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domingo, 28 de abril de 2024

Primeiro trem da Linha 17-Ouro será entregue pela BYD nesta sexta-feira

Transportes sobre trilhos  🚄

A BYD quer usar a Linha 17-Ouro como vitrine de sua tecnologia, que precisou ser adaptada para funcionar sobre vias projetadas pela Scomi. A empresa acabou desistindo de implantar um sistema semelhante na Bahia, chamado erroneamente de VLT. Além de fabricar os trens, a BYD está realizando a instalação de sistemas, colocação de dutos e cabeamento de alimentação elétrica, instalação dos trilhos de captação de energia, além de trabalhos na China, como a fabricação de portas de plataforma e subestação primária isolada a gás.

Metrô CPTM 
foto - ilustração/arquivo
Metrô CPTM – O Metrô de São Paulo, representado por seu presidente, Julio Castiglioni, recebe nesta sexta-feira, 26, em Guang’an, na China, o primeiro dos 14 trens de monotrilho da Linha 17-Ouro. A composição da BYD SkyRail está em testes há vários meses e finalmente será preparada para envio ao Brasil por navio. A previsão de chegada ao Porto de Santos é no mês de julho, um pouco mais tarde do que havia sido anunciado. Segundo o Metrô, o cronograma prevê a chegada do segundo trem ainda este ano e os demais sendo entregues no Brasil gradativamente em 2025. “Após os procedimentos de liberação aduaneira, o trem será transportado ao Pátio Água Espraiada para a montagem e início dos protocolos de testes, que garantem os certificados de segurança e a liberação para a operação, no processo chamado de comissionamento”, explicou a companhia.

Vários entraves antes da fabricação
A entrega do primeiro trem da Linha 17 ocorre após um longo processo de idas e vindas. Inicialmente os trens deveriam ter sido fabricados pela empresa Scomi, da Malásia, que era parte do consórcio original responsável pela implantação do ramal. A fabricante, no entanto, passava por dificuldades financeiras até quebrar. Na gestão do ex-governador João Doria (na época no PSDB), foi decidido lançar uma nova licitação em 2019, que englobava todos os sistemas. Foi quando surgiu um grupo aventureiro bancado pelo empresário Sidnei Piva, conhecido por assumir empresas em dificuldades. Ele juntou duas delas, a T’Trans e a Bom Sinal, ambas em recuperação financeira, e a empresa austríaca Molinari para formar o Consórcio Signalling. Sem nunca ter fabricado um monotrilho, as três empresas usaram o espólio da Scomi para oferecer um projeto temeroso e que acabou sendo a proposta mais baixa da licitação, pouco menor que a da BYD. O Metrô, no entanto, considerou que a Molinari não possuía experiência prática em sistemas de sinalização e desclassificou o consórcio. Não satisfeito, Piva e sua equipe entraram na Justiça para barrar o contrato assinado com a BYD em 2020, então escolhida como vencedora. O imbróglio atrasou ainda mais o processo de fabricação, mas uma decisão do Superior Tribunal de Justiça deu luz verde ao projeto.

Vitrine do monotrilho
A BYD quer usar a Linha 17-Ouro como vitrine de sua tecnologia, que precisou ser adaptada para funcionar sobre vias projetadas pela Scomi. A empresa acabou desistindo de implantar um sistema semelhante na Bahia, chamado erroneamente de VLT. Além de fabricar os trens, a BYD está realizando a instalação de sistemas, colocação de dutos e cabeamento de alimentação elétrica, instalação dos trilhos de captação de energia, além de trabalhos na China, como a fabricação de portas de plataforma e subestação primária isolada a gás. A meta é que a obra bruta do trecho prioritário fique pronta até o final de 2025, permitindo o avanço da instalação de sistemas para a abertura da linha em 2026, que vai ligar o Aeroporto de Congonhas às linhas 9-Esmeralda e 5-Lilás. Serão beneficiados 100 mil pessoas diariamente em sua fase inicial.
Fonte - Revista Ferroviária  26/04/2024

Então nos sempre estivemos certos quanto a questão do monotrilho da BYD ser usado como uma vitrine aqui no Brasil, não deu certo em Salvador mais estará montada em São Paulo a maior capital da América do Sul  

Vejam aqui 
O MONOTRILHO DE SALVADOR PAROU NA ESTAÇÃO DA CALÇADA

https://pregopontocom.blogspot.com/2023/04/o-monotrilho-de-salvador-parou-na.html

domingo, 21 de abril de 2024

VLT ou TREM? Qual solução ideal para a região do Subúrbio Ferroviário de Salvador?

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃🚃

Depois do fracasso do monotrilho, o governo do estado da Bahia volta a optar pela implantação de um sistema de VLT segregado para substituir os antigos trens do subúrbio de Salvador. Mais seria essa a  solução mais correta dentro de uma visão para um sistema a ser implantado para médio e longo prazo com possibilidade de expansão para a RMS e um futuro aumento de demanda?

Luis Prego Brasileiro
Salvador Sobre Trilhos
foto - ilustração/arquivo
Sobre o VLT - Existem duas categorias de sistemas de VLT, uma Urbana e outra segregada. O VLT urbano é um veículo com capacidade de lotação entre 200 e 300 passageiros e a sua velocidade é de 20km/h, pelo fato de circular em uma via urbana juntamente com outros veículos. O VLT segregado que não opera nem compartilha o seu espaço com nenhum outro tipo de veículo, ficando isolado em uma via restrita, tem capacidade de lotação média de 600 passageiros e opera a uma velocidade máxima de 60km/h, e a baixa capacidade e velocidade do VLT irá certamente comprometer o atendimento de uma demanda futura. Feita essas explicações vamos as seguintes colocações: (EMBORA SEJA EU UM ENTUSIASTA E ADMIRADOR DO VLT) não acho que o mesmo seja o sistema adequado para suprir as necessidades de deslocamentos da comunidade do chamado Subúrbio Ferroviário e parte da RMS pois o mesmo deverá chegar na Ilha de São João no município de Simões Filho. O Monotrilho que seria implantado tem características próximas do metrô, pois tem capacidade para transportar 1000 pasgs. podendo essa capacidade ser estendida com o aumento do numero de carros na composição a uma velocidade de 80km/h. Uma das vantagens do Monotrilho seria a liberação da faixa abaixo da via suspensa para implementação de diversos tipos de equipamentos que beneficiariam as comunidades de borda e lindeira, além do fato de por fim ao isolamento provocado pela ferrovia entre essas comunidades e o a faixa do litoral, compreendendo a praia e o mar. Porem o Monotrilho já descartado, por conta de uma licitação feita de maneira equivocada sendo o seu custo inicialmente, "sub dimensionado". (O custo do monotrilho de Salvador estava orçado em media de $71 mi por km/construído próximo do custo de um VLT, a linha 15 Prata do Monotrilho de São Paulo o custo por Km/construído está em torno de $246 mi),e como diz o ditado popular, "aguas passadas não movem moinho", é preciso encarar a realidade dos fatos. Todo e qualquer projeto na área de Mobilidade Urbana tem que ter no seu bojo a premissa de um planejamento para "Médio e Longo Prazo", projetos que demandam autos custos tem que ser duradouros e não passam por soluções imediatistas e paliativas de curta duração. Qual seria então a solução ideal para ser implantada na região do Subúrbio e da RMS? A solução passa por um projeto de uma ferrovia moderna com bitola(larga) de 1,43 ou 1,63 com trens modernos com velocidade igual ou maior que a do Metrô e com capacidade inicial para 1000 passageiros. Uma ferrovia que permitisse a sua expansão para outras localidades da RMS e cidades próximas e uma conexão transversal em alguns pontos com o sistema metroviário, ai sim, feita com sistemas de VLT. Acho que o Gov. do estado deveria ter um pouco mais de cautela e fazer um estudo mais apurado, para não repetir novamente erros de avaliação cometidos anteriormente. Quanto a questão do uso dos VLTs de Cuiabá, que estão parados a quase 10 anos além de serem desaconselhados, pois a tecnologia desses equipamentos evolui muito nesse últimos anos, o VLT de Cuiabá está na pauta do Gov. Federal para retomada das obras e a sua conclusão. - Uma outra coisa importante seria a transformação em um terminal de cargas do antigo píer da Cosisa em São Tomé de Paripe fazendo a sua ligação com a ferrovia da FCA, atualmente inoperante, que está ali bem próxima, facilitando assim uma ligação entre a ferrovia e o mar. Quanto ao VLT, uma linha entre a Pça.da Sé e o Campo Grande ou Canela, com via dupla(Ida e vinda) na Rua Chile e Av. Sete de Setembro até a Casa de Itália, e essas vias teriam restrição de transito de veículos entre as 7hs e as 20hs,onde apenas circulariam nesse horários os VLTs, alguns ônibus, carros de serviços e moradores cadastrados, a rua Carlos Gomes e Senador Costa Pinto continuariam com o fluxo normal. Essa linha de VLT faria também uma integração com a futura estação do Metrô no Campo Grande. As linhas transversais de VLT seriam implantadas nas avenidas que hoje já fazem a ligação da orla atlântica de Salvador com a orla do Subúrbio Ferroviário.
Pregopontocom 21/04/2024



Sobre o Monotrilho de Salvador
Custo inicial  = $1.5 bi
Extensão da linha = 21km
Nº de estações = 22
Custo por KM/construído =  $71mi

Monotrilho de São Paulo linha 15 Prata
Custo inicial = $6.4 bi
Extensão da linha = 26,6 km
Numero de estações = 18
Custo por Km/construído = $246 mi

sexta-feira, 14 de julho de 2023

A CONTROVÉRSIA DO CUSTO DA OBRA DO MONOTRILHO DE SALVADOR - Entenda o caso

Transporte sobre trilhos 🚄

O monotrilho (não é VLT) do Subúrbio Ferroviário de Salvador teve o seu custo inicial minimizado (muito abaixo do custo real) o que contribuiu para inviabilizar, até então, a realização da obra  por conta talvez de  ausência de um estudo técnico mais aprofundado, o que contribuiu  para distanciar  o valor do custo estimado pelo Gov. do estado, do valor do custo real da obra com 21km de extensão,22 estações e mais as composições de trens. O desfecho foi inevitável

Luis Prego Brasileiro
foto - ilustração/arquivo
Quando o Gov.do estado da Bahia divulgou o resultado da licitação e o custo estimado para a construção do sistema de Monotrilho com 21 km e 22 estações incluída as composições de trens, no valor de $1,5 bi ,já prevíamos que o resultado poderia ser desastroso. - Será que faltou talvez na época um estudo técnico mais apurado e criterioso por parte do Gov.do estado, para se chegar a um valor próximo do custo real da obra antes da licitação?!.Ou por acaso teria sido por puro açodamento no intuito de realizar a  obra?!  - Não seria muito difícil pelo menos ter uma ideia do valor compatível com o volume da obra em questão consultando a Cia do Metrô de SP que já opera parcialmente a linha 15 Prata do seu Monotrilho, ou até mesmo uma clicada no Gogle e pesquisar o histórico da construção da linha 15 Prata do Monotrilho de São Paulo, ou publicações especializadas no setor que disponibilizam informações técnicas de sistemas de transportes sobre trilhos, seja para sistemas operacionais, tecnologias aplicadas ou em projetos de construção, o que serviria como uma referência  para se evitar um equivoco, como foi cometido.

- A Linha 15–Prata do Metropolitano de São Paulo é uma linha de monotrilho, a sexta Linha do Metrô de São Paulo a entrar em operação. Quando totalmente pronta, contará com 26,6 km de extensão e 18 estações, ligando os distritos do Ipiranga e Cidade Tiradentes, através dos bairros de Vila Prudente, Parque São Lucas, Sapopemba, São Mateus, Iguatemi, entre outros. Com custo total de R$ 6,40 bilhões. O 1º trecho entre as estações Vila Prudente e Oratório foi inaugurado no fim de agosto de 2014  
Fonte - Wikipédia -


Até o mês de março de 2023 entraram em operação apenas 11 estações na Zona Leste de São Paulo em um trecho de linha com 15 km de extensão, dos 26,6 km proposto para a sua extensão total, e o custo só desse trecho já estava orçado em $5,2 bi. 
"A obra foi iniciada no ano de 2009"

Voltamos ao monotrilho de Salvador, durante as audiências públicas, muitas delas no MPBA, das quais participamos representando o Movimento Salvador Sobre Trilhos, alertamos na época, várias vezes quanto ao valor(subdimensionado) da obra quando comparávamos o mesmo, "ironicamente", com preços de vendas de uma determinada rede varejista de lojas, conhecida pela prática de preços baixos(que provocava risos nos presentes),mais não entenderam a mensagem em tom de ironia. Não era de se esperar que quando batesse a realidade a obra ficaria empacada, e não deu outra. Todos os debates divagavam em discussões que quase sempre  se distanciavam do eixo principal que era sem dúvida a importância do novo modal para a população do Subúrbio Ferroviário como vetor de desenvolvimento econômico e social, sendo o mesmo a solução mais adequada e mais viável, para resolver de forma racional e definitiva os problemas de  mobilidade da população que será beneficiada com a adoção do novo sistema sobre trilhos, e que sem duvidas irá eliminar o grave e crônico problema do atual modelo de transporte que atende toda região do Subúrbio de Salvador, cujos benefícios chegarão  também a uma  parte da RMS.
Existe uma insistência equivocada da "mídia" e até mesmo por parte da mídia especializada em temas ferroviários em chamar o MONOTRILHO de VLT, Monotrilho é Monotrilho, VLT é VLT, e agora vejo em uma mídia local, uma matéria com estardalhaço, "falar de um reajuste de 246%", quando foi proposto uma readequação no preço do custo estimado para $5,2bi,valor mais próximo para a realidade da obra, que se enquadrara sem dúvida dentro de parâmetros atualizados a realidade de uma obra de tal envergadura. Nem se quer, talvez, se preocuparam em consultar algum especialista que tenha conhecimento profundo no assunto, ou simplesmente fazer uma pesquisa comparativa em fontes confiáveis, para que se possa ter uma ideia de fato sobre o custo real desse tipo de obra, para um projeto proposto com 21km e 22 estações além das composições de trens. Se fizermos uma conta rápida dividindo os $5.2 bi por 15km,chegaremos ao resultado de $347mi por km construído do Monotrilho de São Paulo(linha 15 Prata),se usarmos esse valor como referência para o Monotrilho de Salvador,$347mi x 21km chegaremos ao total de $7.287bi. Só para efeito de comparação, o custo do BRT(Lapa-LIP) que está sendo construído em Salvador foi orçado em $820 mi com aproximadamente 10km de extensão, isso em 2015 . (Estamos citando o fato e documentando as informações, para efeito de estabelecimento de parâmetros comparativos entre os dois modais)

Dados fornecidos na época pelo Ministério das Cidades
através da lei de acesso a informação

Portanto para que se entenda toda essa controvérsia que envolve o custo da obra do Monotrilho do Subúrbio Ferroviário de Salvador e suas consequências, é preciso que se mergulhe a fundo nesse tema para que as informações sejam divulgadas de maneira correta sem se distanciar da realidade dos fatos.
Pregopontocom - Luis Prego Brasileiro, editor desse Blog, articulador e membro da coordenação do Movimento Salvador Sobre Trilhos 
14/07/2023

terça-feira, 11 de abril de 2023

Em mais um dia de missão na China, governador se reúne com direção da BYD para tratar de investimentos na Bahia

Notícias - Mobilidade  🚄 🚘

A comitiva baiana foi recebida por Wang Chuanfu, presidente do Conselho de Administração e CEO da empresa, e por Stella Li, vice-presidente executiva, para discutir a possibilidade da instalação de uma fábrica de veículos elétricos no estado, além do início da construção e operação do Monotrilho do Subúrbio, em Salvador. 

Da Redação
foto - Daniel Senna GOV/BA
O governador Jerônimo Rodrigues participou, nesta terça-feira (11), em Shenzhen, na região sul da China, de uma reunião com a direção da BYD, empresa que é líder mundial no desenvolvimento e fabricação de carros e ônibus elétricos, e que possui dois grandes projetos de investimento na Bahia. A comitiva baiana foi recebida por Wang Chuanfu, presidente do Conselho de Administração e CEO da empresa, e por Stella Li, vice-presidente executiva, para discutir a possibilidade da instalação de uma fábrica de veículos elétricos no estado, além do início da construção e operação do Monotrilho do Subúrbio, em Salvador. A BYD foi a vencedora da licitação da obra que vai transformar a mobilidade naquela região da capital. No encontro, a empresa apresentou a necessidade de fazer alguns ajustes no contrato, devido ao aumento dos preços de peças e outras demandas causadas pela pandemia. De acordo com o governador, as consequências que impactaram o setor da construção civil serão analisadas e ponderadas, para que, ainda neste semestre, a obra seja iniciada. “A empresa argumentou que a pandemia trouxe impactos para o setor, com a elevação do preço do aço e do próprio maquinário que será usado na implantação do VLT. Iremos estudar as condições para realizar essas correções no contrato, e espero que a gente consiga resolver e dar início às obras o mais breve possível”, explicou Jerônimo.

Mais investimentos
Em relação à implantação da fábrica de veículos elétricos na Bahia, o Governo do Estado garantiu o apoio necessário, com incentivos para a ampliação do uso deste tipo de veículo que traz ganho ambiental e é a nova tendência do mercado mundial de automóveis. Até o fim da semana, a empresa se reunirá com o presidente Lula, que decolou nesta terça-feira para a China. A expectativa é que ele também apresente incentivos para que o investimento seja confirmado no estado baiano. Antes da reunião com a BYD, o governador visitou uma linha de VLT no distrito de Pingshang. O equipamento é similar ao que será instalado em Salvador, e foi inspecionado pela comitiva baiana e equipe técnica da BYD, que desenvolveu, construiu e opera o sistema com sete linhas. Todo o complexo é controlado de forma remota e tem capacidade para transportar 300 mil pessoas por mês. Na quarta-feira (12), Jerônimo segue para Shangai, onde se integra à comitiva do presidente Lula.
Com informações da Secom Gov. BA

domingo, 2 de abril de 2023

O MONOTRILHO DE SALVADOR PAROU NA ESTAÇÃO DA CALÇADA

Transportes sobre trilhos 🚇 Artigo

O monotrilho, sistema que substituirá os antigos e lendários trens do subúrbio de Salvador, fazendo a ligação entre Salvador e a RMS (Simões Filho),saindo do Terminal da França situado na zona portuária no bairro do Comércio, passando pela Calçada, por toda a orla marítima do subúrbio e chegando na Ilha de São João(Simões Filho),empacou na estação da Calçada, e de lá até agora  não saiu.

Dá Redação
Luis Prego Brasileiro
foto - ilustração/arquivo
Os velhos e guerreiros, mais já sucateados, trens do subúrbio de Salvador ,Toshiba, oriundos da extinta Ferrovia Sorocabana de SP, que lá chegaram por volta de 1949 e os ACF/GE que aqui chegaram em 1962,operavam as duras penas por falta de material de reposição devida a idade e só eram mantidos em operação graças e empenho e a capacidade técnica da abnegada equipe de manutenção da CTB. A operação era precária e difícil com apenas duas composições e mais uma de reserva que  juntas conseguiam transportar minguados 6 mil pessoas diariamente. Não eram poucas as vezes que os trens paravam de circular devido a problemas técnicos ou acidentes. A chegada do Monotrilho(equivocadamente chamado de VLT/Monotrilho, inclusive até por parte da mídia especializada no tema) seria um alento para a população de toda orla ferroviária de Salvador bem com para parte da população da RMS, além do fato de uma segunda linha que faria a conexão do sistema com o sistema Metroferroviário na estação Acesso Norte, integração que dinamizaria os deslocamentos da população que passaria a utilizar o novo modal. 

Porque a obra empacou
Sempre que participamos das reuniões e dos debates, representando o movimento social Salvador Sobre Trilhos, com atuação permanente na área de Mobilidade e Sustentabilidade, para discutir sobre o tema principalmente as realizadas pelo MP/BA, alertávamos para o valor da obra, "que era questionado" por quem se posicionava contra a implantação do novo sistema, cujo o custo estimado de R$1,5 bi, para a 1ª faze com 21 km e 22 estações incluído ai também o custo das composições de trens, era um preço de "Casas Bahia",(risos da plateia), ironia? sim, mais também um alerta chamando atenção para um custo abaixo da realidade para o que era proposto. Tomamos como base a construção da linha 15 Prata do Monotrilho de SP, embora não achamos informações precisas  sobre o custo atualizado do mesmo, o que conseguimos apurar é que o valor da obra foi reajustado em 2016 para R$7,1 bi. Porque então o consorcio que ganhou a concessão aceitou construir o sistema de Salvador por um valor tão baixo? que explicação teria para isso?, imaginamos então que a movimentação existente na época no setor com a compra da Bombardier (Ferroviária) uma das maiores fabricantes de trens de Monotrilho no mundo pela Alstom, a BYD, novata nesse seguimento, buscava construir uma boa vitrine para seu produto com o diferencial de estruturas mais leves e menos impactantes na paisagem urbana da cidade, recuperando em seguida o capital investido ao longo dos 30 de operação. Além do custo mais reduzido, em relação aos seus concorrentes, seria uma maneira de alcançar mais rápido a sua participação no mercado das Américas, facilitando assim a sua divulgação e participação no mercado ferroviário, "bem, apenas conjecturas". Mais após o inicio da construção do canteiro de obras, a retirada dos velhos trens  de circulação e o desmonte da via permanente ter sido iniciado, de repente a obra empacou e o consorcio responsável pela construção pediu a revisão dos valores da obra trazendo o mesmo para a realidade do custo de uma obra dessa envergadura, em torno de R$5,bi. O imbróglio ainda se arrasta, a obra parada os moradores do Subúrbio sem o Trem e o Monotrilho não consegue sair da Estação da Calçada. Enquanto isso os BRTistas de plantão, de orelhas e focinho em pé torcendo pelo fracasso do Monotrilho, para defenestrarem o mesmo e defenderem aquilo que costumeiramente eles lacram como "o mais barato e mais fácil de construir". Infelizmente a mobilidade urbana no Brasil ainda sofre as consequências de uma grave doença a qual podemos chamar de "pneumotologia" ou pneumania, como queiram, onde planejamentos e projetos para médio e longo prazo são desprezados e a logística do transporte ferroviário seja ele de  cargas ou passageiros segue sonolentamente a passos de tartaruga cansada, encarecendo o custo Brasil, prejudicando a sua economia a mobilidade urbana e a vida da população, colocando o país numa situação de atraso forçado e descabido. Aqui torcemos para que as amarras que seguram o monotrilho na estação da Calçada sejam todas removidas, para que em breve possamos contar com mais um novo e moderno sistema de transportes sobre trilhos em Salvador e na RMS.
SE O METRÔ DE SALVADOR DEU CERTO,PORQUE O MONOTRILHO NÃO HAVERÁ DE DAR?
Pregopontocom 02/04/2023
Luis Prego Brasileiro 
É editor desse Blog e um dos coordenadores do Movimento Salvador Sobre Trilhos

NOTA DO EDITOR

A Linha 15 Prata (Monotrilho) do Metrô de São Paulo quando totalmente pronta, contará com 26,6 km de extensão e 18 estações, ligando os distritos do Ipiranga e Cidade Tiradentes, através dos bairros de Vila Prudente, Parque São Lucas, Sapopemba, São Mateus, Iguatemi, entre outros. Com custo total(Inicial) de R$ 6,40 bilhões,o primeiro trecho, entre as estações Vila Prudente e Oratório, foi inaugurado em 30 de agosto de 2014.A linha ainda não foi totalmente concluída, estando ainda com obras em fase de execução.

sábado, 12 de novembro de 2022

Obras do Monotrilho do Subúrbio Ferroviário de Salvador serão retomadas

 Transportes sobre trilhos 🚄

As obras do Monotrilho que ligará Salvador(Saindo do Terminal da França na região do Comercio) a RMS chegando em Simões Filho passando por toda região da orla ferroviária (Subúrbio Ferroviário) serão reiniciadas a partir de 2023 pelo consorcio vencedor da licitação (composto pela BYD e a Metrogreen) e deverá ser concluído em 24 meses. O sistema que terá 24 Km de linhas e contará com 22 estações será composto por duas linhas, Ilha de São João T.da França e São Joaquim Estação Acesso Norte do Metrô e terminal de ônibus. Com capacidade para transportar 150 mil passageiros diariamente o sistema será integrado aos demais modais que operam na cidade e sistema Metropolitanos.O Monotrilho deverá ser um grande diferencial na modernização na eficiência e na melhoria da qualidade do sistema de transportes de Salvador e RMS trazendo grandes benefícios para a população que passara a contar com o serviço do novo modal.


foto - ilustração/arquivo




quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Movimento pela tarifa zero no transporte público cresce no país

Transporte público / Tarifa zero

Transporte público: movimento pela tarifa zero cresce no país - Trata-se também de um instrumento de política social, conforme aponta um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mais de 40 municípios brasileiros já implantaram projetos de tarifa zero no transporte, segundo levantamento atualizado em setembro pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

Fetronor
foto - ilustração/arquivo
A tarifa zero no transporte coletivo municipal vem avançando em todo o Brasil, como uma opção para garantir o acesso democratizado ao transporte público. Trata-se também de um instrumento de política social, conforme aponta um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mais de 40 municípios brasileiros já implantaram projetos de tarifa zero no transporte, segundo levantamento atualizado em setembro pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Em pelo menos 43 cidades, a gratuidade é válida para todo o sistema municipal. Geralmente, quem responde pelos gastos são as prefeituras. Segundo o estudo da NTU, nas grandes cidades, arcar com o serviço de transporte público para torná-lo gratuito para a população custaria cerca de 10% do orçamento. Por isso, a tendência é que os municípios passem a bancar pelo menos parte dos custos, por meio de subsídios. Antes da pandemia, apenas três a quatro cidades do Brasil ofereciam algum tipo de subsídio, como São Paulo. Hoje, são aproximadamente 260. O transporte público gratuito nos municípios menores colabora para o desenvolvimento social, ambiental e econômico, além de favorecer a geração de empregos na cidade. Por não pagar passagem, o morador tem mais dinheiro no bolso e pode gastar com alimentação, no comércio ou com serviços. Outra vantagem é poder circular por todo o município, o que traz integração e sentimento de pertencimento. Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o engenheiro Lúcio Gregori, criador de uma proposta para a capital paulista, relata que há várias formas de financiar a tarifa zero. Por exemplo, é possível aplicar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo. Afinal, 44 mil das pessoas detêm mais de 50% do valor imobiliário da cidade, que somam 3,6 milhões de residências. Com a medida, seria possível aplicar o dinheiro em mobilidade. Outra sugestão de Gregori seria investir menos em modais particulares e mais no transporte coletivo. Por fim, o engenheiro defende uma taxa de mobilidade social, cobrada na fatura da energia elétrica, para ser revertida para a tarifa zero. Para muitos especialistas, a proposta é economicamente inviável para uma cidade do tamanho de São Paulo e outras de grande porte. Outros, porém, acreditam que, com vontade política e apoio da população, seria possível levar adiante um projeto nesse sentido em cidades de qualquer porte. Apesar de as ideias ainda não estarem em vigor, os municípios atualmente usam modos alternativos de financiamento. Entre eles, estão subsídios pagos com recursos próprios e formas de economia para que o valor seja revertido para a mobilidade.
Fonte - Fetronor 08/11/2022

quinta-feira, 10 de março de 2022

Governo do Estado reajusta contrato do Monotrilho de Salvador

Transportes sobre trilhos 🚅

O valor total da obra, com contrato de PPP,(Pareceria Público Privada) agora é de R$ 5,2 bilhões O contrato é uma Parceria Público-Privado (PPP).O documento assinado pelo secretário Eures Ribeiro afirma que o contrato foi celebrado com a Skyrail Bahia, vencedora da licitação, com valor de R$ 2,8 bilhões.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
O contrato para a construção do Monotrilho que irá substituir o antigo sistema de trens do Subúrbio Ferroviário de Salvador foi reajustado pelo Governo do Estado. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), o documento assinado com a concessionária para a implantação e operação da Fase 1 do sistema foi de R$ 2,8 bilhões, valor superior ao divulgado, mas um novo reajuste foi necessário porque a empresa vai operar também a segunda Fase, a ligação com a estação Acesso Norte do Metrô de Salvador . O valor total da obra, com contrato de PPP,(Pareceria Público Privada) agora é de R$ 5,2 bilhões O contrato é uma Parceria Público-Privado (PPP).O documento assinado pelo secretário Eures Ribeiro afirma que o contrato foi celebrado com a Skyrail Bahia, vencedora da licitação, com valor de R$ 2,8 bilhões. O valor da contratação inicialmente divulgada pelo Governo do Estado em 2019,é que o custo de implantação do sistema seria de R$ 1,5 bilhão, com um aporte de R$100 milhões do Gov. do Estado,e a Skyrail Bahia seria responsável pela operação de 19 km da '1ª fase do sistema de Monotrilho. Em fevereiro de 2020, foi assinado um aditivo entre o estado e a Skyrail Bahia, para que a concessionária operasse também a 2ª do sistema, com a futura implantação do trecho de uma linha integrando o Monotrilho com a Linha 1 do Sistema Metroviário de Salvador na estação
Acesso Norte que seria também operada pela Skyrail. Devido as alterações ocorridas em função do termo de aditivo, o prazo original do contrato foi alterado e acrescido em 15 anos e alterado o valor do ajuste para R$ 5.262.680.725,33 (R$ 5,2 bilhões), com o aporte de recursos do Governo do estado no valor de R$ 290 milhões, a serem pagos segundo cronograma de evolução da 2ª Fase, somados aos R$ 100 milhões previstos a título de aporte de recurso para a 1ª Fase, ficando o valor do aporte total em R$390 milhões e mais R$ 152 milhões previstos após o início da operação do sistema de Monotrilho.
Pregopontocom

terça-feira, 6 de julho de 2021

Metrô de São Paulo inicia testes para funcionamento de nova estação e Linha 15 terá alterações no fim de semana

Transportes sobre trilhos  🚅

Os testes estão programados para serem realizados ao longo do mês de julho, no período da madrugada – quando a linha não atende os passageiros – e poderão também ser repetidos nos próximos fins de semana, se houver necessidade. 

Metrô de São Paulo
Divulgação/Metrô de São Paulo
O Metrô inicia neste fim de semana os testes que vão preparar a futura estação Jardim Colonial para entrar em funcionamento. Entre 4h40 e 14h do sábado (3) e no mesmo horário no domingo (4), todas as estações da Linha 15-Prata estarão fechadas para os testes do sistema de sinalização e controle de trens. Neste período, os passageiros serão atendidos gratuitamente pelos ônibus do sistema Paese, que vão percorrer o trecho entre Vila Prudente e São Mateus até a reabertura da linha. Os testes estão programados para serem realizados ao longo do mês de julho, no período da madrugada – quando a linha não atende os passageiros – e poderão também ser repetidos nos próximos fins de semana, se houver necessidade. As simulações são parte do protocolo de abertura de novos trechos e são necessárias para preparar o sistema de sinalização e controle de trens aos mais de 1,7 km novos que vão estender a Linha 15 de São Mateus a Jardim Colonial. Esse trecho deve ser aberto aos passageiros ainda em 2021. A estação Jardim Colonial já tem concluída suas obras estruturais e os trabalhos atuais são para o acabamento e paisagismo, além da instalação dos sistemas, das portas de plataforma, dos quatro elevadores e das nove escadas rolantes. Ela vai atender a mais de 40 mil passageiros por dia em seus 4,5 mil m² de área construída com estrutura totalmente acessível. Para alertar os passageiros sobre as alterações programadas, o Metrô publicará mensagens nas redes sociais e vai emitir mensagens sonoras pelo sistema de som das estações e dos trens, além de afixar cartazes nas estações. Em caso de dúvidas, a Central de Informações do Metrô pode ser contatada diariamente entre 8h e 20h, pelo telefone 0800-770-7722.
Fonte - ANPTrilhos  01/07/2021

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Primeiro trem do MONOTRILHO do subúrbio de Salvador está pronto e é apresentado na China, por videoconferência

Transportes sobre trilhos  🚄

O equipamento foi construído na sede da BYD, na China, e será o primeiro skyrail sobre o mar do mundo. O Monotrilho do Subúrbio é fruto de uma parceria público-privada entre o Governo da Bahia e a Skyrail Bahia, empresa responsável pela implantação e operação do Monotrilho. Para o governador Rui Costa, a apresentação foi um momento de “profundo orgulho”.

Da Redação
Divulgação/Secom BA
O primeiro dos 28 trens que compõem o Monotrilho(*), equipamento que vai substituir o trem do subúrbio em Salvador, está pronto e foi apresentado durante um evento virtual na manhã desta quinta-feira (8), com a presença do governador Rui Costa, do vice-governador João Leão, do secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado, Nelson Pelegrino, e de representantes da empresa BYD, responsável pela construção do trem, e do governo chinês. O equipamento foi construído na sede da BYD, na China, e será o primeiro skyrail sobre o mar do mundo. O Monotrilho do Subúrbio é fruto de uma parceria público-privada entre o Governo da Bahia e a Skyrail Bahia, empresa responsável pela implantação e operação do Monotrilho. Para o governador Rui Costa, a apresentação foi um momento de “profundo orgulho”. “Comemoro junto com todos vocês e com certeza como o povo da Bahia mais uma parceria com o povo chinês. Fica claro que o Brasil é um país com enorme potencial e que, com diplomacia e união entre os povos, nós podemos fazer parceria em várias áreas”. O governador lembrou que teve a oportunidade de visitar a fábrica da BYD, na China, para viabilizar o projeto. “Após colocarmos a Bahia como segundo maior extensão de metrô do Brasil, agora damos um passo largo para a modernização do transporte, com esse veículo que vai substituir um trem da década de 40, e que não apresentava mais condições de conforto nem de velocidade”, declarou. Rui acrescentou que o novo modal é ecologicamente sustentável. “Ganham o meio ambiente e as cidades da Região Metropolitana, com um novo vetor de desenvolvimento social e inclusão, na medida em que vamos gerar renda e emprego para ao população”. Rui Costa expressou o desejo de realizar outras parcerias com empresas chinesas. “Quero destacar a nossa parceria com a Railway, chegamos a instalar câmeras com medição de temperatura nos terminais do metrô e do aeroporto, para monitorar a Covid-19. Ontem fiz uma reunião sobre o vídeo-monitoramento, tecnologia que conheci nas cidades chinesas, a serviço da segurança pública. Tivemos a assinatura do contrato e essa semana já depositamos a primeira parcela de R$ 250 milhões para a construção da Ponte Salvador-Itaparica. Nos próximos dias teremos a licitação da Fiol, que agora finalmente terá sua conclusão junto com o Porto Sul”.

Ônibus elétricos
O governador afirmou que, ainda na sua gestão, pretende iniciar a substituição, em Salvador, da frota de ônibus movidos a diesel por ônibus elétricos. “São equipamentos modernos, que trarão conforto, modernização do modal de transporte, com um sistema tão importante quanto o metrô e o Monotrilho, pois os ônibus elétricos alimentam esses transportes de massa com o mesmo padrão tecnológico e de conforto”. O governador declarou sua admiração pelo avanço tecnológico e social chinês. “A China esta erradicando a pobreza e a fome, um processo que avança na economia, mas que tem foco nas pessoas, na erradicação da pobreza no planeta. É possível o Brasil acompanhar e fazer mais parcerias com a China e com outras nações. Fica aqui expressa a minha admiração e compromisso para que possamos avançar em novas parcerias”. Para o vice-governador e secretário do Desenvolvimento Econômico, João Leão, o Monotrilho é mais uma vitória do Governo da Bahia. “Eu fico muito feliz, isso se iniciou lá atrás, com conversações, diálogos, tivemos uma ajuda muito grande do governo chinês para a implantação do Monotrilho, para o projeto da Ponte Salvador Itaparica. Quero lembrar que o Monotrilho é um exemplo ao Brasil, quando dois países se juntam, querem o desenvolvimento, isso é de uma importância fundamental”.

Cidadania, emprego e renda
Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado, Nelson Pelegrino, o Monotrilho vai revolucionar a mobilidade do Subúrbio Ferroviário. “Nós temos em torno de 600 mil pessoas que vivem no Subúrbio Ferroviário, das quais cerca de 200 mil se deslocam todos os dias, principalmente em direção à região do Iguatemi ou à região central da cidade. Quem mora em Paripe, por exemplo, pode demorar até duas horas para chegar à Pituba. Essas pessoas terão a opção de fazer esse percurso em 50 minutos de forma segura e muito confortável. Hoje o metrô dá essa oportunidade a 400 mil pessoas que são deslocadas diariamente e o Monotrilho estenderá isso aos moradores do subúrbio”. Pelegrino destacou que devido à dificuldade e à demora do transporte, atualmente as pessoas chegam a perder empregos nas regiões centrais da cidade. “O Monotrilho vai facilitar a vida de quem trabalha no comércio, nos setores de serviço e doméstico. Com uma tarifa apenas, será possível pegar Monotrilho e ônibus, será uma tarifa integrada. Somente a obra do monotrilho vai gerar cerca de 2.250 empregos diretos e, na operação, mais 600 postos de trabalho, sem falar da modernização urbana. O Monotrilho leva a mobilidade e o parque linear, que vai contar com um traçado paisagístico urbano, com ciclovia, praças, academias da saúde, proporcionando mobilidade e cidadania”. Pelegrino destacou que o Governo da Bahia passou um ano providenciando as licenças, elaborando os projetos executivos e fazendo a sondagem do solo, que no subúrbio é de massapé. “Já fizemos um teste de escavação e de carga, já sabemos o ponto de estabilidade. Já paralisamos o trem do subúrbio e estamos concluindo a retirada da rede elétrica e dos trilhos, para começar o início da fundação. As formas para as vigas já foram adquiridas na Itália pela Skyrail e já estão no Brasil.

Monotrilho 
O Monotrilho funcionará com base em 25 paradas em duas linhas, beneficiando cerca de 600 mil pessoas que vivem na região do Subúrbio. O modal trará agilidade e conforto aos passageiros por meio de um sistema composto por carros elétricos e energia 100% limpa, desenvolvido pela Skyrail Bahia. No total, estão sendo investidos cerca de R$ 2,5 bilhões na construção do sistema.
Com informações da Secom BA  08/04/20121




(*) NOTA DO EDITOR - A sigla VLT usada corriqueiramente de maneira equivocada  pelo Gov.da Bahia foi substituída  nesta matéria pela verdadeiro nome técnico do sistema, Monotrilho, que está  sendo implantado na região do Subúrbio Ferroviário em Salvador BA. Fazemos isso em respeito aos nossos leitores passando para todos a informação de maneira correta e sem distorções.


VLT - Veículo Leve sobre Trilhos
Monotrilho - Monorail


sábado, 20 de março de 2021

Monotrilho de Salvador - Por que ser contra ele?

Transportes sobre trilhos/Ponto de Vista  🚅

O Monotrilho não será apenas um novo modal que chegará a toda região do Subúrbio Ferroviário de Salvador e parte da RMS, o monotrilho será um indutor de progresso e de novas oportunidades, trará com ele uma grande e radical mudança, principalmente para grande parte da população que atualmente se desloca através de um sistema de transportes por ônibus precário e muito ruim  pagando atualmente uma tarifa de $4,20

Pregopontocom
foto - ilustração/arquivo
A implantação do Monotrilho de Salvador não pode ser taxada como uma ação para destruir uma ferrovia. Desde quando foram privatizadas as ferrovias brasileiras nos anos 90, todo sistema ferroviário do estado iniciou a sua faze de declínio, o ramal de cargas da FCA que chegava até o porto de Salvador, foi desativado por ser considerado "economicamente inviável" pela concessionária operadora da ferrovia. A maioria do sistemas de trens de passageiros pertencentes a malha ferroviária federal, foram transferidos para a CBTU, que ao longo dos anos sofreu um processo de desinvestimento por parte governo Federal. No sistema de Salvador nunca houve uma renovação ou modernização da frota de trens ao longo de décadas, a não ser um punhado de carros usados remanejados de outra praça para o sistema local. A CBTU no início dos anos 2000,transferiu a administração dos trens de passageiros de Salvador para a prefeitura local(Gov.JH) sendo então criada a CTS, Cia de Trens de Salvador, com muito menos recursos e disposição para melhorar as condições do serviço e a operação dos trens. A CBTU no Nordeste continuou operando os sistemas de Recife PE, Maceió AL, João Pessoa PB e Natal RN(com 56 km de extensão e duas linhas). Em Recife renovou parte da frota do Metrô com composições novas de trens da CAF, (mais atualmente boa parte desses novos trens estão parados sem manutenção por falta de recursos), e na linha diesel do Cabo de Santo Agostinho incorporou algumas composições de VLTs(diesel) da Bom Sinal fabricados em Barbalha no estado do Ceará. Em Maceió AL, João Pessoa PB, Natal RN, renovou parte da frota de trens, também com VLTs, diesel da Bom Sinal, Em Maceió recentemente a linha foi ampliada para outra zona da cidade. No Ceará todos os sistemas de trens de passageiros foram transferidos para o Gov. do estado, com a criação da Metrofor, estatal que administra as linhas de VLTs do Cariri, de Sobral e de Fortaleza além da linha Sul do Metrô já em operação e a linha Norte ainda em construção.  Em BH, capital do estado de Minas, opera o Metrô local com a maior parte das composições antigas e tecnologia defasada. Em Salvador um sistema com equipamentos antigos e sucateados, trens ACF/GE(carros motrizes)com reboques Pidner adquiridos e tendo entrado em operação em 1961,e os Toshibas(amarelinhos) da antiga Ferrovia Sorocabana de SP, que entraram em operação em 1948,e já estavam fora de serviço quando foram doados pela CPTM/SP(herdeira da Sorocabana) três composições, com 3 carros cada uma a prefeitura de Salvador depois de passarem por reformas no Rio de Janeiro, começaram a operar aqui a partir de 2007. A CTS juntamente com a 1ª linha inacabada do Metrô foi repassada para o Gov. do estado dando lugar a CTB(Cia de Transportes da Bahia) que hj administra os trens do Subúrbio, a concessão do Metrô de Salvador e agora também a concessão do Monotrilho. Quanto a opção de manter um sistema de trens no subúrbio, não basta apenas colocar composições novas na linha, seria mesmo que calçar meias novas e um sapato sem sola, tudo terá que ser refeito, reconstruído e modernizado, toda via permanente, com troca de bitola e trilhos,(para aumentar a velocidade média do trem com mais estabilidade e segurança), dormentes, sistemas de drenagens, modernização da rede elétrica, incluindo novas subestações, a ampliação e construção de pátios de manobras (para receber um maior numero de composições), depósitos de trens, modernização e ampliação de oficinas de manutenção, implantação de um novo moderno CCO, e um avançado SSC(sistema de sinalização e controle) imprescindível para uma operação segura e eficaz, um sistema de bilhetagem eletrônica, além de reforma das atuais estações e implantação de mais outras. Além disso a construção da extensão da via permanente (via férrea) até a ilha de São João em Simões Filhos. Outra questão seria a inviabilidade do trem, por se tratar de um sistema pesado, chegar até o T.da França circulando em tráfico urbano, pois não existe mais as mínimas condições, devido alta densidade ocupacional urbana de se criar uma via totalmente segregada para a circulação dos trens, a alternativa seria através da construção de um extenso elevado saindo da Calçada até o T.da França, o que encareceria mais ainda o custo da obra. Ainda que o monotrilho em questão,(diferentemente dos sistemas tradicionais existentes) use um elevado com baixa altitude,(em média 3 metros de altura), o custo será bem menor em função de serem apenas duas vigas/trilho vazadas de concreto sobre os pilares, sem um vão de viaduto onde seria implantada a via permanente com cama de britas, drenagens, dormentes ,trilhos e rede aérea, passarela de fuga no caso do trem pesado. O custo da implantação de um novo sistema de trens ultrapassaria e muito o custo do Monotrilho a ser implantado. Com a implantação do novo complexo rodoferroviário, já em construção em Águas Claras, Estação Rodoviária, Terminais de ônibus urbanos e Metropolitanos, estação de Metrô e projetos futuros de linhas de VLTs para localidades da RMS, ou trens metropolitanos, todos os sistemas de transportes estarão conectados, incluído o Monotrilho através da linha 2 (Estação São Joaquim/Ferry-Boat a Estação Acesso Norte - Metrô/ônibus).

A tarifa
Quanto a questão tarifária, e o reflexo que poderá causar aos antigos usuários do trem e aos reflexos  já  sentidos a muito pela imensa maioria da população da região do Subúrbio Ferroviário que já paga uma tarifa de R$4,20 por um péssimo e lastimável serviço de transportes por ônibus, como solução duradoura e eficaz, é preciso colocar o mais breve possível em debate a questão do financiamento público da tarifa do transporte público em Salvador, que a partir da sua implantação, trará benefícios para os clientes(usuários) de todos os sistemas de transportes  da cidade e RMS o que implicara na redução dos valores das tarifas atualmente praticadas. A redução do custo da tarifa sem dúvida traria de volta uma parcela significativa dos 40% da população que atualmente está fora do sistema(andando a pé) aumentando o percentual de passageiros transportados por/Km percorrido, e consequentemente diminuindo o custo operacional do transporte com o aumento do fluxo de passageiros. Melhorar a qualidade e o serviço do sistema de transportes por ônibus além de extremamente necessário, também ajudaria atrair mais clientes para o serviço.

Outra providências para melhoria da operação dos sistemas de transportes em Salvador e na RMS
A expl. do que já ocorre nos países desenvolvidos, é preciso também se pensar e por em prática a criação da AMT(Autoridade Metropolitana de Transportes), entidade autônoma (Não se trata de mais uma Agência) com representação exclusivamente "técnica" de todos os entes envolvidos, sejam eles, o  Gov. do estado e prefeituras, da capital e cidades da RMS participantes, para unificar a  administração, licitar, operar e coordenar de maneira integrada todos os sistemas urbanos e metropolitanos de transportes, ônibus, Metrô, Monotrilho, Ferry-Boat lanchas de Mar Grande e outros sistemas existentes além da criação do ITS (Intelligent Transport System),um "grande CCO" , que coordenará e supervisionará toda a operação unificada dos sistemas urbanos e Metropolitanos, garantindo assim a eficiência funcional de todos o modais de maneira integrada e organizada. De nada adianta ficar tentando criar "soluções" fantasiosas, para questões relacionadas diretamente a mobilidade urbana, principalmente quando os resultados atingem diretamente as camadas da população mais afetadas pelo custo da tarifa e a prestação de um serviço muito ruim. Soluções paliativas e picuinhas políticas, de origem de possíveis interesses contrários, ou contrariados com a implantação do monotrilho(alguns supostamente "defensores dos trens" e da população), não trarão nenhum benefício prático e construtivo. O Monotrilho não será apenas um novo modal que chegará a toda região do Subúrbio Ferroviário de Salvador e parte da RMS, o monotrilho será um indutor de progresso, desenvolvimento e de novas oportunidades, trará com ele uma grande e radical mudança, principalmente para grande parte da população que atualmente se desloca através de um sistema de transportes por ônibus precário e muito ruim  pagando  uma tarifa de $4,20,e com a entrada em operação integrada do novo sistema poderá ser usada em múltiplas viagens, Monotrilho/Metrô/ônibus. E preciso também, e isso é imprescindível, que a chegada do Monotrilho seja agregada a uma agenda de projetos e programas de inclusão social que deverão ser colocados em prática pelos governos do estado e municipal respectivamente, criando geração de emprego e renda, melhorando a qualidade de vida da população local, com melhorias na educação, saneamento básico, saúde e lazer, garantindo e assegurando assim a fixação da população do subúrbio nos seus territórios, para que possam ser eles, os maiores benificiários da mudança que ocorrerá em toda região com a chegada do novo modal. O Monotrilho chegará a toda região do Subúrbio, trazendo a bordo muitas mudanças, esperanças, oportunidades e benefícios para a população, mais também, como um "trio elétrico" que chega na Av., trará atrás dele muita gente disposta a disputar com a população local todos os benefícios que serão gerados a partir da sua implantação. Por isso torna-se indispensável a adoção das "medidas protetivas de cunho econômico e social"* em favor da população da região do Subúrbio Ferroviário para que usufruam prioritariamente e potencialmente dos benefícios que forem gerados com a implantação do novo modal.. A população do subúrbio por direito e prioridade, deve ser a detentora de todos os benefícios que chegarão a bordo do novo e moderno sistema de transportes. Nivela-la por baixo, por $0,50, não parece ser uma solução racional, lógica, justa e muito menos social.
Pregopontocom 20/03/2021

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Trem do Subúrbio deixa de operar para o início das obras do Monotrilho

Transportes sobre trilhos  🚂🚃🚃🚃🚃

O atual sistema de trens de Salvador, que interliga o Subúrbio Ferroviário pela orla da Baía de Todos os Santos, em 10 estações, da Calçada a Paripe, deixa de operar para dar lugar à implementação do Monotrilho, beneficiando cerca de 600 mil soteropolitanos. Além disso, mais de 170 mil usuários vão poder se deslocar diariamente entre os 26 quilômetros de percurso que vão ligar o Comércio até a Ilha de São João, no município de Simões Filho. O Monotrilho, movido à propulsão elétrica, será moderno, seguro e rápido.

Da Redação
foto - ilustração/Pregopontocom
Um ciclo de quase 170 anos se encerra, aproximadamente, às 19h30 deste sábado (13), com a última viagem do Trem do Subúrbio, dando o primeiro passo para um futuro de conforto e desenvolvimento para os moradores da região. O atual sistema de trens de Salvador, que interliga o Subúrbio Ferroviário pela orla da Baía de Todos os Santos, em 10 estações, da Calçada a Paripe, deixa de operar para dar lugar à implementação do Monotrilho, beneficiando cerca de 600 mil soteropolitanos. Além disso, mais de 170 mil usuários vão poder se deslocar diariamente entre os 26 quilômetros de percurso que vão ligar o Comércio até a Ilha de São João, no município de Simões Filho. O Monotrilho, movido à propulsão elétrica, será moderno, seguro e rápido. O equipamento representa um grande investimento do Governo do Estado da Bahia em relação à mobilidade urbana. Com o Monotrilho, o Subúrbio de Salvador ganhará referências na geração de empregos e oportunidade de novos negócios. Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Nelson Pelegrino, “uma viagem que hoje demora em torno de duas horas vai ser feita em apenas 50 minutos. Hoje, a espera média é de uma hora ou mais, a espera média vai ser quatro minutos entre um trem e outro. Nós vamos ter 28 trens funcionando, servindo à população do Subúrbio, com ar condicionado e wifi”. A Fase 1 das obras do Monotrilho compreendem 19,2 quilômetros, com 21 estações e vai ligar o bairro do Comércio, na cidade baixa da capital, até a Ilha de São João, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Na fase 2, que liga a região de São Joaquim até o Acesso Norte (integração com o metrô) estão previstas mais 5 estações.

Ampliação e alternativas durante as obras
Pelegrino informa que o trajeto vai aumentar em 11 quilômetros, passando a ter quase 24 quilômetros, e ganhará mais 15 estações, chegando a 25 pontos de embarque e desembarque. “Esta é a contribuição do Governo da Bahia para melhorar a mobilidade urbana do Subúrbio. Quando o novo modal estiver em operação, serão transportadas 172 mil pessoas diariamente, de forma rápida e segura. Com uma única tarifa, o usuário vai poder pegar o trem do Subúrbio, vai poder pegar o metrô e vai poder pegar também um ônibus”. O secretário afirma ainda que os moradores do Subúrbio não vão ficar desassistidos de transporte durante as obras do Monotrilho, mesmo com o trem fora de operação. “Chegamos à conclusão, em parceria com a Prefeitura, de que o sistema de transporte coletivo que serve hoje à região do Subúrbio tem condições de absorver esse público que pega o trem no dia a dia. Nas estações, haverá orientações de qual é o ponto de ônibus mais próximo, inclusive com o traçado que a pessoa deve percorrer até chegar àquele ponto de ônibus próximo, e de quais são as linhas que existem. Quem mora na região saberá exatamente qual ônibus precisa pegar para chegar ao destino final”.

Vetor de desenvolvimento
Pelegrino destacou que o novo modal será um vetor de desenvolvimento econômico. “Muitas pessoas não conseguem emprego porque moram no Subúrbio e levam duas horas para sair de sua casa e chegar até o seu destino final. Esse percurso vai ser feito em 50 minutos, apenas. Então, as pessoas vão poder se programar e ter a certeza de que vão chegar, porque não vai ter engarrafamento. Não vai ter nenhum tipo de obstáculo no caminho. O usuário vai pegar o trem no Subúrbio e vai chegar rapidamente à estação Acesso Norte, e da Estação Acesso Norte, vai se deslocar pelo metrô e pelo sistema de ônibus para todas as regiões da cidade de forma rápida, segura, e de forma integrada”. A obra, também de acordo o secretário Nelson Pelegrino, está recebendo investimentos da ordem de R$ 2,5 bilhões e vai gerar, diretamente, 2.200 empregos, além dos empregos indiretos. “E quando estiver em operação, vai consumir mais de 700 pessoas empregadas. Então, nós estamos gerando empregos no Subúrbio, estamos gerando atividade econômica, e essa é também a nossa contribuição para melhorar o problema social e aumentar a empregabilidade na região do Subúrbio Ferroviário. O Trem do Subúrbio faz parte da história do motorista Charles Marinho, 42 anos, que foi passear na primeira viagem do veículo neste último dia de operação. “Vim apenas para me despedir e agora que ele começou a se movimentar dá um friozinho na barriga. Eu fui menino aqui e meus pais conseguiram, na época, um apartamento em Periperi. A gente pegava o trem aqui na Estação da Calçada, saltava em Periperi, na Estação de Periperi, e subia de kombi, então a gente andou muito nesse trem aqui. Vamos aguardar aí agora como vai ser o Monotrilho,e espero também estar inaugurando o equipamento. Com certeza, vai melhorar muito, principalmente, para a população aqui do Subúrbio”. O marinheiro Damião da Conceição, 50 anos, passou toda a vida na região do Subúrbio e fala sobre a expectativa da chegada do Monotrilho. “Certamente, a chegada do Monotrilho vai ser importante, porque a gente não vai mais pegar aquele engarrafamento”.

História
A ferrovia que hoje liga o bairro da Calçada a Paripe, começou a ser criada em 1853, quando Joaquim Francisco Alves Muniz Barreto recebeu do Governo Imperial a concessão para a construção de uma estrada de ferro ligando Salvador à cidade de Juazeiro. Foi a primeira da Bahia e a quinta do Brasil. Em 2005, a gestão do trecho ferroviário entre as estações da Calçada e Paripe era de responsabilidade da Prefeitura de Salvador, porém, em maio de 2013, o sistema foi transferido para o Estado, juntamente com as obras do metrô, passando a ser administrado pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB). A região do Subúrbio, marcada pelo patrimônio dos marisqueiros e pescadores, após a conclusão das obras do Monotrilho, ganhará também um museu ferroviário e um centro comercial de serviços na região.
Com informações da Secom BA  13/02/2021

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Nova era do Sistema Ferroviário de Salvador começa neste sábado (14)

Transportes sobre trilhos  🚂🚃🚃🚃🚃

Uma história com aproximadamente 168 anos terá seu capítulo especial. Isso porque, o atual sistema de trens de Salvador que interliga o Subúrbio Ferroviário pela orla da Baía de Todos os Santos, em 10 estações, da Calçada a Paripe, será desativado para dar lugar a implementação do  Monotrilho

Da Redação
foto - ilustração/Pregopontocom
Neste sábado (14), por volta das 19h30, uma história com aproximadamente 168 anos terá seu capítulo especial. Isso porque, o atual sistema de trens de Salvador que interliga o Subúrbio Ferroviário pela orla da Baía de Todos os Santos, em 10 estações, da Calçada a Paripe, será desativado para dar lugar a implementação do Monotrilho. O Monotrilho, movido à propulsão elétrica, será um equipamento de locomoção moderno, seguro e rápido que vai desenvolver uma melhor infraestrutura na qualidade de vida dos moradores do Subúrbio. Cerca de 600 mil pessoas serão beneficiadas com o desenvolvimento do projeto. Além disso, mais de 170 mil usuários vão poder se deslocar por dia dentre os 26km de percurso, que terá início no bairro do Comércio até a Ilha de São João, no município de Simões Filho. O equipamento representa um grande investimento do Governo do Estado da Bahia em relação à mobilidade urbana. Com o Monotrilho, o Subúrbio de Salvador, região de forte identidade cultural, seja pelos espaços religiosos, atividades econômicas e beleza natural, ganhará referências na geração de empregos e oportunidade de novos negócios.

Inovação
O Monotrilho já é utilizado com sucesso em cidades do Japão, da China, Emirados Árabes e Estados Unidos. Em Salvador, o transporte contará com carros com ar-condicionado, sistema de wi-fi gratuito e integração com o metrô. As obras do governo serão realizadas em parceria com a empresa Metrogreen Skyrail e a previsão de término gira em torno de 24 meses. O Subúrbio será fortalecido diante da criação do Monotrilho. A região que carrega diversas riquezas patrimoniais vai entrar em uma era sustentável, tecnológica e alinhada ao desenvolvimento social. A integração física do  Monotrilho com o sistema de metrô de Salvador se adequará à lógica de mobilidade do Governo do Estado da Bahia, que viabiliza o funcionamento dos modais em um sistema de rede, através de serviços complementares.

História
A ferrovia que hoje liga o bairro da Calçada a Paripe, começou a ser criada em 1853, quando Joaquim Francisco Alves Muniz Barreto recebeu do Governo Imperial a concessão para a construção de uma estrada de ferro ligando Salvador à cidade de Juazeiro. Foi a primeira da Bahia e a quinta do Brasil. Em 2005, a gestão do trecho ferroviário entre as estações da Calçada e Paripe era de responsabilidade da Prefeitura de Salvador, porém em maio de 2013 o sistema foi transferido para o Estado, juntamente com as obras do metrô, passando a ser administrado pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB).Detalhes A região do Subúrbio marcada pelo patrimônio dos marisqueiros e pescadores após a conclusão das obras do Monotrilho ganhará também um museu ferroviário e um centro comercial de serviços na região. O desenvolvimento do projeto vai beneficiar diretamente cerca de 600 mil pessoas moradoras do Subúrbio Ferroviário. De acordo com o Diretor Presidente da CTB, Eduardo Copello, “hoje estas famílias são precariamente atendidas por um sistema antigo e defasado ao longo dos últimos anos”. O traçado do Monotrilho priorizou a utilização da linha férrea já existente, portanto, a necessidade de realocação da população local será de aproximadamente 360 famílias, que deverão ser reassentadas. Todas as famílias nesta situação terão seus imóveis avaliados individualmente e receberão as indenizações justas. A escolha do novo lar será feita com assistência e as famílias receberão desde apoio jurídico para a aquisição da nova casa, até suporte para a mudança. O Programa de Mobilidade Urbana do Estado da Bahia prevê a requalificação e expansão do sistema ferroviário do Subúrbio e sua integração aos demais sistemas estruturantes em execução. O projeto busca ampliar a oferta de transporte coletivo de massa com qualidade, conforto e segurança, por meio da implantação do Monotrilho. O sistema será requalificado e ampliado para 23,3 km, com 25 paradas. O Monotrilho é um sistema moderno, bastante usado em médias e grandes cidades do mundo, podendo atingir velocidade de até 80 km/h.
Com informações da CTB  11/02/2021


Credito - ASCOM/CTB

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Monotrilho o novo modal sobre trilhos do Subúrbio de Salvador

Transportes sobre trilhos  🚄

O Monotrilho do Subúrbio de Salvador vem aí e já tem data para o início das obras de implantação. Com ar-condicionado e wi-fi gratuito, o monotrilho vai ligar a região da Cidade Baixa até Simões Filho.

Da Redação
divulgação/Skyrail
Rápido, moderno, confortável. O Monotrilho do Subúrbio de Salvador vem aí e já tem data para o início das obras de implantação. Com ar-condicionado e wi-fi gratuito, o monotrilho vai ligar a região da Cidade Baixa até Simões Filho. A execução das obras da parceria público-privada entre o Governo do Estado e a concessionária Skyrail Bahia significa também abertura de novos postos de trabalho. Oportunidades de emprego principalmente para moradores da região do Subúrbio. Com isso, o antigo trem do Subúrbio começa a dar lugar a um novo sistema de transporte. Saiba quais são as linhas de ônibus que servem de alternativa com o fim da circulação dos trens por conta da construção do novo modal de transporte público.

Confira as linhas de ônibus alternativas aos trens do Subúrbio
•1614 – Itaigara X Mirantes de Periperi Via Brotas;
• 1607 – Barra X Paripe Cocisa;
• 1550 – Vista Alegre/Alto de Coutos/Estação Pirajá;
• 1633 – Ondina X Mirantes de Periperi;
• 1606-01 – Base Naval Barroquinha;
• 1606-00 – Paripe X Barroquinha;
• 1651 – Lapa X Base Naval Via Estrada Velha;
• 1637 – Mirantes de Periperi – Imbuí/Boca do Rio;
• 1615 – Lapa X Plataforma;
• 1568 – Barra X Faz. Coutos/vista Alegre;
• L111 – Baixa Do Fiscal / Lobato – Brasilgás
Com informações da Secom Ba  29/01/2021

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Trem do Subúrbio de Salvador deixa de operar em fevereiro,para início de nova etapa das obras do Monotrilho

Transportes sobre trilhos  🚄

A partir do dia 15 de fevereiro, o atual Sistema de Trens do Subúrbio, que conta com 10 estações e liga a Calçada a Paripe, deixe de operar. No atual traçado da ferrovia serão construídos os pilares do elevado do Monotrilho.A implantação do novo sistema é realizada pelo Governo do Estado em parceria com a empresa Metrogreen Skyrail e a obra está prevista para ser concluída no prazo de 24 meses.

Da Redação
Divulgação/Skarail
O projeto para implantação do Monotrilho entre o Subúrbio Ferroviário de Salvador e a Ilha de São João, em Simões Filho, entrará em nova fase e será necessário que, a partir do dia 15 de fevereiro, o atual Sistema de Trens do Subúrbio, que conta com 10 estações e liga a Calçada a Paripe, deixe de operar. No atual traçado da ferrovia serão construídos os pilares do elevado do Monotrilho. Para que a população continue se deslocando com tranquilidade e segurança na região, o transporte será feito por ônibus que estão integrados ao sistema metroviário. A implantação do Monotrilho é realizada pelo Governo do Estado em parceria com a empresa Metrogreen Skyrail e a obra está prevista para ser concluída no prazo de 24 meses. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado, Nelson Pelegrino, foi feito um estudo para diminuir o impacto da mudança na rotina dos moradores da região. “Foi feita uma avaliação e pesquisa de origem e destino dos usuários de transporte público naquela região e sabemos como eles se deslocam. Os passageiros serão orientados sobre as linhas de ônibus que estão servindo aquela região do subúrbio e que podem ser utilizadas em substituição ao trem”. Ainda de acordo com o secretário, os veículos estão integrados ao sistema de ônibus urbanos e metropolitanos, além do metrô. Ele explica que ao pagar uma única tarifa os usuários poderão pegar dois ônibus e o metrô. “Hoje o trem tem uma tarifa simbólica de R$ 0,50 que não corresponde ao deslocamento da cidade. Esses usuários poderão pagar R$ 4,20 numa tarifa integrada. Deixando claro que essa tarifa atual do trem só permite o deslocamento entre Paripe e a Calçada e caso o passageiro necessite ir até o Comércio ou outras regiões centrais da cidade, o usuário paga mais R$ 4,20, ou seja, R$ 4,70. Já estudamos todos os roteiros e sabemos as distâncias do trem para as estações de ônibus e haverá toda uma sinalização e trabalho de informar a população para que entenda como poderá se deslocar neste período”. A paralisação do trem neste momento irá viabilizar que a via seja isolada, seccionada, colocados tapumes e se inicie a retirada da parte aérea de eletrificação da ferrovia. Logo após será iniciada a prova de carga da via, considerada etapa fundamental para que no futuro sejam fincadas as estacas, depois os pilares e por fim a via por onde irá circular o Monotrilho. De forma quase simultânea, também estarão sendo construídas as estações do Monotrilho. Já os carros estão sendo construídos na China e a previsão é de que o primeiro deles seja embarcado no país asiático com destino a Bahia já no mês de abril deste ano.

Divulgação/Skyrail
Monotrilho
As obras do Monotrilho têm custo de R$ 2 bilhões e vão promover avanços para a região do Subúrbio Ferroviário de Salvador, com geração de empregos e oportunidades de novos negócios. O desenvolvimento do projeto vai beneficiar diretamente cerca de 600 mil moradores da região. O atual percurso feito pelo trem do Subúrbio, entre Calçada e Paripe, dura em média 40 minutos. Com a chegada do Monotrilho esse percurso será feito em 25 minutos. Já o tempo de espera pelo trem entre uma viagem e outra é de 40 a 50 minutos e deve cair para quatro minutos, no horário de pico, com o novo modal viário. O Monotrilho terá capacidade para transportar cerca de 170 mil usuários por dia, será movido à propulsão elétrica, sem emissão de agentes poluentes que prejudicam o meio ambiente. É considerado um meio de transporte rápido, seguro e confortável e deve ser equipado com sistema de ar condicionado e wi fi. A Fase 1 compreende 19,2 km, com 21 estações e vai ligar o bairro do Comércio, na cidade baixa da capital, até a Ilha de São João, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Na fase 2, que liga a região de São Joaquim até o Acesso Norte (integração com o metrô) estão previstas mais 5 estações.
Com informações da Secom BA  26/01/2021

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

TCE extingue medida cautelar sobre o Monotrilho de Salvador

Transportes sobre trilhos  🚄

A extinção de uma medida cautelar que suspendia os efeitos da concorrência aberta para viabilizar a construção do Monotrilho de Salvador Mesmo não tendo efeito prático — já que à época o Governo da Bahia entrou com um mandado de segurança que garantiu, por liminar, o andamento do processo e a consequente assinatura do contrato de parceria público-privada

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Durante sessão plenária realizada nesta terça-feira (17), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) decretou, por unanimidade, a extinção de uma medida cautelar que suspendia os efeitos da concorrência aberta para viabilizar a construção do Monotrilho de Salvador Mesmo não tendo efeito prático — já que à época o Governo da Bahia entrou com um mandado de segurança que garantiu, por liminar, o andamento do processo e a consequente assinatura do contrato de parceria público-privada — a medida reforça a segurança jurídica da ação. Para o procurador-geral do Estado, Paulo Moreno Carvalho, a decisão do TCE evidencia seu compromisso com as políticas públicas que visem o desenvolvimento do Estado da Bahia e o benefício da população de menor poder aquisitivo, que, neste caso, disporá de um sistema moderno, com maior segurança e conforto. “Embora a referida decisão aparentemente não altere a situação atual da concessão, ela inegavelmente empresta maior grau de segurança jurídica ao contrato, resolvendo uma questão procedimental importante, sem embargo da garantia do pleno exercício das medidas auditoriais. Louvo, portanto, a participação nesta votação, indistintamente, de todos os senhores Conselheiros”, conclui Paulo Moreno.
Com informações da Secom BA  17/11/2020

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Ônibus elétricos que irão circular no Subúrbio Ferroviário de Salvador realizam primeira viagem teste

Mobilidade  🚌

Um modelo silencioso, sem aquele barulho e o calor do motor convencional a diesel, e sem marcha, o que diminui os problemas causados pelo esforço repetitivo do braço, muitas vezes enfrentados pelos motoristas.Os ônibus são alimentados por baterias,não utilizam catenárias nem rede elétrica aérea e tem autonomia para 250 km por carga.

Da Redação
foto - Fernando Vivas/GOV.BA
Os ônibus 100% elétricos que irão circular no Subúrbio Ferroviário tiveram sua primeira viagem teste realizada na manhã desta quinta-feira (29), no trajeto entre a Estação Pirajá e a Estação Ferroviária de Paripe. A primeira viagem contou com a presença do governador Rui Costa, dos secretários estaduais de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, e de Desenvolvimento Urbano, Nelson Pelegrino, além de outras autoridades. “Com a introdução desse ônibus moderno, estamos cuidando, em primeiro lugar, da saúde das pessoas, além de oferecer mais conforto aos motoristas, cobradores e passageiros, e também cuidar do meio ambiente. É um modelo silencioso, sem aquele barulho e o calor do motor convencional a diesel, e sem marcha, o que diminui os problemas causados pelo esforço repetitivo do braço, muitas vezes enfrentados pelos motoristas. Os principais lugares do mundo estão fazendo a substituição do transporte a diesel por ônibus alternativos, e a Bahia está nesse caminho”, destacou o governador. Ainda segundo Rui, o Governo do Estado vai buscar realizar incentivos fiscais para viabilizar a aquisição desses modelos de transporte por parte dos prestadores de serviço também de ônibus metropolitanos e intermunicipais.

foto - Fernando vivas/GOV.BA
 “Ao mesmo tempo, iremos intensificar os contatos com empresários e empresas fornecedoras para tentar conseguir redução de preços e poder viabilizar essa substituição o mais rápido possível”, concluiu. Os novos ônibus começam a circular na próxima terça-feira (3), com valor da tarifa de R$ 4,10 e integração com o sistema metroviário. Dessa forma, os usuários poderão pegar o ônibus elétrico, que faz a linha metropolitana, o metrô, e outro ônibus(Integração) em até três horas. Serão disponibilizados cinco ônibus que farão o transporte da população no Subúrbio Ferroviário durante o período de obras do Monotrilho, no trajeto Mapele / Ilha de São João / Estação Pirajá. Os veículos têm capacidade para 71 passageiros, sendo 33 pessoas sentadas e 41 em pé. Os ônibus são movidos a bateria de fosfato ferro-lítio e têm autonomia de 250 quilômetros que permite a circulação o dia inteiro, com retorno à noite para garagem, onde são recarregados. A economia e zero emissão de poluentes no meio ambiente são pontos fortes do ônibus elétrico BYD. O custo operacional é 70% menor que um ônibus convencional movido a diesel. Os veículos elétricos também reduzem de forma significativa a necessidade de manutenção, já que têm número reduzido de peças. Na média, cada ônibus a combustão consome 90 litros de diesel em um dia de operação. Já o ônibus elétrico deixa de emitir 110 ton/ano de CO2 na atmosfera. De acordo com o secretário de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, “já estão sendo feitos estudos práticos e operacionais para a inclusão de ônibus mais modernos nas estações dos ônibus metropolitanos. Esta semana, estamos testando um modelo de ônibus a gás no Litoral Norte, transitando entre Lauro de Freitas, Estação Aeroporto e Praia do Forte, e agora aqui em Salvador com esse modelo elétrico”, explicou. O Monotrilho do Subúrbio a BYD, fornecedora dos ônibus elétricos que entrarão em operação em Salvador, integra a Metrogreen Skyrail Concessionária da Bahia S.A. (Skyrail Bahia), Sociedade de Propósito Específico (SPE) estabelecida por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) que será responsável pela construção e operação do Monotrilho do Subúrbio. Para o diretor técnico da Skyrail Bahia, Alexandre Barbosa, os moradores da região já vão sentir a mudança na qualidade do transporte público com os ônibus BYD. “Esses veículos são bastante confortáveis, totalmente sustentáveis e representam o início da transformação da mobilidade na região. Mais adiante, com o Monotrilho em operação, as pessoas mudarão totalmente a forma de se locomover no Subúrbio”, resume. O modal 100% elétrico vai substituir os trens do Subúrbio e proporcionar uma nova e próspera realidade na região, compondo um degrau importante para o desenvolvimento de Salvador. Serão 172 mil passageiros transportados por dia, beneficiando, em média, 600 mil pessoas que vivem na região. O Monotrilho é o maior projeto de mobilidade da história da região e trará mais qualidade de vida aos passageiros ao ligar a região metropolitana (Ilha de São João, em Simões Filho) e o Subúrbio Ferroviário com o miolo de Salvador (até a estação Acesso Norte) e o Comércio, em apenas 45 minutos, onde será possível integrar com outros modais, como metrô e ônibus.
Vistoria - Durante o trajeto, o governador realizou uma parada para vistoriar as obras da Maternidade João Batista Caribé, na Avenida Suburbana, que estão próximas da fase de conclusão.
Com informações da Secom BA  29/10/2020

foto - Fernando Vivas/GOV.BA