produtos manufaturados cresceram 45,4%. Também cresceram as exportações de bombas e compressores, calçados, torneiras/válvulas, papel e cartão, máquinas para terraplanagem.
Os produtos semimanufaturados também tiveram crescimento de 5,7% nas exportações na quarta semana de dezembro em relação ao que havia sido registrado até a terceira semana do mês, por influência de celulose, ouro em forma semimanufaturada, couros e peles e óleo de soja em bruto. Já as vendas de produtos básicos caíram 10,3%, por conta de minério de ferro, petróleo em bruto, milho em grão, carne bovina e farelo de soja.
Nas importações houve queda de 27%, pelo critério de média diária (US$ 399,8 milhões) em relação à média até a terceira semana (US$ 548 milhões). O MDIC explica que esse movimento é justificado, principalmente, pela diminuição nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, químicos orgânicos/inorgânicos e adubos e fertilizantes.

Mês
Em dezembro, houve crescimento de 1,4% nas exportações, se comparadas as médias diárias até a quarta semana (US$ 806,4 milhões) com a de dezembro de 2014 (US$ 795,0 milhões). A principal razão foi o crescimento de 16,5% nas vendas de produtos manufaturados por conta de plataforma para extração de petróleo, tubos flexíveis de ferro e aço, bombas e compressores, automóveis de passageiros, tratores, etanol, e aviões.
Já as vendas de produtos básicos caíram 9,9% em dezembro, na comparação com dezembro do ano passado, considerando o critério de média diária. Essa retração deve-se, principalmente, aos resultados obtidos com minério de ferro, petróleo em bruto, café em grão, carne bovina e de frango e farelo de soja. As exportações de semimanufaturados também apresentam queda de 2,4%, influenciada por ferro fundido, ferro-ligas, alumínio em bruto, couros e peles, semimanufaturados de ferro e aço.
Se for realizada comparação com média diária de novembro deste ano (US$ 690,3 milhões), houve crescimento de 16,8%, em virtude dos aumentos nas vendas das três categorias de produtos: básicos (6,6%), semimanufaturados (10,6%) e manufaturados (31%).
Nas importações, a média diária até a quarta semana (US$ 515,1 milhões) ficou 34,1% abaixo da média de dezembro do ano passado (US$ 781,5 milhões). Caíram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-63,2%), aparelhos eletroeletrônicos (-42,2%), veículos automóveis e partes (-41,2%), plásticos e obras (-35,4%), siderúrgicos (-32,7%) e equipamentos mecânicos (-32,0%). Na comparação com novembro de 2015, também houve retração (-18,3%), pelas quedas nas compras de combustíveis e lubrificantes (-36,8%), aparelhos eletroeletrônicos (-26,1%), plásticos e obras (-24,4%), químicos orgânicos/inorgânicos (-23,3%), veículos automóveis e partes (-21,9%) e equipamentos mecânicos (-18,8%).

Ano
Até a quarta semana de dezembro, as exportações totalizaram US$ 188,866 bilhões, e as importações, US$ 170,182 bilhões, gerando um superávit de US$ 18,684 bilhões. As exportações acumularam média diária de US$ 767,7 milhões, valor 14% menor que o verificado no mesmo período de 2014 (US$ 892,9 milhões). Já as importações tiveram desempenho médio diário de US$ 691,8 milhões, 24% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (US$ 910,6 milhões).
No ano, a corrente de comércio chega a US$ 359,048 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,459 bilhão, 19,1% menos que o verificado no mesmo período de 2014 (US$ 1,803 bilhão).
Fonte - Revista Amazônia  29/12/2015

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Superávit da balança comercial chega a US$ 15,8 bilhões e supera expectativas

Economia

Os resultados contrastam com os do ano passado. Até a segunda semana de dezembro de 2014, a balança comercial tinha déficit de US$ 3,574 bilhões. A melhoria do indicador, no entanto, não se deve ao crescimento das vendas para o exterior, mas à queda das importações.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
O superávit da balança comercial – diferença entre exportações e importações – acumulado em 2015 superou a estimativa de US$ 15 bilhões do governo. Segundo dados divulgados hoje (14) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o indicador acumula resultado positivo de US$ 15,810 bilhões até a segunda semana de dezembro.
Na semana passada, o país registrou superávit de US$ 1,6 bilhão, resultado de exportações de US$ 4,256 bilhões e de importações de US$ 2,656 bilhões. Em dezembro, o superávit da balança comercial chega a US$ 2,369 bilhões.
Os resultados contrastam com os do ano passado. Até a segunda semana de dezembro de 2014, a balança comercial tinha déficit de US$ 3,574 bilhões. A melhoria do indicador, no entanto, não se deve ao crescimento das vendas para o exterior, mas à queda das importações.
No acumulado do ano, o Brasil exportou US$ 181,647 bilhões, queda de 14,6% pela média diária em relação a 2014. O recuo foi motivado principalmente pela redução do preço das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional), que anulou os efeitos da safra recorde de grãos e da produção recorde de minério de ferro.As importações caíram em ritmo maior, totalizando US$ 165,837 bilhões, com recuo de 23,3% também pela média diária. As principais causas para a queda das compras do exterior são a alta do dólar e a redução da demanda por combustíveis, que se refletiu em menos importações de petróleo.
Fonte - Agência Brasil   14/12/2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Exportações superam importações em US$ 1,197 bilhão em novembro

Economia

Com o resultado de novembro, a balança comercial acumula superávit de US$ 13,442 bilhões nos 11 primeiros meses do ano. O resultado é o melhor para o período desde 2012 (US$ 17,151 bilhões). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior projeta que o país encerre o ano com superávit de US$ 15 bilhões na balança comercial, contra déficit de US$ 3,959 bilhões alcançados em 2014.

Wellton Máximo 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A queda das importações em ritmo maior que as exportações fez a balança comercial – diferença entre exportações e importações – registrar superávit de US$ 1,197 bilhão em novembro. O resultado reverteu o déficit de US$ 2,351 bilhões registrado em novembro de 2014, mas ainda é mais baixo que o superávit de US$ 1,739 bilhão obtido no mesmo mês de 2013.
Com o resultado de novembro, a balança comercial acumula superávit de US$ 13,442 bilhões nos 11 primeiros meses do ano. O resultado é o melhor para o período desde 2012 (US$ 17,151 bilhões). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior projeta que o país encerre o ano com superávit de US$ 15 bilhões na balança comercial, contra déficit de US$ 3,959 bilhões alcançados em 2014.
Ao longo de 2015, a balança comercial tem apresentado melhoria porque as compras do exterior estão caindo em ritmo maior que as exportações. De janeiro a novembro, as exportações somaram US$ 174,351 bilhões, queda de 14,9% pela média diária em relação aos mesmos meses de 2014. As importações totalizaram US$ 160,909 bilhões, com recuo de 23,1% também pela média diária.
Em relação às exportações, a queda ocorreu em todas as categorias de produtos. As vendas de produtos básicos caíram 19,8% de janeiro a novembro, puxada pela queda do preço das commodities (bens primários com cotação internacional).
As exportações de semimanufaturados tiveram retração de 8,4%, por causa, principalmente, da queda das exportações de couros e peles, açúcar bruto e ferro fundido. As vendas de produtos manufaturados recuaram 9,8%, por causa da queda do preço dos derivados de petróleo.
A alta do dólar foi o principal fator responsável pela queda das importações em 2015. A queda no preço internacional do petróleo e a redução do consumo interno também contribuiram para retração das compras externas.
Os produtos que puxaram a queda no acumulado do ano foram combustíveis e lubrificantes (-42,6%), bens de capital (-19,4%), matérias-primas e intermediários (-19,3%) e bens de consumo (-18%).
Fonte - Agência Brasil  01/12/2015

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Balança comercial tem maior resultado para primeiro semestre em três anos

Economia

Em junho, a balança registrou superávit de US$ 4,527 bilhões, revertendo o resultado negativo de cerca de US$ 2,305 bilhões acumulados até maio. No mês passado, o país exportou US$ 19,628 bilhões e importou US$ 15,101 bilhões. Segundos os dados, o superávit em junho foi o segundo melhor resultado para o mês, perdendo apenas para junho de 2009 (US$ 4,603 bilhões).

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A balança comercial – diferença entre exportações e importações – fechou o primeiro semestre com superávit acumulado de US$ 2,222 bilhões, de acordo com números divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O resultado é o melhor para o período desde 2012, a última vez que o indicador tinha registrado superávit nos seis primeiros meses do ano.
Em junho, a balança registrou superávit de US$ 4,527 bilhões, revertendo o resultado negativo de cerca de US$ 2,305 bilhões acumulados até maio. No mês passado, o país exportou US$ 19,628 bilhões e importou US$ 15,101 bilhões. Segundos os dados, o superávit em junho foi o segundo melhor resultado para o mês, perdendo apenas para junho de 2009 (US$ 4,603 bilhões).
Contribuíram para o superávit da balança comercial os embarques da safra de grãos, principalmente de soja, e a exportação de uma plataforma de petróleo de US$ 690 milhões. Vendido pela Petrobras a uma subsidiária da estatal no exterior, o equipamento foi alugado pela petroleira e não chegou a sair do país. Tanto o ministério quanto a Petrobras asseguraram que a operação seguiu as normas de contabilidade internacional.
No acumulado do ano, a melhoria do resultado da balança decorreu do fato de que as importações estão caindo mais que as exportações. De janeiro a junho, o Brasil exportou US$ 94,329 bilhões, queda de 14,7% pela média diária. As importações somaram US$ 92,107 bilhões, com recuo de 18,5%, também pela média diária.
Em relação às exportações, todas as categorias de produtos acumulam queda no ano. A venda de produtos básicos caiu 21,6% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2014, impactadas principalmente pela queda no preço internacional das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional).
As exportações de manufaturados caíram 8% de janeiro a junho, com destaque para óleos combustíveis (-63,4%) e motores e geradores (-25,8%). As vendas de semimanufaturados recuaram 3,9%, puxadas por couros e peles (-15%), açúcar em bruto (-13,9%) e óleo de soja em bruto (-12,4%).
Nas importações, as maiores quedas foram na compra de combustíveis e lubrificantes (-36%) e de bens de capital (-15,8%). A importação de matérias-primas caiu 15,1% e a compra de bens de consumo teve retração de 13,7%.
Há poucos dias, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, tinha estimado que a balança comercial fechará 2015 com superávit entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões.
Fonte - Agência Brasil   01/07/2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Balança comercial acumula superávit de US$ 132 milhões em abril

Economia

Os números foram divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em 2015, o país acumula déficit de US$ 5,425 bilhões na balança comercial. O rombo é 10% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o indicador registrava resultado negativo de US$ 6,027 bilhões até a segunda semana de abril.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A balança comercial – exportações menos importações – acumulou superávit de US$ 132 milhões nas duas primeiras semanas de abril, desempenho melhor do que o registrado no mesmo período de 2014, quando houve déficit de US$ 13,1 milhões. Na primeira semana do mês, o país exportou US$ 271 milhões a mais do que importou. Na segunda semana, porém, o Brasil comprou do exterior US$ 139 milhões a mais do que vendeu.
Os números foram divulgados há pouco pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em 2015, o país acumula déficit de US$ 5,425 bilhões na balança comercial. O rombo é 10% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o indicador registrava resultado negativo de US$ 6,027 bilhões até a segunda semana de abril.
No acumulado do ano, as exportações estão caindo mais que as importações. Até a segunda semana de abril, o país vendeu US$ 47,828 bilhões, queda de 15,3% pela média diária em relação ao mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 53,253 bilhões, retração de 14,5% também pela média diária.
Em abril, todas as categorias de produtos registraram queda nas exportações. As vendas de produtos básicos caíram 29,5% em relação às duas primeiras semanas de abril de 2014, motivada pelo recuo nas vendas de soja em grão, minério de ferro e farelo de soja. As exportações de bens semimanufaturados caíram 27,5%, por causa da queda nas vendas de açúcar bruto, ouro em forma semimanufaturada, couros e peles. As vendas de produtos manufaturados caíram 22,8%, com destaque para as reduções nos embarques de açúcar refinado, automóveis e autopeças.
Em relação às importações, as principais quedas nas duas primeiras semanas de abril ocorreram nas compras de combustíveis e lubrificantes (-51,9%), adubos e fertilizantes (-48,9%), químicos orgânicos/inorgânicos (-27,9%).
Fonte - Agência Brasil  13/04/2015

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Balança tem superávit de US$ 1,168 bilhão em agosto

Economia

O resultado no mês deveu-se a US$ 20,465 bilhões em exportações e US$ 19,297 bilhões em importações. Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e de Comércio Exterior.

Mariana Branco 
Repórter da Agência Brasil 
Ag.Brasil
A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 1,168 bilhão em agosto. Trata-se do sexto resultado positivo consecutivo em 2014. No acumulado do ano, a balança está superavitária em US$ 249 bilhões. De janeiro a agosto de 2013, havia déficit de US$ 3,7 bilhões. Apesar de positivo, o saldo de agosto é o menor para o mês desde 2001, quando houve superávit de US$ 634,2 milhões.
O resultado no mês deveu-se a US$ 20,465 bilhões em exportações e US$ 19,297 bilhões em importações. Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e de Comércio Exterior.
Do lado das exportações, a média diária, que corresponde ao volume negociado por dia útil, ficou em US$ 974,5 milhões, 0,1% superior à registrada em agosto de 2013 e 2,6% menor que a de julho deste ano. Nas importações, a média ficou em US$ 918,3 milhões, 0,1% superior à do mesmo mês do ano passado e 1,5% inferior à de julho de 2014.
Os principais responsáveis pelo aumento da receita com exportações em agosto foram os produtos manufaturados, cuja média diária negociada cresceu 3,8% ante o mesmo mês do ano passado. O item de maior valor foi uma plataforma de extração de petróleo, cuja negociação somou US$ 1,1 bilhão. A operação envolvendo a plataforma é considerada exportação ficta, sendo registrada como exportação sem que o produto deixe o território brasileiro. Ainda nesse grupo, aumentaram os ganhos com laminados planos, óleos combustíveis, tubos de ferro fundido, óxidos e hidróxidos de alumínio, polímeros plásticos, máquinas para terraplanagem e medicamentos.
No grupo dos básicos e semimanufaturados, houve queda da média diária, respectivamente de 3,3% e 1,8%. Na categoria dos itens básicos, diminuíram ganhos com milho em grão, minério de ferro, soja em grão e fumo em folhas. Já nos semi-industrializados, retrocedeu a arrecadação com açúcar bruto, celulose e alumínio bruto.
Do lado das importações, cresceram as aquisições de combustíveis e lubrificantes (30,6%), mas caíram as compras brasileiras de bens de consumo (8,2%), bens de capital (7,3%) e matérias-primas e intermediários (1,1%).
Fonte - Agência Brasil  01/09/2014

quarta-feira, 26 de março de 2014

Empresários brasileiros vão a Cuba conhecer Porto de Mariel

Economia

Na segunda-feira (24), o presidente e o diretor de negócios da Apex, Maurício Borges, e Ricardo Santana, respectivamente, reuniram-se em Havana com o ministro de Comércio Exterior e Desenvolvimento de Cuba, Rodrigo Malmierca. De acordo com Santana, o país da América Central pretende ampliar as importações originárias do Brasil e mostra interesse por setores específicos.

Mariana Branco 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A partir de hoje (26), 32 empresas brasileiras participam da primeira prospecção de negócios em território cubano desde a inauguração da primeira fase de modernização do Porto de Mariel. Na missão, organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), os empresários conhecerão o porto e participarão de rodadas de negócios com importadores cubanos. O objetivo é explorar o potencial de Mariel, inclusive como plataforma de exportação para outros países, e ampliar o comércio com Cuba.
Na segunda-feira (24), o presidente e o diretor de negócios da Apex, Maurício Borges, e Ricardo Santana, respectivamente, reuniram-se em Havana com o ministro de Comércio Exterior e Desenvolvimento de Cuba, Rodrigo Malmierca. De acordo com Santana, o país da América Central pretende ampliar as importações originárias do Brasil e mostra interesse por setores específicos. “Os setores de alimentos, casa e construção e embalagens têm bastante apelo do lado de lá. [Há interesse] em materiais elétricos, móveis e embalagens, inclusive para o processamento de alimentos”, disse.
No ano passado, a corrente de comércio entre o Brasil e Cuba somou US$ 624,8 milhões, dos quais US$ 528,2 milhões corresponderam à aquisição de produtos brasileiros pelo país. Os principais itens importados do Brasil foram óleo de soja, arroz, milho, carne de frango in natura, farelo de soja, café, papel, calçados, máquinas agrícolas e móveis. Mas, segundo Ricardo Santana, houve alta de 9,2% no comércio desde a implantação de um escritório da Apex em Havana, em 2008.
De acordo com dados da agência de fomento, em 2013 o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas de um país) de Cuba foi US$ 76,5 bilhões, o maior da América Central e do Caribe, com exceção do território norte-americano de Porto Rico. Atualmente, Cuba é o segundo maior destino das exportações brasileiras na região, com exceção do Panamá. No total, a ilha importou US$ 15,6 bilhões em produtos em 2013, o que indica espaço para o Brasil ampliar o seu mercado.
Para o diretor de negócios da Apex, o crescimento do consumo no país, em grande parte devido ao turismo, e a operação do Porto de Mariel ajudarão a impulsionar o comércio entre os dois países. “O início da operação deve ser muito vantajoso. [Deve] reduzir o custo de operações logísticas. Cuba pode ser um hub (termo usado principalmente na aviação comercial, para designar um ponto de conexão) para vários países em termos de exportações. Principalmente na América Central, com mercados que estão crescendo como o Panamá, Honduras, El Salvador, a Costa Rica, a Guatemala. Não é só o Brasil que está de olho, outros países também estão organizando missões”.
Entre as empresas que enviaram representantes a Cuba para a missão que segue até sexta-feira (28) estão a Bauducco, Asa Alimentos, Globoaves e Vilheto e Cosil, do ramo de alimentação; a TendTudo, do setor de construção; Oberthur, fabricante de equipamentos de informática e fornecedora, a Odebrecht e Eletroflex, da área de reposição de peças para caminhões e tratores. A Apex organiza missões comerciais do Brasil para o país da América Central desde 2003.
As obras no Porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht, exigiram investimento de US$ 957 milhões, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do montante, US$ 682 milhões foram aportados pelo Brasil. Como contrapartida, houve exigência de que pelo menos US$ 802 milhões do total fossem gastos na compra de bens e serviços comprovadamente brasileiros. Apesar dessa obrigatoriedade e de o governo entender que o porto tem importância estratégica para o Brasil, a destinação de recursos para o país estrangeiro foi alvo de críticas.
Fonte - Agência Brasil  26/03/2014