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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Concessão de portos e ferrovias no Brasil na mira da francesa Dreyfus

Infraestrutura

Concessão de portos e ferrovias no Brasil no radar da Dreyfus - Foi o que afirmou ontem ao Valor o executivo André Roth, presidente do conselho de administração da subsidiária no país e chefe da plataforma global de oleaginosas da empresa.No momento, o foco da múlti está no chamado "Arco Norte", mas nada impede sua participação em licitações em outras regiões. 

Valor Econômico
foto - ilustração
A multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC), uma das maiores empresas do mundo no setor de agronegócio, está "ansiosa" para participar de licitações envolvendo as novas concessões de portos e ferrovias no Brasil. Foi o que afirmou ontem ao Valor o executivo André Roth, presidente do conselho de administração da subsidiária no país e chefe da plataforma global de oleaginosas da empresa.
Já há alguns anos, a LDC tem investido pesadamente em logística no Brasil, "para continuar bastante competitiva", segundo Roth. No momento, o foco da múlti está no chamado "Arco Norte", mas nada impede sua participação em licitações em outras regiões. "Temos capital alocado para entrar nas concessões caso sejam atrativas", afirmou.
De qualquer forma, o Norte seguirá no foco. A múlti acredita que, na região, serão abertos novos 3 milhões de hectares para a agricultura nos próximos anos, área que poderá render 30 milhões de toneladas de grãos adicionais. E, com o aumento da demanda da China, estimado em mais de 30 milhões de toneladas de grãos na próxima década, serão necessários no Brasil cinco novos portos para dar conta desse escoamento.
"Não tem como pensar em agronegócio no Brasil sem pensar na China", disse Roth. "O Brasil é o país com maior potencial para atender à demanda chinesa. Em sua opinião, o importante é que, apesar de ter mais concorrentes no mercado, o Brasil tem uma produção crescente "e isso dá oportunidade para a Dreyfus continuar tendo posição relevante no mercado".
O executivo disse, ainda, que a valorização do dólar em relação ao real ajuda a subsidiária brasileira da LDC, em parte porque tornam seus custos industriais mais competitivos na comparação com outros países em que a múlti está presente. E lembrou que o câmbio também tem colaborado para preservar as margens dos produtores mesmo com os preços das commodities agrícolas em geral mais baixos. "A agricultura do Brasil continuará competitiva mesmo com o ambiente de baixa e preços", concluiu Roth.
Fonte - Revista  Ferroviária  03/07/2015

sexta-feira, 20 de junho de 2014

GE melhora oferta pela Alstom e propõe 3 joint ventures

Economia

A proposta melhorada foi feita no mesmo dia que o presidente da GE, Jeff Immelt, encontrou-se com autoridades francesas em uma pressão final para completar a compra da maior parte dos negócios de energia da Alstom.

O Estado de S. Paulo /RF
foto - ilustração
A General Electric apresentou ontem nova oferta pelo negócio de energia do grupo francês Alstom, que inclui a formação de joint ventures (em que cada empresa fica com 50%) em redes e energia renovável e uma aliança global nuclear.
A proposta melhorada foi feita no mesmo dia que o presidente da GE, Jeff Immelt, encontrou-se com autoridades francesas em uma pressão final para completar a compra da maior parte dos negócios de energia da Alstom.
A GE também ofereceu seu negócio de sinalização ferroviária para a Alstom, o que fortaleceria o negócio de transporte da empresa francesa, fabricante do trem de alta velocidade francês TGV. As duas empresas assinaram um memorando de entendimento para formar uma "aliança global" em transporte, informou o grupo.
Preço. De acordo com Immelt, o preço da proposta será ajustado para refletir a venda das operações de sinalização ferroviária e as joint ventures, mas não revelou qual seria o novo valor. Com a proposta de alianças, o valor em dinheiro será reduzido, mas o executivo salientou que o valor da Alstom na oferta permanece em 12,35 bilhões. Segundo ele, a avaliação das alianças propostas "ainda estão sendo finalizadas".
A GE acrescentou que a aliança nuclear que dará 50% de participação a cada uma das empresas terá uma participação do governo francês em ações preferenciais com poder de veto e outros direitos de governança sobre questões relacionadas à segurança e tecnologia de usinas nucleares.
O conselho da Alstom se posicionará até segunda-feira entre a oferta da GE e a proposta da rival da Siemens e da japonesa Mitsubishi Heavy Industries (MHI), de 14,2 bilhões.
As duas propostas são de naturezas muito diferentes: enquanto a Siemens levaria apenas o braço de turbinas a gás da Alstom e a MHI levaria participações minoritárias em outras atividades de energia, a GE quer toda a unidade de energia, que inclui energia térmica, energia renovável e unidades de redes, responsáveis por 70% da receita da Alstom.
Durante conferência com investidores na Alemanha, o presidente da Alstom, Patrick Kron, disse que a Siemens poderia "sonhar" com a troca de ativos com a empresa francesa, mas que uma decisão cabe aos acionistas. "Eles querem as nossas atividades de gás... E nós devemos ter o seu negócio de transporte... Bem, eles estão autorizados a sonhar", disse Kron.
Fonte - Revista Ferroviária 20/06/2014

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Siemens prepara proposta para comprar Alstom

Internacional

Christophe de Maistre, que comanda a Siemens France, elogiou a proposta da empresa alemã de incorporar suas operações no setor ferroviário na Alstom, bem como a quantia não especificada de dinheiro em troca de ativos do grupo francês fabricantes de turbinas.
De Maistre disse que isso criaria duas "campeãs europeias de alcance mundial". 

Financial Times
Valor Econômico
foto - ilustração
A Siemens anunciou que está preparando a apresentação de uma proposta oficial de compra da Alstom, ao mesmo tempo em que pressiona o parlamento francês para que aceite sua ideia de criar duas "campeãs" europeias em geração de energia e transporte ferroviário, e derrotar a proposta concorrente da General Electric.
Executivos da GE e da Siemens vêm mantendo conversações a portas fechadas com ministros franceses há semanas, mas ontem revezaram-se publicamente em defesa de seus planos no que diz respeito à Alstom perante uma comissão parlamentar francesa.
Christophe de Maistre, que comanda a Siemens France, elogiou a proposta da empresa alemã de incorporar suas operações no setor ferroviário na Alstom, bem como a quantia não especificada de dinheiro em troca de ativos do grupo francês fabricantes de turbinas.
De Maistre disse que isso criaria duas "campeãs europeias de alcance mundial". Mas ele disse que a Siemens não tomará uma decisão apressada e que apresentará uma proposta final até 16 de Junho, o mais tardar.
Em comentários preparados para apresentação à comissão, Jeff Immelt, presidente-executivo da GE, disse a Patrick Kron, principal executivo da Alstom, que a companhia americana contactou a francesa sobre o negócio porque "ele sabe que o sucesso de longo prazo no setor de eletricidade exige escala e recursos maiores do que a Alstom tem à sua disposição". Ele acrescentou que uma empresa combinada GE-Alstom no setor de energia teria mais força e diversidade de tecnologias, e melhores condições de competir, especialmente nas economias emergentes, que deverão ter forte crescimento na demanda por eletricidade.
De acordo com seus comentários, Immelt disse que a França teria maior influência no setor energético mundial se o negócio com a GE for aprovado, bem como mais sedes de tomada de decisões e de gastos com P&D.
Ele concluiu: "A Alstom não será absorvida pela GE; em vez disso, as operações combinadas serão um verdadeiro líder de poder mundial com sede em França".
Sob pressão dos ministros franceses, a GE já prorrogou o prazo para a Alstom entrar em conversações exclusivas até 23 de junho. A Siemens poderia fazer uma oferta formal no fim desta semana, segundo uma pessoa próxima às negociações.
A GE é amplamente considerada como favorita na disputa pela Alstom, uma vez que conta com o apoio de Kron e ofereceu concessões em questões de importância vital para as autoridades francesas, entre elas a manutenção de postos de trabalho e a delicada questão das operações no setor nuclear.
A Siemens, em meio a uma revisão estratégica sob seu novo executivo-chefe, Joe Kaeser, ainda precisa convencer investidores e funcionários dos méritos de aliar-se à Alstom. Kaeser também defronta-se com obstáculos antitruste.
De Maistre deixou claro que a Siemens está avaliando os riscos legais e financeiros para estabelecer o valor justo da Alstom, que está sendo investigada por corrupção no Reino Unido, EUA e Brasil.
A Siemens considera sua proposta envolvendo o setor ferroviário como um trunfo na disputa pela Alstom, pois argumenta que a GE não explicou como ativos da Alstom no setor de transportes competiriam com concorrentes chineses de maior porte.
"Se é um bom ou mau negócio para os acionistas [da Siemens] dependerá, em última análise, de preço e execução", disse Henning Gebhardt, diretor de departamento na DWS.
Fonte - Revista Ferroviária  28/05/2014

sábado, 13 de outubro de 2012

PROPINA DA ALSTON - Chega a US$ 430 milhões o valor,afirma Tribunal da Suíça

Propina da Alstom chega a US$ 430 milhões, afirma Suíça
13/10/2012
Folha de S.Paulo 29/10/2008

O volume de propinas pagas pela multinacional francesa Alstom a funcionários estrangeiros pode ter sido superior a US$ 430 milhões, informa nesta quarta-feira reportagem de Marcelo Ninio, publicada pela Folha(a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a reportagem, o cálculo é da Justiça suíça, que investiga a suspeita de que a empresa subornou servidores de vários países, incluindo o Brasil, para ser favorecida em licitações de projetos públicos.
Informações divulgadas ontem pelo Tribunal Federal Penal em Bellinzona, na parte italiana da Suíça, apontam que a Alstom pode ter pago mais de US$ 60 milhões por ano em propinas entre 1998 e 2003. O suborno era mascarado como "pagamento de consultorias", mas as empresas beneficiadas serviam para lavar e transferir o dinheiro da corrupção.
A Folha informa que os procuradores suíços consideram os pagamentos suspeitos porque muitos deles envolviam empresas que jamais prestaram nenhum consultoria à gigante francesa. Em alguns casos, afirmam, há provas de que o dinheiro acabou nas mãos de funcionários públicos de Itália, Zâmbia e México.
O Ministério Público já havia informado que há pelo menos três investigações em curso sobre o caso Alstom, e que uma delas é sobre o uso de bancos suíços para pagar propinas no Brasil. A principal suspeita envolve o pagamento de US$ 6,8 milhões a integrantes do governo paulista para ganhar licitação de US$ 45 milhões do Metrô.
Outro lado
A Alstom comentou a suspeita de que teria destinado US$ 60 milhões por ano ao pagamento de propinas. "O grupo Alstom formalmente nega acusações, que não se baseiam em evidências", disse Philippe Kaffe, assessor da empresa, à agência France Press.
Ao contrário do que dão a entender as informações da corte suíça, a empresa diz que o parecer da Justiça lhe é favorável. "Nem a Alstom nem empregados da Alstom foram acusados de corrupção", disse Kaffe. "A decisão do Tribunal Penal Federal, que nos é favorável, considera injustificado associar pagamentos feitos pela Alstom a consultores a corrupção ou tentativa corrupção."
Fonte - Com Texto Livre  13/10/2012
VEJA O VÍDEO SOBRE O ASSUNTO  -    
Justiça pede sequestro de dinheiro de propina bloqueado na Suíça