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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Ferrovias da Bahia não serão desativadas

Ferrovias

Correio da Bahia
foto - ilustração
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) irá receber uma audiência pública nesta terça-feira (10), às 9h30, na Comissão de Infraestrutura. Temas como a desativação de trechos ferroviários da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e o projeto de uma nova ferrovia serão debatidos, assim como a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que autorizou devolução do trecho de 1760 km, concedido há 17 anos para a FCA.
Participarão da audiência parlamentares prefeitos dos municípios cortados pela ferrovia, sindicalistas, representantes da ANTT e do Ministério dos Transportes.
Na última sexta-feira (6), após reunião de quase duas horas, o governador Jaques Wagner revelou que possui a garantia da presidente Dilma Rousseff de que os trechos ferroviários no Estado não serão desativados. Além disso, a cidade de Alagoinhas não será excluída do Programa de Investimento em Logística (PIL) do governo federal.
"Não existe nenhuma hipótese de desativar a ferrovia, nem retirar trilhos. Tenho o compromisso da presidente da República. É um processo de retomada e não de desativação. A garantia que eu tenho é que não haverá desmobilização enquanto não tivermos uma nova ferrovia. O governo federal precisa dizer agora quem assume o trecho", afirmou.
O assunto ainda será discutido em encontro com o Ministro dos Transportes, Cesar Borges e o diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), nesta segunda-feira (9), em Brasília.
Fonte - Revista Ferroviária 09/09/2013

domingo, 28 de julho de 2013

ENTRONCAMENTO FERROVIÁRIO em Alagoinhas corre risco de fechar


G1 BA
A Bahia corre o risco de perder um entrocamento ferroviário para escoamento de minérios e produtos. Em Alagoinhas, a 100 km de Salvador, por onde passa a linha férrea, a ameaça de fechamento preocupa funcionários, comerciantes e moradores, que cresceram vendo a cidade se desenvolver em torno da ferrovia.
São mais de 1.600 km de estrada de ferro, que devem ser desativados. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou a empresa Centro Atlântica, concessionária da ferrovia, a desativar quatro trechos com a justificativa de que não são viáveis economicamente - o que vai de Alagoinhas a Juazeiro e de Alagoinhas até Propriá, em Sergipe; e, em Salvador, de Paripe a Mapele e do Terminal de Cargas ao Porto.
Segundo a ANTT, uma nova malha será construída e os funcionários transferidos para outras cidades. No entanto, de acordo com o Sindicato dos Ferroviários, não existe a garantia de manutenção dos 600 funcionários da empresa.
Além disso, a entidade alega que as transferências seriam para cidades muito distantes de Alagoinhas. "Relocação não garante posto de trabalho. Está aqui em Alagoinhas e ir para outro ponto, a 1000 km, poucos trabalhadores irão. Portanto, o sindicato entende que haverá demissão em massa", afirma Paulino Moura.
Há 26 anos trabalhando como maquinista, Wilson Pereira está preocupado. "Depois de laborar esse tempo em uma empresa e em um trabalho específico, que é essa função de maquinista, e, de uma hora para a outra, a empresa diz que vai fechar, acabar, com promessas obscuras de transferência, com ilusão de garantia de emprego...A gente hoje vive um temor", aponta.
A ferrovia chegou a Alagoinhas há mais de um século e trouxe desenvolvimento. Em 1997, a atual concessionária recebeu a malha da antiga Rede Ferroviária Federal. Na época, moradores tiveram a promessa de que um novo ciclo de progresso chegaria à cidade. Hoje, Iraci Gomes, que é de uma família de ferroviários, lamenta. "Alagoinhas é uma cidade ferroviária, nasceu pela ferrovia. Não podemos abrir mão disso, vamos continuar lutando para que haja revitalização dos nossos trechos", diz.
Raimundo Rocha já conta com prejuízos com a ameaça de fechamento da linha férrea. A pousada que gerencia recebe 60 reservas por mês a serviço da ferrovia. "São pessoas desse interior todo para prestar serviço na ferrovia. Isso não deixa de trazer prejuízos a esse hotel e a outros dessa cidade", comenta.
A previsão dos comerciantes é de queda de 10% no faturamento com a transferência ou com demissão dos ferroviários. A indústria também pode sair perdendo. "Se perdermos a ferrovia, perdemos a atração de empresas, a exemplo das mineradoras. Temos o produto, temos o minério. O que favorecia a implantação da indústria é justamente a ferrovia", relata Benedito Vieira, do Sindicato dos Empresários do Comércio.
Os trens que passam pelo entroncamento de Alagoinhas carregam madeira, combustíveis e minérios pelo estado. Com a desativação desse trecho, seriam necessários 51 mil caminhões para fazer o transporte de todo esse volume.
Em nota, a ferrovia Centro Atlântica disse que não estão previstas demissões por causa da desativação dos trechos. E que, através de um plano integrado de logística, o governo federal está elaborando um projeto para não prejudicar as empresas que são clientes da ferrovia. Além diso, explica que uma nova ferrovia será construída, mais moderna e com maior capacidade para os usuários do modal.
Fonte - Revista Ferroviária  27/07/2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ferrovia Centro Atlântica não poderá interromper serviço na Bahia, diz ANTT

Bahia Notícias
foto ilustração - vfco.brazilia
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou, em nota enviada à imprensa, que devolução de concessões de ligações ferroviárias na Bahia pertencentes à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) foi a pedido do governo federal. De acordo com o órgão, que é vinculado ao Ministério dos Transportes, apesar do cancelamento, a prestação do serviço não poderá ser interrompida unilateralmente. “A concessionária não tem permissão para paralisar a prestação de serviço de transporte sem a ciência e concordância dos usuários dependentes do transporte ferroviário nos trechos envolvidos”, informou. O deputado estadual Joseildo Ramos (PT), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa da Bahia, criticou na última terça-feira (23) a decisão da ANTT de desativar e devolver diversos trechos da FCA, por onde passam cargas de empresas como Ferbasa, BR Distribuidora e a BSC. Com a decisão, as rodovias devem passar a receber 51 mil caminhões com magnesita, madeira e combustíveis, o que poderá encarecer a logística de transporte desses produtos. De acordo com a ANTT, a medida teve o objetivo de viabilizar a execução de investimentos que não seriam possíveis com o contrato vigente. “O contrato, firmado com a FCA há 17 anos, não exige investimentos na atual ferrovia, ocasionando degradação e ausência de modernização da estrutura”, afirmou.
Fonte - Bahia Notícias 26/07/2013