UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Bahia recebe incremento de nove mil vagas para Educação em Tempo Integral

Educação  📖

Ao todo, 96 escolas da Educação Básica irão ofertar a modalidade, sendo quatro na capital e as demais no interior. Este número representa 33 unidades de ensino a mais em relação a 2016 com Educação em Tempo Integral, com um incremento de 9 mil novas vagas para a modalidade. Com isso, a Secretaria amplia os tempos e espaços de formação escolar promovendo a formação humana integral do estudante.

Da Redação
foto - ilustração
A Secretaria da Educação do Estado irá ampliar a oferta da Educação em Tempo Integral na rede estadual em 2017. Ao todo, 96 escolas da Educação Básica irão ofertar a modalidade, sendo quatro na capital e as demais no interior. Este número representa 33 unidades de ensino a mais em relação a 2016 com Educação em Tempo Integral, com um incremento de 9 mil novas vagas para a modalidade. Com isso, a Secretaria amplia os tempos e espaços de formação escolar promovendo a formação humana integral do estudante.
“A Educação em Tempo Integral apresenta uma série de benefícios para os estudantes, que ficam mais tempo na escola, com acesso a conteúdos e atividades complementares que ajudam na sua formação humana e cidadã”, afirma o secretário da Educação do Estado da Bahia, Walter Pinheiro, ao acrescentar que esta é mais uma iniciativa da Secretaria para dinamizar o ambiente escolar. “Nossa preocupação é fazer com que o estudante aproveite todo o tempo na escola com atividades que sejam do seu interesse, seja nas áreas da Inovação, Tecnologia, da Arte ou do Esporte e que, portanto, sejam mais atrativas e estimulantes para sua aprendizagem”, destaca.
Além de Salvador, as novas ofertas são para as cidades de Itabuna, Ilhéus, Bom Jesus da Lapa, Paratinga, Barra da Estiva, Conceição do Coité, Serrinha, Teixeira de Freitas, Eunápolis, Sobradinho, Sento Sé, Barreiras, Candiba, Riachão do Jacuípe, Baixa Grande, Itaberaba, Piritiba, Cipó, Conde, Rio Real, Vitória da Conquista, Poções, Santo Amaro, Paulo Afonso, Candeias e Pojuca. Confira a relação das escolas que irão ofertas Educação em Tempo Integral no Portal da Educação. Nestas unidades, as matrículas acontecerão de 24 a 31 de janeiro.
Com a Educação em Tempo Integral, os estudantes ganham mais tempo e espaço para estudar, aprender e desenvolver ações pedagógicas em contextos diversos que aliam esporte, arte, trabalho, ciência e cultura. Nas atividades complementares, os estudantes contam, também, com aulas de iniciação científica e pesquisa, cidadania e participação estudantil, de relações étnico-raciais, culturais e de identidade, educação ambiental, comunicação digital e uso de mídias, adquirindo novas rotinas comportamentais.
A coordenadora da Educação Integral da Secretaria da Educação do Estado, Rowenna Brito, destaca que a Educação Integral procura efetivar a integralização dos diversos programas indutores da Educação Integral e a sinergia de suas ações com vistas à melhoria da qualidade do ensino nas escolas da rede estadual. “Esta proposta procura garantir o direito à educação e ao aprender das crianças, dos adolescentes e dos jovens baianos, ressignificando a importância social e institucional da escola na formação plena dos cidadãos. Seu principal objetivo é o de contribuir para a formação do sujeito na sua integralidade e para sua emancipação humana e social”.
Segundo Rowenna Brito, recursos da ordem de R$ 7 milhões, do Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral foram liberados para o ano letivo de 2017 e serão transferidos por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). “Os recursos repassados pelo MEC são importantes para que possamos reestruturar a Educação Integral, tanto no que se refere ao espaço físico, incluindo a aquisição de equipamentos, como à formação de pessoal”, pontua a gestora.

Referência
A experiência da Educação Integral da rede estadual da Bahia tem ultrapassado as fronteiras da Bahia. O Colégio Estadual Antonio Sérgio Carneiro – Tempo Integral, em Salvador, por exemplo, está entre as 178 instituições educacionais brasileiras reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC) como exemplos de inovação e criatividade na Educação Básica. A unidade educacional foi selecionada entre 683 organizações governamentais, escolas públicas e particulares de todo o país com iniciativas inovadoras que contribuem para o desenvolvimento da qualidade da educação no Brasil. Dentre as diversas atividades que o Colégio Estadual Antonio Sérgio Carneiro desenvolve, se destacam os projetos sobre valorização da identidade negra e quilombola e as ações sustentáveis voltadas para a Educação Ambiental.

Complexos Integrados

Ao investir na Educação em Tempo Integral, a Secretaria da Educação do Estado também implantou três Complexos Integrados de Educação (CIE) nas cidades de Itabuna, Porto Seguro e Itamaraju. Os complexos beneficiam diretamente três mil estudantes do Ensino Médio e abrigam, no turno diurno, ações de Educação Integral e, no turno noturno, ofertada a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o Ensino Médio Regular voltado a jovens e trabalhadores.
A gestão dos Complexos é compartilhada. A Universidade Federal do Sul da Bahia é responsável pela gestão pedagógica dos três complexos e pela assessoria da gestão administrativa, que é de competência da Secretaria da Educação. Os Complexos Integrados de Educação também têm espaço para o Ensino Superior, com o funcionamento dos Colégios Universitários (Cunis) da UFSB, com a oferta dos cursos de licenciaturas interdisciplinares.
Com informações da Secom Ba.  29/12/2016 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Investimentos do governo do Maranhão na educação,elevaram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2015

Educação

No Ensino Médio, cuja responsabilidade por 97% matrícula é do Governo do Estado, o Maranhão saiu do resultado de 2,8 em 2013 para 3,1, em 2015, um crescimento de 0,3 pontos no Ideb de um ciclo para outro.No comparativo em que se leva em consideração apenas a rede pública estadual de ensino, o Maranhão fica à frente do Pará, Mato Grosso, Bahia, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe.

Da Redação
foto - Handson Chagas
Os investimentos do governo Flávio Dino, desde os primeiros dias da gestão com foco na melhoria da educação, elevaram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Maranhão em 2015, no Ensino Médio, retirando o Estado da penúltima posição, que ocupava em 2013, e colocando-o em patamar de destaque no ranking nacional, como o segundo da federação que mais cresceu nesse nível de ensino. O resultado do Ideb 2015 foi divulgado nesta quinta-feira (8), pelo Ministério da Educação.
No Ensino Médio, cuja responsabilidade por 97% matrícula é do Governo do Estado, o Maranhão saiu do resultado de 2,8 em 2013 para 3,1, em 2015, um crescimento de 0,3 pontos no Ideb de um ciclo para outro.
No comparativo em que se leva em consideração apenas a rede pública estadual de ensino, o Maranhão fica à frente do Pará, Mato Grosso, Bahia, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe.
“Esse resultado divulgado hoje demonstra que no primeiro ano do nosso governo o Ensino Médio estadual melhorou muito. Saímos dos últimos lugares e fomos um dos Estados que mais evoluiu, e estamos só começando. Com as mudanças continuada que estamos implantando, tenho certeza que nosso próximo Ideb será ainda melhor“, destacou o Governador Flávio Dino.
O Ideb é constituído por indicadores educacionais como: taxa de aprovação, resultado da Prova Brasil (aplicada na 4ª e 8ª série do Ensino Fundamental nas escolas públicas de todo o Brasil) e os resultados do SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica – aplicado em uma amostra de escolas de Ensino Médio).
O índice estabelece não só médias para as redes estaduais, redes municipais e escolas de ensino fundamental, mas também define metas que deverão ser alcançadas pelas redes de ensino e serve como norteador de políticas de melhoria na qualidade das escolas públicas de todo país.
“Em 2013, estávamos em penúltimo no país, mas com a determinação da atual gestão de priorizar a educação com foco na qualidade do ensino público e no crescimento do Ideb, tanto das redes municipais como da rede pública estadual, com várias ações de organização docente, revitalização da rede física das escolas e fortalecimento das ações pedagógicas com impacto na sala de aula, obtivemos um crescimento expressivo em 2015, apontou o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão. “O Governo do Estado celebra, pois estamos acertando e construindo caminhos sólidos para que os resultados de 2017 sejam ainda melhores e marquem a história da educação maranhense“.

Crescimento
O fortalecimento do regime de colaboração entre o Governo do Estado e os municípios maranhenses, com as ações do Programa Escola Digna, que tem como um de seus objetivos a substituição de escolas de taipa por de alvenaria e assistência técnico-pedagógica às redes municipais com impacto direto no processo de ensino e de aprendizagem, também impactaram no resultado das redes municipais, que demonstram o crescimento de 4,3 em 2015, em relação a 2013, quanto tinham 4,2.

Ações para melhorar o Ideb
Além do fortalecimento do regime de colaboração com os municípios através do Programa Escola Digna, o secretário Felipe Camarão elencou outras medidas que impactaram no resultado do Ideb 2015, como: programas de alfabetização de adultos, a política educacional para o Ensino Médio: “Mais Ensino Médio”, com foco na revitalização curricular e protagonismo juvenil; processo democrático para escolha de Gestores Escolares, que envolve formação, plano de metas e avaliação de desempenho; obras de construção e restauração da rede física com alcance em mais 300 escolas estaduais; programa de correção de fluxo para séries iniciais e finais do Ensino Fundamental; concurso público, seletivo para professor; e a ampliação de jornada e unificação de matrículas docentes; além da implantação de Escolas de Educação Integral em tempo integral e de jornada curricular ampliada.
Com informações do Gov.do Maranhão 09/09/2016

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Programa Escola Digna se destaca com ações de transformação da educação no Maranhão

Educação

O programa tem por finalidade desenvolver uma série de ações com o objetivo de aprimorar e transformar o processo de ensino/aprendizagem na Educação Básica, elevando os índices educacionais do Estado.

Da Redação
Gov.Maranhão
Uma política educacional baseada nos princípios orientadores de inclusão social, respeito à diversidade, formação integral e integrada, gestão democrática e participativa, ensino comprometido e aprendizagem significativa e espaços escolares dignos e acolhedores. Essas são as metas definidas na Macropolítica de Educação do Maranhão, o Programa ‘Escola Digna’, implantado pelo governo Flávio Dino, desde o primeiro dia de gestão.
Em artigo publicado neste domingo (24), o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, destacou o Escola Digna como o maior programa educacional da história do Maranhão.
“O programa tem por finalidade desenvolver uma série de ações com o objetivo de aprimorar e transformar o processo de ensino/aprendizagem na Educação Básica, elevando os índices educacionais do Estado. Com eixos estruturantes, norteia a gestão para atingir o que destacamos como os principais objetivos do Governo do Estado para a área educacional, que é a transformação de nossas escolas em espaços dotados de estruturas adequadas, que garantam as condições necessárias para o processo de ensino e aprendizagem; e a valorização e qualificação de nossos professores, para que esses profissionais sintam orgulho em integrar a nossa rede de ensino”, enfatizou o secretário.
No artigo, Felipe Camarão destacou como principal ponto do programa a construção de prédios de alvenaria em substituição a escolas de taipa, palha, galpões e afins que, na contramão da dignidade humana, funcionam como escolas, negando a crianças, adolescentes, jovens e adultos, o acesso a uma educação de qualidade, transformadora e formadora, numa perspectiva de educação cidadã.

Escola no interior do Maranhão
O último dia 15 entrou para a história de 40 alunos do ensino fundamental e dos professores da Escola Pedro Álvares Cabral, no povoado Muriçoca, em Fortaleza dos Nogueiras, no Sul do Maranhão, como o marco de uma educação com mais dignidade.
A comunidade recebeu a primeira Escola Digna, que foi construída em parceria com a empresa Agrosserra. Funciona em um prédio com uma infraestrutura adequada, com carteiras, computadores, quadros brancos, cozinha e campinho para atividades de educação física. A meta é construir outras 302 escolas dignas até o fim da gestão.
Ainda no eixo da infraestrutura das escolas, o Governo do Maranhão, por meio do ‘Escola Digna’, está promovendo a construção, reconstrução e reforma de escolas de nível médio por todo o estado. Nesta primeira fase, 63 unidades escolares estão sendo reconstruídas, em cerca de 40 municípios.
Outras 300 escolas já passaram por serviços de manutenções de suas estruturas físicas, na rede elétrica, hidráulica, sanitária, pintura, entre outros ambientes. Com 1,2 mil unidades escolares na rede pública estadual, nestes 18 meses o Governo já conseguiu alcançar aproximadamente 30% das escolas estaduais, com serviços de melhorias em suas estruturas.

Eixos do ‘Escola Digna’
Além da infraestrutura, o Programa ‘Escola Digna’ é fundamentado em eixos estruturantes que compõem a Macropolítica, que vêm sendo transformados em ações efetivas na busca pela melhoria do ensino, de combate ao analfabetismo e de valorização dos profissionais da educação.
O ‘Eixo Ensino Médio Integrado em Tempo Integral’, tem como foco o desenvolvimento de ações educativas integradas de tempo integral para formação holística dos educandos e educadores em espaços para práticas de estudos, pesquisa, formação continuada, empreendedorismo, entretenimento e lazer.
Esse eixo se efetiva com a implantação, até o fim desta gestão, dos Núcleos de Educação Integral, que são espaços de acolhimento aos alunos das diversas escolas de uma determinada área, e dos Centros de Educação Integral, a serem instalados na própria unidade de ensino e que estão em fase avançada de licitação. A duas iniciativas estão sendo efetivadas por inciativa do governador Flávio Dino, por intermédio do Decreto nº 30.620 de 02 de janeiro de 2015.
“O Maranhão já deu o primeiro passo em direção a uma política de Estado de Educação Integral, com a criação de unidades do Instituto de Educação de Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA), e os primeiros Centros de Ensino Médio Integral que estão em fase de instalação, além dos núcleos de educação integral”, ressaltou o secretário Felipe Camarão.

Formação Continuada
A Formação Continuada dos Profissionais da Educação também compõe um dos eixos do programa e visa a valorização do educador e melhoria da qualidade da educação. Em 18 meses, por meio desse eixo o Escola Digna alcançou mais de 4 mil horas de ações formativas nas etapas e modalidades da educação básica, com a participação efetiva dos profissionais do Sistema Estadual de Educação. O Estado implantará o Centro de Formação de Professores, com o objetivo de intensificar estas ações.
Além de contribuir com os municípios, construindo novas estruturas em substituição às escolas de taipa, o Governo do Maranhão investe em outras ações de Cooperação Técnica visando melhorar os indicadores educacionais do estado. São ações efetivas no atendimento pedagógico às escolas municipais, oferecendo subsídios para elaboração e implementação de orientações curriculares a partir das diretrizes nacionais e estaduais.
Está sendo colocado em prática o plano de continuidade do processo de municipalização do Ensino Fundamental, entre outras ações, que compõem este eixo do programa, que já garantiu, por meio de ação articulada com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), ofertar curso de especialização em Coordenação Pedagógica com participação de 405 profissionais das escolas dos 30 municípios de menor IDH, totalizando 400 horas de formação.
Outra grande iniciativa partiu do ‘Eixo Gestão Educacional’, que realizou, pela primeira vez na história do estado, a escolha de gestores escolares de forma democrática. Em sua primeira realização, 455 unidades da rede estadual de ensino escolheram seus diretores, contando com a participação de mais de 400 mil eleitores, entre professores, alunos, funcionários e pais de estudantes. Um novo processo eleitoral está em andamento para eleição nas demais escolas, até o final deste ano.
Com informações do Gov. do Maranhão  24/07/2016

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Acesso à pré-escola aumentou 17 pontos percentuais em uma década

Educação

Acesso à educação básica cresceu mais entre crianças da área rural, mais pobres e pardas.Também houve avanço constante nos últimos dez anos no acesso à educação básica para as crianças e jovens de 4 a 17 anos, passando de 89,5% para 93,6% entre 2005 e 2014, aumento de quatro pontos percentuais no período.

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil
Na última década, as crianças de 4 a 5 anos, idade correspondente a pré-escola, foram as que mais tiveram avanço no acesso à educação básica. O percentual de atendimento nessa faixa etária evoluiu de 72,5% em 2005, para 89,1% em 2014, o que representa uma variação de quase 17 pontos percentuais.
Também houve avanço constante nos últimos dez anos no acesso à educação básica para as crianças e jovens de 4 a 17 anos, passando de 89,5% para 93,6% entre 2005 e 2014, aumento de quatro pontos percentuais no período.
Os dados são de levantamento divulgado hoje (19) pela organização não-governamental Todos Pela Educação, feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa tem como objetivo monitorar a meta 1 da entidade, de garantir que toda criança e jovem de 4 a 17 anos frequente a escola. A meta estabelece que, até o ano de 2022, 98% dessas crianças e jovens devem estar matriculados na escola ou ter concluído o ensino médio.
A diretora executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, diz que, em parte, esses avanços se devem à Emenda Constitucional 59, de 2009, que dá prazo até este ano para que seja garantida a matrícula escolar a todos os brasileiros com idades entre 4 e 17 anos.
Outro fator, segundo ela, é o aumento da conscientização sobre a importância da educação infantil para garantir a aprendizagem nos anos seguintes da vida escolar. “Quanto antes a criança entra na escola, isso vai ajudá-la a se alfabetizar corretamente na idade certa e, consequentemente, aprender tudo que ela tem direito nas etapas posteriores”, disse.

Educação no campo
Na faixa de 4 a 17 anos, que abrange os estudantes da educação básica, o atendimento aos alunos que vivem na área rural cresceu mais que entre a população das áreas urbanas. Entre 2005 e 2014, o percentual de acesso à educação nessa faixa de idade na área rural passou de 83,8% para 92,5%; e o da área urbana, de 90,9% para 93,9%. O levantamento também mostra que o avanço foi maior entre pardos, seguido por pretos e brancos.
Em relação à faixa etária de 4 a 5 anos, também houve maior avanço no acesso à educação nas áreas rurais e entre as crianças pardas.
Segundo Priscila Cruz, esses segmentos eram os que estavam mais atrasados, portanto, era esperado que apresentassem maior evolução nos indicadores. Ela diz que os dados são motivo de comemoração e que é preciso mobilizar esforços para que os avanços se mantenham nos próximos anos.
“É uma boa notícia o Brasil conseguir avançar na inclusão, principalmente de uma população historicamente excluída. Você tem aí área rural, os 25% mais pobres, os pardos e negros. Eles constituem o grupo que mais cresceu. Isso é motivo de celebração e temos que nos inspirar nessa conquista dos últimos dez anos e aprofundá-la nos próximos”, disse.
Entre os estados que em que o acesso à educação básica na faixa de 4 a 17 anos mais cresceu na última década, em pontos percentuais, estão Rondônia (8,4), Pará (8,2) e Maranhão (6,7). Entre as crianças e jovens de 4 e 5 anos, o aumento no atendimento foi maior em Rondônia (36,6 pontos percentuais), Rio Grande do Sul (33,4) e Mato Grosso (25,1).
Fonte - Agência Brasil  19/01/2016

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Câmara aprova texto-base do PNE, destaques serão votados na próxima semana

Educação

Com a galeria tomada por estudantes, professores e trabalhadores da educação, a Câmara dos Deputados aprovou hoje (28), por unanimidade, o texto-base do projeto que institui o Plano Nacional de Educação (PNE).

Luciano Nascimento 
Repórter da Agência Brasil 

O PNE estabelece 20 metas a serem cumpridas nos próximos dez anos. Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo; o aumento de vagas em creches, no ensino médio, no profissionalizante e nas universidades públicas; a universalização do atendimento escolar para crianças de 4 a 5 anos e a oferta de ensino em tempo integral para, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica. O plano destina também 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação – atualmente são investidos menos de 6% do PIB.
Votação do texto-base do Plano Nacional de Educação na Câmara dos DeputadosJosé Cruz/Agência Brasil
De acordo com o relator, Ângelo Vanhoni (PT-PR), a educação integral é a meta mais revolucionária do PNE. “Em países desenvolvidos, os pais levam os alunos à escola às 7h da manhã e pegam às 17h. Isso porque a grade curricular, os sistemas municipais de ensino, contam com os conteúdos básicos – matemática, português, história, etc – e aulas de reforço no período da tarde, com tempo de sobra ainda para aulas de música, dança”, comparou.
Os deputados votaram conforme o parecer de Vanhoni, que alterou o texto aprovado no Senado. A principal mudança foi a alteração no artigo que trata do financiamento da educação.
A comissão especial da Câmara que debatia a proposta aprovou a meta de atingir a aplicação de 10% do PIB em educação pública ao final dos dez anos, conforme versão aprovada pela Casa em 2012. O texto do Senado previa que os recursos também poderiam ser utilizados em isenção fiscal e em subsídios a programas de financiamento estudantil.
Nas galerias da Câmara, estudantes, professores e profissionais de educação seguravam cartazes e pediam a aprovação do PNE. Os manifestantes foram autorizados a acompanhar a votação no plenário e comemoraram o resultado sob os gritos de “10% do PIB para educação”.
A votação do texto-base foi uma maneira de ganhar tempo na negociação dos temas considerados polêmicos como o que trata do financiamento da educação. O tema vai ser debatido novamente na próxima semana quando os deputados devem votar os destaques ao texto.
Outro ponto a ser debatido é a possibilidade de a União ter de complementar recursos de estados, Distrito Federal e municípios se estes não atingirem o montante necessário para cumprir padrões de qualidade na educação, conceituados como Custo Aluno Qualidade inicial (CAQi) e Custo Aluno Qualidade (CAQ).
A votação dos destaques do PNE farão parte do esforço concentrado anunciado nessa quarta-feira, pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A intenção de realizar um esforço concentrado para votar matérias de maior apelo da sociedade.
Fonte - Agência Brasil  28/05/2014

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

País tem 40,3 milhões de matrículas na educação básica

Educação


O resultado preliminar do Censo Escolar de 2013 mostra que, em todo o país, 40.366.076 estudantes estão matriculados na educação básica das redes pública estadual e municipal de ensino. A informação foi publicada na edição desta segunda-feira (23) do Diário Oficial da União

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O resultado preliminar do Censo Escolar de 2013 mostra que, em todo o país, 40.366.076 estudantes estão matriculados na educação básica das redes pública estadual e municipal de ensino. A informação foi publicada na edição de hoje (23) do Diário Oficial da União.
As matrículas referem-se a creche, pré-escola, ensinos fundamental e médio, educação de jovens e adultos e educação especial. Abrangem ainda as áreas urbanas e rurais e a educação em tempo parcial e integral.
No resultado preliminar, com mais de 600 páginas, estão detalhadas as matrículas de cada município do país. O número de estudantes matriculados na educação especial é 653.378, e os demais estudantes, 39.712.698.
Com a publicação dos dados preliminares, os estados e municípios têm 30 dias para retificar números que possam estar incorretos, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Após o prazo, o Inep vai divulgar o censo escolar final.
Os dados não contabilizam as matrículas das redes federal e privada de ensino.
Fonte - Agência Brasil  23/09/2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

Cuba: 50 verdades que Yoani Sánchez ocultara

A famosa opositora está realizando uma turnê mundial de 80 dias em cerca de doze países do mundo para falar sobre Cuba. Mas não dirá tudo...

OperaMundi

OperaMundi
1. O artigo 1705 da Lei Torricelli, de 1992, adotada pelo Congresso norte-americano, estipula que: “Os Estados Unidos fornecerão apoio a organizações não-governamentais apropriadas, para apoiar indivíduos e organizações que promovam uma mudança democrática não-violenta em Cuba”.
2. O artigo 109 da Lei Helms-Burton, de 1993, aprovada pelo Congresso, confirma essa política: “O Presidente [dos EUA] está autorizado a proporcionar assistência e oferecer todo tipo de apoio a indivíduos e organizações não-governamentais independentes para apoiar os esforços com vistas a construir a democracia em Cuba”.
3. A agência espanhola EFE fala de “opositores pagos pelos EUA” em Cuba.
4. Segundo a agência britânica Reuters, “o governo norte-americano proporciona abertamente apoio financeiro federal para as atividades dos dissidentes”.
5. A agência de notícias norte-americana The Associated Press reconhece que a política de financiar a dissidência interna em Cuba não é nova: “Há muitos anos, o governo dos EUA vem gastando milhões de dólares para apoiar a oposição cubana”.
6. Jonathan D. Farrar, ex-chefe da Seção de Interesses Norte-americanos em Havana (SINA), revelou que alguns aliados dos EUA, como o Canadá, não compartilham da política de Washington: “Nossos colegas canadenses nos perguntaram o seguinte: Por acaso alguém que aceita dinheiro dos EUA deve ser considerado um preso político?”
7. Para Farrar, “Nenhum dissidente tem uma visão política que poderia ser aplicada em um futuro governo. Ainda que os dissidentes não admitam, são muito pouco conhecidos em Cuba fora do corpo diplomático e midiático estrangeiro […]. É pouco provável que desempenhem um papel significativo em um governo que sucederia ao dos irmãos Castro”.
8. Farrar afirmou que “os representantes da União Europeia desqualificaram os dissidentes nos mesmos termos que os do governo de Cuba, insistindo no fato de que não representam a ninguém”.
9. Cuba dispõe da taxa de mortalidade infantil (4,6 por mil) mais baixa do continente americano – incluindo Canadá e EUA – e do terceiro mundo.
10. A American Association for World Health, cujo presidente de honra é Jimmy Carter, aponta que o sistema de saúde de Cuba é “considerado de modo uniforme como o modelo preeminente para o terceiro mundo”.
11. A American Association for World Health aponta que “não há barreiras raciais que impeçam o acesso à saúde” e ressalta “o exemplo oferecido por Cuba, o exemplo de um país com a vontade política de fornecer uma boa atenção médica a todos os cidadãos”.
12. Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total), Cuba é, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a nação melhor dotada do mundo neste setor.
13. Segundo a New England Journal of Medicine, a mais prestigiada revista médica do mundo, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito […]. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA.
14. Segundo o Escritório de Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Cuba é o único país da América Latina e do Terceiro Mundo que se encontra entre as dez primeiras nações do mundo com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano sobre três critérios, expectativa de vida, educação e nível de vida durante a última década.
15. Segundo a Unesco, Cuba dispõe da taxa de analfabetismo mais baixa e da taxa de escolarização mais alta da América Latina.
16. Segundo a Unesco, um aluno cubano tem o dobro de conhecimentos do que uma criança latino-americana. O organismo enfatiza que “Cuba, ainda que seja um dos países mais pobres da América Latina, dispõe dos melhores resultados quanto à educação básica”.
17. Um informe da Unesco sobre a educação em 13 países da América Latina classifica Cuba como a primeira em todos os aspectos.
18. Segundo a Unesco, Cuba ocupa o décimo sexto lugar do mundo – o primeiro do continente americano – no Índice de Desenvolvimento da Educação para todos (IDE), que avalia o ensino primário universal, a alfabetização dos adultos, a paridade e a igualdade dos sexos, assim como a qualidade da educação. A título de comparação, EUA está classificado em 25° lugar.
19. Segundo a Unesco, Cuba é a nação do mundo que dedica a parte mais elevada do orçamento nacional à educação, com cerca de 13% do PIB.
20. A Escola Latino-americana de Medicina de Havana é uma das mais prestigiadas do continente americano e já formou dezenas de milhares de profissionais da saúde de mais de 123 países do mundo.
21. O Unicef enfatiza que “Cuba é um exemplo na proteção da infância”.
22. Segundo Juan José Ortiz, representante da Unicef em Havana, em Cuba “não há nenhuma criança nas ruas. Em Cuba, as crianças ainda são uma prioridade e, por isso, não sofrem as carências de milhões de crianças da América Latina, que trabalham, são exploradas ou caem nas redes de prostituição”.
23. Segundo o Unicef, Cuba é um “paraíso para a infância na América Latina”.
24. O Unicef ressalta que Cuba é o único país da América Latina e do terceiro mundo que erradicou a desnutrição infantil.
25. A organização não governamental Save the Children coloca Cuba no primeiro lugar entre os países em desenvolvimento no quesito condições de maternidade, à frente de Argentina, Israel ou Coreia do Sul.
26. A primeira vacina do mundo contra o câncer de pulmão, a Cimavax-EGF, foi elaborada por pesquisadores cubanos do Centro de Imunologia Molecular de Havana.
27. Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, cerca de 132 mil médicos cubanos e outros profissionais da saúde colaboram voluntariamente em 102 países.
28. Ao todo, os médicos cubanos atenderam mais de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas em todo o planeta.
29. Atualmente, 38.868 colaboradores sanitários cubanos, entre eles 15.407 médicos, oferecem seus serviços em 66 nações.
30. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) “um dos exemplos mais exitosos da cooperação entre cubana com o Terceiro Mundo tem sido o Programa Integral de Saúde América Central, Caribe e África”.
31. Em 2012, Cuba formou mais de 11 mil novos médicos: 5.315 são cubanos e 5.694 são de 69 países da América Latina, África, Ásia… e inclusive dos Estados Unidos.
32. Em 2005, com a tragédia causada pelo furacão Katrina em Nova Orleans, Cuba ofereceu a Washington 1.586 médicos para atender as vítimas, mas o presidente da época, George W. Bush, rejeitou a oferta.
33. Depois do terremoto que destruiu o Paquistão em novembro de 2005, 2.564 médicos cubanos atenderam as vítimas durante mais de oito meses. Foram montados 32 hospitais de campanha, entregues prontamente às autoridades do país. Mais de 1,8 milhões de pacientes foram tratados e 2.086 vidas foram salvas. Nenhuma outra nação ofereceu uma ajuda tão importante, nem sequer os EUA, principal aliado de Islamabad. Segundo o jornal britânico The Independent, a brigada médica cubana foi a primeira a chegar e a última a deixar o país.
34. Depois do terremoto no Haiti, em janeiro de 2012, a brigada médica cubana, presente desde 1998, foi a primeira a atender a população e curou mais de 40% das vítimas.
35. Segundo Paul Farmer, enviado especial da ONU, em dezembro de 2012, quando a epidemia de cólera alcançou seu ápice no Haiti com uma taxa de mortalidade sem precedentes e o mundo voltava sua atenção para outro lado, a “metade das ONG já tinham se retirado, enquanto os Cubanos ainda estavam presentes”.
36. Segundo o PNUD, a ajuda humanitária cubana representa, proporcionalmente ao PIB, uma porcentagem superior à media das 18 nações mais desenvolvidas.
37. Graças à Operação Milagre, lançada por Cuba e Venezuela em 2004, e que consiste em operar gratuitamente as populações pobres vítimas de cataratas e outras doenças oculares, mais de dois milhões de pessoas procedentes de 35 países puderam recuperar a visão.
38. O programa de alfabetização cubano "Yo, sí puedo", lançado em 2003, já permitiu que mais de cinco milhões de pessoas de 28 países diferentes, incluindo da Espanha e da Austrália, aprendessem a ler, escrever e a somar.
39. Desde a criação do Programa humanitário Tarará, em 1990, em resposta à catástrofe nuclear de Chernobil, cerca de 30 mil crianças 5 e 15 anos foram tratadas gratuitamente em Cuba.
40. Segundo Elías Carranza, diretor do Instituto Latinoamericano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente, Cuba erradicou a exclusão social graças “a grandes conquistas na redução da criminalidade”. Trata-se do “país mais seguro da região, [enquanto que] a situação em relação aos crimes e à falta de segurança em escala continental se deteriorou nas últimas três décadas com o aumento do número de mortes nas prisões e no exterior”.
41. Em relação ao sistema de Defesa Civil cubano, o Centro para a Política Internacional de Washington, dirigido por Wayne S. Smith, ex-embaixador norte-americano em Cuba, aponta em um informe que “não há nenhuma dúvida quando à eficiência do sistema cubano. Apenas alguns cubanos perderam a vida nos 16 furacões mais importantes que atingiram a ilha na última década, e a propabilidade de se perder a vida em um furacão nos EUA é 15 vezes maior do que em Cuba”.
42. O informe da ONU sobre “O estado da insegurança alimentar no mundo 2012” aponta que os únicos países que erradicaram a fome na América Latina são Cuba, Chile, Venezuela e Uruguai.
43. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), “as medidas aplicadas por Cuba na atualização de seu modelo econômico com vistas a conseguir a soberania alimentar podem se converter em um exemplo para a humanidade”.
44. Segundo o Banco Mundial, “Cuba é reconhecida internacionalmente por seus êxitos no campo da educação e da saúde, com um serviço social que supera o da maioria dos países em vias de desenvolvimento e, em alguns setores, é comparável ao de países desenvolvidos”.
45. O Fundo das Nações Unidas para a População salienta que Cuba “adotou, há mais de meio século, programas sociais muito avançados, que permitiram ao país alcançar indicadores sociais e demográficos comparáveis aos dos países desenvolvidos”.
45. Desde 1959, e da chegada de Fidel Castro ao poder, nenhum jornalista foi assassinado em Cuba. O último que perdeu a vida foi Carlos Bastidas Argüello, assassinado pelo regime militar de Batista em 13 de maio de 1958.
47. Segundo o informe de 2012 da Anistia Internacional, Cuba é um dos países da América que menos viola os direitos humanos.
48. Segundo a Anistia Internacional, as violações de direitos humanos são mais graves nos EUA do que em Cuba.
49. Segundo a Anistia Internacional, atualmente, não há nenhum preso político em Cuba.
50. O único país do continente americano que não mantém relações diplomáticas e comerciais normais com Cuba são os EUA.
* Doutor em Estudos Ibéricos e Latino-americanos da Universidade Paris Sorbonne-Paris IV, Salim Lamrani é professor titular da Université de la Réunion e jornalista, especialista nas relações entre Cuba e Estados Unidos. Seu último livro se intitula Etat de siège. Les sanctions économiques des Etats-Unis contre Cuba, Paris, Edições Estrella, 2011, com prólogo de Wayne S. Smith e prefácio de Paul Estrade.

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Fonte - OperaMundi  28/02/2013