UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

O aquecimento de 2°C liberaria bilhões de toneladas de carbono do solo

Meio ambiente  🌱

O novo estudo de pesquisa internacional, liderado pela Universidade de Exeter, revela a sensibilidade do turnover do carbono do solo ao aquecimento global e, subsequentemente, reduz pela metade a incerteza sobre isso nas projeções de mudanças climáticas futuras. 

Da Redação
divulgação/Revista Amazônia
Os solos globais contêm duas a três vezes mais carbono do que a atmosfera, e temperaturas mais altas aceleram a decomposição – reduzindo a quantidade de tempo que o carbono passa no solo (conhecido como “turnover de carbono no solo”). O novo estudo de pesquisa internacional, liderado pela Universidade de Exeter, revela a sensibilidade do turnover do carbono do solo ao aquecimento global e, subsequentemente, reduz pela metade a incerteza sobre isso nas projeções de mudanças climáticas futuras. A estimativa de 230 bilhões de toneladas de carbono liberada com o aquecimento de 2 ° C (acima dos níveis pré-industriais) é mais de quatro vezes o total das emissões da China e mais do que o dobro das emissões dos Estados Unidos nos últimos 100 anos. “Nosso estudo descarta as projeções mais extremas, mas mesmo assim sugere perdas substanciais de carbono do solo devido à mudança climática com aquecimento de apenas 2 ° C, e isso nem mesmo inclui perdas de carbono mais profundo do permafrost”, disse a coautora Dra. Sarah Chadburn , da Universidade de Exeter. Esse efeito é chamado de “ feedback positivo “ – quando a mudança climática causa efeitos indiretos que contribuem para mais mudanças climáticas. A resposta do carbono do solo às mudanças climáticas é a maior área de incerteza na compreensão do ciclo do carbono nas projeções das mudanças climáticas. Para resolver isso, os pesquisadores usaram uma nova combinação de dados observacionais e Modelos do Sistema Terrestre – que simulam o clima e o ciclo do carbono e, subsequentemente, fazem previsões sobre as mudanças climáticas. “Nós investigamos como o carbono do solo está relacionado à temperatura em diferentes locais da Terra para descobrir sua sensibilidade ao aquecimento global”, disse a autora Rebecca Varney, da Universidade de Exeter. Modelos de última geração sugerem uma incerteza de cerca de 120 bilhões de toneladas de carbono a 2°C de aquecimento médio global. O estudo reduz essa incerteza para cerca de 50 bilhões de toneladas de carbono. O co-autor, Professor Peter Cox, do Exeter’s Global Systems Institute, disse: “Reduzimos a incerteza nesta resposta à mudança climática , que é vital para calcular um orçamento global de carbono preciso e cumprir com sucesso as metas do Acordo de Paris.” O estudo, publicado na Nature Communications , é intitulado: “Uma restrição espacial emergente na sensibilidade da renovação do carbono do solo ao aquecimento global”. O trabalho foi realizado em colaboração com cientistas do Met Office e institutos nos EUA e na Suécia.
Fonte - Revista Amazônia  17/12/2020

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Estudo de viabilidade para implantação de teleférico em Salvador sera apresentado em 90 dias

Mobilidade Urbana  🚇

O estudo vai contemplar cinco regiões. São elas: Fazenda Grande do Retiro, Bonocô, Bom Juá, Detran e Pernambués. Essas áreas foram definidas preliminarmente, a partir da proposta de integração com metrô. Além do projeto de viabilidade socioeconômica, a Egis também será responsável pela elaboração de projeto básico de uma das linhas do teleférico, definida pelo Governo do Estado.

Da Redação
foto - ilustração
Estudos de viabilidade socioeconômica e técnicos de engenharia para a implantação de teleféricos em Salvador deverão ser apresentados nos próximos 90 dias à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). O prazo foi apresentado ao secretário Fernando Torres, na tarde desta terça-feira (15), durante reunião com a Egis – responsável pela elaboração do estudo.
O estudo vai contemplar cinco regiões. São elas: Fazenda Grande do Retiro, Bonocô, Bom Juá, Detran e Pernambués. Essas áreas foram definidas preliminarmente, a partir da proposta de integração com metrô. Além do projeto de viabilidade socioeconômica, a Egis também será responsável pela elaboração de projeto básico de uma das linhas do teleférico, definida pelo Governo do Estado. A escolha dos locais levou em consideração a distância e a geografia dos bairros, o que permitiria a integração com outros modais de transporte, em especial o metrô.
Representantes da Egis apresentaram, ainda, outros detalhes da implantação desse sistema de teleférico, a exemplo de prazo para execução do sistema entre 12 e 24 meses; facilmente adaptável ao terreno e entorno; estações com baixo grau de ocupação, além de um fluxo máximo de passageiros, com alta capacidade de até 5 mil pessoas por hora/sentido. “Após a elaboração da viabilidade socioeconômica e do projeto básico, partimos para uma nova fase: a definição da primeira linha a ser implantada com integração com o metrô”, disse o presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eduardo Copello.
O secretário Fernando Torres ressaltou o impacto social do projeto, assim como a economia de tempo e gastos com transporte. “Além de alimentar o metrô, o teleférico vai alcançar os bairros desfavorecidos em função de sua posição e geografia. Esse é um projeto voltado, entre outras coisas, a pessoas com mobilidade reduzida”, ressaltou o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano.
Com informações da Sedur Ba.  15/02/2017

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Estudo da OMM diz que 2016 deverá ser o ano mais quente da história

Clima/Meio ambiente 🌅

De acordo com dados preliminares apresentados pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o aumento da temperatura global neste ano será 1,2°C acima dos níveis pré-industriais. Segundo o levantamento, as temperaturas registradas entre janeiro e setembro de 2016 ficaram 0,88°C mais altas do que a média entre 1961 e 1990 (14ºC).

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Ag.Brasil
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou hoje (14) um estudo no qual aponta que 2016 "provavelmente" seja o ano mais quente da história, superando o recorde batido em 2015. De acordo com dados preliminares apresentados pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o aumento da temperatura global neste ano será 1,2°C acima dos níveis pré-industriais. Segundo o levantamento, as temperaturas registradas entre janeiro e setembro de 2016 ficaram 0,88°C mais altas do que a média entre 1961 e 1990 (14ºC). A média é adotada como referência para acompanhar as temperaturas.
O pico de temperatura foi registrado nos primeiros meses do ano devido à intensidade registrada em 2015 e 2016 do fenômeno conhecido como El Niño, que provoca o aquecimento da temperatura das águas em alguns pontos do Oceano Pacífico. O calor oceânico decorrente deste fenômeno contribuiu também para o branqueamento dos recifes de coral e a elevação do nível do mar acima do normal, informou a OMM.
Arquivo/Ag.Brasil
Ainda segundo a entidade, apesar de o calor do El Niño já ter amenizado, os efeitos da subida de temperatura continuarão a ser sentidos no planeta. Também contribuem para a alta das temperaturas as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, acrescenta o estudo. De acordo com a OMM, em 2015, as concentrações médias anuais de dióxido de carbono em todo o mundo chegaram pela primeira vez a 400 partes por milhão.
"Em áreas árticas da Rússia, as temperaturas ficaram 6°C a 7°C acima da média de longo prazo. Em muitas outras regiões árticas e subárticas na Rússia, no Alasca e no noroeste canadense a média foi ultrapassada em pelo menos 3°C", disse por meio de nota o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.
O secretário acrescenta que o aumento na frequência de enchentes e de ondas de calor, bem como o aumento do nível do mar, se devem a essas alterações climáticas. Taalas acrescentou que a OMM manterá a posição de apoio para que o Acordo de Paris seja colocado em prática. As formas de efetivar o Acordo estão sendo debatidas na 22ª edição da Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas (COP22) em Marrakesh, Marrocos.
Fonte - Agência Brasil  14/11/2016

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Estudo do Ipea aponta perda maior de renda para trabalhadores que ganham menos

Economia

A crise da economia brasileira está batendo diferente no bolso dos brasileiros, e há quem duvide de que as medidas que estão sendo anunciadas pela equipe econômica do presidente Michel Temer possam reverter esse cenário a curto prazo.

Sputnik
foto - ilustração
Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que, de junho deste ano a junho do ano passado, a deterioração do mercado de trabalho afeta mais os trabalhadores que ganham menos de um salário mínimo. Para esse grupo, a perda salarial chegou a 9% no segundo trimestre deste ano, enquanto para as faixas de renda mais altas, os 10% da população que recebem os maiores salários, houve aumento real de 2,38% no período.O levantamento mostra também que a renda média dos trabalhadores ocupados caiu 4,2% no segundo trimestre em relação a igual período de 2015.
O estudo do Ipea também abordou a questão o desemprego, cuja maior variação de taxa ocorreu na parcela da população com mais de 59 anos. Esse índice aumentou 132% entre o último trimestre de 2014 e o segundo trimestre deste ano. O aumento do desemprego também foi maior para os idosos este ano, passando de 3,29% no primeiro trimestre para 4,75% no segundo, um avanço de 44%.
Em entrevista à Sputnik Brasil, o coordenador do Grupo de Estudos de Conjuntura na Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Souza Júnior, diz que os grupos com menor renda foram os mais impactados. "Houve queda do rendimento real. Embora o número pareça indicar uma piora na distribuição de renda do rendimento do trabalho, como houve muitos outros acontecimentos também nas distribuições intermediárias, houve uma certa estabilidade no período da crise", diz Souza Júnior, observando que se a pessoa perdeu o emprego nos últimos 12 meses terminados em junho último ela não está sendo considerada na pesquisa. Ainda assim, o especialista do Ipea observa que, enquanto na faixa etária dos mais jovens em que o desemprego é mais alto, em termos percentuais no período da crise, na comparação do segundo trimestre de 2016 com o primeiro houve uma certa estabilidade. Ele também afirma que houve um aumento na busca por emprego, principalmente para complementar a renda familiar que tem caído consideravelmente nos últimos meses. "As pessoas procuram emprego para tentar minimizar esses efeitos. É um fenômeno que vem acontecendo há mais tempo porque as pessoas hoje se aposentam muito cedo quando você compara com a capacidade laboral de uma pessoa nessa idade, capacidade que ela talvez não tivesse décadas atrás."
Fonte - Sputnik  21/09/2016

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Estudo revela riqueza cultural entre índios no Brasil - 305 etnias e 274 línguas

Povos Indígenas 

O número de indígenas que moram em áreas urbanas brasileiras está diminuindo, mas crescendo em aldeias e no campo.As conclusões integram o mais detalhado estudo já feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os povos indígenas brasileiros, baseado no Censo de 2010 e lançado nesta semana.

Revista Amazônia
Revista Amazônia
Há mais indígenas em São Paulo do que no Pará ou no Maranhão. O número de indígenas que moram em áreas urbanas brasileiras está diminuindo, mas crescendo em aldeias e no campo. O percentual de índios que falam uma língua nativa é seis vezes maior entre os que moram em terras indígenas do que entre os que vivem em cidades.
As conclusões integram o mais detalhado estudo já feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre os povos indígenas brasileiros, baseado no Censo de 2010 e lançado nesta semana.
Segundo o instituto, há cerca de 900 mil índios no Brasil, que se dividem entre 305 etnias e falam ao menos 274 línguas. Os dados fazem do Brasil um dos países com maior diversidade sociocultural do planeta. Em comparação, em todo o continente europeu, há cerca de 140 línguas autóctones, segundo um estudo publicado em 2011 pelo Instituto de História Europeia.
No “Caderno Temático: Populações Indígenas”, o IBGE faz um mapeamento inédito sobre a localização desses povos e sua movimentação ao longo das últimas décadas.
O estudo diz que, entre 2000 e 2010, os percentuais de indígenas brasileiros que vivem nas regiões Sul e Sudeste caíram, enquanto cresceram nas outras regiões. A região Norte abriga a maior parcela de índios brasileiros (37,4%), seguida pelo Nordeste (25,5%), Centro-Oeste (16%), Sudeste (12%) e Sul (9,2%).
Entre 2000 e 2010, também caiu o percentual de indígenas que moram em áreas urbanas, movimento contrário ao do restante da população nacional.

‘Retomadas’
Segundo a pesquisadora do IBGE Nilza Pereira, autora do texto que acompanha o estudo, uma das hipóteses para a redução no percentual de indígenas no Sul, Sudeste e em cidades são os movimentos de retorno a terras tradicionais.
Nas últimas décadas, intensificaram-se no país as chamadas “retomadas”, quando indígenas retornam às regiões de origem e reivindicam a demarcação desses territórios. Em alguns pontos, como no Nordeste e em Mato Grosso do Sul, muitos ainda aguardam a regularização das áreas, em processos conflituosos e contestados judicialmente.
Em outros casos, indígenas podem ter retornado a terras que tiveram sua demarcação concluída. Hoje 57,7% dos índios brasileiros vivem em terras indígenas.
Outra possibilidade, segundo Pereira, é que no Sul, Sudeste e nas cidades muitas pessoas que se declaravam como indígenas tenham deixado de fazê-lo.
Ainda que sua população indígena esteja em declínio, a cidade de São Paulo ocupa o quarto lugar na lista de municípios brasileiros com mais índios, com 13 mil. Parte do grupo vive em aldeias dos povos Guarani Mbya nos arredores da cidade, em territórios ainda em processo de demarcação.
O ranking é encabeçado por São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas. O município abriga 29 mil indígenas e foi o primeiro do país a aprovar como línguas oficiais, além do português, três idiomas nativos (tukano, baniwa e nheengatu).
O estudo mostra como morar numa terra indígena influencia os indicadores socioculturais dos povos. Entre os índios que residem nessas áreas, 57,3% falam ao menos uma língua nativa, índice que cai para 9,7% entre indígenas que moram em cidades.
Mesmo no Sul, região de intensa colonização e ocupação territorial, 67,5% dos índios que vivem em terras indígenas falam uma língua nativa, número só inferior ao da região Centro-Oeste (72,4%).
A taxa de fecundidade entre mulheres que moram em terras indígenas também é significativamente maior que entre as que vivem em cidades. Em terras indígenas, há 74 crianças de 0 a 4 anos para cada 100 mulheres, enquanto nas cidades há apenas 20.
Para Nilza Pereira, do IBGE, ao mostrar detalhes sobre indígenas de diferentes pontos do país, o estudo será útil para o planejamento de políticas públicas diferenciadas para esses povos. Os dados também foram usados na elaboração de vários mapas, que compõem o “Atlas Nacional do Brasil Milton Santos”.

Cultura indígena
O ativista indígena Denilson Baniwa, cofundador da Rádio Yandê, diz à BBC Brasil que o estudo ajuda a combater a falta de conhecimento sobre os povos indígenas no Brasil.
Baniwa, que mora no Rio de Janeiro e é publicitário, diz se deparar frequentemente com pessoas que acham que “o indígena ainda é aquele de 1500”. Segundo o ativista, muitos questionam por que ele se considera indígena mesmo falando português ou usando o computador em seu trabalho.
“Respondo que cultura não é algo estático, que ela vai se adaptando com o tempo. E pergunto a eles por que não vestem as mesmas roupas usadas pelos portugueses em 1500, por que não falam aquele mesmo português e por que não usam computadores de 1995.”
Para Baniwa, há ainda grande desconhecimento sobre as enormes diferenças culturais entre os povos indígenas brasileiros. Ele exemplifica citando dois povos de sua terra natal (a região do rio Negro, no Amazonas), os baniwa e os tukano.
“Comparar um baniwa a um tukano é como comparar um francês a um japonês. São povos com línguas, hábitos e características físicas bastantes distintas, e isso porque vivem bem próximos. Imagine a diferença entre um baniwa e um kaingang, um povo lá do Rio Grande do Sul?”
Ao mesmo tempo em que combate o preconceito contra indígenas que, como ele, moram em cidades, Baniwa afirma que cada povo deve ser livre para decidir como quer se relacionar com o resto da sociedade.
“Se um povo entender que o contato com o mundo moderno não será benéfico e que prefere ficar mais isolado em sua terra, vamos lutar para que essa decisão seja respeitada.”
Fonte - Revista Amazônia  04/07/2016

terça-feira, 21 de junho de 2016

Estudo apontará a viabilidade de levar VLT, BRS, BRT ou metrô até a Baixada Fluminense.

Mobilidade

A Câmara Metropolitana de Integração Governamental, ligada ao Governo do Estado do Rio, assinou acordo de cooperação com a Agence Francese de Développement (AFD), para desenvolver o levantamento.O que se analisará é a possibilidade de uso da faixa de domínio da ferrovia para a implantação de um modal de transporte e qual é o modelo mais adequado.

Extra - RF
foto - ilustração/Arquivo
Um estudo apontará a viabilidade para se levar o VLT, BRS, BRT ou metrô até a Baixada Fluminense. A ideia é aproveitar o ramal ferroviário entre as estações da Pavuna, na Zona Norte, e o bairro de Santa Rita, a dez quilômetros do Centro de Nova Iguaçu. A Câmara Metropolitana de Integração Governamental, ligada ao Governo do Estado do Rio, assinou acordo de cooperação com a Agence Francese de Développement (AFD), para desenvolver o levantamento.
Em contrato assinado sexta-feira, a AFD doou 200 mil euros, o equivalente a R$ 770 mil, para a realização do estudo. O que se analisará é a possibilidade de uso da faixa de domínio da ferrovia para a implantação de um modal de transporte e qual é o modelo mais adequado. O percurso de 18 quilômetros de extensão é utilizado atualmente pela MRS Logística, exclusivamente no transporte de carga.
O diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro, disse que o projeto beneficiaria a integração de mais de 400 mil moradores de Nova Iguaçu, Mesquita, São de Meriti e Rio de Janeiro. A Câmara prevê a valorização dos imóveis ao longo da ferrovia.
- Nosso objetivo é melhorar nossas políticas de mobilidade e desenvolvimento urbano da Região Metropolitana. Escolhemos um antigo leito ferroviário, que hoje é usado apenas para o transporte de cargas. Apesar de ser um território muito povoado, no local só existe o transporte por ônibus. Com o estudo de viabilidade, veremos como recuperar esse corredor, dando a ele não só uma dimensão de mobilidade, mas também de qualificação do ambiente urbano — afirmou Loureiro.
O prazo de conclusão do estudo é de seis meses. A empresa definirá a melhor forma de integração da mobilidade urbana e o uso compartilhado dos trilhos da MRS para o transporte de passageiros. Os trens cargueiros só utilizam a via uma vez por dia. Transportam, basicamente, minério de ferro. O ramal entre Pavuna e Santa Rita é uma concessão do Governo Federal. Atualmente, existem as estações de Éden, Rocha Sobrinho e Caioaba, mas não se sabe ainda se poderão ser aproveitadas.

Passageiros nos anos 1920
A AFD é uma agência de fomento, com investimentos em projetos de infraestrutura urbana. Os recursos serão repassados diretamente para Marc Olivier Maillefaud, da empresa Tectran, responsável por projeto semelhante em Tbilisi, na Geórgia. O historiador Gênesis Torres diz que o ramal já foi utilizado para o transporte de passageiros, aproximadamente, entre os anos 1920 e 1950.
-Tenho depoimento de moradores em 1930 dizendo que pegavam o trem e quanto pagavam pela passagem. É de suma importância o aproveitamento deste ramal para uma parte da população que deixou de ser beneficiada por culpa de uma opção errada pelo ônibus — acredita Gênesis.
Fonte - Revista Ferroviária  21/06/2016

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Estudo da Marinha aponta alta concentração de metais no Rio Doce

Meio Ambiente

Estudo feito com a Marinha do Brasil sobre o impacto da lama de rejeitos que vazou no Rio Doce encontrou alta concentração de quatro metais pesados.A pesquisa levou em conta amostras colhidas na foz do Rio Doce e no litoral norte do Espírito Santo pelo navio Vital de Oliveira, em novembro de 2015. Foi constatada alta concentração de quatro metais pesados.

Léo Rodrigues
Correspondente da Agência Brasil

Leonardo Merçon/Instituto Últimos Refúgios/Divulgação
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou, nesta quarta-feira (20), os resultados do estudo feito com a Marinha do Brasil sobre o impacto da lama de rejeitos que vazou no final do ano passado após o rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG).
A pesquisa levou em conta amostras colhidas na foz do Rio Doce e no litoral norte do Espírito Santo pelo navio Vital de Oliveira, em novembro de 2015. Foi constatada alta concentração de quatro metais pesados. No entanto, não foi possível confirmar a relação entre a contaminação e os rejeitos vazados na tragédia.
Na região marítima próxima à foz do Rio Doce, foi observada a presença de arsênio, manganês e selênio acima do limite estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Já na região de água doce foi encontrado excesso de manganês, selênio e chumbo. Em suas considerações finais, o relatório com os resultados sugere que os órgãos públicos competentes acompanhem “os impactos do acúmulo dos metais, principalmente aqueles em maiores concentrações".
Em nota, a Samarco informou que não teve acesso ao relatório da Marinha, mas destacou que a composição de seu rejeito não tem metais pesados. A mineradora disse ainda que faz, desde o dia 7 de novembro de 2015, o monitoramento da qualidade da água e sedimentos em 118 pontos distribuídos ao longo da bacia do Rio Doce e no mar e também destacou um estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) feito em dezembro de 2015. A agência teria indicado que "no mesmo período em que a Marinha analisou o ambiente marinho, a qualidade da água do Rio Doce já se encontrava em condições semelhante aos padrões observados em 2010".

ICMbio
No início do mês, o Ministério Público Federal (MPF) divulgou os resultados de uma pesquisa feita pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que também apontava contaminação do mar e de animais marinhos no litoral do Espírito Santo. A confirmação de altos níveis de arsênio, chumbo e cádmio levaram o procurador Jorge Munhós de Souza a recomendar a ampliação da área de proibição da pesca na foz do Rio Doce.
Os estudos do ICMBio também não permitiram afirmar com segurança que a contaminação era decorrente da chegada ao oceano dos rejeitos de mineração espalhados após o rompimento da barragem da Samarco. Na ocasião, a mineradora disse que os estudos apresentados pelo ICMBio eram preliminares e não conclusivos.
“O que chama atenção até o momento é que os próprios pesquisadores não apontam uma relação entre os resultados encontrados e o episódio de Mariana. Inclusive os metais encontrados não estão associados ao tipo de rejeito que havia na barragem”, disse o gerente de engenharia ambiental da Samarco Paulo Cezar de Siqueira.

Fred Loureiro/Secom ES
Sigilo
Os resultados do estudo haviam sido considerados sigilosos pela Marinha e ficaram restritos por mais de três meses
Os resultados do estudo haviam sido considerados sigilosos pela Marinha e ficaram restritos por mais de três meses. Sua liberação ocorre após a organização não governamental (ONG) Transparência Capixaba anunciar que entraria com uma ação na Justiça para poder ter acesso ao documento. "Pela Lei de Acesso à Informação, não há absolutamente qualquer motivo para que estas informações sejam consideradas sigilosas ou que envolvam a segurança nacional", disse ontem (19) o integrante da ONG Edmar Camata.
Apesar da queda do sigilo, a Marinha se recusou a fornecer o documento à reportagem, que foi obtido somente por meio do Ibama. Nessa terça-feira (19), a ONG Transparência Capixaba havia criticado a dificuldade para se obter informações referentes aos desdobramentos do rompimento da barragem em Mariana.
"Desde que ocorreu a tragédia, há uma déficit de informação muito grande. Quando começamos a demandar alguns órgãos públicos, notamos que havia um conluio das empresas e dos governos para negar informação", disse.
A barragem do Fundão, no distrito de Bento Rodrigues em Mariana (MG), se rompeu no dia 5 de novembro de 2015 ocasionando a morte de 19 pessoas. Considerada a maior tragédia ambiental do Brasil, o episódio também causou destruição de vegetação nativa e poluiu as águas da bacia do Rio Doce.
Fonte - Agência Brasil  21/04/2016

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Governo do MT assina contrato de consultoria para o VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos

O contrato e a ordem de serviço foram publicados no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (04).De acordo com a publicação, a empresa irá preparar relatórios detalhados sobre a viabilidade financeira do modal,o cronograma de término da obra, a estimativa de demandas de operação durante os próximos 20 anos,uma proposta de integração do modal à matriz de transporte das duas cidades,bem como o cronograma de desembolso do Estado para a implantação do VLT.

Mídia News - MT
foto - ilustração
O secretário de Estado de Cidades, Eduardo Chiletto, assinou a contratação, por R$ 3,8 milhões, da empresa KPMG Consultoria Ltda, que será responsável por uma consultoria especializada nas obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande.
O contrato e a ordem de serviço foram publicados no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (04).
De acordo com a publicação, a empresa irá preparar relatórios detalhados sobre a viabilidade financeira do modal, o cronograma de término da obra, a estimativa de demandas de operação durante os próximos 20 anos, uma proposta de integração do modal à matriz de transporte das duas cidades, bem como o cronograma de desembolso do Estado para a implantação do VLT.
Serão produzidos relatórios que descrevem se os documentos apresentados pelo consórcio, no que diz respeito à solução de problemas, são suficientes
Os primeiros relatórios da consultoria deverão ser apresentados pela empresa em 45 dias após o início dos estudos.
Já a análise final tem prazo de 120 dias para ser concluída e entregue ao Estado.

O estudo
De acordo com o secretário, o início do trabalho será focado na estimativa de término das obras de implantação do VLT.
“Também serão produzidos relatórios que descrevem se os documentos apresentados pelo Consórcio VLT, no que diz respeito à solução de problemas verificados pelo Consórcio Planservi-Sondotécnica, são suficientes. A análise técnica sobre os reajustes financeiros solicitados pelo consórcio construtor também está na lista da primeira etapa de trabalho”, disse o secretário por meio de nota.

Polêmica
A contratação da empresa esteve envolvida em uma série de polêmicas na Assembleia Legislativa.
Isso porque o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) apresentou o que ele disse ser um “dossiê” com uma série de denúncias contra a KPMG.
Segundo o parlamentar, haveria suspeitas de direcionamento na contratação da empresa. Ele disse que a equipe técnica da Secretaria de Cidades, responsável pelo Termo de Referência do certame, teria desaconselhado a contratação da empresa.
Em resposta, o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, negou o direcionamento e afirmou que o parlamentar estaria agindo de má-fé.
“Me causa estranheza a postura do deputado, quando ele vai contra uma auditoria sobre o VLT que é, pela primeira vez, séria. Fica parecendo que ele quer que alguma coisa que aconteceu fique escondida e não venha à tona”, afirmou, à época.

O VLT
O VLT deveria ter sido entregue em junho de 2014, antes mesmo do início dos jogos da Copa do Mundo em Cuiabá.
Entretanto, os sucessivos atrasos levaram a gestão anterior do Governo do Estado a fazer um aditivo prevendo o término para 31 de dezembro do mesmo ano.
Porém, as obras foram paralisadas antes mesmo deste prazo.
A atual gestão estadual discute a questão na Justiça, visto que o consórcio construtor cobra pelo menos mais R$ 800 milhões para a finalização da obra.
O consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda, venceu a licitação realizada em junho de 2012, na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que não permite aditivos, por R$ 1,447 bilhão. Deste total, R$ 1,066 bilhão já foram pagos.
Fonte - ANPTrilhos  05/11/2015

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Fome no mundo em desenvolvimento diminuiu 27% em 15 anos, mostra estudo

Internacional

Índex Global sobre Fome 2015 mostra que 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados "notáveis" na redução da fome.Segundo o ranking do IFPRI, 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados "notáveis" na redução da fome, baixando em 50% ou mais os percentuais.

Da Agência Lusa
Arquivo/Agência Brasil
A luta contra a fome no mundo registrou "progressos significativos" nos últimos 15 anos, com redução de 27%. O Brasil é um dos países que mais diminuíram a subnutrição entre os 128 analisados no Índex Global sobre Fome (IGF) 2015, elaborado pelo Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês). Entre os nove integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), cinco foram avaliados - Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste.
Com Cabo Verde, Guiné Equatorial, Portugal e São Tomé e Príncipe fora da lista, o Brasil reduziu em cerca de 66% os casos de fome entre 2000 e 2015 e já se encontra entre os países mais próximos de erradicar a fome, com pontuação inferior a 5 no IGF. Os países que estão perto de acabar com a fome ficam com pontuação entre 0 e 7,9.
Segundo os critérios para a definição do IGF, pontuações entre 8 e 13,2 representam níveis baixos ou moderados de fome; entre 13,3 e 19,9, valores médios, e entre 20 e 34,9, são considerados "sérios". Acima de 35 pontos são considerados alarmantes, estando nessa situação o Timor-Leste, que obteve 40,7 pontos.
Angola, juntamente com Ruanda e a Etiópia, registrou uma das maiores quedas na redução da fome, ficando entre 25 e 28 pontos. Os três países mantêm-se, entretanto, em nível "sério", obtendo, segundo os critérios da IFPRI, 32,6 pontos. A Guiné-Bissau (30,3 pontos) e Moçambique (32,5) estão na mesma lista de Angola.
Por regiões, a África Subsaariana (média de 32,2 pontos) e o Sul da Ásia (média de 29,4) mantêm-se como as áreas mais afetadas pela fome, com valores que estão dentro dos parâmetros que o Instituto considera "sérios".
O Sudeste asiático, o Oriente Médio, o Norte da África, a América Latina e as Caraíbas, o Leste da Europa e os Estados independentes da Comunidade Britânica (Commonwealth) registraram valores entre 8 e 13,2 pontos.
Segundo o ranking do IFPRI, 17 países, entre eles o Brasil, obtiveram resultados "notáveis" na redução da fome, baixando em 50% ou mais os percentuais.
Os dados do relatório também mostram que 68 países registraram "progressos consideráveis", com queda entre 25% e 49,9%, e 28 reduziram o Índex Global sobre Fome em menos de 25%.
Apesar de todos os progressos, há ainda 52 países que continuam com níveis de fome que variam entre o "sério" e o "alarmante".
No período de 15 anos, entre 2000 e 2015, a lista dos dez países com maior redução dos níveis de fome inclui três latino-americanos (Brasil, Peru e Venezuela), um da Ásia (Mongólia), quatro antigas repúblicas soviéticas (Azerbaijão, República da Quirguízia, Lituânia e Ucrânia) e dois ex-Estados iugoslavos (Bósnia-Herzegovina e Croácia).
O IGF de 2015 não inclui os resultados de alguns dos países menos desenvolvidos, como Burundi, Comores, Eritreia, Sudão ou Sudão do Sul, entre outros, devido à inexistência de dados. O mesmo ocorre com a República do Congo que não disponibilizou informações. O Congo teve o pior resultado em 2011.
A Somália, em crise desde 1991, nunca foi analisada.
Fonte - Agência Brasil  13/10/2015

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Pedreiro pedala 42 km por dia para se formar em Direito aos 63 anos

Educação

Após pedalar 42 km todos os dias para estudar, pedreiro se forma em Direito aos 63 anos.Joaquim juntou R$ 55 mil para os estudos ao longo dos anos de trabalho; ele recebeu o diploma nesta quinta-feira (17)

Diário do Nordeste
Joaquim Corsino dos Santos recebeu o diploma de graduação
 aos 63 anos ( Foto: Ricardo Medeiros/ A Gazeta )
O pedreiro Joaquim Corsino dos Santos percorria de bicicleta cerca de 21 km entre sua casa e a faculdade Direito onde estudava todos os dias. O trajeto entre Cariacica e Vitória, no Espírito Santo, não era uma barreira que o impedisse de realizar seu sonho. Na quinta-feira (17), ele recebeu o diploma de graduação, aos 63 anos de idade.
Joaquim nasceu em Itaumirim, em Minas Gerais, e chegou ao Espírito Santo aos 18 anos. Mesmo concluindo um curso técnico em Administração aos 20, ele precisou deixar os estudos para trabalhar, após não conseguir aprovação para o vestibular de Ciências Contábeis na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em 1980.
De ajudante, Joaquim passou a trabalhar como pedreiro. Mesmo assim, ao longo dos anos, ele conseguiu guardar R$ 55 mil para seus estudos. "Sempre quis fazer um curso de Direito para ajudar outras pessoas”, disse ele ao portal de notícias G1. Em 2008, ele começou a faculdade, mas teve que parar para juntar mais dinheiro.
O retorno aconteceu em 2012, e então Joaquim não parou mais. Agora, depois de formado, os objetivos são outros. Após a aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Joaquim pretende se tornar delegado. "É meu sonho, e chegarei lá", disse ao jornal 'A Gazeta'.
Fonte - Diário do Nordeste  18/09/2015

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ministério das Cidades estuda a implantação do VLT em Campina Grande

Transportes sobre trilhos

Segundo o prefeito, Romero Rodrigues, Campina tem demanda suficiente para implantação do VLT. A população da cidade é de 450 mil habitantes e 55 mil são estudantes; além disso, o Condomínio Aluízio Campos que será habitado por 20 mil pessoas e o polo industrial ficam próximos da linha férrea.

CBTU

Representantes do Ministério das Cidades e da CBTU João Pessoa realizaram, na quarta-feira, 5, visita na cidade de Campina Grande, a 120 km da capital, com o objetivo de avaliar a viabilidade técnica e econômica para implantar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Rainha da Borborema. Foram recebidos pelo prefeito Romero Rodrigues, o secretário de planejamento e obras, André Agra e o secretário de desenvolvimento econômico, Luiz Alberto Leite.
Segundo o prefeito, Romero Rodrigues, Campina tem demanda suficiente para implantação do VLT. A população da cidade é de 450 mil habitantes e 55 mil são estudantes; além disso, o Condomínio Aluízio Campos que será habitado por 20 mil pessoas e o polo industrial ficam próximos da linha férrea.
De acordo com Romero, o trecho inicial teria 15 Km do Aluízio Campos até o Hospital da FAP. “Seria excelente para Campina Grande. A geografia ajudou muito, pois temos uma linha férrea que sai da parte periférica, passando pelo polo industrial, pelo centro e vai até o polo universitário, passando por hospitais. E ainda temos a possibilidade de fazer a integração com o sistema de transporte urbano da cidade” afirma.
O superintendente da CBTU João Pessoa, Wladme Macedo, acredita que será ótimo para a mobilidade urbana de Campina a implantação do VLT. “Fomos a todos os trechos em que a linha férrea corta Campina e mostramos as representantes do Ministério das Cidades que é um investimento essencial para o transporte urbano da cidade” revela.
As representantes do Ministério, Guadiana Cortizo e Cristina Soja, levaram para Brasília as informações que serão avaliadas e analisadas pela área responsável, podendo retornar à Campina com o objetivo de elaborar um possível projeto de implantação do VLT na cidade.
Fonte - CBTU  06/08/2015 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Estudo indica,maioria dos usuários do Metrô possuem carro

Transportes sobre trilhos

Uma pesquisa feita pela Companhia do Metropolitano (Metrô) em 2014, aponta que 63% dos entrevistados possuem automóvel próprio, no entanto preferem o transporte sobre trilhos.Os dados revelam ainda que 46% dos entrevistados deixam o carro em casa por conta da maior velocidade do Metrô.

Renato Lobo
foto - ilustração/Pregopontocom
A máxima de que “deixaria meu carro em casa se tivesse um transporte decente” já é realidade em São Paulo. Uma pesquisa feita pela Companhia do Metropolitano (Metrô) em 2014, aponta que 63% dos entrevistados possuem automóvel próprio, no entanto preferem o transporte sobre trilhos.
O estudo foi feito com 7 mil passageiros, e revela que nem os que não têm carro trocariam o automóvel pelo metrô se pudessem, onde 74% das pessoas com esse perfil também preferem os trilhos. Os dados revelam ainda que 46% dos entrevistados deixam o carro em casa por conta da maior velocidade do Metrô.
“Os passageiros escolhem ter tempo, em detrimento do conforto do ar-condicionado”, afirma Cecília Guedes, chefe do Departamento de Relações com o Cliente do Metrô.
Uma outra pesquisa de 2012 mostrou que os trens do Metrô circulam em média quatro vezes mais rápidos que os carros, de acordo com reportagem do jornal “O Estado de São Paulo” ( http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,velocidade-media-do-metro-e-4-vezes-maior-do-que-a-dos-carros-em-sp-imp-,934425 )
Fonte - Via Trólebus  15/06/2015

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Estudo inédito revela redução no desmatamento da Amazônia

Meio Ambiente

Até o compromisso de desmatamento zero ser firmado, apenas 2% dos fornecedores haviam registrado suas propriedades.Cinco meses depois, esse índice subiu para 60% e, ainda em 2013, para 96%

Revista Amazônia

Estudo inédito, publicado na revista científica Conservation Letters, aponta uma mudança relevante no mercado de pecuária após a assinatura de compromisso de desmatamento zero na Amazônia. Os produtores de carne exigiram a adoção de uma postura sustentável por parte de seus fornecedores, que tiveram que se adequar para continuar atuando no mercado. Essas mudanças contribuem de forma significativa para a redução do impacto ambiental da atividade. A pesquisa foi liderada por Holly Gibbs, da Universidade de Wisconsin-Madison, pela National Wildlife Federation e pelo pesquisador brasileiro, Paulo Barreto, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON).
O foco do estudo foi a JBS, maior produtora de carne do mundo, para a qual foi realizado um mapeamento analítico sobre o registro das terras usadas pelos pecuaristas. Apenas os produtores rurais que tivessem suas posses cadastradas para serem fiscalizadas por satélites (por georreferenciamento) seriam mantidos como fornecedores da JBS, por isso, todos foram bastante ágeis para ficar dentro das conformidades. Até o compromisso de desmatamento zero ser firmado, apenas 2% dos fornecedores haviam registrado suas propriedades. Cinco meses depois, esse índice subiu para 60% e, ainda em 2013, para 96%. A pesquisa mostra que os produtores que vendem à JBS registraram suas propriedades de dois a três anos antes do que aqueles que não tinham relação comercial com a empresa. Um dado interessante é que 85% deles declararam que o fato de serem fornecedores da empresa foi o que motivou o registro.
Outra mudança importante foi que a indústria, de forma voluntária, deixou de comprar carne de pecuaristas que praticavam o desmatamento, diferentemente das práticas exercidas antes do acordo. O estudo revelou ainda que, antes de 2009, quatro em dez fornecedores diretos da JBS haviam praticado desmatamento no período. Em 2013, esse número caiu para quatro em 100 – proporção dez vezes menor de quatro anos atrás. Isso mostra o impacto dos esforços de conservação, e revela o poder das intervenções na cadeia da carne para redução do desmatamento associado à sexta maior commodity do mundo.
Fonte - Revista Amazônia  14/05/2015

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Campinas estuda um VLT entre o Viracopos e o centro da cidade

Transportes sobre trilhos

A cidade já tinha um VLT nos anos 90, porem o projeto foi desativado.

Via Trolebus

O Veículo Leve sobre Trilhos com a sigla VLT está presentes em poucas cidades Brasileiras, no entanto existem projetos para a inserção deste modal de média capacidade em alguns municípios, quase sempre acompanhado de uma requalificação urbana e/ou do sistema de transporte.
Campinas estuda um VLT entre o Viracopos e o centro da cidade. São estimado ainda três ramais para o VLT: Centro-Barão Geraldo, Centro-Sousas e um circuito rotatório passando pelo Centro expandido e interligando com os futuros eixos dos BRTs. A cidade já tinha um VLT nos anos 90, porem o projeto foi desativado.
Fonte - STEFZS  27/08/2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Vendas de livros cresceram 4,13% no ano passado, mostra CBL

Educação

O levantamento consultou 217 editoras, representando 72% das editoras do país. Segundo a pesquisa, foram vendidos 279,66 milhões de exemplares em 2013, ante 268,56 milhões comercializados no ano anterior.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil 
Vendas de livros cresceram 4,13% no ano passado,
mostra CBL -  Fernando Frazão/Agência Brasil
A comercialização de livros no país cresceu 4,13% no ano passado, em relação a 2012, segundo pesquisa da Fundação de Pesquisas Econômicas encomendada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). O levantamento consultou 217 editoras, representando 72% das editoras do país.
Segundo a pesquisa, foram vendidos 279,66 milhões de exemplares em 2013, ante 268,56 milhões comercializados no ano anterior. As vendas ao governo brasileiro, que adquire os livros por meio de programas, tiveram alta de 20,41%, totalizando 200,3 milhões em 2013. No ano anterior, 166,35 milhões de exemplares haviam sido comprados.
O principal programa, o Plano Nacional do Livro Didático foi responsável por 1,253 bilhão de faturamento do setor, uma alta de 14,22% em 2013 ante o ano anterior. Considerando toda a compra de exemplares por parte do governo, o faturamento foi 1,474 bilhão, uma alta de 12,04%.
Já o faturamento total das editoras brasileiras teve crescimento real de 1,52% no ano passado, em comparação com 2012, somando R$ 5,35 bilhões. Sem descontar a inflação, o aumento foi 7,52%. A pesquisa considerou a inflação medida pelo IPCA.
O preço médio corrente dos livros, ou seja, descontada a inflação, cresceu 1,7%. No preço médio constante, que desconsidera a inflação, houve queda de 4%. Desde 2004, a pesquisa mostra uma tendência de diminuição nos valores constantes.
A venda de e-books teve alta de 225,13% em 2013, em relação a 2012. Apesar do aumento considerável, o segmento respondeu por menos de 1% do faturamento total das editoras.
Karine Pansa, presidenta da CBL, acredita que o fraco desempenho do setor reflete a conjuntura econômica do país, que demorou a passar pela crise financeira que afetou primeiro os países europeus. De acordo com ela, a CBL não fez uma projeção para as vendas e o faturamento neste ano. "É prematuro falar em acréscimo ou decréscimo. O ano está sendo atípico para todo mundo, com a falta de dias úteis. As editoras precisam se movimentar e buscar novos modelos, como nichos virtuais", declarou.
Fonte - Agência Brasil  22/07/2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Estudo aponta trens como alternativa para melhorar mobilidade urbana

Transportes sobre trilhos

O relatório Trens de Passageiros – uma Necessidade que se Impõe, lançado na última terça-feira (29), na sede da ANTT, em Brasília, apresenta resultados de um ano de estudos do Grupo de Trabalho criado para diagnosticar a situação da malha ferroviária e propor ações para ampliar a participação dos trens no deslocamento de pessoas, no Brasil.

Jornal do Brasil
foto - ilustração
Para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), uma das soluções possíveis para reverter o quadro é incentivar a reutilização do transporte ferroviário de passageiros.
Trânsito parado, carros ocupados por apenas uma ou duas pessoas, ônibus lotados que disputam espaços nas mesmas vias utilizadas pelos outros modais de transporte. As cenas são comuns e fazem com que a mobilidade urbana seja um desafio às grandes cidades brasileiras. Para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), uma das soluções possíveis para reverter o quadro é incentivar a reutilização do transporte ferroviário de passageiros.
O relatório Trens de Passageiros – uma Necessidade que se Impõe, lançado na última terça-feira (29), na sede da ANTT, em Brasília, apresenta resultados de um ano de estudos do Grupo de Trabalho criado para diagnosticar a situação da malha ferroviária e propor ações para ampliar a participação dos trens no deslocamento de pessoas, no Brasil. O estudo aponta que há estruturas subutilizadas e que “é possível recuperar e reutilizar trechos para transporte de pessoas e de cargas”, disse o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos.
Produzido por seis subgrupos de trabalho, o relatório apresenta propostas que podem servir para a realização de políticas públicas, tanto em âmbito federal quanto estadual. Exemplo disso é a plataforma virtual que reúne informações sobre trechos de trilhos, custos financeiros e até o passo a passo de como realizar o estudo de viabilidade que é exigido pelo Ministério do Planejamento. “Com essas informações, é possível ter informações e buscar recursos para os projetos”, explicou Francisco Ferreira, um dos realizadores do protótipo, que estará disponível no site da ANTT.
Professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Nilson Tadeu Júnior, afirmou que 200 milhões de pessoas circulam pelas cidades brasileiras, todos os dias, “Mas a estrutura é basicamente a mesma de 50 anos atrás”, criticou. Ele defendeu a criação de uma empresa ou órgão para coordenar a política de transporte de passageiros e implementar a Política Nacional dos Transportes Regionais, Metropolitanos e Urbanos, já definida pelo Ministério dos Transportes. A organização poderia, dentre outras medidas, promover o desenvolvimento de tecnologias nacionais. Com a adoção dessa modalidade de transporte, o especialista espera redução da poluição e dos problemas em torno da mobilidade urbana.
O Grupo de Trabalho apresentou outras medidas como premissas institucionais para a Política de Transporte Ferroviário de Pessoas; estudo de normas técnicas; diagnóstico da Indústria Ferroviária Brasileira e das tecnologias de comunicação utilizadas tanto para as operações das empresas quanto para o contato com os usuários do transporte; além da análise da condição de trechos. De acordo com o estudo, em grande parte dos 58 trechos de ferrovias analisados, “é possível, com as reformulações necessárias, o transporte de passageiros e/ou cargas”.Hoje, o Brasil possui apenas três serviços regulares de transporte ferroviário regional de passageiros: entre Vitória (ES) e Belo Horizonte (MG); entre Paraupebas (PA) e São Luís (MA), conhecida como Estrada de Ferro Carajás; e de Curitiba (PR) para Paranaguá (PR). Para ampliar a oferta, o grupo propôs que o governo federal amplie os investimentos financeiros no setor. De acordo com o diretor da ANTT, ainda não há previsão de recursos para esse fim, no orçamento que vem sendo executado ou mesmo o planejado, para o ano que vem. A ideia é que o relatório embase essa decisão, bem como as que devem ser tomadas pela ANTT e pelo Ministério dos Transportes sobre a utilização das ferrovias para transporte de pessoas.
Fonte - STEFZS  01/05/2014

sábado, 18 de janeiro de 2014

Primeira edição 2014 do ProUni atinge recorde de inscrições

Educação

A primeira edição de 2014 do Programa Universidade para Todos registrou 1.259.285 inscritos para concorrer a bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior. O número é o maior desde a criação do programa, em 2004. O recorde anterior havia acontecido em 2012

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A primeira edição de 2014 do Programa Universidade para Todos (ProUni), do Ministério da Educação (MEC), registrou 1.259.285 inscritos para concorrer a bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior. De acordo com o ministério, o número é o maior desde a criação do programa, em 2004. O recorde anterior havia acontecido em 2012, com 1.208.398 inscritos. Em 2013, o programa registrou 1.032.873 candidatos interessados.
O número de inscrições, superior ao de candidatos pelo fato de cada um poder fazer até duas opções de instituição e curso, chegou a 2.424.354. O balanço final foi divulgado hoje (18) pelo MEC. Na segunda-feira (20), o órgão disponibilizará o resultado da primeira chamada. No dia 3 de fevereiro, quem não foi contemplado terá nova chance de acesso às bolsas, em uma segunda chamada. Ambas serão publicadas no site do programa.
Candidatos que não forem contemplados em nenhuma das duas chamadas poderão ficar em uma lista de espera. Este ano, no entanto, houve mudança no procedimento para manter o nome na lista. Agora, o estudante que quiser ser incluído terá de manifestar interesse pela internet e, em seguida, nas datas previstas em edital, levar a documentação à instituição de ensino na qual pretende estudar.
Para o primeiro semestre de 2014, o ProUni oferece 191,6 mil bolsas, sendo 131.636 integrais e 59.989 parciais, em 25,9 mil cursos. Segundo o Ministério da Educação, a oferta cresceu 18% em relação ao primeiro semestre do ano passado.
Para concorrer à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio. Para as bolsas parciais, a renda familiar deve ser de até três salários mínimos por pessoa. Professores da rede pública da educação básica estão dispensados da comprovação de renda, mas concorrem exclusivamente a bolsas para cursos de licenciatura. Eles também devem estar no exercício efetivo da função e fazer parte do quadro permanente das escolas.
Além disso, os concorrentes a bolsas parciais têm acesso ainda aos benefícios do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O candidato pode custear os outros 50% da mensalidade, sem a necessidade de apresentação de fiador. Para isso, é necessário que a instituição para a qual foi selecionado tenha firmado termo de adesão ao Fies e ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc).
Fonte - Agência Brasil  18/01/2014

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Número de inscritos no Sisu passa de 2 milhões e bate recorde

Educação

O número de candidatos chegou a 2.004.110,superando os 1.949.958 do primeiro semestre do ano passado, até então o maior registrado. O número representa cerca de 40% dos mais de 5 milhões de estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2013


Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O número de inscritos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2014 superou o total de inscritos no mesmo período do ano passado. Conforme balanço divulgado hoje (8), às 18h, pelo Ministério da Educação (MEC), já se inscreveram 2.004.110 candidatos, superando os 1.949.958 do ano passado, o maior número até então registrado. O volume de inscritos representa cerca de 40% dos mais de 5 milhões de estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 2013.
As inscrições começaram a ser feitas segunda-feira (6) e vão até as 23h59 de sexta-feira (10), no horário de Brasília, pelo site do Sisu. O estudante pode fazer até duas opções de curso. Com isso, o total de inscrições, de acordo com os últimos números do MEC, chegou a 3.887.360.
Os três cursos mais procurados, segundo o balanço das 12h30, continuam sendo administração, direito e medicina. Em pouco mais de 24 horas - das 11h de ontem (7) às 12h30 de hoje -, os três receberam, juntos, 37,4 mil inscrições. A maior parte, 29 mil, foi em administração. Com isso, o curso segue no topo da maior procura, com 221.650 inscrições e uma concorrência de 36 candidatos por vaga. Em segundo lugar, está direito, com 194.491 inscrições e uma relação de 41 candidatos por vaga. Medicina aparece em terceiro lugar na procura, com 181.864 inscrições, mas lidera a concorrência, com 62 candidatos por vaga.
Até as 12h30, a disputa entre os candidatos que optaram pela Lei Federal de Cotas na inscrição no Sisu estava um pouco mais acirrada que a da ampla concorrência. Enquanto na ampla concorrência, a relação é 21 candidatos para cada vaga; pela Lei de Cotas, são 22 estudantes concorrendo a uma vaga; e nas ações afirmativas das próprias instituições são 21.
Na primeira edição de 2014, o sistema oferece 171.401 vagas em 4.723 cursos de 115 instituições públicas de educação superior. O Sisu seleciona estudantes com base nas notas obtidas no Enem. Nesta edição, a inscrição está restrita ao estudante que tenha participado da edição de 2013 do exame. Fica impedido de se inscrever aquele que tenha tirado zero na prova de redação.
Ao longo do período de inscrições, a classificação parcial e a nota de corte dos candidatos são divulgadas online diariamente para consulta a qualquer hora do dia, na página do Sisu. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar suas opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.
Fonte - Agência Brasil  08/01/2014

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

TREM REGIONAL DA BAHIA - Consulta pública

Transportes sobre trilhos

De: Denise Maria da Silva Ribeiro  - UFBa
foto - ilustração
Encontra-se publicado no site do Ministério dos Transportes, para fins de CONSULTA PÚBLICA, o Relatório Final do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Social, Ambiental e Jurídico-Legal para a Implantação de Sistemas de Transporte Ferroviário de Passageiros de Interesse Regional, relativo ao trecho Conceição da Feira - Salvador - Alagoinhas, na Bahia, trabalho desenvolvido através do Convênio de Cooperação Técnica entre o Ministério dos Transportes (MT) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Departamento de Transportes da Escola Politécnica.

Enviado por Gilson Vieira em 12/12/2013

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Cresce no País número de domésticas que estão cursando o ensino superior

Educação

Rivânia Nascimento
TB
foto - ilustração
Aquele velho perfil da doméstica, com baixa escolaridade e renda inferior a um salário mínimo por mês, está perdendo espaço para um novo perfil de profissional com mulheres mais estudadas e conscientes do seu valor profissional. Uma pesquisa divulgada este mês pelo IBGE nacional mostra que o número de trabalhadoras domésticas que estão na faculdade cresceu 10% nos últimos três anos.
A pesquisa apontou que o salário delas também subiu 8% em 12 meses. Entretanto, os percentuais de trabalhadoras que começaram a trabalhar com carteira assinada caíram de 6,5% para 5,9%. Embora o IBGE-BA não tenha nenhuma pesquisa específica contendo o número de trabalhadoras domésticas cursando a faculdade na capital e interior, o órgão confirmou que na Região Metropolitana do Estado houve sim uma redução no número de pessoas ocupadas, comparado com 2012.
Segundo a pesquisa mensal de empregos do IBGE 2012-2013, a estimativa de pessoas trabalhando em outubro deste ano era de 133 mil pessoas enquanto no ano passado eram de 149 mil. Ou seja, em outubro de 2012 esse grupamento era de 8% e este ano, no mesmo período, caiu para 7,02%. Com isso, a taxa de desemprego subiu de 7% para 9,1% este ano, representando uma redução na taxa de desocupação nessa região, considerada pelo IBGE, uma das mais expressivas, de 2,02%.
A pesquisa aponta que o bom momento da economia de 2012 com perspectivas e ampliações dos direitos da categoria dos profissionais domésticos com a aprovação da PEC das Domésticas, como foi apelidada a medida que garante 16 direitos trabalhistas para babás, faxineiros e cozinheiros, além de outros trabalhadores de residências fomentou a procura de trabalhadoras pela atividade. Em contra partida, em 2013 as famílias ficaram mais resistentes na contratação, temendo os altos encargos trabalhistas.
Um novo perfil de profissional
O IBGE aponta também que muitas dessas profissionais têm buscado estudar visando migrar para outras áreas que ofereceram maior estabilidade financeira. O Brasil é o país com mais trabalhadores domésticos no mundo. São 7,2 milhões de brasileiros na categoria, segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Com garantias trabalhistas asseguradas, essas mulheres têm alçado voos cada vez maiores.
Um exemplo disso é da babá Silvana do Nascimento, de 40 anos, que, com determinação, orgulho da profissão e o apoio incondicional da patroa, transformou o sonho de cursar a faculdade de psicologia em realidade. Ela conta que há seis anos saiu do município de Irará, interior da Bahia, determinada a se tornar a primeira universitária da família. Com a ajuda da patroa, a engenheira química Aline Camilo Fonseca, conclui o ensino médio e prestou vestibular, mas não foi aprovada. Persistente, fez mais uma vez, sendo aprovada, e agora, cursando terceiro semestre da faculdade de psicologia, já faz novos planos para sua vida no futuro.
“Não vou dizer que não enfrento preconceito. Ele existe sim. Tanto dos colegas de sala como dos professores, mas isso não me desanima em nada, muito pelo contrário. Quando me perguntam em público qual a minha profissão, falo com orgulho: babá. Os meus planos agora é de comprar um carro e depois de concluir a faculdade montar meu consultório e continuar cuidando de crianças, que é o que mais amo fazer”, comemorou.
A engenheira Aline Camilo conta que sempre incentivou os estudos da babá e que até abriu mão da academia que fazia à noite para que ela pudesse ir para a faculdade.
“Como viajo muito, em épocas de prova dela eu deixo minha filha com minha mãe ou com o pai. Somos apenas nós duas e contamos uma com a outra sempre. Eu incentivo seus estudos porque quero uma pessoa instruída trabalhando ao meu lado. Não acho que o fato de termos posições sociais distintas nos torne diferente ou melhor, uma da outra. Quero que ela cresça e que minha filha assista com orgulho à sua formatura”, disse.
Fonte - Tribuna da Bahia  10/12/2013