UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Desmatamento aumenta as emissões de gases de efeito estufa no Brasil, à medida que as emissões globais caem

Meio ambiente  🌳

Enquanto as emissões caíram globalmente este ano com a nova pandemia de coronavírus paralisando a sociedade .O Brasil pode produzir de 10 a 20% a mais de gases do efeito estufa em 2020 devido ao desmatamento e à agricultura.Um relatório do grupo de defesa ambiental do Brasil Climate Observatory chegou a essa conclusão analisando as trajetórias atuais de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em setores da economia.

Revista Amazônia
foto - ilustração/arquivo
O Brasil pode produzir de 10 a 20% a mais de gases do efeito estufa em 2020 devido ao desmatamento e à agricultura, em comparação com os dados mais recentes de 2018, disse um novo estudo na quinta-feira, enquanto as emissões caíram globalmente este ano com a nova pandemia de coronavírus paralisando a sociedade .
Um relatório do grupo de defesa ambiental do Brasil Climate Observatory chegou a essa conclusão analisando as trajetórias atuais de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em setores da economia.
Globalmente, as emissões de dióxido de carbono, o gás de efeito estufa mais prevalente, devem cair 7% este ano, de acordo com outro estudo publicado na revista Nature Climate Change esta semana. Essa seria a maior redução anual úica de emissões absolutas desde o final da Segunda Guerra Mundial.
Ao contrário de grande parte do mundo, o Brasil obtém a grande maioria de sua energia de fontes renováveis, como barragens hidrelétricas e parques eólicos, e depende fortemente de biocombustíveis com menores emissões. Mas suas emissões de fontes como agricultura e desmatamento mais do que compensaram qualquer queda em outras áreas, segundo o estudo do Observatório do Clima.
“No total, a tendência é que as emissões de GEE em 2020 no Brasil aumentem”, afirmou o relatório.
“Isso ocorre porque a principal fonte de emissões, a mudança no uso da terra (44% das emissões em 2018), está crescendo devido ao aumento do desmatamento na Amazônia, que está avançando apesar da pandemia.”
O desmatamento na seção brasileira da Amazônia nos primeiros quatro meses do ano aumentou 55% em relação ao ano anterior, segundo dados preliminares do governo.
A Amazônia, 60% da qual está no Brasil, é a maior floresta tropical do mundo e absorve grandes quantidades de gases de efeito estufa.
Na agricultura, o estudo destacou que o abate de gado desacelerou no Brasil em meio à crise, deixando mais vacas no campo onde continuam a arrotar metano, um potente gás de efeito estufa.
Fonte - Revista Amazônia  22/05/2020

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Desmatamento no Cerrado emitiu 7 bi de gases do efeito estufa em 15 anos

Meio Ambiente  🌱

Os dados são baseados no Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima, e foram lançados pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) na 24ª Conferência do Clima (COP 24), da ONU, que acontece na Polônia.O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, com 2 milhões de quilômetros quadrados, e dá origem a dois terços das bacias hidrográficas brasileiras. 

Portogente 
Divulgação/Ipam
O desmatamento e as queimadas no Cerrado geraram, entre 1990 e 2017, a emissão de 7 bilhões de toneladas de CO2 equivalentes, que causam o efeito estufa – foram 159 milhões de toneladas só no ano passado, o que equivale a 17% do total de emissões por mudança do uso do solo no Brasil.
Os dados são baseados no Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima, e foram lançados pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) na 24ª Conferência do Clima (COP 24), da ONU, que acontece na Polônia.
O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, com 2 milhões de quilômetros quadrados, e dá origem a dois terços das bacias hidrográficas brasileiras. Mais da metade de sua vegetação nativa foi desmatada, e a maior parte do bioma (45%) abriga pastagens e atividades agrícolas – 12% da soja produzida no mundo sai do Cerrado.
"A agropecuária no Cerrado tem bastante espaço para crescer com sustentabilidade, de forma a aproveitar as áreas já abertas com eficiência, conservação de recursos hídricos e manutenção da vegetação nativa, inclusive a que poderia ser desmatada legalmente", afirma a pesquisadora do Ipam Gabriela Russo, que coordenou o trabalho divulgado na COP 24. "Um caminho é implementar mecanismos de mercado, que remunerem os produtores rurais que tenham mais vegetação nativa do que rege a lei."
Pelas regras do Código Florestal, existem 325 mil km2 de vegetação nativa que podem ser legalmente desmatados no Cerrado, o que geraria 3,2 bilhões de toneladas de CO2 equivalentes na atmosfera. Há ainda 25,6 mil km2 de áreas públicas não destinadas no bio­ma, que não estão sujeitas a nenhuma categoria fundiária definida e podem, facilmente, ser alvo de desmatamento irregular e grilagem de terras. Se desmatadas, gerariam mais 200 milhões de toneladas.
"O Cerrado e sua população precisam de apoio. Conservar o que resta do bioma é bom para o clima, para a água que serve boa parte do Brasil, para a agricultura e para as pessoas que ali vivem", diz a diretora de Ciência do Ipam, Ane Alencar.
Fonte - Portogente  11/12/2018

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Conceito de sustentabilidade na prática

Sustentabilidade  🍒🍍

Com as consequências do aquecimento global cada vez mais presentes em nosso dia a dia, as questões climáticas deixaram de estar relacionadas apenas ao meio ambiente e passaram a ser um grande desafio no âmbito da política e da economia mundial - além, é claro, de envolver toda a sociedade. Atentos a isso e em busca de manter o aumento da temperatura média mundial abaixo de 2°C, quase 200 países assinaram, em dezembro de 2015, o Acordo de Paris.

Thaís Hiramoto* - Portogente
foto - ilustração
Com as consequências do aquecimento global cada vez mais presentes em nosso dia a dia, as questões climáticas deixaram de estar relacionadas apenas ao meio ambiente e passaram a ser um grande desafio no âmbito da política e da economia mundial - além, é claro, de envolver toda a sociedade. Atentos a isso e em busca de manter o aumento da temperatura média mundial abaixo de 2°C, quase 200 países assinaram, em dezembro de 2015, o Acordo de Paris.
Entre os signatários, está o Brasil, sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (GEEs) do planeta, que tem a meta de reduzir em 37% as suas emissões até 2025. De acordo com o levantamento “Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG)”, realizado pelo Observatório do Clima (OC), o setor de Uso da Terra e da Floresta – representado, sobretudo, pelas queimadas e pelo desmatamento de biomas como a Amazônia e o Cerrado - emite 51% dos GEEs em nosso país.
Agora, fica o questionamento: como as empresas podem contribuir para reverter esse cenário? A resposta é uma só: é fundamental que coloquem em prática o conceito de sustentabilidade. Ou seja, de forma transversal, elas precisam tornar essa questão uma rotina nos negócios; engajar os colaboradores, clientes e fornecedores; alinhar todos os processos internos, desde a matéria-prima, passando pela produção e o transporte, até o descarte - para que o impacto seja o menor possível; investir em tecnologia e capacitação; e, por fim, incluir no planejamento a mensuração de resultados sociais e ambientais.
Além dessas atitudes internas, é importante também que a iniciativa privada estabeleça parcerias com ONGs e institutos, que possam agregar diferentes expertises. Outra medida interessante é buscar certificações de entidades competentes, capazes de atestar de forma confiável os impactos das políticas e ações ligadas à sustentabilidade e muito úteis como ferramentas de gestão, já que podem sistematizar os processos organizacionais.
Todos esses aspectos podem ser aplicados em empresas de qualquer área de atuação. Agora, vou entrar no mérito da indústria alimentícia, uma vez que o atual modelo de produção de alimentos usualmente praticado no Brasil também traz consequências negativas à biodiversidade e ao clima. Além do desmatamento, dito como necessário para o crescimento do setor, os insumos agrícolas aplicados de maneira inadequada prejudicam os ecossistemas, a saúde humana e comprometem o recurso hídrico muitas vezes já escasso.
Para combater essa realidade, as companhias da indústria de alimentos precisam incentivar os sistemas produtivos mais eficientes e orgânicos, utilizar integralmente determinados frutos, desde a polpa até as sementes (as quais geram ingredientes riquíssimos em sabor e nutrientes), incentivar o empreendedorismo de comunidades que produzem no campo e fomentar os sistemas que utilizem os produtos da floresta em pé ou até promovam o reflorestamento. Dessa maneira, é possível gerar riqueza em vários sentidos e conectar as necessidades globais à demanda dos consumidores.
*Thaís Hiramoto é especialista em sustentabilidade da Concepta Ingredients, Unidade de Negócio do Grupo Sabará que se dedica ao desenvolvimento de soluções naturais e tecnológicas, com foco nas indústrias de alimentos, bebidas, nutrição animal e farmacêutica veterinária
Fonte - Portogente  26/02/2018

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Mudar transporte contra aquecimento global requer apoio, dizem especialistas

Mobilidade/Sustentabilidade  🚇

O aumento da cota de mercado do transporte público é muito lento não só no Brasil, mas no mundo todo. O pior que podemos fazer é tornar o debate puramente tecnológico.No final do século 19, a humanidade se locomovia com cavalos. O tema das discussões era como lidar com o estrume de cavalos nas cidades. Em 1910, toda a mobilidade se fazia com automóveis. 

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Representantes de Portugal e do Chile destacaram hoje (6) a importância de conquistar o apoio da comunidade para que iniciativas que promovem a redução da emissão de gases do efeito estufa no transporte urbano sejam bem-sucedidas. As experiências dos dois países foram tema de debate durante o Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte.
O secretário de Estado adjunto e do Ambiente de Portugal, José Mendes, defendeu que a discussão não pode ficar restrita à tecnologia. “O aumento da cota de mercado do transporte público é muito lento não só no Brasil, mas no mundo todo. O pior que podemos fazer é tornar o debate puramente tecnológico. Temos que fazer um trabalho de conhecimento e envolver as pessoas”, disse.
Mendes afirmou que a mudança de paradigma nos transportes, com redução do uso de veículos individuais, é um objetivo possível. “Acredito muito no gênero humano e na capacidade de fazer modificações. No final do século 19, a humanidade se locomovia com cavalos. O tema das discussões era como lidar com o estrume de cavalos nas cidades. Em 1910, toda a mobilidade se fazia com automóveis. Tudo se alterou em apenas dez anos”, lembrou.
Ele disse que as ações adotadas por Portugal para alcançar as metas de redução de emissões do Acordo de Paris envolvem iniciativas a curto e a longo prazo. “Nas democracias temos ciclos de avaliação, ciclos eleitorais. É muito difícil captar o apoio público para objetivos de longo prazo. Temos sempre que ter uma combinação de metas de longo prazo e quick wins (ações de curto prazo).”
De acordo com o representante de Portugal, o país tem investido, de um lado, em iniciativas de resultado mais rápido, como a extensão das redes de metrô de Lisboa e do Porto e incentivos fiscais para quem quiser dividir o uso de carros e bicicletas e, do outro, em ações a longo prazo como a adoção de ônibus e carros elétricos, embrionárias e ainda com poucas unidades.
Mendes foi articulador da Aliança para Descarbonização do Transporte, lançada durante a COP 23, a mais recente Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em novembro na cidade de Bonn, na Alemanha. A aliança, que inclui ainda França, Holanda e Costa Rica, deve servir para troca de experiências e facilitação do diálogo. Espera-se que mais países a integrem no futuro.

Desigualdade social
O envolvimento dos cidadãos no diálogo sobre mudança nos hábitos de locomoção também foi defendido pela ex-prefeita de Santiago Carolina Tohá, atualmente copresidente do Grupo Consultivo de Alto Nível em Transportes Sustentáveis da Secretaria-Geral das Nações Unidas.
Ela detalhou a implementação de um plano de transportes para Santiago durante sua gestão como prefeita, excluindo os veículos individuais e priorizando o transporte público e os pedestres no centro da cidade. Segundo Carolina, o diálogo com moradores, comerciantes e com instâncias como o Conselho de Monumentos e o Serviço de Deficientes da cidade foi essencial para o programa.
A ex-prefeita de Santiago destacou o papel da desigualdade social na questão da mobilidade urbana. “Quem mais caminha e usa o transporte público é pessoa de baixa renda. O meio de transporte no qual se investe significa priorizar determinada classe social”, disse ela, que defendeu “substituir o sonho de ter um carro” por outro sonho, que envolva a multimodalidade dos transportes.
O Encontro sobre Descarbonização do Transporte está sendo realizado hoje durante todo o dia. O evento é organizado pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), o Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) e a Embaixada da Alemanha. Durante a tarde, serão discutidas propostas para descarbonizar o transporte brasileiro e as tendências tecnológicas e inovações na área.
Fonte - Agência Brasil  06/12/2017

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

País precisa reduzir dependência do transporte individual, diz especialista

Mobilidade/Sustentabilidade  🚗 & 🚇

A avaliação é do economista e cientista ambiental Walter Figueiredo de Simoni, coordenador de Transporte do Instituto Clima e Sociedade (ICS), organização não-governamental dedicada a combater as causas das mudanças climáticas.

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
O Brasil precisa reduzir a dependência do transporte individual e priorizar o transporte público para conseguir cumprir o compromisso de redução de emissão de gases do efeito estufa, assumido no Acordo de Paris, ratificado pelo país em 2016. A avaliação é do economista e cientista ambiental Walter Figueiredo de Simoni, coordenador de Transporte do Instituto Clima e Sociedade (ICS), organização não-governamental dedicada a combater as causas das mudanças climáticas.
Simoni e outros especialistas vão participar nesta quarta-feira (6) do primeiro Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte, que discutirá experiências e estratégias de diferentes países para um transporte sustentável. Pelo Acordo de Paris, o Brasil se compromete a reduzir 37% das emissões de gases até 2025 e 43% até 2030, tendo como base de comparação o ano de 2005.
Segundo o economista, embora a melhora do sistema de transporte coletivo nas cidades seja um dos objetivos que o Brasil se propõe no documento submetido às Nações Unidas, como meio para alcançar as metas de redução das emissões, até o momento não existe um detalhamento das políticas a serem implementadas para tornar isso possível. “[O objetivo] está [posto] de maneira vaga, a gente precisa detalhar isso de forma prática. Se vai ser mais investimento, mais espaço dentro da cidade [para o transporte público]”, diz.
Ele explica que outro compromisso assumido pelo Brasil foi aumentar o uso de biocombustíveis. “O Brasil ainda não detalhou nenhuma dessas opções. A gente não sabe como esses dois temas vão se traduzir em metas específicas. Há uma vontade de se trabalhar nessas questões”, destacou.
Simoni defende ainda a diminuição da dependência do país do modal rodoviário para o transporte de cargas. “A gente está falando de uma questão econômica. Onde os bens são produzidos no país e como chegam até os consumidores finais? A carga é transportada através de caminhões, que funcionam usando combustíveis fósseis. Para a gente conseguir reduzir, tem que enfrentar esse desafio de como lidar com os modais de carga no Brasil no longo prazo e como a gente pode ser mais eficiente na maneira de transportar as coisas”, afirmou.
Segundo ele, o Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte discutirá caminhos práticos para implementar essas mudanças, além de analisar as experiências de outros países. “Temos vários países e cada um está resolvendo de maneira distinta. Teremos o exemplo do Chile, da Alemanha”, ressaltou.
Além do ICS, o evento está sendo organizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) e pela Embaixada da Alemanha. No período da manhã, o debate será sobre experiências internacionais. À tarde, serão discutidas propostas para descarbonizar o transporte brasileiro e as tendências tecnológicas e inovações na área.
Fonte - Agência Brasil  05/12/2017

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Emissão de gases de efeito estufa no país aumenta 8,9% em 2016

Meio ambiente  🌁

Segundo os dados da nova edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), divulgada hoje (25) pelo Observatório do Clima, este é o nível mais alto desde 2008 e a maior elevação vista desde 2004.

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
As emissões nacionais de gases de efeito estufa subiram 8,9%, em 2016, em comparação com o ano anterior. O país emitiu, no ano passado, 2,278 bilhões de toneladas brutas de gás carbônico equivalente (CO2e), contra 2,091 bilhões, em 2015. Com 3,4% do total mundial, o Brasil ocupa o lugar de sétimo maior poluidor do mundo.
Segundo os dados da nova edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), divulgada hoje (25) pelo Observatório do Clima, este é o nível mais alto desde 2008 e a maior elevação vista desde 2004.
De acordo com o Observatório do Clima, o crescimento é o segundo seguido, já que, entre 2015 e 2016, a elevação acumulada das emissões foi de 12,3%, contra a queda de 7,4 pontos no Produto Interno Bruto, que recuou 3,8% em 2015 e 3,6%, em 2016. “O Brasil se torna, assim, a única grande economia do mundo a aumentar a poluição sem gerar riqueza para sua sociedade”, diz o Observatório do Clima.
Segundo o relatório, a alta de 27% no desmatamento na Amazônia foi a principal responsável pela elevação nas emissões no ano passado. As emissões por mudança de uso da terra cresceram 23%, e foram responsáveis por 51% de todos os gases de efeito estufa lançados pelo Brasil no período.
Os dados apontam também que quase todos os outros setores da economia tiveram queda nas emissões, com destaque para o setor de energia, com menos 7,3%, puxada pela retração da economia e pelo crescimento da participação das energias renováveis na matriz elétrica.
O setor de processos industriais teve redução de 5,9%, e o de resíduos, 0,7%. No sentido contrário, a agropecuária aumentou suas emissões em 1,7%, sendo a principal responsável pelas emissões no país, já que responde por 74% do total.
O aumento é atribuído à crise econômica, já que os abates de bovinos recuaram pelo segundo ano consecutivo, devido à queda de demanda pela carne. Como bois e vacas emitem metano (o gás de efeito estufa mais importante depois do CO2) durante a digestão e pela degradação do esterco, menos gado sendo abatido significa mais bois no pasto e nos currais e mais emissões.
“O descontrole do desmatamento, em especial na Amazônia, nos levou a emitir 218 milhões de toneladas de CO2 a mais em 2016 do que em 2015. É mais do que duas vezes o que a Bélgica emite por ano. Isso é dramático, porque o desmatamento é em sua maior parte ilegal e não se reflete no PIB do país”, disse a responsável pelos cálculos de emissões por mudança de uso da terra no SEEG, Ane Alencar.
Fonte - Agência Brasil  25/10/2017

sábado, 17 de outubro de 2015

Pesquisadora de mudanças climáticas diz que cidades mantêm erros do século 20

Sustentabilidade

A recomendação dos especialistas é reduzir a emissão de gases do efeito estufa, principalmente da queima de combustíveis, o vilão nas cidades.O alerta é do Núcleo Latino-americano da Rede de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Urbanas, lançado esta semana, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com instituições de pesquisa internacionais. 

Isabela Vieira 
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Apesar de responsáveis por 70% das emissões de gases do efeito estufa, que elevam a temperatura da Terra, as cidades caminham lentamente para se tornar sustentáveis. No Rio de Janeiro, obras de aterros agravam o cenário e podem elevar os impactos da alteração do clima, como a transmissão de doenças, problemas de saúde e desastres naturais.
O alerta é do Núcleo Latino-americano da Rede de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Urbanas, lançado esta semana, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com instituições de pesquisa internacionais. A entidade reúne 600 cientistas de 150 países e apresentará na Conferência do Clima, em Paris, relatório sobre os impactos que já estão ocorrendo.
Segundo o documento, no Rio a previsão é que a temperatura suba 3,4 graus Celsius (Cº) até 2080, com aumento de 82 centímetros do nível do mar e 6% no volume de chuvas. Em São Paulo, as chuvas podem subir 13,9% e a temperatura ser elevada em 3,9% – dentro da média prevista para as demais cidades do planeta, que terão entre 1º C e 4º C de aumento.

Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo o documento, as chuvas em São Paulo podem subir 13,9% e a temperatura ser elevada em 3,9%

Um das autoras da publicação, a professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), Cecilia Herzog, alerta que, no Rio, novas edificações, que suprimem áreas naturais, somadas à ausência de projetos para preservar e potencializar áreas verdes, desprezam evidências científicas dos riscos à população.
“ Nesse momento, na zona oeste, na Barra da Tijuca, áreas para acomodar águas (de chuva e das marés, por exemplo) estão sendo aterradas violentamente nesse momento. Ou seja, apesar das evidências, estamos repetindo os erros de século 20”, alertou.
Ela criticou também a construção do novo autódromo da cidade, em substituição ao que será demolido para dar lugar ao Parque Olímpico, na zona oeste, e previsto para ser erguido pelo governo federal em área de floresta. Por falta de licença ambiental, a obra está parada.

Mudanças do clima traz doenças
Nas cidades, as mudanças do clima, além de descontrolar a temperatura, provocam problemas de saúde e doenças. Tempestades e inundações são responsáveis por ferimentos, infecções, casos de hepatite, leptospirose e diarreia, por exemplo, constatou o relatório do núcleo.
Em cidades temperadas, o calor aumenta o número de insetos e mosquitos transmissores de doenças como dengue e malária, acrescentou a pesquisadora da Fiocruz Martha Barata, que coordena o Núcleo Latino-americano da Rede de Pesquisas. Segundo ela, mudanças no clima geram estresse, alergias e doenças cardiorrespiratórias.
A recomendação dos especialistas é reduzir a emissão de gases do efeito estufa, principalmente da queima de combustíveis, o vilão nas cidades, além de se investir em projetos que reduzam impactos desastres, entre eles a criação de parque e tetos verdes nos prédios.
“ São estratégias que facilitam a absorção de água da chuva, retem a umidade do ar, combatendo efeitos como ilha e calor e capturando o gás carbônico”, explicou Cecilia Herzog.
A pesquisadora apresentou experiência inovadora em Seattle, nos Estados Unidos, onde um estacionamento foi substituído por um parque. “Havia um córrego canalizado – que é o que mais temos no Rio – para um estacionamento. A cidade acabou com o estacionamento e criou um parque, uma área de lazer, permitindo novos ecossistemas. É a volta à vida.”

Cidades mais resilientes
Conforme a prefeitura do Rio, a cidade está em transição e as mudanças são graduais . Especialistas listam experiências inéditas no país, como o veículo leve sobre trilhos, que retirará ônibus das ruas, e a implantação de sirenes de alerta em áreas de risco de deslizamento em favelas. Outro destaque é a construção de reservatórios para evitar alagamentos em áreas centrais.
“ Por conta do piscinão [contra enchentes] na Praça da Bandeira, o Rio está incluído na relação de práticas bem-sucedidas entre as grandes cidades do mundo”, lembrou Rodrigo Pessoa, assessor do prefeito Eduardo Paes para o tema. “As questões que o Rio enfrenta (transporte e revitalização de áreas degradadas) outras cidades também enfrentam. Não estamos atrás.”

Cidades na Conferência do Clima
Na Conferência do Clima, as experiências do Rio e de Seatle serão apresentadas em encontro paralelo, junto com a de Oregon, também nos EUA, que instalou luzes LED (mais econômicas) em espaços públicos, e a de Paris, que, assim como São Paulo, amplia zonas com a redução da velocidade dos carros para reduzir a emissão de gases dos combustíveis.
“ As cidades precisam começar agora a identificar áreas de risco e planejar ações sustentáveis. Não há como impedir as mudanças climáticas, mas minimizar o impacto, o que é urgente”, afirmou a cientista Cynthia Rosenzwig, uma das diretoras globais da rede.
Fonte - Agência Brasil  17/10/2015

COMENTÁRIO Pregopontocom 
Com tudo isso,ainda assim existem administradores públicos que insistem em promover o sombreamento de praias na orla de cidades litorâneas,permitindo a construção de espigões a margem delas,a canalização e enclausuramento de rios e córregos urbanos,transformando-os em esgotos fétidos,além do extermínio de canteiros centrais verdes e de uma grande quantidade de árvores existentes nas cidades,substituindo-os por pisos de concreto e asfalto......cidades cinzas........

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Propostas do Brasil na Conferência do Clima serão ambiciosas, diz secretário

Meio Ambiente

A COP 21, que será realizada em Paris, entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro deste ano, reunirá 196 países na construção de um novo acordo climático com metas globais de redução de gases causadores do efeito estufa e novos caminhos para o desenvolvimento sustentável.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
As propostas que o Brasil apresentará na 21ª Conferência das Partes (COP 21) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima deverão seguir o mesmo caminho, com metas ambiciosas, dos acordos climáticos firmados entre Brasil e Estados Unidos no último mês de junho. A informação foi dada hoje (15) pelo secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink.
Segundo ele, o Brasil é uma liderança internacional nas negociações sobre o clima e está trabalhando em alto nível político, com contribuições da sociedade acadêmica, civil, em todos os setores, para apresentar uma proposta robusta e inovadora na conferência, olhando pós-2020. “Nós demos, como disseram os americanos, um flash [uma mostra do que será apresentado na COP 21]. A questão de restaurar 12 milhões de hectares [de florestas] até 2030 é uma meta muito ambiciosa, é metade da área do estado de São Paulo de reflorestamento”.
Outra meta “ambiciosa”, segundo o secretário, no acordo feito entre Brasil e Estados Unidos é o compromisso de, até 2030, ter 20% da matriz elétrica desses países oriundas de fontes renováveis, sem considerar a fonte hidrelétrica. “Nós hoje somos [utilizamos] 9% [de outras fontes renováveis], Estados Unidos são cerca de 7%, vão ter que alcançar 20% até 2030. É por esse caminho que estamos indo”, disse Klink sobre as propostas para a COP 21.
Ele lembrou que o Brasil já tem a Política Nacional sobre Mudança do Clima, com metas de reduzir em 38% as emissões de gases causadores do efeito estufa até 2020. “Já passamos desse limite, já reduzimos mais de 41%. Então estamos usando esse aprendizado para apresentar uma boa contribuição [na COP 21].”
A COP 21, que será realizada em Paris, entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro deste ano, reunirá 196 países na construção de um novo acordo climático com metas globais de redução de gases causadores do efeito estufa e novos caminhos para o desenvolvimento sustentável.
Para Klink, o tema das mudanças climáticas envolve também questões de crescimento e desenvolvimento econômico e igualdade social e que o acordo entre Brasil e Estados Unidos, “países que mais reduziram emissões de gases”, ajuda a pensar conjuntamente o tema e colocar as necessidades reais em pauta, “como inovar nas questões de florestas, energia, de financiamento, continuar o combate ao desmatamento.”
Segundo o secretário, as primeiras reuniões entre representantes dos dois países estão marcadas para outubro, para a troca de aprendizagens e tecnologias.
Fonte - Agência  Brasil  15/07/2015

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Hidrelétricas contribuem para redução de gases de efeito estufa

Sustentabilidade

Entre os reservatórios que absorvem gases responsáveis pela emissão do efeito estufa da atmosfera, o estudo salienta os de Funil, na Região Sudeste, e de Xingó, na Região Nordeste. “Essa foi uma surpresa muito boa e interessante”. Foram feitos quatro levantamentos de campo em cada usina, em observância às estações do ano.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil 
Divulgação/Usina Hidrelétrica de Mauá
O estudo Balanço de Carbono em Reservatórios (Balcar), feito em conjunto por empresas do grupo Eletrobras e dez instituições de pesquisa brasileiras, entre 2011 e 2013, com 11 usinas hidrelétricas apurou que, à exceção de Balbina, “a maior parte das hidrelétricas brasileiras emite muito pouco dióxido de carbono, em proporção muito menor do que qualquer usina térmica, por melhor que ela seja. E alguns reservatórios mostraram que absorvem carbono”. A informação é da chefe da Divisão de Estudos e Planejamento Ambiental da empresa, Maria Luiza Milazzo.
Entre os reservatórios que absorvem gases responsáveis pela emissão do efeito estufa da atmosfera, o estudo salienta os de Funil, na Região Sudeste, e de Xingó, na Região Nordeste. “Essa foi uma surpresa muito boa e interessante”. Foram feitos quatro levantamentos de campo em cada usina, em observância às estações do ano.
Do total de usinas pesquisadas, oito estavam em operação – Balbina, Tucuruí, Itaipu, Serra da Mesa, Xingó, Três Marias, Funil e Segredo – e três em fase de construção – Santo Antônio, Belo Monte e Batalha. Foram coletados dados sobre emissões de dióxido de carbono, óxido nitroso e metano. Este último gás tem poder de aquecimento global quatro vezes maior que o dióxido de carbono, destacou Maria Luiza.
A usina de Balbina, situada no Rio Uatumã, na Amazônia, foi objeto de estudo anterior do biólogo Alexandre Kemenes, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), publicado em 2007 na revista especializada em geofísica Geophisical Research Letter. A pesquisa constatou elevados índices de emissões naquela hidrelétrica, dez vezes superiores às emissões de uma termelétrica movida a carvão mineral.
A chefe da Divisão de Estudos e Planejamento Ambiental da Eletrobras informou que, no cômputo geral, o Estudo Balcar mostra que as usinas hidrelétricas tendem a absorver gases poluentes da atmosfera. “Itaipu, por exemplo, é uma hidrelétrica que tem quase nada de emissão”. Ela ressaltou que uma usina termelétrica a gás emitirá menos do que uma [usina] térmica a óleo ou a carvão mineral. “Por isso é que a hidrelétrica ainda é tão vantajosa em relação a outro tipo de energia de que precisemos para alimentar o setor elétrico do país.
Maria Luiza ressaltou que as hidrelétricas contribuem para o combate às mudanças climáticas. “A matriz energética do setor elétrico brasileiro é muito limpa, devido ao grande número de hidrelétricas que nós temos. Se fôssemos usar outro tipo de fonte, ela seria muito mais poluente, seja gás, carvão, óleo, diesel ou qualquer outro tipo de combustível fóssil. Seria muito maior a emissão.”
O Centro de Pesquisas de Energia Elétrica da Eletrobras (Cepel), que coordenou o estudo, já está formatando o Balcar 2. Segundo Maria Luiza, o objetivo é dar seguimento à pesquisa nas três áreas onde os empreendimentos hidrelétricos estavam em construção e também em outras usinas. Com isso, será possível ter uma base de dados sólida, tendo em vista que as pesquisas de campo são demoradas, caras e trabalhosas, acrescentou.
Fonte - Agência Brasil 15/12/2014

domingo, 14 de dezembro de 2014

CONFERÊNCIA DO CLIMA, Negociações são proteladas em Lima

Meio ambiente

O objetivo é reduzir as emissões de carbono para limitar o aquecimento global a 2ºC até o fim do século - Manuel Pulgar Vidal fez um apelo a acelerar os debates e a entrar em acordo sobre o texto final do novo pacto global

Ultima Hora-DN
FOTO: REUTERS
Lima - A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP20), que deveria ter terminado na sexta-feira (12) em Lima, estendeu suas negociações a este sábado, enquanto os países tentam aparar suas diferenças em torno dos compromissos que assumirão para deter o aquecimento global.
A sessão de encerramento da reunião foi adiada, enquanto os integrantes do encontro tentavam concluir o rascunho de um novo pacto global que definirá as medidas para reduzir as emissões de carbono e avançar em direção a um modelo de produção com menos impacto sobre o meio ambiente. "Estamos quase lá. Devemos apenas fazer um esforço final", pediu o presidente da COP20, o peruano Manuel Pulgar Vidal, que fez um apelo a acelerar os debates e a entrar em acordo sobre o texto final.
As organizações ambientais advertiram que se os compromissos dos países em Lima forem modestos, isto será catastrófico para o acordo final previsto para o próximo ano, em Paris. A entrada em vigor do acordo está prevista para 2020. O objetivo é reduzir as emissões de gases do efeito estufa para limitar o aquecimento global a 2ºC até o fim do século. "As decisões adotadas hoje nos colocarão em um caminho de trabalho para Paris ou nos condenarão a um futuro perigoso", disse à AFP Jan Kowalzig, assessor de políticas da Oxfam.
A mudança climática pelo aquecimento da terra e dos mares provoca fenômenos extremos, como derretimento de geleiras, enchentes, tempestades violentas, inundações e secas em diferentes áreas do mundo, onde impactam de maneira trágica as populações mais vulneráveis. "Tenho uma sensação de otimismo e vejo que é o momento para a ação", declarou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, depois de se reunir na sexta-feira com o presidente peruano, Ollanta Humala.

Princípio de diferenciação
As divergências de última hora envolvem a maneira de se interpretar o princípio de "diferenciação" sobre as responsabilidades que correspondem a cada país na mudança climática.
Os países em desenvolvimento defendem que as nações ricas são as principais responsáveis pelo aquecimento global, devendo assumir maiores responsabilidades. Mas os países industrializados afirmam que gigantes emergentes, como China e Índia, também devem fazer grandes esforços devido a suas indústrias, baseadas na energia do carvão, serem altamente poluentes.
Os Estados Unidos planejam reduzir, até 2025, suas emissões de carbono em entre 26% e 28%, em relação a 2005. A China também se comprometeu, pela primeira vez, a limitar as emissões, como fez a União Europeia.
Na quinta-feira, o secretário americano de Estado, John Kerry, exortou as nações menos desenvolvidas a reduzir o uso de combustíveis fósseis. "Sei que as discussões podem gerar tensão e são difíceis, mas devemos recordar que hoje mais da metade das emissões globais procede dos países em desenvolvimento".
Conforme a ONU, os países desenvolvidos reduziram entre 51,8% e 40,9% a incidência global de emissões, enquanto as nações em desenvolvimento elevaram a participação de 48,2% a 59,1% de 2000 a 2010.
Fonte - Diário do Nordeste  14/12/2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Recursos contra aquecimento global beneficiaram poucos países, diz instituto

Internacional

O relatório foi divulgado antes da última semana de negociações das Nações Unidas, em Lima, no Peru, para conseguir as bases de um acordo para reduzir o aquecimento global. A 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-20) começou na segunda-feira (1º) e vai até 12 de dezembro.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Metade dos quase US$ 8 bilhões (cerca de R$ 20,7 bilhões) repassados para combater o aquecimento global no mundo em desenvolvimento foram destinados para apenas dez países, prejudicando nações em maior risco, aponta relatório do Instituto de Desenvolvimento no Exterior, um think tank (instituição que produz conhecimento estratégico) britânico.
Marrocos, México e Brasil foram os países que mais recursos receberam desde 2003 - mais de US$ 500 milhões cada (R$ 1,3 bilhão), de um total de US$ 7,6 bilhões (R$ 19,67 bilhões), de acordo com a análise de gastos na última década em 135 países.
O relatório foi divulgado antes da última semana de negociações das Nações Unidas, em Lima, no Peru, para conseguir as bases de um acordo para reduzir o aquecimento global. A 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-20) começou na segunda-feira (1º) e vai até 12 de dezembro.

foto - ilustração
"O México e o Brasil estão entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa e, com o Marrocos, têm enorme potencial nas energias renováveis", indica o relatório.
No entanto, em relação ao apoio financeiro, muitos dos países mais pobres ficaram para trás. "Estados frágeis e afetados por conflitos, como a Costa do Marfim e o Sudão do Sul, onde é normalmente difícil aplicar financiamento, receberam menos de US$ 350 mil [R$ 905 mil] e US$ 700 mil [R$ 1,8 bilhão], respectivamente", informou o instituto.
"Muitos países de rendimento médio que são vulneráveis aos impactos das alterações climáticas e têm um potencial significativo para energias limpas, como a Namíbia, El Salvador e a Guatemala, também receberam menos de US$ 5 milhões [R$ 12,9 milhões] cada", indicaram os especialistas.
Fonte - Agência Brasil  08/12/2014

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Governos estão passivos quanto ao impacto da pecuária nas alterações climáticas

Internacional

“O setor da pecuária é responsável por quase 15% das emissões mundiais – quase tanto quanto é produzido por todas as viaturas, caminhões, aviões, comboios e barcos do mundo – e a ausência de estratégias internacionais ou nacionais para reduzir as suas emissões é notável”, considerou Rob Bailey, um dos autores do documento divulgado pelo Centro de Reflexão Chatham House.

Da Agência Lusa
foto-ilustração/conhecer
Apesar de o setor de carnes e produtos lácteos ser um dos principais emissores de gases de efeito estufa, os governos pouco fazem para limitar o seu impacto, diz estudo divulgado hoje (4).
“O setor da pecuária é responsável por quase 15% das emissões mundiais – quase tanto quanto é produzido por todas as viaturas, caminhões, aviões, comboios e barcos do mundo – e a ausência de estratégias internacionais ou nacionais para reduzir as suas emissões é notável”, considerou Rob Bailey, um dos autores do documento divulgado pelo Centro de Reflexão Chatham House.
“Governos e grupos de ação parecem acreditar que procurar reduzir o consumo de produtos da pecuária é, no melhor cenário, um desafio muito complexo, ou, no pior, pode suscitar reações negativas” entre os consumidores, concluíram os pesquisadores.
Uma das consequências dessa ausência de ação governamental é a falta de tomada de consciência do público quanto ao impacto do setor pecuário nas alterações climáticas.
Uma sondagem online feita em 12 países, incluindo o Brasil, a China, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido, com um mínimo de mil participantes em cada, mostrou que apenas 12% das pessoas ouvidas identificaram a carne e os produtos lácteos como uma das principais causas do aquecimento global - 64% apontaram os transportes.
A publicação do estudo ocorre quando milhares de peritos estão reunidos em Lima, no Peru, para trabalhar na proposta de acordo multilateral a ser assinado no fim de 2015 em Paris.
A comunidade internacional fixou o objetivo de conter o aquecimento do planeta em 2 graus Celsius (2ºC) em relação à era pré-industrial. Além desse patamar, os cientistas preveem impactos irreversíveis e dramáticos em muitas regiões.
No ritmo atual, o planeta evolui para um aumento da temperatura de cerca de 4ºC até o fim do século.
O estudo está disponível no site do Chatham House .
Fonte - Agência  Brasil  04/12/2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Locomotiva verde começa a circular no Brasil

Transportes sobre trilhos

Testes bem-sucedidos com biodiesel ampliam potencial de seu uso - Além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, o que contribui para a proteção do meio ambiente, o biocombustível gera economia de recursos....

Revista Época Negócios

A tendência inovadora mundial de movimentar trens com biocombustíveis deu um passo importante no Brasil: após uma série de testes desenvolvidos em suas locomotivas produzidas na fábrica de Contagem (MG), a GE Transportation concluiu seu programa de validação do uso de biodiesel, que agora poderá ser o combustível utilizado em suas máquinas. Além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, o que contribui para a proteção do meio ambiente, o biocombustível gera economia de recursos – uma boa notícia, considerando que aproximadamente um terço das despesas das empresas de linhas férreas se relaciona a custos operacionais e de combustíveis.
As perspectivas são animadoras: atualmente o biocombustível é a terceira maior fonte de energia do Brasil e pode passar ao segundo lugar já em 2020. E, com o tempo, pode ganhar escala suficiente para superar o petróleo do ponto de vista econômico. Isso porque proporciona maior autonomia ao modal ferroviário, reduzindo a necessidade de importação de combustível. A legislação brasileira já obriga, desde julho, que o diesel derivado do petróleo venha com 6% de biodiesel (chamado de B6 pela porcentagem da mistura). E em novembro esse porcentual deverá chegar a 7%. Com a ampliação do uso do biodiesel, o país deixará de importar 1,2 bilhão de litros de óleo diesel por ano, segundo cálculos do Ministério das Minas e Energia.
Do ponto de vista ambiental, quando atingirmos 10% do combustível misturado (B10), a redução de hidrocarbonetos pode chegar a 10%, o que representa 12,5 mil toneladas a menos na atmosfera. E a redução poderá ser de 25 mil toneladas quando a mistura chegar a 20%.
O potencial para o uso de biocombustíveis tem muito espaço para crescer: estudo do Renewable Energy Police Network 21, entidade sediada na França que congrega empresas, universidades e órgãos governamentais dedicados ao estudo das energias renováveis, revela que atualmente os biocombustíveis são responsáveis por suprir apenas 2,3% da demanda mundial do setor de transportes. E a inovação extrapola os sistemas convencionais: pesquisadores do Georgia Institute of Technology, por exemplo, desenvolvem um biocombustível de alta energia, capaz de substituir, no futuro, os caríssimos combustíveis para mísseis e foguetes, com sua química elaborada a partir do pineno, material encontrado em óleos essenciais de árvores como os pinheiros. Literalmente, o céu é o limite.
Fonte - STEFZS  25/09/2015

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Rio sedia fórum para debater mudanças climáticas

Meio Ambiente

O objetivo das autoridades brasileiras é uma redução de 84% do desmatamento, principal fonte das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa. Isso significa chegar a um patamar inferior a 4 mil quilômetros desmatados por ano, que foi o compromisso estabelecido na Conferência do Clima de Copenhague (Dinamarca), em 2009.

Alana Gandra 
Repórter da Agência Brasil
Combate ao desmatamento ainda
 é desafio para as autoridades brasileiras
Arquivo/Agência Brasil
Começou hoje (2), no Rio, o primeiro encontro de trabalho do projeto IES-Brasil (Implicações Econômicas e Sociais) do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), que traçará cenários sobre a emissão de gases causadores do efeito estufa para os períodos de 2020 a 2030 e de 2030 a 2050, além de identificar políticas de redução dessas emissões.
O secretário executivo do FBMC, professor Luiz Pinguelli Rosa, disse que as emissões do desmatamento, no Brasil, foram diminuíram. Isso dá a oportunidade de o Brasil “até cumprir a meta que foi levada a Copenhague”, ressaltou.
O objetivo das autoridades brasileiras é uma redução de 84% do desmatamento, principal fonte das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa. Isso significa chegar a um patamar inferior a 4 mil quilômetros desmatados por ano, que foi o compromisso estabelecido na Conferência do Clima de Copenhague (Dinamarca), em 2009.
Pinguelli Rosa destacou, entretanto, que o problema agora vai ficando mais difícil porque as emissões do desmatamento são de ordem de magnitude igual à dos setores energético e agrícola. “E no setor energético, nós estamos na contramão”, acrescentou.
Investimentos na matriz eólica
contribui para a geração de energia limpa
Arquivo/Agência Brasil
Segundo o secretário executivo, o Brasil está aumentando o consumo de energia das usinas termelétricas, que emitem muito mais gás carbônico do que as hidrelétricas e, também, com o consumo de gasolina superior ao de etanol. Pinguelli Rosa destacou que o consumo de gasolina tinha ficado abaixo do etanol, no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, com os carros flex. “Mas, agora, está o contrário”.
De positivo, ele citou o aumento da disponibilização de energia eólica - dos ventos – no atual governo, embora essa expansão ainda seja pequena em valores absolutos. “Esse é o quadro que nós estamos agora”.
Para diminuir essas emissões, ele sugeriu que o governo deve, em primeiro lugar, “enfrentar o problema do preço dos combustíveis, que não está estimulando o etanol. Em segundo lugar, cabe ao governo enfrentar o problema elétrico, que está com uma distorção enorme”.
Pinguelli Rosa, que também é diretor do Instituto Luiz Alberto Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), disse que as duas iniciativas têm de ser feitas imediatamente porque vão repercutir nas emissões, além de estimular a eficiência energética. Para ele, disse que o país ainda não tem uma política voltada para a eficiência energética.
Outras três reuniões do IES-Brasil estão programadas para este ano, quando serão divulgados os primeiros dados do projeto.
O resultado final deverá ser anunciado somente em 2015, após os encontros. Pinguelli Rosa admitiu que as conclusões do projeto serão levadas ao governo federal como subsídio à posição brasileira que será apresentada na próxima Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (Cop 20), que ocorrerá em Lima, no Peru, em dezembro próximo.
Fonte - Agência Brasil  02/04/2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Degelo na Antártica aumentará o efeito estufa, dizem pesquisadores

Ciência

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil


Brasília - A Antártica é a maior reserva de água doce da Terra. Seus 14,2 milhões de quilômetros quadrados - 1,6 vezes a extensão territorial do Brasil - são cobertos por uma capa de gelo de 2 quilômetros de espessura média. Além disso, tem as maiores reservas de gelo (90%) e água doce (70%) do planeta. Em seu estado sólido, essas reservas regulam o clima do Hemisfério Sul e distribuem umidade pelo planeta. Também resfriam a atmosfera e retiram carbono, metano e outros gases que influenciam diretamente no efeito estufa.
O Continente Antártico está situado na Região Polar Austral. Ele é formado por uma massa continental localizada quase inteiramente dentro do círculo polar antártico. É cercado pelo Oceano Antártico, de limites imprecisos, formado pelo encontro das águas dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, a chamada Confluência Antártica. 

As temperaturas no verão variam de 0º Celsius (ºC), no litoral, a –32º C no continente e, no inverno, variam de –15º C, no litoral, a –65º C no continente. De acordo com informações de participantes do Seminário Antártica 2048, evento que discutiu a pesquisa na região, a possibilidade de um degelo no continente acionaria um círculo vicioso, de quanto mais degelo, mais carbono e metano seriam jogados na atmosfera e, consequentemente, acarretaria em um maior efeito estufa, temperaturas mais altas e, consequentemente, mais degelo.

Atualmente, 29 países - incluindo o Brasil - mantém bases e desenvolvem pesquisas na Antártica. No verão, essas bases recebem mais de 4 mil pesquisadores, em cooperação científica estabelecida pelo Tratado da Antártica. O tratado de cooperação estabelece uma moratória até 2048 para a exploração de recursos não renováveis na região. O Brasil faz parte deste acordo desde 1975 e deu início ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar), em 1982.
Segundo o glaciologista Jefferson Simões, ainda não existe um policiamento do Tratado da Antártica. Para o pesquisador, a qualidade dos estudos e da ciência feitas na região é que determinam o status de um país no Tratado Antártico.
“O Brasil é líder na pesquisa [sobre o Continente Antártico] da América Latina. Grandes conhecimentos da química e da física são feitos na Antártica. Há organismos que estão em estado dormente há mais de 400 mil anos dentro do gelo na Antártica”, explica Simões.
Outro acordo de cooperação para estabelecer procedimentos na região, o Protocolo de Madri, assinado em 1998, determina regras a serem seguidas na execução de pesquisas científicas e no apoio logístico às estações antárticas. O objetivo é proteger a flora e a fauna da região. Há limitações com a eliminação de resíduos e medidas preventivas contra a poluição marinha.
De acordo com a Marinha do Brasil, em três décadas, o Proantar fará uma média anual de 20 projetos de pesquisas nas áreas de oceanografia, biologia, biologia marinha, glaciologia, geologia, meteorologia e arquitetura. Além de pesquisadores e cientistas, o turismo é uma atividade regular que já leva ao continente mais de 40 mil visitantes por ano.
Fonte - Agência Brasil  03/01/2014

Veja também -
Estação brasileira Comandante Ferraz na Antártica será inaugurada em 2016

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Mundo corre o risco de ficar 3,6ºC mais quente, adverte a AIE

Meio Ambiente

Da Agência Lusa
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Paris - O mundo ficará, a longo prazo, 3,6 graus Celsius (ºC) mais quente se os governos simplesmente mantiverem os seus objetivos atuais alertou, hoje (12), a Agência Internacional de Energia (AIE). Os representantes da agência participam em Varsóvia (Polônia) das discussões sobre as alterações climáticas.
No cenário estabelecido pela AIE para os países desenvolvidos, as emissões de gases que provocam o efeito estufa relacionados com a energia, que representam cerca de dois terços do total das emissões, sofrerão um aumento de 20% até 2035, mesmo com os esforços já anunciados pelos países comprometidos com as preocupações ambientais.
Este cenário " leva em conta o impacto das medidas anunciadas pelos governos para melhorar a eficiência energética, o apoio às energias renováveis, a redução dos subsídios aos combustíveis fósseis e, em alguns casos, a colocação de um preço nas emissões de gás carbônico", disse a AIE no relatório anual de referência, apresentado nesta terça-feira em Londres.
No entanto, o aumento de 20% nas emissões de energia - principalmente as geradas pelo carvão e pelo petróleo e, em menor grau, do gás - dentro de 20 anos "deixa o mundo a caminho de temperaturas médias globais de 3,6°C, bem acima da meta de 2ºC definida internacionalmente", informou a AIE.
Observando o papel fundamental do componente energético no sucesso ou no fracasso da política climática internacional, o departamento de energia da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apoiou as iniciativas recentes, entre as quais o plano de ação apresentado pelo presidente americano Barack Obama; o anúncio de Pequim relativo a uma limitação de carvão; e o debate europeu sobre metas climáticas para 2030, salientando que "todas têm o potencial de limitar o crescimento das emissões de gás carbônico".
Fonte - Agência Brasil  12/11/2013

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Levantamento mostra mudança na emissão de gases de efeito estufa no Brasil

Meio Ambiente

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Levantamento divulgado hoje (7) pelo Observatório do Clima indicou uma mudança no perfil das emissões brasileiras de gases de efeito estufa de 1990 a 2012. Apesar de ainda ser a principal responsável pelas emissões, a mudança do uso da terra, item relacionado ao desmatamento, está agora em um patamar muito próximo da poluição gerada pelos setores de energia e agropecuário.
Em 1990, o Brasil emitiu 1,39 bilhão de toneladas de gás carbônico, sendo 815,8 milhões por mudanças no uso do solo. Em 2012, foi enviado para a atmosfera 1,48 bilhão de toneladas do poluente, 476,5 milhões ligados ao desmatamento. Apesar do crescimento das emissões brutas no período ser apenas 7%, a evolução da geração de poluentes é irregular e chegou a registrar elevações expressivas, como os 2,85 bilhões de toneladas verificados em 1995.
“A redução do desmatamento na Amazônia nos últimos anos acaba tornando a contribuição do setor de uso da terra menor em relação ao que era registrado anteriormente, quando a gente tinha cerca de dois terços das emissões vindos desse setor”, ressalta o secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl. O observatório reúne 35 organizações não governamentais e da sociedade civil interessadas nos efeitos das mudanças climáticas. “Hoje, a gente tem uma participação muito maior da agropecuária e do setor de energia, nos quais as emissões estão crescendo significativamente, e isso representa uma mudança do perfil de emissões”, completa.
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O setor de energia era responsável, em 1990, pela emissão de 193,1 milhões de toneladas de gás carbônico. Em 2012, passou a gerar 436,7 milhões de toneladas de poluentes. Carlos Rittl alerta que há a tendência de que o setor aumente ainda mais a emissão de gases de efeito estufa. Ele destaca, por exemplo, que o plano colocado para consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia prevê prioridade nos investimentos em combustíveis fósseis nos próximos dez anos. “Ele indica 72% de investimentos em combustíveis fósseis, em todos os investimentos para a área de energia. Isso é preocupante”, diz, ao lembrar das expectativas em relação aos rendimentos do petróleo do pré-sal. “A gente viu a celebração do governo pelo leilão do Campo de Libra, o primeiro grande leilão das reservas do pré-sal”.
Em relação ao setor agropecuário, Carlos atribui o crescimento das emissões principalmente ao aumento do rebanho bovino com práticas pouco eficientes. “Essa nossa pecuária pouco eficiente, com um animal por hectare, com práticas de manejo muito precárias, acaba nos levando a esse aumento significativo de emissões”, ressalta.
Segundo o secretário, a intenção é que a divulgação dos dados ajude a promover um debate mais objetivo e eficiente sobre as maneiras de reduzir a poluição em todos os setores avaliados. “A gente está disponibilizando esses dados e as planilhas para que a sociedade, o cidadão interessado e o tomador de decisão possam ter ciência da trajetória de emissões nos últimos anos, já que os dados oficiais vão somente até 2010”, explica.
Fonte - Agência Brasil 07/11/2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Aviação brasileira faz primeiro voo comercial com biocombustível

Aviação

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil
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São Paulo - Decolou no início da tarde de hoje (23) do Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, para o Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, no Distrito Federal, o primeiro voo comercial brasileiro com bioquerosene. A operação com combustível renovável, feita pela companhia Gol Linhas Aéreas, pode reduzir em até 80% a emissão de gases de efeito estufa. A empresa espera disponibilizar cerca de 200 rotas com essa tecnologia durante a Copa do Mundo de 2014. O evento marca o Dia do Aviador, celebrado na data em que Santos Dumont fez o primeiro voo em um avião.
De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), o combustível de aviação representa, atualmente, cerca de 43% do custo das passagens aéreas. A curto prazo, no entanto, essa mudança não deve repercutir no valor da tarifa. "Com maior adesão a esse tipo de programa, acompanhado de políticas públicas, a tendência é que haja um ganho de escala a ponto de fazer com que esse combustível tenha um custo equivalente ao de origem fóssil. Para nós, já seria uma grande conquista. Essa é a meta do primeiro momento", explicou Paulo Kakinoff, presidente da Gol.
O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, considera que ainda é cedo para definir uma política pública de incentivo à utilização de biocombustível na aviação. "A consequência que queremos é que essas melhorias signifiquem custos menores, mas é cedo para definir como vamos operar para que essa experiência, que já é viável, seja coletivamente utilizável. Esse é o objetivo da política que vai ser formulada a partir de agora", declarou. Ele esclareceu que, inicialmente, a proposta foi garantir um padrão de sustentabilidade que melhore a vida no planeta.
A tecnologia do biocombustível, exclusiva para a aviação, foi desenvolvida pela empresa norte-americana Amyris, com filial no Brasil, e não necessita de nenhum ajuste do maquinário do avião. "O bioquerosene é uma mudança de paradigma. Você passa a ter, a exemplo do carro a álcool e veículos de biodiesel, também os aviões com essa possibilidade", avaliou Donato Aranda, professor do curso de engenharia química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O processamento do combustível do voo de hoje utilizou uma mistura de óleos vegetais, incluindo o de milho e o de cozinha já usado.
O primeiro voo com essa tecnologia em caráter experimental foi feito no ano passado, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. "De todos os biocombustíveis, esse é o mais novo. E para a adoção de um parâmetro novo na aviação, a segurança exigida é quatro vezes maior do que qualquer outro veículo. É uma tecnologia mais sofisticada", justificou Aranda. Foram pelo menos cinco anos de estudos até que fossem concluídas as validações de especificações técnicas pela indústria aeronáutica e órgãos como a ASTM Internacional (um órgão norte-americano de normalização, originalmente conhecido como American Society for Testing and Materials) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Fonte - Agência Brasil  23/10/2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Emissão de gases de efeito estufa não tem redução efetiva em 2012

Emissão de gases de efeito estufa não tem redução efetiva em 2012
EBC
Foram emitidos no ano passado 71,6 milhões de toneladas de gás carbônico. Houve queda de 35% no total de emissões em relação a 2011, mas isso ocorre porque uma grande organização que participava da pesquisa deixou de publicar seu inventário em 2012

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O inventário do Programa Brasileiro GHG Protocol, estudo desenvolvido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas, mostra que, no ano passado, a emissão direta de gases que provocam o efeito estufa não teve redução efetiva. Foram emitidos 71,6 milhões de toneladas de gás carbônico. Houve queda de 35% no total de emissões em relação a 2011, mas isso ocorre porque uma grande organização que participava da pesquisa deixou de publicar seu inventário em 2012.
O programa, que completa cinco anos, conta com a participação de 106 organizações. Entre os setores com maior representatividade estão a indústria de transformação (35% das organizações), as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (11%), a eletricidade e o gás (7%) e a construção (7%).
As emissões diretas de gases são as provenientes de fontes controladas pela empresa, como de combustão em caldeiras, fornos, veículos, emissões do processo produtivo, emissões de sistemas de ar condicionado e refrigeração.
O levantamento traz também o volume de emissões indiretas de energia adquirida, provenientes da aquisição de energia elétrica e térmica. Essas emissões ocorrem fisicamente no local onde a energia é produzida, mas são de responsabilidade indireta da organização que a consome. No ano passado, a emissão foi 4,8 milhões de toneladas. Em 2011, a mesma fonte havia somado 3,3 milhões de gás carbônico.
Segundo o estudo, o aumento na emissão ocorre em função de recentes decisões do planejamento energético nacional de aumentar a contribuição de fontes não renováveis de energia na matriz brasileira (como termoelétricas a gás natural e a carvão). Isso gera um aumento nas emissões de gases associadas ao consumo elétrico.
Um terceiro grupo mostrado pela pesquisa foi o de emissões indiretas, que são as atividades não controladas pela organização, mas que ocorrem em consequência de suas atividades. Nele, foram emitidos 282,9 milhões de gás carbônico em 2012.
Fonte  - Agência Brasil  05/08/2013

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Rio de janeiro espera diminuir emissão de gases poluentes com melhorias nos serviços de trens

Rio espera atingir em 2016 metade da meta de redução de gases de efeito estufa emitidos por transportes

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O estado do Rio de Janeiro espera reduzir em 1,8 milhão de toneladas as emissões de gases do efeito estufa de 2014 a 2016, apenas com a ampliação e melhoria dos serviços de trens, metrô, barcas e vias exclusivas para ônibus no Grande Rio. Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a redução equivale a quase metade dos 3,8 milhões de toneladas que o governo fluminense trens comprometeu-se a deixar de emitir no setor de transportes até 2030.
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“Isso é muito importante para a contribuição do Rio na redução das emissões que aumentam a temperatura do planeta. Mas também tem um ganho muito importante na redução da poluição sonora e da poluição do ar que acabam com os tímpanos e os pulmões da população. Os maiores vilões das poluições do ar e sonora são os carros, ônibus e caminhões”, disse Minc.
Estudo divulgado hoje (2) pela Secretaria Estadual do Ambiente mostra que a maior parte da redução dos gases será obtida com a ampliação da oferta de trens e a melhoria do serviço prometidos pela concessionária Supervia. Segundo a empresa que administra o sistema de trens da região metropolitana do Rio, espera-se ampliar de 400 mil para cerca de 1 milhão o número de passageiros atendidos por dia, até 2016.
Caso a promessa da Supervia se cumpra, a expectativa é que cidadãos fluminenses deixem de usar 40 mil carros e 8 mil ônibus, o que fará com que deixem de ser emitidas 884 mil toneladas de dióxido de carbono de 2014 a 2016.
O governo espera outra redução importante com a implantação dos corredores exclusivos para ônibus na cidade, os BRSs (faixas exclusivas para ônibus e táxis nas ruas da cidade) e BRTs (vias exclusivas para ônibus articulados). Os veículos leves sobre trilhos (VLTs), bondes que serão implantados no centro da cidade, também deverão contribuir.
Com esses sistemas, que permitem aos ônibus circularem com mais rapidez e mais passageiros, espera-se reduzir em 504 mil toneladas as emissões de dióxido de carbono no período de três anos. Cerca de 143 mil carros devem deixar de ser usados com os novos sistemas. Isso também deve permitir uma reorganização da malha de ônibus urbanos do Grande Rio, com a retirada de circulação de 1,8 mil coletivos.
A ampliação do metrô para mais uma estação da zona norte, em 2014, e para outros bairros da zona sul e para a Barra da Tijuca, em 2016, deverá tirar de circulação 88 mil carros e 2,8 mil ônibus. Como consequência, a expectativa é que o Rio deixe de emitir mais 414 mil toneladas de gases do efeito estufa.
Segundo a Secretaria Estadual do Ambiente, a ampliação do número de barcas na Baía de Guanabara também dará sua contribuição, ainda que modesta, com 33 mil toneladas de dióxido de carbono deixando de ser lançados na atmosfera. “Ainda acho que [a redução de 1,8 milhão de toneladas] é pouco. Ainda estamos atrasados. Hoje o caos do trânsito que quebra a qualidade de vida tem a ver com o número de carros e o número de ônibus”, disse o secretário.
Fonte - Agência Brasil  02/05/2013