Mostrando postagens com marcador social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador social. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Bahia é o estado que mais reduziu a pobreza entre 2007 e 2013, diz IBGE

Cidadania

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2013), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram apresentados pelo diretor-geral interino da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Armando Castro, nesta sexta-feira (30.01), em entrevista coletiva realizada na sede da SEI, em Salvador.

TB
foto - ilustração
Bahia - A Bahia é o estado que obteve os melhores índices do país na redução da pobreza entre 2007 e 2013, com mais de dois milhões de pessoas deixando de fazer parte do grupo de pobres e extremamente pobres. A taxa de extrema pobreza da população baiana caiu de 10% para 6,5% no período e a taxa de pobreza passou de 21,7% para 10,4%.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2013), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram apresentados pelo diretor-geral interino da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Armando Castro, nesta sexta-feira (30.01), em entrevista coletiva realizada na sede da SEI, em Salvador.
Os baianos tiveram um crescimento real de 33,9% na renda média, passando de R$ 837 para R$ 1.121, no período. Na zona rural, onde a redução da pobreza extrema foi de 16,5% da população, em 2007, para 11,9%, em 2013, o aumento da renda foi de R$ 504 para R$ 640. Na zona urbana, o rendimento passou de R$ 979 para R$ 1.280, e a redução da pobreza extrema foi de 7% para 4,7% da população.
Segundo Castro, contribuindo com o resultado, “o Governo do Estado, por meio dos seus programas, em especial o Vida Melhor, realizou uma inclusão produtiva de elevado destaque, principalmente no setor da agricultura familiar, onde diversos investimentos e uma política de crédito sólida elevaram a condição de renda da população da zona rural”.
Em 2013, o estado com a maior proporção de pobreza foi Alagoas (13,8%), e de extrema pobreza, o Maranhão (14,8%). As menores taxas são de Santa Catarina, (1,3%) para a pobreza, e Distrito Federal para extrema pobreza (0,8%).

Redução da extrema pobreza
Para o cálculo da extrema pobreza e da pobreza foram considerados os critérios do Plano Brasil sem Miséria, com valores atualizados.
As linhas encontradas para 2013 mostram que famílias com menos do que R$ 84 de renda domiciliar mensal per capta é considerada extremamente pobre, e as com rendimento entre esse valor e R$ 168 per capta é considerada pobre.
No Brasil, a extrema pobreza caiu de 5,5%, em 2007, para 3,5%, em 2013, e a pobreza de 11% para 5,3% no período. São menos 13,4 milhões de pessoas em pobreza ou extrema pobreza o país, sendo o Nordeste responsável pela saída de 7,2 milhões de brasileiros.
Fonte - Tribuna da Bahia  30/01/2015

sábado, 9 de novembro de 2013

Fórum Mundial de Direitos Humanos está com inscrições abertas

Cidadania

Marca do FMDH (FMDH)
De 10 a 13 de dezembro, organizações nacionais e internacionais que atuam em defesa dos direitos humanos se reunirão em Brasília (DF) para participarem do Fórum Mundial de Direitos Humanos (FMDH). Os interessados em participar do evento podem se inscrever gratuitamente até o dia 9 de dezembro. A iniciativa é da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
O Fórum tem o objetivo de promover um debate público sobre direitos humanos, e analisar os avanços e desafios na área, observando o respeito às diferenças, a participação social, a redução das desigualdades e o enfrentamento de todas as violações de direitos humanos.
Para isso, serão realizados debates, conferências e atividades autogestionadas com base nos seguintes eixos temáticos: "Direitos Humanos como bandeira de luta dos povos”, "A universalização de direitos humanos em um contexto de vulnerabilidades” e "A transversalidade dos direitos humanos”. Especialistas de renome internacional devem contribuir com os sobre Direitos Humanos e Mobilização Social, Direito à Memória, Verdade e Justiça, Paradigmas de redução de desigualdades com base em direitos humanos, Defesa dos direitos humanos e o enfrentamento às violências, entre outros.
Desde o final do mês de julho o Comitê Organizador realiza atividades preparatórias para o Fórum. De lá até agora já foram feitos diversos encontros de mobilização em várias regiões do país.
No site do FMDH, a organização disponibiliza uma lista com sugestões de hotéis onde os participantes podem se hospedar. Quem preferir acampar no Pavilhão do Parque da Cidade Sarah Kubitscheck pode fazer sua pré-inscrição até o próximo dia 4, mediante uma taxa de R$ 55 que garantirá ocupar um espaço de 2x2m. São disponibilizadas 600 vagas com direito de permanência entre os dias 9 e 14 de dezembro.
Veja mais Aqui - http://www.fmdh.sdh.gov.br/index.php
Fonte - EBC  08/11/2013

sábado, 24 de agosto de 2013

FAVELA É CIDADE é tema de evento de debates no Complexo da Maré

Cidadania

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro – Com breves palestras de até 20 minutos sobre temas como desenvolvimento econômico e social, direitos humanos, política sobre drogas, cultura, ativismo digital e tecnologia em favor da cidadania, ocorreu hoje (24) o evento TEDxMaré, com o tema Favela É Cidade, no Complexo da Maré, na zona norte do Rio.
O objetivo foi debater questões relevantes para as pessoas que moram na comunidade, fazendo a inserção de questões ligadas à cidade e também temas globais. Líderes locais e pessoas com trajetória global apresentaram suas ideias para jornalistas, estudantes e moradores.
Um dos palestrantes foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que falou sobre o crescimento econômico do país, quase nunca acompanhado de desenvolvimento social e a opressão que os menos favorecidos têm conseguido superar nos últimos anos. Para ele, levar figuras públicas para dentro da comunidade é um caminho para inverter a ordem de poder. “Não tenho dúvida, é importante que eles saibam, aprendam, conheçam. Isso é uma democracia, o Brasil está avançando”.
O organizador do evento, Anderson França, lembra que foi a primeira vez que o evento independente de debates, normalmente voltado para universidades e intelectuais, foi organizado em uma favela. “Nunca houve um TEDx dentro de uma favela. A gente rompe esse paradigma, fazendo o evento dentro da favela, com gente importante de dentro da favela também, ativistas, midialivristas e traz uma pessoa que já dialoga com o nosso trabalho dentro das favelas. Trazer o Fernando Henrique é trazer alguém que está do outro lado mas que entende o que a gente tem feito, que não é ONG [organização não governamental], são pessoas se conectando e propondo novos modelos de trabalho, de ação e de conexão”.
Também participaram do evento representantes do coletivo Mídia Ninja; o capitão Leonardo Nogueira, da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Mangueira; Leo Lima, fotografo da comunidade do Jacarezinho; o escritor Luis Fernando Guggenberger; o mobilizador social Romario Regis, entre outros.
O estudante de comunicação Igor Citrangulo, morador da Tijuca, na zona norte, assistiu às palestras e considera o evento agregador. “Acho que é importante ter mais eventos como esses em comunidades como essa, que são vistas como à margem da cidade. Ainda falta integração com os próprios moradores do local, mas é um trabalho de formiguinha, não vai ser mudado de uma hora para outra, essas ações têm que acontecer para que eles passem a ter interesse, passem a vir mais. Acho que o intuito de um evento como esse é agregar, porque a gente está em uma era em que não é mais para haver separação”.
Fonte - Agência Brasil  24/08/2013

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Bolsa Família teve impacto na queda da mortalidade infantil

Pesquisa revela: Bolsa Família teve impacto na queda da mortalidade infantil

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma pesquisa feita para avaliar os impactos do Programa Bolsa Família nas taxas de mortalidade infantil mostra redução de 17% na mortalidade de crianças menores de 5 anos, entre 2004 e 2009. A pesquisa foi feita com dados de cerca de 50% dos municípios brasileiros e revela que o programa contribuiu, principalmente, para a redução dos óbitos em decorrência da desnutrição. A pesquisa registra que o Programa Saúde da Família também contribuiu para a queda dos números.
Os dados apontam que a condicionalidade do Bolsa Família de determinar que as crianças estejam com o cartão de vacinação em dia foi um ponto importante, já que aumentou a cobertura de imunização contra doenças como sarampo e pólio. O aumento da renda das famílias beneficiadas, que ampliaram o acesso a alimentos e bens relacionados à saúde, também é citado. Esses fatores foram destacados pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
“O Bolsa Família melhorou a alimentação das mães. Os estudos mostram que as família se dedicam a comprar comida com esses recursos e isso já é um elemento de alteração do padrão de vida da criança. Ter acompanhamento pré-natal também contribui muito porque a criança já é cuidada antes mesmo de nascer”, disse.
A pesquisa aponta que o Programa Saúde da Família, que oferece atenção básica à saúde, teve papel na redução da mortalidade causada por doenças como diarreia e infecções respiratórias. A redução no número de grávidas que davam à luz sem receber atendimento pré-natal também foi registrada pela pesquisa.
“Os dois programas se complementam para evitar o adoecimento das crianças na primeira infância. É importante observar como uma pequena quantia de dinheiro pode ter tamanho benefício em relação à mortalidade infantil”, avaliou Maurício Barreto, mestre em saúde comunitária e titular em epidemiologia do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A pesquisa foi conduzida pelo mestre em saúde comunitária da UFBA, Davide Rasella, com a participação de pesquisadores da instituição. Os resultados foram publicados pela revista The Lancet, periódico científico da área de saúde, com sede no Reino Unido.
Fonte - Agência Brasil  23/05/2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

Brasil conseguirá eliminar a pobreza extrema

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Jorge Chediek, disse que o Brasil conseguirá cumprir uma das principais promessas da presidenta Dilma Rousseff e tirar toda a população da pobreza extrema. Ele falou depois de conhecer o estudo Vozes da Nova Classe Média, divulgado hoje (29) pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. Segundo ele, as políticas do governo brasileiro para a nova classe média influenciarão a Organização das Nações Unidas (ONU).
“Vemos que políticas públicas sociais e econômicas farão com que o Brasil atinja o resultado de 100% de redução da pobreza extrema. E a ONU tem um compromisso assumido de combate à pobreza. Pensamos muito nisso, mas [pensamos] pouco no ponto de chegada, que é a classe média. É muito útil o Brasil estar pensando neste ponto de chegada”, disse o representante do Pnud.
Ministro da SAE e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Marcelo Neri disse que “o fim da miséria é apenas o começo”. Segundo ele, a desigualdade teve uma “queda espetacular”, após o índice de Gini ter caído de 0,64 para 0,54 nos últimos dez anos. Esse índice, pelo qual zero representa a igualdade total de renda, é um dos mais usados para comparações socioeconômicas entre países.
“Em 2012, mesmo com [baixo crescimento do PIB] o chamado Pibinho, 35% das pessoas subiram [de nível social], enquanto 14% caíram. Isso mostra que o país vive mais prosperidade e oportunidade, e menos desigualdade”, acrescentou o ministro Marcelo Neri, após apontar a Carteira de Trabalho como maior símbolo da classe média.
Para Jorge Chediek, os números apresentados pelo estudo “são impressionantes”. Ele avalia que a formalização do emprego foi fundamental para os bons resultados. “O que mais melhorou a situação do país foi a criação de empregos. [Também] por isso é muito importante conhecer a classe média”, acrescentou. “A presidenta Dilma Rousseff disse que quer fazer do Brasil um país de classe média. Queremos influenciar a política e ampliá-la para fazer, também do mundo, um mundo de classe média”
O estudo Vozes da Nova Classe Média mostra a contribuição do empreendedor para a expansão da nova classe média brasileira. Tem como um dos destaques o aumento na formalização dos empregos. Entre as conclusões que se pode tirar com base no estudo está a de que 40% dos postos de trabalho disponíveis foram gerados a partir de pequenos negócios.
Dos 15 milhões de novas vagas abertas entre 2001 e 2011, 6 milhões foram criadas pelos empreendimentos de pequeno porte. Além disso, 95% delas são empregos formais. Ainda de acordo com o estudo, 39% do total de remunerações do país estão relacionadas a pequenos empreendedores – volume que supera os R$ 500 bilhões por ano.
Fonte - Agência Brasil   29/04/2013