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quinta-feira, 3 de julho de 2014

TCE libera concorrência para Linha 18-Bronze

São Paulo

Apesar da decisão do tribunal, o MP paulista estuda instaurar inquérito civil para apurar suspeita de vício na concorrência. " Precisamos verificar a ocorrência de vício relatado na ação cautelar e decidiremos até amanhã [hoje] sobre a instauração de um inquérito civil", afirmou Marcelo Daneluzzio, promotor de Justiça.... 

Valor Econômico
foto - ilustração
O Tribunal de Contas de São Paulo (TCE-SP) decidiu manter a concorrência internacional para construção da Linha 18 -Bronze do Metrô de São Paulo, o monotrilho de 15 km de extensão e 13 estações, que ligará a rede metroferroviária da capital à região do ABC. A obra está orçada em R$ 4,2 bilhões, com prazo de concessão de 25 anos e previsão de conclusão em 2018. O recebimento das propostas e a abertura dos envelopes estão marcados para hoje à tarde.
O conselheiro Antonio Roque Citadini rejeitou ontem pedido do Ministério Público de Contas (MPC), que havia solicitado a paralisação imediata do processo, devido a suposto risco de atuação do cartel metroferroviário, que teria agido entre 1998 e 2008, segundo investigações das autoridades financeiras da Suíça e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Citadini, relator do caso no tribunal, determinou arquivamento da representação do MPC, o que permitiu que a Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) prosseguisse com a licitação. Em abril, o TCE havia concedido liminar suspendendo a concorrência, motivado por representação de uma empresa. Depois reviu a decisão. A STM informou, por meio da assessoria, que não há vício na concorrência e que ela foi considerada lícita pelo TCE.
Apesar da decisão do tribunal, o MP paulista estuda instaurar inquérito civil para apurar suspeita de vício na concorrência. " Precisamos verificar a ocorrência de vício relatado na ação cautelar e decidiremos até amanhã [hoje] sobre a instauração de um inquérito civil", afirmou Marcelo Daneluzzio, promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social do MP.
Fonte - Revista Ferroviária  03/07/2014

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Ciclistas organizam protesto contra bloqueio de ciclovia

Ciclismo

Thiago Moreno
Agência Estado
Marg. Pinheiros
foto ilustração - Pregopontocom
Ciclistas organizam, via rede social, um protesto contra a interdição de quatro quilômetros da ciclovia às margens do Rio Pinheiros. Será no sábado, 05. A partir da segunda-feira, 07, a pista ficará fechada durante dois anos por causa das obras da nova Linha 17-Ouro. As bicicletas não poderão circular entre as estações Granja Julieta e Vila Olímpia da Linha 9-Esmeralda.
Os organizadores da manifestação pretendem acampar na ciclovia da tarde de sábado até o começo da noite de domingo, 06. Eles pedem que a Companhia do Metrô apresente alternativas seguras para que os ciclistas possam fazer o mesmo trajeto.
"Ninguém é contra o transporte público, o que nós queremos é uma opção para andar de bicicleta com segurança", explica Rodrigo Vicentim, 34, criador da página do evento. Ele reclama que o processo de decisão foi impositivo. "Existem vários grupos de ciclistas engajados, prontos para auxiliar a prefeitura na busca da mobilidade urbana. Em nenhum momento essas pessoas foram consultadas", lamenta
Segundo a Companhia do Metrô, a interdição garante a segurança dos ciclistas enquanto durarem as obras. A empresa lembra que, dos 21,5 quilômetros da ciclovia, 17,3 continuam funcionando normalmente.
Para os organizadores, porém, o problema permanece, já que a obra bloqueia quatro quilômetros da pista. "A ciclovia funciona não apenas para o lazer, mas como um meio seguro de deslocamento entre a Vila Olímpia e Interlagos. Ao fechá-la, você impede que pessoas que usam a via diariamente transitem por ali", afirma Vicentim.
Quando estiver pronta, a Linha 17-Ouro vai ligar o Jabaquara ao Estádio do Morumbi, passando pelo Aeroporto de Congonhas. No total, serão criados 17,7 quilômetros de monotrilhos ligando as 18 estações e atendendo 400 mil pessoas todos os dias. No trecho interditado, a Companhia pretende instalar 66 pilares e 132 vigas.
O Metrô calcula que a ciclovia, que foi inaugurada em 2010 pela CPTM, receba cerca de 600 ciclistas nos dias úteis. Nos finais de semana esse número sobre para quase quatro mil.
A concentração do protesto está marcada para as 18h, embaixo da Ponte Estaiada. Na página do evento, no Facebook, os organizadores pedem um movimento pacífico e convidam as famílias dos ciclistas para participar.
Fonte - A Tarde  02/10/2013