UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Grupo comemora Dia das Crianças em uma viagem animada no Metrô de Salvador nesta quinta-feira (11)

Transportes sobre trilhos  🚇

A viagem que vai levar meninos e meninas de 3 a 14 anos,cerca de 60 crianças do Colégio Divino Alfa, situado em Barra do Jacuípe e do grupo da Igreja de Bom Juá,integra o programa de visitas Nos Trilhos da CCR Metrô Bahia, que recebe pessoas interessadas em conhecer melhor o sistema metroviário, seus bastidores e curiosidades.

Da Redação
Divulgação/CCR
Uma viagem especial sobre trilhos vai celebrar o Dia das Crianças antecipado. Nesta quinta-feira (11), cerca de 60 crianças do Colégio Divino Alfa, situado em Barra do Jacuípe, e do grupo da Igreja de Bom Juá irão embarcar no metrô da alegria às 9h30. A manhã será de muita diversão e conhecimento com personagens infantis, pintura facial, escultura de balões, jogo da memória da Liga da Segurança e distribuição de gibis - com orientações sobre condutas no metrô - e trens de papel para montagem. O passeio irá percorrer a Linha 1, com partida e chegada na Estação Retiro.
A viagem que vai levar meninos e meninas de 3 a 14 anos, integra o programa de visitas Nos Trilhos da CCR Metrô Bahia, que recebe pessoas interessadas em conhecer melhor o sistema metroviário, seus bastidores e curiosidades. As visitas são voltadas para a comunidade técnica, setores acadêmicos, empresas, representantes de governo, instituições, escolas públicas e privadas, grupos e público em geral. Desde que foi instituído, em 2014, o programa já recebeu mais de 15 mil pessoas da capital, interior e de outros estados. As visitas são acompanhadas por colaboradores da empresa e realizadas em horários alternativos aos de pico.
Com informações da CCR Metrô Bahia  11/10/2018

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Os riscos da tecnologia

Tecnologia ⌚

Invasão da privacidade é uma ameaça real da Internet das coisas (IoT). No caso dos relógios de rastreamento GPS para crianças, eles podem expô-las ao perigo de bandidos em busca de recompensa; ao contrário do que pensam os pais que acham esse dispositivo controlador da localização dos filhos um fator de total segurança.

Portogente
foto - ilustração
A tecnologia tem sido objeto de muita preocupação com relação aos seus riscos. Por isso, medidas são tomadas para evitar danos, muitas vezes irreparáveis. Nesse sentido, um regulamento alemão proibiu a venda de smartwatches para uso de crianças. Eles foram considerados dispositivos de espionagem.
A Agência Federal de Network, que regula esse assunto, já tinha banido o uso de uma boneca conectada à internet, chamada My Friend Cayla, por motivos semelhantes. No caso dos relógios, a agência aconselhou aos pais destruí-los.
Invasão da privacidade é uma ameaça real da Internet das coisas (IoT). No caso dos relógios de rastreamento GPS para crianças, eles podem expô-las ao perigo de bandidos em busca de recompensa; ao contrário do que pensam os pais que acham esse dispositivo controlador da localização dos filhos um fator de total segurança.
Será difícil controlar a fabricação desses relógios e eles continuarão a ser ameaça aos filhos de pais incautos, apesar da regulação. Somente a campanha contínua sobre os perigos atrelados à invasão da privacidade poderá evitar o seu uso por crianças.
Recentemente, o Conselho Norueguês do Consumidor (NCC) alertou que muitos desses relógios apresentavam falhas como transmissão e armazenamento de dados sem criptografia. Isso significa que estranhos, usando técnicas básicas de hacking podem rastrear os movimentos das crianças. Aí mora o perigo.
Fonte - Porotgente  20/11/2017

terça-feira, 19 de setembro de 2017

OIT: 152 milhões de crianças foram vítimas de trabalho infantil em 2016

Direitos Humanos  👐

A pesquisa Estimativas Globais de Trabalho Infantil: resultados e tendências 2012-2016 aponta que o maior contingente de crianças exploradas está na África (72,1 milhões), depois na área da Ásia e do Pacífico (62 milhões), das Américas (10,7 milhões), da Europa e da Ásia Central (5,5 milhões) e dos Estados Árabes (1,2 milhões). Os ramos que mais exploram mão de obra infantil em âmbito global são agricultura (70,9% dos casos), serviços (17,1%) e indústrias em geral (11,9%).

Helena Martins
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Arshad Arbab/EFE
Estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado hoje (19), na Assembleia das Nações Unidas, estima que 152 milhões de crianças foram submetidas a trabalho infantil em 2016, sendo 64 milhões do gênero feminino e 88 milhões do masculino. Isso representa que uma em cada dez crianças de 5 a 7 anos foi explorada dessa forma em todo o mundo.
Cerca de 73 milhões, quase metade do total, exerciam o que a OIT considera trabalho perigoso, que são atividades que colocam em risco sua saúde, segurança e desenvolvimento moral, como ocorre na mineração e na construção civil. Entre estas pessoas, 38% das que têm de 5 a 14 anos e quase dois terços das que têm de 15 a 17 anos trabalham mais de 43 horas por semana.
Coordenador do programa de combate ao trabalho forçado da OIT no Brasil, Antonio Carlos Mello explica que os números devem ser ainda maiores, já que, por envolver atividades tipificadas como crimes em diversos países, é difícil obter dados exatos. “É um piso mínimo, pois toda pesquisa estatística, para ser fidedigna, tem que ser conservadora”, acrescenta.
A pesquisa Estimativas Globais de Trabalho Infantil: resultados e tendências 2012-2016 aponta que o maior contingente de crianças exploradas está na África (72,1 milhões), depois na área da Ásia e do Pacífico (62 milhões), das Américas (10,7 milhões), da Europa e da Ásia Central (5,5 milhões) e dos Estados Árabes (1,2 milhões). Os ramos que mais exploram mão de obra infantil em âmbito global são agricultura (70,9% dos casos), serviços (17,1%) e indústrias em geral (11,9%).
No caso das Américas, esses percentuais alcançam 51,5% na agricultura, 35,3% nos serviços e 13,2% nas indústrias. O setor de serviços ocupa, portanto, fatia maior do que ocorre nos países em geral, chegando a utilizar proporcionalmente mais de uma em cada três crianças que trabalham. Embora a OIT reconheça o avanço no combate a esse tipo de violação na região, destaca que ele “não foi compartilhado igualmente entre países ou dentro deles; grupos significativos, incluindo crianças indígenas, foram deixados para trás”, conforme o texto da pesquisa.
A análise considera ainda o número total de crianças no emprego, que são aquelas submetidas às formas de exploração do trabalho infantil, somadas às que têm as modalidades permitidas de emprego infantil. O total chega a 218 milhões de pessoas. A organização alerta para um dos impactos mais evidentes desse emprego, que é o afastamento das crianças do ambiente escolar. Aproximadamente um terço das crianças de 5 a 14 anos envolvidas em trabalho infantil estão fora das escolas. Já os jovens de 15 a 17 anos têm maior propensão a abandonar a escola prematuramente.

Trabalho escravo
Também durante a Assembleia da ONU, em Nova Iorque, foram apresentados novos dados sobre trabalho escravo. Segundo a OIT, em 2016, mais de 40 milhões de pessoas foram vítimas da escravidão moderna. Destas, 25 milhões foram submetidas a trabalho forçado e 15 milhões foram forçadas a se casar. Uma em cada quatro vítimas é criança.
Os números foram revelados pela pesquisa Estimativas Globais da Escravidão Moderna: trabalho forçado e casamento forçado, da OIT, em parceria com a Fundação Walk Free, organização internacional de direitos humanos, com o apoio da Organização Internacional para Migração (OIM).
O estudo mostra que meninas e mulheres são os principais alvos da escravidão moderna, chegando a quase 29 milhões, o que representa 71% do total. Na indústria do sexo, mulheres representam 99% da mão de obra explorada. Também são as mulheres as submetidas majoritariamente a casamentos obrigatórios, que foram contabilizados nessa pesquisa por envolverem relações de submissão. Neste caso, o percentual chega a 84%. De acordo com a OIT, mais de um terço de todas essas vítimas eram crianças no momento em que se casaram e quase todas eram meninas.
Considerando apenas os números relativos a trabalho forçado, houve um aumento de mais de 20% entre 2012, quando o total era de 20,9 milhões de pessoas, e 2016, com 25 milhões de trabalhadores nessa situação. Para o coordenador do programa de combate ao trabalho forçado da OIT no Brasil, essa situação só vai mudar quando forem atacados os fatores estruturantes da escravidão, como a concentração de renda. Por isso, ele manifesta preocupação com a situação atual, “especificamente em relação ao Brasil, devido à crise econômica, aos cortes de recursos e todo um processo de fragilização da luta contra o trabalho escravo e de políticas de combate à miséria e à pobreza, que são os fatores estruturais da escravidão”.
Em julho, após sofrer um contingenciamento linear de 43% do seu orçamento, o Ministério do Trabalho garantiu que as operações para o combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil terão os recursos garantidos e serão mantidas sem cortes nos próximos meses.
Em âmbito internacional, outros problemas podem vir a agravar a situação diagnosticada pela OIT, a exemplo das guerras que têm provocado intensas migrações. “Há, hoje, uma fuga em massa de determinados países, que consiste em uma migração perversa, porque é movida pela pura necessidade de não ficar em seu lugar de origem. A pessoa que migra nessas condições vai aceitar qualquer proposta de trabalho e vai se submeter a qualquer situação, porque qualquer uma é melhor do que ameaça de morte”, lamenta Antonio Carlos Mello.
Fonte - EBC  19/09/2017

segunda-feira, 6 de março de 2017

Poluição ambiental causa morte de 1,7 milhão de crianças por ano no mundo

Meio Ambiente  🌏

O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS).O estudo Herdando um Mundo Sustentável: Atlas sobre a Saúde das Crianças e o Meio Ambiente (tradução livre) revela que grande parte das causas mais comuns de morte entre crianças com idade entre um mês e 5 anos – diarreia, malária e pneumonia – pode ser prevenida por meio de intervenções já conhecidas para reduzir riscos ambientais, como o acesso à água tratada.

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mais de uma em cada quatro mortes de crianças menores de 5 anos em todo o mundo são atribuídas a ambientes considerados insalubres. Todos os anos, riscos ambientais – como poluição do ar, água não tratada, falta de saneamento e higiene inadequada – tomam a vida de 1,7 milhão de crianças nessa faixa etária. O alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O estudo Herdando um Mundo Sustentável: Atlas sobre a Saúde das Crianças e o Meio Ambiente (tradução livre) revela que grande parte das causas mais comuns de morte entre crianças com idade entre um mês e 5 anos – diarreia, malária e pneumonia – pode ser prevenida por meio de intervenções já conhecidas para reduzir riscos ambientais, como o acesso à água tratada.
“Um ambiente poluído é um ambiente mortal, particularmente para crianças pequenas”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. “Seus órgãos em desenvolvimento e sistemas imunológicos, além de seus pequenos corpos e vias aéreas, as tornam especialmente vulneráveis ao ar sujo e a água contaminada”, afirmou.
As exposições prejudiciais, segundo a entidade, podem começar já no útero materno, o que aumenta o risco de parto prematuro. Além disso, quando bebês e crianças em idade pré-escolar são expostos à poluição do ar em ambientes internos e externos e à fumaça de cigarro, o risco de pneumonia na infância aumenta, assim como a chance de desenvolver doenças respiratórias crônicas, como asma.

Principais causas de morte entre crianças

Dados da OMS sobre as cinco principais causas de morte entre crianças menores de 5 anos ligadas ao ambiente em que vivem alertam que, todos os anos:
- 570 mil crianças menores de 5 anos morrem em razão de infecções respiratórias como pneumonia, atribuídas à poluição de ambientes internos e externos e à fumaça de cigarros;
- 361 mil crianças menores de 5 anos morrem em razão de diarreia, como resultado do baixo acesso à água tratada, ao saneamento e a condições adequadas de higiene;
- 270 mil crianças morrem durante o primeiro mês de vida por conta de condições como a prematuridade, que poderia ser prevenida por meio do acesso à água tratada, ao saneamento e a unidades de saúde;
- 200 mil mortes de crianças menores de 5 anos provocadas por malária poderiam ser prevenidas por meio de ações ambientais, como a redução de focos de reprodução de mosquitos e melhorias no armazenamento de água potável;
- 200 mil crianças menores de 5 anos morrem em razão de lesões não intencionais atribuídas ao ambiente em que vivem, como envenenamento, quedas e afogamento.
Fonte - Agência Brasil   06/03/2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Governo do Maranhão transforma "casa de veraneio" do estado em centro de apoio para crianças com doenças neurológicas

Saúde  👍

Localizado no bairro de São Marcos, o imóvel,instalado em uma área com cerca de 6 mil metros quadrados, terá consultórios para atendimentos da equipe multidisciplinar,composta por médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas, assistentes sociais,nutricionistas, farmacêuticos, educadores físicos, enfermeiros,psicólogos e psicopedagogos.

Da Redação
Casa de Apoio do Projeto Ninar será instalada na
 “Casa de Veraneio”. foto - Francisco Campos
O governador Flávio Dino anunciou, na quarta-feira (1º), a reforma da Casa de Veraneio do Estado, local onde será instalado a Casa de Apoio do Ninar. O imóvel será uma extensão do atendimento realizado no Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças (Ninar), no Hospital Dr. Juvêncio Mattos, em São Luís. Além de atender a famílias de pacientes com problemas de neurodesenvolvimento, o espaço contará com cinco consultórios para atendimento e oferecerá aos pacientes espaços adaptados para atividades lúdicas, reabilitação e psicomotricidade em áreas externas, como quadras e piscina.
“Com a Casa de Apoio estaremos proporcionando mais dignidade ao receber mães e familiares que se deslocam do interior do estado para o tratamento das crianças. Iremos, também, expandir o tempo que essas crianças são submetidas a atividades que estimulam o neurodesenvolvimento. O Maranhão é pioneiro na estratégia de atendimento a esse público, e, com o Ninar, o Governo do Estado demonstra mais sensibilidade e humanização de sua gestão, com esse suporte”, explica o secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula.
Localizado no bairro de São Marcos, o imóvel, instalado em uma área com cerca de 6 mil metros quadrados, terá consultórios para atendimentos da equipe multidisciplinar, composta por médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, farmacêuticos, educadores físicos, enfermeiros, psicólogos e psicopedagogos. “Na Casa de Apoio, será oferecida toda a estrutura de reabilitação para crianças com problemas de neurodesenvolvimento. Teremos uma equipe multiprofissional composta por especialistas que realizarão acompanhamento integral destas crianças”, informa a secretária adjunta de Assistência à Saúde, Larissa Cavalcanti.
Além de abrigo com capacidade para receber 11 adultos e nove crianças nas áreas dos dormitórios, a casa oferecerá serviços aos pacientes atendidos pelo Ninar. De acordo com Larissa Cavalcanti, a casa priorizará o atendimento aos casos estáveis de crianças com doenças neurológicas. Bebês de até um ano de idade continuarão a ser atendidos no Juvêncio Mattos, devido à necessidade de suporte hospitalar.
A Casa de Apoio do Ninar funcionará como suporte especialmente para as famílias que vêm do interior do Maranhão realizar tratamento e não têm onde ficar. Para a diretora Administrativa do Hospital Juvêncio Mattos, Andréa Moraes, a Casa de Apoio desafogará uma demanda recorrente do serviço de Assistência Social. “Como não temos a casa de apoio do próprio hospital, as mães que precisam ficar dias para consultas e tratamentos acabam sendo abrigadas em casas de saúde de municípios, que nossas assistentes sociais conseguem para elas ficar. É uma situação muito difícil, pois, há vezes que não há vagas. Agora, as famílias vão ter facilidade de acomodação e todo o suporte necessário durante a estadia aqui na capital”.

Referência no Brasil
Atendendo São Luís e interior do Maranhão, o Ninar é considerado referência nacional pela estrutura e nível de atendimento disponibilizado às crianças. O centro, também, se destaca como sede de estudos e pesquisas. A partir de convênio firmado com universidades maranhenses e a Universidade Mackenzie, de São Paulo, o Ninar disponibiliza informações para realização de pesquisas.
Com informações da SES-Gov.Maranhão  02/02/2017

domingo, 1 de maio de 2016

Em Salvador, crianças recebem cartilha sobre momento político atual

Política

Crianças aprendem brincando o significado de termos como impeachment. O Ato Dos Trabalhadores Contra o Golpe começou com a participação de crianças, na parte da manhã, que interagiram em rodas de capoeira, pintura e bambolê no espaço Brincança no Ato.

Sayonara Moreno
Correspondente da Agência Brasil

Sayonara Moreno/Agência Brasil
Famílias e representantes de movimentos sociais e centrais sindicais participam, desde as 10h de hoje (1º), no Farol da Barra, em Salvador, de manifestação pelo Dia do Trabalho e contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O Ato Dos Trabalhadores Contra o Golpe começou com a participação de crianças, na parte da manhã, que interagiram em rodas de capoeira, pintura e bambolê no espaço Brincança no Ato. Também para as crianças foi distribuída uma cartilha que explica o atual momento político brasileiro e o processo de impeachment, em linguagem infantil.
"Somos um coletivo de mães, pais, amigos e parentes de crianças e estamos preocupados em como responder às demandas das crianças. O meu filho Pietro,de 6 anos, quer saber o que é impeachment e faz outras perguntas”, disse a professora universitária Rosana Boullosa.
Ela explicou que o Brincança no Ato é um espaço lúdico para se divertir com as crianças e ajudar outros pais e mães que têm dificuldade de explicar essas questões aos filhos. “Por isso, criamos a cartilha, que as próprias crianças estão distribuindo. Mas sabemos que há limitações da idade que não nos permitem tratar o assunto de forma séria e aprofundada", acrescentou.
Em cima de um trio elétrico, líderes sindicais deram início ao ato político ao meio-dia e dialogaram com os manifestantes sobre o processo de impeachment que está sendo analisado no Senado Federal. Caso o processo seja aprovado, Dilma Rousseff será afastada do governo por 180 dias e o vice-presidente Michel Temer assumirá o posto.
A possibilidade de Temer assumir a Presidência é perigosa para os trabalhadores, afirmou um dos organizadores do ato, Walter Takemoto, da Frente Brasil Popular Bahia. "A classe trabalhadora tem que sair às ruas para manter seus direitos. O programa do Temer já anuncia uma série de medidas contrárias aos trabalhadores; por isso, hoje é um dia de luta contra o golpe e contra as medidas que ele já anunciou", diz Takemoto.

Sayonara Moreno/Agência Brasil
Em Salvador, vermelho e branco são as cores predominantes entre os manifestantes

Participam do ato estudantes, professores, representantes de movimentos feministas, sindicatos municipais e estaduais, das centrais Única dos Trabalhadores (CUT) e dos Trabalhadores do Brasil (CTB).
Para o presidente da CUT Bahia, Cedro Silva, a mobilização dos trabalhadores deve continuar, porque a possibilidade de aprovação do impeachment no Senado é grande. "A expectativa de aprovação no Senado é a pior possível, porque temos um Senado aliado ao Supremo Tribunal Federal, entreguista e golpista, que não merece confiança. A confiança é o povo na rua para barrar o golpe”, afirmou o sindicalista.
Cedro ressaltou que o ato deste domingo é uma comemoração do Dia do Trabalho, mas também de luta em defesa da democracia e contra o “golpe”, porque não o trabalhador não pode perder os direitos que conquistou legitimamente.
Por volta das 14h30, ao chegar ao Farol da Barra, a deputada Moema Gramacho (PT-BA) foi recebida pelos manifestantes com elogios e agradecimentos por ter votado contra oimpeachment na Câmara dos Deputados. À Agência Brasil, a parlamentar petista disse que "o golpe só mudou de endereço", já que agora está no Senado.
"Custou muito para conseguirmos as conquistas que temos hoje. O que acontece, hoje, no Brasil é um golpe contra a democracia e, mais que isso, contra a classe trabalhadora. Continuaremos denunciando esse golpe porque não há crime de responsabilidade [fiscal, cometido por Dilma Rousseff]. No dia 17, nenhum deputado a favor do impeachment falou de crime, porque não há", afirmou Moema, que acompanhou uma fanfarra local no momento da chegada e conversou com algumas feministas.
Entre os presentes ao ato, as cores vermelho e branco predominaram nas roupas, faixas, cartazes e bandeiras de partidos políticos, de apoio a Dilma, contra Cunha e denunciando o que chamam de "golpe". Bandas locais também se apresentam no ato cultural de hoje, alternando-se com os discursos de líderes trabalhistas.
Fonte - Agência Brasil  01/05/2016

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Prevenção e preservação da vida garantem a segurança das crianças

Transito

Hoje é dia 12 de outubro. Dia da Criança. Deixando de lado o apelo comercial da data, vamos aproveitar para lembrar no dia de hoje de alguns cuidados que devemos ter com as crianças no trânsito.O mais importante a fazer para ensinar um comportamento de pedestre seguro é praticá-lo, ou seja, dar o exemplo. 

Mariana Czerwonka
Portal do Trânsito
Adicionar legenda
Os acidentes de trânsito são uma das maiores causas de mortes de crianças no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, por ano, mais de 1800 crianças morrem no País como ciclistas, pedestres ou ocupantes de veículos. Isso quer dizer, mais de cinco crianças por dia são vítimas fatais do trânsito. Além disso, cerca de 15 mil são hospitalizadas por esses acidentes. Em 2014, a Seguradora Líder DPVAT pagou 45.683 indenizações para a faixa etária de 0 a 17 anos.
“A boa notícia é que com atitudes de prevenção, 90% desses acidentes podem ser evitados”, explica Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal. De acordo com Mariano, pequenas mudanças de comportamento podem reduzir drasticamente esses números.

Atropelamentos
A maioria das mortes de crianças no trânsito acontece por atropelamento. “As crianças precisam desenvolver sua independência, isso faz parte do crescimento, mas na hora de atravessar a rua, a supervisão de um adulto é fundamental”, explica o especialista.
O mais importante a fazer para ensinar um comportamento de pedestre seguro é praticá-lo, ou seja, dar o exemplo. “Atravessar as ruas olhando para ambos os lados, respeitar os sinais de trânsito e faixas para pedestres e fazer contato visual com os motoristas são regras básicas que devem ser seguidas por todos”, diz Mariano. Além disso, segundo o especialista, na rua a criança deve ser segurada pelo pulso, e não pela mão, com firmeza.

Ocupantes de veículos
A melhor proteção para a criança no carro é usar cadeiras e assentos de segurança. De acordo com a legislação brasileira, crianças com até um ano de idade deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “bebê conforto”; com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos deverão utilizar, obrigatoriamente, o dispositivo de retenção denominado “cadeirinha”, já as crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio deverão utilizar o dispositivo de retenção denominado “assento de elevação”. As cadeirinhas devem ser certificadas e instaladas corretamente no veículo, de acordo com as instruções do manual.
Estudos americanos mostram que cadeiras de segurança para crianças, quando instaladas e usadas corretamente, diminuem os riscos de morte em até 71% em caso de acidente “O cinto é projetado apenas para adultos com no mínimo 1,45 metro de altura e por isso não protege os pequenos dos traumas de um acidente”, explica a especialista.
Os cuidados devem ser tomados mesmo que seja para curtas distâncias. Dados apontam que 60% dos acidentes de trânsito acontecem em um raio de três quilômetros de casa.
Em motocicletas é proibido transportar crianças menores de sete anos. “Isso é o que diz a lei, a recomendação é que menores de 12 anos não andem em motos”, alerta o especialista.

Veículos não motorizados
Mais que brinquedos, a bicicleta, o patins, o patinete e o skate representam liberdade e independência, mas esta brincadeira exige cuidados, pois um dos maiores perigos é a lesão na cabeça que pode levar à morte ou deixar a criança com sequelas permanentes. “O único jeito de reduzir esse risco é usar o capacete. Segundo estudos, com o equipamento é possível reduzir em até 85% o risco de traumatismo craniano em caso de queda”, conclui o especialista.
Fonte - Portal do Trânsito  12/10/2015

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

MP denuncia viagem clandestina de crianças em trens de carga da Vale

Pará

Promotoria diz que situação é frequente no Pará e Maranhão. Empresa diz que faz rondas frequentes para evitar clandestinos.

G1 PA

O Ministério Público do Estado do Pará denuncia que crianças e adolescentes viajam de forma irregular pelo Pará ao pegar carona em trens da mineradora Vale. De acordo com a promotoria, a situação dos chamados "meninos do trem" vem sendo combatida desde 2006, mas ainda é muito frequente nos estados do Pará e Maranhão.
Os embarques clandestinos acontecem ao longo da Estrada de Ferro Carajás, que liga o sudeste do Pará a São Luís. De acordo com a promotoria da Infância e da Juventude, este tipo de deslocamento coloca as crianças em risco de asfixia, contaminação, choque térmico, atropelamento e outros acidentes.
Por conta dos diversos casos registrados pelos Ministérios Públicos dos dois estados, a promotoria de Marabá instaurou Inquérito Civil para apurar estes embarques clandestinos. Além deste inquérito, também tramita no Maranhão uma Ação Civil Pública para obrigar a empresa a não permitir o embarque de crianças e adolescentes nos trens sem autorização de pais ou responsáveis.
A Vale afirmou que está tomando providências para combater as viagens clandestinas, realizando rondas diárias nos pátios de cruzamentos das composições das ferrovias para evitar o acesso clandestino aos trens de minérios. A empresa disse ainda que realiza, ao longo de todo ano, reuniões para esclarecer a comunidade sobre o perigo deste tipo de ação, tendo apresentado um plano de segurança que está sendo revisado pelo Ministério Público.

Audiência pública
O MP agendou uma audiência pública para debater o plano de segurança da empresa. O diálogo com a sociedade está marcado para o dia 25 de fevereiro de 2015, no Auditório da Câmara Municipal de Marabá. O edital de convocação ainda está sendo elaborado, mas o MP confirma a participação da promotoria de Infância e Juventude de São Luís.
Fonte - STEFZS  12/12/2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Cresce número de crianças com mais de 4 anos na escola

Educação

O número de crianças com mais de 4 anos na escola cresceu no país, segundo IBGE - Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Flavia Villela
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
O número de crianças entre 4 anos e 5 anos na escola chegou a 81,2%, o que significa crescimento de 3,1 pontos percentuais em relação ao ano de 2012 (78,1%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a taxa na faixa etária de 6 a 14 anos na escola, que corresponde ao ensino fundamental, chegou a 98,4%.
De acordo com a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, o aumento no número de crianças na escola pode estar relacionado ao fato de que mais mulheres estão entrando para o mercado de trabalho. “As crianças precisam ir mais cedo para as escolas e creches, e esse percentual cresce especialmente na Região Nordeste”, explicou. No Nordeste, a taxa nos primeiros anos escolares alcançou 86,9%, e junto com os 84,9% na Região Sudeste influenciaram a alta da média nacional. No Norte, o percentual era 67,9%; no Sul, 72,9%; e no Centro-Oeste, 72,1%,
A taxa de escolarização de adolescentes, entre 15 e 17 anos, alcançou 84,3% no ano passado, ante 84,2% no ano anterior. Entre os jovens de 18 e 24 anos, a taxa cresceu 29,3%, em 2012, para 30,1% no ano passado. Para pessoas com 25 anos ou mais, a taxa de escolarização manteve-se em 4,1%.
A proporção de estudantes com 4 anos ou mais de idade na rede pública de ensino era 72,9%. No ensino fundamental, 85,7% dos alunos estavam em escolas públicas, e no ensino médio, a proporção chegou a 86,8%. Somente 25,2% dos estudantes de nível superior, incluindo mestrado e doutorado, frequentavam instituições públicas.
Ao todo, 76,5% dos estudantes estavam na rede pública, no ano passado, equivalentes a 41,1 milhões de pessoas. O número médio de anos de estudo no Brasil era 7,7 anos em 2013, um pouco acima dos 7,5 anos registrados em 2012.
Houve aumento do número médio de anos de estudo em todas as regiões. A média mais alta é no Sudeste, com 8,3 anos, e a mais baixa no Nordeste, com 6,6 anos. A análise por sexo mostrou que as mulheres têm mais anos de estudo, em todas as regiões. Elas ficam, em média, 0,5 ano a mais na escols. Diferença que aumenta para 0,8 ano no Nordeste.
A Pnad é feita anualmente e revela dados sobre população, migração, educação, trabalho, rendimento e domicílios. Os resultados de 2001 a 2012 foram ponderados com base na última projeção da população.
Fonte - Agência Brasil  18/09/2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Crianças atendidas pelo Bolsa Família apresentam aumento na altura

Saúde

Cresce altura de criança atendida pelo Bolsa Família - No Bolsa Família, as crianças chegam a 108,6 e 107,9, respectivamente - A altura é considerada o indicador mais confiável de melhora na nutrição da população. O peso, apesar de importante, pode representar aumento não saudável.


Lisandra Paraguassu
O Estado de São Paulo (A Tarde)
Luiz Tito/Ag. A Tarde
O maior impacto da melhoria no acesso à alimentação pode ser quantificado em um dado apresentado nesta terça-feira, 16, pelo Ministério do Desenvolvimento Social: o aumento da altura média das crianças atendidas pelo Bolsa Família. Entre 2008 e 2012, as meninas de 5 anos ficaram 0,7 centímetro mais altas; os meninos, 0,8 centímetro.
A altura é considerada o indicador mais confiável de melhora na nutrição da população. O peso, apesar de importante, pode representar aumento não saudável. A altura, no entanto, demonstra que a criança está absorvendo nutrientes suficientes para crescer.
"O peso não é o melhor indicador. A criança pode aumentar o peso, mas não ter o desenvolvimento físico necessário", explica a ministra de Desenvolvimento Social, Tereza Campello. O aumento de quase 1 centímetro em apenas quatro anos é creditado diretamente à melhoria no acesso à alimentação e ao acesso à saúde nos primeiros anos de vida.
O estudo feito pelos Ministérios do Desenvolvimento Social e da Saúde mostra que os pequenos brasileiros mais pobres estão ainda a 1,6 centímetro, no caso dos meninos, e a 1,5, no das meninas, das metas internacionais definidas pela Organização Mundial de Saúde.
No entanto, já estão muito mais próximos das médias nacionais brasileiras. Na população em geral, o padrão aceito é de 109 centímetros para meninos e 108,4 para meninas aos 5 anos. No Bolsa Família, as crianças chegam a 108,6 e 107,9, respectivamente.
O número de crianças com déficit de estatura também caiu em todas as regiões do País, mesmo no Sul e Sudeste, onde, em tese, o déficit alimentar já era menor. Em quatro anos, a proporção de crianças abaixo da altura padrão caiu de 17,5% para 8,5% no País.
Na Região Norte, de 26,6% para 14,4%; no Nordeste, de 19,2% para 9,3%. De acordo com Tereza Campello, o governo tem medido e pesado as crianças semestralmente e as que não atingem os indicadores passam a receber mais atenção. "Estamos aumentando a altura média. Temos muito a comemorar." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte - A Tarde 17/09/2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Brasil mantém condenação "a uso desproporcional da força" por Israel em Gaza

Internacional

“Condenamos a desproporcionalidade da reação de Israel, com a morte de cerca de 700 pessoas, dos quais mais ou menos 70% são civis, e entre os quais muitas mulheres, crianças e idosos. Realmente, não é aceitável um ataque que leve a tal número de mortes de crianças, mulheres e civis", disse o ministro.

Flávia Albuquerque e Bruno Bocchini 
Repórteres da Agência Brasil 
Chanceler reage a críticas israelenses e diz que
Brasil não é anão diplomático
 Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, defendeu hoje (24) a posição do governo brasileiro que, em nota divulgada ontem (23), condenou “energicamente o uso desproporcional da força” por Israel em conflito na Faixa de Gaza.
“Condenamos a desproporcionalidade da reação de Israel, com a morte de cerca de 700 pessoas, dos quais mais ou menos 70% são civis, e entre os quais muitas mulheres, crianças e idosos. Realmente, não é aceitável um ataque que leve a tal número de mortes de crianças, mulheres e civis", disse o ministro. "E é sobre esse fato que essa nova nota fala”, ressaltou Figueiredo, após participar, em São Paulo, de evento na Fundação Getulio Vargas.
O ministro lembrou que, na semana passada, o Itamaraty já havia divulgado nota condenando o movimento islâmico Hamas pelos foguetes lançados contra Israel, e também Israel pelo ataque à Faixa de Gaza. “Israel se queixa que, na última nota, não repetimos a condenação que já tínhamos feito. A condenação que já tínhamos feito continua somos absolutamente contrários ao fato de o Hamas soltar foguetes contra Israel. Isso se mantém. Não há dúvida. Não pode haver dúvida disso”, afirmou Figueiredo.
Ele acrescentou que a última nota do Itamaraty não omite nada que foi dito antes. "Ao contrário,a gente pede o cessar-fogo imediato. Cessar-fogo quer dizer o quê? [Cessarem] os ataques das duas partes. Não há cessar-fogo unilateral, não é isso que a gente pede. A gente pede que as duas partes parem os ataques. Isso permanece.”
Figueiredo rebateu ainda afirmação do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, que, segundo o jornal The Jerusalem Post, classificou o Brasil de "anão diplomático", apesar de sua posição econômica e cultural. “O que eu li é que o Brasil é um gigante econômico e cultural, e é um anão diplomático. Eu devo dizer que o Brasil é um dos poucos países do mundo, um dos 11 países do mundo, que têm relações diplomáticas com todos os membros da ONU [Organização das Nações Unidas]. E temos um histórico de cooperação pela paz e ações pela paz internacional. Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles, seguramente”, reagiu o chanceler.
Segundo Figueiredo, as declarações do porta-voz da Chancelaria israelense não devem, porém, estremecer as relações de amizade entre os dois países. “Países têm o direito de discordar. E nós estamos usando o nosso direito de sinalizar para Israel que achamos inaceitável a morte de mulheres e crianças, mas não contestamos o direito de Israel de se defender. Jamais contestamos isso. O que contestamos é a desproporcionalidade das coisas”, destacou.
O chanceler também defendeu a posição brasileira assumida no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O Brasil votou favoravelmente à condenação da atual ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza e à criação de uma comissão internacional para investigar todas as violações e julgar os responsáveis.
“A maioria apoiou, inclusive a América Latina inteira. Nós estamos junto da nossa região e apoiamos, neste caso, uma investigação internacional independente para determinar o que aconteceu, o que está acontecendo. Eu acho razoável haver essa investigação internacional independente, e foi a favor disso que nós nos manifestamos.”
Fonte - Agência Brasil  24/07/2014

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Aumento da violência e do trabalho infantil preocupa comunidade em Salvador

Direitos humanos

Em Saramandaia, um jovem de 12 anos que trabalha com o pai conta que sai para vender bebidas no contra-turno escolar depois de “bater um baba”- forma como os baianos chamam uma partida de futebol. “Vou para lá [para o ponto às] 17h30. Jogo só um baba e vou para o ponto. Fico até às 22h. Quando chego, faço o dever de casa”, revelou.

Isabela Vieira
Enviada Especial - Agência Brasil

A poucos quilômetros da Arena Fonte Nova, estádio que vai receber quatro partidas da Copa do Mundo, Saramandaia é uma entre várias comunidades pobres de Salvador. O nome de novela famosa não ajudou a colocar holofotes sobre os problemas locais. Na comunidade, a preocupação é que, com a proximidade dos jogos da Copa e o aumento de turistas no local, mais crianças passem a vender produtos eletrônicos e bebidas no entorno do estádio e no Shopping Iguatemi, como já ocorrer nos dias de hoje.
Em Saramandaia, um jovem de 12 anos que trabalha com o pai conta que sai para vender bebidas no contra-turno escolar depois de “bater um baba”- forma como os baianos chamam uma partida de futebol. “Vou para lá [para o ponto às] 17h30. Jogo só um baba e vou para o ponto. Fico até às 22h. Quando chego, faço o dever de casa”, revelou.
Com cerca de 70 mil pessoas, Saramandaia sofre com ausência de escolas e de áreas de lazer seguras. O campo de terra batida, ganhou o nome de “Mata a fome”, conta o líder comunitário Abrão Joviniano. “Geralmente, quando as crianças saem da escola, não tem outro campo, outra área de lazer, elas vem para cá brincar de bola, correndo o risco de serem atropeladas porque aqui, na realidade, é um retorno para carro”.
Segundo os jovens de Saramandaia, as escolas da comunidade também estão em situação precária. “Os colégios aqui são todos quebrados. Quando chove a quadra alaga”, disse um dos jovens. Uma outra criança que acompanhava a conversa aproveitou para reclamar do colégio onde estuda, a Escola Municipal Marisa Baqueiro. “A que eu estudo não tem quadra”, contou.
Procurada pela reportagem, a prefeitura da capital baiana não comentou as críticas às escolas da região.
Os altos índices de violência na comunidade motivaram os moradores a organizarem aulas de boxe, de circo e de percussão para os jovens. Assim, nasceu o projeto Arte Consciente que atende a cerca de 100 crianças e adolescentes, em uma casa simples.
“Aqui me dá muita alegria, porque quando eu pego um instrumento, eu me emociono. Aprendo mais, aprendo outros toques que me fazem crescer e me tornar um grande artista”, disse Marcos Antonio Gomes, 13 anos, um dos jovens atendidos pelo programa.
O Arte Consciente dribla a falta de recursos e se prepara para funcionar durante a Copa do Mundo, quando as escolas fecharão as portas e as crianças ficarão sem ter o que fazer. A grande preocupação dos educadores, hoje, é com o trabalho infantil no entorno da comunidade.
“Aqui as atividades continuam. Agora, tem um problema sério: a renda familiar. Mesmo com as nossas atividades, tem alguns alunos que os pais vendem na rua e que não tem jeito, vão levar os filhos”, disse um dos coordenadores Fábio Santos de Jesus.
Os criadores do Arte Consciente sabem como o acesso ao lazer, à cultura e ao esporte são importantes para o desenvolvimento das crianças. Há muitos anos, eles fizeram parte do Projeto Axé, que atende crianças em situação de rua no centro de Salvador há 24 anos.
Às vésperas da Copa do Mundo, o atual coordenador do Projeto Axé, Helmut Schned, acredita no aumento do número de crianças em situação de rua, atraídas pelo Mundial. “Nas ruas eles estão expostos a todo tipo de risco. Seja a exploração como mão de obra ou como exploração sexual, além do risco de se exporem às drogas. De um lado como consumidor, para fugir da realidade, do outro, com o tráfico. Eles são o segmento mais vulnerável.”
Um dos jovens do projeto, aos 16 anos, conta que, entre idas e vindas, está há mais de dez anos nas ruas. Na rampa do Mercado Modelo, na Cidade Baixa, um dos pontos turísticos de Salvador, ele se encontra com outros jovens na mesma situação. Segundo ele, a violência é rotina. “Já recebi mordida de cachorro, cacetada, já racharam minha cabeça. Tomei cacetada aqui hoje do policial. É muita onda, a população discrimina, faz covardia”, relatou.
Outro adolescente do Projeto Axé conta que as crianças ficam expostas na rua, em situações de vulnerabilidade. “Fiquei seis dias amarrado, comendo pão e água, feito cachorro”, disse. “Um cara me amarrou”, completou.

Procurada pela reportagem, a prefeitura de Salvador não revelou os planos para enfrentar o trabalho infantil durante a Copa nem as medidas voltadas para atender crianças em situação de rua.
Fonte - EBC 07/05/2014

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Mortalidade infantil no Brasil cai 77% em 22 anos, mostra Unicef

Saúde


De acordo com o Relatório de Progresso 2013 sobre o Compromisso com a Sobrevivência Infantil: Uma Promessa Renovada, em 1990 a taxa de mortalidade infantil era 62 para cada mil nascidos vivos. Em 2012, o número caiu para 14, o que coloca o Brasil em 120º lugar no ranking entre mais de 190 países. A lista é decrescente

Carolina Sarres e Yara Aquino
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A mortalidade infantil no Brasil caiu 77% entre 1990 e 2012, de acordo com o Relatório de Progresso 2013 sobre o Compromisso com a Sobrevivência Infantil: Uma Promessa Renovada, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Segundo o estudo, em 1990, a taxa de mortalidade infantil no Brasil era 62 para cada mil nascidos vivos. Em 2012, o número caiu para 14, o que coloca o país em 120º lugar no rankingentre mais de 190 países. A lista é decrescente e quanto mais à frente, maior o índice de mortalidade.
A taxa de mortalidade infantil calcula a probabilidade de morte entre o nascimento e os 5 anos de idade a cada mil nascimentos. Ela compõe a expectativa de vida ao nascer, que faz parte do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e é um dos indicativos mais usados para mensurar o desenvolvimento dos países e nortear a elaboração de políticas púbicas.
O Brasil teve melhora em todos os índices apurados. No ranking do Unicef, o país está atrás de outros desenvolvidos como Finlândia, Japão, Cingapura, Noruega e Islândia – primeira colocada no ranking. Os cinco países com os piores índices de mortalidade infantil estão no continente: Serra Leoa, Angola, Chade, Somália e Congo.
Fonte - Agência Brasil  13/09/2013

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Bolsa Família teve impacto na queda da mortalidade infantil

Pesquisa revela: Bolsa Família teve impacto na queda da mortalidade infantil

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Uma pesquisa feita para avaliar os impactos do Programa Bolsa Família nas taxas de mortalidade infantil mostra redução de 17% na mortalidade de crianças menores de 5 anos, entre 2004 e 2009. A pesquisa foi feita com dados de cerca de 50% dos municípios brasileiros e revela que o programa contribuiu, principalmente, para a redução dos óbitos em decorrência da desnutrição. A pesquisa registra que o Programa Saúde da Família também contribuiu para a queda dos números.
Os dados apontam que a condicionalidade do Bolsa Família de determinar que as crianças estejam com o cartão de vacinação em dia foi um ponto importante, já que aumentou a cobertura de imunização contra doenças como sarampo e pólio. O aumento da renda das famílias beneficiadas, que ampliaram o acesso a alimentos e bens relacionados à saúde, também é citado. Esses fatores foram destacados pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.
“O Bolsa Família melhorou a alimentação das mães. Os estudos mostram que as família se dedicam a comprar comida com esses recursos e isso já é um elemento de alteração do padrão de vida da criança. Ter acompanhamento pré-natal também contribui muito porque a criança já é cuidada antes mesmo de nascer”, disse.
A pesquisa aponta que o Programa Saúde da Família, que oferece atenção básica à saúde, teve papel na redução da mortalidade causada por doenças como diarreia e infecções respiratórias. A redução no número de grávidas que davam à luz sem receber atendimento pré-natal também foi registrada pela pesquisa.
“Os dois programas se complementam para evitar o adoecimento das crianças na primeira infância. É importante observar como uma pequena quantia de dinheiro pode ter tamanho benefício em relação à mortalidade infantil”, avaliou Maurício Barreto, mestre em saúde comunitária e titular em epidemiologia do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A pesquisa foi conduzida pelo mestre em saúde comunitária da UFBA, Davide Rasella, com a participação de pesquisadores da instituição. Os resultados foram publicados pela revista The Lancet, periódico científico da área de saúde, com sede no Reino Unido.
Fonte - Agência Brasil  23/05/2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Rosário e Fantástico traficaram o futuro de cinco crianças

Enviado por luisnassif  15/05/2013
Autor: Luis Nassif

Jeroncio, o pai modelo das cinco crianças de Monte Santo - de acordo com a tipificação criada pela Ministra Maria do Rosário (da Secretaria Nacional de Direitos Humanos) e pelo Fantásico - foi preso por assalto. Três dias antes da devolução das crianças a Monte Santo, foi detido por tentativa de estupro.
Na entrevista que fiz com a Ministra Maria do Rosário - sobre a adoção das cinco crianças de Monte Santo - insisti para que ela saísse das considerações gerais sobre adoção, eivadas de preconceito, e se debruçasse na análise da situação específica das famílias envolvidas.
Sua resposta, de um maniqueísmo primário, foi dividir a questão entre dois pais pobres - e dignos - e famílias de classe média que integravam uma quadrilha.
Insisti que pensasse no bem estar das crianças. Respondeu que pobreza não poderia ser motivo para tirar do pobre seu bem mais precioso, os filhos. Insisti que o ponto central de análise deveria ser o bem estar das crianças; assim como na classe média, entre os pobres há pais que cuidam dos seus filhos e pais desajustados, que as informações sobre os pais biológicos - Sillvania e Jerôncio - indicavam pessoas desequilibradas. Respondeu que ambos estavam sendo vítimas de campanhas difamatórias.
Pedi provas da existência de ação de quadrilha no episódio. Respondeu que a SNDH tinha elementos abundantes. E não tinha. A Ministra mentia.
Pergunto: como ficam as crianças, expostas a esse show de irresponsabilidade e exibicionismo de uma alta autoridade e de um dos programas de maior audiência da televisão e entregues de volta a pais sem nenhuma condição - financeira (de menos), psicológica (fundamental) - de criá-los? Como ficarão depois que os holofotes forem apagados e cessar a maquiagem da situação?
Na reportagem do SBT, foi entrevistada uma amiga de 15 anos de Silvania, que falou do arrependimento dela em ter pedido as crianças de volta. É evidente que sua decisão foi motivada pelos holofotes do Fantástico e pela ação política de Maria do Rosário.
Não fosse o show irresponsável da vida, a esta altura autoridades responsáveis estariam, no mínimo, promovendo a aproximação entre pais biológicos e afetivos, visando o bem estar da criança.
Mas aí significaria Maria do Rosário ter de abdicar de sua cruzada de criminalização da adoção; e o Fantástico ter que explicar que embarcou em uma barriga monumental, produzida por seu repórter José Raimundo.
O que são cinco crianças perto das bandeiras políticas de Rosário e da audiência do Fantástico? Nada. Apenas instrumentos manipulados pela politização mais rasteira e pelo jornalismo mais irresponsável.
Lá na frente, quando o lar desestruturado produzir crianças desestruturadas, Maria do Rosário fará um discurso criticando o Estado brasileiro - que ela representa - por não ter dado condições à família para educar os filhos. E o Fantástico produzirá uma bela reportagem sobre como uma decisão jurídica erronea, de um juiz desequilibrado - o tal do Luiz Cappio - afetou a vida de cinco crianças. E confiará na falta de memória do telespectador e na falta de visão crítica da mídia.
Fonte - Luis Nassif ( no aditivo )15/05/2013

VEJA MAIS - Crianças de Monte Santo - O outro lado da história, entrevista com a Dr.Letícia Fernandez

domingo, 12 de maio de 2013

Crianças de Monte Santo - O outro lado da história, entrevista com a Dr.Letícia Fernandez

UM DEPOIMENTO FORTE DA MÉDICA LETÍCIA FERNANDEZ ,AO JORNALISTA LUIS NASSIF,QUE FOI ACUSADA DE SEQUESTRO NO CASO DAS CRIANÇAS DE MONTE SANTO NA BAHIA E QUE PODE SER MAIS UMA PROVÁVEL VÍTIMA DA DESTRUIÇÃO DA IMAGEM E DA HONRA PESSOAL DENEGRIDA POR REPORTAGENS VEICULADAS NA IMPRENSA.

 A médica paulista Dr.Letícia Fernandes concede uma entrevista ao jornalista Luis Nassif,ela que foi uma das acusadas de sequestro e membro de uma quadrilha de traficantes no caso das crianças de Monte Santo na Bahia tendo adotado uma delas ( uma menina) luta vigorosamente para provar sua inocência da acusação de sequestradora que lhe foi imputada e provar segundo a mesma como a história foi uma trama da Globo. Ela foi enfática em refutar as acusações que lhes foram imputadas e contesta veementemente a Globo e o jornalista José Raimundo que fez a reportagem para a emissora.A médica da a sua versão do episódio contraditando totalmente a reportagem exibida pela Globo.  
Comentários sobre conteúdo apresentado no vídeo

terça-feira, 2 de abril de 2013

Roedores que não destroem livros, mas formam leitores


Ana Lúcia Caldas
Repórter do Radiojornalismo

Brasília - A expressão “ratos de biblioteca” se aplica bem a duas iniciativas existentes no Distrito Federal. A primeira é a da dupla de professoras Raquel Gonçalves e Maria Célia Madureira, que criaram os personagens Racumim e Racutia, ratos que tornaram defensores dos livros. Eles fazem parte do Projeto Reinventando a Biblioteca. As duas professoras foram responsáveis por uma revolução quando transformaram um banheiro de servidores e um corredor, da Escola Classe 18 de Taguatinga, em uma biblioteca e levaram para o espaço os dois ratinhos. O “puxadinho” é um sucesso entre os alunos de 6 a 10 anos da instituição.
Segundo Raquel, responsável pela personagem Racutia, os dois ratos surgiram em 1999 da necessidade pedagógica de ter um espaço lúdico na biblioteca. “A intenção era formar leitores e retirar aquele ar sério, característico da biblioteca.” As crianças levam o livro que quiser para casa e só precisam devolvê-lo depois de terminar a leitura. A ideia é evitar que o hábito se torne algo obrigatório.
Raquel Gonçalves ressalta que “a função do adulto é incentivar a leitura o que Racutia e Racumim fazem de várias maneiras.” A dupla chama a atenção para o livro, que por si só consideram um instrumento fascinante. A concorrência com a tecnologia é grande, mas o esforço compensa. “Os livros que as crianças mais levam para casa são aqueles dos quais contamos as histórias”, explica.
Para ela, quanto mais cedo se despertar o interesse pela leitura, mais garantia de se formar um leitor. Maria Célia Madureira faz coro com Raquel. Ela incorpora o personagem Racumim, um ratinho filho de Racutia, que tinha como missão roer livros de bibliotecas, mas acabou descobrindo a leitura e ensinou a mãe também a gostar de ler.
Segundo Célia, “o fazer pedagógico fica a cargo do professor, mas brincar com o imaginário da criança, isso é com os livros na biblioteca.” Ela defende um investimento maior em bibliotecas na escola. “ Um espaço de formação do leitor por alegria e não por obrigação, como era antigamente”, diz. As duas já lançaram três livros: Deu Rato na Biblioteca (2005); O Rato Adormecido (2007) e Os Amores de Racutia (2009).
Outra iniciativa é a Roedores de Livros, de Tino Freitas, Ana Paula Bernardes, Célio Calisto e Edna Freitas. O projeto foi criado em 2006, em uma biblioteca da Asa Norte, em Brasília e desde 2007 está na Ceilândia, região administrativa da capital. O objetivo é promover nas crianças o gosto pela leitura por meio de mediação de leitura, oficinas de artes e apresentações de música.
Segundo Ana Paula Bernardes, que coordena o projeto, as atividades ocorrem todos os sábados em umshopping popular da Ceilândia. No local existe uma pequena biblioteca de literatura infantojuvenil, onde as crianças da redondeza são recebidas para mediação de leitura. “Tem dado certo. Até crianças que não leem conseguem fazer uma leitura de imagem fantástica e conversar muito sobre os livros.” Os roedores têm atraído um grupo de até 30 crianças entre 5 e 10 anos.
O Projeto Roedores de Livros foi escolhido em 2011 como o melhor programa de incentivo à leitura de crianças e jovens do Brasil pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Fonte - Agência Brasil  02/04/2013

Desafio do autista é transmitir ao mundo o que sente

Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Se você sente fome, frio ou dor e precisa de ajuda, o que fazer? Imagine você impossibilitado de dizer o que quer, o que precisa? Se conseguiu imaginar, então entendeu um pequeno fragmento do mundo de uma pessoa com autismo.
“O autismo me prendeu dentro de um corpo que não posso controlar”, disse Carly Fleishmann. A menina canadense quebrou uma espécie de barreira invisível e descobriu, aos 10 anos de idade, como mostrar aos pais o que queria. Mesmo sem ter aprendido a escrever, Carly encontrou no teclado de um computador a voz que lhe faltava.
Os comportamentos típicos do autismo continuavam, entre eles gritar, balançar os braços violentamente e realizar movimentos repetitivos. No entanto, esse comportamento passou a ter uma explicação: “Se não fizer isso, parece que meu corpo vai explodir. Se pudesse parar, eu pararia, mas não há como desligar. Sei o que é certo e errado, mas é como se estivesse travando uma luta contra o meu cérebro”, disse.
Carly aplicou conhecimentos absorvidos ao longo dos anos e escreveu as primeiras palavras. Desde então, foi estimulada por seus pais a digitar o que sentia. Assim, a menina mostrou à sociedade que os autistas não vivem em um universo particular, construído para isolá-los do mundo. Eles apenas precisam reagir de certa forma para se concentrar ou controlar uma intensa atividade cerebral. “Eu gostaria de ir à escola como as outras crianças, mas sem que me achassem estranha quando eu começasse a bater na mesa ou gritar. Eu gostaria de algo que apagasse o fogo”.
Hoje (2), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a Agência Brasil apresenta uma série de matérias sobre o tema. O autismo é uma condição encontrada em 20 de cada 10 mil nascidos. Manifesta-se antes dos 3 anos de idade e sua causa ainda não é clara, muito embora fatores genéticos sejam considerados sua principal origem. O diagnóstico é feito a partir da observação do comportamento da criança. Normalmente, os pais detectam algum traço de indiferença ou isolamento excessivos. Resistência ao aprendizado e às mudanças de rotina, uso de objetos de forma incomum, inexistência de medo em situações potencialmente perigosas, agressividade e hiperatividade são alguns sintomas de autismo.
VEJA MAIS -
Entender as peculiaridades do autista para ajudá-lo no aprendizado é o desafio, diz secretária

Fonte - Agência Brasil  02/04/2013