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sábado, 9 de junho de 2018

Odebrecht expõe FHC e PSDB. E Fascismo em alta, farsantes tentam se limpar.

Ponto de Vista   🔍

Temer & CIA venderam por R$ 3 bilhões três áreas de petróleo do pré-sal.  Venderam, e para competidores, o futuro pós 2022. Para norte-americanos da Esso, da Chevron em parceria com a anglo-holandesa Sheel. E para a norueguesa Equinor.  Isso no instante em que o destino expõe atores da Farsa. Expostos PSDB e Fernando Henrique na troca de mensagens entre o ex-presidente e Marcelo Odebrecht.  A 13 de setembro de 2010 FHC recorda o "jantar de outro dia". E pede recursos para campanhas de Antero de Barros, Mato Grosso, e Flexa de Lima, Pará.  E encerra o pedido escrevendo: "Envio abaixo os dados bancários". Odebrecht responde: "Fique tranquilo no que depende de nós".  Então FHC era ex-presidente. 

Bob Fernandes




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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Delações contra gov. Temer e PSDB. Cadê os protestos?

Ponto de Vista

Ex-vice presidente da Odebrecht, Claudio Melo Filho negocia delação. E cita os mais próximos ministros de Temer por recebimento de propina, relata a Veja.Teriam sido R$ 3 milhões para Moreira Franco. Para Geddel Vieira Lima, quantia não relatada pela revista. Para Romero Jucá, presidente do PMDB, R$ 10 milhões. Moreira Franco é ministro-secretário no Programa Parcerias de Investimento, do governo Temer. Geddel é o ministro-secretário.


Bob Fernandes




imagem/YouTube

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Temer é apontado em propina na delação premiada

Política

Segundo Sergio Machado em seu acordo de delação premiada,Michel Temer, aceitou repasse de propina no valor de R$1,5 milhões de reais para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à Prefeitura de São Paulo em 2012.Além de Temer, Machado listou os nomes de outros 20 políticos que teriam recebido propinas no esquema de corrupção na subsidiária da Petrobrás.

Política
Sputnik
O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, em seu acordo de delação premiada, apontou que o presidente interino, Michel Temer, aceitou repasse de propina no valor de R$1,5 milhões de reais para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à Prefeitura de São Paulo em 2012.
Além de Temer, Machado listou os nomes de outros 20 políticos que teriam recebido propinas no esquema de corrupção na subsidiária da Petrobrás.
Segundo ex-presidente da Transpetro, todos os políticos citados tinham conhecimento do esquema de corrupção na estatal e que nenhuma das doações solicitadas era lícita.
“Embora a palavra propina não fosse dita, esses políticos sabiam, ao procurarem o depoente, que não obteriam dele doação com recursos do próprio, enquanto pessoa física, nem da Transpetro, e sim de empresas que tinham relacionamento contratual com a Transpetro”, afirmou Machado.
Acompanhe abaixo o trecho do documento do depoimento da delação premiada, que vem sendo divulgado à imprensa em partes, que cita Michel Temer e outros 20 políticos no esquema de recebimento de propina.
"QUE os políticos responsáveis pela nomeação do depoente para a Transpetro foram Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, José Sarney e Edison Lobão; QUE estes políticos receberam propina repassada pelo depoente tanto por meio de doações oficiais quanto por meio de dinheiro em espécie; QUE além destes políticos o depoente também repassou propina, via doação oficial, para os seguintes: Cândido Vaccarezza, Jandira Feghali, Luis Sérgio, Edson Santos, Francisco Dornelles, Henrique Eduardo Alves, Ideli Salvatti; Jorge Bittar, Garibaldi Alves, Valter Alves, José Agripino Maia, Felipe Maia, Sergio Guerra, Heráclito Fortes, Valdir Raupp; que Michel Temer pediu ao depoente que obtivesse doações oficiais para Gabriel Chalita, então candidato a prefeito de São Paulo". (Isadora Peron, Gustavo Aguiar, Julia Affonso, Mateus Coutinho, Fausto Macedo e Ricardo Brandt).
Fonte - Sputnik  15/06/2016

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Janot pede ao STF abertura de novo inquérito para investigar Cunha

Política

Com o pedido de abertura de inquérito. Eduardo Cunha passa a ser alvo de dois processos no Supremo, originados a partir das investigações da Operação Lava Jato. Em agosto, Janot denunciou o presidente da Câmara dos Deputados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

André Richter
Repórter da Agência Brasil
foto montagem - ilustração
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu hoje (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No novo pedido de investigação, Janot cita contas atribuídas a Cunha na Suíça. A mulher do presidente, Claudia Cruz, e sua filha, Danielle Cunha, também são citadas na ação.
MP suíço: mulher de Cunha usou contas no exterior para pagar despesas pessoais
Na semana passada, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil documentos que mostram a origem do dinheiro encontrado nas contas atribuídas a Cunha. De acordo com os investigadores da Operação Lava Jato, os valores, que não foram divulgados, podem ser fruto do recebimento de propina em um contrato da Petrobras na compra de um campo de petróleo em Benin, na África, avaliado em mais de US$ 34 milhões.
Com o pedido de abertura de inquérito. Eduardo Cunha passa a ser alvo de dois processos no Supremo, originados a partir das investigações da Operação Lava Jato. Em agosto, Janot denunciou o presidente da Câmara dos Deputados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Na denúncia apresentada ao Supremo, Janot afirmou que Eduardo Cunha recebeu U$S 5 milhões por meio de empresas sediadas no exterior e de fachada em um contrato de navios-sonda da Petrobras.
O procurador também pediu que Cunha pague U$S 80 milhões pelos danos causados à Petrobras. Janot acusa cunha de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Fonte - Agência  Brasil  15/10/2015

sábado, 10 de outubro de 2015

MP suíço: mulher de Cunha usou contas no exterior para pagar despesas pessoais

Política

De acordo com os investigadores da Operação Lava Jato, os valores, que não foram divulgados, podem ser fruto do recebimento de propina em um contrato da Petrobras na compra de um campo de Petróleo em Benin, na África, avaliado em mais de US$ 34 milhões.

André Richter
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
O Ministério Público da Suíça enviou nesta semana ao Brasil documentos que mostram a origem do dinheiro encontrado nas contas atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. De acordo com os investigadores da Operação Lava Jato, os valores, que não foram divulgados, podem ser fruto do recebimento de propina em um contrato da Petrobras na compra de um campo de Petróleo em Benin, na África, avaliado em mais de US$ 34 milhões.
Os dados constam no relatório no qual o órgão de investigação suíço confirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que as contas encontradas em um banco daquele país estão em nome de Cunha. O documento relata que parte do dinheiro foi usado para pagar contas pessoais da mulher do presidente, Claudia Cruz, uma das beneficiárias das contas.
O relatório mostra que cartões de credito, aulas de tênis e uma escola de ensino médio na Inglaterra foram pagos com recursos oriundos das contas. Com base nos dados financeiros, a PGR avalia se vai denunciar Eduardo Cunha ao STF pela segunda vez na Operação Lava Jato. No mês passado, Cunha foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por ser acusado por um dos delatores das investigações de receber US$ 5 milhões em propinas em um contrato da Petrobras para compra de navios-sonda.
Após a divulgação do relatório, Cunha reafirmou que não vai comentar o conteúdo antes de obter acesso à investigação. Mais cedo, o presidente divulgou nota na qual declara que não tem contas no exterior.
“O presidente [da Câmara, Eduardo Cunha] desconhece o teor dos fatos veiculados e não tecerá comentários sem ter acesso ao conteúdo real do que vem sendo divulgado. Assim que tiver ciência, por meio de seus advogados, o presidente se manifestará”, diz a nota.
Fonte - Agência Brasil 09/10/2015

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Tucano critica hipocrisia brasileira: ‘Cada um de nós tem um dedão na lama’

Política

Semler é empresário, advogado e administrador de empresas, formado pela universidade norte-americana de Harvard - Intitulado Nunca se roubou tão pouco, Semler inicia o texto com a certeza que “não sendo petista, e sim tucano”, sente-se à vontade para constatar que “essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país”.

Por Redação - Correio do Brasil

“Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia”. A observação é do empresário Ricardo Frank Semler, 55, tucano desde a fundação do PSDB, chefe-executivo (CEO) e sócio majoritário da empresa Semco S/A, empresa brasileira reconhecida, internacionalmente, pela reengenharia corporativa e a implementação dos conceitos da democracia industrial que lhe valeram o destaque ao redor do mundo. Sob sua gestão, os rendimentos da indústria cresceram de US$ 4 milhões, em 1982, para US$ 212 milhões em 2003. Em artigo publicado na edição desta sexta-feira no diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, no qual mantém uma coluna semanal, o empresário, advogado e administrador de empresas formado pela universidade norte-americana de Harvard não poupa críticas à sociedade brasileira.
Intitulado Nunca se roubou tão pouco, Semler inicia o texto com a certeza que “não sendo petista, e sim tucano”, sente-se à vontade para constatar que “essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país”.

Leia, a seguir, a íntegra do artigo:
Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.
Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.
Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos “cochons des dix pour cent“, os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.
Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão – cem vezes mais do que o caso Petrobras – pelos empresários?
Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?
Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.
Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.
É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.
Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.
Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.
A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.
O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.
É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.
A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.
Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.
Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?
Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.
O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.

Fonte - Correio do Brasil  21/11/2014

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Eduardo Campos enfrenta, numa mesma semana, duas saias justas em Pernambuco

Política

De um lado, deputado do Pros acusa PSB de ter oferecido propina à legenda pelo apoio a Campos. De outro, prima do candidato anuncia que vai trabalhar pelo PT porque ‘as pessoas só podem ter um lado’

Hylda Cavalcanti da RBA
FILIPE SCHMID/SIGMAPRESS/FOLHAPRESS
Para antigos apoiadores, Campos não pratica uma
 política nova e tem dificuldade em explicar mudanças
Brasília – O candidato à presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, enfrenta duas saias justas ao mesmo tempo em sua terra natal, Pernambuco – onde foi até bem pouco tempo governador. Por um lado, o deputado federal José Augusto Maia, afastado da presidência do Pros no estado, denunciou recentemente que a sua legenda teria recebido uma proposta de propina para se coligar com os socialistas. Por outro, a prima de Campos, a vereadora do Recife Marília Arraes, do PSB, preferiu apoiar a presidenta Dilma Rousseff nestas eleições e chegou a declarar que “em política a gente tem que ter lado”, numa crítica ao parente próximo.
José Augusto Maia chamou a atenção para o fato narrado por ele após pronunciamento feito na última semana na Câmara dos Deputados. O Pros, criado no ano passado, é uma das legendas coligadas à chapa do PT e, inclusive, levará Dilma Rousseff a contar, no guia eleitoral, com 27 segundos a mais do tempo de que dispõe. O partido abrigou os irmãos cearenses Cid e Ciro Gomes e demais dissidentes do PSB que se recusaram a permanecer na legenda socialista depois do rompimento com o governo, mantendo seu apoio ao PT.
Mas, apesar da coligação nacional, em Pernambuco, os integrantes do Pros resolveram apoiar Eduardo Campos e o candidato ao governo do estado pelo PSB, Paulo Câmara. O deputado José Maia fez, da tribuna da Câmara, um pronunciamento reclamando que foi destituído da presidência do Pros por não ter, segundo afirmou, aceitado proposta que considerou “indecorosa e vergonhosa” para a articulação desse posicionamento. Como se recusou, ele foi destituído e, pouco tempo depois, o Pros aderiu à chapa de Eduardo Campos.

‘Sem provas’
O parlamentar disse que a proposta que provocou toda a mudança teria sido feita a ele pelo presidente nacional do Pros, Eurípedes Júnior, justamente para que fosse validada a coligação da legenda como PSB pernambucano. José Augusto Maia, que é ex-prefeito do município de Santa Cruz do Capibaribe, também anunciou que não vai mais concorrer à reeleição, diante da divergência existente na legenda que o abriga. Acentuou que não entrará em maiores detalhes porque não tem “como provar a história” e prometeu reclamar judicialmente de sua destituição.
Na manhã desta quarta-feira (23), o jornal Folha de S. Paulo publicou detalhes sobre o episódio denunciado por Maia, baseado em declarações de fontes que disseram ter presenciado a reunião. Conforme o texto, o valor oferecido teria sido de R$ 6 milhões. Até a publicação desta reportagem, o PSB não se manifestou em relação ao caso.

Prima divergente
Já a vereadora Marília Arraes apenas confirmou oficialmente, no último dia 18, o que há muito já se comentava em Recife: o rompimento com o primo. Marília é filha de Marcos Arraes, que por sua vez é filho do ex-governador Miguel Arraes e irmão da mãe de Eduardo Campos, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes. Ela foi eleita vereadora do Recife em 2012 com o apoio de Campos e pretendia ser candidata a deputada federal este ano, mas desistiu.
Na entrevista em que fez o anúncio da sua decisão, não poupou farpas. Destacou que fará campanha para Dilma, pedirá votos para o PT em Pernambuco e apoiará o candidato do PTB ao governo do estado Armando Monteiro Neto, que é adversário do candidato do PSB, Paulo Câmara. Dentre as declarações mais ácidas, a vereadora afirmou que o que pesou na sua decisão foi o fato de acreditar que “em política a gente tem que ter um lado e esta coligação em que está o PSB é muito mais semelhante à extinta União por Pernambuco do que à Unidade Popular, de Miguel Arraes e Pelópidas (numa referência ao avô e ao ex-prefeito do Recife Pelópidas Silveira)".
Marília Arraes frisou ainda que “se esta é a nova política, então não me identifico com ela”. E destacou que, a seu ver, não considera a candidatura de Campos a melhor para o Brasil e não sabe “como ele vai explicar para a população o motivo pelo qual o projeto que Lula defende não é o melhor para o Brasil”. “As críticas que ele (Campos) faz a Dilma são infundadas. O PSB passou do limite da coerência”, acrescentou.

Anti-democrático
Nos bastidores, dá-se como certo que o motivo do rompimento teria sido a insatisfação da vereadora com o processo de escolha de candidatos à Câmara dos Deputados pelo PSB, o que teria se acalorado ainda mais com a nomeação do filho de Eduardo, João Campos, para a presidência da juventude do partido naquele estado – processo este que foi acusado por Marília de não ter obedecido a um processo democrático. A vereadora não comentou o tema em entrevistas, mas reconheceu considerar que decisões sobre o PSB estariam saindo da cúpula da legenda, nos últimos tempos, sem o crivo dos demais integrantes.
Para o presidente do PSB em Pernambuco, Sileno Guedes, o problema criado por Marília ganhou dimensão maior que a esperada em função do seu sobrenome, mas a posição de um determinado integrante de uma legenda em apoiar outros candidatos tem sido observada em vários estados brasileiros, a exemplo do que ocorre no Rio de Janeiro. Guedes rebateu a vereadora ao afirmar que o problema foi provocado porque a vereadora queria ser candidata a deputada federal já com a chapa dos candidatos montada pelo partido e não foi possível mais formalizar sua candidatura.
“Com mais maturidade, ela Guedes (Marília Arraes) vai perceber que fez a escolha errada”, enfatizou, em tom diplomático. Sileno também acentuou que alguma possível punição à vereadora será discutida depois das eleições e não agora.
Fonte - Rede Brasil Atual  23/07/2014

sexta-feira, 23 de maio de 2014

MP diz ter 'provas robustas' de corrupção sobre ex-chefe da Casa Civil de Covas

Politica

Promotores querem que Robson Marinho seja afastado do cargo do Tribunal de Contas, responsável por fiscalizar as contas estaduais. Papéis recebidos da Suíça evidenciam propina paga pela Alstom

Eduardo Maretti, da RBA 
Conselheiro Robson Marinho, em 2000, quando já ocupava
o cargo no tribunal, onde está desde 1997

BOB PAULINO/FOLHAPRESS
São Paulo – A Promotoria do Patrimônio Público e Social do Ministério Público de São Paulo propôs uma ação cautelar pedindo que o conselheiro Robson Marinho seja afastado do cargo no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. O pedido foi motivado pela chegada de documentos da Suíça na última terça-feira (20) com provas “robustas” contra Marinho. O MP tem 30 dias, a contar da data da chegada dos documentos, para entrar com a ação principal (civil pública ou de improbidade) contra o conselheiro.
Marinho, segundo os documentos, recebeu propina para aprovar contratos da Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE) com consórcio formado pela francesa Alstom. Robson Riedel Marinho foi coordenador da campanha que elegeu Mário Covas governador de São Paulo (1995-2001), depois chefe da Casa Civil (1995 a abril de 1997), e em 1997 acabou nomeado conselheiro do Tribunal por Covas.
A EPTE é uma das empresas que surgiram com o projeto de privatização da Eletropaulo iniciado por Covas. O conselheiro é investigado desde 2008.
Atualmente há em andamento o inquérito civil no MP, um inquérito criminal no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e três ações cautelares, estas decorrentes da investigação dos promotores. A cautelar com pedido de afastamento se junta a outras duas: uma ação cautelar de sequestro (com objetivo de obter documentos e bloqueio de eventuais valores na Suíça e França) e de exibição (quebra de sigilo interno no Brasil).
“É de extrema gravidade o que foi apurado. As provas são robustas e não se pode admitir que uma pessoa, durante o dia, em sessões solenes, realize o julgamento de contas públicas do estado de São Paulo, e durante a noite movimente secretamente valores na Suíça”, disse o promotor José Carlos Blat, em coletiva à imprensa junto com os colegas Silvio Marques e Saad Mazloum.
Na última semana, após ser divulgada a informação de que foi descoberta uma conta na Suíça para a qual foram repassados recursos de propina, Esta semana, após as novas denúncias, Marinho usou o plenário do Tribunal de Contas para se defender. “Eu quero reafirmar aqui: nunca dei nenhum voto neste tribunal pra favorecer a Alstom ou quem quer que seja. Portanto, não cometi nenhum desvio de conduta. Nenhuma conta minha recebeu um tostão sequer, um dólar sequer da Alstom. Nem na Suíça, nem no Brasil. Volto a dizer. Então, o que eu espero e aguardo há mais de seis anos é que haja um processo legal, um processo formal para que eu possa me defender”, disse.
Os promotores reafirmaram várias vezes não poder entrar em detalhes sobre os documentos e as investigações, mas ressaltaram que as provas contra Marinho são inequívocas. “A única coisa que a gente pode falar no momento é que houve pagamento de vantagens ilícitas ao conselheiro Robson Marinho”, afirmou Marques.
Marinho movimento US$ 2,7 milhões em conta aberta em nome de uma empresa off shore na Suíça. De acordo com os promotores, sobre um contrato de US$ 50 milhões (equivalentes hoje a cerca de R$ 268 milhões) ocorreu pagamento de propina em torno de 15% a 17%. Em 1998 esses valores teriam sido pagos e distribuídos a diversos agentes públicos.
Os documentos da Suíça que chegaram no dia 20 foram solicitados em 2010. O promotor Silvio Marques afirmou não poder falar sobre outros agentes ou funcionários públicos sob investigação.

Pedido petista
Há dois meses, o deputado e então líder do PT na Assembleia Legislativa, Luiz Cláudio Marcolino, entregou ao procurador-geral da Justiça, interino, Álvaro Augusto Fonseca de Arruda, um pedido de afastamento cautelar de Robson Marinho, enquanto continuarem as investigações sobre seu envolvimento no esquema de corrupção da Alstom.
Segundo a petição apresentada pelo PT e assinada por todos deputados da bancada do partido, um dossiê com 282 páginas, já conhecido e divulgado pela imprensa, mostra que Marinho teria recebido US$ 1,1 milhão na conta 17321-1, por intermédio do banco Crédit Lyonnais Suisse de Genebra.
"Diante dessas informações fica claro que Marinho não tem mais idoneidade moral e reputação ilibada, característica prevista em lei para que ele ocupe o cargo”, argumentou Marcolino no pedido.
Fonte - Rede Brasil Atual  23/05/2014

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Ex-diretor da CPTM tem US$ 1,2 milhão na Suíça, diz MP

Política

Dinheiro foi bloqueado pela Justiça suíça porque tem origem suspeita. Segundo MP, outros nove investigados têm ligação com contas.

Do G1 São Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) diz que empresas em nome do ex-diretor da CPTM Ademir Venâncio de Araújo têm cinco contas na Suíça com um montante de US$ 1,2 milhão. O dinheiro foi bloqueado pela Justiça da Suíça por ter origem suspeita. O ex-diretor é um dos investigados por ligação no cartel dos trens em São Paulo, como informou o SPTV.
De acordo com informações recebidas pelos ministérios públicos estadual e federal das autoridades da Suíça, além de Ademir, a esposa dele também aparece como responsável pelas cinco contas bancárias.
O advogado de Ademir Venâncio de Araújo disse que o cliente não tem contas no exterior.
Segundo o MP, ao menos outras nove pessoas são beneficiárias de contas naquele país. Todas são investigadas por participar do suposto cartel formado para fraudar licitações de trens e Metrô, durante governos do PSDB, em São Paulo.

Denúncia à Justiça
Em março passado, o MP denunciou 30 executivos de 12 empresas do setor de transportes por crime de cartel e irregularidades em 11 licitações. No total, foram cinco denúncias envolvendo contratos com o Metrô ou a CPTM. As licitações investigadas foram realizadas entre 1998 e 2008, quando o estado de São Paulo foi governado por Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB.
As cinco denúncias foram protocoladas na Justiça no dia 24 de março, de acordo com o promotor Marcelo Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos (Gedec). Em seguida, os pedidos seriam distribuídos para juízes, que decidiriam se abririam processos e tornarim réus os 30 denunciados.
Segundo Mendroni, e-mails trocados entre as empresas participantes dos cartéis indicam que elas se juntavam com o objetivo de superfaturar contratos. Como parte do acordo, empresas que venciam as licitações contratavam as perdedoras como prestadoras de serviços.

Sobrepreço de R$ 835 milhões
Os cinco contratos investigados somam R$ 2,7 bilhões em valores da época em que foram firmados, segundo cálculos do promotor. Como a intenção verificada era de superfaturar os contratos em aproximadamente 30%, a estimativa de Mendroni é que o sobrepreço tenha sido de R$ 835 milhões.
Segundo o levantamento do MP, as empresas citadas nas denúncias são Alstom, Balfour Beatty Rail Power Systems Brasil Ltda., CAF, Bombardier, Daimler-Chrysler, Hyundai-Rotem, MGE, Mitsui, Siemens, Tejofran, Temoinsa e T'Trans.
Os contratos em que há suspeita de cartel são: 1) manutenção dos trens das séries S2000, S2100 e S3000, da CPTM; 2) extensão da Linha 2-Verde do Metrô; 3) projeto Boa Viagem, da CPTM; 4) projeto da Linha-5 do Metrô, inicialmente a cargo da CPTM e aquisição de 64 trens pela CPTM.
Neste último, segundo o promotor, as empresas Siemens e Hyundai fizeram um acordo, mas a licitação foi vencida pela empresa espanhola CAF, que ofereceu condições mais vantajosas. Nessa licitação, não há acusação em relação à CAF.
"Os fatos são independentes. Não houve um cartel só que praticou a fraude em todas as licitações. Eles concorreram pontualmente. Um cartel com empresas variadas para cada projeto", disse.

Funcionários públicos
Segundo o promotor, há ainda investigações relativas a agentes públicos em andamento na Promotoria do Patrimônio Público e que também poderão resultar em denúncias.
Caso sejam condenados pelo crime de cartel e por dois tipos de fraude à licitação, os denunciados podem pegar penas que variam de 7 a 15 anos. Não foram denunciados os executivos da Siemens que denunciaram o Cartel ao Cade e estão protegidos pelo acordo de leniência.
O promotor disse, que em sua opinião, "o justo seria que essas empresas se compusessem e devolvessem ao erário pelo menos o dobro disso", contando juros e correção monetária.

O que dizem as empresas
A Siemens afirmou que "tem interesse que todas as responsabilidades sejam apuradas com transparência" e que a empresa "tem uma postura de tolerância zero contra qualquer tipo de conduta ilegal e segue colaborando com as investigações". Ela lembrou, por meio de nota, ter sido "a autora da denúncia que deu origem às atuais investigações sobre possível existência de cartel nos contratos do setor metroferroviário".
Por meio de sua assessoria, a Alstom afirma que "não teve acesso ao conteúdo do procedimento, portanto não vai se manifestar".
A Bombardier, em nota, afirmou que "continuará colaborando com as investigações" e que "segue os mais altos padrões éticos em todos os países onde atua e tem confiança de que seus funcionários agem de acordo com as leis e o código de ética da empresa".
Por email, a T´Trans declarou que "sempre se norteou na lisura e não compartilhou de eventuais conluios". Segundo a empresa, ela está à disposição para prestar mais esclarecimentos aos órgãos competentes. "Responderemos ao Cade comprovando o posicionamento ético da T´Trans", concluiu.
O G1 procurou também todas as outras empresas envolvidas na denúncia, mas elas não deram resposta até a última atualização dessa matéria.

Entenda as denúncias
A investigação começou a partir de um acordo de leniência (ajuda nas investigações) feito em 2013 entre umas das empresas acusadas de participar do suposto cartel, a Siemens, e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão ligado ao Ministério da Justiça.
O desdobramento das investigações mostrou, no entanto, que o esquema poderia estar funcionando muito antes da denúncia feita pela Siemens. O suposto pagamento de propinas a governos no Brasil pela empresa Alstom teria tido início em 1997, segundo apuração iniciada pela Justiça da Suíça.
Em 2008, o jornal norte-americano The Wall Street Journal revelou investigações em 11 países contra a Alstom por pagamento de propinas entre 1998 e 2003. As suspeitas atingiam obras do Metrô de SP e funcionários públicos. Foi nesse ano que o Ministério Público de São Paulo entrou no caso, pedindo informações à Suíça e instaurando seu próprio inquérito.
Também em 2008 um funcionário da Siemens denunciou práticas ilegais no Brasil à sede alemã, dando detalhes do pagamento de propina em projetos do Metrô, CPTM de SP e Metrô DF.
Em 2013, a Alstom recebeu multa milionária na Suíça e um de seus vice-presidentes acabou preso nos Estados Unidos. No Brasil, a Siemens decidiu então fazer a denúncia ao Cade delatando a existência do cartel. Em dezembro, a ação chegou ao Supremo Tribunal Federal.
A investigação se ampliou e mostrou que o esquema poderia ser bem mais amplo do que se imaginava. Em 2014, o Cade ampliou o processo e passou a investigar licitações (de 1998 a 2013) em mais locais, além São Paulo e Distrito Federal. Entraram também nas apurações Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Fonte - STEFZS  09/05/2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Alstom: Justiça de SP abre processo contra 11 por pagamento de propina

Metrô de SP

Em janeiro, o MPF apresentou a denúncia contra 12 pessoas, acusadas de efetuar pagamentos milionários para fechar contrato com a Eletropaulo. O juiz Marcelo Cavali entendeu que o crime contra um deles já prescreveu.Ainda de acordo com a denúncia, o grupo também atuou em conjunto para ocultar a origem, a movimentação e a propriedade do lucro obtido a partir dos crimes praticados contra a administração pública.

Jornal do Brasil
foto - ilustração

O juiz federal de São Paulo Marcelo Cavali aceitou a denúncia do Ministério Público (MPF) e abriu processo criminal contra 11 acusados de participação de um esquema de pagamento de propinas pela empresa Alstom a políticos e funcionários públicos. O crime ocorreu entre 1998 e 2002, por meio de falsos contratos de consultoria.
Em janeiro, o MPF apresentou a denúncia contra 12 pessoas, acusadas de efetuar pagamentos milionários para fechar contrato com a Eletropaulo. O juiz Marcelo Cavali entendeu que o crime contra um deles já prescreveu.
Ainda de acordo com a denúncia, o grupo também atuou em conjunto para ocultar a origem, a movimentação e a propriedade do lucro obtido a partir dos crimes praticados contra a administração pública.
O MPF apontou como coordenadores do esquema Jonio Kaham Foigel e Thierry Charles Lopez de Arias, além de Daniel Maurice Elie Huet.
O contrato entre a Eletropaulo e a Cegelec, empresa pertencente ao grupo Alstom, foi assinado em 1990, com o objeto de modernizar a transmissão de energia no Estado de São Paulo.
Fonte - Jornal do Brasil  18/02/2014

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Documentos comprovam que Alstom pagou propina ao governo de Mario Covas





A documentação, apreendida na sede da empresa francesa, indica que a Alstom pagou cerca de R$ 6 milhões em propina ao governo de Mário Covas. A intenção seria reativar um contrato de uma estação de energia do metrô de São Paulo.



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Alstom rejeita oferta para pagar R$ 80 milhões e encerrar investigação

Investigação

Jornal: Alstom rejeita oferta para pagar R$ 80 milhões e encerrar investigação

Terra
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A francesa Alstom recusou uma oferta de acordo com o Ministério Público (MP) que previa o pagamento de US$ 33 milhões (aproximadamente R$ 80 milhões) para o encerramento da investigação sobre a suspeita de que a empresa tenha pagado propina para obter contratos com o governo de São Paulo. O acordo é semelhante ao fechado pela multinacional com a Justiça suíça. A Alstom alega que não há provas de seu envolvimento com o pagamento de propinas a políticos e servidores paulistas, de acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo.
A Alstom está sendo investigada no Brasil desde 2008 por documentos apreendidos na Suíça, que apontam o uso de contas secretas pela empresa no país europeu para subornar servidores públicos e políticos do PSDB para obter negócios nos setores de energia e transporte. O acordo proposto pelo MP, no entanto, não livraria os funcionários públicos e políticos investigados, mas apenas a empresa. No ano passado, a Alstom foi citada pela Siemens na participação em um suposto cartel para obter contratos no ramo de transportes em São Paulo e no Distrito Federal.
Fonte - Jornal do Brasil 10/01/2014

Pergunta: E o que acontecerá com os supostos receptores da propina???.....

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Governo de SP ignora recomendação da Corregedoria Geral da Administração

Política

Ultima Hora
São Paulo. O governo de São Paulo ignorou uma recomendação da Corregedoria Geral da Administração para que promovesse o "desligamento imediato" de um funcionário sob suspeita por causa de sua ligação com empresas do cartel que atuou em licitações de trens do Estado nos últimos anos.
Foto: Folhapress
O secretário Julio Semeghini e o governador Geraldo Alckmin alegam que ainda tratavam da situação de Benvenuto, quando ele se demitiu.
O engenheiro Pedro Paulo Benvenuto tinha um cargo de confiança na Secretaria do Planejamento e o deixou por vontade própria na semana passada. Benvenuto era coordenador de planejamento e avaliação da secretaria. A recomendação de "desligamento imediato" foi feita há mais de dois meses, no dia 17 de outubro, de acordo com relatório da Corregedoria do Estado. A secretaria diz ter seguido a recomendação, mas afirma que ainda tratava do desligamento quando Benvenuto pediu para deixar o cargo e voltar para o Metrô, onde ele é funcionário de carreira. A Corregedoria pediu a saída do engenheiro com o argumento de que violou o Estatuto do Funcionalismo. Ele tem uma empresa, a Benvenuto Engenharia, que prestou serviços ao Banco Mundial nos projetos dos metrôs de Salvador e Fortaleza.
O Estatuto proíbe servidores de participar da gestão de empresas que "mantenham relações com o governo do Estado".
Fonte - Diário do Nordeste  26/12/2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Instituições colhem dados sobre cartel de trens em São Paulo

Política

Bruno Ribeiro
Fernando Gallo e Fausto Macedo 
Agência Estado
foto - ilustração
Uma delegação de integrantes do Banco Mundial (Bird), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Europeu de Investimentos se reuniu, na quarta-feira, 18, com um grupo de promotores do Ministério Público Estadual para colher informações sobre a ação do cartel de trens em contratos do Metrô e da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM). As instituições são financiadoras de obras metroferroviárias do governo em São Paulo.
As instituições analisam se recursos emprestados por elas podem estar relacionados com as suspeitas de pagamentos de propinas no setor de transportes. A comitiva se reuniu com toda a equipe da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social, braço do Ministério Público que concentra inquéritos civis sobre suposta improbidade administrativa em contratos firmados nos governos dos tucanos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.
Há duas semanas, o promotor Marcelo Milani, que integra os quadros da Promotoria do Patrimônio, recomendou o cancelamento de dez contratos do Metrô por suspeita de sobrepreço. A equipe internacional que esteve em São Paulo representando as instituições era composta de ex-promotores e investigadores da polícia de seus países. Na comitiva havia agentes belgas, ingleses, uruguaios e colombianos dos setores de apuração de fraudes dos bancos.
Por vídeo
Na reunião, foi montada uma videoconferência, o que permitiu que uma equipe que estava em Washington, nos EUA, também pudesse acompanhar as informações passadas pelo Ministério Público paulista. A reunião contou com dois tradutores, trazidos pelos agentes das instituições.
Os bancos levaram documentos fornecidos pelos promotores sob a condição de manutenção do sigilo, e ficaram de enviar ao Ministério Público paulista uma relação com todos os contratos que financiaram.
O Banco Mundial, por exemplo, firmou, desde 2008, cinco contratos com o Metrô e a CPTM, que somam R$ 1,7 bilhão em valores nominais. Os acordos se referem às fases 1 e 2 de construção da linha 4-Amarela e à fase 2 da linha 5-Lilás do Metrô, e também a aquisição de trens e sinalização para o Metrô e a CPTM.
Embora nenhum desses contratos esteja entre os seis denunciados pela Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pela formação de cartel, há denúncia de irregularidades em alguns deles.
A Justiça de São Paulo aceitou, por exemplo, uma denúncia da Promotoria e analisa a acusação de que os resultados da licitação da segunda fase da linha 5-Lilás do Metrô eram conhecidos seis meses antes da abertura dos envelopes.
Segundo um participante da reunião de quarta-feira, 18, além de acompanhar os contratos em execução que esses bancos têm com o governo paulista, a análise vai balizar a eventual concessão de novos empréstimos ao governo paulista.
O primeiro contato do Banco Mundial com a promotoria ocorreu a 13 de novembro, quando o gerente de investigações externas e vice-presidente de integridade da instituição, David Fielder, solicitou oficialmente acesso a todo o acervo relativo ao caso do cartel dos trens.
No dia 3 de dezembro, consultados sobre a investigação do Banco Mundial, o Metrô e a CPTM informaram que "colaboram com todas as investigações e têm total interesse em apurar as denúncias".
"O inquérito corre em segredo de Justiça e, por isso, as empresas assumiram o compromisso de não divulgar, compartilhar o seu conteúdo ou comentar o processo", destacaram as assessorias das duas companhias do governo paulista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte - A Tarde  20/12/2013

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Justiça Federal envia ao STF inquérito do cartel de trens paulista

Política

Folha de SP

A Justiça Federal encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) inquérito sobre o cartel de trens em São Paulo. As investigações apontam que o governo paulista teve conhecimento e avalizou a formação de um cartel para a licitação da linha 5 do Metrô de São Paulo. Os casos relatados vão de 1998 a 2008 e compreendem as gestões [Mário] Covas, [Geraldo] Alckmin e [José] Serra, todas do PSDB.
Em nota divulgada nesta terça-feira (10), a Justiça Federal afirma que o inquérito policial foi enviado ao Supremo, pois são mencionadas infrações penais cometidas por autoridades que têm foro privilegiado. A nota também afirma que o inquérito corre em segredo de Justiça.
Na denúncia, a Siemens aponta que as empresas Alstom (França), Bombardier (Canadá), Mitsui (Japão) e CAF (Espanha) eram as que operavam em cartel no país.
Polícia Federal em São Paulo já havia pedido na semana passada que a Justiça Federal mandasse a apuração aos tribunais superiores. A procuradora Karen Louise Kahn, do Ministério Público Federal, manifestou-se contra o envio do inquérito da Siemens para tribunais superiores. Para ela, não havia indícios ou provas suficientes contra os políticos com foro privilegiado citados nos depoimentos da investigação.
O pedido havia sido feito pelo delegado da Polícia Federal Milton Fornazari Junior, que conduz as investigações em São Paulo, após depoimento do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer.
Ele fez acordo de delação premiada, que prevê a redução de pena para quem ajudar a desvendar o crime.
Rheinheimer citou só indícios de que tucanos teriam recebido propina do consultor Arthur Teixeira, apontado como intermediador de repasses feitos por firmas como Alstom, Siemens e Bombardier.
Em documento que depois disse ter sido manipulado, o ex-diretor dizia que o principal secretário do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido, e o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) teriam recebido propina de Teixeira. Ambos negam.

Leia a íntegra da nota:
NOTA À IMPRENSA SOBRE INQUÉRITO NA 6ª VARA CRIMINAL

São Paulo, 10 de dezembro de 2013
A respeito das informações veiculadas na imprensa sobre o inquérito policial em que são investigados, entre outras práticas criminosas, supostos pagamentos de propina a funcionários públicos no âmbito de licitações relacionadas ao Metrô de São Paulo, cumpre esclarecer:

_1 - O inquérito policial corre em segredo de Justiça, tanto pela existência de informações protegidas constitucional e legalmente, como para propiciar maior efetividade às investigações, sendo vedada a divulgação, pelos detentores de dever de sigilo, dos dados nele constantes;_

_2 - O inquérito policial foi remetido ao Supremo Tribunal Federal em razão de ter sido mencionada a eventual prática de infrações penais por autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função perante aquela Corte;_

3 - A remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal não implica reconhecimento pelo magistrado responsável pela supervisão do inquérito da existência de indícios concretos de práticas criminosas pelas autoridades referidas, fundamentando-se apenas no entendimento de que compete ao STF supervisionar eventuais medidas investigatórias relacionadas a tais autoridades.
6ª Vara Criminal Federal de São Paulo
Fonte -  São Paulo Trem Jeito  10/12/2013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Imagine se helicóptero da cocaína fosse de Genoíno - Bob Fernandes







Vem aí um novo capítulo da novela político-policial do Brasil. Quem seria o dono do Hotel Saint Peter, onde José Dirceu quer trabalhar?
E José Genoino segue nas manchetes. Ele renunciou ao mandato, e não teria como não estar nas manchetes. O problema é quanto ao que não chega, ou não permanece nas manchetes.
O ministério público requisitou a suspensão de 10 contratos para reforma de trens em São Paulo. O tal escândalo dos trens e metrô......

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Penas de tucanos para todo lado

Política

Por Luciano Martins Costa
Observatório da Imprensa
foto - ilustração

O jornal O Estado de S.Paulo rompe a barreira do silêncio e vincula, pela primeira vez desde que o assunto veio à tona, o caso do cartel no sistema de transporte por trilhos na capital paulista a políticos do PSDB, do PPS e do Partido Democratas. A notícia está no alto da primeira página, na edição de quinta-feira (21/11): “Ex-diretor da Siemens envolve políticos com cartel”, diz o título. A fonte da informação é um relatório entregue há sete meses por um ex-executivo da empresa suíça ao Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
Num dos trechos reproduzidos pelo jornal, o autor da denúncia afirma possuir “documentos (originais) que provam a existência de um forte esquema de corrupção no estado de São Paulo durante os governos Covas, Alckmin e Serra e que tinha como objetivo principal o abastecimento do 'caixa dois' do PSDB e do DEM”.
O relatório foi produzido em meio a negociações do autor, que participava do acordo entre a Siemens e o Cade, pelo qual a multinacional ajudaria a investigar o esquema de cartel em obras e serviços de manutenção do metrô e dos trens metropolitanos de São Paulo e do Distrito Federal.
O ex-diretor da Siemens recebeu orientação de um deputado do Partido dos Trabalhadores, fato que é destacado pelo jornal no meio da reportagem, o que pode gerar controvérsias sobre intenções dos protagonistas, mas não altera o teor explosivo dos documentos.
A Siemens tinha interesse em ver investigado o caso de cartel porque corria o risco de vir a ser prejudicada em futuros negócios com governos, não apenas no Brasil. O executivo, apontado como o principal informante no acordo de leniência, pretendia ajudar a empresa e ao mesmo tempo negociava um emprego na Vale, pois depois do processo ficaria mal visto no mercado. Seu relatório, se levado às últimas consequências como foi o caso da Ação Penal 470, vai espalhar penas (judiciais) por todo lado.

A teoria do domínio do fato
A edição do Estado de quinta-feira (21) é um marco significativo na história das coberturas de casos de corrupção pela imprensa brasileira. O jornal assume que se trata do “primeiro documento oficial que vem a público que faz referência a supostas propinas pagas a políticos ligados a governos tucanos”. Até então, observa o jornal paulista, o Ministério Público e a Polícia Federal apontavam suspeitas de corrupção que envolviam apenas ex-diretores de estatais, como a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
Como o relatório do ex-diretor da Siemens foi entregue ao Cade em abril, é possível que outros jornais, como a Folha de S.Paulo, também já tivessem conhecimento de seu conteúdo. Agora, toda a imprensa está obrigada e retomar a cobertura do escândalo a partir do ponto definido pela revelação do Estado.
Não se trata mais, portanto, de um caso de cartel, mas de um dos mais graves esquemas de corrupção da política brasileira, cujas consequências podem ser observadas diariamente nos trens lotados, nos congestionamentos de trânsito e nas carências da infraestrutura de transportes na região da capital paulista. Some-se a essa revelação o caso do esquema de propinas que desviou quase meio bilhão de reais dos cofres da prefeitura paulistana na última década e temos um quadro de sonhos para os jornalistas com apetite para a investigação.
Certamente há influências políticas e interesses do PT no Cade, como já foi fartamente explorado pelos jornais, mas isso não impediu a imprensa de explorar obstinadamente outros escândalos, quando os papéis estavam trocados.
O relatório divulgado pelo Estado de S.Paulo cita explicitamente o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), os secretários estaduais José Aníbal, Jurandir Fernandes, Edson Aparecido e Rodrigo Garcia, além do deputado federal Arnaldo Jardim (PPS), o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (DEM) e o atual vice-governador, Tadeu Filipelli (PMDB). “Além de envolver muitos projetos e dezenas de pessoas, o esquema de corrupção se estende por um longo período”, diz o relatório, segundo o jornal paulista.
Agora, o leitor e leitora atentos esperam que a imprensa aplique ao caso algumas das teses consagradas recentemente pelo Supremo Tribunal Federal, como o princípio do domínio do fato, e acompanhar a consolidação de “uma nova era na democracia brasileira – a Era dos Corruptos na Cadeia”, como anunciou a revista Época em sua última edição.
Fonte - Blog do Miro ( Altamiro Borges)  21/11/2013

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Haddad destampou o esgoto. Agora não pode recuar - Bob Fernandes





A 14 de Maio de 2012 perguntamos aqui: "Como um assessor acumula R$ 50 milhões e Kassab não desconfia?" À época, flagrado o assessor, Aref Saab, o comentário abordava a vasta corrupção na prefeitura.
Pergunta feita há um ano e meio: "O prefeito Kassab não ouve murmúrios de empresários, de comerciantes, sobre o que se passa em algumas subprefeituras? Ninguém ainda mandou uma carta anônima?"
Ainda perguntas, há um ano e meio: "O prefeito, sua assessoria, ao longo de sete anos, não desconfiaram de nada? Não desconfiaram nem diante das numerosas, óbvias, escandalosas agressões imobiliárias à cidade? "
Um ano e meio depois outro escândalo, esse de agora, o do meio bilhão. Ronilson Rodrigues era o Subsecretário da Receita de São Paulo. Em telefonema gravado ele acusa: "Kassab mandou arquivar denúncia contra mim".
Em outro telefonema Ronilson cobra: "Chamem o secretário e o prefeito, eles sabiam de tudo".
O prefeito ao qual Ronilson se refere é Kassab. O secretário é Mauro Ricardo, que trabalhou com Serra também no governo do estado. E que hoje está com ACM Neto na prefeitura de Salvador.
Um telefonema é prova? Não, não é. É um indício a ser apurado. Nessa e em qualquer outra investigação.
Foi Haddad quem criou a Controladoria e iniciou essa devassa nos esgotos da Prefeitura. Não há manchete Mandrake ou guerra de marketing que possam contestar esse fato.
Por isso mesmo seu secretário de governo, Antonio Donato, já deveria ter sido afastado. Nesta terça Donato, enfim, pediu afastamento. Donato é citado como alguém que teria recebido R$ 200 mil para campanha.
Não há prova, mas há citação em telefonemas e em conexões. E se telefonemas valem para os auditores acusados, se valem as citações a Kassab e a Mauro Ricardo, telefonemas devem valer também como indício no caso de Donato.
Haddad abriu a tampa dos esgotos e do propinoduto de meio bilhão em São Paulo. Já vieram e virão as pressões. Uma delas, a ameaça de rompimento da aliança com o PSD de Kassab para 2014. Outra, o peso dos corruptores. Ou seja, das construtoras.
Os esgotos e o propinoduto estavam ai, a céu aberto. Não viu quem não quis ver. A política à brasileira exige cautela...mas, espera-se que Haddad não seja mais um a recuar, mais um a entregar a rapadura
Publicado em 12/11/2013

domingo, 10 de novembro de 2013

Quem é Mauro Ricardo, o homem de Serra

Política

Paulo Nogueira,
Diário do Centro do Mundo
DCM
Troque um José por outro.
Em vez de Serra, Dirceu.
Imagine agora: um homem de Dirceu – um daqueles que acompanham alguém por toda parte, de Brasília a São Paulo – ignora uma denúncia de corrupção que pode chegar a meio bilhão de reais.
São cinco Mensalões, para você ter uma ideia da magnitude da ladroeira.
Continuemos. O homem de Dirceu confirma que recebeu a denúncia. E afirma que desistiu de levar adiante qualquer investigação depois que os acusados disseram que não estavam roubando nada.
Diz que ficou surpreso ao saber que estavam sim roubando. Pausa para rir. Surpresa mesmo seria se sujeitos acusados de roubar admitissem.

Enfim.
Você faz conta do que aconteceria o José fosse Dirceu: capas sobre capas da Veja pontificando sobre o mar de lama. Reportagens histéricas do Jornal Nacional repercutindo cada ‘descoberta’ nova da Veja. Editoriais do Estadão dando lições de decência. Colunistas como Jabor, Merval e derivados disputando quem usa mais vezes a palavra corrupção.
Mas como o José é Serra não acontece nada. O homem de Serra – Mauro Ricardo – é apresentado como ‘secretário de Kassab’.
Até quando Serra vai escapar da obrigação de prestar contas em casos de corrupção como o do Metrô e, agora, o das propinas na prefeitura de São Paulo para liberar prédios?
Para saber quanto são ligados Serra e Ricardo pego uma reportagem de 2010 do Valor Econômico e reproduzo algumas palavras. O título era: “O implacável braço direito de Serra”.
Ricardo trabalhava então fazia 15 anos com Serra. E era “um nome certo para compor um eventual ministério do candidato tucano à Presidência”.
Mauro Ricardo é um dos raros elos entre Serra e Aécio. Em janeiro de 2003, então governador de Minas, Aécio pediu a Serra alguém para a presidência da Copasa, a estatal mineira de saneamento. Serra indicou Mauro Ricardo.
Mais recentemente, ele foi contratado para ser secretário das Finanças do prefeito de Salvador ACM Neto. O site Bahia Notícias, em março passado, publicou uma reportagem que trazia documentos com problemas judiciais que Ricardo vem enfrentando.
O título: “Secretário ‘importado’ de SP por ACM Neto já foi condenado e responde por supostos desvios”. Um dos casos listados pelo site se refere ao tempo em que Ricardo, por indicação de Serra, comandava a Suframa, Superintendência da Zona Franca de Manaus.

Disse o site Bahia Notícias:
“O Ministério Público Federal o responsabilizou pelo superfaturamento de uma obra de melhoramento e pavimentação de um trecho de 34 km da BR-319, entre o Amazonas e o Acre. Para a Procuradoria da República, a obra, que custou R$ 11,3 milhões aos cofres da União, era “superfaturada” e “desnecessária”, pois a conservação da rodovia estava sob supervisão do Exército.”
Mais uma vez. Troque de José. Imagine se Mauro Ricardo fosse ligado a Dirceu, e não a Serra.
As manchetes, as colunas, as denúncias.
Mas, em vez disso, um silêncio camarada, como se nada estivesse ocorrendo.
Palmas para a mídia brasileira, aspas, e seu cinicamente seletivo conceito de moralidade.
Fonte - Blog do Miro (Altamiro Borges)  10/11/2013