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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Dia Mundial dos Oceanos 2016 - Oceano saudável, planeta saudável

Meio Ambiente   

2016 é o ano em que o mundo começa a implementar as promessas feitas na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e no Acordo de Paris sobre Mudança Climática.A mensagem da UNESCO no Dia Mundial dos Oceanos é clara: o oceano é essencial para avançarmos.

Revista Amazônia
foto - ilustração
O oceano é uma parte integrante do nosso planeta, e é um componente essencial de vidas humanas, meios de subsistência e do ambiente que nos sustenta. Para a indústria da pesca e o turismo, assim como para o transporte e a regulação do clima, o oceano é a chave para se implementar a nova agenda mundial.
Apesar dos crescentes impactos das atividades humanas no meio ambiente marinho, o oceano continua sendo um importante condutor da erradicação do maior desafio que o mundo enfrenta atualmente: a pobreza extrema. O oceano é uma parte integrante do nosso planeta, e é um componente essencial de vidas humanas, meios de subsistência e do ambiente que nos sustenta. Para a indústria da pesca e o turismo, assim como para o transporte e a regulação do clima, o oceano é a chave para se implementar a nova agenda mundial.
Especialmente em países em desenvolvimento, o litoral e o oceano oferecem diversas oportunidades econômicas para assegurar que ninguém será deixado para trás na busca por um desenvolvimento mais equitativo e sustentável. Seja no litoral ou no alto-mar, longe de todos, a salvaguarda de sítios marinhos biodiversificados é essencial para se garantir o uso sustentável e de longo prazo de recursos naturais preciosos.
imagem/Revista Amazônia

A UNESCO, por meio de sua Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) trabalha em todas as áreas para apoiar seus Estados-membros na implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14 sobre o oceano, assim como todos os outros objetivos e metas relevantes, de maneiras que são inclusivas e baseadas em uma abordagem científica integrada. O desenvolvimento de capacidades nacionais na pesquisa científica marinha é uma pré-condição para o entendimento e a preservação do oceano, de seu meio ambiente e dos muitos recursos que ele oferece. A COI está comprometida com o incentivo do desenvolvimento de políticas nacionais que promovam o crescimento sustentável ambientalmente consciente e com base no oceano.
A nossa mensagem é de que um oceano saudável é um planeta saudável, e um planeta saudável é absolutamente essencial para o bem-estar de gerações futuras.
Seja na erradicação da pobreza, seja na regulação do clima, a ideia principal é de que o oceano é importante. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o Acordo de Paris, as negociações sobre a proteção da biodiversidade marinha em alto-mar, assim como outros marcos políticos mundiais, abriram caminhos para a preservação e a cura da “joia da coroa” do planeta.
O Dia Mundial dos Oceanos é a nossa oportunidade – como tomadores de decisões, representantes da indústria, da sociedade civil, da ciência, e você e eu – de fazer a diferença, deixar as palavras e partir para a ação significativa.
É por isso que, no dia 8 de junho, na Sede da UNESCO em Paris e em muitos outros lugares em todo o mundo, nós vamos nos mobilizar tendo em vista um oceano saudável e um planeta saudável – junte-se a nós!
Fonte - Revista Amazônia  08/06/2016

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Entidades solicitam intervenção da Unesco para preservação do Centro Histórico de Salvador

Cultura 

Arquitetos e urbanistas denunciam situação do Centro Histórico de Salvador e solicitam através de suas entidades,intervenção da Unesco em relação a situação em que se encontra o mesmo.

Alex de Paula - A Tarde
Joá Souza - Ag. A TARDE
Entidades que congregam arquitetos e urbanistas encaminharam um documento ao Centro do Patrimônio Mundial da Unesco, em Paris, denunciando a situação do Centro Histórico de Salvador.
No documento, o Instituto de Arquitetos do Brasil na Bahia (IAB-BA), o Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Estado da Bahia (Sinarq-BA) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU/BA) solicitam que a região que é Patrimônio Cultural da Humanidade entre na lista de Patrimônio Mundial em Perigo.
A Unesco Brasil confirmou o encaminhamento do documento, mas acredita que o patrimônio não está em situação que justifique a inclusão na lista solicitada.
"A região é descuidada. Existem casarões de estruturas com 20 anos. As autoridades impõe as destruições das casas, ao invés de pensar em requalificar", disse o vice-presidente da IAB, Neilton Dórea.
O Instituto do Patrimônio histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que tem investido R$ 143 milhões em ações de requalificação do Centro Histórico.
Fonte - A Tarde  09/07/2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Trinta e quatro milhões de crianças não vão à escola em países com conflitos

Internacional

O último relatório sobre a EPT, divulgado em abril, mostrava que apenas um terço dos 164 países que há 15 anos lançaram a iniciativa atingiram os objetivos fixados e identificava os conflitos como um dos maiores obstáculos ao progresso.

Da Agência Lusa 
Ag.Brasil
Trinta e quatro milhões de crianças e adolescentes não frequentam a escola em países afetados por conflitos, mostra hoje (29) a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), adiantando que são necessários 2,3 milhões de dólares (2 milhões de euros) para educação. Os dados integram um novo texto, divulgado hoje do relatório de acompanhamento da iniciativa Educação para Todos (EPT) da UNESCO.
O último relatório sobre a EPT, divulgado em abril, mostrava que apenas um terço dos 164 países que há 15 anos lançaram a iniciativa atingiram os objetivos fixados e identificava os conflitos como um dos maiores obstáculos ao progresso.
O novo texto indica que “as crianças em países afetados por conflitos têm mais probabilidades de estarem fora da escola que as dos países não afetados,” enquanto para os adolescentes a probabilidade é dois terços maior.
A organização das Nações Unidas refere que uma das “principais razões” para o problema “é a falta de financiamento”. “Em 2014, a educação recebeu apenas 2% de ajuda humanitária.”
Os 2,3 milhões de dólares que a UNESCO considera necessários para fazer regressar à escola as 34 milhões de crianças e adolescentes nos países em conflito correspondem a dez vezes o valor da ajuda disponibilizada para a educação atualmente.
A agência da ONU explica que “mais de metade da ajuda humanitária disponível para educação foi atribuída a apenas 15 dos 342 pedidos feitos entre 2000 e 2014”.
Em 2013, foram identificados nos países em conflitos necessidades de apoio na área de educação as 21 milhões de pessoas. No entanto, apenas 8 milhões foram incluídas nos apelos e destes só 3 milhões receberam ajuda.
“Voltar à escola pode ser a única centelha de esperança e de normalidade para muitas crianças e jovens em países mergulhados em crises”, acrescenta a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, citada no comunicado.
Cerca de 58 milhões de menores estão fora da escola em todo o mundo e 100 milhões não conseguem completar o ensino primário.
Fonte - Agência Brasil  29/06/2015

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

UNESCO apoia o desenvolvimento da pesca artesanal na costa amazônica

Meio Ambiente

A iniciativa desenvolvida na chamada Costa Amazônica, busca mapear as cadeias produtivas do camarão regional, articulando e capacitando pescadores artesanais para negociar em melhores condições.

Revista Amazônia

O lucro da pesca artesanal pouco beneficia as quase um milhão de famílias brasileiras que vivem dessa prática. Em geral, os pescadores vendem o produto a preços irrisórios a atravessadores, que revendem pelo valor real. Um projeto da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) pretende corrigir essa distorção do mercado.
Desenvolvida na chamada Costa Amazônica, que engloba o litoral dos estados do Pará, Amapá e Maranhão, a iniciativa busca mapear as cadeias produtivas do camarão regional, do camarão piticaia e do caranguejo, articulando e capacitando pescadores artesanais para que negociar em melhores condições.
A UNESCO apoiará o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis. Não se trata de cooperativismo nem de associativismo. A intenção é construir espaços participativos de articulação, negociação e definição de políticas públicas. Hoje, na maioria dos casos, esses espaços inexistem. O objetivo do projeto é melhorar a renda e a qualidade de vida nas comunidades de pescadores.
O projeto foi elaborado coletivamente, com o envolvimento direto de representantes do governo federal, dos governos do Pará, Amapá e Maranhão, de prefeituras, universidades, institutos de pesquisa, organizações não governamentais e pescadores. O Fundo Vale financia a iniciativa, que foi formalizada em dezembro. O projeto tem duração prevista de sete a dez anos.
Fonte - Revista Amazônia  26/02/2015

domingo, 30 de novembro de 2014

Parque mais antigo da África está sob ameaça de petrolífera

Ecologia

A companhia petrolífera Soco International é a responsável pelas recentes operações de petróleo em Virunga e, apesar de se comprometer com o fim da exploração, ambientalistas tem buscado acompanhar de perto o desenrolar desse caso. Uma das organizações que tem feito campanha neste sentido é a WWF.

Ciclo Vivo
Foto: Divulgação
Considerado Patrimônio Mundial, o Parque Nacional Virunga é o mais antigo parque nacional da África. Importante por acolher uma rica biodiversidade, o local está ameaçado pelas recentes descobertas energéticas no leste do continente. Essa busca por petróleo pode arruinar as comunidades locais e a vida selvagem da região.
A companhia petrolífera Soco International é a responsável pelas recentes operações de petróleo em Virunga e, apesar de se comprometer com o fim da exploração, ambientalistas tem buscado acompanhar de perto o desenrolar desse caso. Uma das organizações que tem feito campanha neste sentido é a WWF.
“Precisamos que o governo da República Democrática do Congo cancele todas as licenças de exploração de petróleo, como solicitado pela Unesco, para que inicie o desenvolvimento sustentável”, afirma a ONG ambiental WWF.
Entre os raros animais que podem ser encontrados no local está o gorila das montanhas, criticamente ameaçado de extinção. Há também um grande número de aves únicas e animais selvagens, como leões, elefantes, hipopótamos, chimpanzés, ocapi.
Localizado no parque, o lago Edward - em que supostamente está o petróleo -, integra as nascentes do Nilo. Isso significa que um vazamento de petróleo pode contaminar a água de milhões de pessoas. Segundo o WWF, mais de 50 mil famílias dependem deste lago para trabalhar, conseguir alimentos e água potável. Um relatório independente, encomendado pela organização, mostra que o parque poderia gerar mais de 400 milhões de dólares anuais por meio de atividades como o ecoturismo e a pesca.
Ainda assim, a questão econômica é o principal argumento da empresa e dos governos africanos que apoiam a exploração da região. “Mas o ‘desenvolvimento econômico’ é mais do que um simples jargão da moda por aqui. As pessoas da República Democrática do Congo, da Tanzânia, do norte do Quênia, de Uganda e de Moçambique – lugares onde houve recentes descobertas de gás e petróleo – estão entre as mais pobres do mundo”, salienta uma reportagem do New York Times.
A mesma publicação relata as constantes ameaças que tem sofrido o diretor do Virunga, Emmanuel de Merode. Em abril deste ano ele entregou um relatório confidencial a promotores públicos sobre as atividades ilegais e quando retornava para casa uma surpresa inesperada: foi baleado por homens fardados que estavam escondidos em arbustos. Felizmente sobreviveu.
O presidente da petrolífera, Rui de Sousa, afirmou na assembleia anual da Soco que a empresa não tinha se retirado do parque. Ao que parece, esse impasse está longe de chegar ao fim. 
Fonte - Tribuna da Bahia  29/11/2014

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Roda de capoeira recebe título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

Esporte/Cultura

Após votação durante a 9ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, em Paris, a roda de capoeira ganhou oficialmente o título.
A presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, presente na sessão do comitê, explicou que as políticas de patrimônio imaterial não existem apenas para conferir títulos, mas para que os governos assumam compromissos de preservação de seus bens culturais, materiais e imateriais.

Ana Cristina Campos 
Repórter da Agência Brasil 
Ag.Brasil
Dança, luta, símbolo de resistência e uma das manifestações culturais mais conhecidas no Brasil, a roda de capoeira recebeu hoje (26) o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Após votação durante a 9ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, em Paris, a roda de capoeira ganhou oficialmente o título.
A presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, presente na sessão do comitê, explicou que as políticas de patrimônio imaterial não existem apenas para conferir títulos, mas para que os governos assumam compromissos de preservação de seus bens culturais, materiais e imateriais.
“O reconhecimento representa um tributo à capoeira como manifestação cultural importante que durante séculos foi criminalizada, além de dar visibilidade internacional. Além disso, reconhece que o Brasil tem políticas públicas para cuidar do seu patrimônio cultural”, disse Jurema em entrevista à Agência Brasil.
Segundo ela, um bem registrado como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade garante mais respaldo ao governo para apoiar, com recursos públicos, iniciativas de preservação do bem cultural, com o incentivo à transmissão do conhecimento e a formas de organização dos capoeiristas. A roda de capoeira é reconhecida como patrimônio cultural pelo Iphan desde 2008.
No dossiê de candidatura, o Iphan enumerou uma série de ações para difundir a modalidade e propõe medidas de salvaguarda orçadas em mais de R$ 2 milhões, como a produção de catálogos e encontros. O documento destacou que o registro vai favorecer a consciência sobre o legado da cultura africana no Brasil e o papel da capoeira no combate ao racismo e à discriminação. O dossiê lembra que a prática chegou a ser considerada crime e foi proibida durante um período da história. Hoje, a capoeira é praticada em muitos países.
“O reconhecimento da roda de capoeira pela Unesco é uma conquista muito importante para a cultura brasileira. A capoeira tem raízes africanas que devem ser cada vez mais valorizadas por nós. Agora, é um patrimônio a ser mais conhecido e praticado em todo o mundo”, destacou, em nota, a ministra interina da Cultura, Ana Cristina Wanzeler.
Além da presidenta do Iphan, a diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI-Iphan), Célia Corsino, diplomatas da Delegação do Brasil junto à Unesco e capoeiristas brasileiros também acompanharam a votação, entre eles os mestres Cobra Mansa, Pirta, Peter, Paulão Kikongo, Sabiá e Mestra Janja.
Segundo o Ministério da Cultura, o Iphan deu apoio aos capoeiristas para fazer amplo inventário dos grandes grupos de capoeira e mestres no Brasil e ajudou-os a instalar comitês estaduais distribuídos pelo país. Neles, capoeiristas podem formular reivindicações e compromissos relacionados à salvaguarda e à promoção dessa manifestação cultural.
Com o título, a prática cultural afro-brasileira reúne-se agora ao Samba de Roda do Recôncavo Baiano (BA), à Arte Kusiwa- Pintura Corporal (AP), ao Frevo (PE) e ao Círio de Nazaré (PA), também reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
Fonte - Agência Brasil  26/11/2012

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Unesco celebra Dia Mundial da Ciência pela Paz e o Desenvolvimento

Ciência & Tecnologia

O representante da Unesco no Brasil, Lucien Muñoz, parabenizou o país pelo esforço em avançar na área da ciência. “O Brasil tem investido cada vez mais recursos em políticas para avançar na área da ciência e da pesquisa.

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) homenageou hoje (11) o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, em comemoração ao Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento, lembrado ontem (10). A Unesco comemorou os 15 anos de cooperação técnica com o ministério e os 60 anos de existência do instituto.
Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, todos esses temais são fundamentais para o desenvolvimento. “É importante pensar a educação, a ciência e a tecnologia para a busca de uma sociedade mais justa, menos desigual. Os desafios não são poucos. O mundo está vivendo uma fase de muitas dificuldades. O caminho de qualquer mudança tem que considerar educação, ciência e tecnologia como elementos centrais para um projeto de desenvolvimento econômico mais inclusivo.”
A diretora do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Cecília Leite, destacou que o instituto está cada vez mais próximo do setor produtivo, pois a inovação precisa chegar à indústria e ao setor educacional. “A questão informacional passa a ter cada vez mais importância em todas as áreas.”
O representante da Unesco no Brasil, Lucien Muñoz, parabenizou o país pelo esforço em avançar na área da ciência. “O Brasil tem investido cada vez mais recursos em políticas para avançar na área da ciência e da pesquisa. As sociedades mais avançadas do mundo têm nível de bem-estar gerado pelo conhecimento, que cria riqueza e permite diminuir as desigualdades. O Brasil está engajado nessa direção.”
O Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento foi criado em 2001 pela Organização das Nações Unidas para incentivar a discussão sobre o papel da ciência na construção de um mundo melhor. Este ano o tema da data é a educação científica.
Fonte - Agência Brasil  11/10/2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Relatório da Unesco indica avanços dos países do Brics na área de educação

Educação

A publicação Brics: Construir a Educação para o Futuro buscou identificar os sucessos e desafios enfrentados pela educação nesses países e recomenda uma colaboração mais efetivas entre as cinco economias do bloco para acelerar o progresso na educação.

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Relatório divulgado hoje (22) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) informa que os países que integram o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) colocaram a educação e a capacitação no centro de suas estratégias de desenvolvimento e têm impulsionado o progresso mundial na educação. O documento registra que os cinco países fizeram investimentos maciços em todos os níveis educacionais na busca de atender às necessidades de suas economias emergentes. Juntos, os integrantes do Brics ofertam educação para cerca de 40% da população mundial, segundo o relatório.
A publicação Brics: Construir a Educação para o Futuro buscou identificar os sucessos e desafios enfrentados pela educação nesses países e recomenda uma colaboração mais efetivas entre as cinco economias do bloco para acelerar o progresso na educação.
Apesar de reconhecer os avanços, o relatório indica que para alcançar o crescimento econômico equitativo e o desenvolvimento sustentável é preciso mais investimento na educação, com prioridade para a educação básica, superior e o desenvolvimento de habilidades. Alerta também para as disparidades entre as escolas que fazem com que as crianças mais pobres sofram mais com a baixa qualidade educacional.
Na educação básica, o relatório diz que Brasil, China, Índia e África do Sul devem alcançar a educação primária e secundária universal, reduzir as desigualdades na oferta e aumentar o rendimento escolar. “Os países também devem colocar maior ênfase na expansão de programas de boa qualidade em cuidados e educação na primeira infância”, registra.
Em relação a educação superior, aponta que a demanda por esse nível de ensino tem aumentado e os países do Brics devem expandir a oferta de educação superior e construir centros de excelência mundial em ensino e pesquisa.
Quanto ao desenvolvimento de habilidades, o relatório recomenda que sejam criados sistemas de desenvolvimento de habilidades complexas para que os países diversifiquem suas bases econômicas. Recomenda ainda a expansão e modernização da trajetória técnica e profissional do ensino secundário e superior e a expansão dos programas de formação que têm como alvos jovens e adultos carentes.
O relatório cita como positivas algumas iniciativas brasileirase, entre elas o Plano Nacional de Educação, que estabelece objetivos de aprendizagem explícitos a médio e longo prazo, e diz que o país tem planos ambiciosos para desenvolver a formação técnica e educação profissional e tecnológica. Cita ainda como positivo o sistema de cotas para estudantes de escolas públicas nas universidades federais e a decisão do governo de destinar 75% dos royalties do petróleo para a educação.
Entre as sugestões de cooperação entre os países do Brics para aprimorar os avanços na educação estão a união de forças para melhorar a qualidade dos dados educacionais; o compartilhamento de experiências na criação e implementação de avaliações nacionais de desempenho de estudantes e gerenciar a rápida expansão do ensino superior.
Fonte - Agência Brasil 22/09/2014

sexta-feira, 1 de março de 2013

Cuba: 50 verdades que Yoani Sánchez ocultara

A famosa opositora está realizando uma turnê mundial de 80 dias em cerca de doze países do mundo para falar sobre Cuba. Mas não dirá tudo...

OperaMundi

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1. O artigo 1705 da Lei Torricelli, de 1992, adotada pelo Congresso norte-americano, estipula que: “Os Estados Unidos fornecerão apoio a organizações não-governamentais apropriadas, para apoiar indivíduos e organizações que promovam uma mudança democrática não-violenta em Cuba”.
2. O artigo 109 da Lei Helms-Burton, de 1993, aprovada pelo Congresso, confirma essa política: “O Presidente [dos EUA] está autorizado a proporcionar assistência e oferecer todo tipo de apoio a indivíduos e organizações não-governamentais independentes para apoiar os esforços com vistas a construir a democracia em Cuba”.
3. A agência espanhola EFE fala de “opositores pagos pelos EUA” em Cuba.
4. Segundo a agência britânica Reuters, “o governo norte-americano proporciona abertamente apoio financeiro federal para as atividades dos dissidentes”.
5. A agência de notícias norte-americana The Associated Press reconhece que a política de financiar a dissidência interna em Cuba não é nova: “Há muitos anos, o governo dos EUA vem gastando milhões de dólares para apoiar a oposição cubana”.
6. Jonathan D. Farrar, ex-chefe da Seção de Interesses Norte-americanos em Havana (SINA), revelou que alguns aliados dos EUA, como o Canadá, não compartilham da política de Washington: “Nossos colegas canadenses nos perguntaram o seguinte: Por acaso alguém que aceita dinheiro dos EUA deve ser considerado um preso político?”
7. Para Farrar, “Nenhum dissidente tem uma visão política que poderia ser aplicada em um futuro governo. Ainda que os dissidentes não admitam, são muito pouco conhecidos em Cuba fora do corpo diplomático e midiático estrangeiro […]. É pouco provável que desempenhem um papel significativo em um governo que sucederia ao dos irmãos Castro”.
8. Farrar afirmou que “os representantes da União Europeia desqualificaram os dissidentes nos mesmos termos que os do governo de Cuba, insistindo no fato de que não representam a ninguém”.
9. Cuba dispõe da taxa de mortalidade infantil (4,6 por mil) mais baixa do continente americano – incluindo Canadá e EUA – e do terceiro mundo.
10. A American Association for World Health, cujo presidente de honra é Jimmy Carter, aponta que o sistema de saúde de Cuba é “considerado de modo uniforme como o modelo preeminente para o terceiro mundo”.
11. A American Association for World Health aponta que “não há barreiras raciais que impeçam o acesso à saúde” e ressalta “o exemplo oferecido por Cuba, o exemplo de um país com a vontade política de fornecer uma boa atenção médica a todos os cidadãos”.
12. Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total), Cuba é, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a nação melhor dotada do mundo neste setor.
13. Segundo a New England Journal of Medicine, a mais prestigiada revista médica do mundo, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito […]. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA.
14. Segundo o Escritório de Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Cuba é o único país da América Latina e do Terceiro Mundo que se encontra entre as dez primeiras nações do mundo com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano sobre três critérios, expectativa de vida, educação e nível de vida durante a última década.
15. Segundo a Unesco, Cuba dispõe da taxa de analfabetismo mais baixa e da taxa de escolarização mais alta da América Latina.
16. Segundo a Unesco, um aluno cubano tem o dobro de conhecimentos do que uma criança latino-americana. O organismo enfatiza que “Cuba, ainda que seja um dos países mais pobres da América Latina, dispõe dos melhores resultados quanto à educação básica”.
17. Um informe da Unesco sobre a educação em 13 países da América Latina classifica Cuba como a primeira em todos os aspectos.
18. Segundo a Unesco, Cuba ocupa o décimo sexto lugar do mundo – o primeiro do continente americano – no Índice de Desenvolvimento da Educação para todos (IDE), que avalia o ensino primário universal, a alfabetização dos adultos, a paridade e a igualdade dos sexos, assim como a qualidade da educação. A título de comparação, EUA está classificado em 25° lugar.
19. Segundo a Unesco, Cuba é a nação do mundo que dedica a parte mais elevada do orçamento nacional à educação, com cerca de 13% do PIB.
20. A Escola Latino-americana de Medicina de Havana é uma das mais prestigiadas do continente americano e já formou dezenas de milhares de profissionais da saúde de mais de 123 países do mundo.
21. O Unicef enfatiza que “Cuba é um exemplo na proteção da infância”.
22. Segundo Juan José Ortiz, representante da Unicef em Havana, em Cuba “não há nenhuma criança nas ruas. Em Cuba, as crianças ainda são uma prioridade e, por isso, não sofrem as carências de milhões de crianças da América Latina, que trabalham, são exploradas ou caem nas redes de prostituição”.
23. Segundo o Unicef, Cuba é um “paraíso para a infância na América Latina”.
24. O Unicef ressalta que Cuba é o único país da América Latina e do terceiro mundo que erradicou a desnutrição infantil.
25. A organização não governamental Save the Children coloca Cuba no primeiro lugar entre os países em desenvolvimento no quesito condições de maternidade, à frente de Argentina, Israel ou Coreia do Sul.
26. A primeira vacina do mundo contra o câncer de pulmão, a Cimavax-EGF, foi elaborada por pesquisadores cubanos do Centro de Imunologia Molecular de Havana.
27. Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, cerca de 132 mil médicos cubanos e outros profissionais da saúde colaboram voluntariamente em 102 países.
28. Ao todo, os médicos cubanos atenderam mais de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas em todo o planeta.
29. Atualmente, 38.868 colaboradores sanitários cubanos, entre eles 15.407 médicos, oferecem seus serviços em 66 nações.
30. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) “um dos exemplos mais exitosos da cooperação entre cubana com o Terceiro Mundo tem sido o Programa Integral de Saúde América Central, Caribe e África”.
31. Em 2012, Cuba formou mais de 11 mil novos médicos: 5.315 são cubanos e 5.694 são de 69 países da América Latina, África, Ásia… e inclusive dos Estados Unidos.
32. Em 2005, com a tragédia causada pelo furacão Katrina em Nova Orleans, Cuba ofereceu a Washington 1.586 médicos para atender as vítimas, mas o presidente da época, George W. Bush, rejeitou a oferta.
33. Depois do terremoto que destruiu o Paquistão em novembro de 2005, 2.564 médicos cubanos atenderam as vítimas durante mais de oito meses. Foram montados 32 hospitais de campanha, entregues prontamente às autoridades do país. Mais de 1,8 milhões de pacientes foram tratados e 2.086 vidas foram salvas. Nenhuma outra nação ofereceu uma ajuda tão importante, nem sequer os EUA, principal aliado de Islamabad. Segundo o jornal britânico The Independent, a brigada médica cubana foi a primeira a chegar e a última a deixar o país.
34. Depois do terremoto no Haiti, em janeiro de 2012, a brigada médica cubana, presente desde 1998, foi a primeira a atender a população e curou mais de 40% das vítimas.
35. Segundo Paul Farmer, enviado especial da ONU, em dezembro de 2012, quando a epidemia de cólera alcançou seu ápice no Haiti com uma taxa de mortalidade sem precedentes e o mundo voltava sua atenção para outro lado, a “metade das ONG já tinham se retirado, enquanto os Cubanos ainda estavam presentes”.
36. Segundo o PNUD, a ajuda humanitária cubana representa, proporcionalmente ao PIB, uma porcentagem superior à media das 18 nações mais desenvolvidas.
37. Graças à Operação Milagre, lançada por Cuba e Venezuela em 2004, e que consiste em operar gratuitamente as populações pobres vítimas de cataratas e outras doenças oculares, mais de dois milhões de pessoas procedentes de 35 países puderam recuperar a visão.
38. O programa de alfabetização cubano "Yo, sí puedo", lançado em 2003, já permitiu que mais de cinco milhões de pessoas de 28 países diferentes, incluindo da Espanha e da Austrália, aprendessem a ler, escrever e a somar.
39. Desde a criação do Programa humanitário Tarará, em 1990, em resposta à catástrofe nuclear de Chernobil, cerca de 30 mil crianças 5 e 15 anos foram tratadas gratuitamente em Cuba.
40. Segundo Elías Carranza, diretor do Instituto Latinoamericano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente, Cuba erradicou a exclusão social graças “a grandes conquistas na redução da criminalidade”. Trata-se do “país mais seguro da região, [enquanto que] a situação em relação aos crimes e à falta de segurança em escala continental se deteriorou nas últimas três décadas com o aumento do número de mortes nas prisões e no exterior”.
41. Em relação ao sistema de Defesa Civil cubano, o Centro para a Política Internacional de Washington, dirigido por Wayne S. Smith, ex-embaixador norte-americano em Cuba, aponta em um informe que “não há nenhuma dúvida quando à eficiência do sistema cubano. Apenas alguns cubanos perderam a vida nos 16 furacões mais importantes que atingiram a ilha na última década, e a propabilidade de se perder a vida em um furacão nos EUA é 15 vezes maior do que em Cuba”.
42. O informe da ONU sobre “O estado da insegurança alimentar no mundo 2012” aponta que os únicos países que erradicaram a fome na América Latina são Cuba, Chile, Venezuela e Uruguai.
43. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), “as medidas aplicadas por Cuba na atualização de seu modelo econômico com vistas a conseguir a soberania alimentar podem se converter em um exemplo para a humanidade”.
44. Segundo o Banco Mundial, “Cuba é reconhecida internacionalmente por seus êxitos no campo da educação e da saúde, com um serviço social que supera o da maioria dos países em vias de desenvolvimento e, em alguns setores, é comparável ao de países desenvolvidos”.
45. O Fundo das Nações Unidas para a População salienta que Cuba “adotou, há mais de meio século, programas sociais muito avançados, que permitiram ao país alcançar indicadores sociais e demográficos comparáveis aos dos países desenvolvidos”.
45. Desde 1959, e da chegada de Fidel Castro ao poder, nenhum jornalista foi assassinado em Cuba. O último que perdeu a vida foi Carlos Bastidas Argüello, assassinado pelo regime militar de Batista em 13 de maio de 1958.
47. Segundo o informe de 2012 da Anistia Internacional, Cuba é um dos países da América que menos viola os direitos humanos.
48. Segundo a Anistia Internacional, as violações de direitos humanos são mais graves nos EUA do que em Cuba.
49. Segundo a Anistia Internacional, atualmente, não há nenhum preso político em Cuba.
50. O único país do continente americano que não mantém relações diplomáticas e comerciais normais com Cuba são os EUA.
* Doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor titular da Université de la Réunion e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro se intitula Etat de siège. Les sanctions économiques des Etats-Unis contre Cuba, Paris, Edições Estrella, 2011, com prólogo de Wayne S. Smith e prefácio de Paul Estrade.

Contato: Salim.Lamrani@univ-mlv.fr.
Página no Facebook: https://www.facebook.com/SalimLamraniOfficiel

Fonte - OperaMundi  28/02/2013