UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Demanda por transporte aéreo cresce 3,8% no primeiro semestre

Transporte aéreo

Segundo a Abear, no primeiro semestre, a demanda por viagens internacionais aumentou 13,1% e a oferta, 13,6%. O total de passageiros que viajaram para fora do país foi de 3,5 milhões, 15,1% a mais do que no mesmo período do ano passado.Os dados mostram ainda que, em junho, a demanda doméstica cresceu 1,7% sobre o mesmo mês do ano passado.

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A demanda por transporte aéreo dentro do país cresceu 3,8% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, informou hoje (23) a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que reúne dados das companhias TAM, Gol, Azul e Avianca. Nesse período, a oferta foi ampliada em 2,8%. O total de passageiros transportados somou 47,1 milhões, um aumento de 3,3%.
Segundo a Abear, no primeiro semestre, a demanda por viagens internacionais aumentou 13,1% e a oferta, 13,6%. O total de passageiros que viajaram para fora do país foi de 3,5 milhões, 15,1% a mais do que no mesmo período do ano passado.
Os dados mostram ainda que, em junho, a demanda doméstica cresceu 1,7% sobre o mesmo mês do ano passado. A oferta cresceu 2,5%, com 7,6 milhões de passageiros transportados, 6% a mais do que em junho do ano anterior. Segundo a Abear, o movimento está relacionado ao período de férias escolares. Já a demanda internacional avançou 11,6% e a oferta, 12,3%. Embarcaram em voos internacionais 560 mil passageiros, 13,6% a mais do que em junho de 2014.
Segundo o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, a expectativa para 2015 é de que o setor não tenha o mesmo crescimento do ano passado, com tendências a se estabilizarem em um patamar menor do que o de 2014. “Ainda não temos condições de afirmar em que valores, porque as reações de cada empresa ao cenário atual são individuais, já que o modelo de negócio de cada uma é independente e distinto.”
Sobre o anúncio feito pela companhia aérea TAM, há três dias, de que reduziriam as operações no mercado doméstico em até 10% e o quadro de funcionários, em até 2%, Sanovicz disse que a aviação é um setor que contrata seu futuro com muito tempo de antecedência. “Temos características peculiares. Se queremos comprar um avião, temos que encomendar dois anos antes. Procuramos fazer movimentos de longo prazo para crescer ou para fazer ajustes preventivos."
Sanovicz explicou que o movimento que uma empresa faz, de ajuste de malha, não tem relação com a posição de mercado. Ele disse que tal movimento está relacionado com a velocidade de crescimento que a companhia vem experimentando e com o cenário que ela vislumbra para os próximos 12, 18 ou 24 meses.
Em nota, a TAM explicou que não haverá impacto nas equipes de tripulação, dados os planos de crescimento de médio prazo. “A companhia dará apoio aos colaboradores impactados por meio de consultorias especializadas em recolocação profissional”. Segundo a TAM, a medida não afetará os destinos, uma vez que não deixará de operar voos para nenhuma das localidades servidas pela empresa. Segundo a presidência da TAM, a medida é um ajuste para enfrentar o contexto econômico do país.
Fonte - Agência Brasil  23/07/2015

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Demanda por transporte aéreo doméstico cresce 3% em setembro

Economia

Na avaliação do presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, o clima favorável que perdurou por um longo período somado a ações de marketing das empresas, e a um público de lazer a bordo muito significativo no pós-Copa do Mundo, contribuíram para o aumento da demanda. “A isso somamos também a disciplina de oferta com voos com boa ocupação.

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A procura por transporte aéreo doméstico no Brasil cresceu 3% em setembro na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com balanço mensal da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que reúne as empresas Avianca, TAM, Gol e Azul. No acumulado do ano, a expansão alcançou 5,4%. No trimestre houve elevação de 3,04% ante o mesmo período do ano passado.
Entretanto, comparada a agosto a demanda de setembro caiu 3,75%. Os dados mostram que, em setembro, embarcaram 6,7 milhões de passageiros nas aeronaves das empresas associadas à Abear, 3,8% a mais do que em setembro de 2013. No trimestre o número atingiu 20,5 milhões de pessoas, 2,9% a mais do que no terceiro trimestre do ano passado. No acumulado do ano, os embarcados totalizaram 59,1 milhões, o que representa um crescimento de 3,7% com relação a janeiro a setembro de 2013.
Segundo o balanço da Abear, a oferta das empresas teve em setembro seu primeiro crescimento desde janeiro de 2014, 1,3% ante agosto. Com relação a setembro do ano passado houve elevação de 78,67%.
Na avaliação do presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, o clima favorável que perdurou por um longo período somado a ações de marketing das empresas, e a um público de lazer a bordo muito significativo no pós-Copa do Mundo, contribuíram para o aumento da demanda. “A isso somamos também a disciplina de oferta com voos com boa ocupação. Mesmo assim destacamos que a economia andando de lado e o período eleitoral influenciam. E há áreas no país que começaram recentemente a ter desenvolvimento, o que se dá depois da decisão de investimento público”.
Para Sanovicz, os resultados de 2015 dependem de questões centrais e, de alguma forma, o setor sofre com decisões estratégicas no âmbito público. Uma delas é o preço do combustível dos aviões que tem variação de US$ 4,1 a US$ 5 o galão, enquanto em outros países esse valor fica em torno de US$ 3. “Reafirmamos aos candidatos à Presidência da República a necessidade de revisão na fórmula de precificação do querosene de aviação no Brasil. [Esperamos] níveis [de preços] semelhantes ao do mercado internacional, além de tributação [correspondente] às alíquotas diferentes [dos estados]”. Segundo o presidente da Abear, nenhum dos candidatos sinalizou compromisso prévio com o setor.
Ele disse ainda esperar a ampliação da infraestrutura aeroportuária e o fortalecimento do papel da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República. “As demandas são importantes para cumprirmos a meta de [alcançarmos] 2 milhões de passageiros em 2020, anunciada pela Abear no ano passado. Essa pode ser nossa contribuição para a economia”. Sanovicz observou ainda que o setor depende de decisões macroeconômicas em razão de sua exposição à variação do câmbio.
Os dados divulgados pela Abear apontam também que a demanda pelos voos internacionais cresceu 8,7% sobre setembro do ano passado quando a demanda havia crescido 1,8% sobre o mesmo período anterior. No terceiro trimestre também foi registrado crescimento (8,3%) e no acumulado do ano de 4,4%. Porém, com relação a agosto houve queda de 4,76%.
Fonte - Agência Brasil  21/10/2014

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Demanda doméstica por transporte aéreo no país cresce 8,2% em abril

Economia

Associação das companhias diz que crescimento da demanda está associado à antecipação de datas de eventos, devido à Copa

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
Antonio Cruz/Agência Brasil
A demanda doméstica por transporte aéreo cresceu 8,2% em abril em comparação ao mesmo período do ano passado. A informação foi divulgada hoje (22) pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que computou dados das companhias TAM, Gol, Azul e Avianca.
Segundo a associação, a taxa média de ocupação alcançou 79,5%, com 6,4 milhões de passageiros embarcados em abril, o que representou aumento de 2,2% em relação ao ano passado. Em 2014, cerca de 27,3 milhões de passageiros embarcaram em voos domésticos e internacionais nas companhias que integram a Abear. Já a oferta doméstica apresentou redução de 1,6% na mesma comparação.
De acordo com a associação, entre os motivos que explicam o crescimento da demanda está a antecipação de datas de feiras, congressos e convenções devido à Copa do Mundo. “Esses consumidores representam cerca de 3/4 dos passageiros no dia a dia da atividade. Acreditamos que haverá uma forte retração desse público durante a Copa do Mundo. E que eles serão substituídos parcialmente pelos torcedores e profissionais que estarão envolvidos com o evento”, disse Eduardo Sanovicz, presidente da Abear.
No mercado internacional, a demanda cresceu 5,7% em abril, enquanto a oferta apresentou queda de 4%. O número de passageiros embarcados nos voos internacionais chegou a 376 mil em abril, valor 3,1% superior ao mesmo mês do ano passado.
O presidente da Abear disse que as companhias aéreas nacionais estão preparadas para a Copa do Mundo. Nos dias de jogos, segundo Sanovicz, haverá 67 mil voos para as cidades-sede, um aumento de 31% no volume de operações em comparação com a malha aérea regular. A oferta alcançará 7,2 milhões de assentos. Ao todo serão 500 aeronaves voando pelo país.
Para os torcedores que vão utilizar o transporte aéreo durante a Copa do Mundo, o presidente da Abear alerta para que tentem comparar suas passagens com antecedência em relação ao horário de partida, como precaução, e que também saiam com antecedência de casa para o aeroporto para evitar problemas com o trânsito.
A associação criou um guia do passageiro com dicas e orientações para quem vai viajar de avião, com recomendações sobre a compra da passagem até a saída do aeroporto no Brasil. O guia está disponível no endereço www.abear.com.br.
Fonte - Agência Brasil  22/05/2014

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Comissão no Senado debate preços das passagens aéreas

Política

Karine Melo
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração

Brasília – Representantes de empresas aéreas e da Secretaria Nacional de Aviação Civil atribuíram os preços das passagens aéreas ao elevado custo do querosene de aviação – que tem tributação diferente conforme o estado -, à “forte limitação ao investimento de capital estrangeiro” e à grande exposição do setor à variação cambial.
O assunto foi tema de uma audiência pública hoje (26) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, disse que os preços cobrados no Brasil são maiores porque são impactados por regras que não existem em outros países. “Se for enfrentado o debate dos tributos e da precificação do querosene da aviação, nós vamos mostrar que preço contra preço, nós competimos com qualquer empresa do mundo”.
O diretor de Serviços Aéreos da Secretaria de Aviação Civil, Ricardo de Melo Rocha, ressaltou que o aumento do capital estrangeiro nas companhias é fundamental para o mercado. Segundo ele, pela legislação em vigor no país, as empresas só podem ter até 20% do capital de empresas de fora do Brasil. "A gente não vê motivo para que haja qualquer restrição ao capital estrangeiro". Para ele, entre outras vantagens, o fim da restrição resultaria em aumento da quantidade de rotas e cidades atendidas, redução do preço médio das passagens, incremento do turismo e queda do custo com regulação.
Na avaliação do presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Flávio Dino, o desequilíbrio entre oferta e demanda no Brasil leva as empresas a cobrar preços mais elevados. Ainda segundo Dino, o cenário brasileiro de liberdade de tarifária com pouca concorrência resulta no “pior dos mundos” quando o assunto é preço de passagens.
Como solução para o problema, Dino defendeu uma política de "céus abertos" que haja uma maior concorrência, como foi feita na Europa. A mesma alternativa, além de um novo marco regulatório para a aviação civil, foi defendida por senadores que participaram do debate.
“Acho que este [a criação de um novo marco regulatório] é o caminho sim, acho que nós temos que ter coragem para isso, sim”, disse o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). Sobre os preços praticados, o senador criticou os representantes das empresas ao afirmar que querem "justificar o injustificável e defender o indefensável”.
O deputado Weverton Rocha (PDT-MA) disse que, desde a semana passada, está recolhendo assinaturas para a instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar possíveis abusos na aviação civil. Segundo ele, só na Câmara já foram coletadas 60 assinaturas, das 171 necessárias. O deputado informou que esta semana pretende começar a buscar apoio dos senadores, pelo menos 27 precisam apoiar a CPMI.
Fonte - Agência Brasil  26/11/2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Aviação brasileira faz primeiro voo comercial com biocombustível

Aviação

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
São Paulo - Decolou no início da tarde de hoje (23) do Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, para o Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, no Distrito Federal, o primeiro voo comercial brasileiro com bioquerosene. A operação com combustível renovável, feita pela companhia Gol Linhas Aéreas, pode reduzir em até 80% a emissão de gases de efeito estufa. A empresa espera disponibilizar cerca de 200 rotas com essa tecnologia durante a Copa do Mundo de 2014. O evento marca o Dia do Aviador, celebrado na data em que Santos Dumont fez o primeiro voo em um avião.
De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), o combustível de aviação representa, atualmente, cerca de 43% do custo das passagens aéreas. A curto prazo, no entanto, essa mudança não deve repercutir no valor da tarifa. "Com maior adesão a esse tipo de programa, acompanhado de políticas públicas, a tendência é que haja um ganho de escala a ponto de fazer com que esse combustível tenha um custo equivalente ao de origem fóssil. Para nós, já seria uma grande conquista. Essa é a meta do primeiro momento", explicou Paulo Kakinoff, presidente da Gol.
O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, considera que ainda é cedo para definir uma política pública de incentivo à utilização de biocombustível na aviação. "A consequência que queremos é que essas melhorias signifiquem custos menores, mas é cedo para definir como vamos operar para que essa experiência, que já é viável, seja coletivamente utilizável. Esse é o objetivo da política que vai ser formulada a partir de agora", declarou. Ele esclareceu que, inicialmente, a proposta foi garantir um padrão de sustentabilidade que melhore a vida no planeta.
A tecnologia do biocombustível, exclusiva para a aviação, foi desenvolvida pela empresa norte-americana Amyris, com filial no Brasil, e não necessita de nenhum ajuste do maquinário do avião. "O bioquerosene é uma mudança de paradigma. Você passa a ter, a exemplo do carro a álcool e veículos de biodiesel, também os aviões com essa possibilidade", avaliou Donato Aranda, professor do curso de engenharia química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O processamento do combustível do voo de hoje utilizou uma mistura de óleos vegetais, incluindo o de milho e o de cozinha já usado.
O primeiro voo com essa tecnologia em caráter experimental foi feito no ano passado, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. "De todos os biocombustíveis, esse é o mais novo. E para a adoção de um parâmetro novo na aviação, a segurança exigida é quatro vezes maior do que qualquer outro veículo. É uma tecnologia mais sofisticada", justificou Aranda. Foram pelo menos cinco anos de estudos até que fossem concluídas as validações de especificações técnicas pela indústria aeronáutica e órgãos como a ASTM Internacional (um órgão norte-americano de normalização, originalmente conhecido como American Society for Testing and Materials) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Fonte - Agência Brasil  23/10/2013