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segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Jornalista Kariane Costa toma posse no comando da EBC

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Nova presidenta conduzirá o processo de transição da empresa pública.A posse da nova presidenta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a jornalista Kariane Costa, será nesta segunda-feira (16), às 11h na sede da empresa, em Brasília.

Ag. Brasil
foto ilustração/Ag. Brasil
A posse da nova presidenta da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a jornalista Kariane Costa, será nesta segunda-feira (16), às 11h na sede da empresa, em Brasília. Kariane ficará encarregada de conduzir o processo de transição da empresa pública para uma nova gestão. “Responsável pela transição para nova gestão, a ser implementada nos próximos meses, ela também assume, interinamente, a Diretoria-Geral com o desafio de restaurar o caráter público, democrático e plural da EBC”, diz nota da empresa, ao reafirmar o papel constitucional da estatal de colaborar para a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal de comunicação. A cerimônia de posse contará com a presença do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Paulo Pimenta, de quem partiu a orientação por uma transição a ser conduzida por trabalhadoras e trabalhadores concursados da empresa, por representantes da sociedade, bem como por profissionais da área. Outras quatro mulheres já foram anunciados pelo ministro para assumir cargos de gestão, durante o processo de transição: Rita Freire, presidente do Conselho Curador da EBC cassado após a posse do presidente Michel Temer; Juliana Cézar Nunes, empregada concursada da empresa; e as jornalistas Nicole Briones e Flávia Filipini. O decreto que colocou a representante dos empregados no Conselho de Administração (Consad) da EBC foi publicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em edição extra do Diário Oficial da União de sexta-feira (13). Perfil Graduada em Jornalismo, Kariane Costa Silva Oliveira tem 41 anos e mais de 18 anos de experiência na área. Concursada da EBC desde 2012, foi jornalista da Ouvidoria, repórter do radiojornalismo, sendo setorista do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional. Foi finalista em 2018 do prêmio Vladmir Herzog pela reportagem O Povo Venezuelano e a Crise. Ainda pela EBC, foi colaboradora na produção de matérias em espanhol para a Radioagência Nacional. Atuou como colaboradora da Rádio Nacional da Argentina com entradas sobre a situação política e econômica do Brasil. Foi também correspondente e comentarista política para rádio Blu-Rádio; e trabalhou no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da UnB. Kariane foi integrante da Comissão de Empregados da EBC em 2016 e representante no Conselho de Administração desde 2021.
Fonte - Agência Brasil  16/01/2023

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Dias Toffoli defere pedido de liminar de presidente exonerado da EBC

Política

Com a decisão, que suspende a portaria presidencial de exoneração, Melo pode reassumir o cargo até o julgamento do mérito do mandado de segurança.Segundo a assessoria de imprensa do STF, a medida entra em vigor tão logo todas as partes citadas no processo sejam notificadas, inclusive a Presidência da República, autora da portaria de exoneração de Melo.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli deferiu hoje (2) o pedido de liminar ajuizado pelo diretor-presidente exonerado da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ricardo Melo. Com a decisão, que suspende a portaria presidencial de exoneração, Melo pode reassumir o cargo até o julgamento do mérito do mandado de segurança.
Segundo a assessoria de imprensa do STF, a medida entra em vigor tão logo todas as partes citadas no processo sejam notificadas, inclusive a Presidência da República, autora da portaria de exoneração de Melo.
O jornalista Ricardo Melo entrou com mandado de segurança, com pedido de liminar, no último dia 17 – mesmo dia em que o decreto de exoneração assinado pelo presidente interino Michel Temer foi publicado no Diário Oficial da União.
Melo foi nomeado diretor-presidente da EBC pela presidenta Dilma Rousseff, no dia 3 de maio, uma semana antes de o Senado afastá-la temporariamente do cargo. Ao assumir interinamente a presidência, Michel Temer nomeou para a presidência da EBC o jornalista Laerte Rimoli.
Ao recorrer da decisão presidencial, Melo argumentou que a lei que cria a EBC estabelece que os mandatos do diretor-presidente e do diretor-geral da empresa têm quatro anos e que seus ocupantes só podem ser destituídos por decisão do Conselho Curador da EBC (órgão composto por representantes da sociedade civil e do governo) ou por razões legais. O argumento usado pela defesa de Melo foi que a exoneração “viola um ato jurídico perfeito, princípio fundamental do Estado de Direito, bem como um dos princípios específicos da radiodifusão pública, relacionado com sua autonomia em relação ao governo federal”.
Durante a análise do pedido do mandado de segurança, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou a Toffoli que, como a EBC é uma empresa pública, sujeita ao regramento jurídico aplicado a essas instituições, incluindo à tutela da administração federal, seus dirigentes “podem ser exonerados a qualquer tempo pelo Presidente da República, não havendo a higidez do termo ‘mandato’ a que se referem os dispositivos citados”.
Procurada pela reportagem, a AGU informou, por meio de sua assessoria, que ainda não foi notificada da decisão. Até o momento, a EBC também não foi notificada da decisão.
Fonte - Agência Brasil  02/06/2016

sexta-feira, 4 de março de 2016

Lula depõe na Lava-Jato, PF explica e PT reage

Política

O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi conduzido coercitivamente na manhã desta sexta-feira, 4, para prestar depoimento na Polícia Federal, em São Paulo.Logo cedo pela manhã, o líder do Governo na Câmara, Deputado Afonso Florence (PT-BA), convocou a Imprensa para comentar a condução coercitiva de Lula para prestar depoimento. Florence disse que “esta é mais uma etapa da Operação Lava-Jato, que confirma que é uma operação política, ilegal, atacando o Presidente Lula, o PT e, principalmente, as conquistas populares do último período”.

Sputnik
foto - ilustração
A condução coercitiva se dá quando agentes de segurança (no caso, policiais federais) são acionados para levar a pessoa ao ambiente em que terá de prestar depoimento para o qual foi convocada.
Trata-se da 24.ª fase da Operação Lava Jato, que apura denúncias de corrupção, desvio de recursos e favorecimentos pessoais e empresariais, envolvendo a Petrobras, grandes empreiteiras, empresários, políticos e várias outras pessoas relacionadas aos principais alvos da investigação.
Em comunicado oficial, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal informaram que o ex-Presidente Lula é suspeito de ser um dos beneficiários dos desvios de recursos da Petrobras. Em paralelo, Lula está sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo pela suposta compra de um apartamento tríplex no Guarujá (litoral paulista) e de um sítio em Atibaia (interior do Estado). Para os procuradores paulistas, ao não declarar estes bens, Lula responde por ocultação de patrimônio. Além de Lula, são investigados sua esposa e seus filhos.
Logo cedo pela manhã, o líder do Governo na Câmara, Deputado Afonso Florence (PT-BA), convocou a Imprensa para comentar a condução coercitiva de Lula para prestar depoimento. Florence disse que “esta é mais uma etapa da Operação Lava-Jato, que confirma que é uma operação política, ilegal, atacando o Presidente Lula, o PT e, principalmente, as conquistas populares do último período”.

“[A operação} é ilegal por quê? Porque o Presidente Lula já sucessivas vezes prestou depoimento, e não há nenhuma dúvida quanto à comprovação documental de que a busca de pistas em relação ao apartamento [no Guarujá] e ao terreno [o sítio em Atibaia] é malograda.”

O Deputado Afonso Florence continuou:
“No ambiente da disputa política nacional, esta Operação, logo após a divulgação em um órgão da imprensa escrita de uma suposta delação que não está homologada, mais uma vez evidencia a concatenação entre a natureza política e a ação ilegal da Lava-Jato e a articulação golpista contra as conquistas do povo brasileiro, contra o PT e contra a imagem do Presidente Lula.” E o lídero do Governo na Câmara acrescentou:
“Nós diligenciaremos a defesa jurídica, e na política nós vamos esclarecer a população em geral. Estaremos em vigília para defender a democracia.”
Fonte - Sputnik  04/03/2016

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Regulação da mídia: conheça os pontos em debate no Brasil

Política

O tema da regulação da mídia voltou à tona recentemente nas eleições presidenciais, quando a então candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) declarou que, se eleita, enfrentaria o debate no âmbito econômico acerca da regulação do setor audiovisual. De lá para cá, o governo não seguiu adiante com a apresentação de uma proposta.

Do Portal EBC

Censura, liberdade de expressão, poder e influência da mídia. São várias as expressões usadas quando o assunto é regulação da mídia. O tema, que já foi alvo de debates e de criação de leis em outros países, ainda é polêmico no Brasil. Enquanto ainda não foi definido um marco regulatório para o tema, o Poder Judiciário tem sido muitas vezes o responsável por cobrar o cumprimento das leis já existentes. O vazio em relação a algumas regras deixa espaço para a veiculação de conteúdos inadequados do ponto de vista dos direitos humanos e que refletem pouco a diversidade do país. Mas afinal, o que significa a regulação da mídia?
O tema da regulação da mídia voltou à tona recentemente nas eleições presidenciais, quando a então candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) declarou que, se eleita, enfrentaria o debate no âmbito econômico acerca da regulação do setor audiovisual. De lá para cá, o governo não seguiu adiante com a apresentação de uma proposta.
Do mesmo modo como o transporte e a energia, a comunicação é um serviço público: trata-se de um direito previsto na Constituição Federal de 1988. Diferentemente de outros capítulos do texto constitucional - como os relacionados ao meio ambiente - aqueles que se referem ao direito à comunicação ainda não foram regulamentados, o que dificulta a execução e fiscalização desse serviço. Enquanto as leis que tratam desse tema ainda não foram unificadas em torno de um texto comum, a Justiça tem sido acionada para o cumprimento da atual legislação.
No especial do Portal EBC, conheça alguns exemplos de como a falta de regulação das leis pode provocar violação de direitos. Saiba ainda como denunciar casos abusivos cometidos por emissoras de rádio e TV.
Os termos técnicos e contextos históricos e normativos importantes para compreender a discussão também fazem parte do conteúdo. Entre eles está a definição do espectro eletromagnético, a diferença entre regulação e regulamentação, a história da discussão sobre a Comunicação na Assembleia Nacional Constituinte (1988) e a importância do Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT). Entenda também como é o modelo de regulação da mídia em outros lugares do mundo, como França, Estados Unidos, Reino Unido, Portugal e Argentina, e alguns projetos sobre regulação que tramitam atualmente no Congresso Nacional.
Fonte - Agência Brasil  29/09/2015

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

'O Globo' e 'O Estado de Minas' promovem demissões em massa

Notícias 

No jornal carioca, cerca de 160 trabalhadores perdera, o emprego.O Sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro publicou uma nota de repúdio às demissões na Infoglobo. "Hoje é um dia triste para o jornalismo brasileiro.

Jornal do Brasil
foto - ilustração
Rio - A Infoglobo, empresa que administra os meios de comunicação do Grupo Globo, demitiu nesta quinta-feira cerca de 160 pessoas. Dessas, 30 são jornalistas, alguns com larga experiência e vencedores de prêmios importantes. Entre os demitidos estão Fernanda Escóssia, ex-editora de "País"; os colunistas Jorge Luiz (Esporte), Artur Xexéo (Cultura); Agostinho Vieira (Meio Ambiente); e a ex-editora de "Rio", Angelina Nunes.
Estariam também entre os dispensados as repórteres Carla Alencastro, Isabela Bastos, Laura Antunes e Paula Autran, além dos diagramadores Claudio Rocha e Télio Navega.
O Sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro publicou uma nota de repúdio às demissões na Infoglobo. "Hoje é um dia triste para o jornalismo brasileiro. Otimização, revisão de processos, reestruturação. Eufemismos corporativos foram usados pela Infoglobo para justificar demissões em série de jornalistas de ‘O Globo’", disse o sindicato, reproduzindo ainda a resposta do jornal.
"Ao Sindicato, a empresa negou que esteja em crise e tratou as demissões como uma ‘medida de otimização após a revisão dos processos da empresa’. Essa revisão, ainda segundo a Infoglobo, ‘constatou que haviam diferentes unidades produzindo o mesmo tipo de trabalho’ e a necessidade de ‘um modelo de convergência’", afirmou o Sindicato.
A entidade afirma que tem uma reunião marcada com a empresa "para o início desta semana", e que pretende cobrar explicações. O Sindicato diz que seu setor jurídico analisa possíveis irregularidades cometidas pela empresa durante as demissões.

Demissões também no Estado de Minas
E O Estado de Minas, um dos principais veículos de comunicação de Minas Gerais, também promoveu nesta quarta-feira (7) um corte em seu quadro de funcionários. De acordo com o sindicato dos jornalistas do Estado, 11 jornalistas foram demitidos.
Segundo a entidade, os profissionais desligados tinham grande experiência profissional, sendo que alguns trabalhavam no jornal há décadas. Os cortes atingiram cinco editoriais, que perderam repórteres, editores, fotógrafos e um ilustrador. Uma secretária também foi demitida.
Em nota, o sindicato solidarizou-se com os demitidos e suas famílias e manifestou grande preocupação com os cortes, que "enfraquecem" o jornalismo mineiro".
A preocupação do Sindicato não se limita à perda do emprego desses jornalistas e fechamento de postos de trabalho, mas também pelas circunstâncias recentes que cercam a decisão da empresa. No final de 2014, num ato que teve grande repercussão, o mesmo jornal dispensou o então editor de Cultura João Paulo Cunha, que se recusou a ter seus artigos censurados". A entidade diz entender que o fortalecimento da profissão e da liberdade de imprensa passa pela produção de um jornalismo vigoroso, informativo e democrático, mas, ainda de acordo com ela, o jornal tem realizado "exatamente o oposto".
"A renovação urgente do jornalismo mineiro não pode prescindir de profissionais experientes como estes que acabam de ser dispensados. O Sindicato informa ainda aos dispensados que transmitirá orientações jurídicas a serem tomadas e em relação ao plano de saúde, que também foi motivo de litígio recente dos jornalistas com a empresa".
Kerison Lopes, presidente do sindicato, afirma que as demissões ocorrem em decorrência da crise financeira enfrentada pela publicação, que vai além dos problemas enfrentados pelos veículos impressos em todo o mundo.
Fonte - Jornal do Brasil  11/01/2015

domingo, 30 de novembro de 2014

TVs públicas lutam pela audiência e contra a falta de recursos

Tv Pública

O diretor de Assuntos Internacionais e Jurídicos da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), José Lopes de Araújo, disse que o maior problema é o corte de verbas anunciado pelo governo português. “O grande desafio é sobreviver.

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A crise econômica que atingiu o mundo em 2008 e que ainda hoje se faz sentir na maior parte dos países afetou em cheio o orçamento das empresas públicas de comunicação, que dependem principalmente de recursos públicos para funcionarem. Além disso, precisam disputar a audiência com as novas tecnologias online, notadamente em relação ao público jovem. O assunto foi abordado por executivos de televisões públicas mundiais, reunidos no Rio, de 26 a 28 de novembro, durante a 23ª Conferência Public Broadcaster International (PBI).
O diretor de Assuntos Internacionais e Jurídicos da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), José Lopes de Araújo, disse que o maior problema é o corte de verbas anunciado pelo governo português. “O grande desafio é sobreviver. Temos um orçamento muito reduzido, limitado. O governo decidiu que não vai dar mais um euro do orçamento do Estado para a televisão pública. Desde então, vivemos apenas com a taxa paga por cada lar, que é 2,65 euros por mês por contribuição ao audiovisual, e com seis minutos de publicidade de comerciais por hora”, disse Araújo.
Segundo o executivo, o valor é insuficiente para cobrir todos os custos da estatal. “Temos que viver apenas com este valor, com uma estrutura muito pesada, com mais de 1.600 trabalhadores e estúdios em todo o país. Temos dois canais nacionais abertos, dois canais temáticos no cabo e dois canais internacionais: a RTP Internacional e a RTP África. O nosso orçamento anual é de 220 milhões de euros e nossa receita está 20 milhões de euros abaixo do custo. Esta diferença temos que superar com a redução de custos e a busca de outras formas de financiamento comercial”, disse.
Para melhorar a audiência, segundo ele, uma das estratégias é investir mais em esportes, principalmente o futebol. “Nos últimos três anos, perdemos audiência. Mas faz seis meses que a estamos recuperando. Um dos conteúdos que dão muita audiência é o futebol, que é um produto âncora. Os portugueses, ao serem perguntados sobre o que gostariam que a televisão pública mostrasse, disseram que era o futebol. O futebol e o esporte em geral farão aumentar nossa audiência. Da mesma forma que a melhoria na qualidade dos programas de informação e de ficção.”
A crise financeira também se fez sentir de forma contundente no maior grupo público de mídia mundial, a britânica BBC. O diretor de Políticas Editoriais, David Jordan, disse que a BBC tem sofrido com a redução das taxas de licenciamento nos últimos três anos e meio, que estão congeladas pelo governo e são corroídas pela inflação. “Isto é um grande desafio. Temos que buscar formas de economizar. Existe o perigo de precisarmos reduzir o nosso serviço, se continuarem a cair as taxas. O grande desafio é como se adaptar à situação em que o nosso orçamento está muito restrito e ao mesmo tempo continuar a garantir todos os serviços que costumamos oferecer”, explicou Jordan.
Segundo ele, o orçamento anual da BBC é de 3,5 bilhões de libras, recebidas pelas taxas de licenciamento pagas por cada casa com televisão, que atualmente é de 144 libras por ano. A taxa está congelada faz três anos e meio e deverá ficar assim pelo próximo ano e meio. “Ganhamos uma pequena parcela de dinheiro com a operação comercial, com a BBC internacional, o que garante algumas centenas de milhões de libras, vendendo programas e formatos de programas.”
Por causa da redução no financiamento, a empresa vem fazendo cortes de pessoal, principalmente nos setores administrativo e de gerenciamento. A maior parte dos 20 mil empregados é dos setores de produção de conteúdo e de jornalismo.
A programação da BBC, segundo o executivo, atinge 96% das pessoas no Reino Unido, que acessam semanalmente algum dos serviços oferecidos, seja através do rádio, da televisão ou da internet. “Globalmente, temos o objetivo de atingir 500 milhões de pessoas até o final desta década. Atualmente, são cerca de 270 milhões de pessoas por ano.”
Para garantir e aumentar a audiência, principalmente junto ao público jovem, a empresa vem investindo em novos canais, incluindo mídia online para tablets e celulares. “Encaramos dois desafios quanto aos jovens. Um é que a tecnologia está mudando e temos que estar aptos a prover toda a nossa programação de diferentes maneiras, seja em tablets ou em celulares. Também temos que apresentar o nosso conteúdo de forma que os jovens queiram acessar, o que é diferente de como os pais deles e os avôs faziam. É importante deixar os conteúdos disponíveis online e temos ajustado a nossa oferta neste sentido. Temos de permanecer relevantes para os jovens, oferecendo conteúdos nas plataformas que eles queiram e dando a eles conteúdos que desejem.”
Ao mesmo tempo, Jordan ressalta que é preciso atender ao público tradicional, que gosta de acessar o conteúdo sentado na poltrona de casa, ouvindo um velho rádio ou na frente da televisão. “O desafio é como continuar a servir nossa audiência tradicional, que gosta de escutar rádio ou ver televisão, e também a nova audiência, que usa tablets e celulares. É um grande desafio não só para a BBC, mas para toda a mídia mundial.”
A Conferência PBI ocorre anualmente, desde 1991, e esta foi a primeira vez que ocorreu em um país da América Latina, organizada pela Empresa Brasil de Comunicação - EBC. A próxima será realizada em 2015 na Alemanha.
Fonte - Agência Brasil  30/11/2014

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Fórum vai discutir propostas para fortalecer comunicação pública

Comunicação

Fórum Brasil de Comunicação Pública 2014 na Câmara dos Deputados discute propostas para fortalecer o setro e seu sistema no Brasil.Entre os temas abordados estão a universalização do acesso à comunicação,a convergência de linguagens e conteúdo interativo,as formas de financiamento do sistema público e as políticas de fomento para o segmento de audiovisual.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil 
Antonio Cruz/Agência Brasil
Debater propostas para a comunicação pública,com o objetivo de fortalecer o sistema no país, é o objetivo do Fórum Brasil de Comunicação Pública,que ocorre hoje (13) e amanhã (14) no Auditório Nereu Ramos,da Câmara dos Deputados. Entre os temas abordados estão a universalização do acesso à comunicação,a convergência de linguagens e conteúdo interativo,as formas de financiamento do sistema público e as políticas de fomento para o segmento de audiovisual.
O evento é promovido pela Secretaria de Comunicação da Câmara dos Deputados e pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (FrenteCom),grupo composto por mais de 100 entidades que atuam no campo da comunicação social.Além dos painéis principais,haverá reuniões setoriais de grupos de discussão.
Para o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC),uma das questões prioritárias a ser debatida no evento é a garantia de espectro para as emissoras públicas, especialmente para a criação de novos canais.“Não adianta a gente defender mais financiamento para o setor ou melhoria das condições de produção de conteúdo pelo campo público se não tiver espaço físico para outros canais existirem no espectro”,explica Bia Barbosa, da coordenação executiva do FNDC.
Segundo ela, também serão abordadas no fórum questões como a garantia de canais permanentes de diálogo da sociedade civil na definição dos rumos das emissoras do campo público,a atualização do marco regulatório para a comunicação como um todo,em especial para o campo público, e uma atenção especial aos veículos comunitários.
Além de parlamentares,a programação do evento conta com professores,representantes de associações do setor de comunicações,do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional do Cinema (Ancine).O diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC),Nelson Breve,participa do debate sobre Tecnologia e Infraestrutura do Sistema Público e a presidenta do Conselho Curador da EBC,Ana Luiza Fleck Saibro,participa do evento como mediadora.
O Fórum Brasil de Comunicação Pública dá sequência aos dois primeiros fóruns de TVs Públicas e ao Seminário Internacional da Comunicação Pública, realizados em 2006, 2009 e 2012, respectivamente. Ao final do evento, as organizações participantes entregarão a plataforma consolidada de demandas para a comunicação pública à presidenta Dilma Rousseff.
Fonte - Agência Brasil  13/11/2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

CBTU apresenta à imprensa o novo trem do Metrô de Belo Horizonte

Transportes sobre trilhos

Modernos, seguros e confortáveis: esta foi a percepção da imprensa sobre o novo trem da CBTU Belo Horizonte apresentado aos jornalistas no Pátio de Eldorado, na última quarta (5/11).

CBTU

A coletiva de imprensa reuniu repórteres, cinegrafistas e fotógrafos de diferentes veículos, ansiosos por revelar à população mineira cada detalhe da nova frota. Os profissionais foram recebidos pelo superintendente da CBTU Belo Horizonte, Jorge Vieira, e pelo analista técnico Francisco Lopes, encarregados de prestar todas as informações relativas ao investimento e aos benefícios estruturais e tecnológicos das novas composições.



O superintendente regional, Jorge Vieira, fez questão de lembrar aos jornalistas que a gestão adequada da mobilidade é um desafio a ser equacionado o mais rápido possível e que os cerca de 172 milhões aplicados pela CBTU na compra de trens revela o comprometimento da Companhia com uma questão crucial para os brasileiros que vivem nas grandes metrópoles”.
Participaram da coletiva veículos como as tvs. Globo, Record e SBT; as rádios Inconfidência, Itatiaia, América, CBN e Guarani, além de diversos jornais impressos e portais de notícias.
A expectativa é que a entrada em operação dos 10 novos trens amplie em cerca de 50% a capacidade de transporte do Metrô de Belo Horizonte, passando dos atuais 230 mil passageiros para cerca de 340 mil passageiros/dia.

Tecnologia e sustentabilidade
O emprego de tecnologia sustentável é fator marcante na nova frota. O sistema de iluminação conta com luminárias a LED, que são mais eficientes, econômicas e mais duráveis que as lâmpadas convencionais. As composições estão equipadas com dispositivos que reaproveitam energia elétrica durante a frenagem, reduzem custos de manutenção e colaboram para o meio ambiente.
Outros itens que aumentarão o conforto e a segurança do usuário são: ar condicionado duplo, janelas amplas, portas mais largas, circuito fechado de vídeo com câmeras de segurança interna e externa.

Salões integrado
O design moderno do trem é um atrativo à parte. Contornos arredondados e futuristas dão mais visibilidade e leveza à composição. Alem disso, a disposição dos bancos nos salões, de forma longitudinal, aumenta o espaço e facilita a locomoção dos usuários. Sem divisões internas entre carros, os salões do novo trem são integrados, formando um amplo corredor. O passageiro pode se deslocar livremente, acomodando-se no local de sua preferência e facilitando a circulação de pessoas.

Mais acessíveis e seguros
No campo da acessibilidade, os trens contam com assentos preferenciais para gestantes, idosos, obesos e passageiros com mobilidade reduzida, além de área reservada a usuário com cadeira de roda. Na abertura de portas, há campainha e indicação luminosa, simultânea, que orienta os deficientes auditivos, reforçando as mensagens sonoras.
Fonte - CBTU  BH  07/11/2014 

domingo, 7 de setembro de 2014

Dobradinha mídia/MP afronta o Brasil

Política

À cata de um fato capaz de interferir no processo eleitoral deste ano, a revista Veja (sempre ela) confessa que teve acesso à parte do depoimento de Paulo Roberto Costa ao Ministério Público Federal do Paraná, no qual teria delatado parlamentares e governadores. Ou seja, confessa a ilegalidade a céu aberto.

Por Bepe Damasco, em seu blog:
foto - ilustração
Em qualquer lugar do planeta, o procedimento da delação premiada é cercado por rigoroso segredo de justiça. No Brasil, embora formalmente se exija o sigilo, ele é quebrado com frequência ao sabor dos interesses político-eleitorais do monopólio que controla a comunicação no Brasil . Examinemos o caso do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. À cata de um fato capaz de interferir no processo eleitoral deste ano, a revista Veja (sempre ela) confessa que teve acesso à parte do depoimento de Paulo Roberto Costa ao Ministério Público Federal do Paraná, no qual teria delatado parlamentares e governadores. Ou seja, confessa a ilegalidade a céu aberto.O sigilo de justiça é quebrado com o nítido objetivo de jogar uma boia de salvação para o candidato preferido do PIG e do mercado, o tucano Aécio Neves, e vida que segue como se nada tivesse acontecido.
Fico a imaginar as entranhas dessa trama. Na busca obsessiva pela tal "bala de prata" da campanha, depois que o desespero bateu com a transformação de Aécio em mero coadjuvante da disputa polarizada entre Dilma e Marina, a Veja bate às portas do Ministério Público. Mas nem precisa insistir muito, pois dá-se o encontro da fome com a vontade de comer.
Todos sabem que uma parte considerável dos procuradores imberbes do MP não resiste aos holofotes midiáticos. Mas, para alcançar a notoriedade almejada, antes é necessário se tornar fonte confiável do PIG. Por isso é que vazam tantos processos que teriam de tramitar em segredo de justiça. E o mais grave é que, no caso do politizado MP de hoje, os vazamentos são seletivos. Em sua grande maioria, eles têm como alvo o governo, o PT e aliados.
Acordos de delação premiada, no mundo inteiro, são vistos e conduzidos com extrema cautela pelas autoridades. E por motivos óbvios. É preciso levar em conta o alto grau de fragilização do réu. Ameaçado de condenações severas, com penas elevadas, é comum o réu tentar emplacar como verdades meras ilações, conjecturas e possibilidades. Ou mesmo mentir para simular uma prestação de serviço à Justiça que abrirá caminho para a redução da pena.
Paulo Roberto Costa, corrupto confesso, está preso há meses. Sob o o seu pescoço paira a espada de uma condenação que pode chegar a 50 anos. Tomemos, então, como verdadeira a informação de que ele teria denunciado, durante seus primeiros depoimentos, deputados, senadores, governadores e ex-governadores.Seria apenas o primeiro passo.
As acusações, para prosperarem, necessitariam de provas. Pelo que se sabe, o ex-diretor da Petrobras não apresentou quaisquer indícios de prova. Só depois do contraditório em juízo e da mais ampla defesa e do julgamento, alguém poderia ser considerado culpado. Contudo, no Brasil, as acusações de um criminoso vão parar nas primeiras páginas dos jornais, e são tomadas como fatos inquestionáveis. As pessoas são condenadas antes sequer de serem processadas.
O ponto crucial é que a mídia não tem o direito de destruir a reputação dos cidadãos. Depois de que o direito de resposta foi mandado às favas pelo ex-ministro do STF, Ayres Brito, uma avenida se abriu para o PIG funcionar como uma espécie de tribunal de exceção, que tem como pilar básico a criminalização da política. Suas sentenças sumárias fulminam adversários e protegem apaniguados.
Por essas e por tantas outras é que o monopólio da palavra e das imagens se constitui no maior obstáculo para a consolidação da democracia no Brasil. No entanto, ninguém pode acusar a imprensa brasileira de incoerência. Ao contrário, é exemplo de coerência. Ela sempre se colocou como adversária das causas do povo brasileiro.Foi assim no suicídio de Vargas, na tentativa de impedir a posse de Jango, no golpe militar de 1964 e no apoio ao regime de terror implantado pela ditadura.
Mas do Ministério Público se esperava coisa melhor. Os constituintes de 1988 lhe concederam autonomia para atuar como o guardião da sociedade brasileira. Decorridos 26 anos da promulgação da Carta, com as várias e honrosas exceções de procuradores que honram suas funções constitucionais, o MP exibe um grau de politização incompatível com suas atribuições. Sem falar que cada procurador se julga no direito de interpretar a Constituição do seu jeito.
Perde o Estado Democrático de Direito. Perde a sociedade. Perde a cidadania. Perde o Brasil.
Fonte - Do Blog do Miro ( Altamiro Borges) 07/09/2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O que está pior, a economia ou a mídia?

Política

O comerciante Mário Paixão da Silva, de 46 anos, tem uma pequena loja de roupas no centro do Recife (PE) há mais de 20 anos. E diz que basta conferir as vendas para saber se a economia está bem ou não. “Você acha que vou acreditar no jornal ou no meu caixa?”

Por Fábio Jammal Makhoul - São Paulo

A preocupação com a economia move o dia a dia das pessoas, inclusive as que dormem mais cedo que os jornais noturnos
Não é improvável um espectador do telejornal noturno ter o sono perturbado com vozes soturnas de apresentadores e analistas. Pelo que se vê e se ouve, não se sabe o que aquele apresentador sério quer dizer com “boa noite”. Afinal, a economia do Brasil pode estar à beira da bancarrota. Tampouco se perdoa o “bom dia” do apresentador da manhã, pois os jornais do dia também trarão o apocalipse. Não é para menos.
A preocupação com a economia move o dia a dia das pessoas, inclusive as que dormem mais cedo que os jornais noturnos. Ninguém passa um único e escasso dia sem fazer contas. Foi entendendo a importância dessa ciência, nem sempre exata, que o estrategista James Carville, do Partido Democrata, eternizou a frase “é a economia, estúpido!” Era 1992, e com esse aprendizado Bill Clinton superaria o favoritismo do republicano George Bush, o pai, demonstrando sintonia com as angústias cotidianas dos norte-americanos nesse quesito. Eis o segredo do homem que faria história no Salão Oval da Casa Branca pelos próximos oito anos: saber o que, com quem e por que estava falando.
O noticiário econômico cumpre vários objetivos. Um deles, saciar os humores do mercado financeiro, servir de ponte para suscitar apostas nos cassinos da especulação, detectar (ou criar) o clima do ambiente eleitoral, entre outros, inclusive informar de vez em quando. Porém, pelo que algumas pesquisas têm demonstrado, a opinião pública talvez não veja a economia do Brasil como a veem os especialistas.
Pesquisas do Datafolha apuram o índice de confiança do brasileiro em relação ao país. Numa escala de 0 a 200, um levantamento feito no início de julho revelou que a expectativa da situação econômica pessoal é de 160 pontos, sendo um dos “aspectos para os quais os brasileiros demonstram um sentimento positivo acima da média”, no relato do instituto. Já a expectativa da situação econômica do país­ registrou 102 pontos em julho, alta de 6 pontos na comparação com maio. Os eleitores brasileiros também foram consultados sobre a situação econômica pessoal e 48% esperam que ela vá melhorar nos próximos meses. Outros 38% acreditam que ficará como está. E apenas 12%, que vai piorar. Pela pesquisa, pode-se constatar que há um grande descompasso entre o sentimento positivo do brasileiro com relação à economia e o cenário catastrófico divulgado pela mídia tradicional.

O jornal ou o caixa
O comerciante Mário Paixão da Silva, de 46 anos, tem uma pequena loja de roupas no centro do Recife (PE) há mais de 20 anos. E diz que basta conferir as vendas para saber se a economia está bem ou não. “Você acha que vou acreditar no jornal ou no meu caixa?”, brinca, ainda comemorando as vendas que fez durante a Copa do Mundo. “A gente precisa ser criativo e se reinventar a cada dia. Durante a Copa, por exemplo, troquei as tradicionais roupas da vitrine por camisas da seleção ou por peças que privilegiassem o verde e o amarelo. Vendi muito, não posso reclamar. E, nos últimos meses, minhas vendas estão no mesmo patamar dos anos anteriores”, diz.
Mesma opinião tem a auxiliar de serviços gerais Vilma Silva de Lima, de 57 anos. O noticiário econômico não é algo que a perturbe, ou atraia. Moradora de um bairro pobre de Camaragibe, região metropolitana do Recife, Vilma diz que as principais preocupações são com a saúde pública e a segurança. “Aliás, nas próximas eleições, vou prestar atenção no que os candidatos vão dizer sobre esses problemas”, afirma.
Com a aproximação do pleito, a mídia tradicional começa a definir candidatos que querem ajudar ou atrapalhar. E, diferentemente de quase um quarto do eleitorado, parece não estar indecisa, analisa o jornalista e sociólogo Venício Artur de Lima, professor titular de Ciência Política e Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). Ele analisa o comportamento midiático em eleições há três décadas e tem vários livros sobre o tema.
Lima avalia que a profusão de informações parciais para privilegiar uns e prejudicar outros dá o tom. “Seguem a mesma conduta das eleições passadas, talvez de forma ainda mais exacerbada.”
O pesquisador pondera, porém, que o Brasil mudou e o eleitor está mais capacitado e dispõe de meios diversos de informação para decidir o voto. “Tenho uma visão diferente da que tinha quando comecei a estudar eleições, nos anos 80. As pessoas buscam muito mais informação fora do esquema da grande mídia. É claro que a TV aberta continua sendo a principal fonte de informação, mas as fontes alternativas têm peso muito grande desde 2006”, avalia. Isso não significa, observa Lima, que a mídia convencional não seja importante para influenciar comportamentos em longo prazo. “A percepção das pessoas sobre corrupção e a estigmatização dos partidos ainda é influenciada pela mídia, mas no comportamento eleitoral em si, o peso do que é publicado nos principais jornais, na TV e no rádio diminuiu, graças a meios que antes não existiam”, comenta.

Pessimismo militante
Usar o jornalismo econômico para fazer política no Brasil é uma estratégia que tem sido bastante criticada por Luis Nassif, jornalista econômico com 45 anos de experiência e organizador do portal GGN. Para ele, há muitas críticas à condução da política econômica do governo federal e vulnerabilidades que precisam ser enfrentadas – especialmente o desequilíbrio nas contas externas do país. “Mas nada que, nem de longe, se pareça com o quadro pintado nos grandes veículos. Aumentos de meio ponto percentual ao ano nos índices inflacionários são tratados como prenúncio de hiperinflação; acomodamento das vendas do varejo, em níveis elevados, como prenúncio de recessão”, comenta.
O que ele chama de “pessimismo militante” compromete a crítica necessária sobre os pontos efetivamente vulneráveis da política econômica e do processo de desenvolvimento do Brasil. “Há uma guerra política inaugurada em 2005, que sacrifica a notícia no altar das disputas partidárias. É evidente que há muito a melhorar no ambiente e na política econômica, mas quem está em crise exposta, hoje em dia, é certo tipo de jornalismo que acabou subordinando os fatos a disputas menores.”
O fotógrafo Alexandre Lombardi, de 38 anos, não gosta de generalizar uma má conduta da mídia. Ele não duvida que todo veículo favoreça um lado e prejudique outro. Lê os jornais tradicionais, procura na internet por blogs, fóruns de discussão e mídias sociais com pensamentos diferentes, mas desconfia à esquerda e à direita, e procura consistência:
- Gosto da pluralidade de pensamentos – conta Alexandre, que mora em Sorocaba, interior paulista. “A Internet deixou tudo muito fácil. É possível comparar versões. Analiso, converso com os amigos e formo a minha própria opinião. Não tiro conclusões baseadas em uma única fonte”, explica. Ele ainda não definiu candidatos para a próxima eleição, mas levará em conta as­ propostas, inclusive para a economia.
Transmitir confiança, credibilidade e consistência, com propostas claras, será o melhor meio de ganhar o voto do eleitor em outubro. Quem afirma é o publicitário Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Data Popular – empresa de pesquisa especializada no conhecimento das classes C e D, onde se concentra a maioria dos brasileiros. “O que vai decidir o voto é a capacidade das candidaturas de entender os problemas reais que o eleitor enfrenta e de oferecer perspectivas de futuro”, observa.
Para Meirelles, será, antes de tudo, uma eleição sobre o futuro e não de legado. “Os eleitores estão mais preocupados em saber o que vai levar o Brasil adiante e não o que trouxe o país até aqui. Isso coloca a discussão em outro patamar. Os candidatos devem fazer uma campanha muito mais propositiva em vez de ficar falando do passado”, explica. A queda na credibilidade da mídia, as novas tecnologias da informação e a recente ascensão social no Brasil criaram um novo formador de opinião que terá peso nestas eleições. Trata-se do jovem da classe C. “Esses jovens estudaram mais que os pais, estão mais conectados, contribuem mais com a renda familiar do que o jovem da elite. Ele é provedor de conteúdo em casa e sua opinião vai ajudar a definir o voto da família”, afirma Meirelles.
Fábio Jammal Makhoul, é jornalista.
Publicado originariamente na Revista do Brasil
Fonte - Correio do Brasil  18/08/2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Governador J.Wagner anda de metrô em viagem teste antes de inauguração

Transportes sobre trilhos

Wagner anda de metrô em viagem teste antes de inauguração - Essa é a primeira vez que ele anda no metrô.Wagner e os secretários estaduais participam de uma apresentação do equipamento para a imprensa.

A Tarde
Da Redação
Divulgação | Secom
O governador Jaques Wagner andou no metrô de Salvador em uma viagem teste na manhã desta quinta-feira, 5. O equipamento será inaugurado no próximo dia 11. Essa é a primeira vez que ele anda no metrô.
Wagner e os secretários estaduais participam de uma apresentação do equipamento para a imprensa. Durante o evento, a comitiva circulou entre a estação do Acesso Norte até a do Campo da Pólvora.
O trajeto foi tranquilo e sem intercorrências. O equipamento está climatizado e com aparência de novo, apesar dos trens terem sido entregues há um ano e meio. Para inauguração, o metrô passou por manutenção.
Não houve paradas durante a viagem feita pela comitiva de Wagner.
"É uma alegria muito grande, uma sensação de dever cumprido ver o metrô, que assumimos em maio passado, em operação quase um ano depois. A partir de agora, vamos entrar nesse processo de operação assistida. A população, que ainda não tem o hábito de usar esse meio de transporte, vai se acostumar com o tempo. Os funcionários e operadores também, o dia-a-dia é sempre diferente da operação assistida", disse Wagner.


Operação assistida
Quando for inaugurado, no próximo dia 11, o metrô vai operar por um trecho de 7,3 km entre a Lapa e Retiro, com paradas em Brotas, Campo da Pólvora e Acesso Norte. Quatro trens com quatro carros cada um vão circular.
Durante a operação assistida, o metrô vai funcionar de segunda a sexta em horários específicos (veja abaixo). Nessa fase, que segue até 15 de setembro, a capacidade máxima de passageiros por trem é de 200 passageiros sentados e 800 em pé. O intervalo previsto para a saída de trens é de 10 minutos


cabine do trem - foto A Tarde
interior do trem  - foto A Tarde






nova pintura - foto A Tarde


visita do Governador - foto A Tarde










Fonte - A Tarde  05/06/2014

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Franklin Martins diz que “não houve” mensalão e que a Globo quer “comandar o país”

Política

Franklin Martins faz observações atiladas sobre a democratização da mídia. Ele observa que o Brasil promove mudanças lentas, porque a construção de maiorias costuma se formar mais vagarosamente no Brasil. Somos grandes demais, diversos demais. O processo de formar maiorias é mais difícil aqui.

Miguel do Rosário
A entrevista foi publicada, em outubro do ano passado, numa revista de Porto Alegre, chamada Bastião, cujos editores eu tive o privilégio de conhecer em Brasília na semana passada. Mas eu só li há alguns dias e logo constatei duas coisas: 1) ela ainda é super atual; 2) não circulou quase nada pela blosgosfera. Então ela é quase inédita!
Franklin Martins faz observações atiladas sobre a democratização da mídia. Ele observa que o Brasil promove mudanças lentas, porque a construção de maiorias costuma se formar mais vagarosamente no Brasil. Somos grandes demais, diversos demais. O processo de formar maiorias é mais difícil aqui.
Mas quando estas se formam, duram muito. Permanecem consolidadas com mais firmeza do que em outros países, que conseguem construir maiorias com mais agilidade, como a Argentina, onde tudo é mais rápido por ser o debate político muito concentrado apenas em Buenos Aires.


Franklin observa que uma das funções da internet é criticar a grande mídia, e que esta, se quiser sobreviver, terá que se adaptar a estas críticas, que são saudáveis e democráticas.
Entretanto, o trecho que me chamou a atenção foi sua observação sobre a ruptura editorial da Globo, a partir da cobertura do mensalão. Franklin, que era comentarista político no Jornal da Globo, faz uma acusação grave ao jornalismo da emissora: ela se recusava a investigar a coisa mais importante, a origem do dinheiro do valerioduto, porque aquilo poderia atrapalhar a sua “teoria”.
Mais tarde, a Procuradoria, e Joaquim Barbosa – juiz responsável, desde o início, por acompanhar as investigações do Ministério Público – ajudariam a Globo a explicar a origem do dinheiro do valerioduto, ao encampar a tese do desvio do Fundo de Incentivo Visanet, em detrimento de um relatório da Polícia Federal, que dizia o contrário.
A PF, através do relatório do Inquérito 2474, assinado pelo delegado Luiz Flavio Zampronha, mostrava que a maior parte dos recursos de Marcos Valério tinha vindo de empresas controladas por Daniel Dantas, e que as negociatas de Valério tinham começado bem antes da era Lula.
Quanto ao Visanet, o Laudo 2828, também da PF, provaria que os recursos não estavam sob responsabilidade de Henrique Pizzolato, o único petista na cúpula do Banco do Brasil, derrubando a teoria de que havia um “núcleo petista” instalado dentro do BB, sob ordens secretas de Dirceu, para desviar os recursos necessários ao esquema de compra de voto.
“A Globo resolveu acabar com o pluralismo”, observa Martins, porque decidiu voltar a algo que estava em seu DNA: “comandar o país”.


Franklin Martins torce para que a Globo não consiga realizar o seu intento (de comandar o país) em 2014. Nós também torcemos, caro Franklin. Nós também.


















Fonte - O Cafezinho  28/05/2014

sábado, 3 de maio de 2014

Falta de democracia nas comunicações atinge também a economia

Política

Crises artificialmente forjadas pela mídia com fins políticos têm outros impactos. Falta à imprensa a serviço da oposição mostrar a parte 'meio cheia' dos copos

Helena Sthephanowitz - RBA
Antigo vilão que traria a inflação de volta tomate
 viveu momentos de celebridade na mídia
Hoje está esquecido
Já há amplos estudos sobre a falta de democratização dos meios de comunicação de massa, sobretudo a televisão, na influência política. A mídia influiu na sustentação da ditadura e nos resultados das eleições após a redemocratização. Mesmo que desde 2002 não consiga decidir quem sai vitorioso nas eleições presidenciais, a mídia conservadora e neoliberal tem sido decisiva para levar as eleições ao segundo turno. Tem sido fundamental também para eleger um parlamento de maioria conservadora, que impede reformas populares e conserva os privilégios de quem detém o poder econômico, incluindo aí os donos da própria mídia.
Influi ainda na formação do espírito antipolítico do cidadão, sempre associando organização partidária e social não a instrumentos de conquistas populares, mas sempre e quase unicamente a escândalos de corrupção. Isso se dá pela predominância de um pensamento único conservador e neoliberal nas linhas editoriais, contrário a qualquer pensamento transformador do sistema econômico vigente, onde demandas populares diferentes desta linha não têm voz.
Com a influência política insuficiente para decidir eleições presidenciais nos três últimos pleitos, passou a haver uma tentativa de influir na própria economia. Sucessos, como o cumprimento de metas de inflação, são noticiados como se fossem fracassos. Aliás, até que ponto o próprio alarmismo do noticiário sobre esse tema, como se a inflação fosse a toda hora sair de controle, não tem afetado a própria realimentação da inflação em algum grau? Até que ponto a "overdose" de sensacionalismo tem influído nos ânimos de comerciantes para aumentar os preços? O pior é que aqueles que caem na tentação de subir preços sem que seus custos tenham aumentado, apenas por influência do noticiário, acabam diminuindo as vendas, ou perdendo mercado para o concorrente que não subiu, desaquecendo seu próprio negócio. Se esse noticiário deixar de contaminar marginalmente e contaminar a maioria, afeta o próprio crescimento do PIB.
E até que ponto o mesmo noticiário tem influído no desânimo do consumidor, artificialmente fabricado, tanto para resistir a aumentos, como para reduzir o consumo?
Note que não se trata de controle dos meios de comunicação e nem de censura. Pelo contrário, democratização significa ampliação de vozes, aumento da concorrência no mercado de informações. Ninguém está querendo calar as atuais TVs conservadoras e neoliberais, mas é preciso que o telespectador tenha também acesso a outras fontes de informações com visões diferentes e que informem dados sonegados pelos atuais donos da mídia.
Recentemente a empresária Luíza Trajano, dona do Magazine Luiza, surpreendeu ao dar uma visão diferente da linha editorial dos noticiários das Organizações Globo. Luíza, em um debate sobre a economia em canal de TV por assinatura, usou uma figura de linguagem bastante popular e disse que os críticos só enxergavam o copo meio vazio, nunca enxergavam a parte meio cheia do copo.
Claro que um noticiário para ser completo deve mostrar tanto a parte meio cheia, como a parte meio vazia do copo. No entanto há um oligopólio na mídia que prega um pensamento único e que só noticia a parte meio vazia. Falta ao cidadão o direito de ser informado em sua plenitude, da parte meio cheia do copo.
Se o tema democratização dos meios de comunicação de massa até hoje despertou paixões políticas, agora já é fator de ordem econômica também. Um noticiário prolongado que falseia sistematicamente as reais expectativas econômicas, pode demover empreendedores de empreender, consumidores de comprar o que precisam, prejudicando a economia como um todo e a prosperidade dos cidadãos e da nação.
Fonte - Rede Brasil Atual  02/05/2014

domingo, 20 de abril de 2014

O Brasil e a distorção econômica

Economia

Encaminhar-nos para o modelo de subordinação é o verdadeiro objetivo da campanha de contrainformação. Não podemos permitir que as mentiras permanentemente repetidas, e sem resposta, se tornem verdades - De 15 empresas analisadas recentemente, 12 disseram que vão manter ou aumentar os investimentos

Mauro Santayana - RBA 

Crescem, a cada dia, as evidências de que o Brasil está sofrendo solerte campanha de descrédito econômico, movida por interesses que envolvem de países estrangeiros a especuladores que vivem da manipulação da bolsa e da exploração predatória de juros no mercado nacional.
Uma coisa é a “expectativa” dos “analistas” e “agentes econômicos”, os editoriais da The Economist, as matérias do El País, e os textos engendrados, pela imprensa mexicana, contra o Brasil, e dirigidas a outros países da América Latina, no contexto da defesa de um factoide, o da Aliança do Pacífico, que está fazendo água a olhos vistos. Outra é a realidade dos números, que desmente, a cada dia, o canto das cassandras que proclamavam a iminência de uma “tempestade perfeita”, que nos levaria, irremediavelmente, para o fundo do abismo em 2014.
Recebemos, no ano passado, US$ 63 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto. A economia cresceu “surpreendentemente” 2,3%, enquanto alguns vaticinavam que ficaria em cerca de 1%. A produção industrial aumentou 2,9% em janeiro, e foram criados mais de 260 mil empregos formais líquidos em fevereiro. As vendas no varejo continuam se expandindo, e a inadimplência está em retração.
Segundo estudo publicado pelo Valor Econômico, na terceira semana de março, baseado em balanços de companhias de capital aberto, a maioria das empresas planeja manter ou aumentar seus investimentos este ano. Dos 15 grandes grupos analisados, nove, entre eles Pão de Açúcar, Ambev, Natura, Alpargatas e Magazine Luiza, pretendem investir o mesmo montante de 2013, e três vão aumentá-los. O conjunto das empresas de varejo e de consumo investiu quase R$ 13 bilhões no ano passado.
É claro que não estamos isentos de problemas. O incentivo dado à fabricação e venda de automóveis, nos últimos anos, sem que se assegurassem fontes nacionais de energia – por meio de maior oferta de gás, liberação total da produção de etanol e biodiesel para autoconsumo, estímulo ao uso de modelos híbridos e elétricos –, acoplado à diminuição da produção de petróleo devido à interrupção para a modernização e troca de plataformas, fez explodir a importação de combustíveis, afetando a balança comercial.
A intensificação do processo de desnacionalização da economia, com a entrada de capital estrangeiro para a compra de empresas brasileiras – e nem sempre a construção de novas fábricas – tem nos levado, também, a aumentar, na mesma proporção, o envio de remessas de lucro para outros países da ordem de dezenas de bilhões de dólares, impactando fortemente o resultado de nossas transações correntes com o exterior.
O consumo cresceu, nos últimos anos, com a entrada de milhões de pessoas para a nova classe média. Mas foi atendido, em parte, com o brutal avanço das importações de eletrônicos e eletrodomésticos, sem que se tenha negociado, nesse processo, com os fornecedores estrangeiros, o aumento do nível de conteúdo local. Alguns problemas, como a importação de combustíveis, tendem a ser solucionados, com a entrada em operação das novas refinarias e plataformas de petróleo que estão em construção e que deverão ficar prontas em 2015. As outras questões, de caráter estrutural e estratégico, têm de ser decididamente enfrentadas, sob a pena de se transformar em uma bola de neve nos próximos anos.
O que não podemos é permitir que certas mentiras, à base de serem permanentemente repetidas, sem resposta eficaz por parte do país, acabem se transformando em incontestáveis verdades, para ponderáveis parcelas da sociedade brasileira e da opinião pública internacional. Estudo publicado pela Organização pela Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que, no México, apontado como a quintessência da Aliança do Pacífico, a renda está em queda acelerada e quatro em cada dez cidadãos estão passando fome.
Encaminhar-nos para esse modelo, de espoliação econômica e total subordinação aos interesses de outras nações, é a meta – e o verdadeiro objetivo – de quem está por trás dessa campanha de contrainformação.
Fonte - Rede Brasil  Atual  19/04/2014

domingo, 16 de fevereiro de 2014

O dinheiro público patrocina a Globo

Mídia

Nenhuma empresa jornalística tem sido tão patrocinada pelo governo, ao longo de tantos anos, como a Globo.

Por Paulo Nogueira, 
Diário do Centro do Mundo
foto - ilustração
A Globo falando de forças antidemocráticas chega a ser engraçado.
Foi num editorial do Globo, e as tais forças eram os manifestantes.
Em 1954, Roberto Marinho trabalhou intensamente para derrubar Getúlio Vargas.
Vargas trouxe o voto secreto, deu às mulheres o direito de votar, criou leis trabalhistas que regularam o horário de trabalho e estipularam férias.
Em 1964, mais uma vez Roberto Marinho foi destaque para derrubar um governo popular, agora o de João Goulart.
Jango cometeu o crime, aspas, de tentar combater a desigualdade. Criou, por exemplo, o 13.o salário, “uma tragédia”, conforme noticiou o Globo na ocasião.
Mesmo com esta folha corrida, a Globo se julga no direito de falar em forças antidemocráticas.

Pausa para rir.

No mesmo editorial, a Globo se revelou magoada com a maneira como é tratada na internet por blogs “patrocinados pelo governo”.

Nova pausa.

Nenhuma empresa jornalística tem sido tão patrocinada pelo governo, ao longo de tantos anos, como a Globo.
Apenas nos 10 anos de PT no poder, a empresa levou 6 bilhões de reais do governo em publicidade oficial – isto com a audiência despencando.
Isto para não falar em coisas como o dinheiro do BNDES – nosso, portanto – que financiou a construção de uma supergráfica, nos anos 1990, que hoje é um elefante branco.
Não é só do governo federal que a Globo se abastece.
Nos meus tempos de Editora Globo, o governo do Amazonas comprava lotes milionários de livros da Globo.
A contrapartida era um tratamento generoso na revista Época para o então governador do Amazonas, Eduardo Braga.
Tive com Braga uma briga memorável na sede da Editora Globo depois que publicamos um artigo desfavorável a ele. Eu era diretor editorial naquela ocasião, e ele saiu da reunião dizendo, ameaçador, que ia conversar com João Roberto Marinho.
Uma boa parte do patrimônio bilionário da família Marinho vem do dinheiro público da propaganda oficial.
Durante muitos anos, quando os anunciantes já conseguiam descontos expressivos das empresas de mídia, apenas o governo continuava a pagar a tabela cheia, bovinamente.
Veja a tabela de preços da TV Globo para ter uma ideia de quanto dinheiro foi para os Marinhos por esse atalho.
E mesmo assim a empresa faz pose.
No campo dos impostos a atitude é a mesma. Até os manifestantes do MST pediram outro dia que a empresa mostrasse o Darf – o recibo de uma multa milionária que a Receita lhe aplicou por trapaça na Copa de 2002.
Mesmo assim, a Globo começa a fazer pressão contra o Google na questão fiscal.
É verdade que o Google levou mundialmente ao estado da arte a sonegação legal, aspas, ao encaminhar seu faturamento para paraísos fiscais.
Como o DCM deu diversas vezes, governos no mundo inteiro – o americano, o inglês, o alemão, o francês etc – estão tratando de acabar com a farra fiscal do Google e de outras empresas.
A primeira providência dos governos tem sido publicar o faturamento local do Google e a quantia que paga de imposto – uma miséria.
No Brasil, só agora – segundo o Globo – a Receita decidiu agir. Dilma, noticiou o Globo, teria dado ordens expressas para cuidar do caso Google.
Quem é o principal interessado? O Globo, uma vez que o faturamento publicitário do Google no Brasil cresce vertiginosamente, e tende a bloquear as ambições da Globo na internet.
Não que o Google não tenha que pagar o imposto devido. Tem. Exclamação.
Mas um sonegador falando de outro?
Se a Receita cercar apenas o Google fará um trabalho pela metade.
Enquanto a Globo não mostrar o Darf, a sociedade tem toda a razão de entender que a Globo é mais igual que os outros perante a Receita, e não só a Receita, lamentavelmente.
Fonte - Blog do Miro  ( Altamiro Borges)  16/02/2014

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Hora de os mais fracos e perseguidos terem também seu lugar ao sol

Opinião

Jornal do Brasil
foto - ilustração
O Jornal do Brasil sempre foi prejudicado por ser imprensa livre. Principalmente no tempo da ditadura, quando alguns órgãos de circulação defendiam escancaradamente o regime militar.
Época em que o governador Carlos Lacerda, antes um dos sustentáculos da ditadura, viu militares se juntarem a segmento da imprensa para destruí-lo, quando ele se unia a Juscelino Kubitschek e João Goulart para fazer, em 1966, a Frente Ampla.

Segmentos da imprensa foram premiados pela ditadura, ganhando de presente vultosos valores de publicidade.
O Jornal do Brasil, em sua caminhada contra a ditadura, acabou destruído financeiramente. Mesmo assim até hoje vive, mas sempre prejudicado pela tal mídia técnica, na qual o mais forte será sempre mais forte, e os mais fracos não conseguirão subir.

Num país onde o mais forte defende os mais fortes, os mais fracos nunca poderão alcançar seu lugar ao sol.
Espera-se que o atual chefe de Comunicação Social do governo federal possa prestigiar mesmo as mídias sociais, e os jornais que não sobreviveram ao capitalismo selvagem na distribuição de recursos possam também ter seu lugar ao sol.
Fonte - Jornal do Brasil  10/02/2013

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Polícia Federal confirma investigação contra sonegação da Globo!

Notícias

Miguel do Rosário
O Cafezinho
Agora já temos um número e um delegado responsável. É o inquérito 926 / 2013, e será conduzido pelo delegado federal Rubens Lyra.
O chefe da Delegacia Fazendária da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Fabio Ricardo Ciavolih Mota, confirmou à comitiva do Barão de Itararé-RJ que o visitou hoje: o inquérito policial contra os crimes fiscais e financeiros da TV Globo, ocorridos em 2002, foi efetivamente instaurado.
Os crimes financeiros da TV Globo nas Ilhas Virges Britânicas foram identificados inicialmente por uma agência de cooperação internacional. A TV Globo usou uma empresa laranja para adquirir, sem pagar impostos, os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.
A agência enviou sua descoberta ao Ministério Público do Brasil, que por sua vez encaminhou o caso à Receita Federal. Os auditores fiscais fizeram uma apuração rigorosa e detectaram graves crimes contra o fisco, aplicando cobrança de multas e juros que, somados à dívida fiscal, totalizavam R$ 615 milhões em 2006. Hoje esse valor já ultrapassa R$ 1 bilhão.
Em seguida, houve um agravante. Os documentos do processo foram roubados. Achou-se uma culpada, uma servidora da Receita, que foi presa, mas, defendida por um dos escritórios de advocacia mais caros do país, foi solta, após conseguir um habeas corpus de Gilmar Mendes.
Em países desenvolvidos, um caso desses estaria sendo investigado por toda a grande imprensa. Aqui no Brasil, a imprensa se cala. Há um silêncio bizarro sobre tudo que diz respeito à Globo, como se fosse um tema tabu nos grandes meios de comunicação.
Um ministro comprar uma tapioca com cartão corporativo é manchete de jornal. Um caso cabeludo de sonegação de impostos, envolvendo mais de R$ 1 bilhão, seguido do roubo do processo, é abafado por uma mídia que parece ter perdido o bonde da história.
Nas “jornadas de junho”, um grito ecoou por todo o país. Foi talvez a frase mais cantada pelos jovens que marchavam nas ruas: “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”.
A frase tem um sentido histórico. É como se a sociedade tivesse dito: a democracia voltou; agora elegemos nossos presidentes, governadores e prefeitos por voto direto; chegou a hora de acertar as contas com quem nos traiu, com quem traiu a nossa democracia, e ajudou a criar os obstáculos que impediram a juventude brasileira de ter vivido as alegrias e liberdades dos anos 60 e 70.
O Brasil ainda deve isso a si mesmo. Este ano, faz cinquenta anos que ocorreu um golpe de Estado, que instaurou um longo pesadelo totalitário no país. A nossa mídia, contudo, que hoje se traveste de paladina dos valores democráticos, esquece que foi justamente ela a principal assassina dos valores democráticos. E através de uma campanha sórdida e mentirosa, que enganou milhões de brasileiros, descreveu o golpe de 64 como um movimento democrático, como uma volta à democracia!
A ditadura enriqueceu a Globo, transformou os Marinho na família mais rica do país. E mesmo assim, eles patrocinam esquemas mafiosos de sonegação de imposto?
O caso da sonegação da Globo é emblemático, e deve ser usado como exemplo didático. Se o Brasil quiser combater a corrupção, terá que combater também a sonegação de impostos. Se estamos numa democracia, a família mais rica no país não pode ser tratada diferentemente de nenhuma outra. Se um brasileiro comum cometer uma fraude fiscal milionária e for pego pela Receita, será preso sem piedade, e seu caso será exposto publicamente.

Por que a Globo é diferente? A sonegação da Globo deve ser exposta publicamente, porque é uma empresa que sempre viveu de recursos públicos, é uma concessão pública, e se tornou um império midiático e financeiro após apoiar um golpe político que derrubou um governo eleito – uma ação pública, portanto.
Esperamos que a Polícia Federal cumpra sua função democrática de zelar pelo interesse público nacional. E esperamos também que as Comissões da Verdade passem a investigar com mais profundidade a participação das empresas de mídia nas atrocidades políticas que o Brasil testemunhou durante e depois do golpe de 64. Até porque sabemos que a Globo continuou a praticar golpes midiáticos mesmo após a redemocratização, recusando-se a dar visilidade (e mentindo e distorcendo) às passeatas em prol de eleições diretas, manipulando debates presidenciais e, mais recentemente, tentando chancelar a farsa de um candidato (o episódio da bolinha de papel).
O Brasil se cansou de ser enganado e, mais ainda, cansou de dar dinheiro àquele que o engana. Se a Globo cometeu um grave crime contra o fisco, como é possível que continue recebendo bilhões em recursos públicos?
Fonte - Do Blog do Miro (Altamiro Borges)  27/01/2014

domingo, 19 de janeiro de 2014

Os donos da mídia e a batalha por um candidato

Política

Seis autores à procura de um personagem. Os donos da mídia e sua batalha


O espetáculo criado pelos grandes meios de comunicação em torno da prisão de parte do condenados na Ação Penal 470 é apenas o prenúncio do que será 2014 no Brasil

Lalo Leal
Donos dos principais veículos sabem
 desde sempre o que não querem, 
mas ainda não sabem o que querem
Assumida como principal partido de oposição, a mídia brasileira faz lembrar a peça de Pirandello Seis Personagens à Procura de um Autor. Aqui, são seis famílias à procura de um candidato à Presidência da República. Enquanto não descobrem (ou não decidem) quem será o seu líder, vão montando os quadros de apoio e os cenários para sustentá-lo.
Quando se esperava que as cenas do avião da Polícia Federal levando os condenados para Brasília fosse o epílogo de uma campanha iniciada em 2005 com a criação do “mensalão”, eis que a mídia consegue estender ainda mais a história. Deixa tudo de lado (meia tonelada de cocaína num helicóptero de parlamentar mineiro, por exemplo) para acompanhar a vida dos presidiários, com o requinte – no caso da Globo – de enviar uma equipe de reportagem ao Panamá para descobrir um possível dono do hotel que havia oferecido emprego para José Dirceu. A Folha de S. Paulo acompanhou as visitas aos presos como se esta fosse a principal preocupação do país. O desejo de esticar ao máximo o assunto é visível. Novas prisões (escrevo antes delas), como a do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), vão reavivar o noticiário.
A recuperação da presidenta Dilma Rousseff nas pesquisas, depois da queda verificada no meio do ano passado, deixou a mídia ainda mais ouriçada. A Folha chegou a publicar carta de leitor lamentando que as manifestações de rua de junho de 2013, fator que teria abalado a liderança de Dilma, não tivessem sido retardadas para as proximidades do pleito presidencial.
Torcida e incentivo para que elas voltem não faltam. Se não voltarem, sobrarão as imagens e os sons daqueles atos repetidos à exaustão. O que aliás já ocorreu com as indefectíveis resenhas jornalísticas de final de ano. A rádio Estadão foi mais longe e fez uma série de programas só para lembrar “as jornadas de junho”.
Para dar conta da campanha eleitoral de 2014, as empresas reforçam seus quadros com comentaristas vinculados à oposição. A TV Cultura de São Paulo traz para a apresentação do Roda Viva um jornalista que se especializou, na revista Veja, em assacar impropérios contra o presidente Lula. Nesse linha, ele não perde a oportunidade durante o programa de forçar o entrevistado a fazer criticas a presidenta e ao seu antecessor. Fez isso, por exemplo, com o historiador Ronaldo Costa Couto, que saiu da armadilha com elegância e com o cantor Lobão, que fez o contrário.
Com cenário e personagens prontos, ainda que estes últimos tendam a crescer em 2014, resta conhecer o ator principal. O sonho dourado dessa mídia, escancarado pela revista Veja, é o presidente do STF, Joaquim Barbosa. As inúmeras capas e matérias laudatórias tornam o desejo evidente, sem nenhuma preocupação com o perigo que uma candidatura desse tipo representa para o país. Seria a combinação, numa pessoa só, do desequilíbrio político-emocional de figuras como Jânio Quadros e Fernando Collor.
Se não der certo apostarão em Eduardo Campos e Aécio Neves, nessa ordem de preferência. Marina, com seus discursos tortuosos, é uma alternativa pouco confiável para a mídia que, em último caso, correrá para os braços de Serra e de sua obstinação pela presidência.
A situação não seria tão trágica se tivéssemos por aqui veículos impressos de alcance nacional capazes de dar conta das várias tendências políticas existentes no pais. Que cada um então defendesse a sua. Mas não é assim, há um pensamento uniforme alinhado aos interesses do grande capital financeiro internacional e avesso às políticas de transferência de renda e de maior inclusão social. Vigora na mídia o pensamento único.
No rádio, importante formador de opinião, e na TV a situação é ainda mais grave. Usam o espaço público das concessões recebidas para defender privilégios privados. Fazem desses veículos instrumentos de propaganda política afrontando as leis e a ética.
2014 promete.
Fonte - Revista do Brasil  19/01/2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Derrotas dos barões da mídia em 2013

Política


Por Altamiro Borges
Em 2013, o debate sobre o poder ditatorial dos meios de comunicação e sobre a urgência da regulação democrática da mídia ganhou impulso no mundo inteiro. Até o Reino Unido, chocado com os escândalos de corrupção e invasão de privacidade do império de Rupert Murdoch, aprovou uma dura legislação. A Rainha Elizabeth 2ª se tornou, na visão dos barões da mídia, a nova “chavista” do planeta. Os avanços mais sensíveis se deram na América Latina. Infelizmente, o Brasil se manteve na posição da “vanguarda do atraso” no enfrentamento desta questão estratégica.
O “Royal Charter” britânico
A nova legislação britânica, assinada em outubro, cria um órgão regulador para a mídia imprensa, estabelece um código de ética para os veículos e fixa multas de até R$ 3,7 milhões para os crimes da imprensa. Ela se soma à regulação já existente há décadas sobre as concessões públicas de rádio e televisão. Os abusos da mídia britânica, principalmente do império Murdoch – o maior do planeta – resultaram num fato inédito. A nova lei foi elaborada pelo governo conservador de David Cameron, obteve o apoio da oposição trabalhista e foi assinada pela Rainha Elizabeth.
Os monopólios do setor fizeram de tudo para sabotar a nova lei. Ingressaram na Justiça, pressionaram parlamentares e até atacaram a “sagrada” monarquia britânica. A pressão, porém, não evitou que a rainha ratificasse a “Royal Charter”, a carta real sobre a mídia imprensa. Os poderes públicos se viram pressionados pela sociedade, que não engoliu os crimes praticados pelo jornal “News of the Word”, do empresário australiano Rupert Murdoch. O tabloide, que subornou e grampeou telefones ilegalmente, inclusive foi fechado e seus diretores podem ir para a cadeia.
Pela lei aprovada, o novo órgão regulador poderá aplicar multas de até 1 milhão de libras (R$ 3,7 milhões), além de impor correções e pedidos de desculpas por parte de jornais e revistas com o mesmo destaque dado pelas matérias caluniosas. Ele será composto por integrantes indicados de forma independente, sendo vedada a participação de editores dos veículos privados. Já o código de ética exige “respeito pela privacidade onde não houver suficiente justificativa de interesse público”. Qualquer pessoa que alegar ter sido atingida por reportagens poderá acionar o órgão.
A defesa do pluralismo na Europa
As derrotas dos barões da mídia não se deram apenas no Reino Unido. Em vários países tão badalados como expressão da “democracia liberal” também ocorreram importantes revezes em 2013. Outro destaque do ano, simplesmente ocultado pela imprensa brasileira, foi a aprovação do relatório “Uma mídia livre e pluralista para sustentar a democracia europeia”, em janeiro do ano passado. O documento foi elaborado por um grupo de alto nível (HLG) constituído no âmbito da União Europeia e faz trinta recomendações sobre a regulação democrática da mídia.
Entre outros pontos, o relatório realça que “o conceito de liberdade de mídia está intimamente relacionado à noção de liberdade de expressão, mas não é idêntico a ela. A última está entronizada nos valores e direitos fundamentais da Europa: ‘Todos têm direito à liberdade de expressão... Pluralismo na mídia é um conceito que vai muito além da propriedade... Pluralismo inclui todas as medidas que garantam o acesso dos cidadãos a uma variedade de fontes e vozes de informação, permitindo a eles que formem opiniões sem a influência indevida de um poder dominante”.
Para o desespero dos barões da mídia, o documento propõe a introdução da educação para a leitura crítica da mídia nas escolas secundárias; o monitoramento permanente do conteúdo da mídia por parte de organismo oficial; a total neutralidade de rede na internet; a provisão de fundos estatais para o financiamento da mídia alternativa que seja inviável comercialmente, mas essencial ao pluralismo; a existência de mecanismos que garantam a identificação dos responsáveis por calúnias e a garantia da resposta e da retratação de acusações indevidas.
“Todos os países da União Europeia deveriam ter conselho de mídia independente, cujos membros tenham origem política e cultural equilibrada, assim como sejam socialmente diversificados. Esses organismos teriam competência para investigar reclamações (...), mas também certificariam de que as organizações de mídia publicaram seus códigos de conduta e revelaram detalhes sobre propriedade... Os conselhos de mídia devem ter poderes legais, tais como imposição de multas, determinar a publicação de justificativas e cassação do status jornalístico”, afirma o relatório.
Espionagem e atritos nos EUA
Se na Europa o debate sobre a regulação democrática da mídia produziu alguma luz, na pretensa “pátria da democracia”, os EUA, ele só gerou atritos e nada de concreto. Mesmo assim, o tema esteve na ordem do dia. Durante vários meses, o presidente Barack Obama e os impérios midiáticos se digladiaram. O governo acusou abertamente a rede Fox, do mesmo Rupert Murdoch, de se transformar no braço político do Partido Republicano e da sua corrente mais fascistoide, o Tea Party. Já os veículos acusaram a Casa Branca de monitorar os seus repórteres e promover retaliações.
Em junho passado, num fato inédito, as corporações midiáticas chegaram a boicotar uma reunião com o secretário de Justiça, Eric Holder. A crise decorreu das revelações de que o governo espionava jornalistas. A agência de notícias Associated Press e a TV Fox News tiveram telefonemas e e-mails de seus repórteres monitorados pelo Departamento de Justiça, que investigava o vazamento de informações consideradas confidenciais pelo governo. Diante do escândalo, que desmistifica a “pátria da democracia”, Barack Obama aceitou conter as medidas de monitoramento.
O armistício, porém, não soluciona os crescentes atritos entre o governo dos EUA e as poderosas corporações midiáticas. Estudos indicam que a concentração do setor tem aumentado no país, reforçando assustadoramente o poder destes impérios. Mais de 120 jornais faliram nos últimos anos e apenas os grandes sobrevivem à avassaladora crise da mídia impressa. Já as emissoras de televisão “atravessam intensa concentração nos EUA”, segundo reportagem de Nelson de Sá, publicada em julho passado na Folha.
Através de aquisições e fusões, a mídia fica ainda mais monopolizada. Nelson de Sá cita dois exemplos nos setores de TV a cabo e TV aberta. “No primeiro, a Charter, controlada por John Malone, tenta comprar o serviço da Time Warner. Negócios semelhantes estariam sendo discutidos entre a Cablevisión e a Cox e, no âmbito das operadoras de TV por satélite, entre a Dish e a DirecTV. No segundo setor, pequenos grupos de emissoras abertas estão se consolidando em grupos maiores, como na compra das 19 estações do Local TV pelo Tribune por US$ 2,7 bilhões”.
* No próximo artigo, as derrotas dos barões da mídia na América Latina.
Fonte - Blog do Miro 01/01/2013