UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Concentração de poluentes no ar ultrapassa limites em todo o país

Meio Ambiente - Clima

Relatório do MMA considera padrões estabelecidos pelo Conama em 2024. Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA),aponta que o Brasil ultrapassa frequentemente o limite máximo admitido pela OMS,

Fabíola Sinibú - Ag.Brasil 
© Joédson Alves/AG.BRASIL
A concentração de diversos poluentes atmosféricos no ar respirado em todo o Brasil ultrapassa frequentemente o limite máximo admitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta o Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Os dados de 2024 sistematizados no documento consideram, pela primeira vez, os padrões estabelecidos por uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que atualizou os limites admitidos no país e estabeleceu etapas de transição para alcançar os padrões da OMS. As informações revelam a tendência de aumento ou diminuição da concentração dos poluentes, a sazonalidade e quando ultrapassam os padrões de qualidade do ar a partir da presença de ozônio, monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, material particulado fino e material particulado inalável. As informações são coletadas nas estações de monitoramento existentes em todo o país.
Na análise da ultrapassagem dos padrões de qualidade do ar, as únicas substâncias que se mantiveram nos limites admissíveis da tabela de transição do Conama, com poucas ultrapassagens, foram o monóxido de carbono (CO) e o dióxido de Nitrogênio (NO₂). As duas substâncias registraram ultrapassagens pontuais no Brasil, como no estado do Maranhão, onde houve ultrapassagem no limite de CO em 18% dos dias registrados pela estação Santa Bárbara. Todas as demais substâncias ultrapassaram e se mantiveram ao longo do ano acima dos limites intermediários de concentração admissíveis pela resolução do Conama. “A maioria dos poluentes foi avaliada de acordo com o padrão intermediário 2, que ficou valendo a partir de janeiro deste ano, e ele é estabelecido como um padrão dentro do que os estados já estavam atendendo basicamente”, alerta o gerente de natureza do Instituto Alana e ex-conselheiro do Conama, JP Amaral.

Tendência
De acordo com o relatório, o aumento de concentração de ozônio (O₃) chegou a atingir em média 11% do total de medições em 2024, com maiores magnitudes observadas nas estações de Minas Gerais, mas também observadas em estações dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. A tendência de aumento de concentração de monóxido de carbono (CO) chegou a 17%, detectado no Rio Grande do Sul e também observada em localidades no Rio de Janeiro e Pernambuco. Já a tendência de aumento do dióxido de Nitrogênio (NO₂) foi de até 22%, no Rio de Janeiro, com tendência positiva também em estações em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. O Espírito Santo detectou aumento de 16% de concentração de dióxido de enxofre (SO2), que também teve variação positiva detectada no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. O material particulado fino - que reúne micropartículas de poluição com maior penetração nos pulmões e corrente sanguínea - registrou tendência de redução da concentração que chegou a 8,4% em estações de São Paulo. Já o material particulado inalável - composto por partículas maiores, mas capazes de penetrar no trato respiratório pelo nariz e boca - atingiu a maior tendência de aumento, 8%, em uma estação presente em uma escola, no estado de Minas Gerais. “Esses resultados reforçam a necessidade de implementação e fortalecimento de planos estaduais de gestão da qualidade do ar, com estratégias integradas de controle de emissões, desenvolvimento de inventários de emissões e expansão das redes de monitoramento”, destaca o relatório produzido pelo MMA.

Rede
Além das informações relativas à qualidade do ar, o relatório reúne ainda dados de governança, como a presença de 570 estações de monitoramento da qualidade do ar em todo o país. O número absoluto representa um aumento de 91 unidades (19%), em relação aos dados de 2023 e de 175 unidades (44%), na comparação com 2022. Os dados relativos ao tamanho atual da rede de monitoramento existente no país também revelam limitações no envio de informações pelos estados ao Sistema Nacional de Gestão da Qualidade do Ar (MonitorAr), revela o relatório. Da totalidade de estações cadastradas, 21 não tiveram seu status informado e outras 75 constam como inativas.

Desafios
As falhas no envio de informações pelos estados também podem refletir subnotificação em relatórios anteriores, impactando no que foi considerado ampliação da rede, destaca o relatório, de forma que “acréscimos e reduções observados em comparação a 2023 nem sempre correspondem à instalação ou desativação de estações no período”. Na avaliação de JP Amaral, apesar dos desafios, o relatório representa um grande avanço quanto a governança nacional para o setor, ao ser estruturado com base na Política Nacional de Qualidade do Ar, criada em 2024 e que viabilizou a sistematização das informações incluídas no MonitorAr pelos estados. Para o gestor, além da plena implementação da resolução do Conama, ainda é preciso avançar no arcabouço legal que dará sustentação à política nacional como a atualização do Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar) e o estabelecimento dos parâmetros para os níveis considerados críticos para a poluição no Brasil, além da elaboração de planos de contingência para esses casos. “É algo que faltou aparecer no relatório e que a gente viveu nos últimos anos muito intensamente, que são esses picos de poluição que acontecem em um único dia. Isso acabou não entrando no capítulo de ultrapassagem dos padrões, que trouxe a média anual”, conclui. Relacionadas
Fonte - Agência Brasil  26/02/2026

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Nova agenda global de segurança viária para 2030 será aprovada por ministros

Sustentabilidade/Trânsito  🚗 🚙

Ministros de governo devem se reunir para discutir novas medidas para reduzir pela metade as mortes e feridos no trânsito até 2030. Esta conferência é uma oportunidade para o mundo adotar uma nova agenda para reduzir radicalmente o número de vidas perdidas em nossas estradas e repensar como podemos fornecer acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, acessíveis e sustentáveis ​​para todos. ”

Intelligent Transport
Intelligent Transport
Para se manter alinhado com as metas globais acordadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas , ministros de governo e altos funcionários de mais de 100 países se reunirão em Estocolmo, Suécia, em fevereiro, para discutir novas medidas para reduzir pela metade as mortes e lesões no trânsito até 2030 .
“O fato de cerca de 1,35 milhão de vidas serem perdidas todos os anos devido a colisões no trânsito é um ultraje. É um preço inaceitável a pagar pela mobilidade ”, disse o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). “A maioria das mortes e lesões no trânsito pode ser evitada, usando estratégias testadas e comprovadas. Esta conferência é uma oportunidade para o mundo adotar uma nova agenda para reduzir radicalmente o número de vidas perdidas em nossas estradas e repensar como podemos fornecer acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, acessíveis e sustentáveis ​​para todos. ”
O progresso global já foi alcançado por meio de um gerenciamento eficaz da segurança viária e pelo enfoque em uma melhor legislação e fiscalização em torno dos principais riscos, como acelerar, beber e dirigir e deixar de usar o cinto de segurança, disse a OMS. Muitos países também melhoraram a infraestrutura por meio de medidas como calçadas mais seguras e faixas dedicadas aos ciclistas; normas implementadas para veículos, como as que exigem frenagem avançada e controle eletrônico de estabilidade; e cuidados pós-acidente aprimorados.
Melhorias ocorreram quando vários setores estiveram envolvidos - incluindo transporte, saúde, planejamento urbano e aplicação da lei, entre outros, continuou a OMS. O sucesso também depende principalmente de forte liderança e vontade política no mais alto nível do governo e em estreita colaboração com a sociedade civil e o setor privado, disse a organização.
A próxima reunião, denominada Declaração de Estocolmo, será apresentada como o documento final da Conferência Ministerial, exigindo forte vontade política e cooperação internacional, bem como parcerias em muitos setores da sociedade.
Fonte - Intelligent Transport  13/02/2020

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Simpósio internacional aborda estratégias necessárias para um trânsito seguro na Bahia

Transito  🚗  🚚  🚌  🚲  🚶

O evento é gratuito, de acesso público e acontece no auditório jornalista Jorge Calmon, na Assembleia Legislativa da Bahia. As inscrições serão feitas no local. Na oportunidade, serão apresentadas experiências exitosas nacionais e internacionais, cujos elementos farão parte do plano estadual para redução das mortes e lesões por acidentes de trânsito, sobretudo, motocicletas, a ser apresentado ainda este ano.

Seinfra BA
foto - ilustração/arquivo
Cerca de 40% das internações hospitalares na Bahia são decorrentes de acidentes de trânsito, sobretudo, envolvendo motocicletas. O total de óbitos nos últimos dez anos também impressiona: de 2009 a 2018 foram registradas 24.479 mortes em acidentes de trânsito, número superior a população de 287 cidades baianas, como Laje, Uauá e Coração de Maria. Somente em 2019, já foram registrados 1.481 óbitos.
Tendo em vista que os acidentes de trânsito podem ser uma ocorrência cotidiana, mas os óbitos são previsíveis e evitáveis, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS), que atua como braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, e a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) promovem, no dia 15 de outubro, a partir das 8h30, o Simpósio Internacional Trânsito Seguro. O evento é gratuito, de acesso público e acontece no auditório jornalista Jorge Calmon, na Assembleia Legislativa da Bahia. As inscrições serão feitas no local. Na oportunidade, serão apresentadas experiências exitosas nacionais e internacionais, cujos elementos farão parte do plano estadual para redução das mortes e lesões por acidentes de trânsito, sobretudo, motocicletas, a ser apresentado ainda este ano.
O evento contará com palestrantes internacionais, como a chefe da representação da OPAS/OMS no Brasil, Socorro Gross, e do diretor do Consejo Nacional de Seguridad Vial da Costa Rica, Carlos Contreras-Montoya. Em nível nacional, estarão presentes a presidente da Associação Nacional de Detrans, Larissa Britto, o diretor da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, e o comandante da operação Lei Seca em Pernambuco, major da PM André Felipe Gondim. Todos eles terão um ponto em comum: o enfrentamento dos acidentes com motos.
De acordo com o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, "os acidentes de moto representam hoje o maior e mais grave problema de saúde pública do estado, tendo em vista os elevados custos econômicos e sociais, além da elevada taxa de ocupação de leitos hospitalares, visto que são pacientes politraumatizados", afirma.
Ainda de acordo com o secretário, é preciso uma atitude conjunta de governos e organizações da sociedade civil para montar um plano de enfrentamento desse grave problema. "Aqui na Bahia, a Secretaria Estadual da Saúde tem promovido reuniões entre diferentes órgãos e secretarias estaduais e municipais, cujas deliberações irão compor o plano estadual de combate aos acidentes de moto", ressalta.
Além da Sesab, participam do Comitê Estadual de Segurança Viária as secretarias estaduais de Educação (SEC), Comunicação (Secom), Segurança Pública (SSP) e Infraestrutura (Seinfra), bem como o Detran, o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems) e a União dos Municípios da Bahia (UPB).

Plano estadualO plano estadual trará um pacote de medidas técnicas para a segurança no trânsito que dizem respeito à gestão da velocidade, à concepção da infraestrutura, à segurança dos veículos, à legislação e seu cumprimento, ao atendimento de emergência após acidentes e à liderança na segurança no trânsito.
Dentre o rol de intervenções baseadas em evidências científicas, apura-se que um corte de 5% na velocidade média pode resultar em uma redução de 30% no número de acidentes de trânsito fatais.
Quanto maior a velocidade média do trânsito, maior a probabilidade de um acidente. Por exemplo, um aumento de 1 km/h na velocidade veicular média resulta em um aumento de 3% na incidência de colisões que resultam em lesões e em um aumento de 4% a 5% na incidência de acidentes fatais.
Quanto maior a velocidade, mais longa é a distância de frenagem e, em consequência, maior é o risco de um acidente de trânsito. Com uma velocidade de 80 km/h em pista seca, são necessários em torno de 22 metros (a distância percorrida durante um tempo de reação de aproximadamente 1 segundo) para reagir e um total de 57 metros para conseguir parar o veículo completamente. É maior a probabilidade de os condutores jovens e os do sexo masculino dirigir em velocidade excessiva. Outros fatores que podem influenciar a velocidade são o álcool, o traçado da via, a densidade do trânsito e as condições meteorológicas.

Notificação compulsória
A Bahia foi o primeiro estado do Brasil a incluir os acidentes de trânsito na lista de doenças de notificação compulsória (obrigatória), para interesse de saúde pública. A portaria, assinada pelo secretário estadual da Saúde, foi publicada em 10 de novembro de 2017, no Diário Oficial do Estado, e busca aperfeiçoar as estatísticas do setor e avançar no mapeamento das localidades e zonas de maior incidência.
De 1º de janeiro a 8 de outubro desse ano foram registrados 16.822 vítimas de acidentes de trânsito, o que dá uma média superior a 59 casos por dia.
De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), o perfil das vítimas são, em sua maioria, homens (75,1%) com idades entre 20 e 39 anos (57,1%).

Custos
No Brasil, estimativas conservadoras calculam em cerca de R$ 50 bilhões ao ano os gastos com os acidentes, incluindo atendimento médico-hospitalar, seguros de veículos, danos a infraestruturas, perda ou roubo de cargas, entre outras despesas.
É preciso lembrar que existem outros custos envolvidos neste contexto, como o do absenteísmo por doença (falta do trabalhar por atestado ou licença-saúde), com auxílios doença e tudo o mais que o País tenha investido no indivíduo que veio a óbito ou que ficou inválido em idade produtiva. Mais grave do que toda essa matemática, porém, são as sequelas físicas e emocionais - muitas vezes irreversíveis - que cada um destes acidentes deixa na vida das pessoas.
Na Bahia, entre 1º de janeiro de 2015 e 4 de outubro de 2019, as despesas somente com internação hospitalar consumiram R$ 50 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS). Vale ressaltar que este montante não contabiliza medicamentos, fisioterapias, órteses e próteses, o que multiplicaria este valor em mais de dez vezes.

ServiçoEvento: Simpósio Internacional Trânsito Seguro
Onde: auditório jornalista Jorge Calmon, na Assembleia Legislativa da Bahia
Quando: 15 de outubro, a partir das 8h30
Entrada gratuita. Inscrições no local.
Com informações da Seinfra BA  14/10/2019

quinta-feira, 25 de julho de 2019

ONU convoca todos os níveis de governo a combater poluição do ar e mudanças climáticas

Meio Ambiente/Sustentabilidade  🌆

A ONU lançou nesta semana a ‘Iniciativa Ar Limpo’, que chama governos nacionais e subnacionais a comprometer-se em alcançar uma qualidade do ar segura para os cidadãos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano, a poluição do ar causa 7 milhões de mortes prematuras.

Revista Amazônia
foto - ilustração/arquivo
Em preparação para a Cúpula de Ação Climática de 2019, a ONU, a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e a Coalizão Clima e Ar Limpo anunciaram na terça-feira (23) uma nova inciativa para mobilizar países a combater a poluição do ar e o aquecimento global.
A Iniciativa Ar Limpo chama governos nacionais e subnacionais a comprometer-se em alcançar uma qualidade do ar que seja segura para os cidadãos. O projeto também convoca os governos a alinhar as suas políticas de mudanças climáticas e de poluição do ar até 2030.
De acordo com a OMS, a cada ano, a poluição do ar causa 7 milhões de mortes prematuras. Desses óbitos, 600 mil são de crianças. Segundo o Banco Mundial, a poluição do ar custa à economia global estimados 5,11 trilhões de dólares em perdas sociais. Nos 15 países com os maiores volumes de emissões de gases do efeito estufa, os impactos de saúde da poluição do ar são estimados a um custo de mais de 4% do Produto Interno Bruto (PIB).
O cumprimento do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas poderia salvar mais de 1 milhão de vidas por ano até 2050. No marco dos esforços para alcançar as metas do acordo, a redução da poluição do ar, por si só, geraria benefícios de saúde estimados em 54,1 trilhões de dólares — o que equivale aproximadamente ao dobro das despesas com mitigação.

Governos em todos os níveis podem aderir à Iniciativa Ar Limpo por meio do compromisso com ações específicas, como:
-Implementar políticas de qualidade do ar e mudança climática que permitam alcançar os valores do --Guia de Qualidade do Ar Ambiente da OMS;
-Implementar políticas de mobilidade elétrica e sustentável, bem como ações com o intuito de gerar impactos decisivos nas emissões do transporte rodoviário;
-Calcular o número de vidas que são salvas, os ganhos de saúde para as crianças e para outros grupos vulneráveis e os custos evitados para os sistemas de saúde devido à implementação dessas políticas;
-Monitorar progressos, compartilhar experiências e as melhores práticas por meio de uma rede internacional apoiada pela Plataforma de Ação Breathelife.

O anúncio da Iniciativa Ar Limpo foi feito na terça-feira, em Nova Déli, na Índia, pelo enviado especial do secretário-geral da ONU para a Cúpula de Ação Climática, o embaixador mexicano Luis Alfonso de Alba. A divulgação do projeto aconteceu após dois dias de reuniões com representantes de governos, empresas e sociedade civil.
“A crise climática e a crise da poluição do ar são causadas pelos mesmos fatores e devem ser combatidas por ações conjuntas. Os governos, em todos os níveis, têm tanto uma necessidade urgente quanto uma oportunidade urgente, não apenas de enfrentar a crise climática, mas também de melhorar a saúde e salvar as vidas de milhões de pessoas em todo o mundo, ao mesmo tempo em que fazem progresso nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável“, afirmou Alba.
“Chamamos governos em todos os níveis a apresentar-se à altura desse desafio e a trazer compromissos poderosos e planos concretos para a Cúpula de Ação Climática.”
“Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, lembrou que “nove em cada dez pessoas globalmente respiram um ar que não é adequado ao consumo humano”.
“Precisamos concordar, sem equívocos, com a necessidade de um mundo livre da poluição do ar. Precisamos que todos os países e cidades se comprometam a cumprir os padrões da OMS de qualidade do ar”, enfatizou o dirigente.
“A Cúpula Climática do secretário-geral este ano será uma oportunidade importante para assegurar compromissos sólidos e investimentos em intervenções comprovadas para (promover) sistemas de saúde resilientes ao clima e (realizar ações também) no monitoramento e implementação de políticas sobre a qualidade do ar.”
O secretário-geral da ONU, António Guterres, convocou a Cúpula de Ação Climática para 23 de setembro, em Nova Iorque, e chamou líderes de governos, empresas e sociedade civil a trazer ações ousadas e uma ambição muito maior para os debates.
A Iniciativa Ar Limpo foi desenvolvida como parte da Área de Impulsionadores Sociais e Políticos de Ação, da Cúpula de Ação Climática. Essa área é liderada pela ONU, pelos governos do Peru e Espanha, pelo Departamento das Nações Unidas de Assuntos Econômicos e Sociais e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O chamado para melhorar a qualidade do ar é parte de um movimento mais amplo para canalizar mecanismos sociais e políticos, a fim de melhorar a saúde das pessoas, reduzir desigualdades, promover a justiça social e maximizar as oportunidades de trabalho decente para todos, ao mesmo tempo em que se protege o clima para as gerações futuras.
Na Cúpula de Ação Climática, a coalizão para os Impulsionadores Sociais e Políticos vai se comprometer com um futuro mais saudável e mais seguro para todos e chamar governos e instituições a se comprometer com ações pela saúde.
Fonte - Revista Amazônia  25/07/2019

sexta-feira, 30 de março de 2018

A poluição e o avestruz

Sustentabilidade  ☁

No Brasil, temos a sorte de ter os maiores especialistas do mundo em estudo da poluição. Infelizmente, nossos cientistas são impedidos de avançar em seus estudos por autoridades locais, mesmo que estes estudos consigam modificar a saúde de muitas pessoas, geralmente trabalhadores. Três cientistas ligados aos laboratórios de pesquisa avançada contam por quê.

Riad Younes* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
A poluição é um problema de saúde pública grave que afeta a todos, sem distinção socioeconômica. A Organização Mundial da Saúde alerta para os efeitos nocivos da poluição sobre coração, pulmão e incidência de tumores malignos.
No Brasil, temos a sorte de ter os maiores especialistas do mundo em estudo da poluição. Infelizmente, nossos cientistas são impedidos de avançar em seus estudos por autoridades locais, mesmo que estes estudos consigam modificar a saúde de muitas pessoas, geralmente trabalhadores.
Três cientistas ligados aos laboratórios de pesquisa avançada contam por quê.
A doutora Mariana Veras, coordenadora do laboratório de poluição atmosférica da USP, relata duas situações em que o poder público bloqueou a pesquisa. O primeiro, diz a dra. Mariana, “foi um estudo com os guardas de trânsito de São Paulo (os marronzinhos), coordenado pelo professor Paulo Saldiva.
O objetivo era avaliar diversos desfechos de saúde, mas principalmente a fertilidade masculina. Alguns dados foram divulgados, mas o estudo foi parado, pois daria ‘provas’ dos riscos à saúde do trabalhador, implicando insalubridade e outras garantias...”
Outro estudo, este do qual a doutora Mariana Veras participou, foi de intervenção urbana. “Era da gestão do prefeito Haddad sobre a diminuição da velocidade dos carros. Queríamos saber se a diminuição da velocidade beneficiaria o ar. Nós acreditávamos que, quando o trânsito flui, os carros andando poluem menos.
Para isso escolhemos duas avenidas, medimos antes da diminuição da velocidade e iríamos medir depois. Porém, como a gestão mudou e não havia mais interesse na questão do ar e, além disso, foi lema de campanha acabar com a velocidade reduzida, o estudo acabou.”
Algo semelhante aconteceu em Porto Alegre (RG), com o doutor José Miguel Chatkin, professor da PUC e presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia. Chatkin relata que “a doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema, bronquite crônica) é causada, geralmente, por tabagismo, mas entre as outras causas está a poluição fora e dentro de casa. Está bem definida a associação de uso de fogões e aquecedores a lenha ou carvão com esse tipo de doença pulmonar obstrutiva”.
A ideia foi de investigar se funcionários que trabalham diariamente em churrascarias e pizzarias bem próximos aos fornos e às churrasqueiras por várias horas têm associação com DPOC. “Pensou-se em comparar pizzaiolos e churrasqueiros fumantes e não fumantes com exposição semelhante em carga e tempo”, lembra.
“Como objetivo secundário, pretendia-se avaliar a proteção fornecida pelos filtros e exaustores e qual a porcentagem dos restaurantes que adotam esse tipo de equipamento protetor no Brasil. Nem chegamos a investigar se isso seria obrigatório, pois o projeto foi abortado. "Os funcionários ficaram com receio de perder o emprego ou ficar marcados pelos patrões. E os proprietários não participaram possivelmente por não estarem cumprindo os quesitos legais e ficarem vulneráveis a causas trabalhistas.”
A doutora Yula Merola, maior especialista brasileira na poluição por radônio, gás radioativo (a segunda causa, depois do fumo, por câncer de pulmão), teve suas pesquisas bloqueadas por autoridade regionais, pelo potencial de exigirem mudanças importantes na distribuição de áreas para construção de moradias. Ela desabafa. “Não é de hoje que se fala que a ciência deve estar a serviço da sociedade, de sair do laboratório para a clínica.”
Mas, quando essas pesquisas de laboratórios são levadas para um público maior, elas são boicotadas. “A pesquisa mantém-se hoje por pura teimosia de pessoas que decidiram não se render ao cenário perturbador de reconhecimento zero do seu real valor”, explica a dra. Yula.
*Riad Younes é médico, professor e diretor do Centro de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Fonte - Portogente  30/03/2018

segunda-feira, 6 de março de 2017

Poluição ambiental causa morte de 1,7 milhão de crianças por ano no mundo

Meio Ambiente  🌏

O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS).O estudo Herdando um Mundo Sustentável: Atlas sobre a Saúde das Crianças e o Meio Ambiente (tradução livre) revela que grande parte das causas mais comuns de morte entre crianças com idade entre um mês e 5 anos – diarreia, malária e pneumonia – pode ser prevenida por meio de intervenções já conhecidas para reduzir riscos ambientais, como o acesso à água tratada.

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mais de uma em cada quatro mortes de crianças menores de 5 anos em todo o mundo são atribuídas a ambientes considerados insalubres. Todos os anos, riscos ambientais – como poluição do ar, água não tratada, falta de saneamento e higiene inadequada – tomam a vida de 1,7 milhão de crianças nessa faixa etária. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O estudo Herdando um Mundo Sustentável: Atlas sobre a Saúde das Crianças e o Meio Ambiente (tradução livre) revela que grande parte das causas mais comuns de morte entre crianças com idade entre um mês e 5 anos – diarreia, malária e pneumonia – pode ser prevenida por meio de intervenções já conhecidas para reduzir riscos ambientais, como o acesso à água tratada.
“Um ambiente poluído é um ambiente mortal, particularmente para crianças pequenas”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. “Seus órgãos em desenvolvimento e sistemas imunológicos, além de seus pequenos corpos e vias aéreas, as tornam especialmente vulneráveis ao ar sujo e a água contaminada”, afirmou.
As exposições prejudiciais, segundo a entidade, podem começar já no útero materno, o que aumenta o risco de parto prematuro. Além disso, quando bebês e crianças em idade pré-escolar são expostos à poluição do ar em ambientes internos e externos e à fumaça de cigarro, o risco de pneumonia na infância aumenta, assim como a chance de desenvolver doenças respiratórias crônicas, como asma.

Principais causas de morte entre crianças

Dados da OMS sobre as cinco principais causas de morte entre crianças menores de 5 anos ligadas ao ambiente em que vivem alertam que, todos os anos:
- 570 mil crianças menores de 5 anos morrem em razão de infecções respiratórias como pneumonia, atribuídas à poluição de ambientes internos e externos e à fumaça de cigarros;
- 361 mil crianças menores de 5 anos morrem em razão de diarreia, como resultado do baixo acesso à água tratada, ao saneamento e a condições adequadas de higiene;
- 270 mil crianças morrem durante o primeiro mês de vida por conta de condições como a prematuridade, que poderia ser prevenida por meio do acesso à água tratada, ao saneamento e a unidades de saúde;
- 200 mil mortes de crianças menores de 5 anos provocadas por malária poderiam ser prevenidas por meio de ações ambientais, como a redução de focos de reprodução de mosquitos e melhorias no armazenamento de água potável;
- 200 mil crianças menores de 5 anos morrem em razão de lesões não intencionais atribuídas ao ambiente em que vivem, como envenenamento, quedas e afogamento.
Fonte - Agência Brasil   06/03/2017

terça-feira, 27 de setembro de 2016

92% da população global respiram ar inadequado, alerta OMS

Meio Ambiente

Os dados integram o mais completo relatório global já divulgado pela organização sobre zonas de perigo para poluição do ar, com base em informações de medições por satélite, modelos de transporte aéreo e monitores de estação terrestre de mais de 3 mil localidades rurais e urbanas.

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Agência - Brasil
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje (27) que 92% da população global vivem atualmente em áreas onde os níveis de qualidade do ar ultrapassam os limites mínimos estabelecidos pela entidade.
Os dados integram o mais completo relatório global já divulgado pela organização sobre zonas de perigo para poluição do ar, com base em informações de medições por satélite, modelos de transporte aéreo e monitores de estação terrestre de mais de 3 mil localidades rurais e urbanas.

Poluição atmosférica e saúde

A estimativa é que cerca de 3 milhões de mortes ao ano estejam ligadas à exposição à poluição externa do ar. A poluição interna do ar, entretanto, aparenta ser igualmente perigosa já que, em 2012, em torno de 6,5 milhões de mortes estavam associadas à poluição interna e externa juntas.
De acordo com a OMS, quase 90% das mortes relacionadas à poluição do ar são registradas em países de baixa e média renda, sendo que quase dois em cada três óbitos foram contabilizados no sudeste da Ásia e em regiões ocidentais do Pacífico.
Ainda segundo o relatório, 92% das mortes são provocadas por doenças não comunicáveis, sobretudo doenças cardiovasculares, derrame, doença obstrutiva pulmonar crônica e câncer de pulmão. A poluição do ar também aumenta os riscos de infecções respiratórias graves.
“A poluição do ar continua prejudicando a saúde das populações mais vulneráveis – mulheres, crianças e adultos de mais idade”, disse a diretora-geral adjunta da organização, Flavia Bustreo. “Para que as pessoas sejam saudáveis, elas precisam respirar ar limpo do primeiro ao último suspiro”, completou.

Agência Brasil/arquivo
Fontes de poluição

A OMS alerta que as principais fontes de poluição do ar incluem modelos ineficientes de transporte; combustível doméstico e queima de resíduos; usinas de energia movidas a carvão; e atividades industriais em geral.
“Para enfrentar a poluição do ar, é preciso agir o mais rápido possível”, defendeu a diretora do Departamento de Saúde Pública e Determinantes Ambientais e Sociais de Saúde da OMS, Maria Neira.
“As soluções existem por meio do transporte sustentável nas cidades, da gestão de resíduos sólidos, do acesso a combustíveis domésticos limpos e fogões, bem como de energias renováveis e da redução de emissões industriais”, concluiu Maria.
Fonte - Agência Brasil

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

OMS sugere limite de velocidade de 50 km/h em vias urbanas

Trânsito

Para reverter essa tendência, a organização pede que os países melhorem suas legislações sobre o tema.O Brasil aparece com a terceira maior taxa de mortalidade no trânsito das Américas (25 para cada 100 mil habitantes), empatado com a Bolívia e atrás de Belize e República Dominicana. A taxa média regional é de 15,9 para cada 100 mil habitantes.

Revista Amazônia
foto - ilustração
As mortes por lesões causadas no trânsito aumentaram 3% nas Américas entre 2010 e 2013, segundo relatório publicado nesta semana (13) pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para reverter essa tendência, a organização pede que os países melhorem suas legislações sobre o tema.
O documento afirmou que, em geral, os países da região não fizeram o suficiente para executar medidas de prevenção, que incluem adotar limites máximos de velocidade em vias urbanas inferiores ou iguais a 50 quilômetros por hora; tornar obrigatório o uso do cinto de segurança por todos os passageiros do veículo; limitar a concentração de álcool no sangue em 0,05g/dl; tornar obrigatório o uso de capacetes por todos os ocupantes de motocicletas, assim como o uso de sistemas de retenção para crianças.
O relatório dá um panorama da situação de segurança no trânsito em 31 países e territórios do continente americano com base nos dados disponíveis. Segundo o documento, mais de 154 mil pessoas morreram devido a lesões relacionadas ao trânsito nas Américas em 2013, número que representa quase 12% de todas as mortes relacionadas ao trânsito no mundo. Acidentes dessa natureza são a principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos, particularmente entre homens (73%), apontou.
O Brasil aparece com a terceira maior taxa de mortalidade no trânsito das Américas (25 para cada 100 mil habitantes), empatado com a Bolívia e atrás de Belize e República Dominicana. A taxa média regional é de 15,9 para cada 100 mil habitantes.
“Os acidentes no trânsito provocam muitas lesões e mortes evitáveis e geram um fardo pesado para os sistemas de saúde”, afirmou Carissa Etienne, diretora da OPAS. “A aplicação firme e coerente das leis de trânsito e as campanhas de sensibilização do público são fundamentais para reduzir esse fardo e salvar vidas”, acrescentou.
O relatório da agência da ONU mostrou ainda que 29 países e territórios das Américas têm algum tipo de lei nacional sobre o uso do cinto de segurança, mas apenas 19 possuem leis que exigem seu uso por todos os ocupantes do automóvel. Além disso, seis países têm leis nacionais sobre condução sob os efeitos do álcool, com um limite máximo de concentração de álcool de 0,05g/dl ou menos, bem como limites de 0,02g/dl ou menos para condutores jovens ou principiantes.
O documento mostrou também que 17 países e territórios têm leis nacionais que estabelecem a velocidade máxima de 50 km/h em áreas urbanas e 13 possuem leis que dão poderes às autoridades locais para reduzir ainda mais os limites de velocidade. Apenas cinco países são exemplos de melhores práticas, com leis que cumprem ambos os critérios.
Somente dez países e territórios têm leis nacionais sobre a obrigatoriedade do uso de capacete para condutores e passageiros em todos os tipos de motocicletas e para todos os tipos de potência de motor; e que exigem que o capacete esteja ajustado corretamente e cumpra as normas internacionais de segurança. Treze países e territórios têm leis nacionais vigentes sobre o uso de dispositivos de retenção para crianças em todos os veículos, dependendo da idade, peso ou altura, e restringem o uso do banco dianteiro para crianças, de acordo com idade ou altura.

Maior índice de mortes está entre pedestres
O documento mostrou que os pedestres representaram 22% de todas as mortes no trânsito entre 2010 e 2013 nas Américas, enquanto os motociclistas, 20% e os ciclistas, 3%.
As mortes entre motociclistas foram as que mais cresceram na região no período analisado, passando de 15% para 20%. No entanto, se forem analisadas as sub-regiões, quase metade (47%) das mortes causadas pelo trânsito nos países do Caribe de língua espanhola (Cuba e República Dominicana) aconteceram entre motociclistas. O aumento estaria associado ao crescimento da frota de motocicletas do hemisfério, que quase duplicou entre 2007 e 2013, passando de 6% para 11%.
“A aceleração da urbanização, a necessidade de se mover rapidamente e o crescimento econômico em alguns países têm contribuído para o fato de que as pessoas que antes caminhavam agora estão utilizando motocicletas”, disse Eugênia Rodrigues, assessora regional em Segurança do Trânsito da OPAS/OMS.
“Uma oferta de transporte público seguro, acessível e sustentável e uma boa infraestrutura com calçadas, semáforos e travessias é essencial para proteger a saúde e aumentar os níveis de atividade física da população”, considerou.

Década de Ação pela Segurança no Trânsito
A Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020 insta os países a executarem as medidas identificadas em nível internacional para tornar suas vias mais seguras. A OPAS/OMS monitora o progresso por meio de seu relatório regional, enquanto a OMS monitora a situação mundial por meio de sua série Relatório Global sobre o Estado da Segurança Viária.
Em setembro de 2015, os chefes de Estado que participaram da Assembleia Geral das Nações Unidas adotaram os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que incluem uma meta (3.6) para reduzir pela metade o número global de mortes e lesões no trânsito até 2020. “Enquanto tem se alcançado progresso nos últimos anos, muito mais precisa ser feito para executar medidas urgentes e salvar mais vidas”, observou Etienne.
A OPAS/OMS trabalha com os países das Américas para avançar na consecução dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável relacionados à segurança no trânsito, assim como na aplicação de seu Plano de Ação de Segurança do Trânsito (2012-2017) e dos compromissos da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020.
Nesse sentido, a Organização desenvolve ações destinadas a fortalecer o papel do setor de saúde na segurança no trânsito, fornecendo assessoramento para a adoção e aplicação de boas leis de trânsito e também para a adoção de estratégias de segurança no trânsito que podem salvar vidas.

Principais dados sobre segurança no trânsito
Com o aumento da velocidade média nas vias urbanas, há também um aumento na probabilidade de acidentes e na gravidade de suas consequências, em especial para os pedestres, ciclistas e motociclistas, disse a organização.
Segundo a OMS, um pedestre tem menos de 20% de probabilidade de morrer se atropelado por um automóvel que circula a menos de 50 quilômetros por hora, mas quase 60% de possibilidade de morrer se atropelado a 80 quilômetros por hora.
Além disso, dirigir sob influência do álcool também aumenta a possibilidade de acidente e de que este termine em morte ou lesão grave. Condutores jovens ou iniciantes correm um risco muito maior de sofrer um acidente de trânsito por conduzir sob efeito de álcool que condutores com mais experiência, disse a organização.
O relatório também apontou que o uso de capacete pode reduzir em quase 40% o risco de morte e em 70% o risco de lesões graves, enquanto utilizar o cinto de segurança reduz o risco de morte entre os condutores e passageiros dos bancos dianteiros entre 45% a 50% e o risco de lesões leves e graves entre 20% a 45%, respectivamente. No que diz respeito aos passageiros dos bancos traseiros, o uso do cinto de segurança reduz o número de mortes e de lesões graves em 25%, enquanto a redução de lesões leves pode chegar a até 75%.
Já a utilização de sistemas de retenção para crianças reduz a probabilidade de um acidente fatal em cerca de 90% no caso de bebês e entre 54% e 80% no caso de crianças pequenas. Além disso, as crianças viajam com mais segurança na parte traseira do veículo.
Fonte - Revista Amazônia  14/09/2016

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Além de salvar vidas, vias de baixa velocidade promovem qualidade de vida

Trânsito

Com a diminuição de acidentes, população se sente segura para ocupar as ruas a pé.Neste contexto, o diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos, aponta a redução e o controle de velocidade como ferramentas ideais para retrair os altos índices de acidentes que tem o pedestre como vítima, reforçando que melhorias nas calçadas, ciclovias e passarelas devem ser implantadas como medidas complementares.

Mariana Czerwonka - Portal do Trânsito
No comparativo com o mês anterior à implantação,
 os acidentes nas Vias Calmas de Curitiba foram reduzidos
 em cerca de 36%. foto -  Luiz Costa/ SMCS
Lançado em 2015 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), relatório revela que os pedestres correspondem a 22% das mortes anuais ocorridas em acidentes de trânsito no mundo. Por vezes reflexo da imprudência do condutor, o excesso de velocidade pode tanto agravar quanto determinar ocorrências deste caráter. Além da postura do motorista – essencial para vias seguras – algumas medidas também podem corroborar para que as estatísticas sejam abrandadas.
Neste contexto, o diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos, aponta a redução e o controle de velocidade como ferramentas ideais para retrair os altos índices de acidentes que tem o pedestre como vítima, reforçando que melhorias nas calçadas, ciclovias e passarelas devem ser implantadas como medidas complementares. “Essa mudança é necessária onde há grande fluxo de veículos, ciclistas e pedestres, e onde os conflitos acontecem com mais frequência”, frisa.
Para que a adoção de vias calmas seja, de fato, respeitada pelos cidadãos e gere resultados satisfatórios, é preciso haver investimentos tanto em fiscalização, quanto em campanhas que esclareçam os benefícios da medida. “É necessário promover a educação no trânsito para que exista uma convivência respeitosa e harmoniosa entre o motorizado e o não motorizado, condição essencial para uma melhor mobilidade”, associa.
Adeptas da redução da velocidade em vias estratégicas, Londres e Nova Iorque destacam-se pelos resultados e servem de inspiração quando o assunto é a humanização do trânsito. Em Londres, por exemplo, a implantação do limite de 20 milhas por hora (32km/h) foi suficiente para que a capital, em pouco tempo, reduzisse os índices de acidente em 41%. Já em Nova Iorque, a redução da velocidade em vias próximas àquelas com mais fluxo, além da readequação da área de pedestres, resultou em uma queda de 63% no número de feridos em acidentes derivados das altas velocidades.

Exemplos nacionais também revelam resultados positivos
Mas não é preciso atravessar o oceano para encontrar bons exemplos. Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET/SP) divulgou, em 2015, levantamento sobre o tema. Ocorridas em 2011, adequações nas velocidades de vias têm gerado resultado a médio e longo prazos. Nos 16 eixos foi registrada uma diminuição média de 4,6% dos acidentes nos três anos posteriores à implantação em comparação ao ano que precedeu a medida.
Em novembro de 2015, a capital paranaense também foi palco de novos contornos à dinâmica da região central, mapeada como aquela com os maiores riscos aos pedestres. Dados da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) indicam que, entre 2012 e 2014, 1.173 acidentes foram registrados na região, sendo 106 deles fatais e, destes, 46 por atropelamentos. “Era inadmissível um número tão elevado de acidentes para uma área onde transitam cerca de 700 mil pedestres por dia”, destaca o diretor de engenharia da Setran, Maurício Razera.
O mesmo levantamento revelou um perímetro específico de 140 quarteirões, da Rua Mariano Torres à Praça do Japão, com índices ainda mais concentrados de acidentes. No mesmo período de dois anos, foram 24 mortes, dez por colisões e 12 por atropelamentos. Diante dos números, o trecho – que recebeu o nome de Área Calma – teve a velocidade máxima permitida reduzida. Razera explica que a definição foi baseada em estudos de Probabilidade de Lesão Fatal em Acidentes de Trânsito, que indicaram que a partir de 40 km/h, cresce exponencialmente o risco de lesões fatais por atropelamento. “Se o veículo estiver a 50 km/h, por exemplo, os riscos são de 50% e a partir de 70 km/h, 100%. Logo, a velocidade de 40 km/h foi considerada relativamente segura em termos operacionais e sem prejuízo à fluidez do trânsito”, esclarece.
Os primeiros passos para implantação, entretanto, começaram em 2010, quando Curitiba passou a integrar o Projeto Vida no Trânsito, ação de âmbito mundial que envolve o Ministério da Saúde, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a fundação Bloomberg Philanthropies. “Desde então passamos a realizar estudos mais intensos para atingir a meta e diminuir em 50% o número de mortes no trânsito até 2020”, recorda o diretor.
O objetivo da medida, por outro lado, vai além de reduzir as estatísticas. “Buscamos estimular o convívio pacífico entre todos os usuários e permitir que apreciem a paisagem urbana central a pé, por exemplo”, ressalta. Com 6,3 km de extensão, sendo 3 deles no sentido centro e outros 3,3 no sentido bairro, as vias calmas possuem faixas preferenciais do lado direito da pista, onde carros e bicicletas compartilham o mesmo espaço.
Embora recente, a implantação já produz bons resultados. Até o momento não foi registrada nenhuma vítima fatal na região. Dados do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) mostram que ao longo das três primeiras semanas da implantação foram registrados 28 acidentes nas cinco vias da Área Calma, enquanto que quatro semanas antes, o número chegou a 44, sem vítimas fatais. Até a divulgação do levantamento, em dezembro passado, apenas 0,09% dos veículos que circulam diariamente pela região foram autuados por desrespeito ao novo limite.
Para garantir que o respeito não tenha casos de exceção, foram instalados radares fixos e estáticos nos locais. Quem infringir a norma será penalizado conforme o artigo 218 do Código de Trânsito Brasileiro, que para velocidades superiores à máxima permitida em até 20% considera a infração média; quando superiores entre 20% e 50%, grave; por fim, acima de 50%, gravíssima.
Fonte - Portal do Transito  25/02/2016

sábado, 23 de janeiro de 2016

Código de Trânsito Brasileiro completa 18 anos

Trânsito

Na maioridade do CTB, especialistas comentam avanços e desafios da legislação de trânsito no Brasil .Há 18 anos,a nova legislação de trânsito entrou em vigor.Nesse período,impôs mudanças significativas de comportamento e trouxe diversos avanços.Mas também passou por muitas mudanças,que causam confusão,e não foi totalmente regulamentado pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito),a quem cabe, segundo o próprio Código,estabelecer como implementar alguns de seus artigos.

Natália Pianegonda - Agência CNT
foto -  Arquivo CNT
O CTB (Código de Trânsito Brasileiro) chega, nesta sexta-feira (22), à maioridade: há 18 anos, a nova legislação de trânsito entrou em vigor. Nesse período, impôs mudanças significativas de comportamento e trouxe diversos avanços. Mas também passou por muitas mudanças, que causam confusão, e não foi totalmente regulamentado pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), a quem cabe, segundo o próprio Código, estabelecer como implementar alguns de seus artigos.

Brasil está à frente da maioria das nações
O texto do CTB contempla a maioria dos aspectos considerados mais importantes pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para aumentar a segurança nas vias, com leis que tratam de álcool e direção, uso de capacete e do cinto de segurança, além de normas sobre dispositivos de segurança para crianças. Esses são temas que já estão na rotina dos brasileiros, mas não são realidade na maior parcela das nações.
Apenas 34 países, com 30% da população mundial, punem a embriaguez ao volante; 17% da população mundial está nos 53 países que tratam, legalmente, do uso de equipamentos de segurança para crianças; e apenas 44 nações, também com 17% da população mundial, têm legislação que obriga uso de capacete para andar de moto. No caso do cinto de segurança, a situação é um pouco melhor: 67% das pessoas vivem nos 105 países em que o dispositivo é uma exigência.
Os dados são do relatório global sobre segurança viária da OMS de 2015. Pelo documento, o Brasil ainda precisaria limitar a velocidade em vias urbanas a 50 km/h, para reduzir a gravidade de acidentes nas cidades. Esse tipo de lei está presente em 47 países (13% da população mundial).

Em 18 anos, 575 resoluções de trânsito
A legislação é elogiada, mas o problema é a complexidade e as constantes mudanças, que dificultam sua compreensão e aplicação, conforme o especialista em direito do trânsito e comentarista do site CTB Digital, Julyver Modesto de Araujo.
Segundo ele, desde 1998 até agora, o Contran já publicou 575 resoluções, sendo que parte delas modificaram resoluções anteriores. “São normas que dificultam o conhecimento completo da legislação de trânsito. E ainda existem questões que reclamam regulamentação, mas isso ainda não ocorreu”, diz. Um exemplo é a utilização de vestuário apropriado para motociclistas e passageiros de motos. “Existe a necessidade, prevista nos artigos 54 e 55, a infração, no artigo 244, mas não se sabe como é esse vestuário”, esclarece.
Ainda segundo Julyver Araujo, “nessas mudanças frequentes, muitas vezes se elabora uma norma sem discussão adequada, sem saber se aquilo deve trazer benefícios de fato”. Foi o que ocorreu com o extintor de incêndio ABC: primeiro, uma resolução obrigou que todos os veículos tivessem o equipamento. Depois, o Contran revogou a determinação e passou a entender que o extintor deve ser acessório opcional.
Por outro lado, algumas dessas modificações foram relevantes. A resolução 168, de 2004, é um caso. Foram 15 alterações, segundo o observador certificado do ONSV (Observatório Nacional de Segurança Viária), tenente-coronel Ordeli Savedra Gomes. Elas tornaram mais rigoroso o processo de formação de condutores. “Até a vigência do código, as pessoas não eram obrigadas a fazer aulas teóricas e práticas na autoescola”, lembra. “O CTB, primeiro, estabeleceu 20 horas/aulas teóricas e 10 horas de prática. Hoje são 45 horas/aula teóricas e 25 horas/aula práticas. São mudanças que trouxeram aspectos positivos”, avalia. Das 25 horas práticas, cinco horas são com simulador veicular, que se tornou obrigatório desde 1º de janeiro deste ano - alteração mais recente.
Para Julyver Araujo, as modificações devem parar por aí, porque as exigências já oferecem condições de formar bons motoristas. Mas reforça que é preciso aplicar a lei com qualidade: “Exigir dos instrutores uma formação adequada, que ministrem as aulas para atingir os objetivos da segurança viária, não apenas transmitir o que cai na prova”.

28 leis alteraram o CTB em 18 anos
Mas se a sociedade muda, a legislação precisa acompanhá-la. Nesses 18 anos, conforme o tenente-coronel Ordeli Gomes, foram 28 novas leis que alteraram o Código de Trânsito Brasileiro. Algumas foram importantes para aumentar a segurança, como o agravamento da punição para quem bebe e dirige, faz manobras ou ultrapassagens perigosas e participa de rachas. Nesses casos, a multa chega a R$ 1.915,40 e dobra em caso de reincidência. O motorista também fica sem poder dirigir por um ano. As consequências penais também foram agravadas e há casos em que o condutor pode ser preso.
“O CTB deve ser cumprido não só porque, se violado, dá origem a uma infração de transito, que é administrativa, mas também porque pode ter consequências civis e criminais. As mais de 40 mil mortes anuais no trânsito não foram acidentes, foram crimes de trânsito, com pena de detenção de até seis anos”, ressalta Gomes.

Frota cresceu 245% desde 1998; número de mortes em acidentes subiu 40%
Dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) mostram que, desde que o CTB entrou em vigor, a frota de automóveis em circulação no Brasil cresceu 275%. No mesmo período, o número de mortes em acidentes de trânsito aumentou 40%.
“Embora o número seja alarmante e o governo federal esteja empenhado num esforço global para reduzir o número de acidentes no trânsito, sem a vigência do CTB, a tendência, segundo os técnicos do Denatran, seria ter um total de vítimas ainda maior, levando-se em consideração o crescimento do total de veículos em circulação”, diz o Ministério das Cidades.
Com o incremento da frota, cresceu também o número de infrações. Em 2015, segundo o Denatran, foram aplicadas mais de 13 milhões de multas de trânsito. Um ano antes, em 2014, foram 8 milhões. A maioria por excesso de velocidade.

Educação para o trânsito

Leis, sozinhas, não alteram as condições de segurança no trânsito. Elas devem fazer parte do comportamento de cada indivíduo. Para isso, é necessário informação e consciência, o que passa pela educação, prevista como obrigatória no capítulo VI do CTB, desde o ensino infantil até o superior.
Para Ordeli Savedra Gomes, esse é um dos aspectos mais importantes do Código, mas que não saiu do papel. “Precisamos que os gestores levem o trânsito a sério, que tiremos isso da letra fria do Código e levemos para a vida real. O que se percebe é que alguns órgãos trabalham com educação para o trânsito porque tem mais estruturas. As polícias militares e a Polícia Rodoviária Federal também fazem algum esforço. Mas, na grande maioria dos municípios pequenos do interior, isso não é trabalhado”, alerta.
A ausência de órgãos de trânsito nas cidades, que também é uma exigência do Código Brasileiro de Trânsito, representa outro desafio para ampliar a conscientização e aprimorar a fiscalização nas vias urbanas, onde os condutores passam a maior parte do tempo. Mas nem 30% dos municípios cumprem a determinação e, assim, não integram o SNT (Sistema Nacional de Trânsito).
Durante a 2ª Conferência Global de Alto Nível para Segurança no Trânsito da ONU, realizada em novembro de 2015 no Brasil, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, disse que a pasta propõe a criação de consórcios intermunicipais, que seriam responsáveis pela gestão de trânsito nessas cidades de menor porte. Segundo ele, isso atenderá, em parte, os municípios que enfrentam limitações financeiras para se adequarem à legislação. “Mas”, complementou, “não deixará de ser um avanço para chegar às pequenas e médias cidades, que têm tido dificuldade nessa atuação”.
O representante do Observatório Nacional de Segurança Viária lembra, também, da necessidade de investir os recursos das multas segundo a previsão do Código Brasileiro de Trânsito. E faz um apelo: “os governos precisam levar isso a sério. Que invistam as multas na entrega de material para os agentes de fiscalização, na formação desses profissionais e dos futuros condutores. Precisamos de uma qualificação total na área de trânsito. Então, que invistam, especialmente, em educação para o trânsito”.
Fonte - Agência CNT de Notícias  22/01/2016

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Condições climáticas devem garantir abastecimento de energia em 2016, diz ONS

Energia

Segundo o ONS, por causa das condições hidrológicas favoráveis, o reservatório de Itaipu está cheio, vertendo água desde o mês passado. “Itaipu foi o mais importante pivô do fornecimento de energia no Brasil e ainda bateu recorde sobre recorde diante da crise causada pela seca. 

Sabrina Craide 
Repórter da Agência Brasil
imagem - Ag.Brasil
As condições hidrológicas e climáticas previstas para o ano que vem, com previsões de chuvas provocadas pelo fenômeno El Niño nas regiões Sul e Centro-Oeste, devem garantir o atendimento à demanda de energia do Brasil no próximo ano, disse o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp. Segundo Chipp, a Usina de Itaipu e o Sistema Sul devem assegurar o abastecimento de energia no país em 2016.
Chipp informou que o excedente de energia de Itaipu será transferido para o Nordeste, pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), e não haverá problema nenhum no abastecimento. Além disso, a produção da hidrelétrica será fundamental para amenizar o estresse hídrico vivido pela bacia do São Francisco, na Região Nordeste.
Segundo o ONS, por causa das condições hidrológicas favoráveis, o reservatório de Itaipu está cheio, vertendo água desde o mês passado. “Itaipu foi o mais importante pivô do fornecimento de energia no Brasil e ainda bateu recorde sobre recorde diante da crise causada pela seca. Tanto é que usina, e mais a geração do Sistema Sul, foram quem sustentaram o atendimento do sistema nesses dois anos [2014 e 2015]”, disse Chipp.
Com 20 unidades geradoras e 14.000 megawatts (MW) de potência instalada, a Itaipu Binacional é responsável pelo abastecimento de cerca de 17% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 75% do Paraguai. Além de Itaipu, o Sistema Sul é composto por hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas, termelétricas, parques eólicos.
Fonte - Agência  Brasil   07/12/2015

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Organização Mundial da Saúde declara Brasil país livre da rubéola

Saúde

Ao receber o documento, o ministro Marcelo Castro lembrou que, assim como o Zika, o vírus da rubéola também pode causar defeitos no feto, como a microcefalia, quando a gestante é infectada no início da gestação

Aline Leal 
Repórter da Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil
O Brasil recebeu hoje (2) o certificado de eliminação da rubéola, depois de cinco anos sem registros de casos de transmissão da doença. O reconhecimento foi entregue hoje (1), pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ao ministro da Saúde, Marcelo Castro.
Para receber o título, o Brasil teve que comprovar à OMS que desde 2008 não registra casos de rubéola e desde 2009 não registra casos de síndrome da rubéola congênita. Em abril a OMS reconheceu toda a América como a primeira região do mundo a alcançar a eliminação da rubéola e da síndrome.
Durante a cerimônia, o ministro lembrou que assim como o vírus Zika, o vírus que provoca a rubéola também pode causar defeitos no feto, como microcefalia, quando a gestante é infectada no início da gestação.
Segundo Marcelo Castro, esse título é devido um esforço de vacinação em massa de mulheres entre 20 e 39 anos, que começou no início da década passada. “Nada é mais efetivo para a saúde publica do que as vacinas, e foi esse trabalho intenso da vacina em massa contra a rubéola que nos levou a esse certificado.” Segundo o ministro, apesar dos recentes casos de sarampo no nordeste do Brasil, a OMS está analisando se o país também pode ser considerado livre dessa doença.
Fonte - Agência Brasil  02/12/2015

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Homicídios contra mulheres negras aumentam 54% em 10 anos, mostra estudo

Direitos humanos

Em 2013, 13 mulheres foram mortas por dia no país, em média, um total de 4.762 homicídios.Nesta edição, segundo a Flacso, o estudo foca a violência de gênero e revela que, no Brasil, 55,3% desses crimes aconteceram no ambiente doméstico, sendo 33,2% cometidos pelos parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, ele aponta ainda que 50,3% das mortes violentas de mulheres são cometidas por familiares.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil
Imagem - EBC
Os homicídios de mulheres negras aumentaram 54% em dez anos no Brasil, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. Enquanto, no mesmo período, o número de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, saindo de 1.747 em 2003 para 1.576 em 2013. É o que aponta o Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil, estudo elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), divulgado hoje (9).
Em 2013, 13 mulheres foram mortas por dia no país, em média, um total de 4.762 homicídios.
Nesta edição, segundo a Flacso, o estudo foca a violência de gênero e revela que, no Brasil, 55,3% desses crimes aconteceram no ambiente doméstico, sendo 33,2% cometidos pelos parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Com base em dados de 2013 do Ministério da Saúde, ele aponta ainda que 50,3% das mortes violentas de mulheres são cometidas por familiares.
Sobre a idade das vítimas, o Mapa da Violência aponta baixa incidência até os 10 anos de idade, crescimento até os 18 e 19 anos, e a partir dessa idade, uma tendência de lento declínio até a velhice.
O país tem taxa de 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde que avaliaram um grupo de 83 países, informou a Flacso.
O Mapa da Violência é um trabalho desenvolvido pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz que, desde 1998, já divulgou 27 estudos. Todos eles, segundo a Flacso, trabalharam a distribuição por sexo das violências, sejam suicídios, homicídios ou acidentes de transporte, mas em 2012, dada a relevância do tema e as diversas solicitações nesse sentido, foi elaborado o primeiro mapa especificamente focado nas questões de gênero.

Homicídios de Mulheres no Brasil
De 1980 a 2013, foram vítimas de assassinato 106.093 mulheres. Entre 2003 e 2013, o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, incremento de 21,0% na década.
Segundo o Mapa da Violência, diversos estados evidenciaram “pesado crescimento” na década, como Roraima, onde as taxas de homicídios femininos cresceram 343,9%, ou Paraíba, onde mais que triplicaram (229,2%). Entre 2006, ano da promulgação da Lei Maria da Penha, e 2013, apenas em cinco estados registraram quedas nas taxas: Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro.
Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza encabeçam as capitais com taxas mais elevadas no ano de 2013, acima de 10 homicídios por 100 mil mulheres. No outro extremo, São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com as menores taxas.
O lançamento da pesquisa conta com o apoio do escritório no Brasil da ONU Mulheres, da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.
O estudo completo sobre homicídio de mulheres no Brasil está disponível no site do Mapa da Violência.
Fonte - Agência Brasil  09/11/2015

Cidadania não é só um estado de direito,é também um estado de espírito
Pregopontocom 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Dos países mais populosos o Brasil é o que tem melhor legislação de trânsito segundo a OMS

Trânsito

Segundo a OMS, Brasil tem boas leis sobre beber ao dirigir, uso de capacete, uso de cinto de segurança e transporte de crianças.Entre os dez países, o Brasil é o único que, na avaliação da OMS, tem boas leis sobre quatro dos fatores, mas precisa melhorar a legislação sobre velocidade.

Da Agência Brasil*
Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil
Dos países mais populosos do mundo, nenhum cumpre os critérios sugeridos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de melhores práticas em todos os cinco fatores de risco para acidentes: velocidade, beber ao dirigir, uso de capacete, uso de cinto de segurança e transporte de crianças, segundo o relatório Situação Global sobre Segurança Rodoviária 2015, divulgado hoje (19).
Entre os dez países, o Brasil é o único que, na avaliação da OMS, tem boas leis sobre quatro dos fatores, mas precisa melhorar a legislação sobre velocidade. Segundo a agência da ONU, apenas 47 países do mundo têm boas leis obrigando que o limite de velocidade seja 50km/h.
Em 2013, o Brasil registrou mais de 41 mil mortes por acidentes de trânsito, mas a OMS calcula que o número de vítimas possa ser maior, cerca de 46 mil. A cada 100 mil habitantes, o índice de mortes nas estradas brasileiras é 23.4.
Segundo o relatório da OMS, cerca de 1,25 milhão de pessoas morrem no mundo em acidentes de trânsito. Entre as vítimas, 23% são motociclistas, 22% são pedestres e 4% são ciclistas. A África é a região do mundo com o maior volume de acidentes e a Europa tem os índices mais baixos. Nos últimos três anos, o número de mortes caiu em 79 países, mas aumentou em 68.
No mundo, o número de veículos em circulação aumenta, mas o total de mortes nas estradas parece estabilizar. As nações que tiveram mais sucesso em reduzir o total de mortes no trânsito foram aquelas que melhoraram sua legislação e tornaram suas estradas e veículos mais seguros.
Para a diretora da OMS, Margaret Chan, o mundo segue na direção certa, mas o ritmo da mudança ainda é devagar. O relatório traz uma análise das leis nos dez países mais populosos do mundo, incluindo China, Índia, Estados Unidos, Indonésia e Brasil.
Ao lançar o relatório, a OMS pede aos governos que repensem suas políticas de transporte público e garantam que ciclistas e pedestres tenham segurança ao circular. O documento é o terceiro de uma série sobre a Década de Ação para Segurança nas Estradas (2011-2020) e é divulgado em linha com os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que inclui metas sobre segurança rodoviária. A segunda Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança Rodoviária ocorre em Brasília nos dias 18 e 19 de novembro.
* Com informações da Rádio ONU
Fonte - Agência Brasil  19/10/2015

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Mortalidade infantil no Brasil caiu 73% nos últimos 25 anos, diz OMS

Saúde

De acordo com o relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil 2015, o índice de mortes entre crianças brasileiras menores de 5 anos passou, em 1990, de 61 óbitos para cada mil nascidas vivas para 16 óbitos para cada mil nascidas vivas em 2015.

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Agência Brasil
A mortalidade infantil no Brasil caiu 73% nos últimos 25 anos, segundo dados divulgados hoje (9) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o relatório Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil 2015, o índice de mortes entre crianças brasileiras menores de 5 anos passou, em 1990, de 61 óbitos para cada mil nascidas vivas para 16 óbitos para cada mil nascidas vivas em 2015.
Apesar dos avanços, a OMS destacou que as disparidades persistem no país. O estudo indica que, dos cerca de 5,5 mil municípios brasileiros, mais de mil registraram taxa de mortalidade infantil de até cinco óbitos para cada mil nascidas vivas em 2013, enquanto em 32 cidades a taxa superava 80 óbitos para cada mil nascidas vivas.
Além disso, crianças indígenas que vivem no Brasil têm duas vezes mais chance de morrer antes de completar o primeiro ano de vida que as demais. Segundo o relatório, esse tipo de exemplo demonstra que, mesmo em países com níveis relativamente baixos de mortalidade infantil, são necessários maiores esforços para reduzir as disparidades entre diferentes grupos sociais.
“Assim sendo, ainda há muito trabalho a ser feito para que cada criança tenha a oportunidade justa de sobreviver, mesmo em países com baixos índices de mortalidade infantil”, concluiu a OMS.
Fonte - Agência Brasil  09/09/

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

“É incrível o que Cuba pode fazer”, diz OMS sobre ajuda contra ebola - Entrevista

Ajuda Humanitária

Para José Luis Di Fábio, chefe do escritório da OMS na ilha há três anos, é importante que o mundo reconheça a “incrível capacidade de resposta de Cuba” diante de situações de crise. - Atualmente, mais de 4 mil médicos cubanos atuam na África – dois mil só em Angola.

Publicado no dw. - DCM

Um grupo de 94 profissionais da saúde cubanos foi para a África Ocidental nesta quarta-feira (22/10), para combater a epidemia do ebola. Eles se juntam aos 165 que já estão em Serra Leoa prontos para começar a atuar. Os médicos e enfermeiros cumprem um acordo assinado entre Havana e a Organização Mundial da Saúde (OMS) válido para os próximos seis meses.
Para José Luis Di Fábio, chefe do escritório da OMS na ilha há três anos, é importante que o mundo reconheça a “incrível capacidade de resposta de Cuba” diante de situações de crise.
Di Fábio ajudou a intermediar as negociações depois da solicitação feita pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e pela diretora da OMS, Margaret Chan.
Atualmente, mais de 4 mil médicos cubanos atuam na África – dois mil só em Angola. “Os países africanos carecem de recursos humanos, muitos presidentes já solicitaram ajuda ao país. Na Guiné, antes da epidemia do ebola, já havia uma brigada cubana e sem Serra Leoa também”, afirma Di Fábi, em entrevista à DW.

DW: Na opinião do senhor, por que esse chamado das Nações Unidas foi feito para Cuba?
José Luis Di Fábio: Em fins de julho, a diretora da OMS, Margaret Chan, esteve em Cuba para acompanhar a inauguração do Centro Estatal Médico para Controle de Medicamentos. Durante a visita, ela se emocionou, digamos assim, ao entender mais sobre a cooperação médica cubana, incluindo a educação médica do país para o exterior.
Ela esteve na Unidade de Cooperação Médica, onde há o registro histórico das cooperações em saúde, viu a preparação de médicos que já foram para o Haiti e participaram de outras missões e, realmente, entendeu e reconheceu a capacidade que Cuba tem de apoiar os países numa cooperação Sul-Sul.
Durante uma conversa sobre continuidade de cooperações, surgiu a ideia de que Cuba pudesse trabalhar formando equipes de resposta rápida em caso de desastres e outros tipos de emergências. E, há duas semanas, ela pediu então apoio a Cuba para combater o ebola.

Quantos profissionais estão a caminho da África e para onde seguem?
Segundo o acordo, serão 300 profissionais. Primeiramente, foram 165 a Serra Leoa, dos quais 62 são médicos. Depois, a pedido dos governos locais, foi decidido enviar mais 53 para a Libéria e 38 para a Guiné.

Eles já estão prontos para trabalhar?
Eles fizeram a primeira parte da capacitação em Cuba. Recebemos profissionais de Washington e especialistas que já haviam trabalhado em Serra Leoa, diretamente com pacientes. Eles explicaram sobre a doença, as condições de vida no local, como vestir-se adequadamente, os tipos de proteção pessoal. Foi muito importante poder ouvir desses profissionais quais são as rotinas diárias, os problemas que enfrentam no terreno.
Quando a equipe cubana chega à África, faz outras capacitações até chegar ao centro de tratamento. Ela já chegou, mas ainda não está trabalhando. Ainda estão sendo preparadas as condições para que possam atuar. Primeiro: precisavam do processo de capacitação e, enquanto isso, as instalações, os centros de tratamento de ebola, estão sendo montados.
A ideia é trabalhar em forma conjunta, não dispersar a equipe. Caso contrário, a capacidade de organização se perde. É preciso identificar onde é mais apropriado trabalhar. No caso de Serra Leoa, deve ser em Freetown, a capital, e talvez em Port Loko.

Outros países da América Latina ofereceram ajuda? Cuba é um caso especial?
Cuba é um caso especial, digamos, pela capacidade rápida de resposta que teve, pela vontade política e pela própria experiência dos médicos. Trata-se de profissionais de saúde que já estão acostumados a trabalhar em missões, muitos deles já estiveram inclusive na África. Não conhecem o ebola, mas conhecem o território.
A Venezuela já havia doado 5 milhões de dólares para apoiar a luta contra o ebola. E a ministra da Saúde no Equador acenou que iria apoiar com recursos financeiros a campanha contra a epidemia.
O Brasil apoiou com alimentos. Existe a parte médica, mas é preciso pensar que é preciso todo um processo de assistência. O Brasil mandou medicamentos, ajuda humanitária em alimentos de cerca de 5 milhões de dólares, segundo entendi. Mas isso não foi via Organização Mundial da Saúde, mas via Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.

Com tantos médicos cubanos agora em ação na África, não há problema com falta de médicos em Cuba?
Não, não afeta os serviços e a população cubana. A população médica em Cuba é de mais de 80 mil.

Como funciona exatamente a parceria? Os médicos que seguem para a África recebem salário?
Eles estão contratados seguindo a forma de contrato comum da OMS, ou seja, como qualquer assessor que presta serviço. Normalmente, paga-se a passagem e uma diária. O valor depende do lugar onde o profissional vai atuar. A diária tem um componente de alojamento, alimentação e gastos pessoais.

De quanto é a diária?
Depende do local. É um valor estabelecido pelas Nações Unidas, que varia também em alguns meses, dependendo do câmbio da moeda. Por exemplo, em Havana, a diária é de 170 dólares. Em outros países, pode ser de 120. Creio que são 230 dólares por dia na África, mas 60% do valor é para cobrir estadia.

Qual é a importância da ajuda de Cuba?
É uma ajuda importante não só para a OMS, mas para todo o mundo. A ideia é apoiar os países da África Ocidental a conter a doença e exterminá-la na África. Mas, ao mesmo tempo, é uma barreira de defesa para o resto do mundo. Se não se controla o vírus na África, ele pode chegar a Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Japão, etc.
Então, realmente, os cubanos estão protegendo as fronteiras. E são não houver mais países que ofereçam recursos humanos, seguirão sendo os únicos.

Mais países mostram interesse em apoiar a iniciativa da OMS na África Ocidental?
Eu represento a OMS em Cuba. Imagino que a solicitação tenha sido feita a todos os países. Na última segunda-feira (20/10), o médico David Nabarro, enviado especial do secretário-geral da ONU, disse que foi muito importante a ajuda de Havana. Ele disse que o total de 265 trabalhadores cubanos é maior que a soma de todos os outros países juntos. E que a partir dessa quarta-feira, dia em que chega o restante da equipe, o número passará a ser maior que o do Médicos Sem Fronteira ou da Cruz Vermelha, maior que o número de profissionais enviados por Estados Unidos, Reino Unido e China.

Como o mundo olha para Cuba depois dessa parceria com a OMS?
Acredito que poderia haver mais reconhecimento. É incrível o que Cuba pode fazer. A vontade política e a vontade humana da população. Quando houve um terremoto no Paquistão, em 2005, foram enviados 2 mil médicos em 48 horas. Foram os primeiros que chegaram ao Paquistão e os últimos a sair, estiveram lá quase seis meses. No Haiti também. Depois de 24 horas, profissionais cubanos já chegaram para ajudar, e continuam lá.
Fonte - Diário do Centro do Mundo  23/10/2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Melhora capacidade de reservatórios no Sul e no Norte - ONS

Energia

Essa é uma das conclusões tiradas a partir de uma análise detalhada do Relatório Executivo do Programa Mensal de Operação divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), relativo à semana de 17 a 23 de maio e divulgado na última sexta-feira (16).

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
ONS: melhora capacidade de reservatórios
no Sul e no Norte
Marcello Casal /Agência Brasil
A melhora na situação dos reservatórios das regiões Norte e Sul do país equilibra a questão energética e compensa a tendência de queda nas condições dos reservatórios dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, onde as chuvas continuam insuficientes.
Essa é uma das conclusões tiradas a partir de uma análise detalhada do Relatório Executivo do Programa Mensal de Operação divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), relativo à semana de 17 a 23 de maio e divulgado na última sexta-feira (16).
Os dados do relatório preveem a ocorrência de chuva fraca a moderada nas bacias hidrográficas da Região Sul, na Bacia do Rio Paranapanema e no trecho da Hidrelétrica de Itaipu, além de chuva fraca na Bacia do Rio Tietê no fim de semana.
Nessa última revisão, a previsão de vazões foi, no entanto, o parâmetro cuja atualização causou maior impacto na variação dos custos marginais de Operação (CMO) nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Para a Região Norte, a ocorrência de excedentes energéticos na Unidade Hidrelétrica de Tucuruí ainda mantém o CMO da região em patamares inferiores ao das demais regiões.
A melhora da vazão (capacidade de geração de energia hídrica) pode ser constatada também a partir dos custos marginais de Operação, que continuam subindo nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste e caindo no Sul e no Norte.
No Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a capacidade de vazão caiu para 37,84%, registrados nesse domingo (18), depois de ter fechado o mês de abril em 38,8%, elevando o CMO médio semanal de R$ 904,75 por megawatt-hora (MWh), o mesmo valor do Custo Marginal de Operação da Região Sul. No Nordeste, a queda na capacidade de armazenamento, de 43,6% para 42,26% no período, fez com que o CMO saltasse de R$ 801,84 MWh para 824,91 MWh. Na Região Norte, onde o armazenamento continua em situação confortável, tendo subido de 90,5% para 92,22%, o CMO caiu de R$ 149,52 MWh para R$ 147,66 MWh.
Apesar da melhora da situação energética a partir da elevação dos reservatórios dos subsistemas Norte e Sul, particularmente esse último, na avaliação do ONS, em comparação às afluências da semana anterior, está prevista para a semana operativa de 17 a 23, “diminuição nas afluências de todos os subsistemas, exceto para o Subsistema Sul, onde prevê-se a manutenção da Energia Natural Afluente (ENA)".
Do ponto de vista da demanda, a expectativa do ONS é que, em maio, no Subsistema Nordeste, haja crescimento da demanda por energia a partir do comportamento do consumo das classes residencial e comercial. Relativamente ao mesmo mês do ano anterior, a taxa de crescimento prevista é 4,1%.
No Subsistema Norte, a elevada taxa de crescimento prevista de 20,7% decorre, principalmente, da interligação do sistema Manaus. Retirando o efeito dessa interligação, a carga prevista para maio apresenta um decréscimo de 2,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
No Subsistema Sul, a taxa de crescimento prevista (3,1%) está associada à continuidade do bom desempenho da atividade agroindustrial, enquanto no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a taxa de crescimento prevista de 0,4%, acompanha o comportamento da atividade econômica, influenciada pelo desempenho recente da indústria que não apresenta dinâmica de crescimento bem definida.
Fonte - Agência Brasil  19/05/2014