UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 2 de junho de 2020

Destruição da natureza expõe ser humano a doenças e epidemias

Ponto de Vista/Sustentabilidade  🌴

De acordo com o fundador e presidente da ONG SaveCerrado, Paulo Bellonia, quando o homem destrói uma floresta para abrir terras, constrói barragens ou elimina a biodiversidade de forma desenfreada, acaba desencadeando problemas que podem afetá-lo diretamente.As mudanças climáticas, causadas pelo desmatamento humano, também exercem seu papel no surgimento de novas doenças, segundo cientistas. 

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Especialistas destacam a importância de preservar o ecossistema para reduzir as chances de contato com males ainda desconhecidos
O novo coronavírus já matou mais de 16 mil pessoas no Brasil e, apesar de vacinas para sua cura ainda estarem em fases iniciais de testes, ecologistas defendem que vírus como estes podem ser evitados, se a população tiver mais conscientização ambiental.
De acordo com o fundador e presidente da ONG SaveCerrado, Paulo Bellonia, quando o homem destrói uma floresta para abrir terras, constrói barragens ou elimina a biodiversidade de forma desenfreada, acaba desencadeando problemas que podem afetá-lo diretamente. “Agora, estamos entrando mais em contato com patógenos de animais silvestres quando alteramos seu habitat, em um contexto pior para nós: a densidade populacional dos seres humanos é muito mais alta, e estamos muito mais conectados, o que favorece o espalhamento da doença.”, completa Bellonia.
As mudanças climáticas, causadas pelo desmatamento humano, também exercem seu papel no surgimento de novas doenças, segundo cientistas. “Há outras maneiras pelas quais nossas atividades humanas podem facilitar o surgimento ou transmissão de doenças, como o desmatamento, isso não pode ser ignorado”, alerta o fundador da SaveCerrado.
Como contribuir com a preservação?
Agora que todas as nações estão sofrendo os impactos causados por um único vírus, Paulo acredita que muitas pessoas estão abrindo suas mentes e enxergando além de sua própria rotina nas cidades. “Defender o equilíbrio do ecossistema é preservar a saúde e o bem-estar humano. Tudo está inserido dentro de um importante ciclo”, alerta. Por isso, fundou a SaveCerrado, uma ONG que atua exclusivamente no Cerrado, bioma com uma das maiores riquezas de biodiversidade do planeta.
“Nossas ações estão relacionadas com áreas específicas e de altíssima relevância de preservação para a sociedade brasileira e mundial, tanto pela abundância das águas quanto pelo fato de se tratar de um hotspot, tudo com total transparência de onde exatamente os recursos estão sendo aplicados”, informa. Hotspots são áreas com grande biodiversidade, ricas principalmente em espécies endêmicas, e que apresentam alto grau de ameaça. Elas se concentram em apenas 2,3% da superfície do planeta e detém cerca de 60% de patrimônio biológico do mundo.
Durante a pandemia, a SaveCerrado iniciou uma campanha que vai destinar parte dos recursos captados às entidades e projetos que estejam atuando no combate aos impactos sociais da doença.
Fonte - Portogente  02/05/2020

domingo, 12 de janeiro de 2014

Quatro anos após terremoto, 170 mil haitianos ainda vivem em acampamentos

Internacional

A tragédia ocorreu em 12 de janeiro de 2010, quando um terremoto de 7,3 graus na escala Richter e duas réplicas de menor magnitude atingiram o país mais pobre das Américas....

Da Agência Brasil
Com informações da Télam

Brasília – Quatro anos depois da tragédia que deixou 220 mil mortos e 2,3 milhões de desabrigados, 171.974 pessoas ainda vivem em campos de desabrigados no Haiti, segundo a Anistia Internacional (AI). Em relatório, a entidade informa que a grande maioria dos acampados continua em péssimas condições sanitárias. O terremoto arrasou o país, que teve prédios públicos, hospitais, escolas e casas destruídos.
A tragédia ocorreu em 12 de janeiro de 2010, quando um terremoto de 7,3 graus na escala Richter e duas réplicas de menor magnitude atingiram o país mais pobre das Américas, gerando comoção mundial e reações por parte de organizações estrangeiras, de entidades civis e da comunidade internacional. Entre os mortos estão a médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e 18 militares brasileiros, além dovice-representante especial do secretário-geral da ONU, Luiz Carlos da Costa.
O Brasil passou a ser um dos principais colaboradores dos trabalhos coordenado pela Organização das Nações Unidas no processo de reconstrução e capacitação profissional do Haiti e para redução da tragédia humanitária no país. A reorganização do Haiti ainda está em andamento e conta com o apoio de uma ação coordenada pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional.
Além de ajudar na reconstrução do país, o Brasil é o maior fornecedor de tropas para a Missão de Paz das Nações Unidas (Minustah), que está no Haiti desde 2004. As tropas têm o objetivo de garantir a estabilidade e segurança do país. Os militares brasileiros trabalham também no desenvolvimento urbano com projetos de engenharia, como pavimentação de ruas e iluminação pública, além de projetos sociais.
O governo brasileiro investe ainda em projetos de cooperação técnica, especialmente na área de saúde, com a construção de três hospitais, dois laboratórios regionais, um centro de reabilitação, além da formação profissional de 2 mil agentes de saúde, no valor de US$ 70 milhões. O Brasil assinou ainda um acordo para a construção de uma usina hidroelétrica projetada pelo Exército Brasileiro, que fornecerá eletricidade para mais de 1 milhão de famílias. A usina fica a 60 quilômetros da capital, Porto Príncipe.
De acordo com a Anistia Internacional, existem 306 acampamentos que alojam desabrigados no país. Desse total, apenas 8% têm fornecimento de água; e 4%, gestão de resíduos. Apenas 54% (166) acampamentos têm banheiros, o que representa um vaso sanitário para cada 114 pessoas.
Essas condições, informa a AI, expõem os desabrigados a numerosas doenças. Desde o surto de cólera de outubro de 2010, houve 8.531 mortes provocadas pela doença. Para 2014, o Ministério da Saúde haitiano prevê 45 mil novos casos.
Além de lidarem com a precariedade sanitária, os acampados convivem com a ameaça de remoção dos acampamentos. De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 11% dos campos de desabrigados haviam sido fechados à força até setembro de 2013, enquanto 45% da população nessas áreas estavam sob risco de despejo.
Segundo a OIM, 113.595 famílias de desabrigados foram realocadas em abrigos temporários, enquanto mais de 54.758 conseguiram se cadastrar em programas de subsídios de aluguéis, recebendo cerca de US$ 500 para alugar uma moradia durante um ano e US$ 125 para iniciar atividades geradoras de renda.
A Anistia Internacional, no entanto, questiona a capacidade de os beneficiários desses programas conseguirem se manter no longo prazo. De acordo com a entidade, uma avaliação de doadores internacionais constatou que 60% das famílias que recebem complementação para o aluguel acreditavam que não teriam recursos para manter a qualidade de acomodação após o fim dos subsídios. Além disso, 75% das pessoas que se mudaram após o fim dos contratos estavam morando em condições piores.
Fonte - Agência Brasil 12/01/2014

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O PÃO NOSSO DE CADA DIA - Carga de trigo está sendo armazenada com ratos e pombos

Saude

O programa Aratu Noticias da TV Aratu canal 4 de Salvador apresentou hoje a noite (01/11) uma grave denuncia feita por um funcionário da CODEBA quanto as péssimas condições de HIGIENE na armazenagem do trigo no porto de Salvador.Segundo a denuncia feita pelo funcionário da CODEBA que apresentou um vídeo gravado com imagens do local do armazenamento,no meio do trigo existem  ratos e pombos mortos e até fezes e as condições de higiene são as piores possíveis.



Aratu Noticias
Aratu noticias









Fonte - Aratu On line  01/11/2013

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cresce incidência de doenças crônicas entre índios do Xingu

Meio Ambiente


Se em 1965 doenças como malária, infecções respiratórias e diarreia eram as principais causas de morte de índios no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, hoje a doença de maior incidência entre eles é a hipertensão arterial

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Se em 1965 doenças como a malária, as infecções respiratórias e a diarreia eram as principais causas de morte de índios no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, hoje a doença de maior incidência entre eles é a hipertensão arterial. É o que mostra pesquisa coordenada pelo Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado e do Projeto Xingu.
Atualmente, a malária está sob controle. Embora as doenças infecciosas e parasitárias ainda sejam relevantes em termos de mortalidade, são os males crônicos não transmissíveis, como a hipertensão, a intolerância à glicose e a dislipidemia, que mais cresceram nos últimos anos entre os índios da região.
Para essa pesquisa foram entrevistados e examinados 179 índios khisêdjês, moradores da área central do Parque do Xingu, no período de 2010 a 2011. A análise dos resultados mostrou a prevalência de hipertensão arterial (10,3% do total) em ambos os sexos, sendo que 18,7% das mulheres e 53% dos homens apresentaram níveis de pressão arterial preocupantes.
A intolerância à glicose foi identificada em 30,5% das mulheres e em 17% dos homens. A dislipidemia (aumento anormal da taxa de lipídios no sangue) apareceu em 84,4% dos participantes dos dois sexos.
Em entrevista à Agência Brasil, a pesquisadora Suely Godoy Agostinho Gimeno, coordenadora do estudo Perfil Nutricional e Metabólico dos Indígenas Khisêdjê, disse que algumas alterações estão sendo constatadas, principalmente nos últimos 15 anos. Na pesquisa anterior, divulgada pelo grupo no começo de 2000 e feita com os mesmos índios, a doença mais relevante era a dislipidemia. “Era impressionante a proporção [de dislipidemia]. Muito maior que nos estudos que se faz com população não indígena”, disse ela.
Naquela ocasião, informou a pesquisadora, a incidência de hipertensão ainda era baixa ou rara nessa população. Mas agora a hipertensão e a intolerância à glicose cresceram entre os índios, embora a incidência ainda seja menor quando comparada ao restante da população brasileira.
De acordo com Suely, entre os fatores que explicam essa transformação está a maior proximidade com os centros urbanos e a intensificação do contato com a sociedade não indígena; o aumento do número de indígenas que exercem atividade profissional remunerada e que assim, segundo ela, “deixam de pescar e de caçar e, com isso, reduzem suas atividades físicas”; e o maior acesso a produtos e bens de consumo, como alimentos industrializados, eletroeletrônicos e motor de barcos.
O quadro atual tem preocupado os pesquisadores, uma vez que o controle dessas doenças requer condições que nem sempre estão disponíveis nas aldeias. “Isso tem causado várias preocupações e por muitas razões. Primeiro, porque muitas dessas doenças requerem condições que nas aldeias são difíceis de serem alcançadas. Um exemplo é um indígena diabético que necessita de insulina. A insulina precisa ser guardada em geladeira. E na aldeia, em geral, não se dispõe de energia elétrica. A necessidade de refrigeração, nesse caso, é o tempo todo”, observou.
Outro problema, destacou Suely, é que é preciso o controle de horário para tomar os medicamentos e para o controle regular da glicemia e da pressão arterial, que nem sempre estão disponíveis nas aldeias. “Além disso, são situações novas para eles. O aprendizado para controlar e manipular não são simples. A forma como eles percebem a doença é diferente de nós, não indígenas. É um trabalho de longo prazo”, acrescentou.
Outro resultado que chamou a atenção dos pesquisadores é que muitos dos índios estão com excesso de peso (sobrepeso ou obesidade), o que ocorre em 36% do total de mulheres e 56,8% dos homens. “Atribuímos isso [o excesso de peso] não à obesidade propriamente dita, mas ao fato de que os indicadores que utilizamos para avaliar o excesso de peso não são adequados, uma vez que eles têm uma quantidade de músculos muito maior que os não indígenas”, disse a pesquisadora.
Para evitar situações como essa, segundo Suely, o fundamental seria estimular a manutenção do modo de vida dos indígenas. “Para isso, eles dependem da terra, do rio, do seu território. Manter as terras indígenas e garantir o território é fundamental”, disse ela.
Fonte - Agência Brasil   20/10/2013

sábado, 19 de outubro de 2013

Poluição fatal

Meio Ambiente

DN
foto - ilustração
Quando a mídia internacional concede bastante ênfase aos diversos questionamentos ambientais, relacionados ao futuro da Terra e da vida humana, pesquisa divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) repercute intensamente por sua preocupante conclusão: as crianças são as maiores vítimas da poluição do meio ambiente e estima-se que mais de 40% das doenças causadas pelos agentes poluidores acometam menores até cinco anos de idade.
Recentes estudos demonstram que houve um aumento dramático, no segmento infantil, de novos casos de tumores malignos, asma, alergia, atraso no desenvolvimento mental, distúrbios no desenvolvimento neurológico e até acentuação dos fenômenos físicos causados pela puberdade precoce.
De acordo com os cientistas, as crianças são mais vulneráveis porque, em proporção ao seu peso e tamanho, elas bebem mais água, se alimentam mais e respiram com intensidade maior do que uma pessoa adulta, apresentando ainda, como agravante, uma menor capacidade de eliminar substâncias tóxicas.
Registra o relatório da Organização Mundial de Saúde que, em crianças de até quatro anos, 10% dos óbitos estão relacionados à exposição de elementos poluidores, tanto dentro quanto fora de casa. Milhões de toneladas de poluentes emitidos anualmente, somente no contexto das grandes metrópoles, são responsáveis pelo surgimento de doenças graves no aparelho respiratório de adultos e, principalmente, de menores.
O tema tem sensibilizado bastante a opinião pública, sobretudo os interessados na saudável coexistência entre o meio ambiente e a saúde. Infelizmente, segundo relatam as últimas aferições e pesquisas sobre o problema, os efeitos devastadores da poluição ambiental são indevidamente subestimados em qualquer país do Planeta, mesmo naqueles considerados como detentores de maior nível de civilização.
De modo lamentável, no plano internacional ainda existem injustificáveis resistências contra as medidas recomendadas cientificamente para proteção do meio ambiente, exatamente nos países responsáveis pelas maiores emissões de gases venenosos, tudo sob a discutível alegação de que qualquer tentativa de controle nesse sentido acarretaria sérios prejuízos à economia.
As metrópoles brasileiras estão a caminho de atingir os elevados índices de poluição já registrados em outras metrópoles internacionais. Pelo que vem sendo observado, tem-se que evitar, com inadiável urgência, as insidiosas práticas que conduzem a esses graus de saturação ambiental, tais como a progressiva destruição dos parques e lagoas; a sistemática devastação de áreas verdes; a falta de saneamento em favelas e bairros cada vez mais insalubres da periferia; e o crescente acúmulo de esgotos clandestinos, visíveis a céu aberto, na orla marítima. Todos os citados itens, obviamente, são altamente lesivos à saúde infantil.
Tais fatores se somam, em países menos civilizados, aos habituais problemas atmosféricos de caráter global, enfatizando a evidência da responsabilidade de como devem ser encarados e tratados tais tipos de ameaças, sobretudo nas metrópoles em constante expansão demográfica. Já restam poucas dúvidas de que a ação humana tem provocado impacto direto na elevação das temperaturas, um dos maiores problemas detectados no painel do clima na ONU. O calor vai dissolver o gelo das calotas polares e aumentar o nível do mar, pondo em risco as populações das zonas costeiras.
Fonte -  Diário do Nordeste  19/10/2013