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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Trem 'virtual' treina funcionários da linha 4 Amarela em São Paulo

Transportes sobre trilhos

Desenvolvido para linhas com sistema “driverless” (sem condutor), como a Linha 4, o equipamento espanhol ajuda na reciclagem dos colaboradores da concessionária.As equipes de manutenção, seguranças e estrategistas serão submetidas ao treinamento duas vezes por ano.

Diário de São Paulo - RF
foto - ilustração/Arquivo
Conduzir um trem parece uma tarefa fácil. E realmente é. Basta treinamento. Um simulador de trem, inédito no mundo, começou a funcionar em São Paulo há um mês para melhorar o desempenho dos funcionários quando precisam consertar falhas do sistema automático da Linha 4-Amarela do Metrô, administrada pela concessionária ViaQuatro.
O Diário teve acesso com exclusividade ao novo sistema na segunda-feira (13) e também “conduziu” alguns trens virtualmente.
A vantagem para os passageiros é ficar menos tempo parado no trem ou nas plataformas em caso de panes. Isso porque o simulador permite um treinamento mais realista aos agentes, que serão capazes de resolver problemas rapidamente.
Desenvolvido para linhas com sistema “driverless” (sem condutor), como a Linha 4, o equipamento espanhol ajuda na reciclagem dos colaboradores da concessionária.
As equipes de manutenção, seguranças e estrategistas serão submetidas ao treinamento duas vezes por ano.

Como funciona

O centro de treinamento fica no pátio da empresa, na Vila Sônia, na Zona Oeste da capital. O simulador reproduz o ambiente da cabine do condutor. O sistema é automático, mas os funcionários precisam do treinamento manual para agir rápido em caso de falha no sistema.
Os trilhos são originais, filmados por engenheiros, para dar mais realismo. A mesa de operação é repleta de botões, como a cabine de verdade.
Na simulação, o condutor aprende a sair com o trem, ganhar velocidade, chegar à próxima estação, alinhar os vagões às portas automáticas das plataformas e, finalmente, parar. Apesar de a velocidade máxima nos trilhos ser de 80 km/h, o simulador permite “viajar” somente até 30 km/h.

Até para abrir as portas é preciso prática e muita atenção.
Embora seja praticamente impossível a entrada de uma pessoa na via, por causa da barreira de vidro nas plataformas, a reportagem se “distraiu” e “atropelou” um homem nos trilhos.
Claro, tudo de mentira. Era apenas um teste. “Como nosso sistema é automatizado, há poucas falhas na operação e são raras as ocasiões em que o trem precisa ser operado manualmente. O simulador permite treinamento permanente mantendo os colaboradores aptos à atuação imediata em diferentes situações”, explicou o presidente da ViaQuatro, Harald Zwetkoff.

Aparelho evita gasto com operação à noite
Antes do simulador de trem, o treinamento dos funcionários era feito nos próprios trilhos, de madrugada, entre 0h30 e 3h30.
Isso demandava mais custo, segundo a concessionária ViaQuatro, com despesas como horas extras e energia elétrica.
Com a implantação do simulador, o treinamento agora pode ser feito em qualquer horário, sem interferência na operação normal dos trens ou na manutenção preventiva da Linha 4-Amarela, que continua sendo realizada na madrugada.
Além do aspecto de segurança e da produtividade, outra vantagem do ambiente virtual é a eliminação do desgaste da composição e dos trilhos, que ocorriam quando o treinamento era realizado em campo.
As equipes treinarão, dentre outras situações, a operação manual do trem em casos de oscilação no fornecimento de energia elétrica. O objetivo é sempre restabelecer em menor tempo possível a prestação de serviço normal para o usuário. O processo de reciclagem no simulador acontece de seis em seis meses.
O tempo dispensado para o treinamento de funcionários iniciantes caiu pela metade. Antes, para aprender o conceito básico de tirar o trem da plataforma, por exemplo, demorava um mês. Agora, as aulas levam cerca de duas semanas.
Fonte - Revista Ferroviária  15/06/2016

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Jacques Wagner inaugura simulador para helicópteros no Rio

Defesa

Com a inauguração do centro, o consórcio Helibras – Airbus Helicopters cumpre uma nova etapa do contrato de fornecimento de 50 helicópteros EC725 para as Forças Armadas, informou a assessoria do Ministério da Defesa.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/tecnodefesa
O ministro da Defesa, Jaques Wagner, inaugurou hoje (21), no Rio de Janeiro, o Centro de Treinamento e Simuladores (CTS) da Helibras. A unidade vai treinar pilotos no Full Flight Simulator, único simulador para modelos de helicópteros H225 da aviação civil e H225M das Forças Armadas instalado nas Américas. O investimento é de R$ 80 milhões, informou a Helibras.
Com a inauguração do centro, o consórcio Helibras – Airbus Helicopters cumpre uma nova etapa do contrato de fornecimento de 50 helicópteros EC725 para as Forças Armadas, informou a assessoria do Ministério da Defesa. A unidade viabiliza treinamentos de missões reais em ambientes de realidade virtual, com tecnologia inédita na América do Sul. O simulador atenderá o setor de petróleo e a área militar.
Jaques Wagner destacou o avanço tecnológico que o simulador traz ao país. "É necessário preservar as empresas brasileiras da área de defesa, pois elas são a síntese da inteligência nacional”, afirmou. Ele afirmou que o governo federal está efetuando esforços para retomar o caminho do crescimento econômico. “Vamos construir um Brasil olhando para frente, e não para trás. Nosso país não deve viver de especulações, mas de desenvolvimento”.
Para o governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, que participou da inauguração do centro, o simulador será "referência para o mundo". O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, por sua vez, disse que o CTS é um ganho para a capital do estado.
Fonte - Agência Brasil   21/08/2015

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Rui Costa pilota simulador de aeronave do voo Feira / Campinas

Transporte aéreo

Rui pilotou um simulador do Embraer 190, com as mesmas características da aeronave que começa a operar em Feira de Santana. Durante a simulação, Rui sobrevoou o Rio de Janeiro e desceu no Galeão. Ele foi elogiado pelos instrutores de voo que disseram que Rui tem "mão de piloto".  - Assista o vídeo.

Secom
foto - secom
O governador Rui Costa, em visita às instalações da Azul Linhas Aéreas, na manhã desta segunda-feira (2), em Campinas (SP), pilotou um simulador do Embraer 190, com as mesmas características da aeronave que começa a operar em Feira de Santana. Durante a simulação, Rui sobrevoou o Rio de Janeiro e desceu no Galeão. Ele foi elogiado pelos instrutores de voo que disseram que Rui tem "mão de piloto".
"É impressionante o contato com a tecnologia utilizada na Uniazul [Universidade da Azul], no treinamento da tripulação e outros profissionais. Tudo é pensado para garantir a segurança e o conforto dos passageiros. Tenho certeza que a parceria entre a Bahia e a Azul será duradoura e boa para todos", disse Rui.
Com embarques de segunda a sexta-feira, a população do segundo município mais populoso do estado será beneficiada com tarifas mais competitivas do que saindo de Salvador, além de poupar tempo com o deslocamento de 116 quilômetros entre Feira e a capital baiana. O trajeto de aproximadamente 1,5 mil quilômetros será percorrido em pouco mais de duas horas.
Logo mais, às 12h16 (horário de Brasília), o governador participa do voo inaugural que sai do Aeroporto de Viracopos para o Terminal João Durval Carneiro, com chegada prevista em Feira de Santana para as 13h30 (horário local).
Fonte - Secom Ba. 02/02/2015





quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Candidato a motorista terá de usar simulador antes das aulas práticas

Brasil

Thais Araujo
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília - Os alunos de autoescolas, que irão tirar carteira de motorista na categoria B, terão que usar um simulador de direção antes das aulas práticas. A obrigatoriedade, prevista em resolução do Conselho Nacional de Trânsito, entrou em vigor hoje (31). De acordo com o conselho, o uso do equipamento vai complementar a formação dos condutores, permitindo sua exposição a situações virtuais sem comprometer a segurança e a integridade do motorista e de seu instrutor. Pela nova regra, após as aulas teóricas, os alunos deverão ter cinco horas de treinamento com o simulador para, só depois, começarem as aulas de direção nas ruas.
Estudos realizados pelo National Center Injury, dos Estados Unidos, indicam que o uso do simulador pode reduzir até à metade o número de acidentes nos primeiros 24 meses de habilitação. No Brasil, o protótipo do modelo ideal de simulador de direção foi desenvolvido a partir de estudos feitos na Universidade Federal de Santa Catarina. Os estudos comprovaram que os caminhoneiros que tiveram aulas com o uso do simulador provocaram menos acidentes após obtenção da carteira do que aqueles que não fizeram uso do equipamento.
De acordo com o Ministério das Cidades, a maior parte dos acidentes está associada à imprudência ao volante, que engloba desobediência à sinalização, abuso da velocidade e direção sob efeito de álcool. Outra parcela dos acidentes ocorridos no Brasil credita-se à falta de competências para a direção.
"Com o uso do simulador, os pretendentes à obtenção da permissão para dirigir na categoria B poderão passar por simulações que permitam verificar, antes das aulas práticas, se o condutor tem domínio do veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito, em condições normais ou adversas e situações imprevistas ou de emergência, conforme as normas gerais de circulação e conduta previstas no Capítulo III do Código de Trânsito Brasileiro", informa o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
O diretor da AutoEscola Brasiliense, rede que conta com 15 unidades no Distrito Federal e em Goiás, Luciano Santos, disse não acreditar que o uso do simulador vá melhorar a formação dos condutores. Para ele, o que falta aos motoristas é "educação no trânsito". Ele também lamenta que a obrigatoriedade vá provocar reajuste nos valores cobrados pelas autoescolas, embora não tenha uma estimativa do percentual de aumento.
"A forma como a formação é feita atualmente é suficiente. Acho que é ilusão pensar que o equipamento vai trazer melhorais em relação ao ensino. O aluno aprende é na prática, no volante, no trânsito. O que o motorista precisa aperfeiçoar é a educação ao dirigir, obedecendo às regras, respeitando limites de velocidade e não fazendo do volante uma arma", ressaltou ele, que vai ter que correr para se adaptar à nova exigência "nos primeiros dias de janeiro" e adquirir os simuladores.
De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito, os Centros de Formação de Condutores somente poderão utilizar simulador de direção previamente certificado e posteriormente homologado pelo Denatran, que será responsável pela fiscalização do cumprimento dos requisitos e exigências definidas.
Fonte - Agência Brasil  31/12/2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Solidão

A SOLIDÃO para testar o comportamento humano em condições de completo isolamento durante longos períodos de tempo, iguais ao que o homem terá que enfrentar na exploração do espaço. 


foto ilustração - noticiasterra
Finalmente liberadas as gravações que a NASA fez das experiências realizadas com o tenente da Marinha John Smith para testar o comportamento humano em condições de completo isolamento durante longos períodos de tempo, iguais ao que o homem terá que enfrentar na exploração do espaço. O tenente Smith foi escolhido pelas suas perfeitas condições físicas e mentais. Foi colocado dentro de um simulador de vôo com comida bastante para dois anos e os instrumentos que normalmente levaria numa missão, inclusive um computador. Todos os dias Smith teria que fazer um relatório verbal para que seu estado fosse avaliado. O que segue são trechos das gravações feitas dos seus relatórios.
Primeiro dia. “Meu nome é John Smith. Estou ótimo. Passei todo o dia me familiarizando com este meu pequeno lar. Já desafiei o computador para uma partida de xadrez. Acho que nos daremos muito bem. (Risadas.) Só tenho uma queixa: esta comida em bisnagas não se parece nada com a comida de mamãe... (Risadas.) Dois mais dois são quatro. Encerro”.
Uma semana depois. “John Smith aqui. Continuo muito bem. Ainda não consegui vencer nenhuma partida de xadrez deste computador. Acho que ele está trapaceando. (Risadas.) Três vezes três é nove. Encerro”.
Um mês depois. “(Risadas.) Meu nome é John maldito Smith. Tudo bem. Um pouco entediado, mas tudo bem. Consegui finalmente ganhar uma do computador, embora ele negue. Vou ter que derrotá-lo de novo para convencer este cretino. Calculei mal e já comi todas as bisnagas de torta de maçã. Agora só tem maldito limão. Dois vezes três são, deixa ver. Seis. Quer dizer... Não. Está certo. Seis. Encerro”.
Dois meses depois. “Vocês sabem quem eu sou. John qualquer coisa. Não agüento mais a arrogância deste computador. Ele não é humano! Insiste que me deu xeque-mates inexistentes e se recusa a admitir que está errado. Tivemos uma briga feia hoje. Dois mais dois são... sei lá. Encerro”.
Quatro meses. “Alô. Tenho provas irrefutáveis de que o computador está tentando boicotar esta missão! Ouvi claramente ele dizer alguma coisa desagradável sobre mamãe. Canta Strangers in the Night em falsete e não me deixa dormir. Não me responsabilizo pelo que possa acontecer. Estou muito bem, lúcido e bem disposto. Com licença que estão batendo na porta”.
Sexto mês. “Meu nome é Smith. Maggie Smith. Por hoje é só”.
Oitavo mês. “(Risadas)”

Nono mês. “Smith aqui. Aconteceu o inevitável. Matei o computador. Estávamos com um problema, onde colocar as bisnagas vazias, e ele fez uma sugestão deselegante. Agora está morto. Não tenho remorsos. Ontem recebi a visita de um vendedor de enciclopédias. Não sei como ele conseguiu entrar aqui. Dois mais dois geralmente é nove. Encerro”.
Décimo mês. “Meu nome é Brown ou Taylor. Um mais um é umum. Dois mais dois, não. Iniciei um projeto importantíssimo. Com as bisnagas vazias e partes do computador, estou construindo uma mulher”.
Um ano. “Redford aqui. Sinto falta de um espelho para poder ver a minha barba, que está bem comprida. A mulher que fiz de bisnagas vazias e partes do falecido computador ficou ótima mas, infelizmente, nossos gênios não combinavam. Ela foi para casa de seus pais. Dois mais dois...”
Décimo-quarto mês. “Minha barba está tentando boicotar a missão! Faz um estranho barulho eletrônico e várias vezes já tentou me estrangular. Deve ser comunista. Começaram a chegar as enciclopédias que comprei. Tenho jogado xadrez comigo mesmo e ganho sempre”.
Décimo-quinto mês. “Aqui fala Zaratustra. Atenção. Encontrei pegadas humanas dentro da cabine. Estou investigando. Mandarei um relatório depois. Duas vezes três é demais. Encerro”.
No dia seguinte. “Grande notícia. Há outro ser humano dentro da cabine! Seu nome é Smith, John Smith, mas como o encontrei numa terça-feira o chamarei de “Quinta”. Ele não fala, mas joga xadrez como um mestre. (Risadas). Talvez tenha que matá-lo”.
Neste ponto, os cientistas da NASA acharam melhor abrir a cápsula. Encontraram Smith com as mãos em volta do próprio pescoço gritando: “Trapaceiro! Trapaceiro!”
Fonte - Circuito Ferroviário Vale Verde via e-mail  em 11/07/2013