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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Concentração de poluentes no ar ultrapassa limites em todo o país

Meio Ambiente - Clima

Relatório do MMA considera padrões estabelecidos pelo Conama em 2024. Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA),aponta que o Brasil ultrapassa frequentemente o limite máximo admitido pela OMS,

Fabíola Sinibú - Ag.Brasil 
© Joédson Alves/AG.BRASIL
A concentração de diversos poluentes atmosféricos no ar respirado em todo o Brasil ultrapassa frequentemente o limite máximo admitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta o Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Os dados de 2024 sistematizados no documento consideram, pela primeira vez, os padrões estabelecidos por uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que atualizou os limites admitidos no país e estabeleceu etapas de transição para alcançar os padrões da OMS. As informações revelam a tendência de aumento ou diminuição da concentração dos poluentes, a sazonalidade e quando ultrapassam os padrões de qualidade do ar a partir da presença de ozônio, monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, material particulado fino e material particulado inalável. As informações são coletadas nas estações de monitoramento existentes em todo o país.
Na análise da ultrapassagem dos padrões de qualidade do ar, as únicas substâncias que se mantiveram nos limites admissíveis da tabela de transição do Conama, com poucas ultrapassagens, foram o monóxido de carbono (CO) e o dióxido de Nitrogênio (NO₂). As duas substâncias registraram ultrapassagens pontuais no Brasil, como no estado do Maranhão, onde houve ultrapassagem no limite de CO em 18% dos dias registrados pela estação Santa Bárbara. Todas as demais substâncias ultrapassaram e se mantiveram ao longo do ano acima dos limites intermediários de concentração admissíveis pela resolução do Conama. “A maioria dos poluentes foi avaliada de acordo com o padrão intermediário 2, que ficou valendo a partir de janeiro deste ano, e ele é estabelecido como um padrão dentro do que os estados já estavam atendendo basicamente”, alerta o gerente de natureza do Instituto Alana e ex-conselheiro do Conama, JP Amaral.

Tendência
De acordo com o relatório, o aumento de concentração de ozônio (O₃) chegou a atingir em média 11% do total de medições em 2024, com maiores magnitudes observadas nas estações de Minas Gerais, mas também observadas em estações dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. A tendência de aumento de concentração de monóxido de carbono (CO) chegou a 17%, detectado no Rio Grande do Sul e também observada em localidades no Rio de Janeiro e Pernambuco. Já a tendência de aumento do dióxido de Nitrogênio (NO₂) foi de até 22%, no Rio de Janeiro, com tendência positiva também em estações em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. O Espírito Santo detectou aumento de 16% de concentração de dióxido de enxofre (SO2), que também teve variação positiva detectada no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. O material particulado fino - que reúne micropartículas de poluição com maior penetração nos pulmões e corrente sanguínea - registrou tendência de redução da concentração que chegou a 8,4% em estações de São Paulo. Já o material particulado inalável - composto por partículas maiores, mas capazes de penetrar no trato respiratório pelo nariz e boca - atingiu a maior tendência de aumento, 8%, em uma estação presente em uma escola, no estado de Minas Gerais. “Esses resultados reforçam a necessidade de implementação e fortalecimento de planos estaduais de gestão da qualidade do ar, com estratégias integradas de controle de emissões, desenvolvimento de inventários de emissões e expansão das redes de monitoramento”, destaca o relatório produzido pelo MMA.

Rede
Além das informações relativas à qualidade do ar, o relatório reúne ainda dados de governança, como a presença de 570 estações de monitoramento da qualidade do ar em todo o país. O número absoluto representa um aumento de 91 unidades (19%), em relação aos dados de 2023 e de 175 unidades (44%), na comparação com 2022. Os dados relativos ao tamanho atual da rede de monitoramento existente no país também revelam limitações no envio de informações pelos estados ao Sistema Nacional de Gestão da Qualidade do Ar (MonitorAr), revela o relatório. Da totalidade de estações cadastradas, 21 não tiveram seu status informado e outras 75 constam como inativas.

Desafios
As falhas no envio de informações pelos estados também podem refletir subnotificação em relatórios anteriores, impactando no que foi considerado ampliação da rede, destaca o relatório, de forma que “acréscimos e reduções observados em comparação a 2023 nem sempre correspondem à instalação ou desativação de estações no período”. Na avaliação de JP Amaral, apesar dos desafios, o relatório representa um grande avanço quanto a governança nacional para o setor, ao ser estruturado com base na Política Nacional de Qualidade do Ar, criada em 2024 e que viabilizou a sistematização das informações incluídas no MonitorAr pelos estados. Para o gestor, além da plena implementação da resolução do Conama, ainda é preciso avançar no arcabouço legal que dará sustentação à política nacional como a atualização do Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar) e o estabelecimento dos parâmetros para os níveis considerados críticos para a poluição no Brasil, além da elaboração de planos de contingência para esses casos. “É algo que faltou aparecer no relatório e que a gente viveu nos últimos anos muito intensamente, que são esses picos de poluição que acontecem em um único dia. Isso acabou não entrando no capítulo de ultrapassagem dos padrões, que trouxe a média anual”, conclui. Relacionadas
Fonte - Agência Brasil  26/02/2026

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Despoluir rios urbanos não depende só de investimento, diz professor

Ecologia & Meio Ambiente  ⛵

Professor de biologia e ecologia César Pegoraro defende medidas educativas. O saneamento básico tem que ser um projeto cidadão. Entrevistado pela jornalista Mara Régia, no programa Natureza Viva, na Rádio Nacional da Amazônia, neste domingo (11), Pegoraro, que acabava de chegar da França, contou que, apesar de o rio não estar completamente despoluído, ele se surpreendeu com a limpeza do Sena.

Por Mariana Tokarnia
Agência Brasil
foto - ilustração/rio Saône Lyon França
Embora a qualidade das águas do rio Sena tenha melhorado, Paris ainda tem um trabalho de despoluição pela frente para que a população possa tomar banho e mesmo consumir a água do rio. “Há muito trabalho a ser feito para que a gente atinja níveis plenamente seguros e saudáveis desse rio”, avaliou o educador ambiental na organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica, o professor de biologia e ecologia César Pegoraro. Entrevistado pela jornalista Mara Régia, no programa Natureza Viva, na Rádio Nacional da Amazônia, neste domingo (11), Pegoraro, que acabava de chegar da França, contou que, apesar de o rio não estar completamente despoluído, ele se surpreendeu com a limpeza do Sena. “O que eu vi lá, o que eu percebi, é um rio absurdamente limpo. E diria mais, convidativo. Ele tem peixes, tem uma diversidade, uma quantidade de peixes bastante grande. Você tem pessoas, cidadãos, cidadãs remando no rio. Um rio urbano com pessoas de caiaque, pessoas de barco com as suas voadeiras subindo e descendo o rio entre barcos de carga, entre barcos de turismo”, disse. A França investiu cerca de 1,4 bilhão de Euros (cerca de R$ 8,3 bilhões) em uma nova estrutura de águas residuais para reduzir a quantidade de esgoto que flui para o rio. Mesmo assim, treinos foram cancelados e atletas olímpicos passaram mal por conta da poluição do rio. Pegoraro explica que, mesmo com o investimento, por estar em uma grande cidade, o rio está sujeito à chamada poluição difusa. “Essa poluição é aquela poluiçãozinha que a gente não dá muita atenção para ela, mas ela é muito perigosa para a qualidade dos rios. Porque é aquele lixinho que acabou caindo na rua, às vezes sem querer, não intencionalmente, a fuligem dos carros, o óleo dos veículos que caem, a própria fuligem atmosférica que vai se depositando nas ruas e, quando chove, tudo isso vai parar no rio”, observou. Por isso, segundo sele, rios urbanos “dificilmente vão ter uma qualidade incrível, uma qualidade como se ele fosse um rio preservado num ambiente natural”. No entanto, comparado a rios urbanos brasileiros, como o rio Tietê, em São Paulo, o Sena está em melhor condição para que seja apropriado pela população. O professor diz ainda que o Brasil pode aprender com a iniciativa. Claro que é preciso muito investimento, mas também a valorização de medidas de saneamento básico e de medidas educativas. “O saneamento básico tem que ser um projeto cidadão. Nós, enquanto eleitores, eleitoras, enquanto contribuintes, a gente tem que exigir essa dignidade que é ter saneamento básico em todas as moradias, em todas as cidades”, defende. E acrescenta, que o investimento deve se somar à educação: “porque não vai adiantar a gente investir dinheiro e tempo se a gente não mudar a consciência das pessoas”.
Fonte - Agência Brasil 11/08/2024


foto - rios urbanos - Salvador Bahia
Rio Camaragipe /Pregopontocom


quarta-feira, 21 de junho de 2023

Com metrô, Salvador deixou de emitir mais de 45 mil toneladas de CO2 em oito anos, aponta estudo

Mobilidade - Sustentabilidade 🚇

O montante corresponde à emissão de 23.564 veículos comerciais leves, movidos à gasolina em um ano ou a 24.456 viagens de norte a sul do Brasil, considerando ida e volta. Cerca de 90% dos passageiros entrevistados utilizariam ônibus para realizar a viagem, caso não existisse o metrô

CCR - Metrô Bahia
foto - ilustração/arquivo
Um estudo inédito revelou que a operação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas fez com que a capital baiana deixasse de emitir mais de 45 mil toneladas de CO2 em oito anos (de 2014 a 2021). O montante corresponde à emissão de 23.564 veículos comerciais leves, movidos à gasolina em um ano ou a 24.456 viagens de norte a sul do Brasil, considerando ida e volta. Lançado quando a CCR Metrô Bahia celebra nove anos de operação, o estudo “Projeto Economia de Baixo Carbono” é pioneiro dentro do próprio Grupo CCR, sendo a concessionária baiana a empresa escolhida para inaugurar a pauta. “Sabemos que o CO2 é o principal gás de efeito estufa responsável pela intensificação das mudanças climáticas, então uma redução como esta é bastante significativa”, explica Onara Lima, Superintendente de ESG do Grupo CCR, destacando a importância da concessionária baiana e do modal na construção de uma Salvador mais sustentável e menos poluente. O estudo, realizado pela WayCarbon, empresa especializada no desenvolvimento de projetos corporativos sobre sustentabilidade e mudança do clima, destaca ainda que essa redução está em consonância com o Plano de Ação Climática da capital baiana, que visa a implementação de 100% da frota de transporte público com veículos mais eficientes até 2049 e a redução do número de viagens particulares em 25% até 2024. Os dados também apontam que, devido à operação do metrô, houve reduções em relação a outros gases danosos à saúde humana, como o monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, metano, óxido nitroso, entre outros. “Além de transportar nossos clientes com segurança, conforto e rapidez, o metrô baiano promove mais qualidade de vida para as pessoas, numa mobilidade mais sustentável com impactos positivos também no meio ambiente”, explica André Costa, diretor da CCR Metrô Bahia. Conforme explica Higor Turcheto, gerente da WayCarbon, para a metodologia, a WayCarbon estimou o total de emissões de CO2 num cenário onde não existiria o metrô baiano, diminuindo deste montante as emissões pelo uso de energia do metrô e as emissões indiretas, a exemplo do meio utilizado pelo passageiro para chegar ao metrô. Também foi realizada uma pesquisa com clientes do metrô baiano para coletar informações relacionadas às distâncias médias percorridas pelos passageiros usando os diferentes modais e aos modais que seriam utilizados na ausência do metrô. O resultado apontou que cerca de 90% das pessoas utilizariam ônibus para realizar a viagem, caso não existisse o metrô. Mobilidade sustentável A mudança climática é um dos maiores problemas enfrentados na atualidade. De acordo com o relatório Climate Change 2021: The Physical Science Basis (IPCC, 2021), as emissões acumuladas de gases de efeito estufa (GEE), desde a revolução industrial, já levaram a cerca de 1,09 °C de aquecimento global, do qual 1,07 °C provavelmente deriva de ações humanas. Para limitar o aquecimento global induzido pelo homem, é necessário limitar as emissões de GEE, destaca também o relatório. No Brasil, como aponta o SEEG, o setor de transporte, em 2021, foi responsável por 8,39% das emissões, sendo que as emissões do transporte rodoviário, em específico, corresponderam a 7,79%. Isso significa por exemplo que, a eletrificação de todo o setor de transporte rodoviário, fazendo uso de uma matriz elétrica descarbonizada, teria o potencial de reduzir as emissões do país em quase 8% Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), se a mobilidade urbana fosse baseada em veículos compartilhados e elétricos, as emissões de CO2 do trânsito poderiam cair 60%. “Nesse contexto, os sistemas de transporte em massa sob trilhos, movidos à eletricidade, são uma iniciativa importante na descarbonização do transporte urbano, reduzindo o uso de modais mais intensivos em GEE, por exemplo, carros e ônibus à combustão fóssil”, completa Turcheto. Outras soluções inteligentes e sustentáveis do metrô baiano Na Linha 2 do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, nove estações valorizam a utilização de recursos energéticos naturais adequados às condições climáticas brasileiras. As chamadas estações “típicas” são compostas por dez abóbadas metálicas alinhadas e sobrepostas que propiciam a entrada de luz e ar. Com isso, as luminárias das plataformas, mezaninos e acessos que possuem a iluminação natural permanecem desligadas parcial ou totalmente durante o dia, possibilitando uma economia de até 50% no consumo total de energia. Quando escurece, lâmpadas de LED garantem a iluminação plena com redução do consumo. A CCR Metrô Bahia também adota práticas sustentáveis voltadas para a economia de água. Todas as estações da Linha 2 estão adaptadas para captar água pluvial para uso nas descargas dos banheiros, com um potencial total de economia de água potável de 190 m³ – a capacidade de reserva de água do sistema. A água de chuva é captada, armazenada em reservatórios e distribuída para esses locais. Outra ação de destaque é o reaproveitamento de água na lavagem dos trens. A máquina lavadora automática de trens obedece a padrões mundiais de tecnologia e normas ambientais e tem como principal finalidade, recuperar, tratar e reutilizar aproximadamente 85% do total da água utilizada. A concessionária utiliza ainda arejadores econômicos para torneiras, monitoramento do consumo de água remoto através de telemetria, sensor nas escadas rolantes para redução de velocidade na ausência de usuários, entre outras ações. Em consonância com essas iniciativas, a CCR Metrô Bahia possui um trabalho de educação ambiental permanente que segue as diretrizes da política de sustentabilidade do Grupo CCR e visa a melhoria das comunidades onde atua. 
CCR Metrô Bahia 14/06/2023
Pregopontocom 20/06/2023

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Deterioração ambiental é mais ameaçadora do que 'trumpismo ou COVID-19', avisa ambientalista

Sustentabilidade/Meio ambiente 🌱 🔥

"A escalada de ameaças à biosfera e a todas as suas formas de vida – incluindo a humanidade – é, de fato, tão grande que é difícil de ser entendida até mesmo por especialistas bem informados", alertou um grupo de 17 cientistas dos EUA, Austrália e México, em um artigo publicado na revista Frontiers in Conservation Science, relacionada a temas ambientais.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
As prioridades incompatíveis dos governos de todo o mundo e a "ignorância difundida" na população global não conseguiram resolver a deterioração da vida na Terra, segundo relatório de grupo de ambientalistas. "A escalada de ameaças à biosfera e a todas as suas formas de vida – incluindo a humanidade – é, de fato, tão grande que é difícil de ser entendida até mesmo por especialistas bem informados", alertou um grupo de 17 cientistas dos EUA, Austrália e México, em um artigo publicado na revista Frontiers in Conservation Science, relacionada a temas ambientais. Os pesquisadores resumiram uma série de trabalhos recentes, prevendo "um futuro horrível de extinção em massa, declínio da saúde e transtornos climáticos". Eles descreveram vários desafios globais, tais como a rápida perda de biodiversidade e o crescimento, igualmente rápido, da população humana que, "combinados com uma distribuição imperfeita de recursos, levam a uma enorme insegurança alimentar". "O surgimento de uma pandemia há muito prevista, provavelmente relacionada à perda de biodiversidade, exemplifica de forma clara como esse desequilíbrio está degradando a saúde e a riqueza humana", explicaram os ambientalistas, argumentando que os governos de todo o mundo não prestam atenção suficiente a essas questões. "A ignorância difundida do comportamento humano e a natureza incremental dos processos sociopolíticos que planejam e implementam soluções atrasam ainda mais a ação efetiva", afirmaram. Paul Ehrlich, um dos autores no artigo e chefe do Centro de Biologia da Conservação da Universidade de Stanford, nos EUA, afirmou ao jornal The Guardian que "a deterioração ambiental é infinitamente mais ameaçadora para a civilização do que o trumpismo ou a COVID-19". O seu livro de 1968, "The Population Bomb" ("Bomba Populacional", em tradução livre), lançou debates sobre os receios da superpopulação e seus efeitos no planeta. Mesmo admitido que estava errado sobre o momento de algumas de suas previsões, Ehrlich mantém a mensagem de que o crescimento populacional e os altos níveis de consumo das nações ricas podem levar ao "colapso da civilização" global. Em seu artigo, os autores apelam para comunidade científica deixar de tornar "superficialmente atrativos ou aceitáveis os enormes desafios pela frente e 'dizer como [realmente] são'".
Fonte - Sputnik  13/01/2021

terça-feira, 30 de junho de 2020

Proibir o uso do diesel para melhorar a qualidade do ar

Sustentabilidade  🚛  🚍

Há mais de 10 anos, o Porto de Los Angeles, no Estado da California, proíbe o acesso de navios que utilizem o combustível com enxofre. Todavia, esse programa de proibir o uso diesel é a primeira iniciativa nos Estados Unidos. Essa campanha vem ao encontro de outra de que os ônibus sejam totalmente elétricos em 2029.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Certas formas de poluição podem ter consequências sobre todo o Planeta, ameaçando o equilíbrio do conjunto da biosfera. É o caso do gás carbônico proveniente da utilização de combustíveis fósseis.
É difícil imaginar o Planeta com ar totalmente despoluído. Como passa a impressão a iniciativa do Conselho de Recursos Aéreos da California (Carb), com a nova legislação para que todos os caminhões e vans comerciais vendidos no estado em 2045 devem ter emissão zero. Assim, querem eliminar o trânsito de veículos movidos a óleo diesel.
Há mais de 10 anos, o Porto de Los Angeles, no Estado da California, proíbe o acesso de navios que utilizem o combustível com enxofre. Todavia, esse programa de proibir o uso diesel é a primeira iniciativa nos Estados Unidos. Essa campanha vem ao encontro de outra de que os ônibus sejam totalmente elétricos em 2029.
Dados mostram que essa iniciativa irá conter um dos setores mais poluentes do setor de transporte. Os caminhões representam 70% da emissão causadora da poluição. Outros 14 estados americanos estão acompanhando a California, na preservação da qualidade do ar. Com certeza essa saudável intolerância com a poluição vai ser imitada por outros países.
Os veículos movidos a diesel têm um papel importante na logística das cidades e dos estados. Por isso,o prazo alongado de 25 anos, para que a transição seja feita suavemente, por causa do alto investimento que representa a substituição dos veículos de combustível fóssil por eletricidade.
Fonte - Portogente  30/06/2020

quinta-feira, 4 de junho de 2020

A poluição do ar na China volta aos níveis Pré-Covid e a Europa pode seguir o exemplo

Sustentabilidade/Meio ambiente  🌁  🚇  

Dados do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (Crea) mostram que as concentrações de partículas finas (PM2,5) e dióxido de nitrogênio (NO2) na China estão agora nos mesmos níveis de um ano antes. No auge da resposta do país ao coronavírus no início de março, os níveis de NO2 caíram 38% em relação a 2019 e os níveis de PM2,5 caíram 34%. 

Revista Amazônia
Revista Amazônia
A poluição do ar causa pelo menos 8 milhões de mortes precoces por ano, e céus mais limpos eram vistos como um dos poucos revestimentos de prata do Covid-19. Os especialistas pediram medidas para ajudar a reter os benefícios da qualidade do ar dos bloqueios, e as medidas tomadas até o momento incluem a expansão de ciclovias e espaço para caminhadas nas cidades.
Dados do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (Crea) mostram que as concentrações de partículas finas (PM2,5) e dióxido de nitrogênio (NO2) na China estão agora nos mesmos níveis de um ano antes. No auge da resposta do país ao coronavírus no início de março, os níveis de NO2 caíram 38% em relação a 2019 e os níveis de PM2,5 caíram 34%.
“A rápida recuperação dos níveis de poluição do ar e de consumo de carvão na China é um alerta precoce sobre como poderia ser uma recuperação liderada pela indústria da chaminé”, disse Lauri Myllyvirta, analista de Crea. “As indústrias altamente poluentes foram mais rápidas em se recuperar da crise do que o resto da economia. É essencial que os formuladores de políticas priorizem a energia limpa. ”
O grupo de consultoria em energia Wood Mackenzie prevê que a demanda de petróleo da China se recuperará para níveis quase normais no segundo trimestre de 2020.
Em Wuhan, cidade no centro da epidemia, os níveis de NO2 estão agora 14% mais baixos que no ano passado, tendo caído brevemente pela metade. Em Xangai, os níveis mais recentes são 9% superiores aos do ano passado.
As cidades européias também sofreram um grande mergulho na poluição do ar durante o surto de vírus. Dados do Serviço de Monitoramento de Atmosfera Copernicus (Cams), que rastreia a poluição em 50 cidades europeias, mostram que 42 deles registraram níveis abaixo da média de NO2 em março. Londres e Paris tiveram reduções de 30% no NO2, um poluente produzido principalmente por veículos a diesel.
“Esperamos que a poluição se recupere, mas ainda não conseguimos demonstrar isso”, disse Vincent-Henri Peuch, diretor da Cams. Ele observou que os dados do Cams mostraram níveis médios de poluição do ar nas cidades. “Ao lado de uma estrada movimentada, o efeito da redução de tráfego será maior – até 70% ou 80% [poluição reduzida] em alguns locais”, disse ele.
É difícil distinguir as mudanças de poluição causadas pelos bloqueios e seus relaxamentos subsequentes de outros fatores, como o clima e a interação química dos poluentes. A primavera é a estação mais poluída da Europa Ocidental nos anos normais, devido ao início do ciclo agrícola, que causa emissões de amônia que formam partículas nas cidades.
A equipe do Cams agora está trabalhando com o Centro de Supercomputação de Barcelona para desvendar esses fatores e produzir estimativas robustas do efeito do coronavírus.
Peuch disse que o que acontece depois da qualidade do ar nas cidades europeias continua a ser visto. “Não sabemos como o comportamento das pessoas mudará, por exemplo, evitando o transporte público e, portanto, confiando mais em seus próprios carros ou continuando a trabalhar em casa”.
Gary Fuller, especialista em poluição do ar do Kings College London, disse: “Em vez de deixar esse tempo ser esquecido, as Nações Unidas e os ativistas ambientais estão pedindo aos governos que ‘recuperem melhor, invistam no futuro e não no passado’, para garantir que nossa recuperação global tem legado sustentável. ”
A poluição do ar tem sido associada a danos no coração e nos pulmões e em muitas outras condições, incluindo diabetes e inteligência danificada. É provável que afete praticamente todos os órgãos do corpo.
Há evidências crescentes que vinculam a exposição ao ar sujo ao aumento do risco de morte por Covid-19, levando a pedidos para manter a poluição do ar baixa para ajudar a evitar os perigos de uma segunda onda de infecção.
Fonte - Revista Amazônia   03/06/2020

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Barcelona coloca em operação Zona permanente de baixa emissão

Sustentabilidade  🚗  🚙

A Prefeitura de Barcelona declarou uma emergência climática com um plano de ação para 2020-2030, que inclui a operação de uma zona de baixa emissão.A Zona Permanente de Baixa Emissão é uma área protegida de mais de 95 quilômetros quadrados, onde é proibida a circulação dos veículos mais poluentes durante a semana, das 7h às 20h.

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A Prefeitura de Barcelona declarou uma emergência climática com um plano de ação para 2020-2030, estabelecendo uma centena de medidas robustas, urgentes e eficazes para acelerar a maneira como a cidade se adapta aos episódios climáticos nos próximos anos e mitigar os efeitos a curto prazo. a médio prazo.
O conselho disse que está alocando 563,3 milhões de euros para implementar as medidas do plano contra a emergência climática; o objetivo é ajudar a mitigar seus efeitos e adaptar a cidade às mudanças climáticas nos próximos anos. O plano tem seis partes, estabelecendo sete mudanças de modo.
Uma dessas partes é uma zona de baixa emissão que entra em operação, o que limitará a circulação dos veículos mais poluentes, reduzirá as emissões de NO2 em 15% e melhorará a qualidade do ar, informou a prefeitura de Barcelona.
A Zona Permanente de Baixa Emissão é uma área protegida de mais de 95 quilômetros quadrados, onde é proibida a circulação dos veículos mais poluentes durante a semana, das 7h às 20h. Inclui toda a cidade de Barcelona e parte ou todos os municípios de Hospitalet de Llobregat, Cornellà de Llobregat, Esplugues de Llobregat e Sant Adrià de Besòs.
A Prefeitura de Barcelona afirmou que as análises das mudanças climáticas mostram que, em um cenário de compromisso com os acordos COP21 alcançados em Paris (impedindo que o aquecimento global exceda 1,5 ºC), bem como em um cenário passivo em que nenhuma medida é adotada, as consequências podem incluir :

Mais ondas de calor no final do século, entre oito e dezesseis por ano
Uma queda na pluviosidade geral na cidade entre 14% e 26% no final do século nos dois cenários
Perda de 30% a 46% da areia de superfície utilizável na maioria das praias
Aumento do risco de incêndio em Collserola e perda de biodiversidade

Má qualidade do ar.
A Câmara Municipal de Barcelona afirmou que as restrições para a Zona de Baixa Emissão Permanente se aplicam a todos os veículos que não possuem o selo ambiental da DGT, o que certifica que eles são adequados para a condução. A lista de veículos afetados para isso pode ser encontrada aqui.
Fonte - Intelligent Transport  21/01/2020

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Óleo continua se espalhando e chega em novas praias de Pernambuco

Meio ambiente  🐢  🐣  🌊

Nesta quarta-feira, além das praias de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, e da Praia do Janga, em Paulista, foi confirmada a presença de porções de resíduos contaminantes na Ilha do Amor, em Cabo de Santo Agostinho e na praia de Pau Amarelo, também em Paulista. Hoje (24), parte do material atingiu às praias de Pilar, na Ilha de Itamaracá, no Litoral Norte pernambucano.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Ag.Brasil
Parte do óleo de origem desconhecida que atingiu trechos do litoral de Pernambuco há quase 50 dias e que voltou a afetar a costa pernambucana na semana passada atingiu a pelo menos mais três lugares, totalizando cinco novas localidades afetadas desde a madrugada de ontem (23).
Nesta quarta-feira, além das praias de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, e da Praia do Janga, em Paulista, foi confirmada a presença de porções de resíduos contaminantes na Ilha do Amor, em Cabo de Santo Agostinho e na praia de Pau Amarelo, também em Paulista.
Hoje (24), parte do material atingiu às praias de Pilar, na Ilha de Itamaracá, no Litoral Norte pernambucano. Em um vídeo divulgado pelas redes sociais, o secretário municipal de Meio Ambiente, Clóvis Barreto, exibiu fragmentos de óleo emulsificado espalhados por um trecho de cerca de 500 metros da praia de Pilar e voluntários ajudando a limpar o local.
“É com muita tristeza que confirmamos esta realidade. Já informamos oficialmente a Marinha e a CPRH [Agência Pernambucana de Meio Ambiente]. Equipes estão chegando com mais EPIs [Equipamentos de Proteção Individual] para apoiar as equipes de voluntários estão nos apoiando a fazer a coleta deste material]. Enquanto isso, estamos procurando enfrentar este desafio com a solidariedade do povo da Ilha de Itamaracá”, disse Barreto, destacando o esforço para tentar recolher todo o material antes que a maré volte a subir.
Além de moradores da cidade, a coleta do material e a limpeza da praia conta com o auxílio de 60 presos que cumprem pena no regime semiaberto. Usando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), desde próximo as 9 horas eles ajudam a recolher parte do óleo em sacos de lixo, sendo o tempo todo escoltados por agentes penitenciários. A iniciativa já ocorreu em outras áreas afetadas. Segundo o governo estadual, todos os detentos que participam da iniciativa são considerados de bom comportamento e se voluntariaram para o trabalho em troca de ter sua pena reduzida, conforme prevê a legislação penal.
Só em Pernambuco, 958 toneladas de óleo e resíduos foram recolhidas até ontem. Todo o óleo e material contaminado pelo produto está sendo armazenado no Centro de Tratamento de Resíduos Pernambuco, localizado em Igarassu. A intenção inicial da Agência Estadual de Meio Ambiente é que, após tratado, o material tenha destinação definitiva. Segundo a agência estadual, o aterro foi projetado para receber resíduos classificados pela legislação ambiental como perigosos, como é o caso do óleo cru, cujas características ainda não são totalmente conhecidas.
As autoridades recomendam que as pessoas evitem tocar as manchas de óleo sem luvas de borracha. Caso o produto entre em contato direto com a pele, é recomendável limpar imediatamente a área atingida, utilizando gelo e óleo de cozinha. Em caso de reação alérgica, a pessoa deve procurar atendimento médico.
Fonte - Agência Brasil  24/10/2019

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Manchas de óleo aparecem em praia do Pará

Meio ambiente  🌊

A Marinha informou que vai investigar a origem desse óleo e se há relação com as manchas que tem sido encontradas no litoral do Nordeste.A prefeitura de Abaetetuba confirmou que já está estudando medidas para limpar a praia e minimizar os impactos ambientais na região. 

Revista Amazônia
Revista Amazônia
A prefeitura de Abaetetuba, na região Nordeste do Pará, confirmou que o material recolhido na praia de Beja trata-se de óleo. A Marinha informou que vai investigar a origem desse óleo e se há relação com as manchas que tem sido encontradas no litoral do Nordeste.
A prefeitura de Abaetetuba confirmou que já está estudando medidas para limpar a praia e minimizar os impactos ambientais na região. A secretaria estadual de meio ambiente afirmou que ainda não foi notificada sobre o caso e até este sábado (19), ainda não foram identificadas manchas de óleos no litoral paraense.
Como medida preventiva, foi realizada uma reunião da Semas com representantes do bombeiros, Defesa Civil para traçar estratégias diante de um possível avanço das manchas de óleo para o litoral paraense.
Fonte - Revista Amazônia  21/10/2019

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Barris de óleo são encontrados no litoral de Sergipe

Meio ambiente  🌊

As manchas de óleo encontradas no litoral do estado podem ter sido derramadas por um desses barris. Segundo o diretor-presidente da Adema, Gilva Dias, o barril que foi encontrado na barra dos Coqueiros estava aberto e derramou parte do produto. Ele acrescenta que o trabalho da força tarefa é incansável.Equipes da Adema, Ibama e Marinha retiraram o material que será encaminhado ara análise no Rio de Janeiro

ASN
divulgação/ASN
Dois barris de óleo foram encontrados na costa sergipana, o primeiro em uma praia no município da Barra dos Coqueiros, litoral Norte sergipano, e o outro na Praia Formosa, zona Sul da capital. O material foi encontrado durante inspeção da força tarefa montada em conjunto por equipes da Adema, Ibama e Marinha, que desde ontem, quando foram descobertas manchas de óleo no litoral nordestino, monitora a costa litorânea de Sergipe.
As manchas de óleo encontradas no litoral do estado podem ter sido derramadas por um desses barris. Segundo o diretor-presidente da Adema, Gilva Dias, o barril que foi encontrado na barra dos Coqueiros estava aberto e derramou parte do produto. Ele acrescenta que o trabalho da força tarefa é incansável.
"No nosso litoral Norte, desde ontem não era mais visualizada nenhuma mancha de óleo. Ontem mesmo fizemos um sobrevoo em toda a Costa Sergipana para constatar. As equipes da Petrobras trabalharam durante na retirada do óleo da areia das praias aqui no estado, tudo supervisionado pelas equipes da Adema. Isso foi resultado de um plano de emergência que é realizado pela Petrobras, que tem a obrigação contratual de fazer esse trabalho", explicou o presidente.
Os dois barris foram recolhidos pela Marinha e parte do líquido foi enviada para o estado do Rio de Janeiro para análise. Entre 20 a 25 dias sairá o resultado. Esse processo é feito por uma raspagem para analisar se houve contaminação.
Gilvan Dias informou ainda que todos os estados nordestinos foram convocados de forma urgente pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente, Abema, para uma reunião que deve acontecer no dia primeiro de outubro para tratar deste assunto. "Todos os órgãos ambientais do Nordeste vão se reunir para atualizar as informações sobre esse tema e trocar as experiências. Nós falaremos sobre esse derramamento de óleo, vamos amadurecer as providências imediatas que cada estado tomou e pensar em ações rápidas para esse tipo de questão", esclareceu.
Com informações da ASN  26/09/19

terça-feira, 7 de maio de 2019

Mais de 200 cidades europeias se unem pelo clima

Meio Ambiente 🌁

Em carta aberta, 210 prefeitos pediram aos chefes de governo e de Estado da UE, nesta terça-feira (7), que elaborem e coloquem em prática uma estratégia climática de longo prazo, durante a reunião de cúpula desta quinta-feira (9) em Sibiu, na Romênia.A carta foi assinada pelos prefeitos de Paris, Londres, Estocolmo, Amsterdã, Oslo, Milão, Atenas e Stuttgart, entre outras cidades da Europa.

Por Deutsche Welle
(agência pública da Alemanha) União Europeia
foto - ilustração/arquivo
Prefeitos de cidades europeias, incluindo Londres, Amsterdã e Paris, apelam a países-membros da União Europeia (UE) a implementar estratégia para que balanço das emissões de CO2 seja zero até 2050.
Em carta aberta, 210 prefeitos pediram aos chefes de governo e de Estado da UE, nesta terça-feira (7), que elaborem e coloquem em prática uma estratégia climática de longo prazo, durante a reunião de cúpula desta quinta-feira (9) em Sibiu, na Romênia.
A carta foi assinada pelos prefeitos de Paris, Londres, Estocolmo, Amsterdã, Oslo, Milão, Atenas e Stuttgart, entre outras cidades da Europa.
Segundo eles, a meta final dessa estratégia deve ser uma atividade econômica que, a partir de 2050, alcance a neutralidade climática, ou o balanço zerado de emissões de CO2. Os prefeitos apoiam, assim, uma proposta feita pela Comissão Europeia e pelo Parlamento Europeu, que eles chamaram de a única realizável em prol do futuro da Europa e do mundo.
"A Europa deve se tornar uma líder mundial na questão climática. As gerações futuras não vão nos perdoar se não agirmos enquanto ainda tivermos tempos", afirmou a prefeita da Paris, Anne Hidalgo.
A meta atual da União Europeia é reduzir suas emissões de gases do efeito estufa em 40% até o ano de 2030, na comparação com 1990. Em 2020, a UE pretende definir sua estratégia climática até meados do atual século, dentro do que está previsto no Acordo de Paris.
Ontem, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que vai colocar o tema na agenda de Sibiu.
Centenas de organizações não governamentais (ONGs) europeias também convocaram os líderes a agir contra as mudanças climáticas. "Lançamos um sinal de alerta em prol do clima para todos os atuais e futuros políticos europeus", disse o diretor do Climate Action Network (CAN) Europe, Wendel Trio. Ele disse que é hora de os políticos agirem.
As ONGs exigem que a luta contra as mudanças climáticas seja uma prioridade na cúpula de Sibiu, assim como nos debates que antecedem as eleições europeias. A meta deve ser a redução das emissões de gases do efeito estufa até 2030. Além disso, defendem o fim dos combustíveis fósseis, mais apoio aos países em desenvolvimento para se adaptarem às mudanças climáticas, a proteção da biodiversidade e mais esforços em prol da economia circular, na qual os dejetos são reaproveitados como matéria-prima.
O presidente da Comissão das Conferências Episcopais da EU (Comece), o arcebispo de Luxemburgo, Jean-Claude Hollerich, também apoia a iniciativa. "Peço ao futuro Parlamento Europeu, à Comissão Europeia e aos países-membros que adotem medidas urgentes contra as mudanças climáticas", afirmou.
Ele disse ser importante que a transição para uma sociedade de emissões zero seja justa. Para que as pessoas mais pobres também sejam beneficiadas, é necessária a adoção de medidas sociais e de respeito aos direitos humanos.
Fonte - Agência Brasil  07/05/2019

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Rio Tietê transborda e enche de lixo um parque no interior paulista

Meio ambiente  🌊

Segundo a Defesa Civil estadual, oito pessoas que vivem em três residências atingidas pelas águas ficaram desalojadas.A correnteza acabou danificando o muro de contenção da Ilha dos Amores. Por isso, a região continua interditada hoje (18). 

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Os rios Tietê e Jundiaí transbordaram em Salto, município do interior paulista, neste fim de semana, causando fortes inundações. Segundo a Defesa Civil estadual, oito pessoas que vivem em três residências atingidas pelas águas ficaram desalojadas.
A correnteza acabou danificando o muro de contenção da Ilha dos Amores. Por isso, a região continua interditada hoje (18). A Secretaria Municipal do Meio Ambiente aguarda o recuo completo das águas para fazer a limpeza do Parque Lavras, que foi invadido por lixo trazido da Grande São Paulo. Também ainda estão com acesso restrito as ruas 24 de Outubro e Campo da Avenida.
De acordo com a Defesa Civil do município, no momento, o Rio Tietê está com vazão de 400 metros cúbicos por segundo. Ontem (17), a vazão chegou a 750 metros cúbicos por segundo. A situação é considerada controlada pela Defesa Civil de Salto.
O órgão municipal está fazendo ao longo dia de hoje vistorias nos prédios atingidos para apontar possíveis danos.
Fonte - Agência Brasil  18/02/2019

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Madrid proíbe a circulação de veículos poluidores no centro da cidade

Mobilidade/Sustentabilidade  🚲 👪 

A medida tomada pela Câmara Municipal da cidade,resultou numa redução significativa no transito em toda a área no centro de Madrid, num percentual entre 10% e 40%, diminuindo o acesso diário a 58.678 carros.Apenas os veículos de moradores na área do centro de Madrid e com mobilidade reduzida poderão circular dentro da zona de restrição.

Da Redação
foto-ilustração/Web
A cidade de Madri proibiu a circulação de veículos poluidores no centro da cidade.A medida faz parte do Plano de Qualidade do Ar e Mudança Climática,que tem como objetivo reduzir a poluição, o barulho e democratizar a divisão do espaço público na cidade.
A medida tomada pela Câmara Municipal da cidade,resultou numa redução significativa no transito em toda a área no centro de Madrid, em um percentual entre 10% e 40% diminuindo o acesso diário a 58.678 carros.
A restrição a circulação de veículos no centro da cidade também contribuiu para diminuir o tempo de viagem e o aumento da velocidade das linhas da EMT (Empresa municipal de Transportes) que dão acesso ao local,com um aumento significativo na regularidade do serviço.
A fase de informação foi iniciada em 30/11/2018,a fiscalização será feita por um sistema de controle automático a partir do inicio de 2019,e terá um período de dois meses para a adaptação ao sistema apenas com notificações sem a cobrança de multas.

Circulação de veículos autorizados
Apenas os veículos de moradores na área do centro de Madrid e com mobilidade reduzida poderão circular dentro da zona de restrição. Também existem exceções para convidados dos moradores, entrega de mercadorias, empresas de serviços,policiamento,serviços de emergência e escolas,visando garantir os direitos da livre circulação das pessoas que vivem,trabalham e visitam o local.Também estão liberados os veículos considerados "limpos",bicicletas, triciclos e motocicletas e ciclomotores com selos ECO ou ZERO.
Pregopontocom  04/12/2018

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Três cidades europeias vão à Justiça contra a "Licença para Poluir"

Meio ambiente  🚗🚗🚗🚗

O objetivo destas cidades é entrar com uma ação comum no Tribunal Geral da União Europeia pedindo a anulação do Regulamento n.º 2016/646 da Comissão Europeia, que determina as emissões máximas aceitáveis de NOx dos veículos com motor a diesel durante os testes de emissões reais de condução (RDE).Será essa a primeira vez que cidades serão ouvidas pela Justiça como “pessoas interessadas”, o que mostra o poder dos centros urbanos como defensores da saúde pública e da ação climática. Tribunal decide amanhã se acata ação de Paris, Bruxelas e Madri para anular regulamento da Comissão Europeia que permite a veículos a diesel excederem limites de emissões

Mobilize Brasil / Aviv Comunicação 
foto - ilustração/Twiter
O Tribunal Europeu de Justiça vai ouvir nesta quinta-feira (17) os argumentos para decidir se três cidades europeias - Paris, Bruxelas e Madri - podem desafiar a atual regulamentação de emissões de veículos a diesel estabelecida pela Comissão Europeia em 2016, em acordo com governos nacionais.
O objetivo destas cidades é entrar com uma ação comum no Tribunal Geral da União Europeia pedindo a anulação do Regulamento n.º 2016/646 da Comissão Europeia, que determina as emissões máximas aceitáveis de NOx dos veículos com motor a diesel durante os testes de emissões reais de condução (RDE).
Será essa a primeira vez que cidades serão ouvidas pela Justiça como “pessoas interessadas”, o que mostra o poder dos centros urbanos como defensores da saúde pública e da ação climática.

"Licença para poluir"
Advogados representando Paris, Bruxelas e Madri argumentarão que os novos limites de emissões são o que a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, chamou de “licença para poluir” e constituem uma regressão da atual lei ambiental europeia, pensada para proteger a saúde pública e melhorar a qualidade do ar.
O regulamento será descrito também como uma "traição ao Acordo de Paris" por sua incapacidade de favorecer a transição para veículos limpos, necessária para conter a mudança climática.
Se bem-sucedida, a ação traria de volta os regulamentos de 2007 que forçam o ajuste do limite máximo de NOx em 80 mg/km, com base em um novo teste na estrada.

Dieselgate
Segundo o Regulamento n.º 2016/646 da Comissão Europeia, introduzido na sequência do escândalo “Dieselgate” em setembro de 2017, para novos modelos e a partir de setembro de 2019 para veículos novos, as emissões de NOx podem legalmente exceder o limite de 80 mg/km em até 110%. A partir de janeiro de 2020 para novos modelos e a partir de janeiro de 2021 para veículos novos, as emissões de NOx ainda poderão legalmente exceder o limite de 80 mg/km em até 50%.
Em março de 2016, enquanto esse regulamento estava sendo debatido na Comissão Europeia, os prefeitos de 14 cidades da União Europeia pediram a seus governos que “priorizassem a saúde dos cidadãos em relação aos lobbies industriais”. Uma petição pública atraiu mais de 130 mil assinaturas. As cidades foram Amsterdã, Atenas, Barcelona, Bruxelas, Bucareste, Budapeste, Copenhague, Valetta, Lisboa, Madri, Milão, Nicósia, Oslo, Paris, Riga, Roterdã, Sofia, Estocolmo, Varsóvia e Viena.

Prefeitos reagem
"Os cidadãos de Paris e cidades em todo o mundo exigem ar limpo para respirar", disse Anne Hidalgo, prefeita de Paris e presidente da C40 (coalizão envolvendo quase 100 cidades do mundo contra a poluição). “Seria uma traição do povo da Europa que os fabricantes de automóveis e os lobbies industriais possam ditar as regras que regulam alguns dos seus produtos mais poluidores. Continuaremos a desenvolver medidas em Paris para garantir que nossos cidadãos possam respirar ar puro e meus colegas prefeitos das cidades do C40 farão o mesmo. Precisamos que a União Europeia nos apoie e não dê proteção regulamentar à poluição do ar. Tenho orgulho de estar ao lado dos prefeitos de Madri e Bruxelas em nome de milhões de pessoas em todas as grandes cidades da Europa para dizer que nossas vozes não podem mais ser silenciadas ”.
Já a prefeita de Madri, Manuela Carmena, declarou: “A ação conjunta dos prefeitos de Paris, Bruxelas e Madri revela o protagonismo das cidades como principais especialistas nos problemas dos cidadãos e, portanto, os principais defensores de suas causas (...). As cidades têm que ser um reduto de consciência. Há muito em jogo. É por isso que a coerência e a coragem são tão necessárias. Estamos falando da saúde e do futuro, não só das grandes cidades, mas do planeta. Espero que esta iniciativa seja a primeira de uma longa lista de ações do governo local, unidas para alcançar um mundo mais sustentável."
"O progresso nunca é feito a menos que os interesses investidos sejam questionados", disse Mark Watts, diretor executivo da C40 Cities. "Os prefeitos de Paris, Madri e Bruxelas estão desafiando os políticos europeus a colocar a saúde dos cidadãos à frente dos lucros das empresas automobilísticas. Ao mesmo tempo, eles estão usando seus próprios poderes para melhorar a qualidade do ar, desde o investimento em transporte público e ciclismo até a remoção do tráfego das áreas mais poluídas. Todo mundo que mora em uma cidade tem interesse no sucesso de suas ações, já que a poluição do ar causa mais de 460.000 mortes prematuras a cada ano somente na Europa."
Fonte - Mobilize Brasil  16/05/2018

sexta-feira, 30 de março de 2018

A poluição e o avestruz

Sustentabilidade 

No Brasil, temos a sorte de ter os maiores especialistas do mundo em estudo da poluição. Infelizmente, nossos cientistas são impedidos de avançar em seus estudos por autoridades locais, mesmo que estes estudos consigam modificar a saúde de muitas pessoas, geralmente trabalhadores. Três cientistas ligados aos laboratórios de pesquisa avançada contam por quê.

Riad Younes* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
A poluição é um problema de saúde pública grave que afeta a todos, sem distinção socioeconômica. A Organização Mundial da Saúde alerta para os efeitos nocivos da poluição sobre coração, pulmão e incidência de tumores malignos.
No Brasil, temos a sorte de ter os maiores especialistas do mundo em estudo da poluição. Infelizmente, nossos cientistas são impedidos de avançar em seus estudos por autoridades locais, mesmo que estes estudos consigam modificar a saúde de muitas pessoas, geralmente trabalhadores.
Três cientistas ligados aos laboratórios de pesquisa avançada contam por quê.
A doutora Mariana Veras, coordenadora do laboratório de poluição atmosférica da USP, relata duas situações em que o poder público bloqueou a pesquisa. O primeiro, diz a dra. Mariana, “foi um estudo com os guardas de trânsito de São Paulo (os marronzinhos), coordenado pelo professor Paulo Saldiva.
O objetivo era avaliar diversos desfechos de saúde, mas principalmente a fertilidade masculina. Alguns dados foram divulgados, mas o estudo foi parado, pois daria ‘provas’ dos riscos à saúde do trabalhador, implicando insalubridade e outras garantias...”
Outro estudo, este do qual a doutora Mariana Veras participou, foi de intervenção urbana. “Era da gestão do prefeito Haddad sobre a diminuição da velocidade dos carros. Queríamos saber se a diminuição da velocidade beneficiaria o ar. Nós acreditávamos que, quando o trânsito flui, os carros andando poluem menos.
Para isso escolhemos duas avenidas, medimos antes da diminuição da velocidade e iríamos medir depois. Porém, como a gestão mudou e não havia mais interesse na questão do ar e, além disso, foi lema de campanha acabar com a velocidade reduzida, o estudo acabou.”
Algo semelhante aconteceu em Porto Alegre (RG), com o doutor José Miguel Chatkin, professor da PUC e presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia. Chatkin relata que “a doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema, bronquite crônica) é causada, geralmente, por tabagismo, mas entre as outras causas está a poluição fora e dentro de casa. Está bem definida a associação de uso de fogões e aquecedores a lenha ou carvão com esse tipo de doença pulmonar obstrutiva”.
A ideia foi de investigar se funcionários que trabalham diariamente em churrascarias e pizzarias bem próximos aos fornos e às churrasqueiras por várias horas têm associação com DPOC. “Pensou-se em comparar pizzaiolos e churrasqueiros fumantes e não fumantes com exposição semelhante em carga e tempo”, lembra.
“Como objetivo secundário, pretendia-se avaliar a proteção fornecida pelos filtros e exaustores e qual a porcentagem dos restaurantes que adotam esse tipo de equipamento protetor no Brasil. Nem chegamos a investigar se isso seria obrigatório, pois o projeto foi abortado. "Os funcionários ficaram com receio de perder o emprego ou ficar marcados pelos patrões. E os proprietários não participaram possivelmente por não estarem cumprindo os quesitos legais e ficarem vulneráveis a causas trabalhistas.”
A doutora Yula Merola, maior especialista brasileira na poluição por radônio, gás radioativo (a segunda causa, depois do fumo, por câncer de pulmão), teve suas pesquisas bloqueadas por autoridade regionais, pelo potencial de exigirem mudanças importantes na distribuição de áreas para construção de moradias. Ela desabafa. “Não é de hoje que se fala que a ciência deve estar a serviço da sociedade, de sair do laboratório para a clínica.”
Mas, quando essas pesquisas de laboratórios são levadas para um público maior, elas são boicotadas. “A pesquisa mantém-se hoje por pura teimosia de pessoas que decidiram não se render ao cenário perturbador de reconhecimento zero do seu real valor”, explica a dra. Yula.
*Riad Younes é médico, professor e diretor do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Fonte - Portogente  30/03/2018

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Mudar transporte contra aquecimento global requer apoio, dizem especialistas

Mobilidade/Sustentabilidade  🚇

O aumento da cota de mercado do transporte público é muito lento não só no Brasil, mas no mundo todo. O pior que podemos fazer é tornar o debate puramente tecnológico.No final do século 19, a humanidade se locomovia com cavalos. O tema das discussões era como lidar com o estrume de cavalos nas cidades. Em 1910, toda a mobilidade se fazia com automóveis. 

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Representantes de Portugal e do Chile destacaram hoje (6) a importância de conquistar o apoio da comunidade para que iniciativas que promovem a redução da emissão de gases do efeito estufa no transporte urbano sejam bem-sucedidas. As experiências dos dois países foram tema de debate durante o Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte.
O secretário de Estado adjunto e do Ambiente de Portugal, José Mendes, defendeu que a discussão não pode ficar restrita à tecnologia. “O aumento da cota de mercado do transporte público é muito lento não só no Brasil, mas no mundo todo. O pior que podemos fazer é tornar o debate puramente tecnológico. Temos que fazer um trabalho de conhecimento e envolver as pessoas”, disse.
Mendes afirmou que a mudança de paradigma nos transportes, com redução do uso de veículos individuais, é um objetivo possível. “Acredito muito no gênero humano e na capacidade de fazer modificações. No final do século 19, a humanidade se locomovia com cavalos. O tema das discussões era como lidar com o estrume de cavalos nas cidades. Em 1910, toda a mobilidade se fazia com automóveis. Tudo se alterou em apenas dez anos”, lembrou.
Ele disse que as ações adotadas por Portugal para alcançar as metas de redução de emissões do Acordo de Paris envolvem iniciativas a curto e a longo prazo. “Nas democracias temos ciclos de avaliação, ciclos eleitorais. É muito difícil captar o apoio público para objetivos de longo prazo. Temos sempre que ter uma combinação de metas de longo prazo e quick wins (ações de curto prazo).”
De acordo com o representante de Portugal, o país tem investido, de um lado, em iniciativas de resultado mais rápido, como a extensão das redes de metrô de Lisboa e do Porto e incentivos fiscais para quem quiser dividir o uso de carros e bicicletas e, do outro, em ações a longo prazo como a adoção de ônibus e carros elétricos, embrionárias e ainda com poucas unidades.
Mendes foi articulador da Aliança para Descarbonização do Transporte, lançada durante a COP 23, a mais recente Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em novembro na cidade de Bonn, na Alemanha. A aliança, que inclui ainda França, Holanda e Costa Rica, deve servir para troca de experiências e facilitação do diálogo. Espera-se que mais países a integrem no futuro.

Desigualdade social
O envolvimento dos cidadãos no diálogo sobre mudança nos hábitos de locomoção também foi defendido pela ex-prefeita de Santiago Carolina Tohá, atualmente copresidente do Grupo Consultivo de Alto Nível em Transportes Sustentáveis da Secretaria-Geral das Nações Unidas.
Ela detalhou a implementação de um plano de transportes para Santiago durante sua gestão como prefeita, excluindo os veículos individuais e priorizando o transporte público e os pedestres no centro da cidade. Segundo Carolina, o diálogo com moradores, comerciantes e com instâncias como o Conselho de Monumentos e o Serviço de Deficientes da cidade foi essencial para o programa.
A ex-prefeita de Santiago destacou o papel da desigualdade social na questão da mobilidade urbana. “Quem mais caminha e usa o transporte público é pessoa de baixa renda. O meio de transporte no qual se investe significa priorizar determinada classe social”, disse ela, que defendeu “substituir o sonho de ter um carro” por outro sonho, que envolva a multimodalidade dos transportes.
O Encontro sobre Descarbonização do Transporte está sendo realizado hoje durante todo o dia. O evento é organizado pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), o Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) e a Embaixada da Alemanha. Durante a tarde, serão discutidas propostas para descarbonizar o transporte brasileiro e as tendências tecnológicas e inovações na área.
Fonte - Agência Brasil  06/12/2017

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Metrôs aderem a campanha em defesa do meio ambiente

Sustentabilidade  🚇  🚄

Metrô embarca na proteção do Planeta - Campanha vai mostrar à população o esforço e os resultados de 30 anos do Protocolo de Montreal, que defende a camada de ozônio.A campanha será veiculada em nove cidades de quatro regiões do país: Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Salvador (BA), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB) e Natal (RN).

Da Redação
Revista Amazônia*

Metrô de Salvador - Linha 2
Estações e carros de metrô em todo o país vão mostrar o que o mundo tem feito para proteger a camada de ozônio e como isso afeta a vida de bilhões de pessoas. O Protocolo de Montreal, acordo internacional que uniu 196 países para eliminar as substâncias nocivas à camada, chega aos 30 anos como uma das iniciativas mais bem-sucedidas em defesa do Planeta. Para comemorar, o Brasil lança na segunda-feira (6/11) uma campanha esclarecedora.
O acordo foi assinado para banir dos processos de fabricação produtos químicos que até hoje estão no sofá da sala, na geladeira no ar condicionado e até no cardápio de milhões de pessoas. Liberados na atmosfera, eles destroem a proteção natural da terra contra os raios ultravioletas.
Coisas que pouca gente conhece pelo nome, como hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), halons, brometo de metila, tetracloreto de carbono (CTC), metilclorofórmio e hidrobromofluorcarbonos (HBFCs vêm sendo sistematicamente substituídas nos processos industriais. E o que está em uso, passa por processos de neutralização após a vida útil do móvel ou eletrodoméstico fabricado com ele descartado corretamente, eliminando os riscos para a camada de ozônio.
“Continuamos tendo acesso a esses bens de consumo, mas agora sem que eles contribuam para destruir a camada que protege todos os seres vivos do excesso de radiação ultravioleta”, afirma a coordenadora-geral de Proteção da Camada de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Magna Luduvice.

Público estimado
A campanha nos metrôs terá um público estimado em 4,2 milhões de pessoas por dia. A campanha será veiculada em nove cidades de quatro regiões do país: Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Salvador (BA), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB) e Natal (RN).
Os usuários podem participar, enviando fotos e mensagens pelas redes sociais, por meio da hashtag #30AnosProtocoloDeMontreal. É possível, também, fazer download das publicações sobre a proteção da camada de ozônio em seus aparelhos celulares, com QR codes.
A campanha é uma parceria entre as agências implementadoras do Protocolo de Montreal no Brasil: MMA, Ibama, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e agência de cooperação alemã GIZ. Também são parceiras as companhias de trens e metrôs do país: ANPTrihos, Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Via Quatro, Companhia Paulista de Trens Urbanos (CPTM), Trensurb, Metrô Bahia, Companhia de Transporte do Estado da Bahia (CTB) e Metrô DF.
*Com informações da Comunicação PNUD.
Fonte - Revista Amazônia  01/11/2017

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Alto custo e falta de política pública limitam uso de veículos elétricos no país

Mobilidade  🚗 🚌 🚇

O país ainda não produz carros elétricos e cerca de 80% dos que são importados e comercializados em território nacional utilizam tenologia híbrida, ou seja, combinam motor a combustão com baterias elétricas. Dos seis modelos importados, apenas um não é híbrido --- um carro de marca Alemã com aparência de popular e preço de carro de luxo, a partir de R$ 170 mil.

Fabíola Sinimbú
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Os carros elétricos licenciados no Brasil em 2016 correspondem a 0,18% do total, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico. Foram 3.818 nesta modalidade, contra 2 milhões de veículos novos no total, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O país ainda não produz carros elétricos e cerca de 80% dos que são importados e comercializados em território nacional utilizam tenologia híbrida, ou seja, combinam motor a combustão com baterias elétricas. Dos seis modelos importados, apenas um não é híbrido --- um carro de marca Alemã com aparência de popular e preço de carro de luxo, a partir de R$ 170 mil.
Segundo a professora do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade de Campinas (Unicamp), Flávia Consoni, há um consenso de que o segmento só avançará se houver políticas públicas de estímulo.
“As políticas públicas são essenciais para que tecnologias que são de ruptura e que encontram resistências iniciais possam ser fortalecidas e apoiadas. O caso dos veículos elétricos é um exemplo. Eles estão disputando mercado com os veículos a combustão interna, que são majoritariamente dominantes”, afirmou.
Ela considera que faltam estímulos, embora o país tenha algumas iniciativas pontuais, como a Resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex) 97/2015, que reduziu a alíquota do imposto de importação desse tipo de veículo.
Em outros países, foram criadas linhas de financiamento exclusivas para aquisição de carros elétricos com juros diferenciados, os carros receberam isenção de taxas de estacionamentos e pedágios, ou ainda permissão para trafegarem em áreas restritas para veículos coletivos, segundo Flávia.
“No caso brasileiro, não há uma clara sinalização de política pública que estimule este mercado, com a quase completa ausência de instrumentos de promoção e de estímulo à P&D [pesquisa e desenvolvimento] e à produção e comercialização dos veículos elétricos no país”, diz a professora.

Fomento à mobilidade elétrica
O governo federal trabalha com a perspectiva de o Brasil chegar à convivência de diferentes trajetórias de motorização automotiva, dentre elas a elétrica. Em janeiro deste ano, teve início o Programa Brasil Alemanha de Fomento à Mobilidade Elétrica, em que os dois países pretendem criar, em 4 anos, um plano para incentivar e normatizar a mobilidade elétrica no país.
“O foco de atuação será o transporte coletivo urbano e o transporte de cargas ponto-a-ponto, porque nesses grandes centros urbanos onde circulam esses veículos é onde você tem um alto potencial de redução das externalidades negativas relacionadas tanto a emissões quanto a poluição sonora”, explica a diretora do Departamento das Indústrias para a Mobilidade e Logística do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Margarete Gandini.
O ambiente institucional favorável e com menos incertezas favorece que a eletrificação dos ônibus ocorra antes dos demais veículos, no entendimento da professora da Unicamp.
Entre os desafios para a implantação do veículo elétrico no país, a professora Flávia Consoni destaca, além do custo, a questão da sua autonomia da sua autonomia, que ficou conhecido como range anxiety, ou o temor do motorista de, na ausência de eletropostos, ficar impedido de concluir sua viagem por falta de bateria. Também precisariam ser analisados os impactos ambientais e financeiros do descarte ou reciclagem da bateria dos carros elétricos.
Com informações da Agência Brasil  18/08/2017

sábado, 10 de junho de 2017

Conferência da ONU termina com mais de mil compromissos para proteger os oceanos

Meio Ambiente  🌊

O presidente da Assembleia Geral da ONU, Peter Thomson, afirmou que a conferência foi um ponto de partida para deter o ciclo de degradação dos recursos marinhos causada pelas atividades humanas. Falando a jornalistas nesta sexta-feira (9), ele disse "estar seguro que a partir do evento, ninguém poderá dizer que não sabia da gravidade do problema, que não sabia que a acidificação estava acabando com a vida marinha".

Da ONU News - Ag.Brasil
Em alguns lugares do mundo a poluição dos mares
por plásticos é simplesmente catastrófica, como nesta
 praia em Mumbai, na Índia
h UN Environment - Divulgação
Um total de 1.161 compromissos voluntários para proteger os mares foram assumidos por diversos governos e organizações da sociedade civil e internacionais durante a Conferência sobre os Oceanos
promovida pelas Nações Unidas em Nova York durante toda esta semana. A informação é da ONU News.
O presidente da Assembleia Geral da ONU, Peter Thomson, afirmou que a conferência foi um ponto de partida para deter o ciclo de degradação dos recursos marinhos causada pelas atividades humanas. Falando a jornalistas nesta sexta-feira (9), ele disse "estar seguro que a partir do evento, ninguém poderá dizer que não sabia da gravidade do problema, que não sabia que a acidificação estava acabando com a vida marinha".
Thomson disse que ninguém pode dizer que não sabia que "haverá mais plástico do que peixes nos oceanos em 2050, que tantas espécies marinhas estão em extinção pelo consumo de peixes capturados de forma ilegal ou pela pesca excessiva".

Compromissos
Entre os 1.161 compromissos adotados, 460 têm como meta eliminar a poluição causada por materiais plásticos e produtos de microplásticos no mar, muito comum na indústria de cosméticos.
Outros 315 compromissos irão controlar e acabar com a sobrepesca. Os especialistas querem ainda realizar mais pesquisas para aumentar o conhecimento científico sobre a vida marinha.
Peter Thomson disse ainda que houve um grande apoio entre os participantes para ampliar as zonas de proteção marinhas e costeiras. E foram formadas várias alianças para reduzir a acidificação dos mares.
A Conferência dos Oceanos termina com um chamado de ação contendo todos os assuntos acordados pela comunidade internacional no evento para implementar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 14: Promover a conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.
Fonte - Agência Brasil  10/06/2017

segunda-feira, 6 de março de 2017

Poluição ambiental causa morte de 1,7 milhão de crianças por ano no mundo

Meio Ambiente  🌏

O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS).O estudo Herdando um Mundo Sustentável: Atlas sobre a Saúde das Crianças e o Meio Ambiente (tradução livre) revela que grande parte das causas mais comuns de morte entre crianças com idade entre um mês e 5 anos – diarreia, malária e pneumonia – pode ser prevenida por meio de intervenções já conhecidas para reduzir riscos ambientais, como o acesso à água tratada.

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mais de uma em cada quatro mortes de crianças menores de 5 anos em todo o mundo são atribuídas a ambientes considerados insalubres. Todos os anos, riscos ambientais – como poluição do ar, água não tratada, falta de saneamento e higiene inadequada – tomam a vida de 1,7 milhão de crianças nessa faixa etária. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O estudo Herdando um Mundo Sustentável: Atlas sobre a Saúde das Crianças e o Meio Ambiente (tradução livre) revela que grande parte das causas mais comuns de morte entre crianças com idade entre um mês e 5 anos – diarreia, malária e pneumonia – pode ser prevenida por meio de intervenções já conhecidas para reduzir riscos ambientais, como o acesso à água tratada.
“Um ambiente poluído é um ambiente mortal, particularmente para crianças pequenas”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. “Seus órgãos em desenvolvimento e sistemas imunológicos, além de seus pequenos corpos e vias aéreas, as tornam especialmente vulneráveis ao ar sujo e a água contaminada”, afirmou.
As exposições prejudiciais, segundo a entidade, podem começar já no útero materno, o que aumenta o risco de parto prematuro. Além disso, quando bebês e crianças em idade pré-escolar são expostos à poluição do ar em ambientes internos e externos e à fumaça de cigarro, o risco de pneumonia na infância aumenta, assim como a chance de desenvolver doenças respiratórias crônicas, como asma.

Principais causas de morte entre crianças

Dados da OMS sobre as cinco principais causas de morte entre crianças menores de 5 anos ligadas ao ambiente em que vivem alertam que, todos os anos:
- 570 mil crianças menores de 5 anos morrem em razão de infecções respiratórias como pneumonia, atribuídas à poluição de ambientes internos e externos e à fumaça de cigarros;
- 361 mil crianças menores de 5 anos morrem em razão de diarreia, como resultado do baixo acesso à água tratada, ao saneamento e a condições adequadas de higiene;
- 270 mil crianças morrem durante o primeiro mês de vida por conta de condições como a prematuridade, que poderia ser prevenida por meio do acesso à água tratada, ao saneamento e a unidades de saúde;
- 200 mil mortes de crianças menores de 5 anos provocadas por malária poderiam ser prevenidas por meio de ações ambientais, como a redução de focos de reprodução de mosquitos e melhorias no armazenamento de água potável;
- 200 mil crianças menores de 5 anos morrem em razão de lesões não intencionais atribuídas ao ambiente em que vivem, como envenenamento, quedas e afogamento.
Fonte - Agência Brasil   06/03/2017