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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Levantamento mostra mudança na emissão de gases de efeito estufa no Brasil

Meio Ambiente

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Levantamento divulgado hoje (7) pelo Observatório do Clima indicou uma mudança no perfil das emissões brasileiras de gases de efeito estufa de 1990 a 2012. Apesar de ainda ser a principal responsável pelas emissões, a mudança do uso da terra, item relacionado ao desmatamento, está agora em um patamar muito próximo da poluição gerada pelos setores de energia e agropecuário.
Em 1990, o Brasil emitiu 1,39 bilhão de toneladas de gás carbônico, sendo 815,8 milhões por mudanças no uso do solo. Em 2012, foi enviado para a atmosfera 1,48 bilhão de toneladas do poluente, 476,5 milhões ligados ao desmatamento. Apesar do crescimento das emissões brutas no período ser apenas 7%, a evolução da geração de poluentes é irregular e chegou a registrar elevações expressivas, como os 2,85 bilhões de toneladas verificados em 1995.
“A redução do desmatamento na Amazônia nos últimos anos acaba tornando a contribuição do setor de uso da terra menor em relação ao que era registrado anteriormente, quando a gente tinha cerca de dois terços das emissões vindos desse setor”, ressalta o secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl. O observatório reúne 35 organizações não governamentais e da sociedade civil interessadas nos efeitos das mudanças climáticas. “Hoje, a gente tem uma participação muito maior da agropecuária e do setor de energia, nos quais as emissões estão crescendo significativamente, e isso representa uma mudança do perfil de emissões”, completa.
foto - ilustração
O setor de energia era responsável, em 1990, pela emissão de 193,1 milhões de toneladas de gás carbônico. Em 2012, passou a gerar 436,7 milhões de toneladas de poluentes. Carlos Rittl alerta que há a tendência de que o setor aumente ainda mais a emissão de gases de efeito estufa. Ele destaca, por exemplo, que o plano colocado para consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia prevê prioridade nos investimentos em combustíveis fósseis nos próximos dez anos. “Ele indica 72% de investimentos em combustíveis fósseis, em todos os investimentos para a área de energia. Isso é preocupante”, diz, ao lembrar das expectativas em relação aos rendimentos do petróleo do pré-sal. “A gente viu a celebração do governo pelo leilão do Campo de Libra, o primeiro grande leilão das reservas do pré-sal”.
Em relação ao setor agropecuário, Carlos atribui o crescimento das emissões principalmente ao aumento do rebanho bovino com práticas pouco eficientes. “Essa nossa pecuária pouco eficiente, com um animal por hectare, com práticas de manejo muito precárias, acaba nos levando a esse aumento significativo de emissões”, ressalta.
Segundo o secretário, a intenção é que a divulgação dos dados ajude a promover um debate mais objetivo e eficiente sobre as maneiras de reduzir a poluição em todos os setores avaliados. “A gente está disponibilizando esses dados e as planilhas para que a sociedade, o cidadão interessado e o tomador de decisão possam ter ciência da trajetória de emissões nos últimos anos, já que os dados oficiais vão somente até 2010”, explica.
Fonte - Agência Brasil 07/11/2013

sábado, 19 de outubro de 2013

Poluição fatal

Meio Ambiente

DN
foto - ilustração
Quando a mídia internacional concede bastante ênfase aos diversos questionamentos ambientais, relacionados ao futuro da Terra e da vida humana, pesquisa divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) repercute intensamente por sua preocupante conclusão: as crianças são as maiores vítimas da poluição do meio ambiente e estima-se que mais de 40% das doenças causadas pelos agentes poluidores acometam menores até cinco anos de idade.
Recentes estudos demonstram que houve um aumento dramático, no segmento infantil, de novos casos de tumores malignos, asma, alergia, atraso no desenvolvimento mental, distúrbios no desenvolvimento neurológico e até acentuação dos fenômenos físicos causados pela puberdade precoce.
De acordo com os cientistas, as crianças são mais vulneráveis porque, em proporção ao seu peso e tamanho, elas bebem mais água, se alimentam mais e respiram com intensidade maior do que uma pessoa adulta, apresentando ainda, como agravante, uma menor capacidade de eliminar substâncias tóxicas.
Registra o relatório da Organização Mundial de Saúde que, em crianças de até quatro anos, 10% dos óbitos estão relacionados à exposição de elementos poluidores, tanto dentro quanto fora de casa. Milhões de toneladas de poluentes emitidos anualmente, somente no contexto das grandes metrópoles, são responsáveis pelo surgimento de doenças graves no aparelho respiratório de adultos e, principalmente, de menores.
O tema tem sensibilizado bastante a opinião pública, sobretudo os interessados na saudável coexistência entre o meio ambiente e a saúde. Infelizmente, segundo relatam as últimas aferições e pesquisas sobre o problema, os efeitos devastadores da poluição ambiental são indevidamente subestimados em qualquer país do Planeta, mesmo naqueles considerados como detentores de maior nível de civilização.
De modo lamentável, no plano internacional ainda existem injustificáveis resistências contra as medidas recomendadas cientificamente para proteção do meio ambiente, exatamente nos países responsáveis pelas maiores emissões de gases venenosos, tudo sob a discutível alegação de que qualquer tentativa de controle nesse sentido acarretaria sérios prejuízos à economia.
As metrópoles brasileiras estão a caminho de atingir os elevados índices de poluição já registrados em outras metrópoles internacionais. Pelo que vem sendo observado, tem-se que evitar, com inadiável urgência, as insidiosas práticas que conduzem a esses graus de saturação ambiental, tais como a progressiva destruição dos parques e lagoas; a sistemática devastação de áreas verdes; a falta de saneamento em favelas e bairros cada vez mais insalubres da periferia; e o crescente acúmulo de esgotos clandestinos, visíveis a céu aberto, na orla marítima. Todos os citados itens, obviamente, são altamente lesivos à saúde infantil.
Tais fatores se somam, em países menos civilizados, aos habituais problemas atmosféricos de caráter global, enfatizando a evidência da responsabilidade de como devem ser encarados e tratados tais tipos de ameaças, sobretudo nas metrópoles em constante expansão demográfica. Já restam poucas dúvidas de que a ação humana tem provocado impacto direto na elevação das temperaturas, um dos maiores problemas detectados no painel do clima na ONU. O calor vai dissolver o gelo das calotas polares e aumentar o nível do mar, pondo em risco as populações das zonas costeiras.
Fonte -  Diário do Nordeste  19/10/2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Poluição do ar em São Paulo seria 30% maior se metrô não existisse, sugere estudo

Meio Ambiente
Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O ar na capital paulista seria, em média, 30% mais poluído caso o metrô, que transporta diariamente 4 milhões de passageiros, não existisse. O resultado foi obtido por meio de uma simulação feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que mostra aumento nas concentrações dos poluentes no ar, principalmente de material particulado.
foto - ilustração
Responsável pela pesquisa, a professora do Departamento de Ciências Exatas e da Terra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Simone Georges Miraglia explica que esse percentual foi obtido em determinadas condições meteorológicas, que podem variar conforme o dia.
A pesquisa, intitulada Os Efeitos Positivos em Saúde devido ao Transporte Urbano sobre Trilhos – Estudo de Caso para São Paulo, foi apresentada durante workshop promovido hoje (7) na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP). Foram divulgados também estudos envolvendo os impactos da existência do metrô na capital paulista sob vários aspectos, como economia, acessibilidade e saúde.
De acordo com Simone, a análise, feita durante a década de 2000, comparou a qualidade do ar entre os dias em que o metrô funcionou normalmente e aqueles em que o transporte foi afetado por greves, ocorridas em 2003 e 2006. “O serviço do metrô leva a uma não emissão de poluentes significativa”, destacou a pesquisadora.
Os levantamentos usaram as medições de qualidade do ar fornecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), além de dados do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade no Município de São Paulo (PRO-AIM).
Simone explica que, nos dias em que a cidade fica sem o metrô, há aumento considerável nos atedimentos em prontos-socorros e nas internações hospitalares. “Em qualquer evento em que a gente tem aumento das concentrações de poluentes atmosféricos, existem diversos efeitos indesejáveis na saúde, entre eles, aumento da incidência de doenças respiratórias, cardiovasculares e problemas oftalmológicos”, explica. Segundo ela, o município também registra elevação do nível de mortalidade, em decorrência de complicações das doenças que pioram com poluição do ar.
Fonte - Agência Brasil  07/06/2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

Táxis elétricos começam a circular no Rio de Janeiro

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Começaram a circular hoje (5) os dois primeiros táxis elétricos da cidade. O projeto, uma parceria da prefeitura e a montadora Nissan, deverá levar 15 táxis desse tipo às ruas até o fim do ano. A partir de 2014, a ideia é expandir o serviço. Os carros não emitem poluentes nem ruídos.
noticiasnumclik

Os veículos foram entregues pelo prefeito Eduardo Paes aos taxistas Breno de Souza Olveira, de 47 anos, e Arthur Marfir, de 51 anos, que integram cooperativa que atua no Aeroporto Santos Dumont. Os motoristas não terão que arcar com os custos de abastecimento nem repassar um percentual da corrida à montadora Nissan, fabricante dos carros.
Os táxis ficarão emprestados por cerca de três anos. Todos os dias, os dois motoristas deverão buscá-los em um prédio da prefeitura, em Botafogo, e levá-los ao aeroporto. Com carga que possibilita rodar até 160 quilômetros sem abastecer, os taxistas poderão recarregar em postos da Petrobras na Barra da Tijuca e na Lagoa. Para receberem os veículos, os profissionais passaram por treinamento de dois meses.
O prefeito destacou o caráter experimental da iniciativa: "É uma fase experimental mesmo. O ideal é que a gente consiga desenvolver subsídios para que as pessoas possam adquirir esse tipo de carro. São experiências que vão criando uma cultura".
O secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, explicou que os dois taxistas foram escolhidos por terem experiência e boa conduta no trânsito. "Eles têm muitos anos de carreira, não têm multas nem infrações como taxistas no Rio. São comunicativos e têm noção de língua estrangeira. São motoristas referência e vão servir de espelho e exemplo para a categoria".
Para Osório, a iniciativa desmistifica o transporte movido a eletricidade. "Quanto mais energia limpa estiver circulando na praça do Rio de Janeiro, é melhor. Com isso, a gente qualifica o serviço de táxi agregando o componente da sustentabilidade. É uma possibilidade de o carioca ver nas ruas que esse negócio de energia elétrica movendo automóvel não é ficção científica, é realidade. E acho que o táxi vai fazer essa apresentação".
Além de investir na modernização dos veículos, o secretário informou que, este ano, será revista a regulamentação dos táxis da cidade, que é a mesma desde 1970. Um dos principais pontos da nova legislação será padronizar a frota, reduzindo as disparidades entre carros populares de baixa potência e carros de luxo, que prestam o mesmo serviço. Osório garantiu, no entanto, que a ideia não é onerar o passageiro com taxas diferenciadas.
Fonte - Agência Brasil  05/03/2013