UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Supremo Tribunal Federal divulga conteúdo dos áudios da JBS

Política   🎤

O conteúdo das gravações traz evidências de informações que foram omitidas pelos delatores durante as investigações no âmbito da Operação Lava Jato.Alguns trechos dos áudios da conversa já foram divulgados pela revista Veja. Na conversa gravada entre Joesley Batista e Ricardo Saud, os executivos dão evidências de irregularidades que teriam sido cometidas por autoridades da PGR e do STF.

Debora Brito e Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
O Supremo Tribunal Federal (STF) liberou há pouco a íntegra dos áudios entregues por advogados da JBS à Procuradoria-Geral da República (PGR). O conteúdo das gravações traz evidências de informações que foram omitidas pelos delatores durante as investigações no âmbito da Operação Lava Jato.
A suspeita de omissão foi divulgada na última segunda-feira (4) pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Em pronunciamento, Janot informou que o fato pode levar à revisão ou até mesmo anulação do acordo de delação premiada que foi firmado com Joesley Batista e outros executivos da JBS. A suspensão dos benefícios, no entanto, não deve invalidar as provas já coletadas no processo, segundo o procurador.
Alguns trechos dos áudios da conversa já foram divulgados pela revista Veja. Na conversa gravada entre Joesley Batista e Ricardo Saud, os executivos dão evidências de irregularidades que teriam sido cometidas por autoridades da PGR e do STF.
Entre os fatos omitidos na delação estaria o envolvimento do ex-procurador Marcelo Miller em crimes cometidos pelos empresários. Miller estava na procuradoria durante o período das negociações para a delação e deixou o cargo para atuar em um escritório de advocacia em favor da JBS. Em nota, Miller negou as acusações de ter atuado como “agente duplo” e diz que não cometeu ato de improbidade administrativa.
Após a repercussão negativa do vazamento da informação, a empresa divulgou nota em que afirma que a conversa tem apenas “cogitações de hipóteses” e não compromete autoridades. Em outra nota, os empresários Batista e Saud pedem desculpas ao STF e à PGR pela citação das autoridades e afirmam que mentiram durante a conversa.
Fonte - Agência Brasil  06/09/2017

terça-feira, 11 de julho de 2017

Alerta de tsunami para o litoral de Temer: Eduardo Cunha dá últimos retoques na delação

Política   👀

A análise é de Clarisse Gurgel, cientista política e professora da UniRio ao comentar reportagem da revista Veja sobre os preparativos finais da delação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.A cientista política observa que Temer é alvo de várias ações, entre elas o vazamento da conversa entre ele e Joesley Batista, do JBS. Segundo ela, todas essas ações já poderiam ser suficientes para tirar o presidente, algo mais grave do que os motivos (pedaladas fiscais) que levaram ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016.

Sputnik
foto - ilustração
O presidente Michel Temer vai ter sua situação política piorada à medida em que o setor do empresariado entender que o melhor é a retirada do presidente. A análise é de Clarisse Gurgel, cientista política e professora da UniRio ao comentar reportagem da revista Veja sobre os preparativos finais da delação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.
Na edição deste fim de semana, a publicação informa que a delação de Cunha tem dez capítulos dedicados exclusivamente a Temer, a quem vai acusar de "ser o verdadeiro chefe da organização criminosa formada pelo chamado PMDB da Câmara". A delação, ainda segundo a Veja, vai citar 50 parlamentares envolvidos em recebimento de propina por parte de empresas.
A cientista política observa que Temer é alvo de várias ações, entre elas o vazamento da conversa entre ele e Joesley Batista, do JBS. Segundo ela, todas essas ações já poderiam ser suficientes para tirar o presidente, algo mais grave do que os motivos (pedaladas fiscais) que levaram ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016.
"O que derruba um presidente não é uma denúncia de corrupção. É quando o setor do empresariado, que hegemoniza a política no Brasil, sentar e entender que o melhor é derrubar esse presidente ou um outro. A delação do Eduardo Cunha pode ser no mesmo nível da gravação com o Joesley Batista, mas se o empresariado entender que é melhor um segundo impeachment, porque o presidente não está conseguindo implementar as reformas, aí ele vai para derrubar. Poderia ser uma delação bombástica ou insignificante", diz Clarisse.
Para a cientista social, esse comportamento já pode ser visto na grande mídia, principalmente da parte da Rede Globo, que se converteu no "principal termômetro desse processo". Na visão de Clarisse, se a emissora ainda não desistiu e porque alguma chance (a saída de Temer) ela tem.
"Essa delação (de Cunha) não é qualquer uma. É de quem tem muita entrada no mercado político. Se ele vai dizer muito ou pouco não importa muito. Importa muito mais se o empresariado já tomou uma decisão. Enquanto o empresariado não tiver um nome, ele segue na indecisão, porque ainda não apareceu um nome para substituir o Luiz Inácio Lula da Silva. Quando aparecer esse nome, se aparecer, aí o empresariado vai ficar mais à vontade para tomar a decisão (se mantém ou retira Temer)", afirma a professora da UniRio, lembrando que também houve uma tentativa de intervenção no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impugnar a chapa Dilma-Temer.
Clarisse diz que vários planos estão sendo formados, mas que ainda não conseguiram ser a gota d´água, como tem tentado fazer a mídia, e, em especial, a Globo. Para a cientista social, ao acusar o envolvimento de Temer com a "organização criminosa formada pelo chamado PMDB da Câmara, Cunha ostenta um "cinismo cirúrgico".
"Toda a aparência carrega nela uma essência. Há algo de verdadeiro no que Cunha fala, quando ele diz que é um crime organizado. Ele fala da forma que precisa falar, quando é preciso falar. Há uma tarefa que ele precisa cumprir, como ele cumpriu quando ele ocupou a presidência da Câmara e aceitou sair preso. Essa disciplina que Cunha tem, apesar de parecer performático, não é a cara do Eduardo Cunha. A verdadeira é a do soldado do mercado político, que diz o que é preciso ser dito, na hora em que é preciso ser dito. Para ele, é preciso ser salva uma parte do PMDB. Rodrigo Maia (presidente da Câmara) está poupado do rol dos corruptos", afirma a professora.
O deputado federal Ênio Verri (PT-PR) tem opinião contrária à da cientista social..
"Uma delação de Cunha, depois que foi cassado, não tem peso nenhum. Ele acha que com isso ele vai ganhar mais benesses, como redução da pena, ou algo do gênero. Segundo porque ele já mandou dizer que tem uma página da delação endereçada ao Rodrigo Maia. Com relação à chamada 'organização criminosa', Eduardo Cunha é sócio aí junto com o Temer. Isso vai sobrar também para o Rodrigo Maia, não tenho dúvida, e vai aprofundar ainda mais a crise política que vivemos. Também estou convencido que o chamado PMDB da Câmara, que conhecemos há muito tempo, é uma bancada que apoia o governo, não importa se à direita ou à esquerda, e que, para apoiar, cobra a sua caixa, via ministérios ou cargos estatais", diz o deputado.
Para Verri essas denúncias vão enfraquecer ainda mais o PMDB, hoje já bastante fragilizado, e ajudarão a população a ver como age o partido. "E com isso reduzirá o número do perfil desses deputados que vêm para a Câmara não para defender projetos, mas para defender projetos individuais e contra os interesses do povo brasileiro", finaliza.
Fonte - Sputnik  11/07/2017

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Ex-ministro Geddel Vieira Lima é preso pela PF na Bahia

Política  👀

A prisão preventiva foi pedida pela PF e pelos integrantes da Força-Tarefa da Operação Greenfield, a partir de informações fornecidas em depoimentos do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
Agentes da Polícia Federal (PF) prenderam hoje (3), na Bahia, o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o político baiano estaria tentando obstruir a investigação de supostas irregularidades na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal.
A prisão preventiva foi pedida pela PF e pelos integrantes da Força-Tarefa da Operação Greenfield, a partir de informações fornecidas em depoimentos do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva, sendo os dois últimos em acordo de colaboração premiada.
Fonte - Agência Brasil  03/07/2017

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Gravação deixa Temer em situação difícil e base já ensaia pedir a sua renúncia

Política  👀

Ao assumir a Presidência há pouco mais de um ano, Michel Temer bateu seguidamente na tecla das reformas. Chegou a ponderar que não se importava com a baixa popularidade, desde que conseguisse aprovar a reformulação das leis trabalhista e da Previdência.

Sputnik
foto - ilustração
Mas a gravação feita pelos donos da JBS, se confirmada, o coloca em uma situação de difícil sustentação.
Uma reportagem do jornal O Globo afirmou que o empresário Joesley Batista – um dos donos da JBS – teria gravado uma conversa em que Temer deu aval para o pagamento de uma mesada ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em troca do silêncio dele, que está preso desde outubro do ano passado em Curitiba. Tudo com aval da Polícia Federal.
Pouco tempo depois da notícia repercutir no Congresso Nacional, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) não se importou com o fato do seu partido compor a base aliada de Temer. O parlamentar veio a público e pediu a renúncia do presidente, sem recorrer a meias palavras. Tudo para impedir, segundo ele, que o país caia “no imponderável”.
“Só resta a renúncia do presidente Temer e mudança na Constituição: É preciso antecipar eleição presidencial”, avaliou o senador.
O tamanho do impacto da notícia também foi sentido na Câmara dos Deputados. Questionado pela reportagem da GloboNews se haveria impacto no andamento das reformas que tramitam no Congresso Nacional, o deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE) disse “não ter condições” das pautas seguirem o andamento normal agora. “Está tudo parado agora”, sentenciou.
O líder do PPS na Câmara, Arnaldo Jordy (PPS-PA), indicou na noite desta quarta-feira que o partido – que possui dois ministérios no governo Temer – tende a deixar a base aliada, caso confirmada a existência da gravação que comprova o envolvimento do presidente no “cala a boca” financeiro dado a Cunha e ao operador Lúcio Funaro, outro envolvido na Operação Lava Jato.
Com uma popularidade baixíssima, de 4% segundo dados recentes do Ipsos, Temer corre o risco de se ver sem o seu único trunfo nestes 370 dias de governo: o apoio de uma sólida base nas duas Casas do Congresso. Se perder apoio político, a incapacidade de entregar as prometidas reformas irão ressoar junto às forças econômicas e a pressão por uma saída seria apenas uma questão de tempo.
Previsto para ser retomado no dia 6 de junho, o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também pode sofrer o impacto da delação dos donos da JBS. O presidente da República tinha pressa pela conclusão do julgamento, sobretudo por acreditar que teria garantidos cinco votos que o manteriam no Palácio do Planalto. Algo poderá mudar nesta Corte? A conferir.
Durante o seu ano como presidente, Temer procurou minimizar os diversos escândalos envolvendo os seus ministros. Nos bastidores, manobrou a base aliada por meio de emendas para obter vitórias importantes, sobretudo na Câmara. Na noite desta quarta-feira, em Brasília a gravação tinha cheiro de bala de prata. O ferimento, certeiro e mortal.
A eventual confirmação de que tudo o que Joesley Batista disse a respeito do presidente – a ocorrer pelas mãos do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin – pode colocar fim ao último desejo de Temer como político: o de chegar à linha de chegada do seu mandato, em 2018.
Fonte - Sputnik  18/05/2017

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Cármen Lúcia autoriza auxiliares de Teori a retomarem homologações da Odebrecht

Política  ⏳

A ministra Cármen Lúcia passou boa parta de tarde de ontem (24) no gabinete de Teori Zavascki, onde conversou com os juízes auxiliares do ministro. Devido ao sigilo dos processos, não é possível saber se a autorização para que os depoimentos sejam retomados diz respeito a uma delação específica ou a todas. 

Felipe Pontes
Repórter da Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, autorizou os juízes auxiliares do ministro Teori Zavascki a retomarem a partir de hoje (24) os procedimentos formais para que as delações de executivos da empreiteira Odebrecht sejam homologadas, no âmbito da Operação Lava Jato.
O ministro Teori Zavascki, que morreu em um acidente de avião na última quinta-feira (19) e era o relator da Lava Jato no STF, trabalhava durante o recesso nas 77 delações da Odebrecht que se encontram em seu gabinete e estavam prestes a ser homologadas, isto é, a serem validadas como prova.
Teori já havia autorizado que seus juízes auxiliares começassem, esta semana, a ouvir os delatores para saber se eles prestaram de livre e espontânea vontade as informações que constam nos mais de 800 depoimentos colhidos pelo Ministério Público Federal (MPF). Esta é uma etapa formal do processo.
A ministra Cármen Lúcia passou boa parta de tarde de ontem (24) no gabinete de Teori Zavascki, onde conversou com os juízes auxiliares do ministro. Devido ao sigilo dos processos, não é possível saber se a autorização para que os depoimentos sejam retomados diz respeito a uma delação específica ou a todas.
Ontem (19), ela recebeu em seu gabinete o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem cabe solicitar urgência na apreciação das delações da Lava Jato. Durante o recesso do Judiciário, Cármen Lúcia pode autorizar atos emergenciais em processos que tramitam no STF.
Há uma grande expectativa da sociedade e, principalmente, da classe política em relação às delações de executivos da Odebrecht, pois segundo informações vazadas anteriormente, dezenas de políticos em exercício são citados como envolvidos no mega esquema de corrupção da Petrobras.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Lamachia, celebrou a decisão de Cármen Lúcia, afirmando que "representa uma vitória para a sociedade brasileira". Ele já havia defendido que a ministra avocasse para si a homologação das delações da Odebrecht.
"Neste momento, a sociedade precisa de respostas e, por isso, é necessário dar celeridade aos processos da Lava Jato, de modo a diminuir a insegurança e destravar o país", diz a nota de Lamachia divulgada nesta terça-feira.
Fonte - Agência Brasil  24/01/2017

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Temer é apontado em propina na delação premiada

Política

Segundo Sergio Machado em seu acordo de delação premiada,Michel Temer, aceitou repasse de propina no valor de R$1,5 milhões de reais para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à Prefeitura de São Paulo em 2012.Além de Temer, Machado listou os nomes de outros 20 políticos que teriam recebido propinas no esquema de corrupção na subsidiária da Petrobrás.

Política
Sputnik
O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, em seu acordo de delação premiada, apontou que o presidente interino, Michel Temer, aceitou repasse de propina no valor de R$1,5 milhões de reais para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à Prefeitura de São Paulo em 2012.
Além de Temer, Machado listou os nomes de outros 20 políticos que teriam recebido propinas no esquema de corrupção na subsidiária da Petrobrás.
Segundo ex-presidente da Transpetro, todos os políticos citados tinham conhecimento do esquema de corrupção na estatal e que nenhuma das doações solicitadas era lícita.
“Embora a palavra propina não fosse dita, esses políticos sabiam, ao procurarem o depoente, que não obteriam dele doação com recursos do próprio, enquanto pessoa física, nem da Transpetro, e sim de empresas que tinham relacionamento contratual com a Transpetro”, afirmou Machado.
Acompanhe abaixo o trecho do documento do depoimento da delação premiada, que vem sendo divulgado à imprensa em partes, que cita Michel Temer e outros 20 políticos no esquema de recebimento de propina.
"QUE os políticos responsáveis pela nomeação do depoente para a Transpetro foram Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, José Sarney e Edison Lobão; QUE estes políticos receberam propina repassada pelo depoente tanto por meio de doações oficiais quanto por meio de dinheiro em espécie; QUE além destes políticos o depoente também repassou propina, via doação oficial, para os seguintes: Cândido Vaccarezza, Jandira Feghali, Luis Sérgio, Edson Santos, Francisco Dornelles, Henrique Eduardo Alves, Ideli Salvatti; Jorge Bittar, Garibaldi Alves, Valter Alves, José Agripino Maia, Felipe Maia, Sergio Guerra, Heráclito Fortes, Valdir Raupp; que Michel Temer pediu ao depoente que obtivesse doações oficiais para Gabriel Chalita, então candidato a prefeito de São Paulo". (Isadora Peron, Gustavo Aguiar, Julia Affonso, Mateus Coutinho, Fausto Macedo e Ricardo Brandt).
Fonte - Sputnik  15/06/2016

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Supremo vai julgar validade de delações de Youssef

Política

Plenário do Supremo vai julgar validade das delações de Alberto Youssef.A decisão de remeter o julgamento ao plenário foi anunciada hoje (17) pelo ministro Dias Toffoli, relator do pedido. O habeas corpus foi impetrado pela defesa de Erton Medeiros, executivo da Galvão Engenharia, que cumpre prisão domiciliar.

Ag.Brasil
Ministro Dias Toffoli decidiu enviar ao plenário
decisão sobre validade de delação de Youssef
Arquivo - Valter Campanato/Agência Brasil
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá sobre a anulação do acordo de delação premiada do doleiro Alberto Youssef, principal delator do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. A Corte deverá julgar um recurso no qual a defesa de um dos executivos de empreiteira presos na operação pede a anulação dos depoimentos. A data do julgamento ainda não foi marcada.
A decisão de remeter o julgamento ao plenário foi anunciada hoje (17) pelo ministro Dias Toffoli, relator do pedido. O habeas corpus foi impetrado pela defesa de Erton Medeiros, executivo da Galvão Engenharia, que cumpre prisão domiciliar. Em abril, Toffoli negou seguimento ao recurso, mas reconsiderou a decisão nesta segunda-feira e encaminhou o pedido ao plenário.
A defesa de Medeiros alega que o acordo de delação premiada deve ser anulado, porque Youssef quebrou um termo de colaboração na investigação do Caso Banestado. "Não era lícito o Estado celebrar, pela segunda vez, um acordo de colaboração com Alberto Youssef, assim igualmente não poderia liberar, em seu benefício, bens adquiridos com os proveitos da infração. Evidentemente, a homologação do acordo ofendeu o princípio constitucional do devido processo legal e produziu ilícita.", alega a defesa.
Em setembro do ano passado, a Justiça Federal no Paraná condenou Youssef a quatro anos e quatro meses de prisão por corrupção ativa. De acordo com a sentença, ficou provado que Youssef fez um empréstimo fraudulento de U$S 1,5 milhão no Banco do Estado do Paraná por meio do pagamento de propina ao então diretor Institucional da instituição em 1998.
A denúncia foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2003, mas foi suspensa em função de um acordo de delação premiada. Como Youssef voltou a cometer os crimes investigados na Operação Lava Jato, o acordo foi quebrado, e a ação voltou a tramitar em 2014.
Em 2003, Youssef foi preso pela Polícia Federal em consequência das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado. O doleiro foi acusado de ser responsável por dezenas de contas fantasma para enviar dinheiro de origem ilícita para fora do país. A investigação foi conduzida pelo juiz Sergio Moro, que também é responsável pelos processos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
Fonte - Agência Brasil 17/08/2015

sábado, 27 de junho de 2015

Edinho Silva diz que vazamento de delação de empreiteiro da UTC é seletivo

Política

Os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, falam sobre delação premiada de Ricardo Pessoa, da UTC

Aline Leal
Repórter da Agência Brasil 
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, disse hoje (27) que está havendo um “vazamento seletivo” das informações da delação premiada do presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, assinada com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Em coletiva à imprensa no início da tarde deste sábado (27), Edinho disse que a UTC é historicamente conhecida por fazer doações em campanhas eleitorais a diversos partidos e se mostrou indignado por apenas os repasses feitos ao PT serem alvo de suspeita. “As doações são públicas – estão lá [no Tribunal Superior Eleitoral]. A UTC não fez doações apenas para a campanha da presidente Dilma e me estranha que as suspeitas sejam colocadas apenas sobre as doações legais da presidente”, destacou.
De acordo com reportagens divulgadas ontem (26) pela revista Veja, Pessoa teria citado, na delação, o nome de 18 pessoas que receberam contribuições dele. Segundo o delator, os repasses, alguns oficiais outros não, foram feitos por receio de perder seus negócios relativos à Petrobras. Na delação, o empreiteiro diz que repassou R$ 7,5 milhões para a campanha de Dilma de 2014.
Entre os que receberam dinheiro, foram citados o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, e o da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Edinho, que atuou como tesoureiro da campanha da presidenta Dilma Rousseff em 2014, confirmou que recebeu R$ 7,5 milhões da UTC, mas ressaltou que em doações lícitas, conforme prevê a legislação.
O ministro disse que está constituindo advogado para ter acesso ao documento e que, se as informações da imprensa se confirmarem, ele pedirá para ser ouvido no processo. O ministro acrescentou que pedirá a anulação dos benefícios da delação premiada, caso haja informações falsas.
O Ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, que também participou da coletiva, esclareceu que o governo não teve acesso ao conteúdo da delação premiada, mas de acordo com o que ele está acompanhando pela imprensa, os valores se tratam das doações legais. “É importante frisar que essa delação está em sigilo legal e que, portanto, o Ministério da Justiça não tem acesso, razão pela qual de imediato nós não podemos afirmar a veracidade que se consta ou não dessa delação premiada”, disse Cardozo, acrescentando que as informações que tem são as da imprensa.
Cardozo ainda destacou que a delação premiada deve ser muito bem analisada, já que um instrumento que traz benefícios ao réu e pode ser usado de forma inadequada. "Temos que entender o contexto em que a delação premiada é feita. É um contexto em que a pessoa quer obter benefícios”, disse. “Pode ser seletiva também nas informações que presta. Isso tem que ser apurado e investigado". Os dois ministros estiveram reunidos na manhã de hoje com a presidenta Dilma Rousseff para discutir o conteúdo das informações da delação. A presidenta embarcou, em seguida, para os Estados Unidos.
O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, confirmou em nota divulgada ontem que recebeu dois pagamentos de R$ 250 mil, da UTC e da Constran, para sua campanha ao governo de São Paulo, em 2010. Disse, no entanto, que os valores foram recebidos de forma legal e declarados à Justiça Eleitoral, que aprovou a prestação de contas. A direção do PT também reafirmou que todas as doações recebidas pelo partido são legais e registradas na Justiça Eleitoral.
Fonte - Agência Brasil  27/06/2015

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Rastros tucanos na corrupção da Petrobras alertam autoridades

Política

A tentativa dos tucanos de transformar o escândalo em motivo para o impedimento da presidenta recém-reeleita foi identificada, e coibida, por setores do Judiciário - Aécio Neves foi patrocinado por seis das nove empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato.

Por Redação - Correio do Brasil
foto - ilustração
Se a direita pretendia usar a Operação Lava Jato para comprometer o governo da presidenta Dilma Rousseff, os fatos apontam para uma barreira intransponível de evidências quanto à participação de líderes dos partidos oposicionistas na roubalheira ocorrida, durante mais de uma década, na estatal brasileira de petróleo. A tentativa dos tucanos de transformar o escândalo em motivo para o impedimento da presidenta recém-reeleita foi identificada, e coibida, por setores do Judiciário.
Quatro delegados da Polícia Federal chegaram a usar uma rede social para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, às vésperas da eleição, em apoio ao candidato Aécio Neves, do PSDB. Trata-se dos principais responsáveis pela operação que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, e a eles foram feitas delações premiadas, cujo suposto conteúdo foi “vazado” no período eleitoral. A megaoperação das prisões precipitou-se sobre o caso dos delegados e sua sugestiva atitude, abafando-o.
A onda de prisões foi deflagrada apenas 24 horas depois que os delegados responsáveis pelo caso Petrobras apareceram comprometidos, como autores, com manifestações explicitamente agressivas contra Dilma e Lula. E de apoio a Aécio Neves.
– O comportamento desses delegados não anula a existência nem diminui um fato grave, que é o escândalo da Petrobras, mas compromete a investigação. Esses delegados acreditam que são os salvadores da pátria, quando, na verdade, estão comprometendo a investigação. Na tentativa de alterar o resultado eleitoral, eles estavam evidentemente fazendo vazar depoimentos, quebrando o sigilo da investigação – disse o senador Roberto Requião (PMDB-PR) ao site Viomundo.

Vazamentos
Outra tentativa de influir no resultado eleitoral, com base na operação de caça aos corruptos na Petrobras, foi identificada pela Procuradoria Geral da República. O procurador-geral, Rodrigo Janot, afirmou a jornalistas que o advogado do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Operação Lava Jato, era ligado ao PSDB e vazou informações seletivamente para influenciar as eleições realizadas em outubro.
– Estava visível que queriam interferir no processo eleitoral. O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo Beto Richa para a coisa de saneamento, tinha vinculação com partido – disse Janot.
Trata-se do advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto, coordenador da defesa de Youssef. Por um ano entre 2011 e 2012, durante o governo tucano de Beto Richa, no Paraná, Basto teve um cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Sanepar, a Companhia de Saneamento do Paraná.
Segundo Janot, Basto “começou a vazar coisa seletivamente” e foi avisado pela procuradoria a respeito do risco que a estratégia envolvia.
– Eu alertei que isso deveria parar, porque a cláusula contratual diz que nem o Youssef nem o advogado podem falar. Se isso seguisse, eu não teria compromisso de homologar a delação – disse.
Pelo acordo feito entre a PGR e os delatores, o conteúdo da delação premiada deve ser mantido em sigilo, sob pena de o acusado perder os benefícios negociados com os procuradores. Ainda assim, as declarações deram margem para o golpe midiático levado a termo pela revista semanal de ultradireita Veja, às vésperas do segundo turno das eleições.
Investigadores da Polícia Federal suspeitaram da armação no depoimento em que Youssef afirmou que tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a então candidata à reeleição Dilma Rousseff, ambos do PT, sabiam do esquema de corrupção na Petrobras.
Youssef prestou depoimento em 21 de outubro e não citou Lula ou Dilma. Em 22 de outubro, Figueiredo Basto pediu para “fazer uma retificação no depoimento anterior” para acrescentar que “perguntou quem mais, além das pessoas já citadas pelo doleiro, sabia da fraude na Petrobras”, ao que Youssef teria afirmado “acreditar que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem”.
A denúncia foi publicada na noite de quinta-feira 23 pela revista Veja, que naquela semana antecipou sua circulação semanal em um dia. No fim daquela semana, Aécio Neves (PSDB) e Dilma se enfrentariam no segundo turno das eleições presidenciais. No domingo 26, a capa da revista circulou em forma de panfletos por algumas das maiores cidades do País e um boato a respeito do suposto assassinato de Youssef circulou pelas redes sociais. Depois de publicada a matéria, Basto negou a existência da retificação.

PSDB envolvido
A prisão de empreiteiros, durante a sétima fase da Operação Lava Jato (http://correiodobrasil.com.br/noticias/brasil/justica-federal-nega-habeas-corpus-para-11-investigados-da-operacao-lava-jato/740302/ ), na última sexta-feira, elevou a temperatura dos discursos da oposição, com discursos impositivos de Aécio Neves e seus liderados.
– Tem muita gente sem dormir em Brasília – chegou a afirmar o senador mineiro, derrotado nas urnas pela presidenta Dilma.
A falação, porém, esconde o fato que, das nove empreiteiras alvo dos federais, seis financiaram sua campanha para presidente em um montante não inferior a R$ 20 milhões. A situação dos oposicionistas fica ainda mais delicada no momento em que, segundo Rodrigo Janot, a prisão de executivos e presidentes de grandes empreiteiras do país faça com que muitos dos detidos busquem o instituto da delação premiada para tentar reduzir o tamanho de suas penas.
– Isso é um rastilho de pólvora. Quando um começa a falar, o outro diz: Vai sobrar só para mim?’. E aí eles começam a falar mesmo – conclui.
Fonte - Correio do Brasil  17/11/2014

domingo, 7 de setembro de 2014

Dobradinha mídia/MP afronta o Brasil

Política

À cata de um fato capaz de interferir no processo eleitoral deste ano, a revista Veja (sempre ela) confessa que teve acesso à parte do depoimento de Paulo Roberto Costa ao Ministério Público Federal do Paraná, no qual teria delatado parlamentares e governadores. Ou seja, confessa a ilegalidade a céu aberto.

Por Bepe Damasco, em seu blog:
foto - ilustração
Em qualquer lugar do planeta, o procedimento da delação premiada é cercado por rigoroso segredo de justiça. No Brasil, embora formalmente se exija o sigilo, ele é quebrado com frequência ao sabor dos interesses político-eleitorais do monopólio que controla a comunicação no Brasil . Examinemos o caso do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. À cata de um fato capaz de interferir no processo eleitoral deste ano, a revista Veja (sempre ela) confessa que teve acesso à parte do depoimento de Paulo Roberto Costa ao Ministério Público Federal do Paraná, no qual teria delatado parlamentares e governadores. Ou seja, confessa a ilegalidade a céu aberto.O sigilo de justiça é quebrado com o nítido objetivo de jogar uma boia de salvação para o candidato preferido do PIG e do mercado, o tucano Aécio Neves, e vida que segue como se nada tivesse acontecido.
Fico a imaginar as entranhas dessa trama. Na busca obsessiva pela tal "bala de prata" da campanha, depois que o desespero bateu com a transformação de Aécio em mero coadjuvante da disputa polarizada entre Dilma e Marina, a Veja bate às portas do Ministério Público. Mas nem precisa insistir muito, pois dá-se o encontro da fome com a vontade de comer.
Todos sabem que uma parte considerável dos procuradores imberbes do MP não resiste aos holofotes midiáticos. Mas, para alcançar a notoriedade almejada, antes é necessário se tornar fonte confiável do PIG. Por isso é que vazam tantos processos que teriam de tramitar em segredo de justiça. E o mais grave é que, no caso do politizado MP de hoje, os vazamentos são seletivos. Em sua grande maioria, eles têm como alvo o governo, o PT e aliados.
Acordos de delação premiada, no mundo inteiro, são vistos e conduzidos com extrema cautela pelas autoridades. E por motivos óbvios. É preciso levar em conta o alto grau de fragilização do réu. Ameaçado de condenações severas, com penas elevadas, é comum o réu tentar emplacar como verdades meras ilações, conjecturas e possibilidades. Ou mesmo mentir para simular uma prestação de serviço à Justiça que abrirá caminho para a redução da pena.
Paulo Roberto Costa, corrupto confesso, está preso há meses. Sob o o seu pescoço paira a espada de uma condenação que pode chegar a 50 anos. Tomemos, então, como verdadeira a informação de que ele teria denunciado, durante seus primeiros depoimentos, deputados, senadores, governadores e ex-governadores.Seria apenas o primeiro passo.
As acusações, para prosperarem, necessitariam de provas. Pelo que se sabe, o ex-diretor da Petrobras não apresentou quaisquer indícios de prova. Só depois do contraditório em juízo e da mais ampla defesa e do julgamento, alguém poderia ser considerado culpado. Contudo, no Brasil, as acusações de um criminoso vão parar nas primeiras páginas dos jornais, e são tomadas como fatos inquestionáveis. As pessoas são condenadas antes sequer de serem processadas.
O ponto crucial é que a mídia não tem o direito de destruir a reputação dos cidadãos. Depois de que o direito de resposta foi mandado às favas pelo ex-ministro do STF, Ayres Brito, uma avenida se abriu para o PIG funcionar como uma espécie de tribunal de exceção, que tem como pilar básico a criminalização da política. Suas sentenças sumárias fulminam adversários e protegem apaniguados.
Por essas e por tantas outras é que o monopólio da palavra e das imagens se constitui no maior obstáculo para a consolidação da democracia no Brasil. No entanto, ninguém pode acusar a imprensa brasileira de incoerência. Ao contrário, é exemplo de coerência. Ela sempre se colocou como adversária das causas do povo brasileiro.Foi assim no suicídio de Vargas, na tentativa de impedir a posse de Jango, no golpe militar de 1964 e no apoio ao regime de terror implantado pela ditadura.
Mas do Ministério Público se esperava coisa melhor. Os constituintes de 1988 lhe concederam autonomia para atuar como o guardião da sociedade brasileira. Decorridos 26 anos da promulgação da Carta, com as várias e honrosas exceções de procuradores que honram suas funções constitucionais, o MP exibe um grau de politização incompatível com suas atribuições. Sem falar que cada procurador se julga no direito de interpretar a Constituição do seu jeito.
Perde o Estado Democrático de Direito. Perde a sociedade. Perde a cidadania. Perde o Brasil.
Fonte - Do Blog do Miro ( Altamiro Borges) 07/09/2014

sábado, 6 de setembro de 2014

Os cuidados com as jogadas da revista Veja

Política

A revista estimulou o boato, antecipando para as 18h a divulgação da capa da semana. Uma capa genérica, sem nomes. O texto anunciava que eles viriam na edição impressa, junto com informações exclusivas sobre o “esquema de corrupção da Petrobras”.

Jornal GGN 

É sempre útil ter cautela com a embalagem que Veja usa para embrulhar suas “denúncias”.
No final da tarde de sexta-feira, depois da primeira matéria da Agência Estado sobre o suposto depoimento de Paulo Roberto Costa, o comentário geral era que a revista Veja divulgaria todo o depoimento e a lista de políticos citados (que chegava a 62).
A revista estimulou o boato, antecipando para as 18h a divulgação da capa da semana. Uma capa genérica, sem nomes. O texto anunciava que eles viriam na edição impressa, junto com informações exclusivas sobre o “esquema de corrupção da Petrobras”.
Mais uma vez, Veja vendeu o que não tinha, ou muito mais do que tinha. Quanto a nomes, dois ex-governadores, a governadora Roseana, o ministro Lobão, um ex-ministro do PP, oito parlamentares e o tesoureiro do PT. Os suspeitos de sempre.
A revista não traz as prometidas informações sobre negociatas na Petrobras. O único exemplo mencionado é uma notícia requentada sobre uma operação de debêntures, que supostamente envolveria a Postalis (e que não se realizou porque os supostos autores foram presos).
Sobrou a embalagem. Sobrou? Veja não mostra papel, não mostra vídeo, não mostra um indício sequer de que botou a mão na massa. Tanto quanto o Estado e a Folha, ouviu um relato sobre o depoimento. A revista não cita fontes, reais ou fictícias. Não ousa escrever que “teve acesso ao depoimento”. Sequer recorre ao surrado “uma fonte ligada às investigações”
Veja blefa, mais uma vez. Mas alguém conversou sexta-feira com a revista e com os portais, e vendeu um prato requentado. E quase simultaneamente, o Valor informava sobre mais um advogado que deixava a defesa de Paulo Roberto. Assim, de repente, sem explicações.
Um advogado à solta, neste momento, é conveniente para ocultar e lançar pistas falsas sobre a fonte do vazamento. Fonte criminosa, posto que a delação corre em sigilo.
A bola está com a direção da PF, com o PGR e com o ministro Teori, que podem dar um basta nesses vazamentos seletivos.
Fonte - Jornal GGN 06/09/2014