UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Chefes de Estado reúnem-se na 49ª Cúpula do Mercosul no Paraguai

Política

Esta será a primeira reunião do bloco regional, integrado pelo Brasil, a Argentina, o Paraguai, Uruguai e a Venezuela, com a presença do presidente argentino Mauricio Macri, empossado recentemente.A presidenta Dilma Rousseff deve embarcar por volta das 8h30 para Assunção, onde participará da cúpula.

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil
A bandeira do Mercosul
A negociação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia e uma aproximação com a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, México e Peru) deverão ser abordados na 49ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados que será realizada hoje (21) em Assunção. Esta será a primeira reunião do bloco regional, integrado pelo Brasil, a Argentina, o Paraguai, Uruguai e a Venezuela, com a presença do presidente argentino Mauricio Macri, empossado recentemente.
A presidenta Dilma Rousseff deve embarcar por volta das 8h30 para Assunção, onde participará da cúpula. A previsão é de que ela retorne no início da tarde a Brasília, onde dará posse aos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Valdir Simão.
Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o avanço na negociação do bloco sul-americano referente a um acordo comercial com a União Europeia será um dos assuntos de destaque do encontro.
“[A ex-presidente] Cristina Kirchner era mais relutante ao acordo. Com Macri, essa agenda deve avançar e incluir na pauta a agricultura, tema muito sensível para a Europa, que é muito protecionista”, disse o coordenador do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Luis Fernando Ayerbe.
A professora do Departamento de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Terra Budini acredita que, apesar da virada política na Argentina, Macri manterá relações pragmáticas na agenda comercial com os países do Mercosul. “O Macri coloca o acordo com a União Europeia como um ponto central da agenda dele para o Mercosul”.
As negociações para um acordo entre o Mercosul e a União Europeia começaram no fim da década de 1990 e, desde então, avançam de maneira inconsistente. Em 2004, chegou a ocorrer uma troca de ofertas entre os blocos, que não resultou em acordo.
Em 2010, as negociações foram retomadas, mas a troca de ofertas agendada para 2013 não ocorreu. Para serem consideradas satisfatórias, espera-se que as ofertas desonerem de 85% a 95% o volume do comércio de cada bloco econômico.
Sob a presidência pro tempore do Paraguai, o Mercosul deu continuidade ao processo de diálogo com a Aliança do Pacífico, iniciado em novembro de 2014. Segundo o Palácio do Planalto, os dois grupos devem se reunir em breve para tratar do plano de ação, proposto pelo Mercosul, que prevê medidas como facilitação de comércio, aproximação dos setores privados, cooperação aduaneira e certificação digital.
Apesar de ter provocado mal-estar antes de assumir como presidente. por ter defendido o uso da chamada cláusula democrática para pedir a suspensão da Venezuela do Mercosul, Macri não deve incluir este assunto na cúpula, na avaliação da professora Terra Budini.
“Antes de assumir, Macri tensionou o discurso dele de usar a cláusula democrática contra a Venezuela, mas foi mais uma demarcação de posição e de discurso eleitoral do que um objetivo que ele realmente faria. Como o governo venezuelano conduziu o processo [eleitoral] de forma transparente e aceitou os resultados, o novo governo argentino tirou esse tema da agenda”, afirmou a especialista.
Nas eleições parlamentares de 6 de dezembro, a oposição obteve, pela primeira vez em 16 anos, uma maioria que lhe permite controlar a Assembleia Nacional venezuelana.
Fonte - Agência Brasil  21/12/2015

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Governos se comprometem com ações para erradicar fome e subnutrição

Direitos humanos

Firmada por chefes de Estado, a Declaração de Roma destaca importância de se prevenir desnutrição, baixo peso, sobrepeso e baixa estatura em menores de 5 anos e da anemia em mulheres e crianças

Sabrina Craide 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
Promover ações para erradicar a fome e prevenir todas as formas de subnutrição no mundo e aumentar os investimentos para ações efetivas na melhoria da alimentação foram alguns dos compromissos firmados por chefes de Estado reunidos na 2ª Conferência Internacional sobre Nutrição, realizada pela FAO, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e a Alimentação. O evento, que terminou hoje (21) em Roma, reuniu representantes de 170 países.
A Declaração de Roma sobre Nutrição, firmada pelos chefes de Estado durante o evento, destaca a importância de ações para prevenir particularmente a desnutrição, a baixa estatura, o baixo peso e o sobrepeso em crianças abaixo de 5 anos, bem como a anemia em mulheres e crianças. O documento também aborda a crescente tendência de sobrepeso e obesidade e de doenças relacionadas à alimentação.
No encerramento do encontro, o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano, disse que é hora de assumir o desafio de garantir nutrição adequada a todos e acabar com a fome. "A desnutrição é a causa número 1 de doenças no mundo. Se a fome fosse uma doença contagiosa, nós já teríamos a cura", ressaltou. Os governantes também firmaram um quadro, listando 60 ações que os governos podem incorporar nas suas políticas nacionais de nutrição, saúde, agricultura, educação.
O papa Francisco participou da conferência, pedindo que políticos de todo o mundo vejam os problemas de alimentação e nutrição como questões públicas globais. “Quando a solidariedade falta em um país, isso é sentido em todo o mundo”, disse Francisco.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, chefiou a delegação brasileira que foi ao evento, com cerca de 40 pessoas, entre representantes do governo, parlamentares e da sociedade civil. O ministro ressaltou que os resultados positivos conquistados nas últimas décadas no Brasil são fruto do alinhamento de políticas sociais, de saúde e educação, combinadas com a política econômica e de proteção social.
Fonte - Agência Brasil  21/11/2014

sábado, 15 de novembro de 2014

Líderes do Brics cobram urgência na reforma do FMI

Internacional

Em nota parcialmente compartilhada pelo blog do Palácio do Planalto, os cinco líderes do Brics afirmam que a demora nas reformas afetam a credibilidade e a legitimidade do fundo. “A demora injustificada em ratificar o acordo de 2010 está em contradição com os compromissos conjuntos assumidos pelos líderes do G20 desde 2009”, menciona a nota, antes de criticar a demora do Congresso norte-americano em aprovar os novos termos da participação dos Estados Unidos no fundo.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Chefes de Estado dos países que compõem o chamado grupo do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) manifestaram seu “desapontamento e grave preocupação” com a não implementação das propostas de reformas estruturais do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os líderes políticos dos cinco países-membro reuniram-se em Brisbane, Austrália, em evento paralelo à 9ª Cúpula do G20, que reúne as 19 principais economias avançadas e emergentes mundiais, mais a União Europeia.
Em nota parcialmente compartilhada pelo blog do Palácio do Planalto, os cinco líderes do Brics afirmam que a demora nas reformas afetam a credibilidade e a legitimidade do fundo. “A demora injustificada em ratificar o acordo de 2010 está em contradição com os compromissos conjuntos assumidos pelos líderes do G20 desde 2009”, menciona a nota, antes de criticar a demora do Congresso norte-americano em aprovar os novos termos da participação dos Estados Unidos no fundo.
Em 2010, a crise financeira global motivou os países-membros a proporem ampliar a influência de países como Brasil, China e Índia no FMI mediante o aporte de recursos financeiros adicionais. A mudança, contudo, depende do aval dos países com poder de veto no organismo, sendo os Estados Unidos o principal deles. “Na eventualidade de os Estados Unidos não lograrem ratificar as reformas de 2010 até o final do ano, os líderes exortaram o G20 a agendar uma discussão sobre as opções quanto aos próximos passos”, menciona a nota.
Ainda durante o encontro, os líderes do Brics reiteraram o compromisso de nomear o presidente e o vice-presidente do Banco de Desenvolvimento antes da próxima reunião do grupo, agendada para julho de 2015.
Fonte - Agência Brasil  15/11/2015

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Líderes dos 33 países da Celac participam da cúpula em Cuba

Internacional

Da Agência Brasil
Com informações da Telesur
foto - ilustração
Todos os 33 chefes de Estado e de governo dos países da Comunidade de Estado Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) estão em Havana, Cuba, para participarem, a partir de hoje (28), da 2ª Reunião de Cúpula do organismo. Nos próximos dois dias, líderes, chanceleres e altos representantes desses países debaterão uma série de temas que são o centro de mais de 30 declarações especiais que estão sendo elaboradas entre as quais a Declaração Final de Havana e o Plano de Ação da Celac para 2014.
Em 2013, a comunidade priorizou temas como a luta contra a fome e a pobreza, a desigualdade, o respeito aos modelos políticos, econômicos, sociais e culturais que garantem o desenvolvimento dos povos e a união de esforços em prol da equidade e da igualdade de oportunidades, baseados na diversidade. Ontem (27), os chanceleres dos 33 países se reuniram para entrar em um consenso sobre o conteúdo de cada documento temático e sobre a Declaração Final.
De acordo com o ministro do Exterior cubano, Bruno Rodriguéz, o encontro foi conduzido com harmonia. Foram aprovados 28 documentos, entre os quais apoio à luta da Argentina pela independência das Ilhas Malvinas, rechaço ao bloqueio econômico e financeiro à Cuba e exclusão desse país da lista dos que apoiam o terrorismo.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou que o documento final da cúpula reafirmará o objetivo da Celac de promover a unidade com soberania, a flexibilidade e a participação ativa de todos os 33 Estados-Membros, com respeito ao direito internacional e à Carta da Organização das Nações Unidas (ONU). A cúpula, que começou ontem, irá até amanhã (29), quando a Costa Rica receberá de Cuba a presidência pro tempore da Celac.
A Celac, que agrupa todos os países das Américas, exceto os Estados Unidos e o Canadá, representa um bloco com mais de 600 milhões de habitantes e cuja economia forma um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 6 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).
Fonte - Agência Brasil  28/01/2014

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dilma diz que Mandela foi "a maior personalidade do século 20"

Internacional

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil
Ag. Brasil
Brasília – A presidenta Dilma Rousseff discursou há pouco na cerimônia de homenagem a Nelson Mandela em Joanesburgo, na África do Sul e disse que ele foi a maior personalidade do século 20. Dilma foi um dos líderes mundiais escolhidos para prestar tributo ao líder sul-africano nesta terça-feira (10). Barack Obama e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon também discursaram. Os presidentes cubano Raúl Castro; da Índia, Pranab Mukherjee; da Namíbia, Hifikepunye Pohamba; e o vice-presidente da China, Li Yuanchao, também se pronunciar na cerimônia.
“Nelson Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos maiores processos de emancipação do ser humano da história contemporânea: o fim do apartheid na África do Sul. O combate de Mandela e do povo sul-africano se transformou em um paradigma para todos os povos que lutam pela justiça, pela liberdade e pela igualdade”, disse a presidenta Dilma.
Para ela, o apartheid foi a forma mais elaborada e cruel da desigualdade social e política que se tem notícia nos tempos modernos. “Esse grande líder teve seus olhos postos no futuro do país, do mundo e de toda África”, disse Dilma.
A presidenta falou do orgulho de ter o sangue africano nas veias e lamentou a morte do líder. “Choramos e celebramos esse homem que faz parte do panteão da humanidade. Viva Mandela para sempre”, concluiu a presidenta.
O discurso de Dilma Rousseff é um dos vários que serão feitos hoje, ao longo da cerimônia de tributo a Mandela, no Estádio Soccer City, que tem capacidade para 80 mil pessoas. Estima-se que o evento seja um dos maiores da história, em relação ao número de chefes de Estado e de governo reunidos. De acordo com o governo sul-africano, foi confirmada a presença de 90 representantes.
Fonte  - Agência Brasil  10/12/2013