UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 23 de abril de 2019

Educação do Maranhão tem 3º maior salto em todo o Brasil, diz estudo do Ipea

Educação  📖

De acordo com o estudo,realizado pelo Ipea, o índice da educação do Maranhão teve o terceiro maior aumento em todo o Brasil entre 2012 e 2017. “As maiores tendências de aumento [para o IDHM Educação] foram observadas no Amazonas (0,100), no Pará (0,076) e no Maranhão (0,073)”, afirma o Ipea. A nota do Maranhão na educação subiu de 0,609 para 0,682.

Secap/Gov MA
foto - Felipe Neiva/Divulgação Secap Gov.MA
Mais um estudo mostra o salto que a educação do Maranhão tem dado desde 2015, com a criação do programa Escola Digna. Desta vez é o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que acaba de lançar uma pesquisa nacional sobre o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal). O Ipea é vinculado ao Governo Federal.
Esse índice mede a qualidade de vida da população. O Radar IDHM, do Ipea, analisou tanto o desempenho geral quanto itens específicos, entre eles a Educação. É o chamado IDHM-E. O Maranhão subiu em todos as categorias avaliadas.
De acordo com o estudo, o índice da educação do Maranhão teve o terceiro maior aumento em todo o Brasil entre 2012 e 2017. “As maiores tendências de aumento [para o IDHM Educação] foram observadas no Amazonas (0,100), no Pará (0,076) e no Maranhão (0,073)”, afirma o Ipea. A nota do Maranhão na educação subiu de 0,609 para 0,682.

Pacto pela Aprendizagem
Esse desempenho na Educação contribuiu para o aumento geral da qualidade de vida no Estado. “A melhoria do IDHM do Maranhão é fortemente puxada pelo fator Educação. Parabenizo as nossas equipes, assim como as dos municípios”, afirma o governador Flávio Dino. “Vamos crescendo juntos, Estado e municípios, em regime de colaboração. Esse é o caminho, intensificar o Pacto Estadual pela Aprendizagem”, acrescenta.
O Pacto é um reforço ao programa Escola Digna, que já construiu, reconstruiu e reformou mais de 800 colégios desde 2015 no Maranhão. Com o Pacto Estadual pela Aprendizagem, o foco agora é na melhoria das redes municipais de ensino, para que os alunos aprendam o que de fato precisam aprender em cada série.
“É uma ação que irá possibilitar um crescimento ainda maior nos indicadores e, juntos, Estado e municípios, avançaremos em qualidade da educação em todo o Maranhão”, destaca o secretário de Estado de Educação, Felipe Camarão. “Desde que assumiu a gestão do Governo do Estado, o governador Flávio Dino priorizou a educação como vetor de desenvolvimento e principal caminho para vencermos as desigualdades”, completa o secretário.
Com informações do Gov.do Maranhão/Secap  23/04/2019

sábado, 27 de maio de 2017

Universidade para Todos oferta 16.400 vagas em todo o Estado da Bahia

Educação  📖

As aulas, preparatórias para o vestibular e para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), são realizadas em Salvador e mais 228 localidades do Estado, em 27 Territórios de Identidade. A ação é desenvolvida em parceria com as universidades estaduais Uneb, Uefs, Uesb e Uesc. As inscrições serão realizadas no período de 1º a 8 de junho, exclusivamente, no Portal da Educação.

Da Redação
foto - ilustração
A Secretaria da Educação do Estado da Bahia divulgou, neste sábado (27), o edital para o curso Universidade Para Todos (UPT). Estão sendo ofertas 16.400 vagas. As aulas, preparatórias para o vestibular e para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), são realizadas em Salvador e mais 228 localidades do Estado, em 27 Territórios de Identidade. A ação é desenvolvida em parceria com as universidades estaduais Uneb, Uefs, Uesb e Uesc. As inscrições serão realizadas no período de 1º a 8 de junho, exclusivamente, no Portal da Educação.
“Esta é mais uma iniciativa adotada pela Secretaria que oportuniza aos estudantes a preparação para o ingresso no Ensino Superior. Tanto que podem participar, os egressos das redes públicas estadual e municipal e, também, os estudantes do 3º ano do Ensino Médio ou do 4º ano da Educação Profissional. Além disso, vale destacar a parceria com as nossas universidades estaduais”, afirma o secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro.
Poderá concorrer a uma vaga o candidato que for egresso do Ensino Médio das redes estadual ou municipal do Estado da Bahia. Também podem concorrer estudantes das redes públicas estadual ou municipal matriculados, em 2017, nas seguintes situações: 3º ano do Ensino Médio Regular ou suas modalidades correspondes, do 4º ano da Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio ou suas modalidades correspondentes. Todos estes estudantes precisam ter concluído o Ensino Fundamental II (5ª à 8ª séries, atual 6º ao 9º ano ou modalidades correspondentes), e a 1ª e 2ª séries do Ensino Médio Regular ou modalidades correspondentes nas redes estadual ou municipal no Estado da Bahia.
A seleção é feita através das médias de Português e de Matemática que são lançadas pelo candidato no ato da inscrição e conferidas no ato da matrícula. A matrícula será realizada entre os dias 3 a 7 de julho, no local e turno que o aluno optou para estudar. Para se matricular, é preciso apresentar cópia e original do CPF, RG, comprovante de residência, além do Histórico Escolar do Ensino Médio e do Ensino Fundamental II. As aulas começam no dia 3 de julho e vão até dezembro de 2017.
O Universidade Para Todos oferece aulas regulares, de segunda a sexta-feira, de Português, Redação, Matemática, Física, Química, Biologia, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), História e Geografia, além de atividades complementares como seminários, oficinas, revisão para o Enem, aulões, simulados e orientação vocacional. O curso oferece, ainda, material didático, fardamento e isenção da taxa de inscrição em processo seletivo das universidades estaduais aos alunos que apresentarem frequência igual ou superior a 75% das aulas ministradas.
Com informações da Secom Ba.  27/05/2017

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Matrícula na rede estadual de ensino da Bahia começa nesta terça-feira

Educação  📖

O calendário segue até o próximo dia 31, e cada dia é direcionado a um público específico. Os estudantes da rede estadual que vão mudar de escola e os alunos oriundos das redes municipais de Salvador e de mais 28 cidades podem se matricular pela internet. Para isso, é preciso utilizar o código que receberam nas suas unidades de origem e acessar o Portal da Educação. 

Da Redação
foto - Emerson Santos
A Secretaria da Educação do Estado inicia, nesta terça-feira (24), a matrícula na rede estadual de ensino. O calendário segue até o próximo dia 31, e cada dia é direcionado a um público específico. Os estudantes da rede estadual que vão mudar de escola e os alunos oriundos das redes municipais de Salvador e de mais 28 cidades podem se matricular pela internet. Para isso, é preciso utilizar o código que receberam nas suas unidades de origem e acessar o Portal da Educação.
“Este é um momento muito importante para as famílias. Por isso, estamos fazendo uma convocação para que todos se dirijam, a partir do dia 24, à escola mais próxima para efetuar sua matrícula. Este é o primeiro momento para podermos trabalhar ainda mais a relação da escola com a comunidade e da escola com a família. Então, todos têm que ter a responsabilidade com o ensino, comparecendo neste período para o processo de matrícula”, afirma o secretário Walter Pinheiro.
De acordo com o cronograma da secretaria, o primeiro dia de matrícula – próxima terça-feira, 24 - é direcionado ao estudante da rede estadual de ensino nas seguintes situações - mudar de escola porque a atual não oferece a série subsequente, não renovou a matrícula no período determinado ou mudou de domicílio.
Entre os dias 25 e 26, a matrícula é para os concluintes das séries iniciais e finais do Ensino Fundamental, regularmente matriculados na rede pública municipal no ano letivo de 2016, em razão das escolas não oferecerem a série subsequente.A matrícula de novos estudantes que forem cursar qualquer série do Ensino Fundamental acontece no dia 27 e do Ensino Médio e suas modalidades, nos dias 30 e 31, devendo ser realizada presencialmente em qualquer unidade da rede estadual de ensino.
Além dos estudantes regularmente matriculados na rede estadual de ensino em 2016, também podem fazer a matrícula pela internet estudantes oriundos das redes municipais das seguintes cidades - Itabuna, Nordestina, Barreiras, Barro Preto, Barrocas, Brejões, Camaçari, Catu, Dias D’Ávila, Encruzilhada, Eunápolis, Feira de Santana, Glória, Gongogi, Ipirá, Itaberaba, Itapetinga, Lamarão, Luís Eduardo Magalhães, Macajuba, Madre de Deus, Mundo Novo, Paulo Afonso, Porto Seguro, Salvador, São José da Vitória, Serrinha, Simões Filho e Vitória da Conquista.
O cronograma de matrícula da rede estadual abrange toda a Educação Básica e suas modalidades, incluindo a Educação Profissional, na qual são oferecidos cursos técnicos de nível médio e de qualificação integrados à Educação de Jovens e Adultos (EJA), de nível Fundamental e Médio.

Documentação
Para a matrícula é preciso apresentar: original do histórico escolar ou atestado de escolaridade, firmado pela direção da unidade escolar (deve ser substituído pelo histórico em até 30 dias); original e cópia da certidão de registro civil ou da carteira de identidade (RG); original e cópia do CPF, original e cópia legível, com data recente do comprovante de residência (água, luz, telefone fixo ou móvel, gás encanado, Internet, contrato de aluguel, IPTU, cartão de crédito ou TV por assinatura) e o código do Setps (constante no Salvador Card) para as escolas do município de Salvador. Mais informações podem ser acessadas no Portal da Educação.
Com informações da Secom Ba.  23/01/2017

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Educação: um cenário catastrófico?

Educação 📖

A avaliação internacional é realizada a cada três anos pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e traça uma comparação com o resultado de 70 países. A média mundial das pontuações foi de 493, 493 e 490, em ciências, leitura e matemática, respectivamente. O Brasil ficou muito abaixo, pontuando 401, 401 e 377, sendo que em matemática o país foi o último no ranking da América Latina. 

Por Gilberto Giusepone *
foto - ilustração/arquivo
Décadas atrás, o educador Anísio Teixeira constatava que, no Brasil, muito se falou e pouco se realizou em termos de Educação em todos os níveis. Mesmo os avanços inegáveis e significativos da última década não conseguiram preencher a histórica lacuna educacional do país. E agora, com a feroz contraofensiva neoliberal desfechada pela agenda do governo golpista, a situação tende a se agravar cada vez mais.
Esse cenário catastrófico pode ser constatado pelos resultados obtidos na avaliação do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos, na sigla em inglês) de 2015. Dois aspectos desses resultados merecem nossa atenção.
Considerando-se os números apresentados, constatamos que o Brasil está entre os piores países no ranking de desempenho dos alunos em ciências, leitura e matemática. A prova foi aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) para 23.141 alunos de 841 escolas, que correspondem a 73% dos estudantes de 15 anos.
Minha percepção é a de que os resultados dos próximos anos devem ser ainda piores. Se pensarmos que a previsão de investimentos em educação nos próximos 20 anos é gastar menos R$ 70 bilhões em educação, seja por conta dos royalties de petróleo, seja em razão do teto de gastos, o cenário deve se agravar ainda mais. É evidente que o dinheiro não traz a solução, mas a falta de investimento gera mais problemas ainda.
A avaliação internacional é realizada a cada três anos pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e traça uma comparação com o resultado de 70 países. A média mundial das pontuações foi de 493, 493 e 490, em ciências, leitura e matemática, respectivamente. O Brasil ficou muito abaixo, pontuando 401, 401 e 377, sendo que em matemática o país foi o último no ranking da América Latina. Além disso, grande parte dos estudantes brasileiros não alcançou a média necessária de conhecimento para exercer uma cidadania plena: em matemática, 70% ficaram abaixo; em ciências, 56%; e em leitura, 51%.
Há que se considerar, no entanto, que os atuais instrumentos de avaliação de grandes contingentes de alunos têm produzido diagnósticos extraídos, na maioria das vezes, unicamente do desempenho de estudantes diante de provas de verificação de proficiência.
Ainda que tais instrumentos sejam inevitáveis, seguramente são insuficientes para diagnosticar com profundidade problemas tão densos e que expressam números tão alarmantes.
Ou seja, o Brasil apresenta números inexpressivos em avaliações como as do PISA, mas ao mesmo tempo vale-se desses instrumentos para refletir sobre suas estruturas educacionais.
Em provas como essa os conteúdos são pensados de forma natural e a-histórica e a aferição de desempenho supõe que as relações com o saber são universais, cabendo a cada governo simplesmente aferir.
O PISA tornou-se referência de avaliação comparada, mas esses processos que comparam proficiência em matemática, leitura etc., pouco ou nada se aproximaram do chão da escola, onde se dá o trabalho docente e onde seguramente a observação das desigualdades e das diversidades tem muito a acrescentar ao trabalho dos que pretendem entender a suficiência ou insuficiência de conhecimento em qualquer disciplina.
A distância em relação ao chão da escola torna o professor o “elemento ausente” em todos esses processos e, sendo assim, a avaliação deixa de ser parte do ato pedagógico para ser, mais uma vez, aquilo que chega ao final sem contar com todos os sujeitos do processo.
Temos números catastróficos, sem dúvida. Mas também temos, como vimos, instrumentos insuficientes de avaliação. Além da ausência do professor nessas avaliações, há que se verificar se esses instrumentos não levam em conta apenas a qualificação da mão de obra para o mercado, não a educação cidadã.
*Gilberto Alvarez Giusepone Jr é presidente da Fundação PoliSaber e Diretor Executivo do Cursinho da Poli
Fonte - Portogente  21/12/2016

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Educação pior e mercado mais exigente

Educação 📖

Segundo a avaliação do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos, na sigla em inglês) de 2015, o Brasil está entre os piores países no ranking de desempenho dos alunos em ciências, leitura e matemática.Segundo o professor Gilberto Alvarez,diretor executivo do Cursinho da Poli,os resultados dos próximos anos devem ser ainda piores.

Por Gilberto Alvarez* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
O Brasil está entre os piores países no ranking de desempenho dos alunos em ciências, leitura e matemática, segundo a avaliação do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos, na sigla em inglês) de 2015. A prova foi aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) para 23.141 alunos de 841 escolas, que correspondem a 73% dos estudantes de 15 anos.
Segundo o professor Gilberto Alvarez, diretor executivo do Cursinho da Poli, os resultados dos próximos anos devem ser ainda piores: “Se pensarmos que a previsão de investimentos em educação nos próximos 20 anos é gastar menos 70 bilhões de reais em educação, seja por conta dos royalties de petróleo, seja por conta do teto de gastos, o cenário deve se agravar ainda mais. É evidente que o dinheiro não traz a solução, mas a falta de investimento gera mais problemas ainda”, afirma Alvarez.
A avaliação internacional é realizada a cada três anos pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e traça uma comparação com o resultado de 70 países. A média mundial das pontuações foi de 493 em ciências, 493 em leitura e 490 em matemática. O Brasil ficou muito abaixo, pontuando 401, 401 e 377,respectivamente, sendo que em matemática o país foi o último no ranking da América Latina. Além disso, grande parte dos estudantes brasileiros não alcançou a média necessária de conhecimento para exercer uma cidadania plena, em matemática 70% ficaram abaixo, em ciências, 56% e em leitura, 51%.
Se por um lado o cenário educacional se mostra cada vez pior, o mercado de trabalho se mostra cada vez mais exigente, e o resultado é a falta de profissionais adequados. Segundo a pesquisa Carência de Profissionais no Brasil, da Fundação Dom Cabral, a oferta de mão de obra é considerada de média a baixa por mais de 80% das empresas, ou seja, a insatisfação com o mercado de trabalho é quase generalizada.
O estudo foi feito em 2013 com 167 empresas de capital nacional e internacional que, juntas, empregam mais de 1 milhão de trabalhadores. 91,02% das empresas afirmaram ter problemas com contratação. A capacitação insuficiente é a maior causa de tal dificuldade, seguida de deficiência na formação básica e de falta de experiência para ocupar o cargo. Para resolver o problema, algumas empresas têm diminuído as exigências de contratação ou investido em treinamentos.
“As empresas estão certas em investir em treinamento, mas o conhecimento adquirido é voltado para os interesses do patrão. O indivíduo precisa ter acesso ao nível de conhecimento que permita certo grau de autonomia, para que ele escolha seus próprios caminhos", complementa Alvarez. O professor também acredita ser essencial não perder de vista que educação é um dever do Estado: "É necessário termos uma educação que permita e incentive o estudante a ultrapassá-la, e que ele próprio busque reforçar seu repertório cultural pessoal a partir da vontade de querer experienciar”, finaliza.
*Gilberto Alvarez é especialista em educação e do cursinho da Poli
Fonte - Portogente  13/12/2016

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Estudantes criam projeto para enfrentar bullying e preconceito

Educação

Composto por alunos de diferentes idades, o projeto busca caminhos para mudar a realidade da comunidade e enfrentar questões como bullying, preconceito e baixa autoestima. “Eu era o rebelde da escola e tinha uma professora que eu sempre tentava tirar do sério. 

Da Redação
Divulgação
O ditado popular diz que um detalhe é capaz de fazer toda a diferença. A história de Anderson Santos Costa, aluno do 3º ano do Colégio Estadual Professor Hermes Miranda do Val, localizado em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), confirma a afirmação. O estudante teve uma grande mudança de comportamento ao fundar com colegas o Grupo de Apoio e Conselhos (GAC).
Composto por alunos de diferentes idades, o projeto busca caminhos para mudar a realidade da comunidade e enfrentar questões como bullying, preconceito e baixa autoestima. “Eu era o rebelde da escola e tinha uma professora que eu sempre tentava tirar do sério. Quando ela me falou que eu era capaz de mudar a minha história, eu parei. Agora estamos dando apoio consciente aos outros alunos através de um diálogo aberto", afirma Anderson em vídeo da série 'Educar Para Transformar', produzida pela Secretaria de Comunicação Social do Estado (Secom).
O grupo tem o apoio da direção da escola. De acordo com a professora Simone Bocaiuva, a ação também aproximou as famílias do colégio. “Eles [os alunos] mudaram muito. E a maneira com as pessoas enxergam a escola também mudou, a comunidade nos vê agora como referência. Ajudamos a perceber a grandeza que é trabalhar com o ser humano com amor e dedicação”, comenta.
Esse ano, o GAC ganhará reconhecimento internacional ao participar da 'Be The Change Conference’, evento organizado pelo movimento global Design for Change, atuante em 25 países, incluindo o Brasil. Na conferência, realizada em Pequim, na China, em dezembro, serão compartilhados projetos desenvolvidos por estudantes de diversos países, que também participarão de oficinas, workshops e atividades culturais. Rayssa Rodrigues, aluna do Colégio Estadual Professor Hermes Miranda do Val, vai representar o GAC no evento.
Com informações da Secom Ba.  28/09/2016


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Ensino só para as elites?

Ponto de Vista

A democratização da educação escolar significou e significa a massificação das práticas de escolarização e, nesse sentido, faz-se sempre necessário lutar para que o ensino oferecido a grandes contingentes não se torne sinônimo de superficialidade e tampouco se torne expressão daquilo que se oferece às parcelas que “não podem pagar” uma educação “melhor porque seletiva”.

Gilberto Giusepone - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Desde o final do século XIX, três aspectos tensionam a relação entre democracia e educação pública, em todos os níveis.
O primeiro é o acesso à educação formal. A garantia desse acesso exigiu e exige grandes esforços, uma vez que esse direito foi e é constantemente denegado ou postergado, tendo sido necessárias muitas e contínuas lutas para torná-lo efetivo, mesmo em países desenvolvidos. Na França, por exemplo, onde a questão do acesso à educação estava colocada desde a Revolução de 1879, somente em 1881-1882, com as Leis Jules Ferry, foi formalmente institucionalizado o ensino público, gratuito e laico. No Brasil a situação foi pior ainda, pois a a formalização da preocupação do Estado com a educação pública só se efetivou em 1930, com a criação do então Ministério da Educação e Saúde.
O segundo aspecto diz respeito à dicotomia quantidade versus qualidade.
A democratização da educação escolar significou e significa a massificação das práticas de escolarização e, nesse sentido, faz-se sempre necessário lutar para que o ensino oferecido a grandes contingentes não se torne sinônimo de superficialidade e tampouco se torne expressão daquilo que se oferece às parcelas que “não podem pagar” uma educação “melhor porque seletiva”.
Na década de 1950 a expansão da oferta de vagas públicas para o ensino médio no Estado de São Paulo, à época denominado ensino secundário, foi acompanhada de forte reação dos que se incomodavam com o acesso das camadas populares à educação.
Não foram poucos os editoriais escritos na grande imprensa conservadora para “advertir” que a escola pública “perderia qualidade” se fosse massificada.
Por trás dessa posição revelava-se a força da tradição excludente da sociedade brasileira, que celebra a qualidade considerando-a incompatível com a quantidade; em outras palavras, considera bom somente o que é para poucos. Ora, sempre é bom lembrar que quando a excelência existe para poucos não se trata de qualidade, mas de privilégio.
O terceiro aspecto diz respeito à manutenção dos ganhos.
Sempre que processos de expansão de vagas públicas aconteceram, foi necessário lutar para que os ganhos inerentes à democratização não fossem esvaziados.
Permanência e custeio tornaram-se palavras chave nesses processos. Ou seja, os movimentos de expansão de oportunidades demandam, exigem, políticas que garantam a permanência de quem chega. Caso contrário, a dificuldade em permanecer acaba gerando uma evasão que, ao final, é atribuída à “falta de condição de quem chegou”.
O custeio das estruturas que se expandiram é tão importante quanto a expansão em si mesma. Em outras palavras, quando o custeio é insuficiente, a dinâmica de democratização da educação inicia um rápido processo de sucateamento.
É da essência de todo pensamento autoritário e de perfil antidemocrático pensar escolas públicas como sucatas. Não foi à toa que, durante a ditadura militar, caíram drasticamente os investimentos na educação no mesmo momento em que o ensino básico se expandia. Foi isso que levou o sociólogo e antropólogo Darcy Ribeiro a dizer, em 1977, que a crise da educação no Brasil não era uma crise, mas um projeto.
O recente corte de 45% nos recursos das universidades federais deve ser visto também sob essa dinâmica de esvaziamento, uma vez que colabora decisivamente para que a ampliação do acesso seja vista como inviável; qualidade e quantidade sejam vistas como incompatíveis, e a manutenção dos ganhos obtidos após muita luta seja apontada como fardo orçamentário, passível de correção com estratégias de austeridade.
*Gilberto Giusepone é diretor do Cursinho da Poli e presidente da Fundação PoliSaber
Fonte - Portogente  17/08/2016

quarta-feira, 16 de março de 2016

Alunos de Engenharia Mecânica da PUC Minas,visitam pátio de manutenção da CBTU

Transportes sobre trilhos

Durante a atividade extra classe, o grupo poderá conhecer os equipamentos utilizados pela manutenção da CBTU e as diversas atividades realizadas pelos técnicos da Companhia.

CBTU

O Pátio São Gabriel será transformado em sala de aula nesta quinta-feira (17/3), a partir de 13h30, quando a CBTU Belo Horizonte recebe mais de 40 estudantes do curso de Engenharia Mecânica da PUC Minas para uma visita técnica às instalações das oficinas.
Durante a atividade extra classe, o grupo poderá conhecer os equipamentos utilizados pela manutenção da CBTU e as diversas atividades realizadas pelos técnicos da Companhia. Com a visita, a Companhia busca contribuir para a formação profissional dos alunos, por meio da observação e do desenvolvimento das capacidades cognitivas e técnicas voltadas às exigências do currículo acadêmico e do mercado de trabalho.
De acordo com o professor de Manutenção Mecânica, Felipe Lage, a visita irá contribuir tanto para a formação profissional quanto para o enriquecimento pessoal dos alunos. “A programação tem como intuito mostrar aos estudantes a importância da manutenção preventiva e corretiva, além de proporcionar acesso a diferentes tipos de equipamentos e técnicas desenvolvidas no sistema metroferroviário, rotinas a que poucos deles têm acesso no dia a dia”.

Tecnologia à vista
Nas áreas da CBTU, a visita será acompanhada pelo coordenador operacional de Oficina Mecânica e Pneumática, Maurício Oliveira e pelos analistas técnicos Francisco Lopes e Amadeu Terra. O roteiro inclui também uma passagem pela Gerência de Material Rodante, onde os estudantes poderão conhecer o funcionamento dos equipamentos utilizados nas diversas áreas que compõem as oficinas, além de terem a oportunidade de observar os detalhes que caracterizam as frotas nova e antiga, bem como as diferenças tecnológicas existentes nos dois sistemas.
Fonte - CBTU  16/03/2016

domingo, 23 de agosto de 2015

Pré-selecionados no Fies têm até hoje para concluir inscrição na internet

Educação

Após a conclusão no SisFies, estudante deve validar as informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino em até dez dias, contados a partir do dia seguinte ao da conclusão da inscrição.

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
Agência - Brasil
Os estudantes pré-selecionados para obter o financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) têm até hoje (23) para concluir a inscrição na internet, no SisFies. Basta acessar o site e clicar na opção Conclua sua inscrição. A lista com os pré-selecionados está também disponível no site.
Taxas de juros de 6,5% para os novos contratos do Fies começam a valer
Após a conclusão no SisFies, estudante deve validar as informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino em até dez dias, contados a partir do dia seguinte ao da conclusão da inscrição.
Por fim, deve comparecer a um agente financeiro do Fies em até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil seguinte à data da validação das informações pela CPSA.
Com o Fies, os estudantes financiam cursos superiores em instituições privadas de ensino superior. Os estudantes têm até três anos depois de formados para quitar o empréstimo. Ao todo, serão ofertadas 61,5 mil vagas.
Ao longo do curso, os alunos pagam parte da mensalidade de acordo com a faixa de renda familiar. Todos os beneficiados pelo Fies têm 5% de desconto nas mensalidades dos cursos.
Fonte - Agência Brasil  23/08/2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Enem - escolas familiares agrícolas estão entre melhores instituições privadas

Educação

São instituições comunitárias geridas por associação de moradores e sindicatos rurais vinculados à comunidade.O ministro da Educação, Renato Janine, disse que foi uma surpresa para o Ministério da Educação (MEC) e o Inep o destaque dessas escolas no Enem. “Não sabíamos da grandeza do trabalho delas [das escolas familiares agrícolas] e é interessante quando uma pesquisa mostra algo inesperado, porque normalmente elas mostram confirmações do que já existe”, disse.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/seduc.pi.
No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014, as escolas familiares agrícolas estão entre as melhores instituições privadas do país que atendem alunos de nível socioeconômico baixo ou muito baixo. Os dados do Enem por escola foram apresentados hoje (5) pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Elas fazem parte do recorte do Inep de escolas privadas de grande porte (com mais de 90 alunos que fizeram o Enem), com indicador de permanência alto (com mais de 80% dos alunos que fizeram o exame cursaram todo o ensino médio) e que atendem alunos de nível baixo ou muito baixo, ou seja, os mais vulneráveis socialmente.
O ministro da Educação, Renato Janine, disse que foi uma surpresa para o Ministério da Educação (MEC) e o Inep o destaque dessas escolas no Enem. “Não sabíamos da grandeza do trabalho delas [das escolas familiares agrícolas] e é interessante quando uma pesquisa mostra algo inesperado, porque normalmente elas mostram confirmações do que já existe”, disse.
Segundo Janine, o MEC vai agora dar mais visibilidade e ir atrás da experiência dessas escolas para “aprender com elas”. São instituições comunitárias geridas por associação de moradores e sindicatos rurais vinculados à comunidade. “Nesse sentido [de atender aos três critérios] é a melhor escola privada do Brasil e merece nosso destaque”, ressaltou Janine.
O presidente do Inep, Chico Soares, destaca que as escolas avaliadas são muito heterogêneas entre si e que é possível a construção de muitos rankings. “Um único ranking produz um quadro distorcido da realidade”, disse ele, explicando que é preciso considerar o porte e estratégia da escola de seleção de alunos e as características socioeconômicas dos estudantes.
O indicador de permanência na escola foi utilizado pela primeira vez nas avaliações do Enem por escola, além dos indicadores de nível socioeconômico e a formação docente. Os dados mostram que quanto mais alto o nível socioeconômico, melhores são as notas em todas as áreas de conhecimento avaliadas. Escolas com alunos de nível muito alto tiveram uma nota média de 611 pontos, enquanto as que atendem um nível muito baixo foi de 429 pontos.
As maiores médias foram apresentadas pelos estudantes cujos professores têm formação acadêmica específica nas disciplinas que lecionam. Aquelas que tem até 50% dos professores lecionando na sua área tiveram média de 478 pontos, enquanto aquelas escolas que têm mais de 50% dos professores formados nas disciplinas tiveram média de 512 pontos.
O Enem de 2014 foi feito por aproximadamente 6,2 milhões de estudantes em todo o país. Os alunos fazem provas de redação, matemática, português, ciências humanas e ciências da natureza. Para a correção das provas, é usada a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Segundo o Inep, além de estimar as dificuldades dos itens e a proficiência dos participantes, essa metodologia permite que os itens de diferentes edições do exame sejam posicionados em uma mesma escala. Cada uma das quatro áreas do conhecimento avaliadas no Enem tem uma escala própria e a redação é a única parte do exame em que os alunos têm de escrever.
O sistema de divulgação do Enem por escola está disponível no site do Inep. [http://portal.inep.gov.br/web/enem/enem-por-escola]

Veja abaixo o ranking das dez melhores escolas privadas dentro dos critérios do Inep (grande porte, indicador de permanência de mais de 80% e que atendem alunos de nível baixo ou muito baixo):

Escola Família Agrícola de Cacula, da Bahia
Escola Família Agrícola da Região de Alagoinhas, da Bahia
Escola Família Agrícola por Alternância Manoel Monteiro de Lago do Junco, do Maranhão
Colégio Super, do Maranhão
Escola Família Agroecológica de Aracuai, de Minas Gerais
Escola Família Agrícola Puris de Araponga, de Minas Gerais
Escola Família Agrícola José Nunes da Mata, da Bahia
Casa Familiar Agroflorestal do Baixo Sul da Bahia, da Bahia
Casa Familiar Rural de Igrapiuna, da Bahia
Escola Familiar Dom Edilberto IV, do Piauí
Fonte - Agência Brasil  05/08/2015

Nordeste tem melhores escolas de grande porte e alto índice de permanência - Inep

Educação

Segundo o Inep, se consideradas as instituições de grande porte (com mais de 90 alunos que fizeram o Enem), onde mais de 80% dos alunos que também fizeram o exame cursaram todo o ensino médio (alto índice de permanência) e têm estudantes de nível socioeconômico baixo ou muito baixo, as dez mais bem colocadas escolas públicas do ensino médio estão no Nordeste.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/jornaldaparaiba
O Instituto de Pesquisas e Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou hoje (5) as notas preliminares do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 por escola. Segundo o Inep, se consideradas as instituições de grande porte (com mais de 90 alunos que fizeram o Enem), onde mais de 80% dos alunos que também fizeram o exame cursaram todo o ensino médio (alto índice de permanência) e têm estudantes de nível socioeconômico baixo ou muito baixo, as dez mais bem colocadas escolas públicas do ensino médio estão no Nordeste.
Ao todo, 15.640 instituições de ensino tiveram as notas divulgadas, nas quais 1.295.954 estudantes fizeram o Enem.
A Escola Estadual de Educação Profissional Padre João Bosco de Lima, de Mauriti, no Ceará, está no topo da lista, entretanto o Inep destaca o recorte em que essa lista foi feita.
Segundo o ministro da Educação, Renato Janine, o Inep está propondo pela primeira vez rankings alternativos à listagem pelas maiores notas. “A primeira da lista não é necessariamente melhor, porque existem fatores externos que podem determinar isso. E, do ponto de vista da prestação de serviço, se você quer mostrar às famílias qual a melhor escola para o seu filho, às vezes, a primeira da lista pode ser muito pequena e não ter vaga, ou ter uma política restrita de aceitação de alunos. Então, não é uma informação de serviço muito boa. Queremos aproximar o resultado do mundo real e ver a contribuição efetiva das escolas”, disse.
Janine explicou que o Ministério da Educação está valorizando três fatores nessa lista. O primeiro é o porte das escolas. “Elas têm geralmente uma nota menor porque lidam com uma complexidade de alunos, que é o mundo real. A escola grande prepara melhor o aluno para o mundo real, mesmo que ela pontue abaixo. Não podemos ignorar que uma escola pequena facilita o trabalho do professor, mas também forma um aluno menos apto a lidar com a complexidade crescente do mundo atual”, disse o ministro.
O Inep divide as escolas de um a 30 alunos, de 31 a 60 alunos, de 61 a 90 alunos e com mais de 90 alunos.
O segundo fator determinante é o de permanência do aluno na instituição. Segundo Janine, há escolas que excluem alunos que não apresentam bom rendimento e absorvem os bons alunos por processos de seleção para o 3º ano. “Você excluir um aluno que está tendo notas ruins aumenta a nota da escola, mas também não é verdadeiro. Não está dando um desenho real de como a escola formou seus alunos, porque ela subtraiu informação”, explicou.
O instituto divide as escolas pelo fator de permanência, entre aquelas que têm menos de 20% dos alunos que fizeram todo o ensino médio na instituição, e as que têm de 20% a 40%, de 40% a 60%, de 60% a 80% e de 80% ou mais.
O fator determinante para o ministro é o nível socioeconômico. “Uma escola com alunos mais pobres, ou mesmo miseráveis, vai ter uma nota inferior. Mas essa escola pode estar fazendo um trabalho educativo mais importante. Ela pode talvez melhorar esses alunos mais do que aquela que já recebeu o aluno com muita formação e com nível socieconômico alto, apenas dando um pequeno avanço nele”, explicou.
O sistema de divulgação do Enem por escola está disponível no site do Inep.

Veja abaixo o ranking das dez melhores escolas públicas dentro dos critérios do Inep (grande porte, indicador de permanência de mais de 80% e que atendem alunos de nível baixo ou muito baixo):

Escola Estadual de Educação Profissional Padre João Bosco de Lima, do Ceará
Escola de Ensino Fundamental e Médio Dep. Cesário Barreto Lima, do Ceará
Escola de Referência em Ensino Médio Coronel João Francisco, de Pernambuco
Escola de Referência em Ensino Médio João Pessoa Souto Maior, de Pernambuco
Escola de Referência em Ensino Médio Barão de Exu, de Pernambuco
Escola de Referência em Ensino Médio Padre Antônio Barbosa Júnior, de Pernambuco
Colégio Estadual Pedro Calmon, da Bahia
Colégio Estadual Dr. Milton Dortas, de Sergipe
Escola de Referência em Ensino Médio Senador Nilo Coelho, de Pernambuco
Escola de Referência em Ensino Médio Manoel Guilherme da Silva, de Pernambuco
Fonte - Agência Brasil  05/08/2015

terça-feira, 21 de julho de 2015

Alunos da rede públicas do país recebem medalha de ouro em matemática

Educação

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, elogia os alunos da rede pública que ganharam medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática. Para o ministro, o desempenho dos estudantes favorece o crescimento do país.

Cristina Indio do Brasil
Repórter Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil
O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, disse hoje (20) que quanto mais o Brasil for um país justo e der oportunidades, mais livres serão os jovens para escolher seus caminhos profissionais, pessoais e de inteligência. Janine se dirigia aos alunos premiados na edição de 2014 da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), na cerimônia de entrega das medalhas no Theatro Municipal, no centro do Rio de Janeiro. “O mundo que se abre diante de vocês não é trivial. É um belo e grande mundo”, apontou.
Para o ministro, o desempenho dos estudantes favorece o crescimento do país. “Se eu posso sugerir uma coisa, orgulhem-se muito da história de vida que vocês já têm e pensem na história de vida que vocês vão construir com muito carinho, muita ambição, porque todos merecem”, disse.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, que também participou da cerimônia, elogiou o empenho dos estudantes premiados, que tiveram de enfrentar dificuldades, por morarem em regiões com pouca estrutura e, ainda assim, conseguiram conquistar medalhas. Para ele,, também é preciso lembrar que o Brasil tem lugares como comunidades indígenas, nas quais a população não tem conhecimento da matemática. “É preciso que no nosso esforço de promover o ensino de matemática tenha a decisão de retirar da exclusão lamentável parte de nossa população que não sabe nem contar”, analisou.
Mais de 18 milhões de estudantes de 46 mil 711 escolas, de 99,41% dos municípios do país, disputaram as premiações. Do total, 501 conquistaram medalha de ouro, 1.500 de prata e 4.500 de bronze. Quando a competição começou, em 2005, eram cerca de 10 milhões de estudantes. Na avaliação do coordenador-geral da OBMEP e diretor adjunto do Instiutto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA,) Cláudio Landim, a olimpíada é um projeto com grande impacto na qualidade do ensino da matemática. “Essa é uma grande contribuição, mostrando que a olimpíada é muito mais do que uma prova. Pode ser instrumento eficaz de mobilidade social no país”, comentou.
Landim destacou que além de participar da competição, os alunos que conquistam medalha de ouro podem passar por uma seleção e garantir bolsa para estudar em uma universidade do país, concedida pelo Instituto Tim, no valor de R$ 1,2 mil. A oportunidade pode se estender também para fora do país. “A primeira seleção foi feita este ano, e uma aluna escreveu dizendo que foi admitida para a Universidade de Helsinque [Finlândia], e gostaria de saber se pode continuar com a bolsa para prosseguir seus estudos. Isso mostra a qualidade da seleção que foi feita”, explicou.

Alunos premiados na 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática
 das Escolas Públicas Tomaz Silva/Agência Brasil
As trigêmeas Fábia, Fabíola e Fabiele Loterio, de 15 anos, estão no 1º ano do ensino médio e estudam na Escola Estadual Alice Holzmeister, na zona rural da cidade de Santa Leopoldina, no Espírito Santo. As jovens conquistaram medalha de ouro na olimpíada de 2014. Para as três, o estudo de matemática ficou muito mais fácil e agradável depois que começaram a participar da olimpíada, em 2011.
Fabíola e Fabiele ainda não se decidiram sobre o curso que vão fazer na universidade, apesar de saberem que será algum na área de ciências exatas, mas Fábia não tem dúvida. “Eu quero fazer matemática”, contou.
Fábia disse que participar da olimpíada abre portas para vários caminhos e mostra como o estudo pode mudar a vida do estudante. “Passei a gostar muito mais de matemática. Sempre gostei, mas depois da OBMEP [o interesse] foi muito maior", disse, revelando que estava emocionada em receber o prêmio.
Para Fabiele, a forma como a matéria é apresentada é que conquista o aluno. “Usa também mais lógica e força a pensar. Não é como na escola. É diferente”, analisou.
Todos os medalhistas de ouro têm direito de participar do Programa de Iniciação Científica (PIC), no qual durante um ano têm aulas de matemática aos sábados, das 8 às 17h, em universidades públicas do país. Eles recebem bolsas de R$ 100 por mês em recursos liberados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O ministro Aldo Rebelo informou que não haverá cortes neste investimento. “Tudo que há de compromisso já firmado pelo CNPq será mantido, inclusive as bolsas de iniciação científica”, assegurou.
Fonte - Agência Brasil  20/07/2015

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Alunos da Faculdade Anhanguera conhecem o Pátio São Gabriel do metrô de BH

Transportes sobre trilhos

A turma foi conduzida pelo coordenador Operacional de Oficina Eletrônica, Edmar Bertolini, que também é professor da unidade de ensino. Segundo ele, a proposta foi apresentar rotinas relacionadas com as disciplinas de “Acionamentos Elétricos”, “Manutenção Eletroeletrônica Industrial” e “Proteção de Sistemas Elétricos”.

CBTU

Alunos do curso de Tecnólogo em Eletrotécnica Industrial da Faculdade Anhanguera participaram do Projeto Bastidores do Metrô, em setembro, e tiveram a oportunidade de visitar as oficinas de manutenção do Pátio São Gabriel, da CBTU Belo Horizonte. Ao todo, dez estudantes conheceram diversos equipamentos e atividades envolvidos na manutenção dos trens do metrô da capital.
A turma foi conduzida pelo coordenador Operacional de Oficina Eletrônica, Edmar Bertolini, que também é professor da unidade de ensino. Segundo ele, a proposta foi apresentar rotinas relacionadas com as disciplinas de “Acionamentos Elétricos”, “Manutenção Eletroeletrônica Industrial” e “Proteção de Sistemas Elétricos”. “O objetivo foi mostrar aos estudantes, na prática, os conceitos teóricos na rotina de um ambiente industrial.”
Edmar destacou que os alunos fizeram contato com componentes de diversos sistemas, como de acionamento de motores de corrente contínua, corrente alternada, contatores e relés de diversos tipos, utilizados em vários equipamentos dos trens e outros sistemas. Os estudantes também conheceram uma subestação de energia 13,8 KV/ 380/220V, instalações de alta tensão em corrente continua e demais instalações do PSG. “O aprendizado foi válido e esclarecedor, porque os alunos puderam sanar dúvidas e conhecer detalhes da operação e rotinas de manutenção de equipamentos que farão parte do dia a dia de cada um deles no futuro profissional.”
Segundo o aluno Aldair Rodrigues Oliveira, a visita permitiu conhecer setores fundamentais do curso de eeletrotécnica industrial, como subestações de energia, motores de tração e a dinâmica para o funcionamento dos trens. “É ótimo observar o funcionamento da manutenção mecânica e de equipamentos, como o torno rodeiro, além dos veículos ferroviários que realizam a conservação das linhas”. De acordo com o aluno Daniel Wagner Esteves, a visita foi muito proveitosa, sobretudo nos setores ligados à eletrônica. “Tivemos acesso a informações ricas sobre as subestações de energia, a dinâmica dos motores de alta tensão e conversão, além dos tipos de corrente usadas para o funcionamento dos trens”.
Fonte -  CBTU BH  14/10/2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Beneficiários do Pronatec são maioria em Olimpíada do Conhecimento

Educação

Seu desempenho estabelece o padrão de excelência das práticas de 58 ocupações técnicas, sendo 48 da indústria, sete do setor de serviços e três da agropecuária.Os estudantes que chegam a essa etapa são os que se destacaram durante as aulas.

Mariana Tokarnia 
Enviada Especial* - Ag.Brasil
Arquivo/Agência Brasil
A Olimpíada do Conhecimento, que começa hoje (3) em Belo Horizonte, reúne pela primeira vez grande número de beneficiários do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico em Emprego (Pronatec). Eles representam 82% dos competidores, segundo a organização do evento. Seu desempenho estabelece o padrão de excelência das práticas de 58 ocupações técnicas, sendo 48 da indústria, sete do setor de serviços e três da agropecuária.
Os estudantes que chegam a essa etapa são os que se destacaram durante as aulas. Eles passaram por treinamento específico para a competição. Depois, participaram dos torneios estaduais e foram considerados os melhores de cada estado. Há estudantes do Pronatec na competição representando as delegações dos 26 estados e do Distrito Federal.
Dos 726 participantes, 597 passaram por cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) ou técnicos de nível médio nas unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e nos institutos federais de Tecnologia.
De acordo com o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, os estudantes beneficiários do Pronatec têm desempenho semelhante ao dos demais estudantes. A taxa de evasão, apesar de ter passado de 5% para 8%, ainda é baixa. "Houve pequeno aumento na taxa, mas também um grande aumento no número de alunos. O Pronatec é uma importante agenda de construção de cidadania no país", diz.
"A olimpíada é fundamental para a aprendizagem dos alunos e para as empresas, mas o objetivo principal é mostrar a educação profissional como um caminho de escolha, com uma boa remuneração. O estudante poderá ingressar no mercado de trabalho e poderá também continuar a estudar se desejar", acrescenta Lucchesi.
Segundo ele, a formação técnica chega a 7% da população de 15 a 19 anos, índice considerado baixo quando comparado à média de cerca de 50% dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.
*A repórter viajou a convite do Senai.
Fonte - Agência Brasil  03/09/2014

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Dilma sanciona Plano Nacional de Educação sem vetos

Educação

O PNE estabelece meta mínima de investimento em educação de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) no quinto ano de vigência e de 10% no décimo ano. Atualmente, são investidos 6,4% do PIB, segundo o Ministério da Educação.O ministro da pasta, Henrique Paim, disse que está contando com os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do pré-sal para cumprir as metas estabelecidas....

Yara Aquino  
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
A presidenta Dilma Rousseff sancionou, sem vetos, o Plano Nacional de Educação (PNE). O plano tramitou por quase quatro anos no Congresso até a aprovação e estabelece 20 metas para serem cumpridas ao longo dos próximos dez anos. As metas vão desde a educação infantil até o ensino superior, passam pela gestão e pelo financiamento do setor e pela formação dos profissionais. O texto sancionado pela presidenta será publicado em edição extra do Diário Oficial da União de hoje (26).
O PNE estabelece meta mínima de investimento em educação de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) no quinto ano de vigência e de 10% no décimo ano. Atualmente, são investidos 6,4% do PIB, segundo o Ministério da Educação.
O ministro da pasta, Henrique Paim, disse que está contando com os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do pré-sal para cumprir as metas estabelecidas, mas reconheceu que o governo terá que fazer um grande esforço. “Como temos dez anos, precisamos fazer uma grande discussão, verificar exatamente as fontes que nós temos e ver no que é preciso avançar. É óbvio que a União terá que fazer um grande esforço, mas sabemos também que os estados e municípios terão que fazer também um grande esforço, um esforço conjunto tanto no cumprimento das metas como no financiamento", disse hoje (26) em entrevista coletiva sobre a sanção do PNE.
Um ponto que desagradou o governo durante as discussões no Congresso e que foi mantido no texto foi a obrigatoriedade de a União complementar recursos de estados e municípios, se estes não investirem o suficiente para cumprir padrões de qualidade determinados no Custo Aluno Qualidade (CAQ). Sobre o CAQ, o ministro ponderou que primeiro será preciso fazer um grande debate com a participação de governo, estados, municípios e entidades da área de educação para definir como calcular o índice.
Entidades que atuam no setor educacional reivindicavam o veto de dois trechos do PNE. Em carta à presidenta Dilma Rousseff, pediram que fosse excluída a bonificação às escolas que melhorarem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e a destinação de parte dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para programas desenvolvidos em parceria com instituições privadas.
Com a possibilidade de destinação dos recursos também para parcerias com instituições privadas, entram na conta programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (ProUni). O texto originalmente aprovado pela Câmara previa que a parcela do PIB fosse destinada apenas para a educação pública.
O ministro defendeu esse ponto e disse que, se não houver parceria com instituições privadas, será difícil avançar. Paim acrescentou que é também uma forma de garantir gratuidade a todos. “São recursos públicos investidos e devemos ter garantia de acesso a todos. Se forneço ProUni, Fies e Ciência sem Fronteiras - ações que tem subsídio ou gratuidade envolvidos - então, estamos gerando oportunidades educacionais”, disse.
Além do financiamento, o plano assegura a formação, remuneração e carreira dos professores, consideradas questões centrais para o cumprimento das demais metas. Pelo texto, até o sexto ano de vigência, os salários dos professores da educação básica deverá ser equiparado ao rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente. Além disso, em dez anos, 50% desses professores deverão ter pós-graduação. Todos deverão ter acesso à formação continuada.
O texto ainda institui avaliações a cada dois anos para acompanhamento da implementação das metas dos PNE. O ministro Paim, disse que o MEC vai anunciar, em breve, um sistema para acompanhamento do plano e também de medidas para dar suporte aos estados e municípios na construção dos planos de educação.
Fonte - Agência Brasil  26/06/2014

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Câmara aprova texto-base do PNE, destaques serão votados na próxima semana

Educação

Com a galeria tomada por estudantes, professores e trabalhadores da educação, a Câmara dos Deputados aprovou hoje (28), por unanimidade, o texto-base do projeto que institui o Plano Nacional de Educação (PNE).

Luciano Nascimento 
Repórter da Agência Brasil 

O PNE estabelece 20 metas a serem cumpridas nos próximos dez anos. Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo; o aumento de vagas em creches, no ensino médio, no profissionalizante e nas universidades públicas; a universalização do atendimento escolar para crianças de 4 a 5 anos e a oferta de ensino em tempo integral para, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica. O plano destina também 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação – atualmente são investidos menos de 6% do PIB.
Votação do texto-base do Plano Nacional de Educação na Câmara dos DeputadosJosé Cruz/Agência Brasil
De acordo com o relator, Ângelo Vanhoni (PT-PR), a educação integral é a meta mais revolucionária do PNE. “Em países desenvolvidos, os pais levam os alunos à escola às 7h da manhã e pegam às 17h. Isso porque a grade curricular, os sistemas municipais de ensino, contam com os conteúdos básicos – matemática, português, história, etc – e aulas de reforço no período da tarde, com tempo de sobra ainda para aulas de música, dança”, comparou.
Os deputados votaram conforme o parecer de Vanhoni, que alterou o texto aprovado no Senado. A principal mudança foi a alteração no artigo que trata do financiamento da educação.
A comissão especial da Câmara que debatia a proposta aprovou a meta de atingir a aplicação de 10% do PIB em educação pública ao final dos dez anos, conforme versão aprovada pela Casa em 2012. O texto do Senado previa que os recursos também poderiam ser utilizados em isenção fiscal e em subsídios a programas de financiamento estudantil.
Nas galerias da Câmara, estudantes, professores e profissionais de educação seguravam cartazes e pediam a aprovação do PNE. Os manifestantes foram autorizados a acompanhar a votação no plenário e comemoraram o resultado sob os gritos de “10% do PIB para educação”.
A votação do texto-base foi uma maneira de ganhar tempo na negociação dos temas considerados polêmicos como o que trata do financiamento da educação. O tema vai ser debatido novamente na próxima semana quando os deputados devem votar os destaques ao texto.
Outro ponto a ser debatido é a possibilidade de a União ter de complementar recursos de estados, Distrito Federal e municípios se estes não atingirem o montante necessário para cumprir padrões de qualidade na educação, conceituados como Custo Aluno Qualidade inicial (CAQi) e Custo Aluno Qualidade (CAQ).
A votação dos destaques do PNE farão parte do esforço concentrado anunciado nessa quarta-feira, pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A intenção de realizar um esforço concentrado para votar matérias de maior apelo da sociedade.
Fonte - Agência Brasil  28/05/2014

quinta-feira, 3 de abril de 2014

O professor da USP delira, o Bolsonaro é calado - Bob Fernandes

Política




Bob Fernandes
O cotidiano da política pode esperar. O tema ainda é o golpe de Estado e a ditadura imposta há 50 anos.
Cena 1. Terça-feira. Faculdade de Direito do Largo de S. Francisco, São Paulo. A pretexto de dar aula, o professor Eduardo Lobo Gualazzi, decide ler sua "Continência a 1964".
No texto, o professor lembra ter apoiado o golpe aos 17 anos. Diz ele que em nome do "Aristocratismo, burguesismo, direitismo, capitalismo, música erudita...", e por ai afora...


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Candidato a motorista terá de usar simulador antes das aulas práticas

Brasil

Thais Araujo
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília - Os alunos de autoescolas, que irão tirar carteira de motorista na categoria B, terão que usar um simulador de direção antes das aulas práticas. A obrigatoriedade, prevista em resolução do Conselho Nacional de Trânsito, entrou em vigor hoje (31). De acordo com o conselho, o uso do equipamento vai complementar a formação dos condutores, permitindo sua exposição a situações virtuais sem comprometer a segurança e a integridade do motorista e de seu instrutor. Pela nova regra, após as aulas teóricas, os alunos deverão ter cinco horas de treinamento com o simulador para, só depois, começarem as aulas de direção nas ruas.
Estudos realizados pelo National Center Injury, dos Estados Unidos, indicam que o uso do simulador pode reduzir até à metade o número de acidentes nos primeiros 24 meses de habilitação. No Brasil, o protótipo do modelo ideal de simulador de direção foi desenvolvido a partir de estudos feitos na Universidade Federal de Santa Catarina. Os estudos comprovaram que os caminhoneiros que tiveram aulas com o uso do simulador provocaram menos acidentes após obtenção da carteira do que aqueles que não fizeram uso do equipamento.
De acordo com o Ministério das Cidades, a maior parte dos acidentes está associada à imprudência ao volante, que engloba desobediência à sinalização, abuso da velocidade e direção sob efeito de álcool. Outra parcela dos acidentes ocorridos no Brasil credita-se à falta de competências para a direção.
"Com o uso do simulador, os pretendentes à obtenção da permissão para dirigir na categoria B poderão passar por simulações que permitam verificar, antes das aulas práticas, se o condutor tem domínio do veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito, em condições normais ou adversas e situações imprevistas ou de emergência, conforme as normas gerais de circulação e conduta previstas no Capítulo III do Código de Trânsito Brasileiro", informa o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
O diretor da AutoEscola Brasiliense, rede que conta com 15 unidades no Distrito Federal e em Goiás, Luciano Santos, disse não acreditar que o uso do simulador vá melhorar a formação dos condutores. Para ele, o que falta aos motoristas é "educação no trânsito". Ele também lamenta que a obrigatoriedade vá provocar reajuste nos valores cobrados pelas autoescolas, embora não tenha uma estimativa do percentual de aumento.
"A forma como a formação é feita atualmente é suficiente. Acho que é ilusão pensar que o equipamento vai trazer melhorais em relação ao ensino. O aluno aprende é na prática, no volante, no trânsito. O que o motorista precisa aperfeiçoar é a educação ao dirigir, obedecendo às regras, respeitando limites de velocidade e não fazendo do volante uma arma", ressaltou ele, que vai ter que correr para se adaptar à nova exigência "nos primeiros dias de janeiro" e adquirir os simuladores.
De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito, os Centros de Formação de Condutores somente poderão utilizar simulador de direção previamente certificado e posteriormente homologado pelo Denatran, que será responsável pela fiscalização do cumprimento dos requisitos e exigências definidas.
Fonte - Agência Brasil  31/12/2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Escolas federais obtêm maior média no Enem 2012

Educação

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os alunos das escolas públicas federais conseguiram a maior média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). A rede obteve média de 584,23 pontos em uma escala que vai até 1 mil. As escolas privadas aparecem em seguida com 577,39 pontos.
As médias levam em conta a nota na redação e as notas de cada uma das quatro competências do exame: linguagens e códigos, matemática, ciências humanas, ciências da natureza. Levando-se em consideração apenas a média da redação, as federais também apresentam o melhor resultado, 613,07, seguidas pelas privadas com 602,16.
A rede federal atende 2% dos estudantes do ensino médio que fizeram o Enem no ano passado. A rede privada concentra 31,51% dos estudantes. A maior parte dos estudantes concluintes do ensino médio participantes do exame estão na rede pública estadual de ensino, 65,53%. A rede obteve uma média geral de 485,64 pontos e uma média na redação de 491,41. A rede pública municipal, com 0,95% dos estudantes, obteve uma média de 524,14 em toda a prova e 533,48 pontos na redação.
Segundo o MEC, os 215,5 mil melhores estudantes das escolas públicas tiveram média equiparável à dos estudantes das escolas particulares. Eles obtiveram 570,17. Na redação, os melhores estudantes obtiveram média superior a todas as demais redes, 616,6.
"A média do setor público está abaixo da do setor privado. No entanto, os melhores estudantes das escolas públicas competem com setor privado", diz o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. De acordo com o ministro, o bom desempenho terá reflexo nas cotas no ensino superior. Por lei, em 2014, 25% das vagas nas instituições federais devem ser reservadas a estudantes de escolas públicas.
A nota do Enem é usada no Sistema de Seleção Unificada, que seleciona os candidatos para as vagas ofertadas pelas instituições públicas de ensino superior. A nota é referência para os estudantes que concorrem a bolsas em instituições particulares pelo Programa Universidade para Todos. Além de ser pré-requisito para o Programa de Financiamento Estudantil, a nota do Enem também serve para o intercâmbio acadêmico Ciência sem Fronteiras e para a obtenção do diploma de ensino médio.
Fonte - Agência Brasil 25/11/2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Até 2014, Brasil deve ter 60 mil escolas públicas com aulas em período integral

Karine Melo
Repórter da Agência Brasil
foto ilustração - revistapontocom
Brasília - Mais de 49,3 mil escolas públicas em todo o país têm atividades em período integral. A expectativa é que até o ano que vem sejam 60 mil. No turno complementar, além de acompanhamento pedagógico obrigatório com aulas de reforço escolar em matemática, português, ciências e uma língua estrangeira, os alunos podem praticar esportes e participar de atividades culturais, que ajudam a melhorar a disciplina e a concentração.
“Nossa prioridade tem sido as escolas onde estão as crianças mais pobres, que são aquelas que recebem o Bolsa Família”, disse hoje (29) Dilma Rousseff, durante o programa Café com a Presidenta.
Segundo ela, a educação em dois turnos é importante para o aluno, para a família do aluno e para todo o país, pois o modelo ajuda no aprendizado de crianças e adolescentes. “Nenhum país do mundo chegou a se transformar em uma nação desenvolvida sem que as crianças tenham dois turnos na escola, nos colégios”, ressaltou.
Estudantes de 19,7 mil escolas rurais também participam do programa de ensino em dois turnos. Nessas escolas, além das atividades oferecidas nas demais escolas, os alunos ainda têm aulas ligadas à realidade do campo e da agricultura.
Só este ano, o governo federal já investiu R$ 1,8 bilhão no programa de educação integral. A maior parte dos recursos é repassada diretamente para a escola contratar monitores e professores, comprar material e preparar os espaços para receber as crianças nas atividades do chamado contra turno. O Ministério da Educação também repassa às prefeituras recursos para garantir alimentação de quem fica o dia todo na escola.
Fonte - Agência  Brasil 29/07/2013