UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Mais Médicos é catalisador de um novo modelo de atenção médica, diz consultor da OPAS/OMS

Saúde

O programa Mais Médicos é uma experiência “grandiosa e ousada política e tecnicamente”, sendo catalisador de um novo modelo de atenção à população, disse durante evento em Fortaleza (CE) Julio Suarez, consultor da representação da OPAS/OMS no Brasil.O programa Mais Médicos foi criado em 2013 pelo governo federal. 

Revista Amazônia
foto - Araquém Alcântara
O programa Mais Médicos é uma experiência “grandiosa e ousada política e tecnicamente”, sendo catalisador de um novo modelo de atenção à população, disse durante evento em Fortaleza (CE) Julio Suarez, consultor da representação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil.
As declarações foram feitas na quarta-feira (1) no 32º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, durante a mesa redonda “Experiências municipais inovadoras na implementação do Programa Mais Médicos”, coordenada pela OPAS/OMS.
O consultor da OPAS no Brasil apresentou na ocasião a experiência do Mais Médicos em Curitiba (PR), município que apresenta uma série de desigualdades sociais.
“Curitiba tem o 10º melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, mas é um município desigual”, disse. “A Secretaria Municipal de Saúde tinha dificuldades em fixar médicos nas áreas mais pobres. Por isso, o Mais Médicos chegou”.
De acordo com o pesquisador, foram feitas 24 entrevistas com profissionais de saúde do município e visitas às unidades básicas dos bairros de Sabará, São Miguel e Salvador Allende. De acordo com a pesquisa, um dos resultados do programa foi o fortalecimento da atenção básica dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e também a melhoria e a humanização do atendimento ao usuário.
“O Mais Médicos no Brasil é uma experiência muito grandiosa e ousada política e tecnicamente. O programa foi um catalisador de um novo modelo de atenção”, disse. Suarez também reforçou a importância da cooperação que garante a atuação de médicos cubanos no país.
O evento em Fortaleza ocorre até sábado (4), com a participação de cerca de 4 mil gestores da saúde de todo o país.

Exemplos de Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte
Já o coordenador do mestrado profissional em atenção primária à saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Eduardo Campos, apresentou aos gestores da saúde o exemplo da capital carioca.
Ele lembrou que a população da cidade, principalmente nas áreas mais pobres, estava desacostumada a ter assistência médica e, com a vinda dos médicos do programa, viram sua realidade mudar.
“O compromisso e a ética dos médicos chamaram a atenção da população. Eles trabalham muito, atendem até o último paciente.”
Experiências da atenção básica de saúde de municípios de maior vulnerabilidade e menor porte do Rio Grande do Norte também foram expostas por Ângelo Roncalli, professor do programa de pós-graduação de saúde coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
“O primeiro impacto do programa é no próprio processo de trabalho, no cotidiano. A chegada do médico traz a perspectiva do verdadeiro trabalho em equipe. Todo trabalhador de saúde é sempre coletivo”, afirmou.
“Também observamos o fortalecimento da atenção primária de saúde. (…) Existe uma fala comum de que existe a saúde antes do Mais Médicos e depois do Mais Médicos”, acrescentou.
Renato Tasca, coordenador do Mais Médicos na OPAS/OMS, ressaltou a importância da análise do programa como política pública nas perspectivas locais, o que gera conhecimento e novas formas de enxergar a realidade.
Na opinião de Tasca, o programa tem contribuído para a redução das desigualdades no Brasil. “O Mais Médicos é um grande viabilizador, criador de condições favoráveis. Entretanto, está na capacidade do gestor, das equipes, aproveitar esse potencial e fazer que isso viabilize mudanças”, disse.
Criado em 2013 pelo governo federal, o Mais Médicos tem o objetivo de suprir a carência desses profissionais nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil.
A representação da OPAS/OMS no Brasil colabora com a iniciativa, intermediando a vinda de médicos de Cuba para atuar em postos de saúde do país. Com o Mais Médicos, foi possível preencher 18.240 vagas em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Dessas, 11.429 foram ocupadas por profissionais cubanos.
Fonte - Revista Amazônia  02/06/2016

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

MP - BA acusa Tatiana Paraíso e 8 médicos de falsidade ideológica

Política

Segundo MP, Tatiana assinou lista de presença falsa.De acordo com o órgão,no final de 2011 Tatiana e outros oito médicos assinaram uma lista de presença falsa com o objetivo de receber o pagamento por plantões não trabalhados.

A Tarde
Da Redação
Lúcio Távora
 Ag. A TARDE
A ex-secretária de Saúde de Salvador Tatiana Paraíso, que também é mulher do ex-prefeito João Henrique, é acusada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) de cometer o crime de falsidade ideológica por nove vezes.
De acordo com o órgão, no final de 2011 - quando João Henrique ainda era prefeito - Tatiana e outros oito médicos assinaram uma lista de presença falsa com o objetivo de receber o pagamento por plantões não trabalhados.
As investigações - iniciadas em 2012 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais (Gaeco) - apontaram que sete denunciados cometeram o crime uma vez. Já Tatiana Paraíso e a médica Bianca Marques Melo responderão pelo mesmo crime cometido nove vezes.
A pena é de um a cinco anos de prisão — agravada em mais um sexto por se tratar de servidores públicos. A audiência sobre o caso, que aconteceria na semana passada, foi adiada para março de 2015, pois o juiz Freddy Carvalho Pitta Lima se encontrava afastado das atividades.
Fonte - A Tarde  16/10/2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Mais Médicos faz um ano com boa cobertura na Bahia

Mais Médicos

O médico português Raul Ramalho atende no subúrbio da capital baiana. - Nesta quinta-feira, 25, completa-se exatamente um ano que a comunidade de Nova Constituinte, localizada no bairro de Periperi (subúrbio ferroviário), estreou o programa no estado.

Franco Adailton - A Tarde
Luciano da Matta | Ag. A TARDE
Setembro marca o primeiro aniversário da chegada à Bahia dos profissionais estrangeiros para atuar pelo programa Mais Médicos. Nesta quinta-feira, 25, completa-se exatamente um ano que a comunidade de Nova Constituinte, localizada no bairro de Periperi (subúrbio ferroviário), estreou o programa no estado.
Nesse intervalo, a quantidade de médicos do programa na Bahia saltou de 144 para 1.408 profissionais, segundo o titular da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Washington Couto. Faltam 69 para atingir a meta de 1.477 médicos solicitados ao Governo Federal.
Inicialmente, 63 dos 417 municípios baianos haviam sido contemplados com os profissionais do programa.
O quadro atual é de 380 cidades com, pelo menos, um profissional do Mais Médicos, de acordo com informações do secretário.
Quando aderiu ao programa, Salvador possuía apenas seis médicos, em setembro do ano passado. Atualmente, 75 profissionais da política pública federal atuam nas unidades básicas de saúde da capital, segundo informações da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Do total de médicos pelo programa, em Salvador, 37 são cubanos, 32 são brasileiros e seis são intercambistas internacionais (brasileiros com diploma de outro país e estrangeiros), também conforme a SMS.

Nova Constituinte
Para atuar na Unidade de Saúde da Família (USF) de Nova Constituinte foram designados o português Raul dos Reis Ramalho, 67 anos, e o angolano Francisco Manuel Pegado, 53, que, depois de um ano, continuam a atender aos moradores da comunidade.
Quem antes era atendido por técnicos de enfermagem e enfermeiros, como a dona de casa Sandra Passos, 39 anos, comemora a permanência dos estrangeiros na comunidade pobre, que se destacava na capital devido aos alarmantes índices de violência.
Vizinha da unidade de saúde há dez anos, Sandra diz entregar o filho, uma criança de 10 anos, com frequência aos cuidados dos estrangeiros. "Antes deles, não havia médico. Vez ou outra aparecia um, mas não ficava. Temos uma relação muito boa com eles", comemora a mulher.
Para a moradora local Maria Aparecida, 58, que é hipertensa, a atenção à saúde "melhorou muito" em Nova Constituinte. "Hoje, a gente tem acompanhamento médico. Não precisamos mais correr para uma emergência lotada", afirma.
Diabético, o mecânico Roberto Silva, 44, ressalta também não haver a necessidade de esperar por horas para ser atendido. "As consultas são marcadas. Claro que há um pouco de espera, mas não perdemos uma manhã ou uma tarde inteira", destaca o mecânico.

Aproximação
Formado pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, em Salvador, entre 1976 e 1983, o médico português Raul Ramalho conta que, no intervalo de um ano, um dos maiores desafios dele foi conquistar a confiança dos moradores da comunidade de Nova Constituinte.
Na unidade do bairro, Ramalho atua como clínico geral, mas possui especialidade em cirurgia maxilofacial e, nas primeiras experiências na Bahia, já atuou nas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), no Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba) e no Hospital Santa Izabel.
"Em um ano no programa, para mim, o resultado tem sido positivo", iniciou Ramalho, que prosseguiu: "Alcançamos não só o objetivo de conquistar a confiança da comunidade, assim como conseguimos implantar uma filosofia nos pacientes de que eles também são responsáveis pela manutenção da própria saúde".
Fonte - A Tarde  24/09/2014

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Profissionais do Mais Médicos começam a trabalhar hoje em 454 municípios

Saúde

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os profissionais formados no Brasil inscritos no Mais Médicos, começam hoje (2) a atuar em 454
municípios de todo o país. O objetivo do programa é levar médicos para atender a população em unidades básicas de saúde do interior dos estados e em periferias de grandes cidades, onde há carência de profissionais de saúde.
Nesta primeira etapa estão incluídos os 1.096 médicos com diplomas do Brasil. Os 682 estrangeiros ou médicos formados no exterior estão em fase de treinamento e avaliação e devem começar a trabalhar no dia 18 de setembro. Ao todo, 3.511 cidades haviam solicitado 15.450 profissionais.
De acordo com o Ministério da Saúde, os médicos com diploma do Brasil tiveram prioridade nas vagas. As remanescentes foram oferecidas primeiramente a brasileiros graduados no exterior e em seguida a estrangeiros, que atuarão com autorização profissional provisória, restrita à atenção básica e nas regiões onde serão alocados pelo programa.
O ministério vai recepcionar os médicos que atuarão no programa em seis capitais: Belo Horizonte, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.
Além da contratação de profissionais, o governo federal vai investir, até 2014, R$ 15 bilhões na expansão e na melhoria da rede pública de saúde de todo país. Desse montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para a construção de 818 hospitais, 601 unidades de Pronto Atendimento e 16 mil unidades básicas de Saúde.
Fonte -  Agência Brasil  02/09/2013

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Ofensas a "Médicos Cubanos" expõem o pior do Brasil

Saude



BOB FERNANDES
Segue o debate sobre os médicos estrangeiros do programa "Mais Médicos". Programa e debate que tentaram encaixotar no alvo ideológico rotulado de "Médicos Cubanos".
Quem pensou que o rótulo serviria para desgastar, e para obter dividendos políticos, deve ter se arrependido. O debate está pondo a nú deficiências não apenas no setor de Saúde.
Expõe também o que pensam e como vêem o país lideranças de uma corporação, a dos médicos. Mas não só. Os embates públicos permitem quase uma tomografia, um exame clínico do próprio Brasil.
Há argumentos sólidos, ou risíveis, de parte a parte; dos que são a favor e dos que são contra a vinda dos médicos. Dos que são contra, incontáveis relatos sobre o evidente descaso com a infraestrutura da Saúde país afora.
Tais relatos embutem algo precioso a ser discutido. O Brasil tem 513 anos, tem 27 estados e 5.564 municípios. Por que, até hoje, o país não tem nem um médico em 700 municípios? Por que outro milhar de cidades só tem um ou dois médicos?
A resposta é quase automática e parece fácil: "Porque o governo é incompetente". Como o Brasil tem 513 anos, pergunte-se: qual dos governos? E de qual dos 5 séculos?
Os governos da União? Os de 26 estados e DF, ou os de mais de 5 mil prefeituras e seus 60 mil vereadores?
Além da União e seu ministério, os estados e municípios têm Secretarias da Saúde e verbas. Por que não resolvem, ou ao menos amenizam o problema?
Será que o descaso com a Saúde Pública não tem relação com o fato de o país produzir a 2ª pior distribuição de renda do mundo?
Brasileiros ricos têm pelo menos U$ 520 bilhões depositados em paraísos fiscais. Cidadãos devem mais de R$ 1 trilhão ao fisco. E União e Estados devem mais de R$ 100 bilhões aos cidadãos.
Será que isso não caracteriza uma maneira de encarar a vida em sociedade? Em especial, de parte da sociedade que tem e sempre teve poder de fato?
Até que viessem o anúncio do "Mais Médicos" e os tais "médicos cubanos", quando e com que vigor entidades de classe e médicos saíram às ruas para protestar contra o escândalo que é a Saúde Pública?
Quando protestaram, por exemplo, contra Planos de Saúde que maltratam milhões de pacientes e também os próprios médicos?
Médicos cearenses vaiaram colegas cubanos em Fortaleza. E não nasceu do nada a opinião da jornalista Micheline Borges, que no facebook disse:
-Médicas cubanas têm cara de empregada doméstica. Será que são médicas mesmo? Afe, que terrível. Médico tem postura, cara de médico, se impõe a partir da aparência.
As vaias cearenses não são únicas. E Micheline não é, infelizmente, voz isolada. Elas representam uma porção importante do país. A que resistiu, por exemplo, à PEC das empregadas domésticas. E que pensa exatamente da mesma forma.
Ao supor que defendem a Saúde, pessoas como Micheline ajudam a explicar porque, com 513 anos, o Brasil tem a Saúde Pública que tem.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Jorge Pontual explica os médicos "cubanos"

Saúde
Jorge Pontual fala de seu documentário sobre o médico sem 
fronteiras e seu contato com os médicos cubanos.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Dilma critica preconceito contra cubanos

Política


"É um imenso preconceito sendo externado contra os cubanos. É importante dizer que os médicos estrangeiros, não só cubanos, vêm ao Brasil para trabalhar onde os brasileiros formados aqui não querem trabalhar”, disse a presidenta em entrevistas a emissoras de rádio de Minas Gerais

Renata Giraldi e Danilo Macedo
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff criticou hoje (28) os que têm preconceito contra a presença dos médicos cubanos no Brasil. Em entrevista a rádios de Minas Gerais, ela ressaltou que há também médicos de outros países, além de Cuba. A presidenta reiterou que os estrangeiros estão no Brasil para desempenhar o trabalho que os médicos brasileiros não querem fazer.
"É um imenso preconceito sendo externado contra os cubanos. É importante dizer que os médicos estrangeiros, não só cubanos, vêm ao Brasil para trabalhar onde médicos brasileiros formados aqui não querem trabalhar”, disse ela.
Ontem (27), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) solicitou à Procuradoria-Geral do Trabalho investigação da relação de trabalho dos profissionais que atuarão pelo Mais Médicos. A entidade alega que o fato de os médicos não revalidarem os diplomas vai causar restrição de locomoção, o que, segundo a entidade, é uma das características do trabalho escravo.
Pelas regras do governo, todos os profissionais do Mais Médicos receberão uma “bolsa formação” pelo serviço nas regiões carentes. Não haverá contrato de trabalho. O Ministério da Saúde é favorável à concessão de pagamento por intermédio de bolsa porque os médicos farão uma especialização na atenção básica ao longo dos três anos de atuação no programa.
No caso dos médicos cubanos, eles atuarão no Brasil em regime diferente dos que se inscreveram individualmente no Mais Médicos. O Ministério da Saúde brasileiro firmou acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para que a entidade internacional buscasse parcerias para a vinda de médicos para o país. Pelo acordo, a Opas fez acordo com Cuba, prevendo inicialmente a vinda de 4 mil médicos cubanos. Os primeiros 400 profissionais desse acordo a chegarem no país vão atuar em parte das 701 cidades que não receberam inscrições individuais de médicos.
No acordo, os repasses financeiros serão feitos do Ministério da Saúde para a Opas. A entidade repassará as quantias ao governo cubando, que pagará os médicos. Inicialmente nem a Opas nem o Ministério da Saúde souberam especificar quanto dos R$ 10 mil pagos por médico será repassado para os profissionais, porém, o secretário adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Fernando Menezes, disse depois que a remuneração ficaria entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil.
Fonte - Agência Brasil  28/08/2013

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"Médico Cubanos" provocam fígado e alma do Brasil - Bob Fernandes

Saude



Bob Fernandes
Estão chegando os médicos cubanos. Em 700 municípios, 11 milhões de brasileiros não tem nem um médico. Na maioria, em Estados do Norte e Nordeste com baixo índice de desenvolvimento humano e muita miséria.
Virão médicos também de outros países, mas, claro, Cuba é o chamariz para o debate. Há quem imagine ser esse um debate político-partidário. É, mas é muito mais do que só isso.
O que esse tema provoca são percepções sobre o que é, o que deve ser a sociedade. O "Mais Médicos" arranca a visão que cada um de nós tem da vida. Da vida privada e da vida em comunidade.
O programa é mais um a dividir opiniões radicalmente nos últimos 11 anos. Para lembrar outros: Bolsa-Família, sistema de Cotas, e a PEC das Empregadas Domésticas.
Bolsa Família, Cotas, PEC das Empregadas e Médicos... Existem argumentos irrefutáveis. E sempre haverá argumentos refutáveis. Ao gosto e visão de cada um.
Quem contesta Cotas -e há quem odeie- enxerga desprezo ao mérito, e favorecimento. Quem apoia Cotas lembra que o Brasil manteve humanos como escravos por 385 anos, quatro quintos da nossa história..
Bolsa Família. Entre os que reagem às Bolsas predomina um argumento: é um incentivo ao ócio, "dá o peixe e não ensina a pescar". A pior seca do Brasil nos últimos 50 anos providência fatos para quem defende as Bolsas.
Não se viu, como em outros tempos, saques nas cidades. E ao lado do chão esturricado, do gado morto, não há, como sempre houve, fome em larga escala. Porque existem as Bolsas. Porque existem redes de proteção social.
Na reação à PEC das Domésticas cansamos de ouvir e ler: "Eu trouxe essa babá para casa quando ainda era uma menina"; "Minha empregada é como se fosse da família".
Não faltou quem lembrasse: a menina se tornou adulta e seguiu babá; quase sempre sem estudar, e tantas sem carteira assinada. "Como se fosse da família", a empregada serve café às 7 da manhã e o jantar à noite.
Com banheiros, chão e roupa suja pra lavar no intervalo. "Da família", mas, claro, sem direito a herança. Agora, os médicos: não faltarão problemas, desavenças e crises.
Mas há outro lado nessa história: 700 cidades não têm nem um médico. E milhares têm, se tanto, um médico. Não têm médicos porque faltam condições para tanto. Mas também porque médicos para lá não querem ir.
Milhões que moram nestas cidades não querem saber se o médico é baiano, sueco ou cubano. Querem médicos. E medicina. Sabem que um médico é melhor do que nem um médico. A boa medicina será cobrada, e muito, nesse caminho. O resto é o jeito de cada um enxergar a vida.
Publicado em 26/08/2013

domingo, 25 de agosto de 2013

Mais de 1.700 médicos formados no exterior fazem hoje o Revalida

Saúde

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília – Os 1.772 médicos inscritos no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) fazem as provas hoje (25) em dez capitais: Brasília, Rio Branco, Manaus, Salvador, Fortaleza, Campo Grande, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. A prova objetiva será aplicada entre as 8h e as 13h e a discursiva entre as 15h as 18h (horário de Brasília). Confira aqui os locais de prova.
O exame é destinado aos médicos que obtiveram o diploma no exterior e querem trabalhar no Brasil. Os candidatos pagaram uma taxa de R$ 100 para participar da primeira fase do Revalida. Os aprovados devem pagar mais uma taxa de R$ 300 para a segunda etapa do exame, que avaliará as habilidades clínicas.
O Revalida foi criado em 2011 e é aplicado uma vez por ano. Entram na avaliação conteúdos e competências das cinco áreas de exercício profissional: cirurgia, medicina de família e comunidade, pediatria, ginecologia-obstetrícia e clínica médica. Além disso, o exame estabelece níveis de desempenho esperados para as habilidades específicas de cada área.
Antes do Revalida, cada instituição de ensino superior estabelecia os processos de análise da correspondência curricular, seguindo a legislação de revalidação de diplomas prevista no país.
O exame é conhecido pelo alto grau de dificuldade. No ano passado, o índice de aprovação variou de 6,41% entre os estudantes bolivianos a 27,27% para os venezuelanos. Os brasileiros com diploma obtido no exterior também são obrigados a fazer o Revalida para trabalhar no país. No caso, o índice de aprovação no ano passado, 7,5%, foi inferior ao de 2011 (7,89%).
Este ano seria aplicado também um pré-teste para estudantes brasileiros do sexto ano de medicina, com objetivo de avaliar se o Revalida está dentro das diretrizes curriculares do país. A baixa adesão, no entanto, fez com que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, adiasse o pré-teste. Ainda não há uma nova data marcada.
A adesão ao pré-teste é voluntária e, em troca, os candidatos recebem um auxílio de R$ 400, como colaboradores eventuais.
Fonte - Agência brasil  25/08/2013

Médicos cubanos pedem respeito e dizem que vêm trabalhar para o povo brasileiro

Saúde

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil


Brasília - O primeiro grupo dos 206 médicos cubanos que vão trabalhar no Brasil desembarcou hoje (24) à tarde no país. No Recife, ficaram 30 profissionais e 176 seguiram para Brasília, onde chegaram à noite. Ao desembarcar, Oscar González Martinez, graduado há 23 anos e especialista em atenção à família, disse que tinha grande expectativa em trabalhar com a população brasileira.
Martinez disse que veio ao Brasil por várias razões, entre elas, a oportunidade de trabalhar para o povo brasileiro. Sobre a polêmica em torno do pagamento dos salários, que serão feitos por meio do governo cubano e não diretamente aos profissionais, González disse que isso é o que menos importa, pois tem o emprego garantido em seu país e parte dos recursos irá para ajudar o seu povo.
“O mais importante é colaborar com os médicos brasileiros e ajudar na qualidade de vida do povo daqui. Também é importante a irmandade entre o povo cubano e o povo brasileiro que existe há muito tempo”, disse.
A médica Jaiceo Pereira, de 32 anos, lembrou, bem-humorada, que, apesar de ser a mais jovem do grupo, tem bastante experiência profissional e no início de sua formação já trabalhava com saúde da família. Ela pediu o apoio do povo brasileiro e respeito aos profissionais de seu país. “Queremos ajudar e dar saúde a todos aqueles que não têm acesso aos serviços médicos", disse. “Queremos dar amor e queremos receber amor.” Já Alexander Del Toro destacou que veio para trabalhar junto e não competir.
Um grupo de 25 simpatizantes do socialismo e de Cuba esteve no Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek com cartazes. Durante a longa espera, que durou mais de duas horas, os manifestantes gritavam palavras de ordem como “Cubano amigo, Brasil está contigo” e “Brasil, Cuba, América Central, a luta socialista é internacional”.
Em meio às manifestações de apoio, Ana Célia Bonfim, que se identificou como médica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal chegou a gritar entre os manifestantes que tudo não passava de uma “palhaçada”. “Profissional troca alguma coisa por bolsa. Isso não é coisa de profissional. Pelas condições que tem o médico cubano, claro que eles vão trocar isso pelas condições brasileiras. Mas isso é exploração de mão de obra”, disse.

O restante dos médicos cubanos desembarca amanhã (25) em Fortaleza, às 13h20, no Recife, às 16h, e em Salvador, às 18h, segundo o ministério. Ao todo, 644 médicos, incluindo os 400 cubanos, com diploma estrangeiro chegam ao Brasil até este domingo (25). Na sexta-feira (23), começaram a chegar os médicos inscritos individualmente em oito capitais.
Os profissionais cubanos fazem parte do acordo entre o ministério com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para trazer, até o final do ano, 4 mil médicos cubanos. Eles vão atuar nas cidades que não atraírem profissionais inscritos individualmente no Programa Mais Médicos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu as críticas das entidades médicas que questionam a formação médica dos profissionais cubanos.
Na segunda-feira (26), tantos os médicos inscritos individualmente (brasileiros e estrangeiros), quanto os 400 cubanos contratados via acordo, começam a participar do curso de preparação com aulas sobre saúde pública brasileira e língua portuguesa. Após a aprovação nesta etapa, eles irão para os municípios. Os médicos formados no país iniciam o atendimento à população no dia 2 de setembro. Já os com diploma estrangeiro começam a trabalhar no dia 16 de setembro.
O curso vai ter carga de 120 horas com aulas expositivas, oficinas, simulações de consultas e de casos complexos. Também serão feitas visitas técnicas aos serviços de saúde com o objetivo de aproximar o médico do ambiente de trabalho.
Fonte  - Agência Brasil 24/08/2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Governo diz que médico cubano deverá ganhar até R$ 4 mil

Saúde

Thais Leitão e Yara Aquino*
Repórteres da Agência Brasil
Ministério Público do Trabalho investiga legalidade da contratação de médicos cubanos
EBC
Brasília – Os 400 médicos cubanos que atuarão no Programa Mais Médicos deverão ganhar entre R$ 2,5 il e R$ 4 mil por mês, informou hoje (23) o secretário adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Fernando Menezes. Segundo ele, a variação é baseada em acordos que o governo cubano tem com outros países para onde também foram enviados os profissionais.
Menezes ressaltou que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), com quem o governo brasileiro assinou um termo de cooperação, é responsável pela intermediação do acordo com o governo cubano. Segundo o Ministério da Saúde, a pasta repassará à Opas R$ 511 milhões até fevereiro de 2014, valor equivalente às condições fixadas pelo edital do Mais Médicos - de R$ 10 mil para cada profissional. Em seguida, a Opas enviará os recursos ao governo cubano, que pagará aos médicos o valor que for definido por critérios próprios.
"Tomando como base outros contratos, já que o governo cubano tem acordos no mundo todo, eles [os salários] geralmente ficam na proporção de 25% a 40% [do que é pago pelo país que recebe os médicos], mas aí depende daquilo que o país tem como custo de vida e da condição e qualidade que o médico vai ter naquele país", disse, após reunião, com o secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa.
O secretário adjunto do Ministério da Saúde informou ainda que os valores pagos aos médicos cubanos que vierem para o Brasil poderão variar conforme o custo de vida nas cidades para onde forem enviados. "Esse valor exato varia e vai variar, porque uma vez estabelecidas as condições de onde se vai viver, o médico cubano recebe mais ou menos", disse.
Ele ressaltou que os médicos, brasileiros e estrangeiros, que participarem do programa, terão ajuda dos municípios para custear despesas com moradia e alimentação. Além desses gastos, as prefeituras são responsáveis por oferecer o deslocamento do aeroporto até o município onde atuará e, em casos de locais de difícil acesso, disponibilizar transporte diário da moradia até a unidade de atendimento.
Segundo informações da BBC Brasil, o contingente de profissionais de saúde cubanos fora da ilha inclui, atualmente, 15 mil médicos, 5 mil técnicos de saúde, entre outros, trabalhando em 60 países. De acordo com a agência de notícias, eles geram lucro ao país de aproximadamente US$ 5 bilhões (R$ 10,6 bilhões) ao ano. Na Venezuela, por exemplo, o serviço que os médicos cubanos prestam permite que Cuba receba 100 mil barris diários de petróleo.
Para muitos países em desenvolvimento, os médicos cubanos representam um atrativo por estarem dispostos a trabalhar em lugares que os profissionais locais evitam, como bairros periféricos ou zonas rurais de difícil acesso, onde moram pessoas de baixíssimo poder aquisitivo. Além disso, eles recebem, em geral, remunerações mais baixas.
A estimativa é que, atualmente, permaneçam em Cuba 75 mil médicos, em uma proporção de um profissional para cada 160 habitantes. A taxa é a mais alta de toda a América Latina. O acordo com a Opas prevê a vinda de 4 mil profissionais para o Brasil, número que corresponde a pouco mais de 5% dos médicos que hoje trabalham em Cuba.
Entre a população local, a exportação dos profissionais causa divergência, porque afeta principalmente a figura do médico de família, que atende em todos os bairros e encaminha os pacientes para especialistas ou hospitais.
A primeira missão de saúde ao exterior foi organizada por Cuba em 1963. Apesar da escassez de médicos à época, foram enviados profissionais à Argélia para apoiar os guerrilheiros que acabavam de conseguir a independência do país. Eram os primeiros de 130 mil colaboradores que, ao longo dos anos, já trabalharam em 108 países.
Fonte - Agência Brasil  23/08/2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Ministério anuncia vinda de 4 mil médicos cubanos até o fim do ano

Saúde

Aline Leal Valcarenghi
Repórter da Agência Brasil
foto ilustração - pragmatismo
Brasília - O Ministério da Saúde anunciou hoje (21) que até o final do ano, 4 mil médicos cubanos vão chegar ao Brasil para atuar nas cidades que não atraírem profissionais inscritos individualmente no Mais Médicos. Na segunda-feira chegam 400 profissionais, que vão passar pelo mesmo processo de avaliação dos médicos com diploma estrangeiro e sem revalidação do diploma inscritos na primeira etapa do programa.
Nem o Ministério da Saúde, nem a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que vai intermediar o acordo com o governo cubano, sabem dizer quanto estes profissionais vão receber pelo trabalho. "O ministério passa o mesmo valor unitário e é a Opas que vai fazer a negociação com Cuba", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acrescentando que o acordo é entre a Opas e Cuba. O ministro ressaltou que os médicos vão suprir a demanda de parte dos 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico na primeira edição do programa.
As duas instituições informaram também que é o governo de Cuba que decide se os profissionais vão poder trazer sua família para o Brasil. O ministro ressaltou que, assim como com os outros profissionais, a alimentação e moradia dos médicos são responsabilidade dos municípios que os receberão.
No dia 4 de outubro, mais 2 mil médicos cubanos devem chegar ao país para uma nova etapa. Assim como os que se inscreveram individualmente, os médicos cubanos que vêm pelo acordo com a Opas não vão precisar passar pelo Revalida (Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior) e, por isso, terão registro provisório por três anos para atuar na atenção básica e com validade restrita ao local para onde forem designados.
Padilha ressaltou que todos os médicos que virão nesta primeira etapa já participaram de outras missões internacionais e têm especialização em medicina familiar e comunitária. Mais de 84% deles têm mais de 16 anos de experiência na medicina.
De acordo com Padilha, o acordo que o governo brasileiro tem com a Opas permite que a entidade faça parceria com outros países e outras organizações. A pasta vai investir R$ 511 milhões até fevereiro de 2014 com a vinda dos médicos cubanos.
Na primeira edição, o Programa Mais Médicos selecionou 1.618 profissionais para atuar em 579 postos da rede pública em cidades do interior do país e periferias de grandes centros. Desse total, 1.096 médicos têm diploma brasileiro e 522 são médicos formados no exterior. Os participantes do programa correspondem a 10,5% dos 15.460 profissionais necessários, segundo demanda apresentada pelos municípios. O balanço foi divulgado hoje (14) pelo Ministério da Saúde.
Todos os médicos com diploma estrangeiro e sem revalidação vão passar por três semanas de capacitação, com foco no funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e na língua portuguesa, antes de começarem a atuar. Durante o período de atuação, terão o trabalho supervisionado por universidades.
Fonte - Agência Brasil   21/08/2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Senado aprova PEC que permite médico militar atuar no SUS


A proposta de emenda à Constituição (PEC) prevê que os médicos das Forças Armadas atuem na  ede pública em horário alternativo ao da jornada nos estabelecimentos militares. “Essa é mais uma estratégia para levar mais médicos para as cidades onde não temos profissionais ou que têm médicos militares, mas podem atender mais a população que mais precisa", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou a votação

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Senado aprovou hoje (7), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição 122/2011, que permite aos médicos militares atenderem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A votação da PEC foi acompanhada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A iniciativa é mais uma medida para aumentar a oferta de médicos em localidades onde há carência desses profissionais.
Pelo texto aprovado, os médicos da Marinha, Aeronáutica e do Exército poderão atuar nos hospitais da rede pública em horário alternativo ao da jornada nos estabelecimentos militares, como durante folgas e fins de semana. Eles poderão acumular função e serem contratados por prefeituras e pelos governos estaduais.
Segundo o ministro, grande parte dos médicos militares é especialista, o que coincide com as necessidades dos municípios. Padilha lembra que a maioria está justamente em regiões de fronteira, na Amazônia e no interior do país – locais onde há mais dificuldade de contratar profissionais. A estimativa é que 6 mil médicos militares poderão ser contratados para trabalhar no SUS.
“Essa é mais uma estratégia para levar mais médicos para as cidades onde não temos profissionais ou também que têm médicos militares, mas podem atender mais a população, que mais precisa no fim de semana, em horários de plantão. Em algumas situações, a carga horária do médico militar chega a 20 horas. Então, ele poderia, mesmo durante a semana, atender no posto de saúde, nas UPAs 24 horas [unidades de Pronto-Atendimento que não fecham], em outros hospitais por contratos com a prefeitura ou governo estadual. Será muito bom para a população que espera médicos no posto de saúde, no pronto-socorro. Alguns são especialistas, pode ser uma oferta de especialistas, radiologistas, gineco-obstetras e tratamento do câncer”, disse Padilha.
Para a votação no Senado, os líderes partidários fizeram acordo para quebra de interstícios, o que permitiu que a PEC fosse apreciada em dois turnos em um único dia. Agora, ela segue para a Câmara, onde também precisará ser votada em dois turnos. Se houver alterações, a matéria retorna ao Senado para última análise antes da promulgação.
Fonte - Agência Brasil  07/08/2013

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Andifes apoia Programa Mais Médicos

Mariana Tokarnia*
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) decidiu apoiar o Programa Mais Médicos. O posicionamento foi divulgado hoje (2), em nota, após reunião plenária da associação em Belém (PA).
A associação entendeu que o programa do governo tem o “mérito de fortalecer o Sistema Único de Saúde [SUS], voltado para atender a toda a população, principalmente as parcelas mais excluídas do país”. A Andifes comprometeu-se a colaborar para o aprimoramento e a implantação do projeto no país.
A Andifes vê como “natural” que as universidades federais sejam interlocutoras na política que tem como objetivo “o respeito aos profissionais de saúde e uma especial atenção para a saúde básica, sobretudo, para a saúde familiar”.
Segundo a nota, a Andifes também se posiciona favoravelmente à expansão e oferta com qualidade dos cursos de medicina, a universalização e modificação da estrutura de residência médica, o contrato entre a rede de saúde e o SUS, a revisão dos mecanismos e sistemas atuais de certificação, acompanhamento de avaliação dos cursos e a oferta regular de tutores para o acompanhamento integral dos alunos.
Na manhã desta sexta-feira, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, conversou com os reitores. Ele destacou que a adesão das instituições é fundamental para garantir qualidade aos serviços prestados pelos médicos do programa.
Um total de 41 universidades federais fez a pré-adesão ao Mais Médicos e tem até o fim do mês para confirmar a participação no programa, segundo Mercadant
Fonte - Agência Brasil  02/08/2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ministros apontam avanços nas discussões sobre o Programa Mais Médicos

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Mais Médicos: inscritos indicam até domingo onde desejam trabalhar
foto ilustração - EBC
Brasília – Os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha, divulgaram nota conjunta em que avaliam como positivo o avanço na construção da proposta para que façam parte da residência médica os dois anos a mais no curso de medicina, quando os profissionais terão que trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS). O assunto foi discutido em uma reunião com a Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) e o grupo de trabalho designado pela Comissão de Especialistas em Ensino Médico do Ministério da Educação (MEC).
O tema também foi abordado pelos ministros na reunião do Conselho Nacional de Educação (CNE) . Os dois anos adicionais, o chamado segundo ciclo, está proposto no Programa Mais Médicos, lançado este mês. Com esse incremento, o curso passará a ter a duração de oito anos, com os dois anos de atuação obrigatória em urgência e emergência no SUS.
“O MEC [Ministério da Educação] e o Ministério da Saúde veem como iniciativa muito positiva o avanço na construção da proposta, como debatida pela comissão de especialistas e pela Abem, para que os anos adicionais de formação no SUS sejam parte da residência médica, assegurando maior experiência em serviços de atenção básica e de urgência e emergência no SUS e aprofundando o conhecimento da realidade de saúde”, diz o texto.
Na nota, os ministros registram que essa possibilidade está prevista desde a edição da Medida Provisória 621/2013, que criou o Mais Médicos, que já apontava para esse aproveitamento, conforme a regulamentação posterior do CNE e da Comissão Nacional de Médicos Residentes (CNRM). Os ministros reforçam que a meta do programa é garantir oportunidade de residência médica a todos os médicos que se formam no Brasil.
O texto registra que a reunião com a Abem e a comissão de especialistas, ocorrida ontem (25), é parte de uma série de diálogos sobre o Mais Médicos com universidades, escolas médicas, entidades e gestores estaduais e municipais da área da saúde e os conselhos nacionais de educação e saúde.
Fonte - Agência Brasil  26/07/2013

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Após denúncias de sabotagem, Ministério da Saúde muda regras do Mais Médicos


O ministério passará a exigir que os candidatos apresentem documento em que declarem que vão deixar vaga de residência médica ou do Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab) para atuar no Mais Médicos. Quem homologar a participação e não comparecer no início das atividades ou desistir nos primeiros seis meses será excluído do programa

Aline Leal
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Depois de receber denúncias de sabotagem ao Mais Médicos, o Ministério da Saúde passará a exigir que os candidatos apresentem documento em que declarem que vão deixar vaga de residência médica ou do Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab) para atuar no novo programa. A declaração deve ser apresentada no ato da inscrição.
Ao homologar a participação no Mais Médicos, o profissional terá de entregar declaração impressa confirmando o desligamento da residência médica ou do Provab, emitida pela universidade, hospital ou entidade responsável.
“Estamos estimulando os médicos brasileiros a participar do programa, mas não queremos ninguém que esteja fazendo qualquer tipo de sabotagem para atrasar um programa que visa oferecer médicos para a população”, diz o ministro Alexandre Padilha, em nota divulgada pelo ministério.
Os médicos que homologarem a participação e não comparecerem no início das atividades ou desistirem nos primeiros seis meses serão excluídos do programa e só poderão se inscrever novamente após seis meses. Os reincidentes serão impedidos de voltar ao programa.
As novas regras vão ser publicadas no Diário Oficial da União de amanhã (19). As novas medidas serão comunicadas aos médicos já inscritos pela Ouvidoria do Ministério da Saúde, por e-mail ou telefone. As inscrições seguem abertas até 25 de julho e podem ser feitas pelo site do Ministério da Saúde ( http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/index.html ). Na primeira semana, foram registradas 11.701 inscrições de profissionais e 753 de municípios.
O ministério recebeu denúncias de que grupos estão se mobilizando por meio das redes sociais para incentivar a inscrição de profissionais no programa para, depois, desistirem da vaga, com a intenção de atrasar o cronograma do Programa Mais Médicos. Entidades médicas disseram desconhecer a movimentação.
Lançado na semana passada, o programa visa a levar profissionais para atuar por três anos na periferia das grandes cidades e nos municípios do interior. A bolsa chegará a R$ 10 mil. Entidades médicas têm criticado o programa do governo federal, principalmente porque prevê a vinda de médicos estrangeiros sem a revalidação do diploma para ocupar as vagas que não foram preenchidas pelos brasileiros.
O Provab também é destinado para a atuação de médicos em regiões pobres do país. O contrato é por um ano. A bolsa é R$ 8 mil, mas passará para R$ 10 mil, a partir de setembro. O reajuste foi anunciado pelo ministério após o lançamento do Mais Médicos. No Provab, o médico pode escolher a cidade em que quer trabalhar, entre as inscritas no programa. No Mais Médicos, os candidatos serão designados para qualquer cidade inscrita. Em ambos os programas, a carga chega a 40 horas semanais. Em todo o país, há 3.568 médicos atuando pelo Provab em 1.260 municípios.
A residência médica é o período em que o médico escolhe a área na qual pretende se especializar, como ginecologia, pediatria, oncologia e cardiologia. A bolsa chega a R$ 2.976,26 por mês e o tempo de duração depende da especialidade.
Fonte - Agência Brasil  18/07/2013

terça-feira, 9 de julho de 2013

Padilha pede que debate com médicos ocorra com respeito e diálogo

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Diante das críticas feitas por entidades médicas ao Programa Mais Médicos, lançado ontem (8) pelo governo federal, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu que o debate sobre a questão ocorra de "forma respeitosa e com diálogo". Em protesto pelas medidas anunciadas, os profissionais prometem uma paralisação.
Em entrevista coletiva hoje (9) para detalhar o programa, ele reafirmou que a prioridade do governo é preencher as vagas com profissionais brasileiros. "Estamos deixando claro que o programa não vai tirar vagas de médicos brasileiros, pelo contrário, vai gerar mais empregos para esses profissionais. Com os investimentos de mais de R$ 7 bilhões em infraestrutura que já estão em andamento, e mais de R$ 5 bilhões previstos, serão abertos 35 mil postos de emprego nessa área no Brasil", disse.
Padilha acrescentou que, ao avançar no tema, o governo está "enfrentando tabus", como a ideia de que sobram médicos no Brasil e que o problema é a distribuição. "Estamos mostrando, com dados concretos, que faltam médicos no Brasil, não só na comparação com países europeus, mas com países aqui do lado, como a Argentina e o Uruguai", disse, enfatizando que países desenvolvidos que implantaram programas semelhantes também enfrentaram resistência em um primeiro momento.
Dados do ministério apontam que há no Brasil 1,8 médico por mil habitantes, enquanto na Argentina a proporção é 3,2; no Uruguai, 3,7; em Portugal, 3,9; e no Reino Unido, 2,7.
"Vamos continuar dialogando [com os profissionais], montamos um grupo de trabalho com entidades médicas, mas a questão é que faltam médicos no Brasil e a culpa não é dos médicos brasileiros. Mas o único interesse que temos que observar são as necessidades de saúde da população", acrescentou.
Fonte - Agência Brasil  09/07/2013

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dilma anuncia hoje Programa mais Médicos visando atrair estrangeiros

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O pacote faz parte da intenção do governo de aumentar o número de médicos no país.


Correio Braziliense
Após a onda de protestos das últimas semanas, que tinha como um dos motes principais as reivindicações por melhorias no sistema de saúde pública, a presidente Dilma Rousseff anuncia hoje um conjunto de medidas para a área, batizado Programa mais Médicos. O pacote integra um dos cinco pactos propostos por ela como resposta às manifestações populares.
Elaboradas pelos ministérios da Saúde e da Educação, as ações estão em estudo há, pelo menos, seis meses e serão implementadas por medida provisória. Além de um edital de chamamento que tem como objetivo atrair médicos para atuar em áreas carentes, o pacote prevê abertura de mais vagas de graduação em medicina e na residência médica.
O pacote faz parte da intenção do governo de aumentar o número de médicos no país. A taxa de profissionais em relação à população é uma das mais baixas do continente: 1,8 para cada grupo de mil habitantes, menos que na Argentina (3,2 por mil) e na Venezuela (1,9 por mil). A prioridade é atrair brasileiros. Caso sobrem vagas, serão convocados profissionais do Brasil formados no exterior e estrangeiros. Quem vier de outros países deve ter registro de trabalho válido no local onde atua.
Fonte - Diário de Pernambuco  08/07/2013

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Os médicos de Cuba Espanha e Portugal

O caso dos médicos estrangeiros

Por Hermann Hoffman, no sítio da Adital:

Não tem volta. Não adianta o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) se desesperarem mais. O Governo Federal determinou: médicos espanhóis, portugueses e cubanos agora podem trabalhar no Brasil, nas áreas que muitos médicos brasileiros não querem ir. É oficial.
foto ilustração - redebrasilatual
Primeiro o acordo foi Cuba e agora com a Espanha. Só falta Portugal chegar a um entendimento. Os médicos formados nestes países chegarão ao Brasil nos próximos meses, e já adianto, a partir de 9 de julho, a empresa aérea Cubana iniciará voos noturnos semanais de Cuba para São Paulo.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os médicos estrangeiros podem trabalhar sem a revalidação dos diplomas por três anos, mas também, sem direito de se transferirem para as grandes capitais, como São Paulo. A medida será um paliativo para a deficiência de médicos nos pequenos municípios do Brasil.
Sobre o registro para exercer a profissão, um tema polêmico e o alvo principal das agressões do CFM e AMB, o ministro Padilha, informou que os profissionais terão uma autorização exclusiva para que só possam atuar em regiões específicas, onde há falta de médicos. Ele excluiu a possibilidade que a revalidação dos diplomas seja feita por provas como o Revalida, já que com esta modalidade o profissional estaria livre pra trabalhar em todo Brasil e não haveria a fixação nas zonas mais carentes.
O critério capital estabelecido pelo Governo Federal, para as cooperações médicas internacionais estão baseadas no descarte automático de países que tenham a taxa de médicos por 1.000 habitantes, inferior a do Brasil (1,95), como é o caso da Bolívia que tem 0,5 médicos por 1.000 habitantes ou o Paraguai que possui 1,3 por 1.000. Em contrapartida, países da região como Cuba, que conta com quase 7,0 médicos por cada 1.000 habitantes, a maior quantidade de médicos por habitantes do mundo, está incluído. De Cuba são esperados mais de 6 mil médicos que já passaram por aulas de português. Espanha e Portugal também irão enviar estes profissionais para o Brasil de acordo com o ministério da Saúde. Também serão descartados os médicos formados nas universidades que não sejam reconhecidas pelos próprios países.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que o Brasil possui 17,6 médicos para cada 10 mil pessoas, enquanto a Áustria possui 48 médicos a cada 10 mil cidadãos, contra 40 na Suíça, 37 na Bélgica, 34 na Dinamarca, 33 na França, 36 na Alemanha e 38 na Itália. É importante, que além da falta de médicos no Brasil, existe uma péssima distribuição geográfica. Em 2011, dos quase 372 mil médicos registrados no país, aproximadamente 209 mil estavam concentrados na Região Sudeste, e pouco mais de 15 mil na Região Norte, o cenário fiel da trágica distribuição no território nacional, fator que também estimula a entrada de médicos do exterior.
Por fim, para aqueles médicos e estudantes que preparam uma manifestação nacional, no próximo dia 25 de maio, contra a entrada de médicos estrangeiros no Brasil pela via proposta pelo Governo Federal, recomendo humildemente: mais que protestarem por um aumento necessário de médicos, é imprescindível tomarem doses de um bom antídoto chamado humanismo. Assim exercerão a medicina para o povo mais necessitado, por um povo carente e com o povo que clama.
Quem nos tira o direito a legalidade, subtrai do povo as possibilidades.
Fonte - Blog do Miro  23/05/2013