UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sábado, 17 de junho de 2017

Cura de queimadura já pode ser quase instantânea

Ciência & Tecnologia  💉

Um novo tratamento com células-tronco oferece um potencial enorme de cura de queimaduras. Quase instantâneo e também indolor.Uma variedade de células são recolhidas de uma área saudável do paciente e são então suspensas em uma solução à base de água, que é carregada na Pistola de Pele e pulverizada na ferida, e em 90 minutos a pele queimada é restabelecida.

Portogente
Portogente
O método CellMist da RenovaCare americana, recolhe uma variedade de células, incluindo células-tronco, de uma área saudável da pele em um paciente. Essas células são então suspensas em uma solução à base de água, que é carregada na Pistola de Pele da empresa e pulverizada na ferida. Em 90 minutos restabelece a pele queimada.
Esse pulverizador permite uma distribuição regular das novas células sobre a área queimada para formar uma nova pele suave, sensível e funcional como a pele que está sendo substituída. Além dessa fantástica realidade, a área que hoje é tratada por enxerto cobrindo seis vezes o tamanho da área de colheita, o CellMist cobre cem vezes a área de colheita.
Assim, esse processo permite que a amostra de pele a ser colhida para tratar seja bem pequena. E ainda o CellMist supera os inconvenientes do enxerto dolorido que expõe ao risco de infecção e também não deixa cicatriz.
Logo que a camada seja fechada, a ferida está seca e considerada curada. Um detalhe importante, a cura total ocorrera naturalmente. O CellMist ainda não foi aprovado para uso nos Estados Unidos, apesar de ter realizado ensaios bem-sucedidos. Ao mesmo tempo, enfrenta uma disputa de patente. Entretanto, podemos celebrar a descoberta da cura quase instantânea da queimadura. Um ferimento dolorido e deformante que finalmente pode ser tolamente recuperado.
Fonte - Portogente  17/06/2017

quinta-feira, 16 de março de 2017

Cuba oferece mil bolsas de estudo de medicina às Farc e ao governo colombiano

Internacional  🚑

As informações são da agência alemã DPA.A oferta, que havia sido apresentada verbalmente há vários meses, foi reiterado em uma carta enviada na terça-feira (14) pelo embaixador de Cuba em Bogotá, José Luis Ponce, à Comissão de Acompanhamento, Verificação e Implementação do Acordo de Paz, formada pelo governo colombiano e as Farc.

Da Agência DPA - Ag.Brasil
foto - ilustração
A República de Cuba reiterou esta semana a oferta ao governo colombiano e às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de mil bolsas de estudo de medicina na ilha, com o objetivo de contribuir para o êxito do acordo de paz firmado entre as partes, informou hoje (16) o ex-grupo guerrilheiro. As informações são da agência alemã DPA.A oferta, que havia sido apresentada verbalmente há vários meses, foi reiterado em uma carta enviada na terça-feira (14) pelo embaixador de Cuba em Bogotá, José Luis Ponce, à Comissão de Acompanhamento, Verificação e Implementação do Acordo de Paz, formada pelo governo colombiano e as Farc.
Uma integrante que fez parte da delegação negociadora do grupo guerrilheiro, Victoria Sandino, confirmou o recebimento da carta e disse que seu grupo agradece a Cuba pela oferta. "Seriam 100 bolsas anuais, não são as 1.000 de uma vez, para que ano a ano se vá cumprindo a meta. A direção das Farc determinará quem serão os beneficiados com as bolsas", disse.

Metade para cada
A carta enviada pelo embaixador cubano indica que as bolsas beneficiarão 500 pessoas selecionadas pelas Farc e outras 500 pelo governo colombiano, que provavelmente beneficiará vítimas do conflito armado. "Ao governo e ao povo de Cuba nosso agradecimento por estas mil bolsas", escreveram as Farc em sua conta no Twitter.
"A embaixada da República de Cuba entregará ao governo da Colômbia e às Farc um documento com os detalhes do oferecimento, que está em processo de preparação pelas autoridades cubanas", assinalou o embaixador cubano.

Monumento à Paz
As negociações de paz entre o governo colombiano e as Farc se levaram a cabo em Havana durante quatro anos. O acordo de paz, que entrou em vigor em 1o de dezembro último, marcou o início do fim de 52 anos de violência, que resultaram na morte de mais de 200 mil colombianos e no deslocamento de mais de 6 milhões.
Os quase 7.000 membros das Farc estão concentrados desde o mês passado em 26 setores específicos do país, para preparar sua reincorporação à vida legal. As armas serão entregues em três fases às Nações Unidas, que em fins de maio as destinará à elaboração de três monumentos à paz que ficarão expostos na sede principal da ONU em Nova York, na Colômbia e em Cuba.
Fonte - Agência Brasil  16/03/2017

sábado, 4 de janeiro de 2014

Nova etapa do Programa Mais Médicos começa em fevereiro

Saúde

A terceira etapa de contratação será iniciada no mês que vem com os profissionais brasileiros e, em março, com os estrangeiros. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é chegar a 13 mil médicos. Atualmente o programa conta com 6.658 profissionais, atendendo a 23 milhões de brasileiros...

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A terceira etapa de contratação do Programa Mais Médicos será iniciada no mês que vem com os profissionais brasileiros e, em março, com os estrangeiros. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é atingir 13 mil médicos. Atualmente o programa conta com 6.658 profissionais, atendendo a 23 milhões de brasileiros.
Os locais onde os médicos irão trabalhar ainda não foram escolhidos. O ministério pretende contemplar municípios que não receberam profissionais do programa lançado pelo governo federal em julho de 2013.
No estado do Rio, foram beneficiadas 765,9 mil pessoas em 23 municípios, entre eles Duque de Caxias, Belford Roxo e Mesquita, na Baixada Fluminense; Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, Petrópolis na região serrana, e a cidade do Rio. No estado, 222 profissionais fazem parte do programa, sendo 198 estrangeiros.
Na capital, trabalham 70 médicos. O maior número está nas zonas oeste (34) e norte (31). A maior parte dos 68 estrangeiros é cubana. Há ainda uma espanhola, um argentino e uma peruana. Todos atendem em unidades básicas de saúde e em clínicas da Família próximas às comunidades, e são monitorados pelos coordenadores das unidades.
Na avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, como os médicos cubanos tinham o costume de atender em clínicas da Família de Cuba, eles se adaptaram muito bem ao trabalho no Brasil e a resposta dos pacientes é positiva.
A Bahia é o estado que recebeu mais profissionais (787). Na sequência, vêm os estados de São Paulo (588), do Ceará (572) e do Maranhão (445), onde, segundo o Ministério da Saúde, há o menor índice de médicos por mil habitantes do país (0,5).
Fonte - Agência Brasil  04/01/2014

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Catarata: cirurgia é o melhor tratamento

Saúde

Blog da Saúde

A catarata é uma doença caracterizada pela lesão ocular que causa opacidade do cristalino. O cristalino é uma lente natural do olho que tem como finalidade focalizar as imagens na retina. A catarata causa perda na transparência dessa lente, tornando-a opaca e com coloração esbranquiçada.
De acordo com a oftalmologista do Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro, Roberli Bicharra, a população brasileira apresenta cerca de 550 mil novos casos da doença por ano. “Com o passar do tempo, a visão pode ser afetada pela catarata progressivamente, de forma parcial e podendo chegar a afetar totalmente, impedindo a pessoa de enxergar”, afirma.
Há dois tipos de catarata: as congênitas e as adquiridas. As congênitas acontecem quando a criança já nasce com a catarata. Segundo a oftalmologista Roberli Bicharra, isso pode ocorrer por diversas origens. “O bebê pode ter catarata congênita por conta de doenças que a mãe teve na gravidez, como rubéola ou toxoplasmose. O ideal é que a criança seja operada nos primeiros meses de vida”, detalha Bicharra, que explica também que o tratamento cirúrgico evita que a criança tenha dificuldade no amadurecimento da visão.
As cataratas adquiridas têm variações, mas ocorrem em maioria, em pessoas a partir dos 50 anos de idade. De acordo com Roberli, a pessoa que começa a se queixar de problemas para enxergar precisa procurar atendimento médico. Ela informa que a catarata aumenta à medida que a pessoa vai envelhecendo. “Entre 40 e 49 anos, 2,5% das pessoas teriam catarata. Já com 50 a 59 anos, são 6,8 %. De 60 a 69, 20% das pessoas já têm a doença, de 70 a 79 contabilizam 42% e após os 80 anos quase 70% da população mundial tem catarata”, detalha a médica.
A aposentada Selma Maria Silva, 53 anos, começou a enxergar tudo sem foco e embaçado. “Trocava os óculos sempre e o grau nunca melhorava. Procurei um especialista e descobri a catarata e ele logo me recomendou a cirurgia”, conta Selma, que teve os primeiros sintomas há três anos e só ano passado realizou o procedimento cirúrgico.
Selma sempre fazia exames preventivos e para mudar o grau dos óculos. “A catarata foi uma surpresa, pois não tenho casos na família, nem minha mãe que tem 74 anos teve problemas de visão”, conta. Conforme a oftalmologista Roberli, a cirurgia é simples e é voltada, em grande maioria, para idosos. “Quando se notam sintomas, como dificuldade para distinguir as cores, alteração frequente do grau dos óculos, visão dupla e sensibilidade à luz, é necessário que procure um oftalmologista”, informa.
Com 83 anos, a aposentada Lucia Thomaz afirma que depois de um tempo, passou a não enxergar mais nada. “Eu via uma nuvem branca na frente das imagens. Depois da cirurgia, que me curou da catarata, da miopia e do astigmatismo, passei a enxergar melhor do que quando eu era mocinha”, relata. Ela passou a se cuidar mais, se maquiar e disse que a cirurgia também é boa para a autoestima.
Aproximadamente 50% da população mundial tem incapacidade visual causada pela catarata. “Essa é uma cegueira reversível que, com o tratamento adequado, a cirurgia, as pessoas voltam a ver tudo normalmente”, explica a oftalmologista Roberli. Dona Lúcia é viúva do primeiro piloto do Juscelino Kubitschek, Henrique Alberto Thomaz , e diz: “Já vi e vivi muito, mas ainda tenho muito que ver nessa vida. Tenho cinco filhos e cinco netos e a cirurgia de catarata só me trouxe melhorias”, afirma.
Cirurgia eletiva no SUS – As cirurgias eletivas são procedimentos cirúrgicos que não precisam ser realizados em caráter de urgência e que podem ser agendadas. São realizados mutirões de cirurgias eletivas no SUS para redução do tempo de espera do procedimento. Em julho de 2013, através da portaria 1.557, foram destinados aproximadamente R$ 579 milhões aos procedimentos cirúrgicos eletivos a serem realizados de junho de 2013 a 2014.
Olhar Brasil – O Ministério da Saúde conta com o Projeto Olhar Brasil, que foi elaborado em conjunto com o Ministério da Educação em 2008. O projeto tem o objetivo de trabalhar na identificação e na correção de problemas de visão em alunos matriculados na rede pública de ensino da Educação Básica, melhorando assim, o processo de ensino e aprendizagem. Segundo a Área Técnica de Alta e Média Complexidade o projeto visa contribuir pela redução das taxas de repetência e evasão escolares de pessoas com dificuldades visuais. O Projeto e sua operacionalização são regulamentados pela Portaria SAS n°1.229 de 30 de outubro de 2012.
Fonte - Revista Amazônia  07/10/2013

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Ofensas a "Médicos Cubanos" expõem o pior do Brasil

Saude



BOB FERNANDES
Segue o debate sobre os médicos estrangeiros do programa "Mais Médicos". Programa e debate que tentaram encaixotar no alvo ideológico rotulado de "Médicos Cubanos".
Quem pensou que o rótulo serviria para desgastar, e para obter dividendos políticos, deve ter se arrependido. O debate está pondo a nú deficiências não apenas no setor de Saúde.
Expõe também o que pensam e como vêem o país lideranças de uma corporação, a dos médicos. Mas não só. Os embates públicos permitem quase uma tomografia, um exame clínico do próprio Brasil.
Há argumentos sólidos, ou risíveis, de parte a parte; dos que são a favor e dos que são contra a vinda dos médicos. Dos que são contra, incontáveis relatos sobre o evidente descaso com a infraestrutura da Saúde país afora.
Tais relatos embutem algo precioso a ser discutido. O Brasil tem 513 anos, tem 27 estados e 5.564 municípios. Por que, até hoje, o país não tem nem um médico em 700 municípios? Por que outro milhar de cidades só tem um ou dois médicos?
A resposta é quase automática e parece fácil: "Porque o governo é incompetente". Como o Brasil tem 513 anos, pergunte-se: qual dos governos? E de qual dos 5 séculos?
Os governos da União? Os de 26 estados e DF, ou os de mais de 5 mil prefeituras e seus 60 mil vereadores?
Além da União e seu ministério, os estados e municípios têm Secretarias da Saúde e verbas. Por que não resolvem, ou ao menos amenizam o problema?
Será que o descaso com a Saúde Pública não tem relação com o fato de o país produzir a 2ª pior distribuição de renda do mundo?
Brasileiros ricos têm pelo menos U$ 520 bilhões depositados em paraísos fiscais. Cidadãos devem mais de R$ 1 trilhão ao fisco. E União e Estados devem mais de R$ 100 bilhões aos cidadãos.
Será que isso não caracteriza uma maneira de encarar a vida em sociedade? Em especial, de parte da sociedade que tem e sempre teve poder de fato?
Até que viessem o anúncio do "Mais Médicos" e os tais "médicos cubanos", quando e com que vigor entidades de classe e médicos saíram às ruas para protestar contra o escândalo que é a Saúde Pública?
Quando protestaram, por exemplo, contra Planos de Saúde que maltratam milhões de pacientes e também os próprios médicos?
Médicos cearenses vaiaram colegas cubanos em Fortaleza. E não nasceu do nada a opinião da jornalista Micheline Borges, que no facebook disse:
-Médicas cubanas têm cara de empregada doméstica. Será que são médicas mesmo? Afe, que terrível. Médico tem postura, cara de médico, se impõe a partir da aparência.
As vaias cearenses não são únicas. E Micheline não é, infelizmente, voz isolada. Elas representam uma porção importante do país. A que resistiu, por exemplo, à PEC das empregadas domésticas. E que pensa exatamente da mesma forma.
Ao supor que defendem a Saúde, pessoas como Micheline ajudam a explicar porque, com 513 anos, o Brasil tem a Saúde Pública que tem.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Andifes apoia Programa Mais Médicos

Mariana Tokarnia*
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) decidiu apoiar o Programa Mais Médicos. O posicionamento foi divulgado hoje (2), em nota, após reunião plenária da associação em Belém (PA).
A associação entendeu que o programa do governo tem o “mérito de fortalecer o Sistema Único de Saúde [SUS], voltado para atender a toda a população, principalmente as parcelas mais excluídas do país”. A Andifes comprometeu-se a colaborar para o aprimoramento e a implantação do projeto no país.
A Andifes vê como “natural” que as universidades federais sejam interlocutoras na política que tem como objetivo “o respeito aos profissionais de saúde e uma especial atenção para a saúde básica, sobretudo, para a saúde familiar”.
Segundo a nota, a Andifes também se posiciona favoravelmente à expansão e oferta com qualidade dos cursos de medicina, a universalização e modificação da estrutura de residência médica, o contrato entre a rede de saúde e o SUS, a revisão dos mecanismos e sistemas atuais de certificação, acompanhamento de avaliação dos cursos e a oferta regular de tutores para o acompanhamento integral dos alunos.
Na manhã desta sexta-feira, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, conversou com os reitores. Ele destacou que a adesão das instituições é fundamental para garantir qualidade aos serviços prestados pelos médicos do programa.
Um total de 41 universidades federais fez a pré-adesão ao Mais Médicos e tem até o fim do mês para confirmar a participação no programa, segundo Mercadant
Fonte - Agência Brasil  02/08/2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ministros apontam avanços nas discussões sobre o Programa Mais Médicos

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Mais Médicos: inscritos indicam até domingo onde desejam trabalhar
foto ilustração - EBC
Brasília – Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha, divulgaram nota conjunta em que avaliam como positivo o avanço na construção da proposta para que façam parte da residência médica os dois anos a mais no curso de medicina, quando os profissionais terão que trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS). O assunto foi discutido em uma reunião com a Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) e o grupo de trabalho designado pela Comissão de Especialistas em Ensino Médico do Ministério da Educação (MEC).
O tema também foi abordado pelos ministros na reunião do Conselho Nacional de Educação (CNE) . Os dois anos adicionais, o chamado segundo ciclo, está proposto no Programa Mais Médicos, lançado este mês. Com esse incremento, o curso passará a ter a duração de oito anos, com os dois anos de atuação obrigatória em urgência e emergência no SUS.
“O MEC [Ministério da Educação] e o Ministério da Saúde veem como iniciativa muito positiva o avanço na construção da proposta, como debatida pela comissão de especialistas e pela Abem, para que os anos adicionais de formação no SUS sejam parte da residência médica, assegurando maior experiência em serviços de atenção básica e de urgência e emergência no SUS e aprofundando o conhecimento da realidade de saúde”, diz o texto.
Na nota, os ministros registram que essa possibilidade está prevista desde a edição da Medida Provisória 621/2013, que criou o Mais Médicos, que já apontava para esse aproveitamento, conforme a regulamentação posterior do CNE e da Comissão Nacional de Médicos Residentes (CNRM). Os ministros reforçam que a meta do programa é garantir oportunidade de residência médica a todos os médicos que se formam no Brasil.
O texto registra que a reunião com a Abem e a comissão de especialistas, ocorrida ontem (25), é parte de uma série de diálogos sobre o Mais Médicos com universidades, escolas médicas, entidades e gestores estaduais e municipais da área da saúde e os conselhos nacionais de educação e saúde.
Fonte - Agência Brasil  26/07/2013

sábado, 11 de maio de 2013

O espírito da medicina cubana


Do blog - Diario do Centro do Mundo:

O que a Grã-Bretanha pode aprender com o sistema médico de Cuba?

Assim começou uma reportagem de um dos mais prestigiosos programas jornalísticos britânicos, o Newsnight, da BBC.
Uma equipe do programa foi enviada a Cuba para entender por que é tão comum o “olhar de admiração” sobre a medicina cubana.
O Diário selecionou trechos que jogam luzes sobre um tema que vem despertando discussões apaixonadas no site e fora dele: a questão da importação de 6.000 médicos cubanos para trabalharem em áreas remotas no Brasil.
O relato do Newsnight foi acrescido de trechos do relatório de uma visita de integrantes do Comitê de Saúde do Parlamento britânico. Da mistura surgiu um retrato da saúde de Cuba.

Bom proveito.
*****
“A lógica subjacente do sistema cubano é incrivelmente simples. Em razão principalmente do bloqueio econômico americano, a economia cubana continuamente sofre.
Saúde, no entanto, é uma prioridade nacional, por razões em parte românticas : Che Guevara, ícone do Partido Comunista, era médico. Mas muito mais por pragmatismo: a saúde admirável da população é certamente uma dos principais razões pelas quais a família Castro ainda está no poder.
A prioridade em Cuba é impedir que as pessoas fiquem doentes, em primeiro lugar.
Em Cuba você recebe anualmente a visita de um médico. A idéia não é apenas verificar a sua saúde, mas ter um olhar mais amplo sobre seu estilo de vida e o ambiente familiar. Essa visita é feita de surpresa, para ser mais eficiente.
Os médicos estão espalhados por toda a população, e o governo lhes fornece habitação, bem como às enfermeiras.
A expectativa de vida em Cuba é maior do que a dos Estados Unidos. A relação médico-paciente pode ser comparada a qualquer país da Europa Ocidental.
Há em Cuba um médico por cada 175 pessoas. No Reino Unido, é 1 por 600 pessoas.
Cuba dá ênfase à formação generalista. O currículo foi alterado na década de 80 para garantir que mais de 90 por cento de todos os graduados completem três anos em clínica geral.
Há um compromisso com o diagnóstico triplo (físico / psicológico / social). Os médicos são reavaliados frequentemente.
Também chama a atenção a Policlínica – uma engenhosa invenção que visa proporcionar serviços como odontologia, pequenas cirurgias, vasectomias e raios-X sem a necessidade de uma visita a um hospital.
Cada Policlínica tem uma série de especialistas (pediatria, ginecologia, dermatologia, psiquiatria) que resolvem boa parte dos problemas de saúde das comunidades e assim reduzem a necessidade de busca de hospital. Com isso, a lista de espera nos hospitais é quase inexistente.
Todos os lugares que visitamos eram geridos por profissionais da saúde (médicos e enfermeiros).
Fizemos uma visita à Escola de Medicina América Latina, onde médicos estagiários de todo o mundo - muitos deles, para nossa surpresa, americanos – recebem treinamento à moda cubana.
E nos deparamos em nossa visita com pequenos detalhes que podem fazer uma grande diferença: pelotões de aposentados se exercitando todas as manhãs nos parques de Havana.
Apesar de os hospitais não serem equipados com o nível de TI encontrado no Reino Unido, por causa do bloqueio americano, os profissionais de saúde têm uma paixão por dados e estatísticas que eles usam com freqüência para fins de governança na saúde.
O contexto da revolução cubana e as estruturas sociais desenvolvidos localmente levaram ao envolvimento contínuo do Estado no sistema de saúde. Isto é visto não como a cereja no topo do bolo, mas como uma parte muito importante do próprio bolo.

Fonte - do Blog do Miro 10/05/2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Contratação de médicos estrangeiros é tema de discussões de três ministérios e da Casa Civil

Yara Aquino e Renata Giraldi
Repórteres da Agência Brasil
Brasília – A contratação de médicos estrangeiros faz parte das discussões de integrantes dos ministérios da Saúde, da Educação e das Relações Exteriores, além da Casa Civil. A discussão não se limita à vinda de profissionais cubanos e se estende à busca de parcerias com Portugal, por exemplo. Ontem (6) o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, mencionou a articulação de um acordo para a contratação de 6 mil médicos cubanos.
No começo do ano, a presidenta Dilma Rousseff se reuniu com integrantes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), de quem recebeu um abaixo-assinado que pedia a contratação de médicos de Portugal para atender nas prefeituras. No final de abril, a ministra-chefe de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, mencionou a intenção do governo de buscar médicos estrangeiros para os locais carentes do país.
A articulação para a contratação de médicos cubanos é conduzida pelos governos do Brasil e de Cuba, com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Os detalhes, segundo Patriota, e o chanceler cubano Bruno Eduardo Rodríguez Parrilla, ainda estão em fase de negociações. O assunto foi tema de reunião ontem em Brasília.
Patriota e Rodríguez não informaram como será a concessão de visto – se será definitivo ou provisório. Segundo o chanceler brasileiro, há um déficit de profissionais brasileiros na área de saúde atuando nas áreas carentes do país, daí a articulação com Cuba.
“Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina no Brasil. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e a qual também atribuímos um valor estratégico”, disse ele.
As negociações para o envio dos médicos cubanos para o Brasil foi articulada por Dilma, em janeiro de 2012, quando ela visitou Havana, a capital cubana. Na ocasião, ela defendeu uma iniciativa conjunta para a produção de medicamentos e também mencionou a ampliação do envio de médicos cubanos ao Brasil, para apoiar o atendimento no Serviço Único de Saúde (SUS).
Fonte - Agência Brasil  07/05/2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

Cuba: 50 verdades que Yoani Sánchez ocultara

A famosa opositora está realizando uma turnê mundial de 80 dias em cerca de doze países do mundo para falar sobre Cuba. Mas não dirá tudo...

OperaMundi

OperaMundi
1. O artigo 1705 da Lei Torricelli, de 1992, adotada pelo Congresso norte-americano, estipula que: “Os Estados Unidos fornecerão apoio a organizações não-governamentais apropriadas, para apoiar indivíduos e organizações que promovam uma mudança democrática não-violenta em Cuba”.
2. O artigo 109 da Lei Helms-Burton, de 1993, aprovada pelo Congresso, confirma essa política: “O Presidente [dos EUA] está autorizado a proporcionar assistência e oferecer todo tipo de apoio a indivíduos e organizações não-governamentais independentes para apoiar os esforços com vistas a construir a democracia em Cuba”.
3. A agência espanhola EFE fala de “opositores pagos pelos EUA” em Cuba.
4. Segundo a agência britânica Reuters, “o governo norte-americano proporciona abertamente apoio financeiro federal para as atividades dos dissidentes”.
5. A agência de notícias norte-americana The Associated Press reconhece que a política de financiar a dissidência interna em Cuba não é nova: “Há muitos anos, o governo dos EUA vem gastando milhões de dólares para apoiar a oposição cubana”.
6. Jonathan D. Farrar, ex-chefe da Seção de Interesses Norte-americanos em Havana (SINA), revelou que alguns aliados dos EUA, como o Canadá, não compartilham da política de Washington: “Nossos colegas canadenses nos perguntaram o seguinte: Por acaso alguém que aceita dinheiro dos EUA deve ser considerado um preso político?”
7. Para Farrar, “Nenhum dissidente tem uma visão política que poderia ser aplicada em um futuro governo. Ainda que os dissidentes não admitam, são muito pouco conhecidos em Cuba fora do corpo diplomático e midiático estrangeiro […]. É pouco provável que desempenhem um papel significativo em um governo que sucederia ao dos irmãos Castro”.
8. Farrar afirmou que “os representantes da União Europeia desqualificaram os dissidentes nos mesmos termos que os do governo de Cuba, insistindo no fato de que não representam a ninguém”.
9. Cuba dispõe da taxa de mortalidade infantil (4,6 por mil) mais baixa do continente americano – incluindo Canadá e EUA – e do terceiro mundo.
10. A American Association for World Health, cujo presidente de honra é Jimmy Carter, aponta que o sistema de saúde de Cuba é “considerado de modo uniforme como o modelo preeminente para o terceiro mundo”.
11. A American Association for World Health aponta que “não há barreiras raciais que impeçam o acesso à saúde” e ressalta “o exemplo oferecido por Cuba, o exemplo de um país com a vontade política de fornecer uma boa atenção médica a todos os cidadãos”.
12. Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total), Cuba é, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a nação melhor dotada do mundo neste setor.
13. Segundo a New England Journal of Medicine, a mais prestigiada revista médica do mundo, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito […]. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA.
14. Segundo o Escritório de Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Cuba é o único país da América Latina e do Terceiro Mundo que se encontra entre as dez primeiras nações do mundo com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano sobre três critérios, expectativa de vida, educação e nível de vida durante a última década.
15. Segundo a Unesco, Cuba dispõe da taxa de analfabetismo mais baixa e da taxa de escolarização mais alta da América Latina.
16. Segundo a Unesco, um aluno cubano tem o dobro de conhecimentos do que uma criança latino-americana. O organismo enfatiza que “Cuba, ainda que seja um dos países mais pobres da América Latina, dispõe dos melhores resultados quanto à educação básica”.
17. Um informe da Unesco sobre a educação em 13 países da América Latina classifica Cuba como a primeira em todos os aspectos.
18. Segundo a Unesco, Cuba ocupa o décimo sexto lugar do mundo – o primeiro do continente americano – no Índice de Desenvolvimento da Educação para todos (IDE), que avalia o ensino primário universal, a alfabetização dos adultos, a paridade e a igualdade dos sexos, assim como a qualidade da educação. A título de comparação, EUA está classificado em 25° lugar.
19. Segundo a Unesco, Cuba é a nação do mundo que dedica a parte mais elevada do orçamento nacional à educação, com cerca de 13% do PIB.
20. A Escola Latino-americana de Medicina de Havana é uma das mais prestigiadas do continente americano e já formou dezenas de milhares de profissionais da saúde de mais de 123 países do mundo.
21. O Unicef enfatiza que “Cuba é um exemplo na proteção da infância”.
22. Segundo Juan José Ortiz, representante da Unicef em Havana, em Cuba “não há nenhuma criança nas ruas. Em Cuba, as crianças ainda são uma prioridade e, por isso, não sofrem as carências de milhões de crianças da América Latina, que trabalham, são exploradas ou caem nas redes de prostituição”.
23. Segundo o Unicef, Cuba é um “paraíso para a infância na América Latina”.
24. O Unicef ressalta que Cuba é o único país da América Latina e do terceiro mundo que erradicou a desnutrição infantil.
25. A organização não governamental Save the Children coloca Cuba no primeiro lugar entre os países em desenvolvimento no quesito condições de maternidade, à frente de Argentina, Israel ou Coreia do Sul.
26. A primeira vacina do mundo contra o câncer de pulmão, a Cimavax-EGF, foi elaborada por pesquisadores cubanos do Centro de Imunologia Molecular de Havana.
27. Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, cerca de 132 mil médicos cubanos e outros profissionais da saúde colaboram voluntariamente em 102 países.
28. Ao todo, os médicos cubanos atenderam mais de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas em todo o planeta.
29. Atualmente, 38.868 colaboradores sanitários cubanos, entre eles 15.407 médicos, oferecem seus serviços em 66 nações.
30. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) “um dos exemplos mais exitosos da cooperação entre cubana com o Terceiro Mundo tem sido o Programa Integral de Saúde América Central, Caribe e África”.
31. Em 2012, Cuba formou mais de 11 mil novos médicos: 5.315 são cubanos e 5.694 são de 69 países da América Latina, África, Ásia… e inclusive dos Estados Unidos.
32. Em 2005, com a tragédia causada pelo furacão Katrina em Nova Orleans, Cuba ofereceu a Washington 1.586 médicos para atender as vítimas, mas o presidente da época, George W. Bush, rejeitou a oferta.
33. Depois do terremoto que destruiu o Paquistão em novembro de 2005, 2.564 médicos cubanos atenderam as vítimas durante mais de oito meses. Foram montados 32 hospitais de campanha, entregues prontamente às autoridades do país. Mais de 1,8 milhões de pacientes foram tratados e 2.086 vidas foram salvas. Nenhuma outra nação ofereceu uma ajuda tão importante, nem sequer os EUA, principal aliado de Islamabad. Segundo o jornal britânico The Independent, a brigada médica cubana foi a primeira a chegar e a última a deixar o país.
34. Depois do terremoto no Haiti, em janeiro de 2012, a brigada médica cubana, presente desde 1998, foi a primeira a atender a população e curou mais de 40% das vítimas.
35. Segundo Paul Farmer, enviado especial da ONU, em dezembro de 2012, quando a epidemia de cólera alcançou seu ápice no Haiti com uma taxa de mortalidade sem precedentes e o mundo voltava sua atenção para outro lado, a “metade das ONG já tinham se retirado, enquanto os Cubanos ainda estavam presentes”.
36. Segundo o PNUD, a ajuda humanitária cubana representa, proporcionalmente ao PIB, uma porcentagem superior à media das 18 nações mais desenvolvidas.
37. Graças à Operação Milagre, lançada por Cuba e Venezuela em 2004, e que consiste em operar gratuitamente as populações pobres vítimas de cataratas e outras doenças oculares, mais de dois milhões de pessoas procedentes de 35 países puderam recuperar a visão.
38. O programa de alfabetização cubano "Yo, sí puedo", lançado em 2003, já permitiu que mais de cinco milhões de pessoas de 28 países diferentes, incluindo da Espanha e da Austrália, aprendessem a ler, escrever e a somar.
39. Desde a criação do Programa humanitário Tarará, em 1990, em resposta à catástrofe nuclear de Chernobil, cerca de 30 mil crianças 5 e 15 anos foram tratadas gratuitamente em Cuba.
40. Segundo Elías Carranza, diretor do Instituto Latinoamericano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente, Cuba erradicou a exclusão social graças “a grandes conquistas na redução da criminalidade”. Trata-se do “país mais seguro da região, [enquanto que] a situação em relação aos crimes e à falta de segurança em escala continental se deteriorou nas últimas três décadas com o aumento do número de mortes nas prisões e no exterior”.
41. Em relação ao sistema de Defesa Civil cubano, o Centro para a Política Internacional de Washington, dirigido por Wayne S. Smith, ex-embaixador norte-americano em Cuba, aponta em um informe que “não há nenhuma dúvida quando à eficiência do sistema cubano. Apenas alguns cubanos perderam a vida nos 16 furacões mais importantes que atingiram a ilha na última década, e a propabilidade de se perder a vida em um furacão nos EUA é 15 vezes maior do que em Cuba”.
42. O informe da ONU sobre “O estado da insegurança alimentar no mundo 2012” aponta que os únicos países que erradicaram a fome na América Latina são Cuba, Chile, Venezuela e Uruguai.
43. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), “as medidas aplicadas por Cuba na atualização de seu modelo econômico com vistas a conseguir a soberania alimentar podem se converter em um exemplo para a humanidade”.
44. Segundo o Banco Mundial, “Cuba é reconhecida internacionalmente por seus êxitos no campo da educação e da saúde, com um serviço social que supera o da maioria dos países em vias de desenvolvimento e, em alguns setores, é comparável ao de países desenvolvidos”.
45. O Fundo das Nações Unidas para a População salienta que Cuba “adotou, há mais de meio século, programas sociais muito avançados, que permitiram ao país alcançar indicadores sociais e demográficos comparáveis aos dos países desenvolvidos”.
45. Desde 1959, e da chegada de Fidel Castro ao poder, nenhum jornalista foi assassinado em Cuba. O último que perdeu a vida foi Carlos Bastidas Argüello, assassinado pelo regime militar de Batista em 13 de maio de 1958.
47. Segundo o informe de 2012 da Anistia Internacional, Cuba é um dos países da América que menos viola os direitos humanos.
48. Segundo a Anistia Internacional, as violações de direitos humanos são mais graves nos EUA do que em Cuba.
49. Segundo a Anistia Internacional, atualmente, não há nenhum preso político em Cuba.
50. O único país do continente americano que não mantém relações diplomáticas e comerciais normais com Cuba são os EUA.
* Doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor titular da Université de la Réunion e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro se intitula Etat de siège. Les sanctions économiques des Etats-Unis contre Cuba, Paris, Edições Estrella, 2011, com prólogo de Wayne S. Smith e prefácio de Paul Estrade.

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Fonte - OperaMundi  28/02/2013