UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Semana do Clima da ONU: Idec participará do evento

Meio ambiente  🌱🌴

Evento ocorre em Salvador, na Bahia, entre os dias 19 e 24 de agosto, e é preparatório para a COP 25.O evento é organizado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) destinada à implementação do Acordo de Paris, o pacto global de combate às mudanças climáticas.

Revista Amazônia
Degradação dos Rios Urbanos de Salvador
Rio Camarajipe/fotos - Pregopontocom
Entre 19 e 23 de agosto, o Idec, ONG de Defesa do Consumidor, participa da Semana do Clima da América Latina e Caribe (Climate Week), que ocorre em Salvador, na Bahia. O evento é organizado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) destinada à implementação do Acordo de Paris, o pacto global de combate às mudanças climáticas. Trata-se de um dos encontros regionais que antecedem a reunião do clima da ONU, a COP-25, que será em dezembro, no Chile.
Nos dois primeiros dias (19 e 20), o evento será fechado, voltado para questões técnicas. Já nas datas seguintes (21, 22 e 23), ocorrerão os debates temáticos e as atividades serão abertas ao público. Entre os assuntos discutidos nos dias técnico estão o fim da miséria; igualdade de gênero; mobilidade urbana, no contexto de cidades e comunidades sustentáveis; e energia limpa e acessível. Já nos dias abertos o foco estará em créditos de carbono, mercado e desenvolvimento sustentável na América Latina e Caribe, e transição para uma economia de baixo carbono.
O Idec participará no dia 22, em um estande na modalidade Esquina do Conhecimento. O objetivo será apresentar projetos bem sucedidos, ressaltando o potencial do Brasil em atingir crescimento econômico a partir de um uso mais eficiente da terra e da energia.
“Na ocasião, conversaremos com as pessoas que por ali passarem, divulgando nosso trabalho pela preservação do clima, como a defesa de hábitos de consumo mais conscientes, estímulo ao uso do transporte público e mais investimentos em eficiência energética”, explica Clauber Leite, especialista e energia e sustentabilidade do Instituto.

Serviço:
Data: de 19 a 23 de agosto - Local: Salvador Hall (Av. Luís Viana – Patamares) - Valor: gratuito
Fonte - Revista Amazônia  19/08/2019

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

País precisa reduzir dependência do transporte individual, diz especialista

Mobilidade/Sustentabilidade  🚗 & 🚇

A avaliação é do economista e cientista ambiental Walter Figueiredo de Simoni, coordenador de Transporte do Instituto Clima e Sociedade (ICS), organização não-governamental dedicada a combater as causas das mudanças climáticas.

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
O Brasil precisa reduzir a dependência do transporte individual e priorizar o transporte público para conseguir cumprir o compromisso de redução de emissão de gases do efeito estufa, assumido no Acordo de Paris, ratificado pelo país em 2016. A avaliação é do economista e cientista ambiental Walter Figueiredo de Simoni, coordenador de Transporte do Instituto Clima e Sociedade (ICS), organização não-governamental dedicada a combater as causas das mudanças climáticas.
Simoni e outros especialistas vão participar nesta quarta-feira (6) do primeiro Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte, que discutirá experiências e estratégias de diferentes países para um transporte sustentável. Pelo Acordo de Paris, o Brasil se compromete a reduzir 37% das emissões de gases até 2025 e 43% até 2030, tendo como base de comparação o ano de 2005.
Segundo o economista, embora a melhora do sistema de transporte coletivo nas cidades seja um dos objetivos que o Brasil se propõe no documento submetido às Nações Unidas, como meio para alcançar as metas de redução das emissões, até o momento não existe um detalhamento das políticas a serem implementadas para tornar isso possível. “[O objetivo] está [posto] de maneira vaga, a gente precisa detalhar isso de forma prática. Se vai ser mais investimento, mais espaço dentro da cidade [para o transporte público]”, diz.
Ele explica que outro compromisso assumido pelo Brasil foi aumentar o uso de biocombustíveis. “O Brasil ainda não detalhou nenhuma dessas opções. A gente não sabe como esses dois temas vão se traduzir em metas específicas. Há uma vontade de se trabalhar nessas questões”, destacou.
Simoni defende ainda a diminuição da dependência do país do modal rodoviário para o transporte de cargas. “A gente está falando de uma questão econômica. Onde os bens são produzidos no país e como chegam até os consumidores finais? A carga é transportada através de caminhões, que funcionam usando combustíveis fósseis. Para a gente conseguir reduzir, tem que enfrentar esse desafio de como lidar com os modais de carga no Brasil no longo prazo e como a gente pode ser mais eficiente na maneira de transportar as coisas”, afirmou.
Segundo ele, o Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte discutirá caminhos práticos para implementar essas mudanças, além de analisar as experiências de outros países. “Temos vários países e cada um está resolvendo de maneira distinta. Teremos o exemplo do Chile, da Alemanha”, ressaltou.
Além do ICS, o evento está sendo organizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) e pela Embaixada da Alemanha. No período da manhã, o debate será sobre experiências internacionais. À tarde, serão discutidas propostas para descarbonizar o transporte brasileiro e as tendências tecnológicas e inovações na área.
Fonte - Agência Brasil  05/12/2017

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Aliança Global Para Descarbonização dos Transportes movimenta COP 23 em Bonn

Mobilidade/Sustentabilidade  🚗 🚌 🚇 🚲

Durante a Conferência do Clima das Nações Unidas realizada na capital francesa em 2015, 196 países se uniram no Acordo de Paris, um pacto universal que objetiva colocar o mundo em direção a um futuro mais sustentável, próspero e justo e com menos emissões de carbono. Apesar do Acordo por si só não conseguir solucionar o problema, ele aponta o caminho e busca uma solução global.

Laura Gelbert Delgado - ONU News*
foto montagem - ilustração/Pregopontocom
Portugal, França, Holanda, Costa Rica e a plataforma Processo de Paris sobre Mobilidade e Clima (PPMC) lançaram, neste fim de semana, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23), em Bonn, na Alemanha, a Aliança Global para Descarbonização dos Transportes. O objetivo da iniciativa é estimular uma maior liderança política no setor.
No sábado (11), o vice-ministro do Ambiente de Portugal, José Mendes, disse à ONU News, em Bonn, ser preciso mais ambição e uma ação global coordenada na área de transportes para cumprir o Acordo de Paris.
"A verdade é que o setor de transportes gera emissões de gases de efeito estufa e nós temos que tratá-las. É por isso que ao nível dos Estados, ao nível das cidades, ao nível das empresas temos que coordenar esforços. E a Aliança para a Descarbonização dos Transportes pretende justamente fazer esse tipo de coordenação, de forma que tenhamos sucesso na implementação do Acordo de Paris também na área dos transportes".

ONU News/UNFCC
Iniciativas globais sustentáveis
Seis novas iniciativas voluntárias globais também foram apresentadas neste fim de semana na COP 23, abordando aspectos relacionados aos transportes e as mudanças climáticas. Entre elas, a iniciativa "Below50" (Abaixo de 50), que estabelece o comprometimento de empresas, países e organizações com o uso de combustíveis sustentáveis que produzam pelo menos 50% emissões de CO2 a menos, em comparação com os combustíveis fósseis convencionais.
E mais, a Aliança EcoMobility, de cidades comprometidas com o transporte sustentável; a ação EV100, uma iniciativa global que une companhias comprometidas a acelerar a transição do uso de veículos elétricos (EVs) de modo a tornar os meios de transportes elétricos o padrão por volta de 2030.
Destaca-se ainda o Walk 21, movimento global que valoriza e promove o hábito de caminhar como forma de deslocamento prazeroso e saudável e promove o desenvolvimento de cidades com áreas exclusivas para pedestres onde seja mais fácil andar; e, finalmente, a iniciativa Transformando a Mobilidade Urbana, que busca acelerar a implementação de transporte urbano sustentável de mitigação da mudança climática.

Acordo de Paris
Durante a Conferência do Clima das Nações Unidas realizada na capital francesa em 2015, 196 países se uniram no Acordo de Paris, um pacto universal que objetiva colocar o mundo em direção a um futuro mais sustentável, próspero e justo e com menos emissões de carbono. Apesar do Acordo por si só não conseguir solucionar o problema, ele aponta o caminho e busca uma solução global.
Com base nos planos climáticos nacionais de 186 países, o Acordo de Paris é um reflexo do extraordinário impulso de cidades, empresas, grupos da sociedade civil e outros que complementam a disposição global de agir que tem crescido ao longo dos anos, desde a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro em 1992, a Rio 92, quando representantes de 179 países consolidaram uma agenda global para tentar minimizar os problemas ambientais mundiais.
A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 23) prossegue até a próxima sexta-feira (23), em Bonn.
*Com reportagem de Jerome Bernard, da ONU News em Bonn.
Fonte - Agência Brasil 13/11/2017

domingo, 12 de novembro de 2017

Baixos investimentos em energia limpa comprometerão meta para mudança climática

Sustentabilidade  💡

Os novos investimentos em energia limpa realizados em países não membros da OCDE caíram US$ 40,2 bilhões de 2015 a 2016, diminuindo de US$ 151,6 bilhões para US$ 111,4 bilhões.Embora a China seja responsável por três quartos dessa redução, os novos investimentos em energia limpa nos demais países não membros da OCDE também caíram 25% em relação aos níveis de 2015.

Ambiente Energia
Revista Amazônia

foto - ilustração
Dois anos após a assinatura do Acordo de Paris e oito após o Acordo de Copenhague, tanto os países ricos quanto os pobres estão deixando de cumprir os compromissos assumidos para combater a mudança climática por meio de investimentos em energia limpa, conclui um estudo realizado pela empresa de pesquisa Bloomberg New Energy Finance (BNEF), integrante do grupo de mídia Bloomberg. O documento foi divulgado simultaneamente, no último dia 06 de novembro, em Londres, Washington e São Paulo.
Os novos investimentos em energia limpa realizados em países não membros da OCDE caíram US$ 40,2 bilhões de 2015 a 2016, diminuindo de US$ 151,6 bilhões para US$ 111,4 bilhões.
Embora a China seja responsável por três quartos dessa redução, os novos investimentos em energia limpa nos demais países não membros da OCDE também caíram 25% em relação aos níveis de 2015. Esses dados foram coletados como parte do Climatescope, um projeto anual da BNEF, que enfoca a atividade ligada a energia limpa em países em desenvolvimento.
Além da queda observada no período 2015-2016, a tendência em longo prazo também é potencialmente desconcertante para os formuladores de políticas públicas.
Mundialmente, o número de países não membros da OCDE cujo financiamento de ativos de energia limpa é igual ou superior a US$ 100 milhões ao ano – aproximadamente o custo de uma grande usina de energia solar fotovoltaica ou eólica onshore – está estagnado desde 2010 em aproximadamente 27.
Na histórica Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP, na sigla em inglês) realizada em Copenhague em dezembro de 2009, as nações mais ricas do mundo se comprometeram a disponibilizar US$ 100 bilhões ao ano às nações menos desenvolvidas para investimentos voltados à gestão dos impactos da mudança climática. Essa cifra deveria incluir todas as formas de investimentos relacionados ao clima.
Com base nos totais calculados pela BNEF no Climatescope, há poucos indícios de que o financiamento de energia limpa contribuirá de forma relevante para garantir a conquista da meta principal.
A BNEF descobriu que os fundos disponibilizados pelas nações mais ricas do mundo da OCDE aos não membros da OCDE, com o objetivo específico de apoiar a geração de energia limpa, caíram de US$ 13,5 bilhões em 2015, para US$ 10 bilhões em 2016. Essa cifra inclui tanto o financiamento público (oriundo, em grande parte, de bancos de desenvolvimento e instituições de importação e exportação) e capital 100% privado.
Não resta dúvida de que o mundo precisa acelerar o crescimento da energia limpa se quiser evitar os piores impactos da mudança climática. No estudo New Energy Outlook, sua estimativa em longo prazo, a BNEF projeta que haverá um investimento total de US$ 8,7 trilhões em projetos de energia com emissão zero de carbono até 2040. Entretanto, serão necessários outros US$ 5,4 trilhões para que o aumento total da temperatura não passe de 2 graus Celsius – e para controlar os piores impactos potenciais da mudança climática.
No que diz respeito à promessa de liberação de US$ 100 bilhões anuais, o Comitê Permanente da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) estima que, em 2014, os investimentos ligados a energia fóssil totalizaram US$ 60,5 bilhões. Se a cifra da BNEF para os fluxos de financiamento dos países ricos para os pobres desse mesmo ano tivesse sido incluída nessa análise, o total investido chegaria a US$ 71,3 bilhões.
Uma vez que o total liberado pelos países ricos para os menos desenvolvidos para investimentos em energia limpa em 2016 foi de US$ 10 bilhões, a menos que todas as outras formas de investimento relacionado ao clima tenham subido drasticamente desde 2014, tudo indica que a meta de US$ 100 bilhões não será alcançada, visto que faltam apenas três anos até 2020.
Dois anos atrás, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas realizada em Paris, quase 200 países se comprometeram a reduzir suas emissões de dióxido de carbono (CO2) por meio de contribuições nacionalmente determinadas (NDC, na sigla em inglês). Embora essas promessas tenham ambições e escopos variados, praticamente todas exigem que os países adotem políticas internas extras para cumprir as metas declaradas internacionalmente.
Nesse sentido, o estudo Climatescope sugere que os países em desenvolvimento têm muito trabalho a fazer. Das 71 nações pesquisadas detalhadamente pela BNEF, 76% estabeleceram metas nacionais de contenção das emissões de CO2. Entretanto, só dois terços (67%) introduziram as chamadas tarifas de aquisição (feed-in tariffs) ou leilões para apoiar projetos de energia limpa, e apenas 18% estabeleceram políticas domésticas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa.
Esses regulamentos detalhados e técnicos têm sido críticos para que os países em desenvolvimento consigam atrair capital privado para investir em energia limpa e facilitar sua expansão.
“Os números destacam a lacuna entre palavras e ação quando se trata de combater as mudanças climáticas e apoiar a energia limpa”, diz Ethan Zindler, da BNEF. “Os países mais ricos não têm aumentado seus investimentos com a rapidez esperada, se considerarmos as promessas feitas oito anos atrás em Copenhague. Mas as nações mais pobres deixaram, em muitos casos, de construir os arcabouços políticos necessários para conquistar a confiança dos investidores e atrair investimentos em energia limpa.”
O compromisso de investimento de US$ 100 bilhões de Copenhague foi reiterado em 2015, no Acordo de Paris. Em resposta, alguns países em desenvolvimento se comprometeram a cumprir as metas de emissão, desde que recebessem assistência financeira e técnica suficiente. Vinte e cinco nações examinadas pelo Climatescope se comprometeram a alcançar metas de redução de CO2 mais agressivas, se as nações mais ricas cumprissem integralmente a promessa de Copenhague.
Outros 19 países disseram que voltariam atrás em todos os compromissos assumidos se não recebessem assistência suficiente. O Brasil, por exemplo, se comprometeu a reduzir sua emissão de gases de efeito estufa em 37% até 2025 – tomando como base os níveis de 2005 – independentemente do apoio recebido dos outros países. Entretanto, o Brasil disse também que reduziria suas emissões em 43% se recebesse apoio suficiente da comunidade internacional.
A descarbonização do setor de geração de energia do mundo não era o único objetivo do compromisso original de US$ 100 bilhões anuais, mas o setor de energia responde hoje por cerca de um terço das emissões de gases de efeito estufa nos mercados emergentes. As emissões de CO2 dos países não membros da OCDE subiram 65% de 2002 a 2012, fato que se deve aos índices de crescimento econômico excepcionais da China e de outros países.
Para o futuro, apoiar a geração de energia limpa nos países em desenvolvimento é potencialmente crucial para o combate da mudança climática, uma vez que essas nações devem registrar índices ainda maiores de crescimento econômico e de demanda de eletricidade.
O Acordo de Paris reuniu 195 países em torno da urgência do combate à mudança climática. O acordo mostrou sua resiliência quando líderes mundiais condenaram, coletivamente, os planos dos EUA de renunciar ao pacto. Contudo, o Acordo de Paris só pode ser considerado um sucesso quando seus signatários cumprirem suas promessas.
Para as nações mais ricas, isso significa, antes de tudo, cumprir o compromisso assumido em Copenhague de oferecer assistência financeira aos países menos desenvolvidos. Para países não membros da OCDE, isso significa adotar medidas políticas detalhadas para a energia limpa a fim de conquistar a confiança dos investidores.
Segundo a BNEF, o Climatescope é uma avaliação exclusiva realizada país por país, um relatório interativo e um índice que avalia o progresso de mercados emergentes em sua transição energética. Desde 2012, ele reporta anualmente os investimentos em energia limpa e as atividades de implantação de energia limpa em um número crescente de países, que chega a 71 em 2017.
Desde 2014, o Climatescope tem o apoio do Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido em parceria com a Bloomberg New Energy Finance. O Fundo de Investimento Multilateral do Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Agência Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos, por meio de sua iniciativa Power Africa, também já foram parceiros do projeto.
Fonte - Revista Amazônia  12/11/2017

domingo, 9 de julho de 2017

Em documento final, G20 isola EUA ao afirmar que Acordo de Paris é irreversível

Internacional  ⛅

Ao abordar a questão ambiental, no entanto, o comunicado final do encontro deixou evidente a divergência entre os Estados Unidos e os demais membros do G20, com críticas à saída dos norte-americanos do Acordo de Paris, firmado em 2015 durante a 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) com compromissos globais de enfrentamento às mudanças climáticas.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
Beto Barata/PR
Reunidos em Hamburgo, na Alemanha, para discutir os principais desafios econômicos globais, os representantes políticos das 20 maiores economias mundiais (G20) reafirmaram, no documento final da cúpula, a determinação de enfrentar conjuntamente questões como a pobreza, o terrorismo, o deslocamento forçado de populações, o desemprego, a desigualdade de gênero e as mudanças climáticas.
Ao abordar a questão ambiental, no entanto, o comunicado final do encontro deixou evidente a divergência entre os Estados Unidos e os demais membros do G20, com críticas à saída dos norte-americanos do Acordo de Paris, firmado em 2015 durante a 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) com compromissos globais de enfrentamento às mudanças climáticas.
O acordo foi assinado a ocasião pelo ex-presidente Barack Obama, mas, em junho, o atual mandatário, Donald Trump, decidiu retirar o apoio dos Estados Unidos à iniciativa.
“Os líderes dos outros membros do G20 afirmam que o Acordo de Paris é irreversível e reiteram a importância de que sejam cumpridos os termos da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima”, diz o documento, em nome dos demais 19 países do grupo. O texto também destaca a importância das potências econômicas ajudarem financeiramente os países mais pobres a implementarem ações que os ajudem a se desenvolver economicamente preservando ao máximo o meio ambiente.
Segundo a agência de notícias alemã DPA, a menção de reconhecimento à intenção dos Estados Unidos de, mesmo se retirando do Acordo de Paris, ajudar outros países “na utilização de combustíveis fósseis mais limpos e eficientes” gerou controvérsia e só foi incluída no documento final para agradar a delegação norte-americana.

Terrorismo

Os líderes do G20 também divulgaram uma declaração conjunta condenando os ataques terroristas e o financiamento destes “atos abomináveis que reforçam nossa determinação de cooperar para melhorar nossa segurança e para protegermos nossos cidadãos”. No texto, os países defendem a eliminação dos “refúgios terroristas” de todos os países, mas destacam a importância do respeito ao direito internacional, incluindo os direitos humanos.
“Clamamos pela implementação dos compromissos internacionais existentes em matéria de combate ao terrorismo e o cumprimento de resoluções relevantes e sanções específicas do Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas]. Comprometemo-nos a continuar a apoiar os esforços da ONU para prevenir e combater o terrorismo e trataremos da ameaça crescente associada aos combatentes terroristas estrangeiros que retornam de zonas de conflito, como o Iraque e a Síria, e continuaremos empenhados em impedir que esses combatentes estabeleçam ponto de apoio em outros países e regiões ao redor do mundo”, apontam os líderes do G20 na declaração.
Os países também se comprometem, segundo a declaração, a facilitar a troca de informações entre os serviços de inteligência nacionais e a fortalecer a cooperação internacional a fim de detectar a movimentação de suspeitos de terrorismo, entre outras medidas de segurança.
Fonte - Agência Brasil  09/07/2017

terça-feira, 6 de junho de 2017

Brasil dá sinais contraditórios em política ambiental

Meio ambiente   🌱

Nos dois últimos anos, aumentaram os níveis de desmatamento na Amazônia e vem diminuindo o número de concessão de licenças para áreas de proteção do ambiente.No Brasil, levantamento recente do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) mostra que só no ano passado 8 mil quilômetros quadrados da Floresta Amazônica foram derrubados, um aumento de 29% sobre 2015 devido à expansão das plantações de soja, da abertura de pasto para pecuária e da extração de madeira.

Sputnik
Wilson dias/Agência Brasil/Fotos Públicas
Apesar de ter ratificado na segunda-feira (5/6) o compromisso do país com o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, o Brasil continua dando sinais contraditórios em política ambiental. Nos dois últimos anos, aumentaram os níveis de desmatamento na Amazônia e vem diminuindo o número de concessão de licenças para áreas de proteção do ambiente.
O documento foi ratificado em setembro do ano passado pelo presidente Michel Temer e a assinatura foi anunciada em uma cerimônia em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto. Entre os compromissos assumidos pelo Brasil no acordo estão a redução de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005 até 2025 e aumentar a participação da bioenergia sustentável na matriz energética para cerca de 18% em 2030.
Em entrevista à Sputnik Brasil, David Zee, oceanógrafo, engenheiro ambiental e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diz que a retirada dos Estados Unidos do Acordo do Clima, apesar de criticada pela comunidade internacional, é um mau exemplo para os países, na medida em que pode enfraquecer os esforços nacionais para combater o aquecimento global. Em relação ao Brasil, ele prevê que o país terá dificuldade em cumprir as metas, que exigirão investimentos significativos, o que, hoje, é um grande desafio face à situação econômica do país.
"O que acontece hoje em dia é que ninguém quer pagar por serviços ambientais. Todo mundo quer ar puro, água limpa, e manda essa conta para a natureza, que já não aguenta mais com os 7,5 bilhões de pessoas no planeta, muito superior à capacidade da Terra sozinha fazer essa depuração", diz o especialista.
No Brasil, levantamento recente do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) mostra que só no ano passado 8 mil quilômetros quadrados da Floresta Amazônica foram derrubados, um aumento de 29% sobre 2015 devido à expansão das plantações de soja, da abertura de pasto para pecuária e da extração de madeira. À exceção de Mato Grosso, houve aumento do desmatamento em todos os estados da região, em especial no Amazonas, onde a derrubada de florestas cresceu 54% de 2015 a 2016. Em 16 anos, o Brasil perdeu cerca de 190 mil km² de florestas, área equivalente a quatro vezes a do Estado do Rio de Janeiro. A boa notícia é que a Mata Atlântica, que corria o risco de extinção, está se recuperando. Nos últimos 16 anos, ela cresceu uma área equivalente a da Bélgica (30.500 km²), com maior proporção no Estado do Rio (18%), São Paulo (13%) e Paraná (11%).
Outro índice, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mostra que o desmatamento no país, de agosto de 2015 a julho de 2016, foi de 7.989 km², 29% maior que o período anterior. A estimativa é de que essa destruição tenha liberado na atmosfera 586 milhões de toneladas de carbono equivalente, o mesmo que oito anos de emissões por todos os automóveis no Brasil. É a primeira vez em 12 anos que o desmatamento na maior floresta tropical do planeta apresenta aumento consecutivo.
Outro dado preocupante é a aprovação, no Congresso, de um novo Código Florestal, que anistiou aqueles que desmataram ilegalmente até 2008. Também no Congresso crescem as pressões da bancada ruralista para aprovação de um projeto autorizando a venda de terras para estrangeiros, o que já estaria estimulando a especulação fundiária, a grilagem e o aumento da violência no campo.
Para David Zee, tudo isso passa por uma falta de foco do Ministério das Relações Exteriores. Segundo ele, o Brasil, ao deixar a floresta em pé, está fazendo um benefício não só para o país, como também para o mundo, e isso tem um custo, por isso países como o Brasil e os da África deveriam ser recompensados com algum tipo de recurso por parte dos países ricos, que mais contribuem para o aquecimento global.
Zee dá como exemplo os países nórdicos, como a Noruega, o principal mantenedor estrangeiro do Fundo Amazônia, gerado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e que recentemente já advertiu o governo brasileiro que a doação de recursos pode ser suspensa se o governo não reverter o quadro de deterioração ambiental registrado no país nos últimos dois anos. Por fim, ele lembra que não basta manter a floresta em pé. É preciso criar viabilidade econômica para o seu manuseio.
"Não só o governo da Noruega pode fazer esse tipo de pressão, como o Brasil deve começar a desenvolver política internacionais onde faça o mundo ver que o Brasil também faz um grande esforço, mas para isso que tenha ajuda também", diz Zee, lembrando que das três últimas grandes conferências ambientais duas foram realizadas no país.
"Hoje, estamos olhando só para o nosso umbigo: a produção agrícola, que é necessária, mas também temos que ver o desenvolvimento de tecnologias de forma que seja mais eficiente a produção", diz o professor da UFRJ.
Fonte - Sputnik  06/06/2017

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Restauração florestal oferece importante contribuição para a regeneração da natureza

Meio ambiente

A Fundação Espaço ECO® (FEE®) acredita que uma das soluções está na restauração florestal, mas para seu sucesso, é necessário contribuir para o retorno da biodiversidade as áreas restauradas, para a qualidade do solo e para o manejo sustentável das propriedades – desde que aprovado pelo Código Florestal na região onde a atividade acontecerá.

Revista Amazônia
RA
O Brasil tem até 2030 para restaurar 12 milhões de hectares de florestas para cumprir parte da meta assumida no Acordo de Paris, durante a COP21, de reduzir 43% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs) nos próximos 14 anos. A Fundação Espaço ECO® (FEE®) acredita que uma das soluções está na restauração florestal, mas para seu sucesso, é necessário contribuir para o retorno da biodiversidade as áreas restauradas, para a qualidade do solo e para o manejo sustentável das propriedades – desde que aprovado pelo Código Florestal na região onde a atividade acontecerá.
Embora as árvores sejam o elemento que define a fisionomia de uma floresta, outras formas de vida como ervas, cipós e epífitas, fazem parte deste ecossistema tão complexo. Plantar árvores é o primeiro passo para se restabelecer a estrutura de uma floresta. “Se não houver regeneração natural de árvores e destas outras formas de vida na área restaurada, o restabelecimento das interações entre fauna e flora e até mesmo a perpetuação a longo prazo deste ambiente pode ficar comprometida. Com o passar dos anos e à medida que a influência humana aumentou, algumas áreas perderam seu potencial de regeneração. Precisamos mudar o cenário e contribuir ainda mais para a conservação das florestas”, afirma Tiago Egydio, consultor em Conservação Ambiental da Fundação Espaço ECO® (FEE®).
Na prática, o sucesso das ações de restauração está associado ao aproveitamento do potencial de auto regeneração de onde se pretende restaurar. É preciso realizar um diagnóstico para conhecer este potencial e somente após esta avaliação deve ser decidida qual metodologia é a mais adequada para restaurar determinada área. Escolher a metodologia de restauração correta é importante, pois, esta visa romper as barreiras que impedem a recuperação da área.
Em áreas onde o potencial de auto recuperação é baixo, se faz necessário introduzir, por meio do plantio de mudas ou sementes, as espécies pretendidas para colonizar o espaço. Onde este potencial é alto, as metodologias de restauração devem priorizar a regeneração já existente no local e em práticas como a condução da regeneração, que visa estimular o desenvolvimento dos indivíduos regenerantes já existentes, como por exemplo, pela adubação e coroamento. Outra possibilidade é pela nucleação, que visa proteger e isolar uma área específica, fazendo o controle dos fatores que impedem a sua regeneração, introduzindo elementos, como sementes, poleiros e até refúgios para animais, que atraem outras espécies que dispersam sementes de outras localidades, criando condições para que novas populações regenerem na área.
“Por isso é fundamental que o responsável pelo projeto tenha conhecimento sobre estas técnicas. Hoje o plantio de mudas é a mais difundida por conta da quantidade de viveiros existentes e pela maior demanda de restauração estar em localidades com baixo potencial de regeneração. Contudo, esta prática necessita de intenso acompanhamento e existe um custo relativamente elevado”, informa Tiago Egydio.
Um exemplo de iniciativa de restauração que apresentou retorno de biodiversidade em uma Área de Preservação Permanente (APP) restaurada é o Programa de Educação e Conservação Ambiental Mata Viva®. Três propriedades rurais localizadas nos municípios de Araraquara, Bebedouro e Nuporanga (SP), que contaram com apoio da iniciativa registraram 52 espécies de abelhas e 178 espécies de pássaros. O número de espécies registradas é bastante significativo para áreas restauradas, considerando-se que existem cerca de 750 espécies de abelhas e 792 de aves registradas em todo o estado de São Paulo.
“Nos próximos anos o Brasil terá um enorme desafio, mas temos diversas possibilidades e conhecimento para isso. Basta ter o cuidado necessário sobre os participantes em cada projeto e interesse pela qualidade destes projetos de restauração. Estamos falando de algo para toda a sociedade”, conclui o consultor em Conservação Ambiental da FEE®, Tiago Egydio.

Sobre a Fundação Espaço ECO®
Inaugurada em 2005, a Fundação Espaço ECO® foi instituída pela BASF – empresa química líder mundial – com o apoio da GIZ, agência de cooperação técnica internacional do governo alemão. Ela está situada em São Bernardo do Campo/SP em uma área de aproximadamente 300 mil m² considerada Reserva da Biosfera do Cinturão Verde do Estado de São Paulo pela UNESCO. A Fundação Espaço ECO® é um Centro de Excelência em Sustentabilidade Aplicada com a missão de promover o desenvolvimento sustentável no ambiente empresarial e na sociedade, transferindo conhecimento e tecnologia, especialmente pela aplicação de soluções em socioecoeficiência e educação para a sustentabilidade, focando os aspectos sociais, ambientais e econômicos. Mais informações sobre a Fundação Espaço ECO® estão disponíveis no endereço www.espacoeco.org.br e em www.facebook.com/fundacaoespacoeco.
Fonte - Revista Amazônia  25/10/2016

sábado, 15 de outubro de 2016

Paises do BRICS precisam de US$177 bi por ano para cumprir metas de energia renovável

Sustentabilidade 

De acordo com o relatório do IEEFA, as atuais metas de energias renováveis dos BRICS exige um investimento anual de US$ 51 bilhões além do montante alocado para aumentar a capacidade de energia renovável em 2015. Esta lacuna de investimento precisa ser preenchida por financiamentos combinados e catalisada por recursos públicos

Revista Amazônia
foto/montagem - ilustração
Às vésperas da 8ª cúpula anual dos BRICS, que acontece nos dias 15 e 16 de outubro em Goa, na Índia, o Instituto de Economia e Análise Financeira de Energia (IEEFA) divulga um relatório que estuda as metas de cada um desses países voluntariamente apresentou à ONU sob a égide do Acordo de Paris, bem como os objetivos energéticos declarados, para entender a expansão necessária em energias renováveis e a correspondente magnitude dos investimentos necessários para atingir esses objetivos. Os números são impressionantes: capacidade total adicionada de cerca de 498GW e necessidade de investir US$ 177 bilhões por ano. No entanto, as variações no ritmo atual de progresso são gritantes – de investimentos quase inexistentes em energia limpa na Rússia,até a revolução limpa chinesa.
De acordo com o relatório do IEEFA, as atuais metas de energias renováveis dos BRICS exige um investimento anual de US$ 51 bilhões além do montante alocado para aumentar a capacidade de energia renovável em 2015. Esta lacuna de investimento precisa ser preenchida por financiamentos combinados e catalisada por recursos públicos. O relatório conclui que cerca de US$ 10 bilhões anuais precisam vir de instituições financeiras públicas, como o New Development Bank (NDB), o banco de desenvolvimento criado pelos BRICS.
Jai Sharda, autor do relatório, disse: “O NDB planeja aumentar sua carteira de crédito em cerca de US $ 1,2 bilhão por ano ao longo dos próximos 3 anos, o que é apenas 11,7% do capital incremental exigido pelas instituições públicas. Portanto existe uma clara necessidade de aumentar a taxa com a qual ele implanta capital adicional. Além disso, o NDB precisa garantir que daqui para frente, ele continua a se concentrar no financiamento de projetos de energia renovável “.
Em 2015, os países em desenvolvimento já ultrapassaram as nações desenvolvidas no investimento em energias limpas. No contexto pós-Paris, investimentos em baixo carbono e infra-estrutura limpa podem ultrapassar as economias em desenvolvimento no caminho para um mundo com emissões líquidas zero, se as necessidades de financiamento forem atendidas.
A diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade, Ana Toni, disse: “A agenda climática precisa ser colocada no cerne da agenda econômica dos BRICS. Energia é uma premissa vital do crescimento econômico e da inclusão social e, com a entrada em vigor do Acordo de Paris, o único caminho possível é o das energias limpas. Boa parte da matriz energética do Brasil vem de fontes limpas, mas se quisermos cumprir efetivamente lutar para que o aquecimento global não comprometa nossa agricultura, nossas cidades e a saúde dos brasileiros, precisamos avançar ainda mais, unindo todos os agentes econômicos em torno de uma agenda de desenvolvimento de baixo carbono.”.
O NDB, também chamado de Banco BRICS, coloca o financiamento para o desenvolvimento sustentável como um dos seus objetivos principais. Até agora, ele concedeu cinco empréstimos equivalentes a US $ 911 milhões, contemplando cada um dos sócios fundadores. Quase todos foram em projetos de energia limpa, em linha com a agenda declarada do Banco. Será necessário um grande impulso por parte dele para colocar as nações do BRICS em maior órbita de energia limpa.
Peng Peng, Diretor de Pesquisa Política da União da Indústria Chinesa de Energia Renovável disse: “O NDB deve apoiar o desenvolvimento de energias renováveis nos países BRICS, que são representantes do mundo em desenvolvimento, para reduzir os custos de energia no longo prazo e a dependência dos combustíveis fósseis. Atualmente, os custos de financiamento na maioria dos países em desenvolvimento são muito altos. O NDB poderia ter seus próprios programas de apoio à energia limpa e poderia apoiar os programas BRICS a alcançar financiamento de baixo custo e longo prazo no mercado financeiro internacional “.
Srinivas Krishnaswamy, CEO da Vasudha Foundation, disse: “Embora o NDB tenha definido determinados tipos de investimentos como elegíveis para financiamento , a falta de uma definição clara do que é desenvolvimento sustentável permite que alguns projetos classificados como “carvão limpo”, por exemplo, acabem sendo financiados pelo Banco. Se o NDB vai ser algo novo, ele terá de romper com o modelo até agora seguido de apoiar modelo de desenvolvimento orientados para a extração “.
Jai Sharda é consultor da IEEFA na Índia. Ele tem 8 anos de experiência em Equity Research, abrangendo tanto Buy Side como em Sell Side, tendo coberto ações mid-cap mercado acionário indiano.

Sobre IEEFA
IEEFA (ieefa. org/category/subject/reports/) realiza pesquisas e análises sobre questões financeiras e econômicas relacionadas com a energia e o ambiente. A missão do Instituto é acelerar a transição para uma economia de energia diversificada, sustentável e rentável e reduzir a dependência do carvão e outros recursos não renováveis de energia.
Fonte - Revista Amazônia  14/10/2016

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Ambientalistas pedem urgência na ratificação de Acordo de Paris pelo Congresso

Meio Ambiente

O presidente da Comissão de Meio Ambiente,deputado Luiz Lauro (PSB-SP), disse que a tramitação em caráter de urgência na tramitação vai agilizar o périplo do projeto pelas comissões de Constituição e Justiça,de Relações Exteriores e de Meio Ambiente da Casa.Entidades de defesa do meio ambiente destacam, no entanto,que não adianta apenas ratificar o acordo sem que as metas voluntárias apresentadas pelo Brasil para conter a emissão de gases do efeito estufa não sejam transformadas em lei.

Felipe Pontes
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A Frente Parlamentar Ambientalista e organizações não-governamentais como WWF e SOS Mata Atlântica pediram em reunião com líderes da Câmara que o Congresso examine em caráter de urgência a ratificação do Acordo de Paris, que estabelece diretrizes para conter a emissão de gases de efeito estufa.
O presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Luiz Lauro (PSB-SP), disse que a tramitação em caráter de urgência na tramitação vai agilizar o périplo do projeto pelas comissões de Constituição e Justiça, de Relações Exteriores e de Meio Ambiente da Casa. Um requerimento formal com o pedido de urgência foi apresentado à mesa diretora.
Para Lauro, a matéria deve ser aprovada em breve, apesar dos esforços da oposição em travar a pauta por causa do momento político. “Hoje há um consenso das diferentes forças que compõem o Congresso Nacional, especialmente a Câmara, no sentido da importância e da urgência desse assunto".
O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, disse que o governo tem pressa em ratificar o acordo para servir de exemplo a outros países e solidificar o papel de liderança do Brasil nas negociações sobre mudanças climáticas. “O Brasil, que tem um papel de liderança e protagonismo nessa área, precisa servir de exemplo para que outros países também ratifiquem".
Aprovado durante a 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP21), em dezembro de 2015, o Acordo de Paris visa combater os efeitos das mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O documento, no entanto, só passa a vigorar 30 dias após a ratificação por pelo menos 55 países.
Durante lançamento da campanha Ratifica Já, na manhã de hoje (8), o ex-deputado Alfredo Sirkis, presidente do Centro Brasil no Clima, disse que a pressa é para que o tratado entre em vigor antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, marcadas para novembro, cujo resultado pode vir a dificultar o ritmo de ratificações.

Compromissos voluntários
Entidades de defesa do meio ambiente destacam, no entanto, que não adianta apenas ratificar o acordo sem que as metas voluntárias apresentadas pelo Brasil para conter a emissão de gases do efeito estufa não sejam transformadas em lei.
“O Acordo de Paris é um conjunto de diretrizes gerais. Os nossos compromissos, as nossas metas brasileiras não estão no acordo. As duas coisas têm que ser feitas rapidamente”, disse o superintendente de Políticas Públicas da WWF, Henrique Lian, à Agência Brasil.
A meta voluntária do Brasil, apresentada à ONU em agosto do ano passado, é de reduzir suas emissões em 43% até 2030.
Fonte - Agência Brasil  08/06/2016

sábado, 21 de maio de 2016

Acordo de Paris enfrenta primeiro teste

Clima

Representantes dos Estados que assinaram o acordo vão negociar em Bonn,na Alemanha, os termos de um novo mecanismo internacional sobre o clima que irá transferir fundos das nações desenvolvidas aos países em desenvolvimento com o objetivo de financiar projetos que contribuam para a mitigação das emissões de poluentes e apoiem o desenvolvimento sustentável.

Revista Amazônia*
foto - ilustração/PensamentoVerde
Os signatários do Acordo de Paris para o clima enfrentam nesta semana seu primeiro teste durante a reunião de Bonn, na Alemanha, onde negociarão um novo mecanismo de financiamento dos projetos de adaptação às mudanças climáticas, disse um especialista em direitos humanos da ONU na semana passada (13).
“O momento não é de complacência. O fato de 177 Estados terem assinado o Acordo de Paris, em menos de um mês, é uma notícia muito bem-vinda, mas o trabalho duro de proteger o meio ambiente e os direitos humanos só está começando”, disse John H. Knox, relator especial da ONU sobre direitos humanos e meio ambiente.
Na reunião de Bonn, convocada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima(UNFCCC) e que ocorre até dia 26, representantes dos Estados vão negociar os termos de um novo mecanismo que irá transferir fundos das nações desenvolvidas aos países em desenvolvimento, com o objetivo de financiar projetos que contribuam para a mitigação das emissões de poluentes e apoiem o desenvolvimento sustentável.
O novo fundo será o sucessor do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, amplamente criticado por contribuir com obras de hidrelétricas e outros projetos ligados a violações aos direitos humanos e responsáveis pelo deslocamento de comunidades indígenas.
Antes da reunião, Knox fez uma série de recomendações ao Órgão Subsidiário de Assessoramento Científico e Tecnológico (SBSTA). Ele recomendou a adoção de medidas preventivas específicas, tais como avaliações anteriores, incentivos à participação do público e garantias de que os projetos propostos não serão executados sem levar em conta os direitos humanos das comunidades mais afetadas.
Para o relator especial da ONU, a urgência de abordar a mudança climática não justifica a violação dos direitos de pessoas que vivem e trabalham nas redondezas dos projetos.
* Publicado originalmente no site ONU Brasil.
Fonte - Revista Amazônia  20/05/2016

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dilma - Sem redução da pobreza, será impossível combater mudanças do clima

Sustentabilidade

O caminho que teremos que percorrer agora será ainda mais desafiador, transformar nossas ambiciosas aspirações em resultados concretos; realizarmos compromissos que assumimos irá exigir a ação convergente de todos nós, de todos os nossos países e sociedades rumo a uma vida e uma economia menos dependente de combustíveis fósseis, dedicadas e comprometidas com práticas sustentáveis na sua relação com o meio ambiente”, disse Dilma.

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
imagem/EBC-NBR
Em discurso na cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, hoje (22), em Nova York, a presidenta Dilma Rousseff disse que firmar o documento que trata de mudanças climáticas é apenas o começo de um caminho desafiador para países desenvolvidos e em desenvolvimento. O acordo prevê o combate aos efeitos das mudanças climáticas e a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Dilma assumiu, diante dos chefes de estado e de governo presentes na cerimônia na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), o compromisso de assegurar a pronta entrada em vigor do acordo no Brasil.
“O caminho que teremos que percorrer agora será ainda mais desafiador, transformar nossas ambiciosas aspirações em resultados concretos; realizarmos compromissos que assumimos irá exigir a ação convergente de todos nós, de todos os nossos países e sociedades rumo a uma vida e uma economia menos dependente de combustíveis fósseis, dedicadas e comprometidas com práticas sustentáveis na sua relação com o meio ambiente”, disse Dilma.
O acordo global sobre clima foi aprovado durante a 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Paris, em dezembro de 2015.
A presidenta também disse que é fundamental ampliar o financiamento para o combate aos efeitos negativos das mudanças climáticas. “É indispensável criar meios de reorientar os fluxos financeiros internacionais de modo permanente para apoiar ações que representem soluções para o problema global”, disse Dilma. Ela destacou também que é necessário que o setor privado desenvolva um esforço robusto na redução das emissões de gases.
A presidenta Dilma lembrou que o Brasil traçou metas ousadas sobre o meio ambiente e disse ter orgulho do trabalho desenvolvido por seu governo e pelo país para a construção de Acordo de Paris. Afirmou, ainda, que os efeitos negativos das mudanças ambientais recaem principalmente sobre as populações mais pobres.

Pobreza e desigualdade
“Meu governo traçou metas ambiciosas e ousadas porque sabe que os riscos associados aos efeitos negativos recaem fortemente sobre as populações vulneráveis do nosso país e do mundo quando nós não tomamos medidas corretas para contenção da mudança do clima. Essa preocupação deve ser compartilhada agora e por todos nós. Sem a redução da pobreza e da desigualdade não será possível vencer o combate à mudança do clima”, afirmou.
Ao longo do discurso, Dilma citou metas brasileiras já anunciadas por ela em evento da ONU, em setembro do ano passado, de contribuir com a redução de 37% na emissão de gases de efeito estufa até 2025 e de 43% até 2030, tendo 2005 como ano-base.
Representantes de cerca de 160 países assinam o acordo de Paris, que foi fechado em dezembro de 2015, depois de difíceis negociações entre 195 países e a União Europeia. Para que entre em vigor em 2020, o acordo, no entanto, só se concretizará quando for ratificado por 55 países responsáveis por, pelo menos, 55% das emissões de gases de efeito de estufa.
A presidenta Dilma Rousseff discursou hoje (22) na sessão de abertura da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, na sede da ONU, em Nova York. Dilma mencionou a crise política que vive o Brasil e disse que a sociedade brasileira soube vencer o autoritarismo, construir a democracia e saberá impedir retrocessos.
Fonte - Agência Brasil  22/04/2016

Fala da Presidenta Dilma

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Dilma embarca para Nova York

Política

A presidenta embarcou em um helicóptero para a Base Aérea de Brasília, do Palácio da Alvorada, residência oficial, às 9h30. No lado de fora, na área reservada para estacionamento, um grupo de simpatizantes promovia um café da manhã contra o impeachment e de apoio à presidenta.

Paulo Victor Chagas
Repórter da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff pega o helicóptero
 até a Base Aérea de Brasilia, onde embarcou para Nova York
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff embarcou nesta manhã para Nova York, onde vai participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima e aproveitar entrevistas para repetir a tese de que está sofrendo um golpe parlamentar. Ao lado de outros líderes mundiais, ela participa dos eventos nos Estados Unidos nesta sexta-feira (22) e deve retornar ao Brasil no sábado (23).
A presidenta embarcou em um helicóptero para a Base Aérea de Brasília, do Palácio da Alvorada, residência oficial, às 9h30. No lado de fora, na área reservada para estacionamento, um grupo de simpatizantes promovia um café da manhã contra o impeachment e de apoio à presidenta.
Esta é a primeira vez que Dilma deixa o país após a abertura do processo de impeachment ter sido aprovada na Câmara dos Deputados. Nessa quarta-feira (20), o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) foi indicado para presidir a comissão especial que vai analisar a admissibilidade do processo contra a presidenta no Senado.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Manifestantes fazem ato de apoio ao governo em frente ao Palácio da Alvorada no momento em que a Presidenta Dilma Rousseff parte para viagem a Nova York
Durante o período que Dilma estiver em Nova York, o vice Michel Temer ficará na Presidência em exercício. Temer, que está em São Paulo, retorna no fim da tarde a Brasília. Ele permanecerá na capital federal nos próximos dias. Temer tem dedicado os últimos dias a conversar com diferentes pessoas sobre soluções para os problemas do país e ouvido opiniões sobre a montagem de seu eventual governo, caso a presidenta seja afastada pelo Senado.
O momento é de ouvir, disse um dos interlocutores do vice-presidente. De acordo com o presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que ocupa o cargo após Temer ter se licenciado, ele não está parado e vai fazer qualquer anúncio quando “juridicamente” isso for possível.
Fonte - Agência Brasil  21/04/2016

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Ratificar o Acordo de Paris é oportunidade para transformações reais

Meio Ambiente

Para a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, a assinatura do Acordo de Paris pelo Brasil nessa solenidade será um gesto político da maior importância, seja pela repercussão internacional da reafirmação dos compromissos do país com o combate às mudanças climáticas,

Revista Amazônia

No dia 22 de abril, será realizada, na sede da ONU, em Nova York, a cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, dando início ao período de um ano para ratificação desse histórico tratado. O Acordo entra em vigor somente com a confirmação de pelo menos 55 países, que respondam por ao menos 55% das emissões mundiais de GEE (gases do efeito estufa). Para a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, a assinatura do Acordo de Paris pelo Brasil nessa solenidade será um gesto político da maior importância, seja pela repercussão internacional da reafirmação dos compromissos do país com o combate às mudanças climáticas, seja pela sinalização para a sociedade brasileira de que as metas assumidas no âmbito desse tratado serão efetivamente implementadas, gerando oportunidades que trarão mudanças reais e positivas do ponto de vista social, econômico e ambiental.
“A agenda do clima é, acima de tudo, uma agenda estratégica de desenvolvimento. Ela é ampla e urgente, do ponto de vista do risco climático e das oportunidades econômicas”, afirma Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima. “Buscar maior eficiência energética, reflorestar, recuperar áreas degradadas e tornar os processos produtivos mais sustentáveis envolvem não apenas mitigar as mudanças climáticas, mas trazer transformações que tornarão as atividades econômicas mais competitivas e promoverão uma sociedade mais justa e inclusiva. Essa é uma oportunidade sem precedentes para combatermos a crise, adotando uma outra forma de fazer negócios”, completa Rachel Biderman, diretora do WRI Brasil (World Resources Institute).
Por tudo isso, a Coalizão Brasil — movimento multissetorial que representa diversos setores da sociedade engajados nos desafios do clima, da agricultura e das florestas — espera que o governo brasileiro ratifique o mais breve possível o Acordo de Paris. Em termos legais, a ratificação precisa ser confirmada por meio de atos do Legislativo e do Executivo. Ambos os poderes devem corroborar formalmente, através de decretos específicos, os compromissos assumidos pelo Brasil na COP 21.
“Validar o tratado em âmbito nacional é um dos passos fundamentais para iniciarmos o cumprimento das metas para o clima contidas na INDC brasileira, que, por sua vez, terão impactos em vários segmentos econômicos, sociais e ambientais do país”, lembra João Paulo Capobianco, presidente do IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade). “Trata-se de um compromisso de Estado, que norteará o desenvolvimento do Brasil nos próximos anos e décadas”, destaca Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Ibá (Industria Brasileira de Árvores).
As metas contidas na INDC do Brasil incluem, entre outros compromissos, o reflorestamento e a restauração de 12 milhões de hectares; a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas; a implantação do sistema integração lavoura-pecuária-floresta em 5 milhões de hectares; e a participação de 18% de biocombustíveis na matriz energética e de 23% de energia renovável (além da hídrica) no fornecimento de energia elétrica até 2030. Uma agenda com tal abrangência precisa de ampla discussão e, sobretudo, de planejamento. “O governo deve estabelecer um processo de diálogo intenso com a sociedade, uma vez que o cumprimento das metas nacionais para o clima depende do engajamento e da mobilização de todos os setores”, completa Elizabeth Farina, diretora presidente da Única (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

Sobre a Coalizão Brasil
A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento multissetorial que se formou como o objetivo de propor ações e influenciar políticas públicas que levem ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, com a criação de empregos de qualidade, o estímulo à inovação, à competitividade global do Brasil e à geração e distribuição de riqueza a toda a sociedade. Mais de 120 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil já aderiram à Coalizão Brasil – coalizaobr.com.br.
Fonte - Revista Amazônia  04/04/2016