UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM,EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
Mostrando postagens com marcador pobreza extrema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pobreza extrema. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de maio de 2018

VINTE MIL crianças brasileiras morrerão em decorrência do ajuste fiscal até 2030

Direitos humanos  👪

20 mil crianças brasileiras morrerão até 2030. O número impressiona, mas é precisamente esta a conclusão de um estudo comandado pela Fundação Oswaldo Cruz sobre os efeitos do arrocho fiscal na vida de dezenas de milhares de pequenos brasileiros. Em entrevista à Sputnik, o líder da pesquisa, Davide Rasella comenta os efeitos da contenção de gastos.

Sputnik
foto - ilustração/pinterest
Publicado na revista PLO Medicine, o estudo "Morbimortalidade infantil associada a políticas alternativas de resposta à crise econômica no Brasil: um estudo de microssimulação em âmbito nacional" utilizou modelos matemáticos e estatísticos para medir os impacto do corte de verbas na saúde infantil em todos os municípios brasileiros no período de 2017 a 2030.
Davide Rassella conta que há dois anos já mensurava o impacto da crise, não apenas no que tange ao PIB nacional, mas sobretudo no relativo ao aumento da pobreza extrema e da desigualdade medido pelo coeficiente de Gini (no qual o Brasil pontua 0,5684 e é considerado o 10º país mais desigual do mundo). "A partir dessas informações, já tínhamos parâmetros e conhecimento sobre programas de impacto na redução da pobreza o suficientes para poder fazer projeções mais confiáveis e robustas", explica o pesquisador.
O levantamento leva em consideração especialmente o impacto dos cortes promovidos pelo Governo Federal a programas como o Bolsa Família, que hoje beneficia 21% da população brasileira e a Estratégia de Saúde da Família, que atende 65% da população. Para o professor, arrochos que prejudiquem a continuidade dos dois programas são mais pesados no Brasil do que seriam, por exemplo, na crise econômica grega devido ao grau de desigualdade no país.
"Se você pegar a taxa de mortalidade infantil deles, verá que é quatro, cinco vezes menor que a brasileira. A taxa aqui é maior até mesmo que em países da América do Sul com perfis econômicos similares devido a desigualdade, temos uma parte da população muito mais vulnerável socioeconomicamente. O Bolsa Família age nisso, reduzindo a pobreza, melhorando a alimentação e o acesso ao sistema de saúde", diz Rasella.
A pesquisa mostra que, mantidos os níveis atuais destes programas, seria possível reduzir a mortalidade infantil em 8,6% (próximo de 20 mil crianças além de evitar 124 mil hospitalizações decorrentes de doenças preveníveis, como diarreia e desnutrição. A metodologia levou em consideração duas notas técnicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e e uma do Banco Mundial mostrando a correlação entre medidas de arrocho fiscal e o impacto na saúde da população.
"O grande problema [da PEC 55] é a duração, tanto que ela foi chamada no Washington Post de "a mãe de todas as medidas de autoridade" porque não é uma medida que se limita ao período da crise econômica, mas sim que se estende por 20 anos", avalia o pesquisador, notando que quando a pobreza aumenta, as pioras nos indicadores sociais são imediatas.
Embora a projeção analise a faixa de tempo até 2030, os efeitos já estão sendo sentidos. Segundo o Ministério da Saúde, o número de mortes de crianças entre 1 mês de vida e 4 anos de idade aumentou 11%, depois de 13 anos de queda.
Fonte - Sputnik  25/05/2018

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

ONU teme retrocesso no combate à pobreza no Brasil

Desenvolvimento Humano  👪

“Tivemos redução da pobreza,nos últimos anos,mas,com a crise de hoje,há o risco de a população voltar aos níveis de pobreza anteriores”, disse Maristela que participou hoje (12) do seminário Diálogos sobre Prosperidade.Segundo o Radar IDHM estudo do Pnud divulgado no mês passado,a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 255,entre 2011 e 2014,diminuiu 9,3% por ano.No período de 2000 a 2010,o decréscimo anual foi de 3,9%.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) está atento a um possível retrocesso nas ações de combate à pobreza no Brasil diante da atual crise econômica, afirmou a representante do programa no país, Maristela Baioni.
“Tivemos redução [da pobreza], nos últimos anos, mas, com a crise de hoje, há o risco de a população voltar aos níveis de pobreza anteriores”, disse Maristela que participou hoje (12) do seminário Diálogos sobre Prosperidade: Parcerias para o Desenvolvimento Sustentável, realizado na BM&F Bovespa, na capital paulista.
Segundo o Radar IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), estudo do Pnud divulgado no mês passado, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 255, entre 2011 e 2014, diminuiu 9,3% por ano. No período de 2000 a 2010, o decréscimo anual foi de 3,9%.
A redução da pobreza e temas como desigualdade social, corrupção, violência crescente, degradação do meio ambiente e déficit de infraestrutura integram a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Essas metas foram adotadas por 193 países-membros das Nações Unidas, incluindo o Brasil, a partir da Rio+20, em 2012.
foto - ilustração
Didier Trebucq, diretor do Pnud, defende que o Brasil aumente os esforços para a promoção do desenvolvimento humano, já que mais de 224 milhões de latinos correm o risco de voltar à pobreza, ou seja, 35% da população latina. “Precisamos de medidas que permitam reforçar a inclusão produtiva”, disse.
Segundo ele, atrair novos modelos de negócios e estratégias ajudam no desenvolvimento econômico. Por isso, o programa fez um acordo de cooperação técnica com 2 mil micro e pequenas empresas, como forma de impulsionar o setor e a economia do país.
Já a coordenadora da Secretaria do Programa de Parcerias e Investimento da Presidência da República, Vanialucia Lins, disse que o governo quer impulsionar as concessões e parcerias público-privadas, capacitando servidores e levando mais informação à população.
“Os desafios são grandes, porque tem várias resistências ideológicas. Felizmente, a sociedade discute, agora, gastos, como a reforma da Previdência. Isso é importante porque os gastos não são ilimitados”, disse.
Fonte - Agência Brasil  12/12/2016

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Pobreza extrema no país cai a 2,8% da população, afirma Tereza Campello

Direitos Humanos

A taxa de extrema pobreza no Brasil diminuiu de 7,6% da população, em 2004, para 2,8%, no ano passado, disse hoje (13) a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, após análise dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ana Cristina Campos 
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, comenta os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, divulgada pelo IBGE (Valter Campanato/Agência Brasil)
A ministra Tereza Campello destacou a redução da pobreza no país, ao comentar os dados da PnadValter Campanato/Agência Brasil
A taxa de extrema pobreza no Brasil diminuiu de 7,6% da população, em 2004, para 2,8%, no ano passado, disse hoje (13) a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, após análise dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na Região Norte, a pobreza extrema caiu de 9,6% da população, em 2004, para 3,9%, em 2014. No Nordeste, a redução foi de 16,5% para 5,7%. “O Brasil ainda tem muito a fazer, muita desigualdade a reduzir, muito o que melhorar com relação à pobreza. Mas chama a atenção a queda onde a gente tinha a maior severidade da pobreza no Brasil”, afirmou a ministra ao comentar os dados da Pnad 2014.
São consideradas extremamente pobres pessoas com renda mensal de até R$ 77, fixada com base na referência da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Em dez anos, a queda da extrema pobreza foi mais acentuada entre crianças até 5 anos. O percentual caiu de 14,7%, em 2004, para 5,4%, no ano passado.
De acordo com a Pnad, de 2013 para 2014, o crescimento do rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Brasil foi de 2,4% (de R$ 1.217 para R$ 1.246). Enquanto a parcela dos 10% mais pobres teve aumento real de 6,2% (de R$ 146 para R$ 155), os 10% mais ricos tiveram aumento de 2,1% (de R$ 5.076 para R$ 5.183).
Segundo o IBGE, o Índice de Gini, que mede a desigualdade, apresenta trajetória decrescente no Brasil desde 2004 e passou de 0,495, em 2013, para 0,490, em 2014 (quanto menor, menos desigual o país).
“Houve redução da desigualdade no país, sistemática e persistente. O Índice de Gini melhora em todas as regiões. Os indicadores mostram um Brasil que avança, que melhora do ponto de vista da renda, da cidadania, dos bens”, disse a ministra.
Fonte - Agência Brasil  13/11/2015

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Bahia é o estado que mais reduziu a pobreza entre 2007 e 2013, diz IBGE

Cidadania

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2013), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram apresentados pelo diretor-geral interino da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Armando Castro, nesta sexta-feira (30.01), em entrevista coletiva realizada na sede da SEI, em Salvador.

TB
foto - ilustração
Bahia - A Bahia é o estado que obteve os melhores índices do país na redução da pobreza entre 2007 e 2013, com mais de dois milhões de pessoas deixando de fazer parte do grupo de pobres e extremamente pobres. A taxa de extrema pobreza da população baiana caiu de 10% para 6,5% no período e a taxa de pobreza passou de 21,7% para 10,4%.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2013), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foram apresentados pelo diretor-geral interino da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Armando Castro, nesta sexta-feira (30.01), em entrevista coletiva realizada na sede da SEI, em Salvador.
Os baianos tiveram um crescimento real de 33,9% na renda média, passando de R$ 837 para R$ 1.121, no período. Na zona rural, onde a redução da pobreza extrema foi de 16,5% da população, em 2007, para 11,9%, em 2013, o aumento da renda foi de R$ 504 para R$ 640. Na zona urbana, o rendimento passou de R$ 979 para R$ 1.280, e a redução da pobreza extrema foi de 7% para 4,7% da população.
Segundo Castro, contribuindo com o resultado, “o Governo do Estado, por meio dos seus programas, em especial o Vida Melhor, realizou uma inclusão produtiva de elevado destaque, principalmente no setor da agricultura familiar, onde diversos investimentos e uma política de crédito sólida elevaram a condição de renda da população da zona rural”.
Em 2013, o estado com a maior proporção de pobreza foi Alagoas (13,8%), e de extrema pobreza, o Maranhão (14,8%). As menores taxas são de Santa Catarina, (1,3%) para a pobreza, e Distrito Federal para extrema pobreza (0,8%).

Redução da extrema pobreza
Para o cálculo da extrema pobreza e da pobreza foram considerados os critérios do Plano Brasil sem Miséria, com valores atualizados.
As linhas encontradas para 2013 mostram que famílias com menos do que R$ 84 de renda domiciliar mensal per capta é considerada extremamente pobre, e as com rendimento entre esse valor e R$ 168 per capta é considerada pobre.
No Brasil, a extrema pobreza caiu de 5,5%, em 2007, para 3,5%, em 2013, e a pobreza de 11% para 5,3% no período. São menos 13,4 milhões de pessoas em pobreza ou extrema pobreza o país, sendo o Nordeste responsável pela saída de 7,2 milhões de brasileiros.
Fonte - Tribuna da Bahia  30/01/2015