UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 29 de maio de 2020

Níveis de poluentes atmosféricos caem nas metrópoles com políticas de mobilidade urbana

Mobilidade  🚇

Estudo poderá servir de base para gestores públicos na retomada das atividades após a quarentena.A professora Helena Ribeiro, pesquisadora do Departamento de Saúde Ambiental, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, recomenda que os gestores públicos tracem estratégias e proponham políticas bem planejadas para incentivar ações integradas de mobilidade urbana e saúde ambiental.

Jornal da USP
foto - ilustração/arquivo
Metrô de Salvador
A locomoção das pessoas após a quarentena deverá ser uma das preocupações centrais na retomada das atividades sociais e econômicas nas grandes metrópoles. A professora Helena Ribeiro, pesquisadora do Departamento de Saúde Ambiental, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, recomenda que os gestores públicos tracem estratégias e proponham políticas bem planejadas para incentivar ações integradas de mobilidade urbana e saúde ambiental. A professora coordenou um estudo feito por pesquisadores da FSP e da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP que investigou o impacto na melhoria da qualidade do ar em cidades que adotaram medidas de restrições de mobilidade de veículos automotivos durante a quarentena de covid-19. O estudo foi feito em São Paulo, Paris (França), Nova York e Los Angeles (EUA). Nas quatro cidades estudadas, houve queda no índice de poluição atmosférica: redução de material particulado (poeira em suspensão), de gás carbônico e nitrogênio.
Para a professora Helena, o confinamento social não só está evitando a disseminação do novo coronavírus, mas diminuindo a propagação de doenças respiratórias e circulatórias em virtude das baixas concentrações de poluentes. Segundo a pesquisadora, vários estudos têm demonstrado a relação de poluentes urbanos com o agravamento de doenças do aparelho respiratório como asma, bronquite, enfisema pulmonar, dentre outras, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Dados de 2018 da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de quatro milhões de pessoas morrem anualmente no mundo devido à poluição ambiental.
Das metrópoles urbanas estudadas e que foram fortemente afetadas pela pandemia de covid-19, os pesquisadores investigaram concentrações de quatro poluentes – o monóxido de carbono (CO), o ozônio (O3), materiais particulados finos (MP2.5) e dióxido de nitrogênio (NO2 ) – durante o mês de março de 2020, em comparação às médias do mês de março de 2015 a 2019. O artigo Air Quality and covid-19: is cleaner air in mega cities contributing to saving lives and to reducing health effectse sobre o assunto foi submetido este mês por Helena e outros pesquisadores à revista Atmospheric Environment.
Os resultados do estudo indicaram reduções nas concentrações de PM2.5, CO e NO2 nas quatro cidades no período de quarentena. Ao contrário, o ozônio aumentou em três cidades, com exceção de Los Angeles. Porém, São Paulo teve menos redução de NO2 e PM2,5 comparado as outras cidades. A professora Helena acredita que isso tenha ocorrido devido ao fato de as medidas de confinamento social paulistanas terem sido menos restritivas do que em Nova York, Los Angeles e Paris, conforme mostra o relatório de mobilidade Covid-19 Community Report (Google, 2020): as atividades de transporte e em terminais de ônibus, metrô e trem foram reduzidas em 52% em São Paulo comparadas a 78% nas outras cidades.
Em porcentuais de redução de poluentes por cidade, observou-se uma queda de monóxido de carbono (CO) em 20% em São Paulo, 30% em Los Angeles, 37% em Nova York e 18% em Paris; já o nível de dióxido de nitrogênio (NO2 ) teve redução de 13% em São Paulo, 37% em Los Angeles, 41% em Nova York e 32% em Paris; Material particulado fino (poeira em suspensão) teve queda de 4% em São Paulo, 33% em Los Angeles, 29% em Nova York e 16% em Paris.
A redução de poluentes em São Paulo aconteceu em menor quantidade em virtude também das medidas restritivas terem sido menos respeitadas pela população e possivelmente por fatores climáticos (menor volume de chuva em março 2020 em relação aos outros anos pesquisados), como observa a pesquisadora. No entanto, os resultados desse estudo mostram “que a crise sanitária que estamos vivendo é uma oportunidade única para repensarmos as políticas públicas de mobilidade urbana para as metrópoles brasileiras, em longo prazo”, avalia. “Restringir o trânsito de veículos impacta na qualidade do ar que influencia na saúde das pessoas”, diz. Há um estudo, publicado em versão pré-print nos primeiros dias de abril de 2020, que sugere que a maior parte das condições preexistentes que aumentam o risco de óbito por covid-19 são as mesmas doenças que são afetadas por exposição em longo prazo à poluição atmosférica.
Por fim, considerando que a locomoção das pessoas nas cidades após o isolamento seja uma prioridade estratégica na retomada das atividades, a professora Helena lembra da importância da integração de medidas de mobilidade urbana e saúde ambiental. Para a pesquisadora, há necessidade de mudanças de hábitos em relação ao transporte e locais de trabalho (teletrabalho, por exemplo) que sejam mais sustentáveis. É preciso lembrar também a inclusão de medidas de segurança para aqueles que dependem do transporte público. “Repensar a mobilidade após a quarentena inclui considerar faixas de trânsito rápido e o uso de transporte ativo (bicicleta, patinete, andar a pé) que reduzem o tempo em trânsito e melhoram a saúde das pessoas”, conclui.
Fonte - ANPTrilhos  29/05/2020

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Queimadas na Amazônia seguem rastro do desmatamento, mostra análise

Meio ambiente  🌱🔥

Não há fogo natural na Amazônia. O que há são pessoas que praticam queimadas, que podem piorar e virar incêndios na temporada de seca”, explica a diretora de Ciência do IPAM, Ane Alencar, uma das autoras da nota. “Mesmo em uma estiagem menos intensa do que em 2016, quando sofremos com um El Niño muito forte, o risco do fogo escapar é alto.”De 1º de janeiro a 14 de agosto, 32.728 focos foram registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Uma das hipóteses para explicar a alta em 2019 seria uma estiagem intensa, como registrada em 2016. Mas ela não se confirmou: apesar da seca, há mais umidade na Amazônia hoje do que havia nos últimos três anos.

Portogente
foto - ilustração/Inpe
O número de focos de calor registrados na Amazônia já é 60% mais alto do que o registrado nos últimos três anos. O pico tem relação com o desmatamento, e não com uma seca mais forte como poderia se supor, segundo nota técnica sobre a atual temporada de queimadas que o IPAM (Instituto de Pesquisas Ambiental da Amazônia) divulgou nesta terça-feira, 20 de agosto.
De 1º de janeiro a 14 de agosto, 32.728 focos foram registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Uma das hipóteses para explicar a alta em 2019 seria uma estiagem intensa, como registrada em 2016. Mas ela não se confirmou: apesar da seca, há mais umidade na Amazônia hoje do que havia nos últimos três anos.
Se a seca não explica as queimadas atuais, a retomada da derrubada da floresta faz isso. O fogo é normalmente usado para limpar o terreno depois do desmatamento, e a relação entre os dois fatores é positiva em uma análise entre os focos de calor e o registro de derrubada feito pelo Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD).
“Não há fogo natural na Amazônia. O que há são pessoas que praticam queimadas, que podem piorar e virar incêndios na temporada de seca”, explica a diretora de Ciência do IPAM, Ane Alencar, uma das autoras da nota. “Mesmo em uma estiagem menos intensa do que em 2016, quando sofremos com um El Niño muito forte, o risco do fogo escapar é alto.”
A fumaça desencadeia uma série de problemas respiratórios em quem mora na região, o que gera ainda gastos com saúde pública e prejuízos econômicos pela ausência de funcionários. No Acre, que a nota destaca como exemplo, os satélites já registraram 1.790 focos de calor, número 57% mais alto do que em 2018 e 23% mais alto do que em 2016, com cidades respirando uma quantidade de material particulado muito acima do que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde.
“As consequências para a população são imensas. A poluição do ar causa doenças e o impacto econômico pode ser alto”, diz o pesquisador sênior do IPAM Paulo Moutinho. “Combater o desmatamento, que é um vetor das queimadas, e desestimular o uso do fogo para limpar o terreno são fundamentais para garantir a saúde das pessoas e das florestas.”
Fonte - Portogente  21/08/2019

sexta-feira, 30 de março de 2018

A poluição e o avestruz

Sustentabilidade  ☁

No Brasil, temos a sorte de ter os maiores especialistas do mundo em estudo da poluição. Infelizmente, nossos cientistas são impedidos de avançar em seus estudos por autoridades locais, mesmo que estes estudos consigam modificar a saúde de muitas pessoas, geralmente trabalhadores. Três cientistas ligados aos laboratórios de pesquisa avançada contam por quê.

Riad Younes* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
A poluição é um problema de saúde pública grave que afeta a todos, sem distinção socioeconômica. A Organização Mundial da Saúde alerta para os efeitos nocivos da poluição sobre coração, pulmão e incidência de tumores malignos.
No Brasil, temos a sorte de ter os maiores especialistas do mundo em estudo da poluição. Infelizmente, nossos cientistas são impedidos de avançar em seus estudos por autoridades locais, mesmo que estes estudos consigam modificar a saúde de muitas pessoas, geralmente trabalhadores.
Três cientistas ligados aos laboratórios de pesquisa avançada contam por quê.
A doutora Mariana Veras, coordenadora do laboratório de poluição atmosférica da USP, relata duas situações em que o poder público bloqueou a pesquisa. O primeiro, diz a dra. Mariana, “foi um estudo com os guardas de trânsito de São Paulo (os marronzinhos), coordenado pelo professor Paulo Saldiva.
O objetivo era avaliar diversos desfechos de saúde, mas principalmente a fertilidade masculina. Alguns dados foram divulgados, mas o estudo foi parado, pois daria ‘provas’ dos riscos à saúde do trabalhador, implicando insalubridade e outras garantias...”
Outro estudo, este do qual a doutora Mariana Veras participou, foi de intervenção urbana. “Era da gestão do prefeito Haddad sobre a diminuição da velocidade dos carros. Queríamos saber se a diminuição da velocidade beneficiaria o ar. Nós acreditávamos que, quando o trânsito flui, os carros andando poluem menos.
Para isso escolhemos duas avenidas, medimos antes da diminuição da velocidade e iríamos medir depois. Porém, como a gestão mudou e não havia mais interesse na questão do ar e, além disso, foi lema de campanha acabar com a velocidade reduzida, o estudo acabou.”
Algo semelhante aconteceu em Porto Alegre (RG), com o doutor José Miguel Chatkin, professor da PUC e presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia. Chatkin relata que “a doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema, bronquite crônica) é causada, geralmente, por tabagismo, mas entre as outras causas está a poluição fora e dentro de casa. Está bem definida a associação de uso de fogões e aquecedores a lenha ou carvão com esse tipo de doença pulmonar obstrutiva”.
A ideia foi de investigar se funcionários que trabalham diariamente em churrascarias e pizzarias bem próximos aos fornos e às churrasqueiras por várias horas têm associação com DPOC. “Pensou-se em comparar pizzaiolos e churrasqueiros fumantes e não fumantes com exposição semelhante em carga e tempo”, lembra.
“Como objetivo secundário, pretendia-se avaliar a proteção fornecida pelos filtros e exaustores e qual a porcentagem dos restaurantes que adotam esse tipo de equipamento protetor no Brasil. Nem chegamos a investigar se isso seria obrigatório, pois o projeto foi abortado. "Os funcionários ficaram com receio de perder o emprego ou ficar marcados pelos patrões. E os proprietários não participaram possivelmente por não estarem cumprindo os quesitos legais e ficarem vulneráveis a causas trabalhistas.”
A doutora Yula Merola, maior especialista brasileira na poluição por radônio, gás radioativo (a segunda causa, depois do fumo, por câncer de pulmão), teve suas pesquisas bloqueadas por autoridade regionais, pelo potencial de exigirem mudanças importantes na distribuição de áreas para construção de moradias. Ela desabafa. “Não é de hoje que se fala que a ciência deve estar a serviço da sociedade, de sair do laboratório para a clínica.”
Mas, quando essas pesquisas de laboratórios são levadas para um público maior, elas são boicotadas. “A pesquisa mantém-se hoje por pura teimosia de pessoas que decidiram não se render ao cenário perturbador de reconhecimento zero do seu real valor”, explica a dra. Yula.
*Riad Younes é médico, professor e diretor do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Fonte - Portogente  30/03/2018

quinta-feira, 13 de março de 2014

Cientistas encontram quatro novos gases nocivos à camada de ozônio

Ciência

Segundo a equipe da Universidade de East Anglia, responsável pelo estudo, esses gases têm origem em atividades humanas, mas os cientistas ainda não identificaram a fonte. Desconfia-se, no entanto, que eles sejam usados na produção de pesticidas agrícolas

Exame

Novas substâncias podem colocar em risco a recuperação da camada de ozônio, relata um estudo publicado na revista Nature Geoscience, neste domingo. Análises de amostras de ar da Tasmânia e do gelo da Groenlândia revelaram a presença de quatro novos gases artificiais nocivos ao ozônio estratosférico.
Segundo a equipe da Universidade de East Anglia, responsável pelo estudo, esses gases têm origem em atividades humanas, mas os cientistas ainda não identificaram a fonte. Desconfia-se, no entanto, que eles sejam usados na produção de pesticidas agrícolas.
A descoberta preocupa. Os clorofluorcarbonos (CFCs) e gases semelhantes foram proibidos pelo Protocolo de Montreal, em 1987, em resposta aos crescentes danos que causavam à camada de ozônio, escudo protetor natural da Terra contra os raios prejudiciais do sol.
Sete tipos de CFC e seis de hidroclorofluorocarboneto (HCFC, um gás intermediário do CFC) são reconhecidamente associados à destruição da camada de ozônio. Por força do tratado internacional, a concentração da maioria tem diminuído progressivamente.
Na contramão desta tendência, os cientistas estimam que cerca de 74 mil toneladas dessas quatro substâncias recém-descobertas tenham sido liberadas na atmosfera no último meio século.
Isso é apenas uma pequena fração das milhões de toneladas de CFCs produzidas a cada ano até 1980, quando o acúmulo atingiu pico histórico, segundo a equipe. Entretanto, esta nova descoberta levanta questões sobre a eficácia contínua do tratado.
O CFC-113a é uma das quatro substâncias químicas artificiais recém-descobertas. Diferentemente dos outros gases, ele parece acumular ininterruptamente nos últimos 50 anos. Pior, entre 2010 e 2012, as emissões desse gás deram um salto de 45 por cento. Uma das possíveis fontes do CFC-113a é seu uso como matéria-prima de pesticidas agrícolas, sugere o estudo.
Na lista de novos gases aparecem outros dois CFC e um HCFC, que também afetam a camada de ozônio, mas a um menor grau.
"Nós ainda não sabemos a origem destes produtos químicos" diz o Dr. Johannes Laube, que liderou o estudo, em entrevista ao jornal britânico The Guardian . "Atividade ilegal é uma possibilidade, mas também há muitas lacunas no Protocolo de Montreal, que podem precisar ser revistas.'
Quase todos os CFCs também são gases de efeito estufa centenas de vezes mais potentes que o dióxido de carbono, embora suas concentrações sejam muito menores. Segundo os pesquisadores, seu esfeitos sobre o clima também devem ser considerados.
Fonte - Revista Amazônia  13/03/2014

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Levantamento mostra mudança na emissão de gases de efeito estufa no Brasil

Meio Ambiente

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Levantamento divulgado hoje (7) pelo Observatório do Clima indicou uma mudança no perfil das emissões brasileiras de gases de efeito estufa de 1990 a 2012. Apesar de ainda ser a principal responsável pelas emissões, a mudança do uso da terra, item relacionado ao desmatamento, está agora em um patamar muito próximo da poluição gerada pelos setores de energia e agropecuário.
Em 1990, o Brasil emitiu 1,39 bilhão de toneladas de gás carbônico, sendo 815,8 milhões por mudanças no uso do solo. Em 2012, foi enviado para a atmosfera 1,48 bilhão de toneladas do poluente, 476,5 milhões ligados ao desmatamento. Apesar do crescimento das emissões brutas no período ser apenas 7%, a evolução da geração de poluentes é irregular e chegou a registrar elevações expressivas, como os 2,85 bilhões de toneladas verificados em 1995.
“A redução do desmatamento na Amazônia nos últimos anos acaba tornando a contribuição do setor de uso da terra menor em relação ao que era registrado anteriormente, quando a gente tinha cerca de dois terços das emissões vindos desse setor”, ressalta o secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl. O observatório reúne 35 organizações não governamentais e da sociedade civil interessadas nos efeitos das mudanças climáticas. “Hoje, a gente tem uma participação muito maior da agropecuária e do setor de energia, nos quais as emissões estão crescendo significativamente, e isso representa uma mudança do perfil de emissões”, completa.
foto - ilustração
O setor de energia era responsável, em 1990, pela emissão de 193,1 milhões de toneladas de gás carbônico. Em 2012, passou a gerar 436,7 milhões de toneladas de poluentes. Carlos Rittl alerta que há a tendência de que o setor aumente ainda mais a emissão de gases de efeito estufa. Ele destaca, por exemplo, que o plano colocado para consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia prevê prioridade nos investimentos em combustíveis fósseis nos próximos dez anos. “Ele indica 72% de investimentos em combustíveis fósseis, em todos os investimentos para a área de energia. Isso é preocupante”, diz, ao lembrar das expectativas em relação aos rendimentos do petróleo do pré-sal. “A gente viu a celebração do governo pelo leilão do Campo de Libra, o primeiro grande leilão das reservas do pré-sal”.
Em relação ao setor agropecuário, Carlos atribui o crescimento das emissões principalmente ao aumento do rebanho bovino com práticas pouco eficientes. “Essa nossa pecuária pouco eficiente, com um animal por hectare, com práticas de manejo muito precárias, acaba nos levando a esse aumento significativo de emissões”, ressalta.
Segundo o secretário, a intenção é que a divulgação dos dados ajude a promover um debate mais objetivo e eficiente sobre as maneiras de reduzir a poluição em todos os setores avaliados. “A gente está disponibilizando esses dados e as planilhas para que a sociedade, o cidadão interessado e o tomador de decisão possam ter ciência da trajetória de emissões nos últimos anos, já que os dados oficiais vão somente até 2010”, explica.
Fonte - Agência Brasil 07/11/2013