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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

China planeja ampliar a cooperação militar com países da América Latina e do Caribe

Internacional

A China planeja ampliar a cooperação com os países da América Latina e do Caribe no domínio militar e no combate ao terrorismo, diz-se no documento sobre os principais rumos da política chinesa nesta região, divulgado na quinta-feira (24) pela agência Xinhua.

Sputnik
Soutnik
O documento divulgado pela Xinhua frisa que a China se empenhará ativamente no intercâmbio e cooperação militar com os países latino-americanos e caribenhos, aumentará o número de intercâmbios de parceria entre os Ministérios da Defesa e chefias militares de ambos os países, reforçará o diálogo político e criará mecanismos de reuniões de trabalho entre os militares chineses, latino-americanos e caribenhos.
Segundo diz o texto, a China fomentará o envio recíproco das delegações militares e visitas dos tribunais militares de ambas as partes, estreitará os laços profissionais em tais esferas como a preparação de quadros e forças de paz.
A China também está disposta a ampliar a cooperação na prestação de assistência na liquidação de cataclismos, no combate ao terrorismo e noutras esferas de segurança. A RPC (República Popular da China) também planeja contribuir para cooperação na área do comércio de armamentos e tecnologias militares. Além disso, de acordo com o texto, Pequim tem intenção de ampliar a cooperação com países latino-americanos e caribenhos em outras esferas, tais como energia, finanças, recursos naturais, construção de infraestruturas, estudos de engenharia, transportes, logística, informações e emissões televisivas.
Fonte - Sputnik  24/11/2016

sábado, 19 de novembro de 2016

COP22 cumpre seu objetivo; agora cabe aos países avançar

Clima ⛅

Apesar da incerteza causada pelo resultado da eleição americana, a COP22 viu uma série de manifestações importantes dos países de que seguirão adiante com a implementação. Compromissos foram reafirmados e novos compromissos foram feitos – como o anúncio do Fórum dos Países Vulneráveis, nesta sexta-feira, de que aumentarão a ambição de suas metas nacionais antes de 2020. Países começaram a apresentar seus planos de descarbonização para 2050.

Revista Amazônia

A COP22, em Marrakesh, termina cumprindo seu objetivo de entregar uma agenda de trabalho para os próximos anos, e marcando 2018 como a data de finalização do “manual de instruções” do Acordo de Paris. Mas o sucesso ou fracasso dessa agenda depende do que os 196 membros da Convenção do Clima fizerem de agora em diante para acelerar a implementação do tratado, aumentar a ambição climática o mais rápido possível e assegurar financiamento para países em desenvolvimento, em especial os mais pobres e vulneráveis às mudanças climáticas.
Apesar da incerteza causada pelo resultado da eleição americana, a COP22 viu uma série de manifestações importantes dos países de que seguirão adiante com a implementação. Compromissos foram reafirmados e novos compromissos foram feitos – como o anúncio do Fórum dos Países Vulneráveis, nesta sexta-feira, de que aumentarão a ambição de suas metas nacionais antes de 2020. Países começaram a apresentar seus planos de descarbonização para 2050.
O Brasil afirmou pela primeira vez nas negociações sua posição em favor de buscar o objetivo mais ambicioso do acordo, a de estabilizar o aquecimento global em 1,5 oC, convidando os outros países a demonstrar empenho “inequívoco” em atingi-lo. Em casa, o presidente Michel Temer vetou o absurdo do estímulo ao carvão mineral, e o governo prometeu para o fim deste ano a apresentação do primeiro rascunho do plano de implementação da NDC.
Porém, as declarações desastradas do ministro da Agricultura em Marrakesh indicam ainda que parte do governo não se deu conta de que os compromissos do Brasil junto ao Acordo de Paris passaram a ser obrigatórios no momento em que o Presidente entregou a carta de ratificação ao Secretário-Geral das Nações Unidas.
A lição de Marrakesh é que, cada vez mais, o debate climático se afasta das salas fechadas de negociação das conferências internacionais e se instala no mundo real – nas empresas, na sociedade civil, muito além dos governos. Em Marrakesh, as COPs podem ter começado a sair da ribalta para dar lugar à ação. Insh’allah.
Fonte - Revista Amazônia  19/11/2016

terça-feira, 21 de junho de 2016

Centro de Excelência defende cooperação entre países para erradicar a fome no mundo

Segurança alimentar

Além de uma ferramenta para promover a educação alimentar e nutricional, a horta na escola é utilizada para tornar a alimentação escolar mais nutritiva.O diretor do Centro de Excelência,Daniel Balaban, apresentou durante o evento as principais conquistas do centro.“O centro já organizou 48 visitas de estudo para 38 países que visitaram o Brasil para entender melhor as políticas e programas brasileiros”.

Revista Amazônia
foto - Mariana Rocha/PMA
Em cinco anos de atividades, o Centro de Excelência contra a Fome, uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA), envolveu mais de 40 países de África, Ásia e América Latina em atividades de cooperação Sul-Sul para apoiá-los no desenho e implementação de soluções sustentáveis rumo à fome zero.
O centro tem oferecido apoio continuado e assistência técnica a 28 governos nacionais, além de promover o estabelecimento da Rede Africana de Alimentação Escolar em mais de 20 países. A entidade ainda tem trabalhado em parceria com a União Africana para ampliar o investimento de países do continente em programas de alimentação escolar.
Para apresentar os resultados dos projetos, o PMA, a representação permanente do Brasil para as agências das Nações Unidas em Roma e o Centro de Excelência realizaram um evento paralelo durante a reunião anual do Conselho Executivo do PMA na capital italiana.
Representantes de países, membros da equipe do PMA e de organizações parceiras compareceram ao evento na quarta-feira (15), enquanto a reunião anual do conselho foi aberta pelo papa Francisco, que visitou pela primeira vez o programa.
Em sua apresentação, a diretora-executiva do PMA, Ertharin Cousin, destacou as diferentes habilidades que o centro trouxe para o programa das Nações Unidas.
“Posso dizer a vocês, a partir de conversas que tive com ministros da agricultura, educação e saúde de todo o continente africano (…), o valor que eles veem em aprender com líderes que já passaram pelos mesmos desafios para desenvolver programas de alimentação escolar que não apenas ofereçam apoio nutricional a crianças nas escolas, mas que também apoiem agricultores familiares”, disse.
A embaixadora Maria Laura da Rocha, representante permanente do Brasil, abriu o evento explicando que o centro foi criado para tornar as experiências brasileiras de combate à fome e à pobreza disponíveis a outros países em desenvolvimento.
“O PMA tem todas as ferramentas, os meios para cooperar com países em desenvolvimento, e o Brasil tem a experiência em políticas públicas e estratégias para lutar contra a fome”, declarou. “A combinação dos dois pode facilmente disseminar boas práticas e ajudar os países em desenvolvimento a desenhar políticas sustentáveis para superar a fome”, completou.
O diretor do Centro de Excelência, Daniel Balaban, apresentou durante o evento as principais conquistas do centro. “O centro já organizou 48 visitas de estudo para 38 países que visitaram o Brasil para entender melhor as políticas e programas brasileiros”.

Comissário da União Africana elogia políticas brasileiras
O comissário da União Africana para Recursos Humanos, Ciência e Tecnologia, Martial De-Paul Ikounga, afirmou que só será possível atingir a meta 4 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que se refere à educação de qualidade, se atingirmos a meta número 2, que prevê a erradicação da fome.
Segundo ele, por outro lado, também só será possível atingir a fome zero por meio da educação, sendo importante o investimento em alimentação escolar, que combina nutrição infantil, fortalecimento da agricultura familiar e melhoria dos indicadores educacionais.
“Há alimentação escolar nos Estados Unidos, há alimentação escolar na Europa, mas no Brasil vimos a possibilidade de uma revolução”, declarou Ikounga, que esteve no país em agosto de 2015 com uma delegação da União Africana para saber mais sobre o programa. “Vincular alimentação escolar à agricultura local é a grande inovação que vimos no programa brasileiro”, disse Ikounga.
Fonte - Revista Amazônia  21/06/2016

quinta-feira, 24 de março de 2016

Dilma dá entrevista a jornais de seis países

Política

A Presidenta Dilma Rousseff concedeu nessa quinta feira (24) entrevista a correspondentes estrangeiros de veículos de seis países. Por quase duas horas, Dilma falou sobre crise, impeachment e economia.

Da Ag.Brasil
foto - ilustração
No momento em que repercute na imprensa internacional a crise política no Brasil,a Presidenta Dilma Rousseff concedeu nessa quinta feira (24) entrevista a correspondentes estrangeiros de veículos de seis países. Por quase duas horas, Dilma falou sobre crise, impeachment e economia.
A presidenta conversou com jornalistas do The New York Times (Estados Unidos), El País (Espanha), The Gardian (Inglaterra), Pagina 12 (Argentina), Le Monde (França) e Die Zeit (Alemanha).
Em dezembro do ano passado,a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma na Câmara foi noticiado por jornais de várias partes do mundo,entre eles o Wall Street Journal, dos Estados Unidos, a revista inglesa Time e o El País.Também foram noticiadas fora do país,as manifestações contra o governo Dilma ocorridas neste mês de março.
A presidenta Dilma não tem compromissos na agenda hoje à tarde e deve passar o feriado da Semana Santa em Porto Alegre.
Com informações da Agência Brasil  24/03/2016

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Dilma: combate ao vírus Zika é tarefa coletiva dos países da América Latina

Política

É uma tarefa necessariamente coletiva de todos os países aqui da América do Sul e da América Latina”, afirmou Dilma, após reunião com o presidente da Bolívia, Evo Morales, no Palácio do Planalto.

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil
Evo Morales foi recebido pela presidenta Dilma
no Palácio do Planalto - Antônio Cruz/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (2) que o desafio do combate ao mosquito Aedes aegyptié uma tarefa coletiva dos países da América Latina. O mosquito transmite a dengue, a febre chikungunya e o vírus Zika, que pode causar microcefalia em bebês.
“Abordamos o desafio do vírus Zika e a necessidade de trabalharmos juntos para combatermos o mosquito evitando sua proliferação e desenvolvendo vacinas. É uma tarefa necessariamente coletiva de todos os países aqui da América do Sul e da América Latina”, afirmou Dilma, após reunião com o presidente da Bolívia, Evo Morales, no Palácio do Planalto.
Morales também destacou que é essencial o trabalho em conjunto dos países para combater o Zika, apesar de a Bolívia não registrar número elevado de casos da doença. O presidente boliviano lembrou a importância da reunião dos ministros da Saúde do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) para discutir estratégias conjuntas de combate ao Aedes aegypti.
O encontro será amanhã (3) em Montevidéu, com a participação de ministro brasileiro Marcelo Castro. A reunião será aberta a integrantes da Comunidade dos Estados Latino-Americanos (Celac) e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

Energia
A presidenta Dilma ressaltou a importância da integração energética entre os países. “A Bolívia contribui para a estabilidade energética no Brasil”, disse. O gás natural importado da Bolívia pelo Brasil responde por cerca de 30% da oferta do produto no mercado brasileiro.
Fonte - Agência Brasil  02/02/2016

domingo, 29 de novembro de 2015

Brasil se mantém no grupo dos 10 países que mais atraem investimento estrangeiro

Economia

A lista das economias mais atraentes ao investimento é feita pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que inclui no grupo China, Estados Unidos, Reino Unido, Cingapura, Rússia, Canadá, Austrália e também da cidade Estado de Hong Kong.

Jornal do Brasil
foto - ilustração
O Brasil encerrará 2015 com cerca de US$ 65 bilhões provenientes do mercado estrangeiro na economia, mantendo-se no grupo dos 10 países que mais recebem investimentos produtivos. É o que mostram as projeções feitas pelo Banco Central e isso graças ao tamanho e potencial do mercado interno do País.
A lista das economias mais atraentes ao investimento é feita pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que inclui no grupo China, Estados Unidos, Reino Unido, Cingapura, Rússia, Canadá, Austrália e também da cidade Estado de Hong Kong.
Os recursos vindos de outros países estão sendo direcionados no Brasil a segmentos diversos da economia como indústria de petróleo e gás, indústria extrativa, empresas do segmento de química e indústria alimentícia, setor de serviços, como as áreas de saúde e comércio, setor de telecomunicação e de energia elétrica e projetos da infraestrutura.
Nos nove primeiros meses do ano, os investimentos estrangeiros somaram US$ 48,211 bilhões; considerando um período maior, de 12 meses terminados em setembro, essa cifra está em US$ 71,807 bilhões, segundo dados do Banco Central.

Programa de infraestrutura
Para 2016, esses capitais devem se permanecer no nível atual ou aumentar. Entre os fatores que vão alavancar os negócios e manter o Brasil no radar dos investidores está a valorização do dólar frente ao real, que torna as empresas daqui baratas ao capital externo, favorecendo operações de fusão e aquisição entre o empresário nacional e o de fora do País.
Outro ponto que desperta a atenção do empreendedor estrangeiro são as oportunidades de ganhos com o Programa de Infraestrutura e Logística (PIL) do governo federal, com projetos nas áreas da infraestrutura e que movimentará R$ 200 bilhões nos próximos anos.
Entre esses projetos constam melhoria de rodovias e portos, ampliação e construção de ferrovias, expansão e edificação de aeroportos.
“No momento temos a questão do câmbio (paridade dólar/real). O Brasil se tornou barato para o investimento estrangeiro direto e o país tem tudo para ser feito”, diz o coordenador-geral de Investimentos do Ministério do Desenvolvimento (Mdic), Mário Neves.
Os países que mais investem no Brasil atualmente são Estados Unidos, China, Japão, França, Espanha e Itália.
“Temos o Programa de Infraestrutura Logística com uma série de projetos em portos, aeroportos, ferrovia e rodovias que soma R$ 200 bilhões e que tem atraído grande parcela desses investidores que olham para o Brasil com muita atenção”, acrescenta.
Neves comenta que a fase de desaceleração atual é transitória e não afeta a visão do investidor com projetos de longo prazo interessado em abrir uma empresa, construir uma fábrica ou se associar a uma empresa nacional existente.
“Esse tipo de investidor vem para o longo prazo, não olha o Brasil para 2015 ou para 2016 olha para 2050”, comenta. “Podemos estar atravessando um cenário um tanto adverso por conta da crise econômica, mas isso tem prazo, isso acaba e o país retoma sua trajetória de crescimento.”
Fonte - Jornal do Brasil   29/11/2015

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Recursos contra aquecimento global beneficiaram poucos países, diz instituto

Internacional

O relatório foi divulgado antes da última semana de negociações das Nações Unidas, em Lima, no Peru, para conseguir as bases de um acordo para reduzir o aquecimento global. A 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-20) começou na segunda-feira (1º) e vai até 12 de dezembro.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Metade dos quase US$ 8 bilhões (cerca de R$ 20,7 bilhões) repassados para combater o aquecimento global no mundo em desenvolvimento foram destinados para apenas dez países, prejudicando nações em maior risco, aponta relatório do Instituto de Desenvolvimento no Exterior, um think tank (instituição que produz conhecimento estratégico) britânico.
Marrocos, México e Brasil foram os países que mais recursos receberam desde 2003 - mais de US$ 500 milhões cada (R$ 1,3 bilhão), de um total de US$ 7,6 bilhões (R$ 19,67 bilhões), de acordo com a análise de gastos na última década em 135 países.
O relatório foi divulgado antes da última semana de negociações das Nações Unidas, em Lima, no Peru, para conseguir as bases de um acordo para reduzir o aquecimento global. A 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-20) começou na segunda-feira (1º) e vai até 12 de dezembro.

foto - ilustração
"O México e o Brasil estão entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa e, com o Marrocos, têm enorme potencial nas energias renováveis", indica o relatório.
No entanto, em relação ao apoio financeiro, muitos dos países mais pobres ficaram para trás. "Estados frágeis e afetados por conflitos, como a Costa do Marfim e o Sudão do Sul, onde é normalmente difícil aplicar financiamento, receberam menos de US$ 350 mil [R$ 905 mil] e US$ 700 mil [R$ 1,8 bilhão], respectivamente", informou o instituto.
"Muitos países de rendimento médio que são vulneráveis aos impactos das alterações climáticas e têm um potencial significativo para energias limpas, como a Namíbia, El Salvador e a Guatemala, também receberam menos de US$ 5 milhões [R$ 12,9 milhões] cada", indicaram os especialistas.
Fonte - Agência Brasil  08/12/2014

domingo, 26 de outubro de 2014

Representantes de 72 países acompanham segundo turno no Brasil

Política

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , ministro Dias Toffoli, dará as boas-vindas aos diplomatas às 16h. Em seguida, o secretário de Tecnologia e Informação, Giuseppe Dutra Janino, fará uma apresentação sobre a urna eletrônica e o sistema biométrico.

Karine Melo 
Repórter da Agência Brasil

Neste domingo (26), 101 diplomatas de 72 países e da União Europeia acompanham o segundo turno das eleições brasileiras em Brasília. A agenda das delegações será intensa hoje. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , ministro Dias Toffoli, dará as boas-vindas aos diplomatas às 16h. Em seguida, o secretário de Tecnologia e Informação, Giuseppe Dutra Janino, fará uma apresentação sobre a urna eletrônica e o sistema biométrico.
No fim da tarde, os diplomatas participarão de uma palestra com o ministro Henrique Neves sobre como funciona o sistema eleitoral brasileiro. Eles visitarão ainda o Museu do Voto no TSE e, a partir das 19h, acompanharão a totalização dos votos para presidente da República.
Além de participar dessas atividades, as delegações da Argentina e do Irã vão acompanhar a votação em uma escola de Brasília.
No primeiro turno, delegações de 21 países e três organismos internacionais acompanharam as eleições brasileiras em Brasília, São Paulo e Salvador.
Fonte - Agência Brasil  26/10/2014

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Brasil busca acelerar criação de centro de infraestrutura no G-20

Internacional

A ideia é criar um organismo com base de dados de projetos para que investidores possam comparar os planos para a realização de obras em vários países e organizar estruturas de financiamento. Essa busca por novos investimentos em infraestrutura vai ao encontro das necessidades dos países em desenvolvimento, que precisam construir estradas, ferrovias, portos e hidrelétricas para retomar as suas taxas de crescimento.

Valor Econômico
foto - ilustração
A delegação brasileira vai aproveitar a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) que acontece nesta semana, em Washington, para avançar nas discussões em torno da criação do Centro de Infraestrutura Global (GIC, da sigla em inglês) no âmbito do G-20, o grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo.
A ideia é criar um organismo com base de dados de projetos para que investidores possam comparar os planos para a realização de obras em vários países e organizar estruturas de financiamento. Essa busca por novos investimentos em infraestrutura vai ao encontro das necessidades dos países em desenvolvimento, que precisam construir estradas, ferrovias, portos e hidrelétricas para retomar as suas taxas de crescimento. O desafio do GIC seria o de unir os investidores aos projetos, acelerando a sua concretização.
A proposta de criação do Centro foi feita pela Austrália, que exerce a presidência temporária do G-20. A delegação brasileira avaliou que a ideia é interessante, pois o novo órgão pode funcionar como uma boa forma de articulação para firmar projetos no setor. "É algo que vale a pena tentar", afirmou um representante do governo brasileiro. "É uma iniciativa interessante."
Caso seja aprovado, o GIC se tornaria a primeira instituição formal do G-20. Seria o primeiro órgão com sede, secretariado, corpo técnico e verbas dentro do grupo. Atualmente, o G-20 funciona sem um organismo formal, através de encontros entre os ministros da economia e líderes dos países.
A Austrália se dispôs a financiar a sede da instituição, mas restam questões importantes a serem debatidas, como o sistema de governança e as regras para o funcionamento. A expectativa é a de que os ministros aproveitem o encontro do FMI, em Washington, para avançar na formatação do GIC, mas a decisão final sobre a criação deve ser tomada apenas no próximo encontro do G-20, em novembro, em Brisbane, na Austrália.
No último encontro do grupo, em Cairns, na Austrália, em setembro, os Estados Unidos apoiaram a ideia, assim como a Reino Unido, o Canadá e o Japão, que, no entanto, querem aprofundar o debate sobre como seria o funcionamento do Centro antes de dar o aval final.
O ministro do Tesouro da Austrália, Joe Hockey, defendeu o GIC, alegando que o centro pode remover barreiras aos investimentos privados em projetos capazes de melhorar as condições de crescimento dos países. Um dos argumentos dos australianos é que nenhuma instituição detém uma base de dados de projetos em infraestrutura em âmbito mundial.
A avaliação feita pelos países que apoiam a ideia é a de que os problemas surgidos depois da crise financeira, em 2008, como as reformas regulatórias no setor, levaram a uma retração da atuação dos bancos na área de financiamentos de longo prazo, sobretudo na área de "project finance". Muitos investidores internacionais estariam dispostos a ingressar com capitais na área, pois, uma vez realizados, esses investimentos geram fluxos de renda regulares.
No momento em que os títulos de renda fixa estão com níveis de rentabilidade baixa, os investidores de longo prazo, principalmente os fundos de pensão, estão procurando fazer aportes com rentabilidade constante em patamares mais elevados. O objetivo do centro seria justamente o de diminuir o custo de financiamento de projetos de grande porte na área de infraestrutura.
Depois de trabalhar para a criação do Banco dos Brics e do Arranjo Contingente de Reservas (CRA, da sigla em inglês) - fundo para ajudar nações em dificuldades financeiras -, a delegação brasileira vê no GIC a oportunidade de avançar em um novo organismo internacional alinhado às necessidades de elevar as taxas de crescimento através da promoção de investimentos em países emergentes.
Fonte - Revista Ferroviária  08/10/2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Na ONU, Dilma cobra mais espaço para países em desenvolvimento

Internacional

A presidenta Dilma Rousseff criticou hoje (24) a demora na ampliação do poder de voto dos países em desenvolvimento em instituições financeiras internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial e disse que elas correm o risco de perder eficácia e legitimidade.

Luana Lourenço 
Repórter da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff discursa na abertura da 69ª assembleia geral da ONU Peter Foley/Agência Lusa/Direitos Reservados
A presidenta Dilma Rousseff criticou hoje (24) a demora na ampliação do poder de voto dos países em desenvolvimento em instituições financeiras internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial e disse que elas correm o risco de perder eficácia e legitimidade.
“É imperioso pôr fim ao descompasso entre a crescente importância dos países em desenvolvimento na economia mundial e sua insuficiente participação nos processos decisórios das instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário e o Banco Mundial. É inaceitável a demora na ampliação do poder de voto dos países em desenvolvimento nessas instituições. O risco que essas instituições correm é perder sua legitimidade e eficiência”, disse a presidenta em seu discurso na abertura da 69ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na sede da entidade, em Nova York.
Dilma destacou a articulação dos países do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que, este ano, decidiu criar um banco de financiamento e um arranjo de socorro emergencial para os membros do bloco e outros países em desenvolvimento como alternativa à ordem mundial financeira.
A presidenta listou uma série de medidas que o governo tomou nos últimos anos para tentar proteger a economia nacional da crise global, mas admitiu que o Brasil também foi atingido pela desaceleração. “Ainda que tenhamos conseguido resistir às consequências mais danosas da crise, ela também nos atingiu de forma mais aguda nos últimos anos. Tal fato decorre da persistência, em todas a regiões do mundo, de consideráveis dificuldades econômicas que impactam negativamente nosso crescimento”, reconheceu.
“É indispensável e urgente retomar o dinamismo da economia global, ela deve funcionar como um instrumento de indução do crescimento do comércio internacional e da diminuição da desigualdade entre os países e não como fator de redução do ritmo do crescimento econômico e distribuição da renda social”, ponderou Dilma, que também cobrou mais compromissos dos países com a conclusão da Rodada Doha, um ciclo de negociações para liberalização do comércio mundial, iniciado em 2001.
No discurso de cerca de 24 minutos, Dilma também criticou a incapacidade de organismos multilaterais agirem na solução de conflitos, entre eles, a crise entre Palestina e Israel e o impasse entre a Rússia e a Ucrânia.
“Não temos sido capazes de resolver velhos contenciosos nem de impedir novas ameaças. O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos, isso está claro na persistência da questão palestina, no massacre sistemático do povo sírio, na trágica desestruturação nacional do Iraque, na grave insegurança na Líbia, nos conflitos do Sahel e nos embates na Ucrânia. A cada intervenção militar não caminhamos para a paz, mas sim assistimos o acirramento desses conflitos”, criticou.
Dilma cobrou “uma verdadeira” reforma no Conselho de Segurança da ONU e criticou a demora nesse processo. “Os 70 anos das Nações Unidas, em 2015, devem ser a ocasião propícia para o avanço que a situação requer. Estou certa de que todos entendemos os riscos da paralisia e da inação do Conselho de Segurança nas Nações Unidas. Um conselho mais representativo e mais legítimo poderá ser também mais eficaz”, avaliou.
A presidenta aproveitou o discurso na ONU para reforçar a crítica brasileira ao “uso desproporcional” da força por parte do governo de Israel no conflito com a Palestina, na Faixa de Gaza.
“Não podemos permanecer indiferentes à crise entre Israel e Palestina, sobretudo depois dos dramáticos acontecimentos na Faixa de Gaza. Condenamos o uso desproporcional da força, vitimando fortemente a população civil, mulheres e crianças. Esse conflito deve ser solucionado e não precariamente administrado, como vem sendo”, disse Dilma, que defendeu a convivência entre os dois Estados dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas.
Fonte - Agência Brasil  24/09/2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Relatório da Unesco indica avanços dos países do Brics na área de educação

Educação

A publicação Brics: Construir a Educação para o Futuro buscou identificar os sucessos e desafios enfrentados pela educação nesses países e recomenda uma colaboração mais efetivas entre as cinco economias do bloco para acelerar o progresso na educação.

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Relatório divulgado hoje (22) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) informa que os países que integram o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) colocaram a educação e a capacitação no centro de suas estratégias de desenvolvimento e têm impulsionado o progresso mundial na educação. O documento registra que os cinco países fizeram investimentos maciços em todos os níveis educacionais na busca de atender às necessidades de suas economias emergentes. Juntos, os integrantes do Brics ofertam educação para cerca de 40% da população mundial, segundo o relatório.
A publicação Brics: Construir a Educação para o Futuro buscou identificar os sucessos e desafios enfrentados pela educação nesses países e recomenda uma colaboração mais efetivas entre as cinco economias do bloco para acelerar o progresso na educação.
Apesar de reconhecer os avanços, o relatório indica que para alcançar o crescimento econômico equitativo e o desenvolvimento sustentável é preciso mais investimento na educação, com prioridade para a educação básica, superior e o desenvolvimento de habilidades. Alerta também para as disparidades entre as escolas que fazem com que as crianças mais pobres sofram mais com a baixa qualidade educacional.
Na educação básica, o relatório diz que Brasil, China, Índia e África do Sul devem alcançar a educação primária e secundária universal, reduzir as desigualdades na oferta e aumentar o rendimento escolar. “Os países também devem colocar maior ênfase na expansão de programas de boa qualidade em cuidados e educação na primeira infância”, registra.
Em relação a educação superior, aponta que a demanda por esse nível de ensino tem aumentado e os países do Brics devem expandir a oferta de educação superior e construir centros de excelência mundial em ensino e pesquisa.
Quanto ao desenvolvimento de habilidades, o relatório recomenda que sejam criados sistemas de desenvolvimento de habilidades complexas para que os países diversifiquem suas bases econômicas. Recomenda ainda a expansão e modernização da trajetória técnica e profissional do ensino secundário e superior e a expansão dos programas de formação que têm como alvos jovens e adultos carentes.
O relatório cita como positivas algumas iniciativas brasileirase, entre elas o Plano Nacional de Educação, que estabelece objetivos de aprendizagem explícitos a médio e longo prazo, e diz que o país tem planos ambiciosos para desenvolver a formação técnica e educação profissional e tecnológica. Cita ainda como positivo o sistema de cotas para estudantes de escolas públicas nas universidades federais e a decisão do governo de destinar 75% dos royalties do petróleo para a educação.
Entre as sugestões de cooperação entre os países do Brics para aprimorar os avanços na educação estão a união de forças para melhorar a qualidade dos dados educacionais; o compartilhamento de experiências na criação e implementação de avaliações nacionais de desempenho de estudantes e gerenciar a rápida expansão do ensino superior.
Fonte - Agência Brasil 22/09/2014

domingo, 21 de setembro de 2014

G20 anuncia meta de crescimento de 1,8% em cinco anos

Internacional

Na análise preliminar entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), as medidas preconizadas vão possibilitar um crescimento adicional de 1,8% até 2018.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Os ministros das Finanças dos países do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, informaram hoje (21), em comunicado, que acordaram meta de crescimento adicional de 1,8% nos próximos cinco anos, no âmbito das reformas que serão promovidas pelos países-membros.
Na análise preliminar entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), as medidas preconizadas vão possibilitar um crescimento adicional de 1,8% até 2018.
O comunicado do G20 assinala ainda que serão necessárias mais medidas para promover o crescimento da economia dos países do G20 em 2%.
Ao participar da reunião ministerial do G20, a diretora do FMI, Christine Lagarde, citou um estudo do organismo segundo o qual a economia do grupo crescerá apenas 1,5%. Ontem (20), o ministro francês das Finanças, Michael Sapin, a expectativa de crescimento em 1,8%, abaixo dos objetivos do grupo, que discutiu na reunião cerca de 900 propostas para impulsionar a economia.
O encontro ministerial, preparatório da cúpula de líderes de novembro, em Brisbane, terminou neste domingo (21).
Fonte - Agência Brasil  21/09/2014

terça-feira, 8 de julho de 2014

Banco e fundo do Brics complementam apoio a países em desenvolvimento

Política

“Os financiamentos serão para projetos sustentáveis e de infraestrutura. O banco suplementa o Bird e o arranjo de contingente de reservas espelha o FMI. Os países do Brics têm propostas de reformas que não podem ser atendidas, especialmente pelo FMI. De certa maneira, a criação do arranjo contingente de reservas e do banco atende a essas necessidades”

Flavia Villela 
Repórter da Agência Brasil 
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O banco e o fundo do Brics, que serão criados na semana que vem, na sexta reunião de cúpula do bloco, em Fortaleza, não serão competidores do Banco Mundial (Bird) nem do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas suplementares a essas entidades, disse hoje (8) o embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário de Política do Ministério das Relações Exteriores.
Em palestra para jornalistas, no Centro Aberto de Mídia da Copa, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, ele falou sobre o encontro do grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que começará no dia 15, na capital do Ceará, e terminará em Brasília, no dia seguinte, com participação de todos os mandatários das nações do Brics e de países convidados da América do Sul.
“Os financiamentos serão para projetos sustentáveis e de infraestrutura. O banco suplementa o Bird e o arranjo de contingente de reservas espelha o FMI. Os países do Brics têm propostas de reformas que não podem ser atendidas, especialmente pelo FMI. De certa maneira, a criação do arranjo contingente de reservas e do banco atende a essas necessidades”, disse ele. “O foco da participação do Brics está na responsabilidade em uma ordem mais justa, não para ter mais poder. Nos dias de hoje não é importante apenas crescer, é preciso crescer com melhor distribuição da renda, e é disso que estamos justamente tratando na 6ª Cúpula do Brics”, completou.
O banco terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias. Depois da assinatura do acordo para sua criação, o banco terá que ser aprovado pelos Parlamentos dos cinco países. O fundo terá capital inicial de US$ 100 bilhões para fazer face a desequilíbrios nos balanços de pagamentos de algum dos países do Brics que venha a enfrentar dificuldades. A China entrará com US$ 41 bilhões; o Brasil, a Rússia e Índia com US$ 18 bilhões cada; e a África do Sul com US$ 5 bilhões. A expectativa é que outros países em desenvolvimento também possam tomar empréstimos do banco, mas os critérios para tanto serão definidos em um segundo momento, disse Graça Lima.
No seu entendimento, com esse aporte de recursos e foco no desenvolvimento sustentável, o banco deve influir em uma ordem econômica mais justa. “Isso é parte de uma estratégia não escrita, mas muito segura, dos países do Brics, de procurar influir, mas de maneira construtiva”, comentou.
A presidência do banco, que será rotativa, e a sede serão definidas na cúpula, bem como o conselho de administração e outras questões técnicas. O Brasil foi o único membro que não se candidatou a sediar o banco. As opções são Xangai (China), Joanesburgo (África do Sul), Moscou (Rússia) e Nova Delhi (Índia).
Ainda segundo o embaixador, é possível que durante a cúpula haja menção sobre a crise que envolve Ucrânia e Rússia. Esta deve seguir a tendência demonstrada em declarações e posições anteriores, como a ocorrida na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), na qual os países do Brics se abstiveram de votar a favor da resolução da organização, de condenar a anexação da Crimeia à Federação Russa.
O embaixador detalhou também a visita de Estado do presidente da China, Xi Jimping, que se inicia logo após o evento do Brics, no dia 17, com visita ao Congresso Nacional, almoço, assinatura de atos e sessão de trabalho, entre outras atividades ao longo do dia.
Fonte - Agência Brasil  08/07/2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

Países do Brics debatem políticas de desenvolvimento, no Rio

Internacional

O presidente do Intersul, economista José Carlos de Assis, disse à Agência Brasil que o principal objetivo do evento é o estabelecimento de um consenso sobre políticas de desenvolvimento nos países emergentes. “Discutir quais são as perspectivas dos pontos de vista histórico e econômico mais imediatas. 

Alana Gandra 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Especialistas do Brasil, da Rússia, Índia, China e África do Sul deram início hoje (20), no Rio de Janeiro, à Conferência Brics no Século 21, organizada pelo Instituto de Estudos Estratégicos para a Integração da América do Sul (Intersul), em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O presidente do Intersul, economista José Carlos de Assis, disse à Agência Brasil que o principal objetivo do evento é o estabelecimento de um consenso sobre políticas de desenvolvimento nos países emergentes. “Discutir quais são as perspectivas dos pontos de vista histórico e econômico mais imediatas. Quer dizer, como você supera a crise mundial que ainda persiste, e como traça uma linha de destino comum em um conjunto de países que têm características muito similares e condições peculiares para estabelecer essa linha”.
Assis salientou que apesar da aparente divergência, os países que integram o grupo Brics têm um futuro muito parecido, especialmente em termos das opções econômicas e geo-políticas que se apresentam. “São países que têm estrutura de planejamento centralizado, têm bancos públicos poderosos, têm grandes empresas estatais estratégicas e já experimentaram a validade de políticas econômicas anticíclicas. É muito mais parecido do que as pessoas podem pensar”, indicou.
O presidente do Intersul acrescentou que a conferência visa que os países do Brics se valorizem dentro da perspectiva de que o caminho que estão trilhando é correto, apesar das diferenças marginais existentes. “Mas, no fundo, nós estamos dando certo, enquanto a Europa está afundando. Por que seguir o modelo europeu, ou mesmo o modelo americano, que está rastejando e não consegue tirar a economia do poço? Nós conseguimos. Talvez não com a intensidade que a gente gostaria, mas eu acho que sinaliza uma direção. É isso que nós vamos discutir aqui”.
Os organizadores pretendem transformar a conferência em um centro gerador de pesquisa e de conhecimento permanente dos países emergentes, que acompanhe os encontros de cúpula do Brics e que possa constituir uma ferramenta de apoio aos governos dos países em desenvolvimento na busca de respostas para os desafios estratégicos atuais nos campos da economia política, meio ambiente, geopolítica e ética na ciência, entre outros.
A conferência continua até a próxima sexta-feira (23).
Fonte - Agência Brasil  20/05/2014

sábado, 17 de maio de 2014

Copa do Mundo deve trazer 2,3 mil compradores de 104 países, avalia agência

Economia

O projeto integra ações de marketing de relacionamento da agência e inclui encontros, visitas técnicas e rodadas de negócios com empresários brasileiros, visando a estimular as exportações do Brasil e a captar investimentos. A ação também pretende projetar a imagem do país no mercado internacional. Atividades semelhantes são efetuadas pela Apex-Brasil no carnaval e em outros eventos internacionais,

Alana Gandra 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), do governo federal, anunciou hoje (16) os preparativos finais do Projeto Copa do Mundo. De acordo com a agência, o Mundial trará ao Brasil 2,3 mil compradores, investidores e formadores de opinião de 104 países para a realização de negócios.
O projeto integra ações de marketing de relacionamento da agência e inclui encontros, visitas técnicas e rodadas de negócios com empresários brasileiros, visando a estimular as exportações do Brasil e a captar investimentos. A ação também pretende projetar a imagem do país no mercado internacional. Atividades semelhantes são efetuadas pela Apex-Brasil no carnaval e em outros eventos internacionais, entre os quais a Fórmula Indy e o Grand Prix de Fórmula 1.
Segundo o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Ricardo Santana, o projeto começou a ser construído há um ano, durante a Copa das Confederações. Santana destacou que os Estados Unidos encabeçam a relação de convidados. “Para a gente, é bem importante, porque é uma economia que está se recuperando. Trazer os Estados Unidos para cá vem em um momento bastante propício”.
O Projeto Copa do Mundo é desenvolvido pela Apex-Brasil em parceria com 700 empresas e entidades setoriais nacionais. Estão sendo organizadas mais de 800 agendas de negócios nos dias que antecedem e sucedem os jogos da Copa, com foco em tecnologia e saúde, casa e construção, alimentos e bebidas, agronegócio, moda, máquinas e equipamentos, economia criativa e serviços.
A agência espera superar o resultado alcançado na Copa das Confederações, que gerou US$ 3 bilhões em exportações e investimentos para o Brasil, envolvendo 903 empresários, oriundos de mais de 70 países, segundo Ricardo Santana.
São Paulo, com mais de 270 empresas, lidera os participantes brasileiros do projeto, seguido de Minas Gerais, com cerca de 94 companhias. O diretor disse que embora o jogo seja o principal atrativo da Copa, “o nosso foco é fazer negócios, é trazer aquele convidado com quem a gente quer estreitar a relação, fazer com que ele compre mais, e usar esse chamariz para poder concretizar uma venda”.
A Copa do Mundo ocorrerá de 12 de junho a 13 de julho, em 12 cidades brasileiras. Os visitantes estrangeiros começarão a ser recebidos uma semana e meia antes de cada jogo.
Fonte - Agência Brasil  17/05/2014

terça-feira, 6 de maio de 2014

Brics cresce 3,5% este ano e 4% em 2015 - OCDE

Economia

De acordo com as previsões feitas no relatório Perspectivas Econômicas, da OCDE, a China e a Índia destacam-se no Brics, com crescimento de 7,4% e 5,4%, respectivamente, mais que o dobro de qualquer um dos outros países que formam o grupo das chamadas economias emergentes, devido ao potencial que apresentam.

Da Agência Brasil Edição
Com informações da Agência Lusa
foto - ilustração
O Brics, grupo que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul, vai crescer 3,5%, em média, este ano, aumentando para 4% em 2015, prevê a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
De acordo com as previsões feitas no relatório Perspectivas Econômicas, da OCDE, a China e a Índia destacam-se no Brics, com crescimento de 7,4% e 5,4%, respectivamente, mais que o dobro de qualquer um dos outros países que formam o grupo das chamadas economias emergentes, devido ao potencial que apresentam.
Segundo o relatório, a China reduzirá ligeiramente o crescimento no próximo ano, para 7,3%, mas as outras economias vão acelerar o passo, sendo o Brasil o país que menos crescerá (2,2%).
O relatório mostra ainda que a média da inflação nos cinco países está em 5%, mas sobe para 7,25% se a China ficar fora das contas, o que "não é um valor particularmente baixo", dizem os analistas.
O grupo foi apresentado inicialmente como Bric pelo economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O'Neil, no estudo Building Better Global Economic Bric, em 2001. Dez anos depois, foi incluída a África do Sul, passando a se chamar Brics. A organização representa cerca de 25% da riqueza mundial e, entre 2003 e 2007, foi responsável por 65% do crescimento global.
Fonte - Agência Brasil  06/05/2014

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Líderes dos 33 países da Celac participam da cúpula em Cuba

Internacional

Da Agência Brasil
Com informações da Telesur
foto - ilustração
Todos os 33 chefes de Estado e de governo dos países da Comunidade de Estado Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) estão em Havana, Cuba, para participarem, a partir de hoje (28), da 2ª Reunião de Cúpula do organismo. Nos próximos dois dias, líderes, chanceleres e altos representantes desses países debaterão uma série de temas que são o centro de mais de 30 declarações especiais que estão sendo elaboradas entre as quais a Declaração Final de Havana e o Plano de Ação da Celac para 2014.
Em 2013, a comunidade priorizou temas como a luta contra a fome e a pobreza, a desigualdade, o respeito aos modelos políticos, econômicos, sociais e culturais que garantem o desenvolvimento dos povos e a união de esforços em prol da equidade e da igualdade de oportunidades, baseados na diversidade. Ontem (27), os chanceleres dos 33 países se reuniram para entrar em um consenso sobre o conteúdo de cada documento temático e sobre a Declaração Final.
De acordo com o ministro do Exterior cubano, Bruno Rodriguéz, o encontro foi conduzido com harmonia. Foram aprovados 28 documentos, entre os quais apoio à luta da Argentina pela independência das Ilhas Malvinas, rechaço ao bloqueio econômico e financeiro à Cuba e exclusão desse país da lista dos que apoiam o terrorismo.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou que o documento final da cúpula reafirmará o objetivo da Celac de promover a unidade com soberania, a flexibilidade e a participação ativa de todos os 33 Estados-Membros, com respeito ao direito internacional e à Carta da Organização das Nações Unidas (ONU). A cúpula, que começou ontem, irá até amanhã (29), quando a Costa Rica receberá de Cuba a presidência pro tempore da Celac.
A Celac, que agrupa todos os países das Américas, exceto os Estados Unidos e o Canadá, representa um bloco com mais de 600 milhões de habitantes e cuja economia forma um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 6 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).
Fonte - Agência Brasil  28/01/2014

domingo, 16 de junho de 2013

Banco Mundial: Emergentes são os que apresentam maior crescimento

Desde 2008, Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) são os países que alavancam a economia mundial

Os países emergentes, incluindo os que integram o grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), continuam sendo as locomotivas da economia mundial. Este é o teor do mais recente informe do Banco Mundial, intitulado “Perspectivas Econômicas Globais, um Estudo Analítico sobre o Comportamento Econômico Internacional”.
Os analistas do Banco Mundial constataram que as economias dos países do grupo BRICS “se tornaram adultas” e estão se aproximando do que chamam de momento da verdade. Os técnicos do Banco entendem que, ao atingir esta etapa, os países BRICS deixarão de ser considerados emergentes, pois estarão automaticamente inseridos na categoria de “nações desenvolvidas”.
Em relação à Rússia, os analistas do Banco Mundial apontam que o seu ritmo de crescimento econômico será bem mais elevado do que o de outros países. E, se as perspectivas da Rússia são boas para 2013, as que focam 2014 e 2015 são melhores ainda. Pelas previsões do Banco Mundial, nos próximos dois anos, o Produto Interno Bruto russo vai crescer de forma ainda mais rápida. E a previsão de crescimento econômico acelerado do PIB foi estendida pelos analistas do Banco Mundial para os demais países do grupo BRICS.
Os técnicos do Banco sustentam que desde 2008 Brasil, Rússia, Índia e China são os países que alavancam a economia mundial. Enquanto isso, os países mais desenvolvidos como Estados Unidos, Japão e alguns integrantes da União Europeia não têm apresentado bons resultados. Os países desenvolvidos só vão recuperar a plenitude do crescimento econômico quando se decidirem a buscar novos estímulos, investindo mais ativamente em infraestrutura. O modelo atual estaria esgotado e, por isso, países do BRICS como Rússia, Índia e China se prevalecem deste quadro para implementar as suas exportações.
Outra receita que os técnicos do Banco Mundial recomendam em especial para os países do grupo BRICS é o estímulo ao fortalecimento da demanda interna mediante a conjugação de três fatores: elevação dos índices de produtividade, aumento dos salários e nivelação dos rendimentos no ambiente profissional.
Fonte -  Diário da Russia 16/06/2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Países do Brics deverão crescer em média 4,3% ao longo do ano

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul, que integram o grupo denominado Brics, e os países emergentes deverão crescer, em média, 4,3% até dezembro, com previsão de elevação para 5,3% em 2014. A estimativa é do estudo Economic Outlook, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado hoje (29), em Paris, na França.
De acordo com o relatório, a China lidera a lista dos países emergentes no que se refere ao crescimento econômico, registrando 7,8% este ano e com possibilidade de chegar a 8,4% em 2014. Depois, vem a Índia, com crescimento de 5,7%, em 2013, e 6,6% no próximo ano. O Brasil registra crescimento de 2,9%, em 2013, e 3,5% em 2014. A Rússia deve registrar crescimento de 2,3% ao longo do ano e 3,6% para 2014. A África do Sul deverá ter um crescimento econômico de 2,8%, até dezembro, e 4,3% no próximo ano.
Pelo estudo, as estimativas de crescimento mais modestas são da Rússia, do Brasil e da África do Sul, em torno dos 3% neste e no próximo ano. Já a China deve ultrapassar os Estados Unidos e passar a ser a maior economia do mundo, nos próximos anos, enquanto a Índia deverá ser ultrapassada pelo Japão.
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa
Fonte - Agência Brasil 29/05/2013

domingo, 19 de maio de 2013

Brasil inicia maior operação já feita nas fronteiras do país


Ag.Br

Ao todo, 25 mil militares e agentes das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e de agências governamentais participam da Operação Ágata 7, considerada pelo Ministério da Defesa a maior mobilização feita pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos, abrangendo a linha de fronteira do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS)


Forças Armadas iniciam operação ao longo de toda fronteira brasileira

Da Agência Brasil
Brasília – O Ministério da Defesa informou hoje (18), em nota, que as Forças Armadas iniciaram nesta manhã a Operação Ágata 7 em toda extensão da fronteira brasileira com dez países sul-americanos. Ao todo 25 mil militares e agentes das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e de agências governamentais participam desta edição, considerada pelo ministério, a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos entre o Oiapoque (AP) e o Chuí (RS).
De acordo com o Ministério da Defesa, antes de a operação ser deflagrada, “o governo manteve contatos com os países vizinhos para o repasse de informações sobre o emprego do aparato militar”
A Ágata integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira (FAB).
Ainda segundo a Defesa, durante a mobilização militares estarão atentos aos principais crimes transfronteiriços como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais.
Ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com os centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus; do Oeste (CMO), em Campo Grande; e do Sul (CMS), em Porto Alegre.
Em quase dois anos já foram realizadas seis edições da Operação Ágata em uma faixa de fronteira que compreende 27% do território nacional onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes.
A fronteira tem 16.886 quilômetros de extensão, sendo 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de rio, lagos e canais. São 23.415 quilômetros de rodovias federais. Os estados de fronteira são: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Fonte - Agência Brasil 19/05/2013