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terça-feira, 29 de julho de 2014

Mercosul exige cessar-fogo na Faixa de Gaza

Internacional

O presidente venezuelano fez as declarações antes de começaram as deliberações públicas da Cúpula do Mercosul, aberta nesta terça-feira na Casa Amarela, sede da Chancelaria venezuelana.
Além de Maduro, participam do encontro de Caracas os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, do Brasil; Dilma Rousseff, do Uruguai; José Mujica, do Paraguai; Horacio Cartes, e da Bolivia, Evo Morales.

Da Agência Brasil
Edição: Nádia Franco
Ag.Brasil
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, informou que os presidentes dos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) propuseram hoje (29), em reunião privada durante a 46ª cúpula do bloco, a divulgação de um comunicado expressando posição contra os ataques de Israel à população palestina e exigindo um cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Maduro destacou que há um profundo sentimento de solidariedade com o povo palestino e que há consenso quanto à necessidade de um cessar-fogo imediato na região e de retomada das conversações de paz.
O presidente venezuelano fez as declarações antes de começaram as deliberações públicas da Cúpula do Mercosul, aberta nesta terça-feira na Casa Amarela, sede da Chancelaria venezuelana.
Além de Maduro, participam do encontro de Caracas os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, do Brasil; Dilma Rousseff, do Uruguai; José Mujica, do Paraguai; Horacio Cartes, e da Bolivia, Evo Morales.
Segundo o primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, o objetivo da ofensiva israelense, que teve início há cerca de 20 dias, é destruir os túneis da froneira supostamente usados pelo movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.
Até agora, o número de mortos no conflito passa de 1.000, entre os quais há crianças e civis.
Com informações da Agência Venezuelana de Notícias
Fonte - Agência Brasil  29/07/2014

terça-feira, 8 de julho de 2014

Banco e fundo do Brics complementam apoio a países em desenvolvimento

Política

“Os financiamentos serão para projetos sustentáveis e de infraestrutura. O banco suplementa o Bird e o arranjo de contingente de reservas espelha o FMI. Os países do Brics têm propostas de reformas que não podem ser atendidas, especialmente pelo FMI. De certa maneira, a criação do arranjo contingente de reservas e do banco atende a essas necessidades”

Flavia Villela 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O banco e o fundo do Brics, que serão criados na semana que vem, na sexta reunião de cúpula do bloco, em Fortaleza, não serão competidores do Banco Mundial (Bird) nem do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas suplementares a essas entidades, disse hoje (8) o embaixador José Alfredo Graça Lima, subsecretário de Política do Ministério das Relações Exteriores.
Em palestra para jornalistas, no Centro Aberto de Mídia da Copa, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, ele falou sobre o encontro do grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que começará no dia 15, na capital do Ceará, e terminará em Brasília, no dia seguinte, com participação de todos os mandatários das nações do Brics e de países convidados da América do Sul.
“Os financiamentos serão para projetos sustentáveis e de infraestrutura. O banco suplementa o Bird e o arranjo de contingente de reservas espelha o FMI. Os países do Brics têm propostas de reformas que não podem ser atendidas, especialmente pelo FMI. De certa maneira, a criação do arranjo contingente de reservas e do banco atende a essas necessidades”, disse ele. “O foco da participação do Brics está na responsabilidade em uma ordem mais justa, não para ter mais poder. Nos dias de hoje não é importante apenas crescer, é preciso crescer com melhor distribuição da renda, e é disso que estamos justamente tratando na 6ª Cúpula do Brics”, completou.
O banco terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias. Depois da assinatura do acordo para sua criação, o banco terá que ser aprovado pelos Parlamentos dos cinco países. O fundo terá capital inicial de US$ 100 bilhões para fazer face a desequilíbrios nos balanços de pagamentos de algum dos países do Brics que venha a enfrentar dificuldades. A China entrará com US$ 41 bilhões; o Brasil, a Rússia e Índia com US$ 18 bilhões cada; e a África do Sul com US$ 5 bilhões. A expectativa é que outros países em desenvolvimento também possam tomar empréstimos do banco, mas os critérios para tanto serão definidos em um segundo momento, disse Graça Lima.
No seu entendimento, com esse aporte de recursos e foco no desenvolvimento sustentável, o banco deve influir em uma ordem econômica mais justa. “Isso é parte de uma estratégia não escrita, mas muito segura, dos países do Brics, de procurar influir, mas de maneira construtiva”, comentou.
A presidência do banco, que será rotativa, e a sede serão definidas na cúpula, bem como o conselho de administração e outras questões técnicas. O Brasil foi o único membro que não se candidatou a sediar o banco. As opções são Xangai (China), Joanesburgo (África do Sul), Moscou (Rússia) e Nova Delhi (Índia).
Ainda segundo o embaixador, é possível que durante a cúpula haja menção sobre a crise que envolve Ucrânia e Rússia. Esta deve seguir a tendência demonstrada em declarações e posições anteriores, como a ocorrida na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), na qual os países do Brics se abstiveram de votar a favor da resolução da organização, de condenar a anexação da Crimeia à Federação Russa.
O embaixador detalhou também a visita de Estado do presidente da China, Xi Jimping, que se inicia logo após o evento do Brics, no dia 17, com visita ao Congresso Nacional, almoço, assinatura de atos e sessão de trabalho, entre outras atividades ao longo do dia.
Fonte - Agência Brasil  08/07/2014

segunda-feira, 6 de maio de 2013

FAO felicita Fidel Castro e Cuba por reduzir a desnutrição em Cuba antes de 2015


O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, parabenizou o líder cubano Fidel Castro, porque Cuba ter cumprido antecipadamente objetivo da organização de reduzir para metade o número de pessoas subnutridas até 2015, segundo uma carta divulgada no domingo na televisão local. "Tenho a honra de dirigir-lhe na qualidade de diretor-geral da FAO e sinceramente parabenizá-lo e a todo o povo cubano por ter cumprido com antecedência" esse objetivo ", proposto pela Cúpula Mundial da Alimentação, realizada em Roma, em novembro de 1996 ", disse Da Silva a Fidel Castro, na carta lida no noticiário, informou a AFP.
Da Silva, que fez esta semana uma visita de trabalho à ilha e se reuniu com o presidente cubano, Raúl Castro, e também expressou a Fidel seus "melhores desejos de bem-estar e sucesso." O Director-Geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), lembrou que Fidel, com 86 anos e afastado do cargo desde 2006 por uma crise de saúde, pronunciou um discurso na Cúpula de Roma breve, mas impressionante,que ainda permanece na memória coletiva daquela organização. "Você (Fidel) concluiu sua intervenção dizendo: os sinos que dobram para aqueles que morrem de fome a cada dia, amanhã dobrarão para a humanidade, se não quis,não sabia ou não pode ser sábio o suficiente para salvar a si mesmo", lembrou Da Silva , sublinhando que estes conceitos "ainda conservam seu sentido e valor."também observou que na conferência a ser realizada em junho, em Roma, a FAO "adotara a erradicação total da fome como o objetivo número um" da organização, e prestara homenagens "a Cuba e os outros 15 países que tiveram sucesso na redução da fome."
Fonte - Isla-mia  06/05/2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Bolívia inicia uma série de reuniões para o processo de integração no Mercosul

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo da Bolívia começa hoje (29) em Montevidéu, no Uruguai, uma série de reuniões para negociar a adesão ao Mercosul. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do país diz que a reunião servirá para traçar as linhas de trabalho e promover encontros empresariais com o objetivo de definir a posição do país no que se refere aos mecanismos regionais. Há quatro meses, a Bolívia negocia o processo de integração como membro pleno do bloco.
A série de reuniões foi definida pelo presidente Evo Morales em dezembro, em Brasília, quando participou da Cúpula do Mercosul com presidentes da região – Dilma Rousseff, José Pepe Mujica (Uruguai), Cristina Kirchner (Argentina) e Rafael Correa (Equador), além dos representantes da Venezuela, do Suriname e da Guiana.
Na ocasião, Morales assintou protocolo de adesão para se tonar o sexto integrante do Mercosul, que é formado pela Argentina, o Brasil, Uruguai, a Venezuela e o Paraguai (temporariamente suspenso do bloco desde a destituição do presidente Fernando Lugo). Pelo protocolo, a Bolívia pasou a ser membro com voz nas cúpulas do Mercosul, mas sem direito a voto, o que ocorrerá quando completar o processo de adesão.
Para concluir o processo de integração da Bolívia, é preciso que o Parlamento de cada país que integra o bloco aprove a entrada do novo membro. O vice-ministro do Comércio Exterior da Bolívia, Pablo Guzmán, está confiante. Segundo ele, a integração no Mercosul inaugura uma nova fase de relações da Bolívia com os países do Sul do continente.
*Com informações da agência pública de notícias de Cuba, Prensa Latina
Fonte - Agência Brasil  29/04/2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

BRICS. A NOVA REVOLUÇÃO MUNDIAL


Mauro Santayana
(HD) - Começou ontem, e se encerra hoje, em Durban, na República Sul-Africana, a quinta Cúpula Presidencial dos BRICS - aliança que une o Brasil à Rússia, Índia, China e África do Sul.
Durante o encontro, como estava previsto, se realiza um fórum, sob o tema “BRICS e África - Associação para a Cooperação, Integração, Industrialização e Desenvolvimento”, com a participação dos líderes, convidados, de 20 países do continente.
De acordo com a imprensa sulafricana, já foi aprovada pelos chefes de Estado, e será destaque na Declaração Conjunta que será divulgada hoje, a criação de um Banco de Desenvolvimento para os BRICS, nos moldes do Banco Mundial, com capital inicial de 50 bilhões de dólares; um acordo de swap no valor de 100 bilhões de dólares, para empréstimo conjunto de recursos em caso de crise, nos moldes do que faz o FMI; e uma troca de moedas entre o Brasil e a China, por três anos, em valor equivalente a 30 bilhões de dólares por ano. A providencia garantirá o comércio de mercadorias, bens e serviços em moeda local, para ficar a salvo de eventuais flutuações da moeda norte-americana.
China e o Brasil são, hoje, respectivamente, o primeiro e o terceiro credor individual externo dos EUA. Os países BRICS detêm, em conjunto, 4,5 trilhões de dólares em reservas internacionais, ou 40% do total do mundo.
Com a criação do seu próprio banco de fomento, eles estão dizendo ao ocidente que se cansaram de esperar por reformas no Banco Mundial e no FMI, que lhes dessem poder equivalente nessas instituições, conforme o peso de seus recursos financeiros, sua população, seus territórios, mercados, recursos naturais, e dimensão geopolítica.
Como ocorreu com o G-8, que se tornou uma sombra do que era antes, após a criação do G-20 - com a decisiva participação do Brasil - o FMI e o Banco Mundial poderão minguar sua já decrescente importância na nova ordem multipolar no mundo do século XXI.
Findou o tempo em que os países mais pobres tinham de ir aos EUA mendigar recursos para infraestrutura ou enfrentar crises geradas, como a atual, nas entranhas do descontrolado ultra- capitalismo.
A partir de agora, eles terão outros interlocutores a procurar, em Brasília, Moscou, Nova Delhi, Pequim ou Pretoria, e não apenas em Washington, Londres ou Berlim.
O Brasil, com a soja resistente à seca da Embrapa, a mais produtiva cana de açúcar e o melhor gado tropical do mundo, suas construtoras e seus programas de combate à miséria e à fome, aliado à China, com seus gigantescos recursos financeiros, e aos russos e indianos, pode mudar, em poucas décadas, o futuro da população africana.
Basta que, para isso, não cometamos os mesmos erros e os mesmos crimes do arrogante colonialismo ocidental, o mesmo que, depois de tantos séculos de espoliação e violência, acabou por nos reunir no BRICS.
Fonte - do Blog Mauro Santayana  27/03/2013