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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Na COP21, organizações pedem mudança rápida para veículos zero emissões

Sustentabilidade

O debate ocorreu na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), em Paris.Atualmente, o setor de transportes depende quase que completamente de combustíveis fósseis. Isso contribui aproximadamente com 1/4 de toda a energia relacionada às emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, que deverá crescer ainda um terço, mais rápido do que qualquer outro setor.

eCycle

Ministros e altos representantes da indústria, da sociedade civil e de organizações internacionais pediram uma rápida mudança para veículos zero emissões (VZE) como um componente chave da futura estratégia global contra a mudança do clima. O debate ocorreu na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), em Paris.
Atualmente, o setor de transportes depende quase que completamente de combustíveis fósseis. Isso contribui aproximadamente com 1/4 de toda a energia relacionada às emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, que deverá crescer ainda um terço, mais rápido do que qualquer outro setor.
Liderando pelo exemplo, alguns países puseram em prática políticas para apoiar a utilização de veículos elétricos. Por exemplo, por meio de um conjunto abrangente de medidas fiscais e não fiscais, um em cada quatro carros vendidos na Noruega hoje é elétrico; enquanto na China, uma estratégia nacional de duas e três rodas, que começou há dez anos, já resultou em veículos elétricos que substituem motos a gasolina nas principais cidades – com 230 milhões de bicicletas elétricas em uso até hoje. Essas práticas precisam ser ampliadas e replicadas em todo o mundo para alcançar o impacto desejado.
Especialistas também reconheceram que esses veículos precisam ser vistos como parte de uma mudança maior rumo a um setor de transportes mais limpo
O evento considerou que, já que o mundo ainda vai depender de combustíveis fósseis para fins de transporte por algum tempo, agora é a hora de começar uma mudança global para veículos sem emissões. Esses carros sem emissões estão sendo introduzidos com sucesso em diferentes segmentos de mercado – elétricos de duas rodas, carros privativos e ônibus municipais.

Ar e clima
Os participantes pediram por uma abordagem global para a adoção de veículos zero emissões, a fim de garantir o máximo de qualidade do ar e do clima. Organizações presentes no evento prometeram trabalhar em conjunto para desenvolver e coordenar tal estratégia.
Especialistas também reconheceram que esses veículos precisam ser vistos como parte de uma mudança maior rumo a um setor de transportes mais limpo que inclua um melhor planejamento das cidades, transporte público e transporte não motorizado. Um relatório recente da Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, a cada ano, sete milhões de pessoas morrem prematuramente devido à poluição do ar, cerca de metade proveniente da poluição externa.
Fonte - Revista Amazônia  14/12/2015

sábado, 9 de novembro de 2013

Fórum Mundial de Direitos Humanos está com inscrições abertas

Cidadania

Marca do FMDH (FMDH)
De 10 a 13 de dezembro, organizações nacionais e internacionais que atuam em defesa dos direitos humanos se reunirão em Brasília (DF) para participarem do Fórum Mundial de Direitos Humanos (FMDH). Os interessados em participar do evento podem se inscrever gratuitamente até o dia 9 de dezembro. A iniciativa é da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
O Fórum tem o objetivo de promover um debate público sobre direitos humanos, e analisar os avanços e desafios na área, observando o respeito às diferenças, a participação social, a redução das desigualdades e o enfrentamento de todas as violações de direitos humanos.
Para isso, serão realizados debates, conferências e atividades autogestionadas com base nos seguintes eixos temáticos: "Direitos Humanos como bandeira de luta dos povos”, "A universalização de direitos humanos em um contexto de vulnerabilidades” e "A transversalidade dos direitos humanos”. Especialistas de renome internacional devem contribuir com os sobre Direitos Humanos e Mobilização Social, Direito à Memória, Verdade e Justiça, Paradigmas de redução de desigualdades com base em direitos humanos, Defesa dos direitos humanos e o enfrentamento às violências, entre outros.
Desde o final do mês de julho o Comitê Organizador realiza atividades preparatórias para o Fórum. De lá até agora já foram feitos diversos encontros de mobilização em várias regiões do país.
No site do FMDH, a organização disponibiliza uma lista com sugestões de hotéis onde os participantes podem se hospedar. Quem preferir acampar no Pavilhão do Parque da Cidade Sarah Kubitscheck pode fazer sua pré-inscrição até o próximo dia 4, mediante uma taxa de R$ 55 que garantirá ocupar um espaço de 2x2m. São disponibilizadas 600 vagas com direito de permanência entre os dias 9 e 14 de dezembro.
Veja mais Aqui - http://www.fmdh.sdh.gov.br/index.php
Fonte - EBC  08/11/2013

sábado, 18 de maio de 2013

Brasileiros...porque são deportados?...

Organizações querem saber motivos que levam brasileiros a serem deportados

Isabela Vieira
Agência Brasil
Rio de Janeiro - Descobrir os motivos que levaram brasileiros a ser deportados ou "não admitidos" em países estrangeiros pode ser uma forma de identificar e combater o tráfico internacional de pessoas. A avaliação foi feita por organizações da sociedade civil, durante audiência pública, nesta sexta-feira (17), no Ministério Público Federal (MPF), no Rio de Janeiro.
foto -  Ministério da Justiça/divulgação
De acordo com a Michelle Gueraldi, advogada do Projeto Trama, organização que atua com pessoas traficadas para exploração sexual ou para o trabalho escravo, o governo federal, por meio do Ministério da Justiça, deveria ter um mecanismo para abordar as pessoas deportadas ou não admitidas assim que elas retornassem ao país, já no aeroporto.
“Existe a necessidade de uma política pública para o migrante que retorna na condições de deportado ou não admitido, nos aeroportos, para que seja possível combater o crime e dar atendimento necessário àquela vítima. A maior parte das vítimas de tráfico [de pessoas] volta nessas condições [de deportado ou não admitido] e precisa de proteção especial”, disse Michelle.
A advogada explicou que é necessária uma abordagem qualificada na identificação de pessoas no aeroporto porque, segundo Michele, a própria vítima não se reconhece como tal. “Se a vítima tiver sido explorada sexualmente, a última coisa que diz é que trabalhava com isso”, ressaltou. De acordo com a advogada, boa parte das vítimas é recrutada por gente próxima, como parentes.
Pesquisadora da tráfico de pessoas pela Universidade Federal Fluminense, Graziella Rocha, que coordenou o órgão do governo estadual para combater esse tipo de crime, também reforça a importância de ter dados sobre o perfil das vítimas. Segundo Graziella, os dados mais confiáveis são os produzidos pela fiscalização de trabalho escravo do Ministério do Trabalho Emprego.
"Eles têm os autos de flagrante de trabalho escravo. Aqui no Rio, antigamente, até 2009, eram migrantes do Norte e Nordeste, trabalhando na colheita da cana, no norte flueminse. Hoje, sabemos de casos de pessoas traficadas para trabalhar na construção civil e em serviços", disse. Ela mencionou o episódio de um chinês flagrado sendo explorado em uma pastelaria.
Coordenador da audiência pública, o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jaime Mitropoulos, destacou que o objetivo da audiência foi ouvir a sociedade civil e os operadores de direito que trabalham com a questão para orientar a própria atuação de combate ao tráfico. “Esse é um fenômeno dinâmico”, disse sobre a dificuldade de tipificação penal do crime.
Fonte - EBC  17/05/2013