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sábado, 24 de outubro de 2015

Saúde Sem Fronteiras realiza 1,5 mil cirurgias na Chapada

Saúde

Mais de 100 profissionais, entre médicos oftalmologistas, anestesiologistas, enfermeiros e técnicos, são responsáveis pelo atendimento. Realizada no Hospital Padre Paulo Felber, a ação começou na última segunda-feira (19) e segue até este domingo (25).

Luana Marinho - Secom
Foto: Mateus Pereira/GOVBA
O município de Miguel Calmon, no Piemonte da Chapada Diamantina, sedia a primeira etapa dos serviços oftalmológicos oferecidos pelo Programa Saúde Sem Fronteiras. Moradores de 19 cidades da região são beneficiados com a realização de cinco mil consultas e 1,5 mil cirurgias de catarata.
Na manhã deste sábado (24), o governador Rui Costa acompanhou o atendimento à população no município. “Aqui é o atendimento humanizado. É um atendimento que traz um serviço que há muito tempo era esperado por milhares de pessoas. A gente percebe a felicidade desses senhores e dessas senhoras por voltar a enxergar os netos e a fazer as atividades do dia a dia”.
Rui disse ainda que “o programa devolve a qualidade de vida que havia sido perdida por eles. É um serviço importantíssimo, que nós vamos continuar e intensificar, percorrendo todo o estado e garantindo o atendimento regional".
Mais de 100 profissionais, entre médicos oftalmologistas, anestesiologistas, enfermeiros e técnicos, são responsáveis pelo atendimento. Realizada no Hospital Padre Paulo Felber, a ação começou na última segunda-feira (19) e segue até este domingo (25).
Pessoas com mais de 60 anos e alunos do Topa (Todos pela Alfabetização) são o público-alvo da iniciativa. Com suspeita de catarata, a aposentada Maria Conceição Miranda, 64, buscou atendimento. “Eu sinto dor nas vistas. Não estou enxergando direito. Fico aflita porque quero ver as coisas e não consigo. De perto, eu ainda enxergo um pouco, mas não vejo quase nada de longe”.
Morador do município de Piritiba, o aposentado Anatalício Ferreira da Silva, 73, já possuía o diagnóstico para catarata e aproveitou a ação para realizar a cirurgia nos dois olhos. “No esquerdo, eu já não enxergava nada. Já era para ter operado há três anos. E aqui, eu cheguei e fui operado em menos de uma hora. É a força do mutirão, que funcionou". Após o procedimento, ele vai poder retomar os estudos. “Sou aprovado em Direito, mas [há] dois anos não posso fazer faculdade por causa dos meus olhos. Ano que vem volto a fazer".

Capacitação
As ações do programa em Miguel Calmon incluíram também a capacitação de 50 profissionais da região, entre médicos e enfermeiros, para a detecção do tracoma, uma doença silenciosa que afeta os olhos.
“Pela primeira vez na Bahia, estamos realizando o programa de detecção de uma doença chamada tracoma, que é a segunda maior causa de perda de visão na Bahia. Nós estamos capacitando os profissionais de atenção básica para poder diagnosticar o tracoma e tratar com uma medicação simples, que é o antibiótico”, explica o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas Boas.
Fonte - Secom Ba.  24/2015

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Catarata: cirurgia é o melhor tratamento

Saúde

Blog da Saúde

A catarata é uma doença caracterizada pela lesão ocular que causa opacidade do cristalino. O cristalino é uma lente natural do olho que tem como finalidade focalizar as imagens na retina. A catarata causa perda na transparência dessa lente, tornando-a opaca e com coloração esbranquiçada.
De acordo com a oftalmologista do Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro, Roberli Bicharra, a população brasileira apresenta cerca de 550 mil novos casos da doença por ano. “Com o passar do tempo, a visão pode ser afetada pela catarata progressivamente, de forma parcial e podendo chegar a afetar totalmente, impedindo a pessoa de enxergar”, afirma.
Há dois tipos de catarata: as congênitas e as adquiridas. As congênitas acontecem quando a criança já nasce com a catarata. Segundo a oftalmologista Roberli Bicharra, isso pode ocorrer por diversas origens. “O bebê pode ter catarata congênita por conta de doenças que a mãe teve na gravidez, como rubéola ou toxoplasmose. O ideal é que a criança seja operada nos primeiros meses de vida”, detalha Bicharra, que explica também que o tratamento cirúrgico evita que a criança tenha dificuldade no amadurecimento da visão.
As cataratas adquiridas têm variações, mas ocorrem em maioria, em pessoas a partir dos 50 anos de idade. De acordo com Roberli, a pessoa que começa a se queixar de problemas para enxergar precisa procurar atendimento médico. Ela informa que a catarata aumenta à medida que a pessoa vai envelhecendo. “Entre 40 e 49 anos, 2,5% das pessoas teriam catarata. Já com 50 a 59 anos, são 6,8 %. De 60 a 69, 20% das pessoas já têm a doença, de 70 a 79 contabilizam 42% e após os 80 anos quase 70% da população mundial tem catarata”, detalha a médica.
A aposentada Selma Maria Silva, 53 anos, começou a enxergar tudo sem foco e embaçado. “Trocava os óculos sempre e o grau nunca melhorava. Procurei um especialista e descobri a catarata e ele logo me recomendou a cirurgia”, conta Selma, que teve os primeiros sintomas há três anos e só ano passado realizou o procedimento cirúrgico.
Selma sempre fazia exames preventivos e para mudar o grau dos óculos. “A catarata foi uma surpresa, pois não tenho casos na família, nem minha mãe que tem 74 anos teve problemas de visão”, conta. Conforme a oftalmologista Roberli, a cirurgia é simples e é voltada, em grande maioria, para idosos. “Quando se notam sintomas, como dificuldade para distinguir as cores, alteração frequente do grau dos óculos, visão dupla e sensibilidade à luz, é necessário que procure um oftalmologista”, informa.
Com 83 anos, a aposentada Lucia Thomaz afirma que depois de um tempo, passou a não enxergar mais nada. “Eu via uma nuvem branca na frente das imagens. Depois da cirurgia, que me curou da catarata, da miopia e do astigmatismo, passei a enxergar melhor do que quando eu era mocinha”, relata. Ela passou a se cuidar mais, se maquiar e disse que a cirurgia também é boa para a autoestima.
Aproximadamente 50% da população mundial tem incapacidade visual causada pela catarata. “Essa é uma cegueira reversível que, com o tratamento adequado, a cirurgia, as pessoas voltam a ver tudo normalmente”, explica a oftalmologista Roberli. Dona Lúcia é viúva do primeiro piloto do Juscelino Kubitschek, Henrique Alberto Thomaz , e diz: “Já vi e vivi muito, mas ainda tenho muito que ver nessa vida. Tenho cinco filhos e cinco netos e a cirurgia de catarata só me trouxe melhorias”, afirma.
Cirurgia eletiva no SUS – As cirurgias eletivas são procedimentos cirúrgicos que não precisam ser realizados em caráter de urgência e que podem ser agendadas. São realizados mutirões de cirurgias eletivas no SUS para redução do tempo de espera do procedimento. Em julho de 2013, através da portaria 1.557, foram destinados aproximadamente R$ 579 milhões aos procedimentos cirúrgicos eletivos a serem realizados de junho de 2013 a 2014.
Olhar Brasil – O Ministério da Saúde conta com o Projeto Olhar Brasil, que foi elaborado em conjunto com o Ministério da Educação em 2008. O projeto tem o objetivo de trabalhar na identificação e na correção de problemas de visão em alunos matriculados na rede pública de ensino da Educação Básica, melhorando assim, o processo de ensino e aprendizagem. Segundo a Área Técnica de Alta e Média Complexidade o projeto visa contribuir pela redução das taxas de repetência e evasão escolares de pessoas com dificuldades visuais. O Projeto e sua operacionalização são regulamentados pela Portaria SAS n°1.229 de 30 de outubro de 2012.
Fonte - Revista Amazônia  07/10/2013