UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Recôncavo baiano recebe maior festival de documentário do Norte e Nordeste

Arte & Cultura

Com destaque no cenário nacional, o festival é o maior sobre o gênero documentário do Norte e Nordeste. Neste ano, serão exibidos 60 filmes, sendo a maioria inédita no estado. Os curtas, médias e longas-metragens integram três mostras - Competitiva, Com Mulheres e Contemporânea -, que serão abertas ao público. A Mostra Com Mulheres, de autoria coletiva, tem destaque no festival, exibindo mais de 20 filmes dirigidos e protagonizados por mulheres.

Da Redação
foto - divulgação/Secom
O Festival de Documentários de Cachoeira (CachoeiraDoc) chega a sua sétima edição e apresenta uma programação de filmes inéditos para a Bahia. O evento, que tem o apoio do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), desde a sua primeira edição (2010), acontece desta terça-feira a domingo (6 a 11), no município de Cachoeira (Recôncavo), no Cine Theatro Cachoeirano e no Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (CAHL/UFRB).
Com destaque no cenário nacional, o festival é o maior sobre o gênero documentário do Norte e Nordeste. Neste ano, serão exibidos 60 filmes, sendo a maioria inédita no estado. Os curtas, médias e longas-metragens integram três mostras - Competitiva, Com Mulheres e Contemporânea -, que serão abertas ao público. A Mostra Com Mulheres, de autoria coletiva, tem destaque no festival, exibindo mais de 20 filmes dirigidos e protagonizados por mulheres.
foto - divulgação/Secom
De acordo com a idealizadora e uma das coordenadoras do CachoeiraDoc, Amaranta Cesar, a diversidade de filmes que compõem a mostra, a maioria curtas e médias-metragens, dá a medida da qualidade e intensidade da presença das mulheres no cinema. Para ela, compor uma coleção em conjunto é também a ocasião para expandir a ideia de autoria. “Todo esse programa foi pensado a partir da constatação cada vez mais premente de que estarmos juntas é hoje, mais do que sempre, uma questão urgente”.
A programação da Mostra Competitiva consta de 16 curtas e 11 médias e longas-metragens. Entre os documentários estão os baianos ‘Voz das Mulheres Indígenas’, de Glicéria Tupinambá e Cristiane Pankararu, ‘A Noite Escura da Alma’, de Henrique Dantas, ‘Jonas e o Circo sem Lona, de Paula Gomes. Outros documentários premiados compõem a mostra, como ‘Há Terra!’, de Ana Vaz, ‘Quem matou Eloá?’, de Lívia Perez, ‘O Sepulcro do Gato Preto’, de Kaneda Asfixia e Frederico Moreira, ‘Retrato de Carmem D.’, de Isabel Joffily, e ‘Sem Título # 2: La Mer Larme’, de Carlos Adriano.
A Mostra Contemporânea, em parceria com o Cineclube Mario Gusmão, vai exibir documentários atuais que abordam, entre outros temas, questões de gênero e a disputa por espaços sociais e urbanos. A mostra acontece de terça a quarta-feira e no sábado (6 a 8) e no sábado (10), no Cine Theatro Cachoeirano e em comunidades e escolas de Cachoeira e São Felix.

Oficina e encontros gratuitos
O VII CachoeiraDoc é uma realização da Ritos Produções e do Grupo de Estudos e Práticas do Documentário, do Curso de Cinema e Audiovisual da UFRB, e vai realizar também várias oficinas e mini encontros, todos gratuitos . Sua proposta é buscar fomentar a difusão e a produção de documentários, além da discussão sobre o gênero, por meio de oficinas, debates, ciclo de conferências e exibição de filmes. Nas seis edições anteriores, cerca de 13 mil pessoas assistiram a mais de 220 documentários, muitos deles inéditos na Bahia e Brasil. A programação completa e outras informações estão disponíveis no site do festival.

Fundo de Cultura
Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artísticas e culturais baianas, o Fundo de Cultura da Bahia (FCBA) custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. São financiados, preferencialmente, aqueles que, apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.
O FCBA está estruturado em quatro linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação - Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Mais informações estão disponíveis no site da Secult.
Com informações da Secom Ba.  05/09/2016

quinta-feira, 17 de março de 2016

A cidade de Vitória da Conquista é o município mais bem saneado do Norte/Nordeste

Saneamento

No conjunto dos critérios analisados, Vitória da Conquista teve diversos destaques. Com os investimentos feitos pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), para ampliar o atendimento com abastecimento de água, o município alcançou 100% de cobertura em 2014, aparecendo em 1º lugar no ranking juntamente com outros 22 municípios.

Da Redação
foto - Elói Corrêa/GOVBA
Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, aparece mais uma vez como o município mais bem saneado, na região Norte/Nordeste, conforme a classificação do Instituto Trata Brasil no Ranking do Saneamento 2016. Divulgado esta semana, o estudo realizado pela organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) avaliou os 100 maiores municípios brasileiros e os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS 2014). As cidades de Salvador e Feira de Santana também foram incluídas no relatório.
No conjunto dos critérios analisados, Vitória da Conquista teve diversos destaques. Com os investimentos feitos pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), para ampliar o atendimento com abastecimento de água, o município alcançou 100% de cobertura em 2014, aparecendo em 1º lugar no ranking juntamente com outros 22 municípios. Segundo o gerente regional da empresa, José Olímpio Silveira, diante do crescimento ocupacional da cidade, nos últimos dois anos, o índice atualmente se encontra em 99,8%.
Entre os 100 municípios, Conquista ficou em 9º lugar no índice de perdas de água tratada na distribuição (24,36%), percentual bem menor em relação à média nacional (36,7%). O município também é o 2º colocado em eficiência financeira, com o índice de 4,34% de água produzida e não faturada, enquanto a média brasileira é de 41,9%.
Salvador aparece na 8ª colocação, entre as capitais do País na classificação do Trata Brasil, sendo a capital com melhor índice de tratamento de esgoto coletado. Em Feira de Santana, o destaque é a evolução no controle das perdas de água faturada, que diminuíram de 33,02% para 27,05%.
O Ranking do Saneamento Básico é elaborado pelo Instituto Trata Brasil, desde 2009, em parceria com a consultoria G.O. Associados. O estudo consolida o Ranking do Saneamento tendo por base os dados fornecidos pelas empresas e municípios ao Ministério das Cidades.
Com informações da Secom Ba.  16/032016

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Porto de Itaqui ocupa primeiro lugar entre os portos públicos em movimentação de cargas

Portos

O Porto do Itaqui, no Maranhão,é o porto público que mais movimentou cargas em 2015 no Norte/Nordeste e o quinto em relação aos demais portos do Brasil, movimentando 21,8 milhões de toneladas, ficando à frente dos portos de Suape (PE) e Vila do Conde (PA).

O Imparcial

Dados divulgados pela Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) e da Secretaria de Portos da Presidência da República mostram que o Porto do Itaqui, no Maranhão, é o porto público que mais movimentou cargas em 2015 no Norte/Nordeste e o quinto em relação aos demais portos do Brasil, movimentando 21,8 milhões de toneladas, ficando à frente dos portos de Suape (PE) e Vila do Conde (PA).
Juntos, todos os portos brasileiros movimentaram 1 bilhão de toneladas de carga no ano passado. Os portos públicos responderam por 34,9% desse total, com 351 milhões de toneladas operadas no período. O dado integra o Estatístico Aquaviário, divulgado pela Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) e o ranking de Movimentação Portuária da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP).
Nos dois rankings há uma pequena variação: no da Antaq a variação do crescimento do Itaqui em relação a 2014 é de 21,01%. No levantamento da SEP o mesmo índice é de 21,02%. O diretor presidente da Antaq, Mario Povia, explicou que a ligeira diferença se deve à variação registrada semanalmente pelas bases de dados usadas pelos dois órgãos.
Se for contada somente a movimentação de granéis sólidos, o Itaqui continua na primeira posição entre os portos públicos do Norte e Nordeste, subindo para o quarto lugar no ranking nacional. A variação em relação ao ano anterior sobe para 41,69%, com 12,5 milhões de toneladas movimentadas (Antaq). Já em granéis líquidos e gasosos, o Itaqui é o segundo porto público do Norte e Nordeste e terceiro porto público brasileiro.
“Foi um ano de grandes conquistas e esses números demonstram o potencial que o Porto do Itaqui tem para continuar crescendo de forma responsável e sustentável. Para 2016 temos o desafio de seguir atraindo mais investimentos e com isso novas possibilidades de renda e desenvolvimento para o estado”, afirma o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ted Lago.
Segundo Mário Povia, o recorde de movimentações portuárias de 2015 deverá ser batido neste ano. Ele destacou o crescimento do Porto do Itaqui como grande promessa para o fortalecimento das exportações pelo Arco Norte. “O Porto do Itaqui, por exemplo, cresceu 87% por causa da entrada em operação de grandes armazéns e da infraestrutura logística, com a chegada da ferrovia – interligações concluídas na ferrovia Norte-Sul”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.
Ainda de acordo com os números divulgados pela Antaq, a exportação agrícola pelo Arco Norte passou de 16% para 21%, e pode crescer ainda mais, já que 58% da produção brasileira nesse setor está na região do Matopiba – nova fronteira agrícola do país, formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e atingindo também parte da região Centro-Oeste.
Fonte - O Imparcial  22/02/2016

segunda-feira, 23 de março de 2015

Todas as atenções voltadas para o Norte

Infraestrutura

Enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU) não libera os editais para licitação de novos terminais portuários no Estado, que ampliarão a capacidade de embarque, Brasília corre por outra ponta.A aprovação da nova poligonal do porto de Vila do Conde (PA), no fim de janeiro, reduziu a área do porto público, o que na visão do mercado deve impulsionar a instalação de terminais privados, os chamados TUPs.

Valor Econômico
foto - ilustração/wfco
De olho na diferença entre as capacidades de produção de grãos no Centro-Norte e de embarque nos portos do Pará, o governo decidiu investir para diminuir o descompasso nesse que é considerado um dos principais corredores logísticos do chamado "Arco Norte". Enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU) não libera os editais para licitação de novos terminais portuários no Estado,que ampliarão a capacidade de embarque, Brasília corre por outra ponta.
A aprovação da nova poligonal do porto de Vila do Conde (PA), no fim de janeiro, reduziu a área do porto público, o que na visão do mercado deve impulsionar a instalação de terminais privados, os chamados TUPs. Por serem feitos em área particular, os TUPs dispensam licitação, podendo, portanto, sair do papel mais rapidamente que os arrendamentos públicos.
A Secretaria de Portos (SEP) afirma que o objetivo da nova poligonal de Vila do Conde - a primeira aprovada na revisão que o governo está promovendo em quase duas dezenas de portos - não era diminuir a área do porto organizado. Mas, sim, adequar os limites do porto público, "permitindo a instalação de novos terminais e a ampliação dos existentes".
Para analistas, a lacuna entre as capacidades de produção e exportação pelo Norte atrasa a chance de o Brasil aumentar a participação nas vendas de soja para a China - o maior consumidor mundial.
Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o Brasil tem potencial de suprir a crescente demanda chinesa - até 2022, Pequim quer tirar da pobreza 440 milhões de cidadãos. A previsão do órgão é de que o país asiático importará 74 milhões de toneladas de soja em 2014/15. No ano passado, o Brasil exportou 32,6 milhões de toneladas à China, segundo o Ministério da Agricultura.
Mas o corredor logístico do "Arco Norte" que teria condições de atender mais rapidamente esse escoamento depende de mais porto. A capacidade de embarque conhecida hoje das estações de transbordo em Miritituba/Santarenzinho é de 27 milhões de toneladas/ano ante uma oferta de movimentação de 18 milhões de toneladas nos portos do Pará, mostra estudo da consultoria Datamar Consulting.
A conta não inclui os novos terminais para movimentação de soja que serão arrendados assim que o TCU destravar os editais. Dos 20 terminais portuários a serem arrendados no Pará, cinco serão destinados à movimentação de granel de origem vegetal e terão oferta de movimentação combinada para 20,1 milhões de toneladas/ano. Será um em Santarém, um em Vila do Conde e três em Outeiro.
"Temos capacidade de produzir, mas talvez não de escoar com a estrutura atual", diz Leandro Barreto, diretor de Análises da Datamar Consulting, que produziu o relatório "Caminhos da Soja 2015-2020". Segundo ele, o Brasil suprirá a demanda chinesa, mas, com suboferta de infraestrutura, a resposta tende a chegar atrasada.
É mercado que se perde, pois o custo logístico de levar a soja do Centro-Norte para ser exportada pelos portos do Sudeste e Sul encarece o produto brasileiro. Conforme o levantamento, o frete de Sorriso (MT) até o porto de Santos (SP) custa US$ 100 por tonelada, mais que o dobro dos US$ 45 para o transporte de uma tonelada de soja de Santos até Xangai, na China.
Saindo pelo Norte, tanto o custo do transporte terrestre quanto do marítimo tendem a cair. A região está mais próxima da Ásia via Canal do Panamá, que está sendo expandido e permitirá a navegação de navios de grandes dimensões.
"Além da conclusão das obras na BR-163, da redefinição da poligonal de Vila do Conde e das áreas no Pará aguardando liberação do TCU, a dragagem do canal do Quiriri é outra obra importante a ser realizada para viabilizar a operação de navios pós-Panamax nos portos do Pará", observa Leandro Barreto.
Afora o Pará, o Amapá tende a atrair os olhares de empresas interessadas em investir em terminais privados. Já foi anunciada a construção de um terminal em Santana que receberá os grãos embarcados em Miritituba/Santarezinho. Mas, para abarcar os volumes do nordeste do Mato Grosso, a mais importante das novas fronteiras agrícolas do Estado, falta finalizar as obras da BR-158, o derrocamento do Pedral do Lourenço, no Rio Tocantins e o prolongamento da Ferrovia Norte-Sul de Açailândia (MA) até Vila do Conde.
"O que estrangula são os acessos. Sem ampliar a oferta e capacidade dos portos e melhorar os acessos, não adianta", diz Wilen Manteli, da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), até dezembro de 2014 foram executados 795 Km de pavimentação na BR-163 entre a divisa de Mato Grosso e o Pará, incluindo o trecho da BR-230 de acesso a Miritituba. Restam pavimentar 240 Km na BR-163, com previsão de término em 2017. Sobre a BR-158, o Dnit informou que em Mato Grosso a maior parte (644,4 Km) dos 803,6 Km está pavimentada, havendo outros 30 Km em obras. Sobre os 129 Km não pavimentados, não se manifestou.
Em relação ao trecho Açailândia (MA)-Barcarena (PA) da Norte Sul, o Ministério dos Transportes diz que há estudos em andamento via Procedimento de Manifestação de Interesse, em que as empresas são autorizadas a apresentar estudos complementares. O prazo para entrega é 30 de junho. Após a aprovação pelo Ministério, as análises serão submetidas à audiência pública pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Depois, o edital será elaborado para ir a leilão - não há data para essas etapas.
Fonte - Revista Ferroviária  23/03/2015 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Melhora capacidade de reservatórios no Sul e no Norte - ONS

Energia

Essa é uma das conclusões tiradas a partir de uma análise detalhada do Relatório Executivo do Programa Mensal de Operação divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), relativo à semana de 17 a 23 de maio e divulgado na última sexta-feira (16).

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
ONS: melhora capacidade de reservatórios
no Sul e no Norte
Marcello Casal /Agência Brasil
A melhora na situação dos reservatórios das regiões Norte e Sul do país equilibra a questão energética e compensa a tendência de queda nas condições dos reservatórios dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, onde as chuvas continuam insuficientes.
Essa é uma das conclusões tiradas a partir de uma análise detalhada do Relatório Executivo do Programa Mensal de Operação divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), relativo à semana de 17 a 23 de maio e divulgado na última sexta-feira (16).
Os dados do relatório preveem a ocorrência de chuva fraca a moderada nas bacias hidrográficas da Região Sul, na Bacia do Rio Paranapanema e no trecho da Hidrelétrica de Itaipu, além de chuva fraca na Bacia do Rio Tietê no fim de semana.
Nessa última revisão, a previsão de vazões foi, no entanto, o parâmetro cuja atualização causou maior impacto na variação dos custos marginais de Operação (CMO) nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Para a Região Norte, a ocorrência de excedentes energéticos na Unidade Hidrelétrica de Tucuruí ainda mantém o CMO da região em patamares inferiores ao das demais regiões.
A melhora da vazão (capacidade de geração de energia hídrica) pode ser constatada também a partir dos custos marginais de Operação, que continuam subindo nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste e caindo no Sul e no Norte.
No Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a capacidade de vazão caiu para 37,84%, registrados nesse domingo (18), depois de ter fechado o mês de abril em 38,8%, elevando o CMO médio semanal de R$ 904,75 por megawatt-hora (MWh), o mesmo valor do Custo Marginal de Operação da Região Sul. No Nordeste, a queda na capacidade de armazenamento, de 43,6% para 42,26% no período, fez com que o CMO saltasse de R$ 801,84 MWh para 824,91 MWh. Na Região Norte, onde o armazenamento continua em situação confortável, tendo subido de 90,5% para 92,22%, o CMO caiu de R$ 149,52 MWh para R$ 147,66 MWh.
Apesar da melhora da situação energética a partir da elevação dos reservatórios dos subsistemas Norte e Sul, particularmente esse último, na avaliação do ONS, em comparação às afluências da semana anterior, está prevista para a semana operativa de 17 a 23, “diminuição nas afluências de todos os subsistemas, exceto para o Subsistema Sul, onde prevê-se a manutenção da Energia Natural Afluente (ENA)".
Do ponto de vista da demanda, a expectativa do ONS é que, em maio, no Subsistema Nordeste, haja crescimento da demanda por energia a partir do comportamento do consumo das classes residencial e comercial. Relativamente ao mesmo mês do ano anterior, a taxa de crescimento prevista é 4,1%.
No Subsistema Norte, a elevada taxa de crescimento prevista de 20,7% decorre, principalmente, da interligação do sistema Manaus. Retirando o efeito dessa interligação, a carga prevista para maio apresenta um decréscimo de 2,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
No Subsistema Sul, a taxa de crescimento prevista (3,1%) está associada à continuidade do bom desempenho da atividade agroindustrial, enquanto no Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a taxa de crescimento prevista de 0,4%, acompanha o comportamento da atividade econômica, influenciada pelo desempenho recente da indústria que não apresenta dinâmica de crescimento bem definida.
Fonte - Agência Brasil  19/05/2014

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Força de Lula e Dilma no interior está longe de ser só o “Bolsa Família”

Cidadania


Fernando Brito
Brizola contava, volta e meia, seu diálogo com o líder da independência de Moçambique, Samora Machel, quando perguntou-lhe quantos eram, afinal, os moçambicanos, já que havia incerteza quanto à população do país.
Machel disse-lhe: bem, os das cidades sabemos. Os outros são como os elefantes: só os vemos quando saem da selva.
O Brasil das metrópoles – imenso – não conhece mais o Brasil das pequenas cidades, dos sertões e matas, que é imenso também.
Tornaram-se escondidos e seguiam esquecidos.
A ausência do poder público federal – nas grandes cidades, município e estado suprem, em parte este vácuo – deixou fora do processo de modernização da vida do país.
Os governos Lula e Dilma impulsionaram as parcerias diretas com os mais de 5.500 municípios brasileiros.
90% deles têm menos de 50 mil habitantes e, somados, reúnem um terço da população brasileira.
Em entrevista publicada hoje no Estadão, o cientista político Vitor Marchetti diz que é um erro atribuir a popularidade de ambos, nas pequenas cidades – os famosos “grotões” – ao Bolsa- Família.
Para ele, é “pouco verdadeiro atribuir ao Bolsa Família o avanço que o PT teve em regiões mais pobres, em municípios pequenos e médios do interior do País.”

- O que tem impacto eleitoral é um conjunto de políticas públicas que começaram a ser adotadas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que são focadas em regiões onde a presença do Estado sempre foi muito fraca, como o Norte e o Nordeste do País. Falam do Bolsa Família mas esquecem do Luz Para Todos, que leva energia elétrica para o sertão nordestino, para as regiões mais esquecidas da região Norte. Esse programa é um exemplo do movimento que intensificou a presença do governo federal nas regiões mais carentes. O fenômeno político importante a ser analisado no momento é esse: o gigantesco aumento das parcerias do governo federal feitas diretamente com os municípios. Isso aconteceu porque os municípios tinham assumido várias prerrogativas que não tinham condições de cumprir. (…) Os municípios assumiram a responsabilidade, entre outras coisas, pela construção de creches e os serviços básicos de saúde. Mas eles não têm condições para isso. O que o Lula fez, então? Intensificou as alianças do governo federal com os municípios. O repasse direto de recursos federais para eles, nas áreas da saúde e educação, aumentou muito. Quase todos os municípios estão construindo creches atualmente, mas quem verificar com atenção a origem dos recursos irá constatar, quase invariavelmente, que provêm de algum programa específico do governo federal para o setor. Eles revelam o quanto o governo federal pegou atalhos para se tornar mais presente na vida do cidadão, no seu cotidiano. Isso aconteceu principalmente em municípios do Norte e Nordeste.

O Brasil “invisível” começou a ser visto, e é isto que o conservadorismo brasileiro não vê.
Num país com a nossa extensão e complexidade, o Governo Federal não pode ser apenas o gestor da macropolítica ou da macroeconomia, como querem os tecnocratas e mero repassador de recursos para os municípios.
Tem de fazê-lo, mas, ao mesmo tempo, tem de ser o indutor da aplicação destes recursos, direcionando-os de forma exclusiva, com contrapartidas administrativas e direcionamento de projetos.
O “Mais Médicos” é um dos muitos exemplos de programas operacionalizados pelas prefeituras, com recursos federais, e regras definidas.
Do contrário, a simples descentralização de recursos e da administração será, como sempre foi, um mero processo de cooptação de chefes políticos locais.
Fonte - Tijolaço  25/12/2013